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A Catequista

A Catequista

E Deus fez o homem e a mulher, e deu a eles o dom da atração mútua...

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E eles se desejaram e se uniram. E só assim era possível perpetuar a espécie...

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Até o dia em que o “eu te amo” e o olhar 43 puderam ser substituídos por uma série de atividades frias e solitárias, em uma clínica de reprodução assistida.

O homem vai a uma sala privativa cheia de material pornográfico e se tranca lá dentro. Depois, sai de lá com um vidrinho, que é entregue a um profissional uniformizado (no caso de homens que fizeram vasectomia, a coleta é feita por punção). Que coisa triste! Que constrangimento! Essa é mesmo uma forma digna de se tentar formar uma família?

No caso da fertilização in vitro convencional, não há aquela incrível corrida dos espermatozóides até o óvulo. Um técnico seleciona um espermatozoide e fecunda o óvulo com uma agulha. E assim a vida é gerada em uma placa de Petri, fora do calor do ventre materno.

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Se o procedimento der certo, nove meses depois nascerá a criança. Como um católico deve ver isso? Esse nascimento é algo bom e deve ser, sim, motivo de alegria. Porém, a técnica utilizada para gerar essa vida continua sendo imoral e má. 

Em grande parte, por culpa da nossa omissão (já que esse assunto é raramente abordado nas homilias ou catequeses), está ganhando força a cultura da morte e do provisório. As clínicas de reprodução assistida promovem amplamente a destruição de embriões fertilizados não utilizados.

Quando a implantação dos embriões ocorre com sucesso no útero (um ou mais bebês vingam), é comum que ocorra o descarte dos embriões não utilizados. Isso ocorre imediatamente após a implantação bem-sucedida, ou em algum outro momento no futuro, quando ninguém mais se interessa por armazená-los nos freezers da clínica.

Note: são seres humanos em estado embrionário, sendo despejados no ralo, como lixo! Ou então destinados a pesquisas com células-tronco embrionárias, como se fossem uma “coisa”. Quanta miséria, quanto desrespeito ao ser humano, e por quê? Para que casais realizem seu sonho a qualquer custo?

Os bebês de proveta são completamente inocentes e não podem ser culpados pela forma como foram concebidos. Talvez nem mesmo os pais sejam culpados – já que, muito provavelmente, não entendem a gravidade e as implicações da reprodução assistida. Mas os profissionais que realizam essa destruição de embriões humanos são automaticamente excomungados.

O Papa Francisco já se pronunciou sobre isso:

“O pensamento dominante propõe por vezes uma ‘falsa compaixão’, que considera uma ajuda para a mulher favorecer o aborto, um ato de dignidade proporcionar a eutanásia, uma conquista científica ‘produzir’ um filho considerado um direito em vez de o acolher como dom; ou usar vidas humanas como cobaias de laboratório presumivelmente para salvar outras. (...)

Estamos a viver num tempo de experimentos com a vida. Mas um experimento mau. Fazer filhos em vez de os acolher como dom, como eu disse. Brincar com a vida. Estai atentos, porque isto é um pecado contra o Criador: contra Deus Criador, que criou as coisas deste modo.”

- Discurso no Congresso da Associação de Médicos Católicos Italianos

Essa é a mensagem da Igreja: os filhos são um DOM, não um direito. Acima de tudo, não podem ser tratados como produtos, comprados a preço de ouro nas “fábricas de bebês”. Os casais com problemas de fertilidade devem ser ajudados, de modo que seu sofrimento não os deixe cegos para a verdade e insensíveis à moral. As crianças nos orfanatos mandam um abraço!

Ela já foi protagonista de uma longa matéria exibida no Globo Esporte. Agora, virou estrela de um comercial da Nike: Irmã Madonna Buder está dando o que falar. Afinal, é realmente inusitado uma freira católica ser triatleta! Mas o que causa verdadeiro estranhamento é vê-la usando shortinho ou se expondo publicamente de maiô.

Ok, a irmã é idosa e não vai tentar ninguém (se bem que tem gosto pra tudo). Mas isso não a desobriga a se vestir em toda e qualquer situação com o decoro apropriado a uma esposa de Cristo. A não ser que... a não ser que Madonna Burder não seja freira coisíssima nenhuma.

Eu diria que a americana Madonna Buder não é freira católica, mas sim “freira”, COM MUITAS ASPAS. Aos 23 anos, ela se tornou freira de fato, ao ingressar no convento das Irmãs do Bom Pastor (Sisters of the Good Shepard), em St. Louis. Porém, em 1990 ela deixou o convento para se unir a um grupo de mulheres que NÃO pertence à Igreja Católica.

Madonna Buder, hoje, é membro da Sisters for Christian CommunitySFCC, que nem mesmo se define como uma associação católica (Fonte: Cosmopolitan); elas dizem ser uma “comunidade ecumênica". Estranhamente, a grande maioria delas mora sozinha. Elas chamam isso de “vínculo espiritual”, pois não possuem um local para viverem juntas.

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Mais de 90% dos membros da SFCC são ex-freiras, que foram expulsas ou abandonaram suas congregações. Se dizem religiosas, mas não usam hábito religioso, não obedecem a nenhum superior (???) e não partilham bens em comum (???). É cada uma por si! No quesito “vida em comunidade”, os hippies dos anos 70 dão de dez a zero nessas “freiras”. Viva os Novos Baianos!

O documento que define a visão teológica das “freiras” da SFCC (veja aqui) afirma que a hierarquia é burocrática e distorce o verdadeiro sentido de obediência (Jesus, que escolheu 12 Apóstolos para liderarem a Igreja, não curtiu isso). Elas dizem obedecer diretamente ao Espírito Santo, sem precisar de superiores. Ah tá... Martinho Lutero mandou um abraço!

Mas senta aí, que lá vem mais doideira: segundo a SFCC, as religiosas de clausura são pobres confinadas e oprimidas pelo clero machista. A SFCC, então, garante trazer “liberação” para as mulheres, pois oferece às religiosas (oi??) a possibilidade de determinar seus próprios caminhos de uma forma que nunca antes foi possível para mulher alguma.

Será que essas mulheres ignoram que muitas abadessas não têm nenhum homem como superior, a não ser o Papa? Será que elas ignoram que várias religiosas na Idade Média lideraram não somente conventos femininos, mas também conventos masculinos (saiba mais aqui)?

É isso... nada de freiras católicas! Apenas uma associação de mulheres cristãs (não necessariamente católicas) que não vivem em convento algum. Muito espertinha, Madonna Buder não move um dedo para desfazer a confusão em torno de sua figura. É claro, a magia está no fato de todos pensarem que ela é uma autêntica freira católica. Se souberem que ela não passa de uma ex-freira que virou solteirona libertária, o encanto evapora.

Depois da animação "Meu Malvado Favorito", bem que os católicos poderiam produzir um filme chamado "Meu protestante favorito". Afinal, muitos de nós admiramos o testemunho cristão de ao menos um amigo, parente ou celebridade protestante (ainda que reconheçamos as graves lacunas de sua crença).

Tem uns sites católicos por aí dizendo que os protestantes não são nada além do que um bando de hereges completamente afastados da graça de Deus, e nem mesmo podem ser chamados de cristãos. Se você pensa assim, você está contra a doutrina católica, sim, amiguinho!

É preciso saber que:

  • a Igreja Católica reconhece como VÁLIDO o batismo ministrado em algumas comunidades protestantes (veja quais);
  • a encíclica Dominus Iesus afirma que os membros de outras religiões, ainda que de forma GRAVEMENTE deficitária, podem receber a graça de Deus – pois muitos não têm culpa de serem ignorantes quanto à verdadeira fé;
  • São Paulo ensina que até mesmo os pagãos, apesar de não terem tido contato com a lei de Deus, muitas vezes fazem o que a lei manda, quando são fiéis à sua consciência (Rom 2,13-15);
  • fora da Igreja não há salvação (já explicamos esse dogma aqui), e, junto a isso, também é verdade “para se obter a salvação, não se exige a incorporação real (reapse), como membro, à Igreja, mas é exigido, pelo menos, a adesão a esta pelo voto e o desejo (...). Se o homem sofre de ignorância invencível, Deus aceita um voto implícito, assim chamado porque contido naquela boa disposição da alma com a qual o homem quer a sua vontade conforme à vontade de Deus.” (Carta do Santo Ofício ao Arcebispo de Boston, 1949. Denzinger, 3866 -3872).

Diante de tudo isso, como é que se pode sustentar a ideia estapafúrdia de que os protestantes não são cristãos?

Nós católicos devemos saber conciliar a necessária luta contra a heresia protestante com o devido amor e respeito aos nossos irmãos separados. Até mesmo sabendo identificar as oportunidades de colaboração mútua em "questões sociais e técnicas, culturais e religiosas" (S. João Paulo II, Redemptoris Missio).

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Que a Deforma Protestante foi obra do capeta, isso nós temos que deixar claro (não foi reforma, foi deforma mesmo!). Ainda assim, algo de católico os protestantes conservaram – o Novo Testamento foi compilado pelos católicos, afinal (saiba mais aqui)! E é essa parcela de herança católica que Deus pode usar para realiza a Sua obra.

Aliás, nem todo protestante é herege, no sentido mais amplo do termo. Existe uma diferença entre crer em uma doutrina errada por ignorância invencível (heresia material), e entre rejeitar a verdade por puro orgulho, covardia e teimosia (heresia formal).

Nas comunidades protestantes, os pastores, bispos e apóstolos não possuem poder sacerdotal algum - pois não possuem sucessão apostólica. E, mesmo assim, muitos deles agem de reta consciência, buscando com sinceridade serem fiéis a Jesus.

Como bem observou nosso leitor Geraldo: “Uma coisa é o herege pai, fonte da heresia. Outra coisa são os membros das comunidades eclesiais herdeiras desse heresiarca (os batistas, os presbiterianos, assembleianos, etc.) que nasceram e cresceram nessa cultura sem nunca conhecer outra coisa E que, com aquilo que receberam (e que em grande parte é algo herdado do catolicismo de onde um dia se desmembraram) fazem o que podem, por vezes dando muito mais frutos que nós próprios que comemos à mesa do Pai”.

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Mas infelizmente, grande parte das denominações se afastaram de forma tão drástica do Evangelho, que já nem mesmo podem ser chamadas de cristãs: são paracristãs, ou seja, arremedos medonhos do cristianismo.

Como a igrejola do pastô que dá surra de terno...

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As comunidades que abençoam uniões gay...

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A comunidade evangélica sul-africana que come capim durante o culto...

A seita que promove a lipoaspiração di Zizuiz para emagrecimento...

Enfim, o rol de aberrações é interminável! Algumas comunidades chegam até mesmo a negar a divindade de Jesus, como é o caso das Testemunhas de Jeová. Não é à toa que Lutero reconheceu a besteira que fez, ao ensinar que qualquer um pode interpretar a Bíblia (confira aqui).

Também muitos protestantes fazem uma escolha livre pela ignorância; nesse caso, o caminho da perdição é quase certo. Mesmo assim, o julgamento está nas mãos de Deus.

Então, se você tem um protestante favorito, seja legal. Tem muitas coisas que podemos fazer juntos. Mas, como canja da galinha não faz mal a ninguém, não dê chance pro Coisa-Ruim! Trate de trabalhar e rezar para trazer o amiguinho para a única Igreja que contém a plenitude dos meios de Salvação!

Maledicência: assim se chama o pecado de falar mal dos outros, de revelar os defeitos e erros alheios, sem que para isso haja qualquer motivação justa. E, como dissemos em um post recente, a mais nova onda é atacar a reputação de pessoas anônimas nas redes sociais (confira aqui).

Na semana passada, quem se tornou alvo dos patrulheiros da internet foi a americana Molly Lensing. Sua foto, sentada em uma cadeira, tendo diante de si a filha de 2 meses deitada sobre um pano no chão de um aeroporto, viralizou no mundo todo. Ela foi taxada por milhões de pessoas como uma mãe relapsa, insensível, louca... uma mãe horrível!

Há poucos dias, a verdade veio à tona: a companhia aérea Delta Airlines explicou o caso, assumindo toda a responsabilidade. Molly tinha um voo marcado para uma segunda-feira, mas este foi cancelado. A companhia disse que não havia mais vouchers para custear a noite em um hotel próximo, então, ela não teve outra opção, senão dormir no chão com seu bebê (Fonte: Revista Crescer).

mollyA foto em questão foi tirada dois dias depois (!!!), na quarta-feira, quando, cansada de esperar pelo reagendamento do voo, ela estava ligando para seus pais virem buscá-la no aeroporto. Molly estava no chão, ao lado do seu bebê. Acordou, sentou na cadeira e pegou o celular para fazer o telefonema. Aí veio algum espírito de porco, fotografou e divulgou a sua imagem nas redes sociais, como uma mãe desnaturada.

Mas o tal espírito de porco não teria tido sucesso em sua cagada internética se não fosse uma multidão de gente sem louça para lavar, que ajudou a compartilhar a imagem de Molly e a expô-la negativamente, sem antes refletir: “É, isso me parece muito ruim... Mas será que foi isso mesmo? Será que não há alguma história por trás disso tudo que justifique a atitude dessa mãe?”.

Muitas pessoas simplesmente não sabem discernir entre o mal que deve ser denunciado (crimes e outros males que dizem respeito à comunidade) e o mal que deve ser calado (erros - ou supostos erros - das outras pessoas que são de âmbito puramente pessoal).

Para cada um de nós, é importante sempre lembrar a advertência do Apóstolo Tiago: a língua, mesmo sendo um órgão muito pequeno, pode lançar o corpo inteiro no Inferno!

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Vamos meditar sobre essas passagens da Bíblia:

“A chicotada produz um ferimento, porém uma língua má quebra os ossos. Muitos homens morreram pelo fio da espada, mas não tantos quanto os que pereceram por sua própria língua.” (Eclo 28,21-22)

“…faze uma balança para (pesar) as tuas palavras, e para a tua boca, um freio bem ajustado. Tem cuidado para não pecar pela língua, para não caíres na presença dos inimigos que te espreitam, e para que não venha o teu pecado a ser incurável e mortal.” (Eclo 28,29-30)

“Ouviste uma palavra contra o teu próximo? Abafa-a dentro de ti; fica seguro de que ela não te fará morrer.” (Eclo 19,10)

“Protege teus ouvidos com uma sebe de espinhos; não dês ouvidos à língua maldosa, e põe em tua boca uma porta com ferrolhos.” (Eclo 28,28)

"Considerai como uma pequena chama pode incendiar uma grande floresta! Também a língua é um fogo, um mundo de iniqüidade. A língua está entre os nossos membros e contamina todo o corpo; e sendo inflamada pelo inferno, incendeia o curso da nossa vida. Todas as espécies de feras selvagens, de aves, de répteis e de peixes do mar se domam e têm sido domadas pela espécie humana. A língua, porém, nenhum homem a pode domar. É um mal irrequieto, cheia de veneno mortífero. Com ela bendizemos o Senhor, nosso Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. De uma mesma boca procede a bênção e a maldição. Não convém, meus irmãos, que seja assim.” (Tgo 3,3-9)

Em 1430, um grupo de católicos liderados pelo padre John Huss estava tocando o rebú na Boêmia (atual República Tcheca). Os chamados hussitas pregavam a rebelião contra a hierarquia da Igreja, atacavam mosteiros, destruíam igrejas e estátuas de santos – sim, os protestantes se inspirariam nessa cambada, no século seguinte.

Santa Joana D’Arc ficou sabendo da arruaça, e ditou a um escriba (pois era analfabeta) uma cartinha aos hereges, buscando fazê-los voltar ao caminho reto. Note que, diferente do muitos católicos-jujuba de hoje, os santos sempre trataram heresia como coisa séria e perigosíssima! E qual era o conteúdo e o tom da tal carta?

Pense numa mulé braba...

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A santa não usou palavras gentis e conciliatórias, evitando ofender os hussitas. Ela simplesmente os xingou de cegos, os acusou de crime e sacrilégio e ameaçou passar o rodo neles com uma ação militar, caso não se emendassem. Sim, era um ultimato, não uma tentativa de diálogo!

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As testemunhas oculares afirmam que Santa Joana tinha uma natureza doce. O tom violento da carta aos hussitas se distancia desse perfil, mas o motivo era grave: eles haviam acabado de devastar aldeias na Silesia, Lusatia, Meissen e Saxônia, causando grande sofrimento a civis inocentes.

Dois meses após o envio da carta aos hussitas, a Virgem de Orléans foi capturada pelos ingleses e Borguinhões. Isso a impediu de cumprir sua ameaça contra os hereges. Mas suas palavras não foram em vão, certamente. Que possam nos inspirar a ter a mesma indignação frente à heresia, bem como a disposição firme de combatê-la (o que pode ser feito no campo intelectual).

*****

CARTA DE SANTA JOANA D'ARC AOS HEREGES DA BOHEMIA

Sully, 23 de março de 1430

Jesus, Maria Há muito o rumor e a voz do povo tem informado a mim, Joana A Virgem, que de verdadeiros cristãos vocês se transformaram em hereges, e semelhante aos Sarracenos vocês destruíram a verdadeira Fé e culto, e abraçaram uma superstição deplorável e ilegítima; e o desejo de sustentá-la e difundi-la aí não seriam um ato desgraçado nem uma crença tola a que vocês se atreveriam.

Vocês estão corrompendo os sacramentos da Igreja, extirpando as bases da Fé, destruindo as igrejas, quebrando e queimando as estátuas que foram levantadas como memoriais, vocês estão massacrando os cristãos porque eles preservam a verdadeira Fé.

Que fúria é essa? Ou que raiva ou loucura consomem vocês?

Essa Fé que o Deus Todo-Poderoso, o Filho e o Espírito Santo revelaram, estabeleceram, elevaram ao poder e glorificaram de mil maneiras através de milagres – vocês perseguem essa Fé, vocês desejam derrubá-la e destruí-la.

Vocês estão cegos, mas não porque lhes faltam olhos ou compreensão. Vocês acreditam que ficarão sem punição por isto? Ou vocês não estão conscientes de que Deus se opõe aos seus esforços ilegais e não permitirá que permaneçam na escuridão e no erro? De forma que, quanto mais vocês se afundarem em crimes e sacrilégios, tanto mais Ele preparará grandes punições e angústias para vocês.

Até onde me toca, para ser franca, se eu não estivesse ocupada com as guerras inglesas, eu já teria vindo vê-los há muito tempo atrás; mas, se eu souber que vocês não se consertaram, eu posso deixar de lado [a luta com] os ingleses e ir contra vocês, de forma que pela espada, se eu não puder fazê-lo de nenhuma outra forma, eu vou eliminar a sua louca e obscena superstição e remover a sua heresia ou a sua vida.

Mas, se vocês preferirem retornar à Fé católica e à Luz original, então enviem os seus embaixadores a mim e eu os direi o que vocês precisam fazer.

Se vocês não quiserem e resistirem obstinadamente ao estímulo, lembrem-se dos danos e das ofensas que vocês têm cometido e me aguardem, aquela que irá infligir similarmente sobre vocês com forças humanas e divinas.

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Alguns cristãos se considerem espiritualmente muito superiores àquela turba citada no Evangelho, sedenta pelo linchamento da mulher adúltera. Porém, quantos de nós que vivemos a dizer “não julgueis” não pensamos duas vezes antes de entrar na última onda de linchamento moral de algum “pecador” nas redes sociais?

Não me refiro àqueles casos em que temos o dever moral de denunciar e rechaçar com força algum comportamento seriamente danoso – como crimes sexuais, corrupção, fraude, abuso de poder etc. Ou das graves ofensas à religião, como blasfêmias, sacrilégios e heresias. Não! Falo dos “anônimos” que são massacrados por terem cometido atos idiotas de pouca relevância, como publicar uma piada de mau gosto nas redes sociais.

Acontece sempre assim: uma pessoa comum, cuja opinião tem pouco alcance (não é uma figura pública, um artista, um líder religioso ou político, nem mesmo uma celebridade qualquer) posta alguma piada ou foto imbecil. Ela merece ser criticada por isso? Talvez, mas somente pelas pessoas com quem normalmente interage, ou seja, seus poucos seguidores. Essa é a limitadíssima rede de influência de um anônimo. Mas aí vem um espírito de porco – um paladino da moral opinativa, um justiceiro da web – e joga o cocô virtual no ventilador. E dezenas de milhares de pessoas em fúria se juntam para destroçar a figura do infeliz Zé Ninguém, que de ilustre desconhecido passa, repentinamente, a figura odiada pela massa, alvo das piores pragas e xingamentos.

E o que a criatura fez para merecer ser esculhambada por uma multidão de internautas? Matou? Roubou? Estuprou? Maltratou crianças, idosos ou animais? Deu spoiler de Game of Thrones?

spoiler

Explodiu a fábrica da Nutella?

nutella

Não... postou uma piada imbecil, que a princípio só a mãe dele, duas tias, seis amigos e um primo iriam visualizar. Um caso emblemático, de alcance internacional, aconteceu em 2013, com o linchamento moral da executiva americana Justine Sacco (sobre isso, veja aqui a entrevista de Jon Ronson, autor do livro “Humilhado”). Pouco antes de embarcar para a África do Sul, ela postou essa desgraça de tweet: “Estou indo para a África. Espero não pegar AIDS. Brincadeirinha! Sou branca”.

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A repercussão no Twitter foi tão intensa que, em apenas algumas horas, a vida de Justine virou de cabeça para baixo. Quando ela pisou os pés no aeroporto da Cidade do Cabo, já havia perdido o emprego. Um trem desgovernado chamado “patrulha do politicamente correto” havia passado por cima de sua reputação. Justine pediu desculpas pouco tempo depois, mas ainda assim continuou a ser hostilizada. Passou a ter frequentes ataques de pânico.

Jesus Cristo, o Deus Encarnado, disse que todos os pecados serão perdoados (menos o pecado contra o Espírito Santo), mas os patrulheiros da Internet decretaram que postar chacotas cretinas é um crime sem perdão! Piadistas boçais, tremei! Vocês serão odiados no mesmo nível dos piores bandidos.

ira

Aqui no Brasil, a mais recente onda de linchamento virtual envolveu um jovem médico de Serra Negra-SP. Ele postou uma foto sua debochando de um paciente que falou “peleumonia” (pneumonia) e “raôxis” (raio-x). Atitude babaca? Com certeza! Além da falta de noção ao expor dessa forma a marca da instituição onde presta serviço.

peleumonia

Quanto ao post que gerou tantas reações acaloradas, o fato é que o médico NÃO CITOU NOMES nem identificou ninguém. Ainda assim, como o paciente veio a público se dizer ofendido, o médico foi pessoalmente à casa dele e pediu desculpas. O paciente o perdoou, e disse: "Ele é uma pessoa boa, que teve um momento errado". Porém, muita gente ainda continua bombardeando Guilherme com comentários hostis.

Avalie: o mal causado pelo post desse médico foi proporcional à ira que ele está atraindo? Sua postagem estúpida nos permite dizer que ele é um “lixo humano” (esse foi um dos comentários que vi sobre ele)? Ter a reputação arrasada é uma punição justa nesse caso? Se damos ao erro alheio uma dimensão maior do que ele realmente tem, nossos pecados serão avaliados com o mesmo peso e rigor, no Dia do Juízo. Porque "com a mesma medida com que medirdes, sereis medidos vós também" (Lc 6,38).

Amar o próximo como a ti mesmo. Nós, cristãos, precisamos nos ajudar a viver esse mandamento. Gente... Não faz sentido desembainhar a espada para ferir mosquitos! Misericórdia, perdão, temperança! Imitemos o doce Cristo, sem frouxidão, sem jujubice, sem deixar de fazer - quando nos cabe - a devida correção fraterna.

A conduta de pessoal de um Papa pode é sempre perfeita? Não, já que o Papa, por mais santo que seja, é um homem mortal e sujeito a erros pessoais (saiba mais aqui). Ele é infalível somente quando ensina ex-cathedra. Esse fato dá aos católicos o direito de criticar o Papa publicamente, como se ele fosse um fulano qualquer? Não, realmente não!

O bispo de Roma é o pai do povo católico... você exporia as lacunas de seu pai ou de sua mãe de forma pública? Não acha que isso daria munição para seus inimigos rirem de você e de sua família? "Mas e se eu julgo que o Papa deu uma declaração confusa ou imprecisa, em uma entrevista? Não posso descer a lenha nele nas redes sociais?". Não, não pode!

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Convenhamos, essa passagem não está na Bíblia só de enfeite: "Não toqueis nos meus ungidos" (Sl 104,15). Podemos até usar de uma fraqueza respeitosa, pontuando que talvez fosse melhor ele falar isso ou aquilo, que teria sido mais frutífero agir assim ou assado... Mas esculhambar o Papa é pecado!

A não ser que você seja, assim... um sujeito com a moral de um São Paulo. No livro dos Atos dos Apóstolos, afinal, vemos Paulo de Tarso jogando no ventilador a hipocrisia de São Pedro. Mas se não está ainda nesse nível de santidade paulina, é melhor morder a língua mil vezes antes de usá-la para atacar o bispo de Roma.

Todo católico tem a obrigação sagrada de amar o Papa. E como age um cristão que ama o Papa? Assim, ó:

  • obedece o Papa e todas as coisas, não somente nas questões dogmáticas;
  • não fica discutindo de forma desrespeitosa as vontades do Papa;
  • não fica contrapondo a opinião do Papa à opinião de outras pessoas;
  • não se atreve a limitar o campo onde o Papa pode e deve exercer sua autoridade.

Tem muito católico aí que bate no peito se dizendo "tradicional", mas sua postura ácida contra o Papa o deixa muito mais próximo de um filho de Lutero! Assim, contribuem para o "escândalo dos bons e para a ruína das almas". Esse é o ensinamento de São Pio X. Seu discurso é voltado para os padres, mas certamente serve para os leigos também.

*****

Papa São Pio X

 Discurso aos Sacerdotes da União Apostólica

18 de novembro de 1912

O Papa é o guardião do dogma e da moral; é o depositário dos princípios que formam honestas as famílias, grandes as nações, santas as almas; é o conselheiro dos príncipes e dos povos; é a cabeça sob a qual ninguém deve sentir-se tiranizado, pois representa o próprio Deus; ele é o pai por excelência, que em si reúne tudo o que pode haver de amável, de terno, de divino.

Parece inacreditável, e é contudo doloroso, que haja padres aos quais se deve fazer esta recomendação, mas nos nossos dias nós estamos infelizmente nesta dura e triste condição de dever dizer a padres: Amai o Papa!

E como se deve amar o Papa? Não por palavras somente, mas por atos e com sinceridade. (...) E se Nosso Senhor Jesus Cristo dizia de si mesmo: “Se alguém me ama, guardará minha palavra”, assim, para mostrar nosso amor ao Papa, é necessário obedecer.

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É por isso que, quando se ama o Papa, não se fica a discutir sobre o que ele manda ou exige, a procurar até onde vai o dever rigoroso da obediência, e a marcar o limite dessa obrigação. Quando se ama o Papa, não se objeta que ele não falou muito claramente, como se ele fosse obrigado a repetir diretamente no ouvido de cada um sua vontade e de exprimi-la não somente de viva voz, mas cada vez por cartas e outros documentos públicos.

Não se põem em dúvida suas ordens, sob fácil pretexto, para quem não quer obedecer, de que elas não vieram diretamente dele, mas dos que o rodeiam! Não se limita o campo onde ele pode e deve exercer sua autoridade; não se opõe à autoridade do Papa a de outras pessoas, por muito doutas que elas sejam, que diferem da opinião com o Papa. Por outra parte, seja qual for sua ciência, falta-lhes santidade, pois não poderia haver santidade onde há dissentimento com o Papa.

É o desabafo de um coração dolorido… para deplorar a conduta de tantos padres que, não somente se permitem discutir e criticar as vontades do Papa, mas que não têm a receio de chegar a atos de desobediência imprudente e atrevida, para grande escândalo dos bons e para a ruína das almas.

 Uma leitora nos enviou essa pergunta:

"Olá, gostaria de saber se um casal de noivos que decidem morar juntos antes do casamento, mas se propõem a viver a castidade ate o dia do casamento, eles podem comungar normalmente? Já que o que importa é a pessoa está em estado de graça para ser digna da comunhão."

Em princípio, sim, podem comungar. Mas é preciso também dizer que essa é uma SITUAÇÃO RUIM, que precisa ser evitada a todo o custo. Morando junto, é bem difícil que um casal jovem segure a onda de não pecar contra a castidade (lembrando que a castidade no namoro exige não só que não haja penetração, mas outros tipos de carícias mais íntimas também). E fugir das ocasiões favoráveis ao pecado é um dever cristão.

Além disso, noivos nessa situação pecam por causar escândalo aos outros. Ainda que não transem, passam ao mundo a impressão de que não estão nem aí para a moral católica. Darão motivo para os não-católicos zombarem da Igreja e serão uma pedra de tropeço para os iniciantes na fé, que podem ter suas crenças abaladas pelo contra-testemunho.

escandalo

"Ah, mas é errado julgar os outros". Sim, de fato. São Paulo diz que é errado julgar uns aos outros, mas também adverte que ninguém deve ser causa de escândalo para os irmãos (Rom 14,13). Por isso, é importante não só fugir do pecado, mas também evitar toda aparência de pecado.

Há uma situação, me parece, em que um casal de noivos poderia morar sob o mesmo teto, sem causar escândalo ou se colocar em ocasião de pecado: se moram na casa dos pais de um deles, e se esses pais são muito rígidos em manter a moralidade dentro da casa. Assim, zelarão para que os noivos não tenham muitas ocasiões de ficar sozinhos e para que durmam em quartos separados.

 Jesus “molhou o pão e deu-o a Judas, filho de Simão Iscariotes. Logo que ele o engoliu, Satanás entrou nele” (Jo 13,26-27). No dia da instituição da Eucaristia, já apareceu o primeiro vacilão que ousou comungar em pecado grave e, em vez de receber graça, caiu em maldição. Nunca nos esqueçamos das palavras de São Paulo:

“Portanto, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será culpável do corpo e do sangue do Senhor. Que cada um se examine a si mesmo, e assim coma desse pão e beba desse cálice. Aquele que o come e o bebe sem distinguir o corpo do Senhor, come e bebe a sua própria condenação.” (I Cor 11, 27-30)

Quem cometeu pecados veniais, apesar de ter ofendido ao Senhor, pode comungar. Já quem cometeu um pecado mortal, se comunga sem se arrepender e se confessar ao sacerdote, comete SACRILÉGIO. Já ouvi muita gente dizer: “eu estava em pecado grave, mas comunguei mesmo assim, porque eu senti grande necessidade de me aproximar do Senhor”.

Essas pessoas não entendem que o vazio e a sede espiritual que sentem não serão preenchidos uma má comunhão – muito pelo contrário! –, mas somente com um verdadeiro arrependimento dos pecados e com a devida Confissão. centuriao_romano

O PADRE DISSE: "COMUNGUE; CONFESSE DEPOIS”. TÁ CERTO ISSO?

Há alguns padres por aí dando bola fora. Nas nossas igrejas, essa cena se repete: o padre está atendendo o povo em confissão, mas precisa parar o atendimento para começar a se preparar para celebrar a missa. Então se dirige para os fiéis que ainda estão na fila do confessionário, e diz:

– Não tenho mais tempo para atender as confissões. Podem ir agora para a missa e comungar. Depois da missa vocês confessam.

Esse é um péssimo conselho! 

Nenhum sacerdote tem poder de passar por cima da lei da Igreja e autorizar alguém a comungar em pecado mortal, ainda que a pessoa pretenda se confessar logo após a missa. A Igreja admite uma exceção somente quando houver um MOTIVO GRAVE e a pessoa não tiver tempo ou oportunidade de se confessar. Os únicos casos que cabem nesse critério, são:

  • se o cristão está prestes a bater as botas;
  • se for o dia da celebração da Páscoa e o fiel, por mais que tenha desejado e buscado, não conseguiu se confessar (afinal, todo católico tem obrigação de se confessar no mínimo uma vez por ano, por ocasião da festa da Ressurreição do Senhor). Neste caso, pode comungar, mas deve se confessar o mais breve possível.

Fora dessas duas situações, NÃO há licença ou desculpa que justifique uma comunhão em pecado mortal.

A VISÃO DE SÃO MACÁRIO

São Macário (século IV) teve a seguinte visão: quando o sacerdote estava distribuindo a Santa Comunhão, se aproximavam demônios horríveis. Quando uma pessoa bem preparada vinha receber a Eucaristia, os demônios fugiam depressa. Mas quando um cristão em pecado grave vinha receber Jesus Eucarístico, os demônios lhe entregavam um pedaço de carvão em brasa, e no mesmo instante a Santa Hóstia voltava para o altar.

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Também devemos ter cuidado com o excesso de escrúpulos. É quando a pessoa entra numa onda de, por qualquer coisinha boba, achar que ofendeu gravemente a Deus, e deixar de comungar. Não pira, galera! Falaremos mais sobre isso em outra oportunidade.

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Por: Pe. José Eduardo de Oliveira

Sobre a polêmica de Card. Sarah e o "ad orientem", não quis falar nada antes porque já imaginava que seria este o desfecho [confira aqui os esclarecimentos da Sala de Imprensa da Santa Sé]. Porém, cabe uma precisação importante, sobretudo depois da chuva de estupidezes que se disseram esses dias. AS DUAS POSIÇÕES DO ALTAR SÃO VÁLIDAS Uma coisa é a "posição do altar" e outra a "posição interior do celebrante". Esta última sempre é "versus Dei", como esclareceu uma resposta autêntica da Congregação para o Culto Divino do ano 2000 (Cf. prot. 2036/00/L), pois o padre reza a Deus, não ao povo, mas pelo povo e com o povo. Quanto à "posição do altar", a Igreja SEMPRE teve as duas posições coexistindo em harmonia: "coram Deo" (de frente para Deus) ou "coram populo" (de frente para o povo). Nas igrejas de estilo basilical, por exemplo, construía-se sempre o altar voltado para o povo, mas sempre "ad orientem"… Pois o ponto de referência sempre foi Deus, e NUNCA houve um conflito entre os dois estilos. Contudo, nas últimas décadas, o problema se tornou praticamente ideológico, e criou-se uma dialética artificial entre as duas posições, sendo que ambas, como esclarece a mesma resposta da Congregação para o Culto Divino, permanecem plenamente válidas, e isso para as duas formas do rito romano. Na referida resposta autêntica, a Igreja já esclareceu que a norma litúrgica se refere a que se "possa" celebrar facilmente "coram populo", mas não que isso se "deva" em todos os casos. Cabe aqui o discernimento pastoral na comunhão da Igreja. A HIPOCRISIA DE ALGUNS Todavia, sejamos francos. Como a hipocrisia é grande em nossos dias!!! Há tempos se mandou alterar a fórmula da consagração para "pro multis" [as palavras da consagração do cálice devem ser, conforme o Evangelho, "por muitos", em vez de "por todos], e ninguém fez nada, embora houvesse um prazo de dois anos, já esgotado há tempos. O próprio papa Francisco mandou que se moderasse mais o "abraço da paz", e praticamente ninguém viu nada se fazendo a respeito. Agora, o Card. Sarah fez uma intervenção, sem praticamente novidade alguma em termos legislativos, e cria-se uma celeuma dos diabos. Se as sugestões fossem para dançar o maculelê na liturgia, mesmo que isso não fosse oficial, haveria não apenas acatamento imediato, mas se obrigariam todos os que não quisessem a fazê-lo sob pena de qualquer coisa… danca_freira A liturgia, no final das contas, se tornou um festival de gostos, e o problema que o Card. Sarah aponta continua candente: não se trata da posição do altar, mas da nossa posição interior. A quem estamos buscando?, a nós mesmos, nossa popularidade?, ou a Deus? "AD ORIENTEM" NÃO É DAR AS COSTAS PARA O POVO Nem falemos dos grotescos que voltaram àquela vergonhosa expressão de "celebrar de costas para o povo", digna de não-catequizados. Além de ser um desrespeito a todos os demais 22 ritos da Igreja Católica, que continuam celebrando assim como há milênios, é uma flagrante idiotice, à qual menciono apenas para registrar que ainda existem tamanhos mentecaptos. Enfim, independente da posição do altar, o que se pode sanar pela presença da Cruz ao centro, como faz Papa Francisco (que também celebra "versus Dei" todos os anos, pelo menos na Capela Sistina, na festa do Batismo do Senhor, quando batiza os bebês), o que mais importa é a posição do nosso coração: celebramos para Deus. Ele é nosso alvo, nosso centro, nosso horizonte… E isso não apenas enobrece a ação litúrgica, mas santifica o povo que dela participa, pois este não veio à Santa Missa para conferir a performance do padre, mas para passar pelo novo e vivo caminho aberto pelo Sangue do Cordeiro, entrar pelo véu rasgado e contemplar o Trono da Graça, para encontrar salvação e auxílio oportuno.

O Pe. José Eduardo de Oliveira é sacerdote da Diocese de Osasco e Doutor em Teologia Moral pela Pontifícia Universidade da Santa Cruz (Roma).
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