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A Catequista

A Catequista

Confessar os pecados é uma prova de amor a Cristo. Só o amor (ok, e talvez uma pitada de medinho do Inferno) faz com que alguém exponha as suas piores debilidades a outra pessoa, muitas vezes a um estranho. Se o pecador tem um mínimo de vergonha na cara, confessar-se já é em si uma penitência.

Quando atrelou o perdão dos pecados à confissão dos mesmos aos seus Apóstolos (Jo 20:23), Jesus determinou que um gesto concreto de arrependimento deveria ser realizado. Pedir perdão ao Deus “escondido” e impessoal é muito fácil; mas declarar as faltas a outra pessoa é agulhada na nossa prepotência.

Eu confesso: tenho vergonha de me confessar. Já deixei de pecar muitas vezes, só pra não ter que me confessar depois! Não estou bem certa, mas algo me diz que eu não sou a única pecadora acanhada da paróquia. Quanto a isso, já ouvi algo do tipo: “Ah, mas na hora de pecar não teve vergonha de Deus, que estava vendo!”. Tudo bem, Ele sempre me vê, mas o oposto não ocorre; lamentavelmente, nem sempre eu me dou conta da Sua doce Presença.

confessionario_homer_simpson_trelicaAinda bem que tenho óleo de peroba aqui em casa: passo na minha cara-de-pau e saio pra me confessar, sempre que necessário. Mas imagino que a vergonha possa frear a intenção de muitas pessoas em buscar o perdão de Deus, desestimulando a sua ida ao confessionário. Estas pessoas estão erradas? Sim, é claro. Por outro lado, o ambiente em que a maioria dos confessores se propõe a confessar não é convidativo.

Atualmente, quase todas as paróquias dispõem de “salas de atendimento dos sacerdotes” ou algo do tipo. Você tem que ficar cara a cara com o padre, e não conta mais com aquela tão conveniente treliça, que vela o rosto dos penitentes nos confessionários tradicionais. Complacente com os vexados de plantão, o nosso inesquecível João Paulo II apresentou em 2002 o Motu Proprio Misericordia Dei (clique aqui para ler), em que determina que as sedes para as confissões devem estar munidas de uma “grade fixa”. Ora, se o próprio Papa mandou, porque muitos bispos e párocos fazem ouvido de mercador?

Nesse mesmo documento, o beato condenou “a tendência ao abandono da confissão pessoal", devido ao recurso abusivo à "absolvição geral" ou "comunitária”, que só deveria ser aplicada em casos extremos. Taí um puxão de orelha nos padres que não se dedicam a atender os fiéis em confissão, e perdoam os pecados coletivamente (sem justificativa grave), dispensando a acusação individual das faltas.

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Quanto ao confessionário de treliça, se o grande JP II foi solenemente ignorado pelo clero em geral, quem sou eu para ter a ilusão de que meus anseios serão atendidos? Póbi di mim. Mas, pensando bem, não é nada que não possa ser contornado com o nosso jeitinho brasileiro... Para resguardar o anonimato durante as confissões, os homens poderão usar bigodes postiços; já as mulheres poderão usar leque no verão e burca no inverno!

Nãaaaao, acho que não...

“Eu volto a dizer aos jovens, com todas as forças do meu coração: que nada e ninguém lhes tire a paz; não tenham vergonha do Senhor”, exortou o Papa Bento XVI, falando aos participantes da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de Madri.vergonha_avestruz_areia

Segundo a agência de notícias Zenit, “o Pontífice falou especialmente das dificuldades que muitos jovens cristãos enfrentam para viver e manifestar suas crenças”, e apontou “a necessidade, na Igreja, de reforçar esta mesma fé, em uma época em que estas manifestações acabam sendo difíceis”. Bento XVI afirmou ainda que “muitos jovens, por causa da sua fé em Cristo, são vítimas de discriminação, que gera o desprezo e a perseguição, aberta ou dissimulada”.

Se você crê e busca viver conforme os valores da Igreja, deve entender na pele esse discurso do Papa . As universidades, as escolas e os ambientes de trabalho são os novos coliseus onde a identidade cristã é massacrada. Bem que o Mestre avisou:

"O servo não é maior do que o seu senhor. Se me perseguiram, também vos hão de perseguir." (Jo 15,20)

Nas universidades, em especial, católicos são muito bem-vindos... contanto que não manifestem abertamente a sua fé e mantenham-se calados quando algum professor ou aluno debocha, ataca os seus valores ou calunia a sua Igreja – e 99% deles fazem isso, seja qual for o curso ou disciplina. Infelizmente, a grande maioria dos estudantes católicos aceita usar a mordaça intelectual que o ambiente escolar e universitário lhe impõe. E a grande desgraça disso é que, quando um cristão se cala, é o santo nome de Cristo que ele encarcera no seu silêncio omisso.

contestar_professorNa época em que fui universitária, muitas vezes me senti uma solidão acachapante... Mas valeu muito a pena lutar! Deus seja louvado por todas as vezes que levantei o dedo para questionar as abobrinhas anticatólicas disfarçadas de intelectualidade aguda. Deus seja louvado pelas discussões que não cessavam ao fim da aula e ganhavam os corredores. Deus seja louvado pelos eventos religiosos – mostras culturais, palestras, encontros de formação cristã etc. – que realizamos dentro daquele ambiente hostil. Deus seja louvado por ter me dado a coragem que eu não tinha.

Nos ambientes de trabalho, o rolo compressor do secularismo é igualmente danoso. As blasfêmias e piadinhas grotescas com temas religiosos estão longe de ser eventos raros. Certa vez, uma menina que trabalhava ao meu lado – e hoje é uma grande amiga – fez uma piada sórdida que envolvia Nossa Senhora. Fiquei tão chocada que chorei, e disse: “Você está falando da minha Mãe”. Na hora, ela percebeu que havia vilipendiado não a ideia abstrata de um personagem religioso distante, mas sim Alguém intensamente querido por mim, Alguém concreto. Pediu desculpas e, apesar de seu ateísmo, jamais voltou a me ofender novamente.

A situação tá braba pro nosso lado, ok. Mas nada justifica a apatia epidêmica que acomete os católicos fora dos muros das igrejas. Vale lembrar as palavras de Cristo:

"Se alguém se envergonhar de mim e das minhas palavras, também o Filho do Homem se envergonhará dele, quando vier na sua glória, na glória de seu Pai e dos santos anjos." (Lc 9,26)

Na JMJ, Bento XVI convidou os jovens a assumir “a maravilhosa aventura de anunciá-la [a nossa fé] e testemunhá-la abertamente com a sua própria vida. Um testemunho corajoso e cheio de amor pelo homem irmão, ao mesmo tempo decidido e prudente, sem ocultar a própria identidade cristã, num clima de respeitosa convivência com outras legítimas opções e exigindo ao mesmo tempo o devido respeito pelas próprias”.

Questione, converse, proponha, convide, chore, viva! O essencial é que você não passe por este mundo como uma mosca morta. Aonde quer que estejamos, que  o nosso pobre rosto possa refletir a beleza do Rosto de Cristo, e que a nossa débil voz possa anunciar a força da Sua doce Presença no mundo.

Nem cheirar, nem matar, nem traficar, nem roubar doce de criancinha; o pecado mais atiça a sanha dos nossos irmãos evangélicos é a idolatria. E, nesse ponto, quase todos os católicos vivem sendo “crenticados”.

A estratégia dos nossos acusadores é a da tijolada: pegam uma passagem da Bíblia, tiram ela do seu contexto e a lançam na nossa cabeça, sem dó. Neste caso, o tijolo, isto é, o texto que usam como arma para atacar a nossa fé é o seguinte:

"Não terás outros deuses diante de minha face. Não farás para ti escultura, nem figura alguma do que está em cima, nos céus, ou embaixo, sobre a terra, ou nas águas, debaixo da terra. Não te prostrarás diante delas e não lhes prestarás culto." (Ex 20,3-5)

De fato, o texto não deixa margem para dúvidas: prestar culto a imagens de santos, como nós católicos fazemos, seria realmente um pecado gravíssimo... na época do Antigo Testamento. A proibição era, então, absolutamente necessária, mas perdeu o seu sentido quando o Velho deu lugar ao Novo Testamento.

Explico: o povo que vivenciou o Êxodo era, em grande parte, idólatra. A crença no Deus de Abraão, Isaac e Jacó não os imunizou da influência religiosa dos demais povos. Assim, o culto aos ídolos – primeiramente o bezerro de ouro, e depois os baals – era uma fonte de frequentes aborrecimentos e decepções para o Senhor.

Por isso, havia o grande risco de os hebreus perceberem o Deus da Aliança como mais um deus, o que deus estava “em alta” no momento, e não como O Deus, Único e Verdadeiro. Javé precisava deixar claro o abismo que havia entre os ídolos e Ele: Ele não é produto da mente humana, nem tampouco a Sua doutrina. Ele é o Deus que se revelou, Ele é Aquele que É (“Eu Sou Aquele que Sou” – Ex,3-14). Os ídolos, por sua vez, eram patéticos e impotentes objetos de pau, metal ou pedra, que representavam esquemas religiosos e doutrinas criadas pela imaginação humana.

Assim, foi preciso tomar uma medida educativa: proibir que o povo fizesse qualquer imagem do Senhor, para deixar claro que Ele não era mais um deus inventado, moldado por mãos humanas. Ademais, ninguém conhecia o Seu rosto, e nenhuma imagem poderia ficar à altura da Sua imensa glória:

"No dia em que o SENHOR vos falou do meio do fogo no Horeb, não vistes figura alguma. Guardai-vos bem de corromper-vos, fazendo figuras de ídolos de qualquer tipo." (Dt 4, 15-16)

Entendida a razão que originou da proibição do culto às imagens? Então, passemos à segunda parte da história...

“Jingle Bells, jingle Bells!...”. Deus finalmente nos mostrou a Sua face. Todo o poder, o amor, a beleza, a misericórdia e a força Deus sem rosto e sem nome cabiam agora no corpo de um Menino. Os olhos dos homens finalmente podiam contemplar a FIGURA do Criador: "Quem Me vê, vê também Aquele que Me enviou" (Jo 12,45).

Talvez o nariz ou os olhos fossem parecidos com os de Sua Mãe. Talvez. Mas o certo que os traços do rosto de Jesus não seriam jamais esquecidos ou ignorados pelos cristãos da comunidade primitiva. As paredes das catacumbas estão lá, para quem quiser e puder ver: pinturas de santos - inclusive de Maria, ó que pecado! - e personagens bíblicos para todo o lado.

Assim, não podemos compreender a Bíblia sem considerar a Tradição da Igreja, que, desde os primeiros séculos, entendeu que os ícones que representavam o Senhor, Maria e os santos exprimiam de forma legítima a fé e a esperança do nosso povo. Não custa lembrar o óbvio: a proibição do culto às imagens está diretamente relacionada ao combate à adoração de outros deuses. Por isso, o mandamento que condena a idolatria não se aplica no caso das imagens católicas, já que estas nos remetem à glória do próprio Cristo. Os ícones católicos nos testemunham sobre a vida de personagens reais e históricos (e não imaginários, como os ídolos), que dedicaram sua vida ao Senhor.

A relação dos católicos com as imagens de Jesus e dos santos é comparável à que qualquer pessoa tem com a fotografia das pessoas amadas. Quando olhamos a imagem de alguém importante para nós, a afeição se projeta; trazemos as fotos com carinho na carteira, colocamos em um canto de destaque na sala, beijamos o papel inerte quando a saudade aperta... E ninguém, por mais imbecil que seja, faria algum comentário infeliz aludindo a “idolatria”.

Pra encerrar, digo que este post não tem o objetivo de fornecer munição para que você, católico, possa se justificar quando te “crenticarem”. Não vale a pena gastar a saliva (a não ser nos raros casos em que há a possibilidade de um diálogo honesto e objetivo). O papo aqui é mesmo para nos ajudar a compreender as raízes da nossa própria identidade. Assim, sabendo quem nós somos e porque nós somos, nos tornamos mais capazes de viver a nossa fé de forma alegre, livre e consciente.

Por isso, se alguém vier lhe chamar de idólatra, não discuta. Manda o cara falar com a sua mão.

UPDATE:

Os comentários neste post acabaram nos motivando a escrever a parte 2! Confira:

Ainda acha que católicos adoram imagens? Continue falando com a minha mão… 

 

Era noite. A jovem viúva Judite investiu num visual glamuroso e saiu vestida pra matar – alegoricamente e literalmente falando. O Senhor, vendo que a sua causa era justa, “aumentou-lhe a beleza”. (Jud 10:44).

A tribo de Judá estava sitiada pelo impiedoso e teoricamente imbatível exército assírio, que contava os dias para barbarizar. Os israelitas, acuados, planejavam se entregar para evitar o massacre. Judite, cheia de moral, recriminou o povo por sua falta de fé e recomendou oração e penitência.

cervejaAo chegar ao acampamento inimigo, a moça disse que desejava revelar o meio mais fácil de vencer os israelitas, cuja derrota era certa. E ela, afinal, não queria fazer parte do time dos perdedores... Abobalhados diante do seu charme e simpatia (ah, os homens!), os assírios engoliram numa boa esse papinho: “Quem poderia desprezar os hebreus que têm tão belas mulheres? Não são elas uma razão suficiente de lhes fazermos guerra?” (Jud 10:18).

Just fallen in love, o marechal Holofernes chamou a beldade pra um banquete no seu cafofo, crente que ia se dar bem. Fingindo condescendência, entre um sorriso e outro, ela ia enchendo o copo do homi, que, feliz da vida, “bebeu vinho como nunca tinha bebido” (Jud 12:20). Tonto pela birita, o marechal caiu desacordado, sem ter tocado um dedo na bela viúva.

Judite pediu forças a Deus, cortou a cabeça de Holofernes com uma espada e guardou-a em um saco. Depois, fez cara de paisagem e saiu do acampamento calmamente, como se fosse orar. De volta à cidade de Judá, exibiu a cabeça do homem arrogante que Deus feriu não por meio de fortes guerreiros, mas “pela mão de uma mulher” (Jud 13:19). Com a confiança renovada por esta façanha, os israelitas atacaram o acampamento dos assírios, que, abalados pela morte de seu líder, fugiram atordoados. A vitória de Israel foi completa.

O grande valor deste livro é nos lembrar que Deus tem o curioso costume de fazer uso de pessoas aparentemente fracas e impotentes para cumprir os seus desígnios; ele as capacita, e converte até mesmo os seus limites em vantagens. Assim, uma única mulher pôde precipitar a derrota de um exército inteiro, tendo como armas somente o seu olhar 43 e algumas taças de vinho. Judite também nos ensina que não devemos perder as esperanças, mesmo diante das situações de aparente derrota: Deus sempre vence na nossa vida, contanto que tenhamos e coloquemos os nossos dons humildemente ao seu serviço.

Moral da história: homens, não recriminem suas filhas, namoradas ou esposas quando elas passarem hooooras se arrumando para sair. Brincadeirinha...

Quarta, 10 Agosto 2011 09:00

Monge é um tipo de fiscal da natureza?

Quando se fala em vida monástica, o que lhe vêm à mente? Homens que passam os dias passeando despreocupados pelos jardins, rezando, entoando cânticos gregorianos, bebendo vinho... E é só. Ê vidão! O que quase ninguém diz é que os monges católicos estão entre os grandes construtores da civilização ocidental.

O mundo deve aos monges copistas a preservação dos textos da Grécia Antiga. Sem eles, os professores ateus e anticatólicos que tanto vilipendiam a Igreja não teriam sentido nem de longe o cheiro dos textos de Platão, Aristóteles, Pitágoras e outros grandes pensadores gregos. Durante os primeiros séculos da Idade Média, as tribos bárbaras, ainda não cristianizadas, invadiam as cidades e, muitas vezes, destruíam tudo o que viam pela frente, inclusive as bibliotecas. Com o seu zeloso trabalho de cópia manual e preservação dos escritos, os monges nos legaram não só os clássicos antigos, mas também a Bíblia.

Após a queda do Império Romano, o caos e a miséria ameaçaram a Europa. Com o seu duro trabalho braçal, os monges – especialmente os beneditinos – transformaram brejos em terras férteis e introduziram uma variedade de grãos e novas técnicas agrícolas (como a roda hidráulica e os moinhos de vento). Por isso muitas cidades se desenvolveram em torno dos monastérios.

Durante o reinado do imperador católico Carlos Magno (768-814), a Europa experimentou um notável desenvolvimento cultural. Incrementando o número de escolas nos mosteiros, conventos e abadias, Carlos Magno promoveu a instrução aos leigos por parte da Igreja. Estas escolas monásticas foram a semente da criação das universidades.

Até aqui, falamos somente das colaborações monásticas à sociedade leiga no campo material (de forma muito incompleta e sucinta, é bom salientar). Mas tesouro mais valioso que eles nos legaram e continuam a nos legar com sua vida de oração e penitência é invisível e incalculável.

Deseja saber mais sobre o assunto? Leia Como a Igreja Católica construiu a civilização ocidental, de Thomas Woods Jr. - Editora Quadrante.

Atire a primeira pedra o católico que nunca consultou uma cartomante, nunca botou os pés num terreiro ou se sentou numa “mesa branca” pra trocar uma ideia com um fastasminha camarada. Se você se encaixa neste perfil ficha limpa, saiba que integra um grupo não muito numeroso, talvez digno de ser chamado de Resto de Israel.

Tenho a nítida impressão de que boa parte dos católicos brasileiros, de forma esporádica ou mesmo sistemática, já teve algum tipo de contato com rituais de evocação dos mortos. E o pior é esse tipo de promiscuidade religiosa é sem-vergonha: quem a pratica, em geral, não tem um pingo de dor na consciência.

As novelas e programas de TV divulgam a doutrina espírita quase que diariamente. Graças a esse bombardeio cultural massivo, até as senhoras mais carolas são capazes de acender uma vela pra Santa Rita e outra pra Chico Xavier, em plena luz do dia; no armário, a camiseta com a estampa de São José compartilha o espaço com a de Iemanjá. Está tudo muito bem acomodado, não há conflitos. Afinal, Kardec falava muito de Jesus... que beleza! E lá no terreiro da Mãe Nonoca tem uma estátua de Nossa Senhora da Conceição enoooorme, muito liiiinda!

Porém eis a arapuca: por trás do discurso cristão-jujuba (adocicado, fofinho, mas sem sustança), o espiritismo, o esoterismo e a umbanda cultivam graves heresias. De forma leviana e superficial, eles procuram usar a Bíblia para justificar as suas crenças; mas quando esta mesma Bíblia os desmascara e condena, eles espertamente – ainda que desprovidos de quaisquer evidências – a acusam de não ser digna de crédito, de ter seu texto original deturpado pelos padres da Igreja.

Para quem ainda tem dúvidas de que as religiões baseadas na consulta aos mortos são, definitivamente, inconciliáveis com a fé cristã, basta ler a parábola de Jesus sobre o Rico e o Lázaro (Lucas 16:19-31): no inferno, o Rico pediu a Abraão para que a alma do bom Lázaro voltasse ao mundo dos vivos e aconselhasse seus parentes. Abraão lhe deu um NÃO sonoro e redondo. Afinal, os vivos já têm tudo o que precisam para seguir o caminho de Deus: a Lei e os profetas.

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Quer saber mais? Disponibilizamos abaixo um estudo bíblico, acompanhado de alguns textos complementares, que aborda uma a uma as principais heresias das religiões pseudo-cristãs, que insistem em colocar o cristianismo e a evocação dos mortos no mesmo balaio.

Clique aqui para baixar o ESTUDO BÍBLICO SOBRE ESPIRITISMO

Papa de Hitler, omisso, passivo, antissemita... Estes são algumas das alcunhas que não raro acompanham o nome de Eugenio Pacelli, o grande Pio XII

O curioso é que depois do fim da Segunda Guerra até a sua morte, Pio XII recebeu elogios efusivos de uma multidão de judeus anônimos, além de diversos “famosos” que comunicaram publicamente a sua gratidão. Entre estas personalidades célebres estão nada menos do que o cientista Albert Einstein (sim, ele mesmo, “O” cara), o ex-grão-rabino de Jerusalém, Yitzhak Herzog e a ex-primeira ministra e uma das fundadoras do estado de Israel, Golda Meir.

Hum... Será que esse pessoal era retardado? Não creio. Pio XII salvou mais judeus do que qualquer outra pessoa, inclusive Oskar Shindler. Cercado de espiões, ameaçado de morte e carregando nos ombros o peso da responsabilidade sobre a vida de milhões de católicos europeus, ele abriu as portas do Vaticano, de conventos, igrejas e escolas católicas para abrigar judeus foragidos. Segundo um estudo recente (1) da fundação Pave The Way, havia em Roma 12.428 judeus durante a invasão nazista, em 1943. 

A ação direta de Pio XII impediu que mais de 11.400 judeus romanos fossem deportados para Auschwitz! E isso sem contar os outros tantos milhares de judeus salvos por católicos pela Europa afora.

Porém, depois que o Pio XII partiu desta pra uma melhor, em 1958, teve início uma ostensiva e bem-sucedida campanha por parte dos inimigos da Igreja – leia-se políticos e intelectuais comunistas – para denegrir a sua imagem. Como, infelizmente, a maioria das pessoas se deixa emprenhar pelos ouvidos e pouco se atém aos fatos, um dos maiores benfeitores da história do povo judeu passou de herói a marionete dos nazistas em um piscar de olhos.

O Muro de Berlim caiu, do comunismo na China só restou a opressão, o Fidel se aposentou e metade dos cubanos está nos States... Mas o caô sobre Pio XII resiste firme e forte, há cerca de 50 anos. Taí a prova de que mentira tem pernas longas. Te cuida Ana Hickmann!

No site da Fundação Pave the Way qualquer um pode examinar pessoalmente documentos e vídeos sobre a ação de Pio XII durante a Segunda Guerra: www.ptwf.org.

albert_einstein“Somente a Igreja ousou opor-se à campanha de Hitler de suprimir a verdade. Nunca tive um interesse especial pela Igreja antes, mas agora sinto um grande afeto e admiração porque somente a Igreja teve a coragem e a força constante de estar ao lado da verdade intelectual e da liberdade moral”. (Albert Einstein, 23/12/1940 - revista “Time”)
meir_golda“Quando o martírio mais pavoroso atingiu o nosso povo durante os dez anos do terror nazista, a voz do Pontífice se levantou em favor das vítimas. Nós choramos a perda de um grande servidor da paz.” (Golda Meir, uma das fundadoras do estado de Israel e primeira-ministra entre 1969 e 1974, na ocasião da morte de Pio XII)
david_dalin“Uma condenação pública mais forte teria provocado represálias nazistas contra o clero católico na Alemanha e nos países ocupados. Também colocaria em risco a vida dos milhares de judeus escondidos no Vaticano, em igrejas e conventos da Itália, além dos católicos que os protegiam” (David G. Dalin, rabino e historiador americano, autor do livro The Myth of Hitler's Pope)

Fonte: (1) Agência de Notícias Zenit. Pio XII salvou 11 mil judeus romanos. 29/07/2011

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