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A Catequista

A Catequista

“Não é justo comer a carne dos pobres animais, quando podemos nos alimentar muito bem só de vegetais!”, dizia-me o taxista. Apesar de discordar, resolvi não contrariar o homem. Afinal, não há mal nenhum – moralmente falando – em ser vegetariano. Entrei no modo “é, tens razão” e suportei pacientemente o sermão até o fim da corrida.

Porém, quando esse discurso começa a reverberar entre os membros da Igreja travestido de virtude cristã, não é mais possível que fiquemos calados. Vejamos, portanto, o que a Igreja afirma sobre isso.

O QUE DIZEM O MAGISTÉRIO E A BÍBLIA?

O Catecismo da Igreja Católica (2415 a 2418) nos ensina que os animais são dons de Deus. São criaturas benditas, mas que não possuem alma imortal - somente uma alma sensitiva Assim, podemos nos servir deles para diversos fins, inclusive para a nossa alimentação.

Temos a obrigação de tratá-los com respeito, dentro do possível, já que eles têm sentimentos e sentem dor. É pecado “fazer os animais sofrerem inutilmente e desperdiçar suas vidas”.

No Antigo Testamento (Lev 11), estão descritos quais são os alimentos permitidos ao povo hebreu: era lícito comer diversos tipos de carne de animais, exceto daqueles consideradas "impuros", como porco, morcego, camarão, aves de rapina e répteis, entre outros (para não perdermos o foco, não vamos nos alongar discutindo aqui a razão destas restrições).

Segundo as Leis da Torá que os israelitas seguem até os dias de hoje, Moisés determinou que o abate dos animais deve ser feito de maneira especial, de modo que o animal morra instantaneamente, sem sofrimento. Atualmente, o processo é realizado por uma pessoa treinada, o shochet, sob a rígida supervisão de um rabino. Somente os animais corretamente abatidos – considerados kosher – são aprovados para o consumo dos judeus (na foto abaixo: shochet abatendo uma ave de acordo com as Leis da Torá).

Os primeiros cristãos, especialmente aqueles de origem judaica, seguiam rigorosamente esses preceitos alimentares. Tudo mudou no dia em que São Pedro teve uma visão sobrenatural: Deus lhe mostrou que os fiéis podiam agora comer qualquer bicho que lhes desse na telha:

"...Viu o céu aberto e descer uma coisa parecida com uma grande toalha que baixava do céu à terra (...). Nela havia de todos os quadrúpedes, dos répteis da terra e das aves do céu. Uma voz lhe falou: Levanta-te, Pedro! Mata e come. Disse Pedro: De modo algum, Senhor, porque nunca comi coisa alguma profana e impura. Esta voz lhe falou pela segunda vez: O que Deus purificou não chames tu de impuro." (Atos 11,11-15)

Agora, irmãos, afiem seus caninos... Aí vai uma dos versículos mais carnívoros da Bíblia. Fala, São Paulo!

"Comei de tudo o que se vende no açougue, sem indagar de coisa alguma por motivo de consciência." (I Cor 10,25)

MOTIVOS JUSTOS PARA SER VEGETARIANO

Não vamos discutir aqui se ser vegetariano é saudável ou não; abordamos a questão dos pontos de vista moral e religioso, e deixamos o resto para os médicos e nutricionistas.

Então, atenção: nem a Bíblia, nem a Tradição da Igreja e nem a vida dos santos oferecem qualquer base para que católicos creiam que matar animais para comer é maldade. Quem pensa assim, geralmente, se deixou influenciar pelo hinduísmo, pelo espiritismo ou por filosofias toscas da Nova Era.

Por outro lado, é perfeitamente legítimo que um católico se abstenha definitivamente da ingestão de carne porque:

  • não gosta do sabor;
  • acha que isso é melhor para a sua saúde;
  • deseja praticar o ascetismo, ou seja, desenvolver suas virtudes cristãs por meio do sacrifício (como é o caso de São João Crisóstomo).

CARNÍVOROS SÃO ASSASSINOS?

A argumentação mais comum que os vegetarianos ativistas usam é a de que, do ponto de vista dos animais, as pessoas carnívoras são assassinas

O mais bizarro é que boa parte desses ativistas animólatras não considera o aborto de bebê humanos como assassinato. Dá vontade de perguntar: “Abriu mão da picanha pra comer cocô, meu filho?”.

Mais radicais do que os vegetarianos são os vegans. Eles condenam a “exploração dos animais” não só como alimento, mas também como matéria-prima para diversos produtos, como couro, lã, seda e cosméticos. Santa, ingenuidade, Batman!

Amigo vegan, como membro de uma sociedade industrializada, saiba que praticamente tudo o que você usa foi produzido por meio da morte de animais, ainda que de forma indireta. Nem mesmo o estofado daquele seu sofá xexelento de “couro ecológico” escapa dessa realidade.

A não ser que você seja o Tarzan ou a Jane, quase tudo à sua volta contém metal ou foi produzido por máquinas de metal. E esse metal provém das mineradoras, que precisam desmatar e revirar grandes extensões de solo com escavadeiras para extrair o minério. Nesse processo, por mais cuidado que se tome, é impossível que muitos animais não morram.

Então, caros vegans, as suas roupas, a sua casa, a sua bicicleta, o seu chiclete, a embalagem do seu leitinho de soja, o papel higiênico que limpa as suas bundas... Tudo isso está manchado com sangue animal.

JESUS E SÃO FRANCISCO ERAM VEGETARIANOS?

Você já deve ter ouvido alguém falar que Jesus era vegetariano. Quem crê nesta teoria delirante se esquece de um simples fato: este tipo de frescura era INADMISSÍVEL para um judeu naquela época.

A ingestão de carne era parte integrante e indispensável de alguns ritos centrais para o povo de Israel, como a Páscoa. E, pra ficar bem claro: quem estabeleceu esses rituais foi o próprio Deus, por meio de Moisés.

Tem que ser muito iludido para crer que Jesus e seus Apóstolos não consumiam carne de animais. Afinal, o Evangelho está repleto de passagens que tornam esta hipótese indefensável:

  • O Senhor enche as redes dos pescadores de peixes (Lc 5,4-7);
  • Cristo multiplica milagrosamente pães e peixes para que sejam distribuídos à multidão (Mt 15,36);
  • Já ressuscitado, Ele assa e serve peixe aos Apóstolos na praia: “Vinde, comei” (João 21,12);
  • Jesus come um peixe assado pelos Apóstolos (Lc 24,41-43).

Aos "católicos hinduístas", não resta nem ao menos o consolo de afirmar que Jesus aprovava somente o consumo de carne de peixe. Ele era a favor de comermos carne vermelha também! É o que fica claro na parábola do filho pródigo: quando o caçula volta para casa, seu pai manda botar um bezerrão no espeto (Lc 15,22-23). Esse devia ser gaúcho dos bão, tchê!

Se Jesus fosse mesmo vegetariano, a parábola seria um tanto diferente...

São Francisco de Assis, que tanto amou os animais, comia carne. Comia pouco, é bem verdade, pois era um homem de vida austera, e não porque acreditasse que se alimentar da carne dessas criaturas era errado.

Até mesmo o líder budista Dalai Lama, que um dia havia afirmado – por pura fanfarronice – que não via motivo para matar e comer animais porque “o homem pode viver sem carne”, agora diz que come carne de vez em quando, por motivos de saúde e de conveniência.

Então, se você é vegetariano, beleza. E se for uma opção motivada pelo desejo de praticar o ascetismo, melhor ainda. O que não tem nada a ver é usar o nome de Jesus ou dos santos em vão para criticar e importunar os comedores de carne. E, por fim, o mais importante: quando alguém rejeitar um naco do seu delicioso hambúrguer de tofu, por favor, não insista!

“Acredito muito na possibilidade de, no futuro, quem sabe, a Igreja ordenar homens casados... por que não? Tanta gente e bem que poderia fazer um trabalho bonito dentro da Igreja, como um pai de família.” – opinou o cantor Padre Fábio de Melo, em recente aparição no programa de TV Altas Horas (abaixo, a partir de 1:40).

O Fábio de Melo estava respondendo a uma pergunta do apresentador Serginho Groisman, se ele teria algum posicionamento sobre o casamento de padres. De fato, a possibilidade de mudança na disciplina da Igreja sobre a ordenação sacerdotal de homens casados será sempre uma possibilidade em aberto – ainda que seja altamente improvável, pois é uma disciplina de origem apostólica, ou seja, é uma Tradição ensinada pelos Apóstolos.

O celibato clerical católico tem origem nos primórdios da Igreja - já explicamos isso antes. Uma série de fatores levaram a Igreja a tolerar que as igrejas católicas de Rito Oriental ordenassem homens casados, e também permite que os sacerdotes convertidos do anglicanismo continuem casados (veja aqui).

Portanto, além do conselho bíblico de São Paulo (de que seria melhor que todos permanecessem solteiros como ele, pois assim é possível se dedicar de forma mais intensa ao Senhor), a Igreja tem amplo campo experimental para avaliar a questão do celibato clerical. E é óbvio – como o próprio Padre Fábio observou no programa Altas Horas – que o celibato confere ao homem a liberdade ideal para se dedicar às coisas de Deus.

Apesar de discordarmos de sua opinião acerca da mudança da disciplina da Igreja sobre o celibato clerical, devemos dizer que a resposta do Padre Fábio nada teve de incorreto. Mas ele perdeu uma ótima oportunidade de falar do diaconato permanente.

Esse não é só um problema do Padre Fábio. Sempre que perguntam a um padre sobre a ordenação de homens casados, raríssimos são aqueles que esclarecem as pessoas sobre o importante papel do diácono, que é um homem casado e ordenado.

O sacramento da ordem possui três graus:

  • a ordem episcopal (bispos);
  • o presbiterado (padres);
  • o diaconato (diáconos).

O diácono casado é membro do clero – não é um leigo! Por isso mesmo ele usa traje clerical, enquanto está servindo na Igreja. Ele pode pregar, batizar, presidir cerimônias de casamento, dar aconselhamentos, dar bênçãos, presidir funerais etc. Ele só não pode celebrar a missa, dar a unção dos enfermos e absolver pecados dos penitentes, pois não participa ministerialmente do sacerdócio de Cristo.

O candidato a diácono só pode ser ordenado se a sua esposa concordar formalmente com isso. Afinal, certamente a família terá que fazer importantes renúncias, já que a maior parte do serviço prestado pelos diáconos costuma ser realizada nos fins-de-semana – justamente quando os maridos, em geral, se dedicam às tarefas de casa e ao lazer com a família.

Especialmente nas paróquias em que só há um padre, a presença de um bom diácono é valiosa, impedindo que o pároco fique sobrecarregado em suas tarefas pastorais e ministeriais.

O diácono permanente deve ter uma profissão, pois, diferente do padre, ele não recebe salário da Igreja. Caso a esposa do diácono venha a falecer, o diácono não poderá se casar novamente. Se completar os estudos e receber autorização especial do bispo, poderá ser ordenado padre.

Se você é um bom marido e bom cristão, e tem ao menos 35 anos, pode apresentar o seu pároco ou bispo o desejo de ingressar na escola diaconal de sua diocese. Já pensou nessa possibilidade?

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Está bem interessante essa matéria da revista Veja: Número de diáconos, os operários da Igreja católica, cresce mais do que o de padres no Brasil.

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O arrependimento sincero e a confissão dos pecados – especialmente os graves – a um sacerdote é fundamental para que a porta do Paraíso se abra para cada um de nós. Em muitas paróquias, o clero mostra grande zelo com isso, oferecendo horários para Confissão em dias e horários que atendam satisfatoriamente à necessidade dos fiéis. Mas em muitas outras, é mais fácil achar um E.T. fazendo abdução do que um padre disponível para ouvir e absolver os pecadores!

Ah, mas não sejamos tão injustos! Na paróquia do padre fulano, sempre tem confissão... Às terças e quintas de 14 às 17h. Para os idosos aposentados e desempregados, tá ótchemo! E quem trabalha ou estuda, fica como?

Esse o drama vivido por um de nossos leitores, que desabafou:

Porque hoje em dia é tao difícil conseguir fazer uma confissão? Padres tem horários mais exclusivos do que um gabinete politico. Como confessar, deve ser tão importante quanto receber a Eucaristia se nem os padres não se dispõem a isso?

Essa pergunta só pode ser respondida pelos próprios sacerdotes. Mas vou dar um chute: ouvir confissão exige sacrifício! Imagino que não seja uma tarefa agradável, ficar horas sentado ouvindo coisas negativas. E tem muita gente que não sabe confessar: em vez de acusar os pecados objetivamente, fica tagarelando, se justificando ou contando histórias longas e cheias de detalhes inúteis - mas isso não e só culpa do povo, é uma deficiência da catequese, não é mesmo?

Por isso muitos padres preferem dar prioridade a outras atividades pastorais ou administrativas que estão mais de acordo com seu gosto. Mas pense, senhor padre, pensem no tempo em que eram crianças. O que seria de vocês se seus pais tivessem se dedicado somente a fazer o que lhes agradava mais? Trocar sua fralda suja? “Só uma vez por dia! Se se sujasse mais vezes, azar o dele!”. Cuidar do filho doente no meio da madrugada? “Isso é muito sacrificante, não podemos perder nosso sono! Vamos dormir, só cuidamos de febres durante o dia”.

Senhor padre, não deixem seus filhos vagando por aí, sujos e doentes. Não negligenciem seu povo. Podemos ser remelentos e catarrentos, mas talvez, no Dia do Juízo, alguns de nós seremos seus advogados: “Pai, eu testemunho a favor dele! Imploro que perdoe os seus pecados, pois ele me livrou do fogo do Inferno naquele dia em que, pacientemente, ouviu minha confissão!”.

O senhor acha que confessar por muitas horas seguidas é uma cruz? Talvez seja mesmo! Que bom! Bem-vindo a cristianismo. Não desça da cruz, senhor, padre: tome-a e siga Jesus.

Talvez um dos grupos mais fascinantes da Idade Média sejam os Cavaleiros Templários. Essa ordem religiosa e militar foi fundada em 1120, após a conquista de Jerusalém pela Primeira Cruzada. Os Templários faziam voto de pobreza, castidade e obediência, além do voto especial de proteger os peregrinos que se dirigissem a Jerusalém – pois ataques de muçulmanos nas estradas eram muito comuns.

Diferente dos membros de outras ordens religiosas, os Templários não recebiam a ordenação sacerdotal. Pois aqueles que representam Jesus Cristo e administram os sacramentos não podem derramar sangue humano: isso sempre foi proibido pela lei da Igreja.

A Ordem tinha seus próprios capelães: “tratava-se, porém, de padres que entravam para fazer parte do Templo quando já houvessem recebido a consagração sacerdotal, sendo absolutamente proibidos de empenhar-se nos combates” (Barbara Frale. Os Templários e o Pergaminho de Chinon).

Para nós pode parecer incompreensível a existência de uma ordem de frades habilitados para a guerra. Mas também naquele tempo vestir o hábito religioso e participar de uma guerra era visto como algo inconciliável; a aprovação da Igreja à nova ordem não deixou de gerar perplexidade. Afinal, tanto pecadores arrependidos e penitentes quanto grandes santos renunciaram às armas para seguir na via cristã de forma mais perfeita (como Santo Inácio de Loyola, que deixou suas armas e sua armadura de cavaleiro aos pés da imagem da Nossa Senhora de Montserrat). Sobre esse assunto, indicamos o livro de Barbara Frale, Os Templários e o Pergaminho de Chinon, que explica muito claramente o cenário em que essa realidade se formou.

Jerusalém estava sob o domínio dos imperadores cristãos bizantinos até o século VII, quando os muçulmanos invadiram e tomaram o território. Por 200 anos, as peregrinações de cristãos à Terra Santa ocorreram tranquilamente, graças ao tratado diplomático firmado entre Carlos Magno, Imperador do Sacro Império Romano, e o califa Harun al Rashid.

Essa paz foi por água abaixo quando o califado egípcio assumiu o poder na região: “no ano de 1009, as autoridades islâmicas da Síria decretaram o saque de Jerusalém e a destruição do Sepulcro, com a terrível recrudescência do fanatismo, que se abateu com grande violência sobre os locais de culto cristão” (Barbara Frale).

A profanação dos locais sagrados em que Jesus sofreu sua Paixão e Morte mexeu profundamente com os cristãos. Em vez de diminuir, o fluxo de peregrinos aumentou. Tanto pobres quanto pessoas ricas e cheias de privilégios deixavam tudo para trás na Europa para seguir naquela perigosa viagem. Daí a importância da missão original assumida pelos Templários.

Os muçulmanos acabaram por tomar de vez a Terra Santa, e a esperança de retomar Jerusalém ficava cada vez mais distante - ainda que esse sonho jamais tenha sido abandonado pelos Templários. As guerras contra os infiéis já não eram tão frequentes. Diante dessa nova realidade, os Templários se adaptaram e assumiram uma nova função, dedicando-se especialmente à atividade mercantil-financeira. Mas isso é papo para outro post...

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O que diz ensina a Igreja? O Catecismo diz que sentir atração pelo mesmo sexo é uma "inclinação objetivamente desordenada" (§2358) e que "As pessoas homossexuais são chamadas à castidade" (§2359). Nenhum padre, bispo, ou mesmo um anjo descido do Céu tem autoridade para ensinar algo diferente do que está escrito no Catecismo!

Alguns grupos de acolhida a homossexuais dentro da Igreja Católica, em vez de ajudar esses irmãos a viver a alegria do Evangelho, os incentivam a permanecer abraçados a seus pecados. É o caso dos hereges que pregam que basta o homossexual "não ser promíscuo", que pode praticar atos homossexuais na boa, tá sussa! Mas o Catecismo diz algo muito diferente:

Apoiando-se na Sagrada Escritura, que os apresenta como depravações graves, a tradição sempre declarou que "os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados". (CIC, 2357)

Deus Altíssimo não pode colocar no coração humano nenhuma inclinação que possa levar a pessoa a pecar gravemente. Portanto é um erro gravíssimo dizer que a tendência homossexual é dom de Deus. Todos nós, homossexuais ou não, somos chamados por Deus à santidade. Mas só caminharemos bem rumo a esse objetivo se não nos entregarmos às nossas más tendências - tendência à maledicência, aos pensamentos impuros, ao adultério, ao egoísmo, à ira, ao roubo etc.

 

AH... MAS O PAPA DISSE PRA NÃO JULGAR!

Tem muita gente por aí (até bispo) distorcendo o "Quem sou eu para julgar?" dito pelo Papa Francisco, confundindo nosso povo, arrotando apoio à imoralidade sexual disfarçado de falsa misericórdia. Não devemos julgar, no sentido de condenar e excluir, nenhuma pessoa por causa de suas tendências ou práticas homossexuais, ou por causa de qualquer outro pecado. Porém, se não temos como julgar o coração de cada um, temos SIM a obrigação de, misericordiosamente, apontar o erro, este sim, já julgado e condenado pela sã doutrina. 

Nem todos que entram na Igreja começam imediatamente a abraçar integralmente a doutrina e a seguir os Mandamentos. Diante de Deus, cada um tem seu tempo. Devemos amar a todos e continuar pregando a verdade sobre as virtudes e os pecados, mas sem rejeitar ninguém. As portas da Igreja devem estar abertas para acolher a todos! Agora, não confunda isso com dizer que mais nada é pecado: isso é enganação de Satanás!

 

DEUS PODE TIRAR ALGO BOM DISSO TUDO?

Em nossa Igreja, há muitos irmãos que sentem atração pelo mesmo sexo e, vivendo a castidade, dão um belo testemunho de caminhada rumo à santidade. Nesse sentido, podemos dizer que Deus tira algo bom da tendência homossexual desses fiéis, permitindo que eles deem o seu testemunho em um mundo tão ferido pelos desvios e confusões de identidade sexual.

Entretanto isso não quer dizer que a tendência homossexual é uma coisa boa. O Catecismo ensina que "Deus é infinitamente bom e todas as suas obras são boas" (CIC, 385). Ou seja, é evidente que uma inclinação objetivamente desordenada não pode ser dom de Deus.

Aos irmãos que sentem atração pelo mesmo sexo, o nosso carinho e respeito! Recomendamos vivamente a todos que procurem o Apostolado Courage.

Para entender melhor todo esse tema, ouçam a entrevista que fizemos com membros do Courage. Eles têm atração pelo mesmo sexo e contam a trajetória que os levou a uma vida de castidade e santidade. Ouça abaixo nosso Catecast "Gays, Católicos e Corajosos".

 

 

Leia nossos artigos: "Se aparecer um “trans” na sua paróquia, você saberá como acolher?" (clique aqui) e "O que você tem feito para levar o Evangelho aos gays?" (clique aqui).

Gente, será que estão distribuindo bolsas Louis Vuitton e cosméticos M.A.C de graça nos seminários? Pô, sacanagem, ninguém me avisou!... Só isso pode explicar a grande afluência de rapazes afeminados aos institutos de formação de sacerdotes.

O babado tá tão forte que a Igreja precisou elaborar uma instrução com orientações específicas a este respeito (veja aqui). O documento, publicado em 2005 por Bento XVI, estabelece que o reitor e os demais diretores espirituais dos seminários têm o dever de:

  • avaliar cuidadosamente se o seminarista apresenta tendências homossexuais;
  • cuidar para que os seminaristas homossexuais não permaneçam de modo algum dentro dos seminários.

A instrução especifica ainda a responsabilidade do diretor espiritual, que eventualmente pode receber a confissão de um candidato ao sacerdócio de que pratica a homossexualidade ou de que apresenta fortes tendências homossexuais. Nesse caso, o confessor está vinculado pelo segredo, mas tem a obrigação de dissuadir o seminarista de prosseguir para a Ordenação.

Essa orientação foi reafirmada durante o papado de Francisco. A Congregação para o Clero publicou em dezembro de 2016 um documento chamado "O dom da vocação presbiteral", que apresenta diretrizes gerais para a formação sacerdotal. A norma que proíbe a permanência de candidatos homossexuais no seminário está no capítulo VIII/ponto C desse documento (veja aqui).

Qualquer profissão tem os seus pré-requisitos; há, naturalmente, uma definição básica de características físicas, mentais e comportamentais para que o indivíduo seja aceito, cumpra bem as suas funções e obtenha sucesso. Na Igreja, não é diferente: para ser padre, é preciso ter algumas qualidades, entre elas, ser bem resolvido com sua sexualidade.

Tem muito católico que diz: "Tudo bem o padre ser gay, contanto que seja casto". Mas não é isso que a Igreja ensina. Em 1986, o então Cardeal Ratzinger escreveu um documento aos bispos de toda a Igreja, aprovado por São João Paulo II, dizendo:

"...é necessário precisar que a particular inclinação da pessoa homossexual, embora não seja em si mesma um pecado, constitui, no entanto, uma tendência, mais ou menos acentuada, para um comportamento intrinsecamente mau do ponto de vista moral. Por este motivo, a própria inclinação deve ser considerada como objetivamente desordenada." (clique aqui para ver o documento na íntegra, no site do Vaticano).

Imagine essa situação hipotética e maluca: um jovem hétero que tem a vocação para ser padre, e deseja sinceramente ser casto. Só que, em dado momento de sua formação sacerdotal, o reitor do seminário o envia para passar uma temporada em um convento feminino, convivendo alguns anos com jovens moças candidatas à vida monástica. Alguém acha que isso pode dar certo? Pois é nessa mesma situação que se encontram os seminaristas que sentem atração por pessoas do mesmo sexo! Eles inclusive, muitas vezes, compartilham o quarto com um colega seminarista. Ainda que deseje ser casto, não é tentação demais não, gente?

No seu livro-entrevista Luz do Mundo, lançado em 2010, Bento XVI afirmou claramente que "a homossexualidade não é conciliável com a vocação sacerdotal". Segundo ele, não se pode correr o risco de "fazer do celibato uma espécie de pretexto para fazer entrar no sacerdócio pessoas que não podem se casar". Porém a condescendência de muitos diretores espirituais e reitores de seminários - que insistem em permanecer surdos às orientações da Igreja - tem gerado grandes males e constrangimentos. Ou ninguém aí reparou que os comediantes multiplicam as piadas que associam padres e cultura gay?

Sem meias palavras, Bento XVI expôs a sua preocupação em relação a isso:

"A seleção de candidatos ao sacerdócio deve, então, permanecer muito atenta. É preciso o maior cuidado para evitar uma confusão deste tipo fazendo com que o celibato dos padres seja, por assim dizer, assimilado à tendência à homossexualidade." (livro Luz do Mundo)

O sacerdote é o representante de Cristo. Considerando essa imensa responsabilidade, a Igreja entende que “o candidato ao ministério ordenado deve atingir a maturidade afetiva”. Ainda que esteja sinceramente comprometido com a vida celibatária, a inclinação desordenada do homossexual o coloca em condição desfavorável para assumir o sacerdócio. Os homossexuais devem ser acolhidos pela Igreja “com respeito e delicadeza”, mas admiti-los nos seminários e ordens religiosas é uma temeridade.

Tenho uma dica pra acabar de vez com esse problema. Não é muito original, mas certamente é eficaz: manda o seminarista pruma sala com bola espelhada e põe It’s raining men na agulha. Se o cara jogar as mãozinhas pro alto e apertar os olhinhos, já sabe...

Voltaire, o mais famoso intelectual iluminista, se tornou célebre por defender ardentemente os direitos humanos em seus escritos. Ele foi um dos críticos mais ferrenhos das Inquisições, e um dos principais responsáveis pela difusão a lenda negra da Inquisição, que foi criada pelos protestantes.

Ao final de todas as suas cartas, ele escrevia: "Esmagai a infame". A referida "infame", no caso, era a Igreja Católica. 

Em seu Tratado sobre a tolerância, Voltaire diz: “Vejamos agora se Jesus Cristo estabeleceu leis sanguinárias, se ordenou a intolerância, se mandou construir os calabouços da Inquisição e se nomeou os carrascos dos autos-de-fé” . Argumentos como esse parecem ter muita lógica e convencem facilmente. O problema está na distorção dos fatos, induzindo o leitor a uma conclusão distorcida da realidade histórica.

Voltaire era um loroteiro tão talentoso que conseguiu a proeza de contar cinco mentiras em uma só frase!

  1. Não foi a Inquisição que exigiu que os hereges fossem punidos com a pena de morte: foram os governantes seculares.
  2. Não foi a Inquisição, nem tampouco a Igreja, que gerou o contexto de intolerância à diversidade religiosa: foi o contexto político e econômico.
  3. Quanto aos “calabouços da Inquisição”, muitas vezes ofereciam condições mais humanas do que os cárceres seculares.
  4. Não era a Inquisição que nomeava os carrascos que torturavam e queimavam os hereges.
  5. Os autos-de-fé não tinham carrascos, pois não eram cerimônias voltadas para a queima de hereges.

 

Especificamente sobre a escravidão, ele escreveu o texto de uma peça chamada Alzira, em que um escravo peruano clama o povo a lutar por sua libertação. Tudo muito lindo, mas era tudo da boca para fora: algum sábio zoeiro deveria ter colado um papel em suas costas, com a frase: “FAÇA O QUE DIGO, MAS NÃO FAÇA O QUE EU FAÇO”.

Voltaire financiava e lucrava com o tráfico de escravos. Comprou uma ação de 5 mil francos de um navio negreiro que sairia de Nantes para capturar negros da África. Como se não bastasse a falta de escrúpulos em enriquecer com o comércio seres humanos, o “Doutor Tolerância” ainda tinha a cara-de-pau de dizer que estava fazendo uma grande caridade! É que ele sinaliza em uma carta ao traficante Michoud:

"Congratulo-me convosco pelo feliz êxito do navio – o Congo – chegado oportunamente à Costa d’África para livrar da morte tantos negros infelizes. Sei que vão embarcados em vossos navios e são tratados com muita doçura e humanidade, e por isto me felicito de ter feito um bom negócio praticando, ao mesmo tempo, uma bela ação."

- Couto Moura. Dicionário da escravidão negra no Brasil

Ele adorava condenar a escravidão nas Américas, mas sobre a escravidão promovida em seu próprio país, ele ficava caladinho... Certamente, não desejava contrariar a elite francesa, que o incensava e o ajudava a ser um homem rico (Alain Gresh. Escravidão à francesa. Site Le Monde Diplomatique Brasil. 1 de abril de 2008).

[Este artigo contém spoilers]

Eles começaram devagarinho, comendo pelas beiradas. Primeiro, o governo de diversos países europeus legalizou a morte opcional e assistida para doentes terminais. Agora, já permite que até mesmo pessoas fisicamente saudáveis façam eutanásia: basta alegar que está deprimido e que seu sofrimento é insuportável.

No ano passado, a eutanásia foi legalizada no Canadá. Os agentes da cultura da morte agora voltam sua atenção para os Estados Unidos, uma das nações mais influentes do mundo. A estratégia é fazer aumentar a demanda pela eutanásia, levando os cidadãos a pressionarem o governo a modificar a lei.

A forma mais eficiente de fazer isso é por meio da cultura de massa. E não há nada mais pop nos EUA do que os filmes de Hollywood. É por isso que a temática da eutanásia ganha cada vez mais espaço nesse campo – o que atinge não somente o público americano, mas também as pessoas de todos os países que consomem esses filmes.

Mesmo os cristãos mais devotos, ao verem esse tipo de filme de forma desprevenida, correm o risco de acabar comprando a ideologia imoral e ateísta que eles vendem. Não acho que não devemos assisti-los; só é preciso estar alertas, pois atrás de cada cena cativante pode haver um engodo imoral e anticristão.

Há diversos filmes que abordam esse assunto, mas vamos falar de dois, que são bastante populares: Menina de Ouro e Como eu era antes de você.

 

“MENINA DE OURO” (2005)

Um dos filmes mais premiados e mais vistos que propagandeia a eutanásia é Menina de Ouro, estrelado por Clint Eastwood. A personagem Maggie Fitzgerald é uma jovem como milhões de outra no mundo: é pobre, tem uma vida dura, trabalha em um emprego que não lhe dá nenhuma perspectiva de crescimento profissional. Sua família não lhe dá nenhum suporte afetivo ou material.

A esperança de Maggie é o boxe. Ela consegue convencer um treinador veterano a treiná-la, e faz um incrível avanço. Após vencer várias lutas importantes, ela vislumbra o seu sucesso e a mudança para uma vida melhor. E é justamente nesse momento que ela fica tetraplégica, e vê todos os seus sonhos se tornarem pó.

O pior é que sua família, que só tem gente cretina, se aproxima dela para sugar os poucos bens que ela conquistou com suas lutas. Na cama do hospital, ela implora que seu treinador lhe aplique uma injeção letal, e é o que ele faz.

 

“COMO EU ERA ANTES DE VOCÊ” (2016)

Will Traynor tinha uma vida “perfeita”: era jovem, rico, advogado talentoso, viajava o mundo, tinha pais carinhosos e uma linda namorada. Um acidente, porém, o tornou tetraplégico, de modo irreversível.

Sem qualquer esperança de ser feliz nessa nova condição de vida, ele planeja se submeter à eutanásia em uma clínica na Suíça.

Sua cuidadora, a jovem Lou Clark, se apaixona por ele, e faz de tudo para convencê-lo a continuar vivo, ao lado dela. Eles passam muitos bons momentos juntos, e isso a leva a crer que terá sucesso em fazê-lo mudar de ideia. Mas a resposta dele é categórica: “Eu entendo que podia ser uma vida boa, mas não é a minha vida. Não chega nem perto”.

A única coisa que Traynor aceita como “vida” é a “perfeição” de antes do acidente. Uma vida cheia de limitações e dores não faz nenhum sentido para ele.

 

UM MUNDO SEM CRISTO, UM MUNDO DE ODEIA A CRUZ

Além da temática, esses dois filmes têm muitas outras coisas em comum. É óbvia a intenção de ganhar a opinião do público por meio da narrativa sentimental. E, basicamente, são filmes em que Deus está ausente, Cristo é uma abstração.

Até existe religião (em ambos, há referência ao catolicismo), mas apresentada de uma forma que não apresenta respostas nem ajuda objetiva para que os personagens resolvam seus dramas.

São basicamente filmes contados do ponto de vista ateu, e dessa forma, realmente o sofrimento não faz sentido algum. Só resta às pessoas buscar o Paraíso aqui e agora. Se a vida contraria esse desejo e apresenta uma via de sofrimento, em nenhum momento se cogita que abraçar a cruz pode ser um caminho de libertação pessoal e realização de si mesmo.

Assistir esses filmes com a consciência correta nos aguça ainda mais o sentido de urgência de anunciar Cristo ao mundo. Sem Jesus, toda dor é completamente idiota, sem objetivo, sem sentido. E a única opção diante do sofrimento é o desespero e o desejo de pôr fim a tudo.

Fiquemos atentos a essa mentalidade de ódio à cruz: ainda que rejeitemos a eutanásia, muitos de nós cristãos absorvemos a ilusão materialista de que vamos construir nosso Paraíso aqui na Terra. E assim muitas vezes fugimos da cruz que Jesus nos apresenta, mesmo aquelas cruzes mais pequeninas.

E assim vamos à missa, temos lá nossos momentos de devoção, falamos de Cristo, mas não somos realmente capazes de anunciá-lo. São servos que querem ser maiores do que o Senhor: não querem sofrer perseguições. Quem não toma a sua cruz, pode ser digno do Crucificado? Quem não toma a sua cruz, poderá participar com ele da alegria da Ressurreição?

A charge acima é da página The Catholic Clips.

Uma leitora nos fez uma pergunta muito interessante sobre o sacramento da Confissão:

"Jesus deu aos Apóstolos a autoridade de perdoar os pecados. Essa ordem não seria válida apenas para os Apóstolos? Por que acredita se que ela vale até os nossos dias?"

A resposta está em um fator chamado SUCESSÃO APOSTÓLICA. Nos Atos dos Apóstolos, vemos que, ao se darem conta de que está faltando um Apóstolo (Judas Iscariotes havia se matado), os Apóstolos se reúnem e elegem Matias para o seu lugar. Então, Matias SUCEDE Judas, assumindo o seu lugar e a sua missão.

Os textos dos Padres da Igreja primitiva provam que isso aconteceu não só com o posto de Judas, mas com o posto de todos os Apóstolos: quando um deles falecia, outro era eleito para lhe suceder, ou seja, para ocupar o seu lugar. Esses textos provam, por exemplo, que o bispo de Roma é sucessor de Pedro, o líder de todos os Apóstolos.

Além da evidência bíblica e nos textos da Tradição (saiba aqui o que é a Sagrada Tradição), há também uma questão de lógica. Se Jesus deu aos Apóstolos o poder de perdoar os pecados em Seu Nome, é porque eles seriam Seus representantes visíveis na Terra, já que Ele subiria para junto do Pai e não seria mais visível. Era preciso deixar ao povo lideranças visíveis da Igreja, agindo com o poder do Deus invisível.

Ora, não faria sentido Jesus oferecer essa graça somente aos homens daquela geração: era preciso que os cristãos de todos os tempos e lugares também pudessem ter acesso a homens com autoridade para perdoar seus pecados - e também ensinar a correta interpretação do Evangelho, e ministrar os demais sacramentos, entre outras coisas.

Hoje, o Hospital Pediátrico Bambino Gesù (Menino Jesus), administrado pelo Vaticano, publicou uma nota dizendo que sua equipe está pronta para acolher o bebê inglês Charlie Gard, condenado à morte pela Corte Europeia. 

A "Justiça" negou aos pais do menino o direito de ir para os Estados Unidos buscar um tratamento alternativo para a sua doença, apesar de eles terem recursos próprios, recolhidos por meio de doações. É o poste mijando no cachorro!

Mas voltando ao hospital pediátrico do Vaticano... A presidente da instituição, Mariella Enoc, pediu ao hospital onde Charlie está internado, em Londres, que informe se existem condições sanitárias para transferir o bebê para o Bambino Gesù.

Não há terapias disponíveis para Charlie no Hospital Bambino Gesù; mas certamente esse seria um local tranquilo para manter o menino até que ele possa ser transferido para os EUA, sem ameaças de desligamento de seus aparelhos.

Mariella (foto abaixo) mandou uma mensagem consoladora aos pais de Charlie: "Estamos perto dos pais na oração e, se for esse o seu desejo, dispostos a aceitar seu filho conosco, durante todo o tempo que lhe resta de vida".

Essas informações são do site italiano AdnKronos (veja aqui), cujo artigo foi compartilhado pela fanpage do próprio Hospital Bambino Gesù.

 

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