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A Catequista

A Catequista

LAMPIAO Em 1522, em uma bela tarde do mês de março, um cavaleiro muçulmano encontrou o nobre Iñigo de Loyola – o futuramente célebre Santo Inácio – na estrada que conduzia a Barcelona, e propôs que ambos seguissem juntos pelo caminho. Ao ser questionado sobre o rumo que tomava, Iñigo respondeu que ia à Agualada e, depois, à Capela da Santíssima Virgem. Foi então que o mouro expôs suas dúvidas sobre a virgindade perpétua da Mãe de Jesus...

O mouro aceitou o fato de Nossa Senhora ser virgem antes do parto, mas não conseguia compreender como ela poderia ter permanecido virgem tendo dado à luz. Já sem argumentos para contestar o fidalgo cristão, logo antes de esporear sua mula e partir num galope acelerado, o mouro disse:

– Não! Por Maomé! A Mãe de Jesus não conservou a virgindade!

Profundamente indignado com essa blasfêmia, Iñigo pensou em perseguir o muçulmano e matá-lo. Pensava consigo:

– Aquele desgraçado ousou insultar horrorosamente a divina Mãe do meu Soberano Senhor! E eu, fidalgo, eu, cavaleiro da nossa soberana Senhora e Mestra, sofrerei este ultraje feito à sua honra sem procurar vingá-lo?! Não passarei a minha espada através do corpo desse maldito muçulmano?! Não, não será assim! Ínigo de Loiola não pode tornar-se culpado de semelhante felonia! Corramos após esse infiel, e, pondo-lhe o pé no pescoço, forcemo-lo a confessar que ele é um miserável blasfemador e que a puríssima Senhora e Rainha do Mundo (...) conservou sempre a sua santíssima virgindade!... (1)

santo_inacio_de_loyola_cavaleiroÉ importante notar que o jovem Iñigo era recém-convertido, e há poucos dias havia abandonado o castelo de sua família e a vida de cavaleiro para servir unicamente a Deus. Portanto, não havia ainda renunciado de todo ao seu velho jeitinho de resolver as coisas (na base cacete!); faltava-lhe também um conhecimento mais profundo da doutrina e da espiritualidade cristãs.

Iñigo já estava seguindo à caça do muçulmano, quando deteve o trote de seu cavalo e considerou:

– Ser-me-á permitido matar um homem para a glória e honra da minha Soberana? Ignoro-o completamente. Na dúvida, entreguemos o negócio ao juízo de Deus.

Estando ele diante de uma bifurcação, teve a brilhante ideia - de jerico - de soltar o seu cavalo na estrada e deixar que seguisse livremente o caminho; se o bicho tomasse o rumo de Barcelona, ele perdoaria o mouro e levaria o desaforo pra casa; se, porém, o animal seguisse pelo mesmo caminho do blasfemador, Iñigo entenderia que era um sinal de Deus para que perseguisse o homem e o atravessasse com a sua espada. Ô mái God...

Certamente, o Senhor teve misericórdia do seu humilde servo, e fez com que o animal tomasse a direção de Barcelona. O pescoço do mouro permaneceu intacto, bem como a alma do jovem Iñigo. É bem provavel que a sua conversão profunda tenha lhe rendido méritos de sobra para compensar sua trapalhada de santo principiante, e assim o Espírito o socorreu, dignando-Se a guiá-lo pelos passos de um cavalo. Certo, mas vamos combinar: não dá para basear as decisões da nossa vida em joguinhos como esse, nem tampouco confiar em nossas inclinações pessoais.

Essa história, revelada pelo próprio santo a seus companheiros anos mais tarde, ilustra bem o mato sem cachorro em que vivem os cristãos que não contam com um diretor espiritual ou com amigos católicos que lhes sustentem no caminho da fé. E assim, diante dos desafios do dia a dia, dos momentos difíceis, das decisões importantes, muitas vezes ficam mais perdidos do que cego em tiroteio, sem saber que rumo seguir. E é quase inevitável que fiquem mais vulneráveis aos conselhos de pessoas impregnadas pela mentalidade do mundo.

No primeiro período após a sua conversão radical, Santo Inácio viveu como eremita e mendigo. Sua experiência de penitência e solidão intensas foi muitíssimo frutífera, é verdade, mas também lhe expôs a momentos de confusão e desespero (como quando se sentiu tentado ao suicídio). Mas ele logo percebeu que o Senhor lhe reservava outro destino: na Universidade de Paris, o santo reuniu um pequeno grupo de amigos, que se encontravam para falar das coisas da vida, das coisas de Deus e para fazer os Exercícios Espirituais. E assim, o cavaleiro solitário acabou sendo o fundador de uma das mais importantes comunidades religiosas da Igreja: a Companhia de Jesus.

Seria muita leviandade, e até mesmo um pecado, desmerecer a vocação dos antigos eremitas – cristãos que viviam em total isolamento e penitência, em lugares ermos –, que tantos santos gerou para a Igreja; entretanto, é fundamental notar que o cristianismo é, essencialmente, uma experiência de fé comunitária. É quase impossível sermos bons cristãos se ficamos isolados, se não contamos com a amizade de outros cristãos, mais maduros na fé, para nos inspirar e nos sustentar.

Digo-vos ainda isto: se dois de vós se unirem sobre a terra para pedir, seja o que for, consegui-lo-ão de meu Pai que está nos céus. Porque onde dois ou três estão reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles. (Mt 18, 19-20)
Com essas palavras, Jesus nos ensina o quanto é agradável a Deus ver os cristãos unidos em Seu nome. É claro isso não desvaloriza a oração individual, e sim, mostra como é fundamental que vivamos a dimensão comunitária da nossa fé. Para que sejamos mais fortes e perseverantes, os cristãos precisam conviver, e não só em momentos de formação espiritual. Precisamos ser amigos, sair para comer e nos divertir juntos, jogar conversa fora. Quanto mais tempo dedicarmos para construir amizades cristãs, mais forte será o cimento que nos une, como tijolinhos, para formar a Igreja.

Dou aqui um testemunho pessoal: na minha época de estágio, recebi a tarefa de bolar uma campanha para o Dia Mundial de Combate à AIDS, que seria divulgada por meio de cartazes espalhados em toda a UERJ. Eu não sabia como fazer algo que pudesse ser aprovado pela chefia sem fugir da recomendação do uso da camisinha, e não queria me recusar a fazer o trabalho, para não passar a imagem de ser pouco profissional. Então, liguei para um amigo católico que é ginecologista, e ele me deu uma ótima ideia: focar na questão do combate ao preconceito em relação às pessoas portadoras do HIV. Segui a dica e me dei bem!

Como essa, eu teria muitas outras histórias para contar. Se você não tem um diretor espiritual - que, em geral, é um sacerdote ou membro de uma ordem religiosa – e não prioriza o convívio com amigos católicos, procure se inserir dentro desta realidade. Ou então, quando estiver numa dessas encruzilhadas da vida, faça uni-duni-tê...

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*****

Para quem deseja saber mais sobre a vida dos eremitas, ou acha que isso não existe mais, recomendo um site bem curioso: o Carmelitas Eremitas. Achei por acaso, fuçando na Internet. Pelo que vi, mostra a experiência de uma comunidade de monjas carmelitas que vive isolada em meio aos montes e às matas de Atibaia-SP. O interessante é que, apesar de ser uma proposta de vida eremítica, não abre mão de certas atividades comunitárias (coisa impensável para os eremitas antigos). Bacana!

Nota:

(1) Daurignac, J. M. S.. Santo Inacio de Loiola: fundador da Companhia de Jesus. Apostolado da Imprensa, 1937.

Segunda, 30 Novembro -0001 00:00

Por que Jesus é chamado de Cordeiro de Deus?

Em todas as missas, pouco antes de os fiéis serem chamados à comunhão eucarística, ouvimos o sacerdote dizer: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”. Você sabe o que isso quer dizer? Para que compreendamos a fundo o sentido desta expressão, precisamos nos debruçar, primeiramente, sobre o Antigo Testamento.

O CORDEIRO IMOLADO NO ANTIGO TESTAMENTO

Antes que Deus chamasse Abraão para estabelecer com Ele uma Aliança, era muito comum que povos das mais diversas etnias sacrificassem animais, e até mesmo seres humanos, aos seus deuses. Eles acreditavam que todas as coisas ruins que aconteciam no mundo eram fruto da ira divina, que precisava ser aplacada (faltava-lhes o conhecimento sobre o pecado original). Assim, seria preciso realizar algum ato que pudesse agradar aos deuses, como abrir mão de algo muito valioso para demonstrar devoção e apreço – neste caso, sacrificar cabeças de gado ou pessoas, que podiam ser inimigos ou até mesmo parentes.

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O Deus de Israel repudiou de forma veemente o sacrifício de seres humanos – exceto naquela vez em que deu uma trollada em Abraão, levando-o a crer que deveria sacrificar Isaac –, mas incorporou o sacrifício ritual de animais na cultura religiosa do povo escolhido.

Quando o Faraó recusou-se a deixar os escravos hebreus partirem, o Senhor lançou sobre o Egito uma última e terrível praga: a morte de todos os primogênitos. Seguindo a orientação de Moisés, antes da noite do extermínio, cada família israelita sacrificou um cordeiro ou cabrito, que deveria ser “macho, sem defeito, e de um ano” (Ex 12,5). O animal deveria ser comido, e o seu sangue deveria ser passado nos batentes das portas:

Eu sou Javé. O sangue nas casas será um sinal de que estais dentro delas: ao ver o sangue, Eu passarei adiante. E o flagelo destruidor não vos atingirá, quando Eu ferir o Egito. (Ex 12,12-13)

E assim se estabeleceu a celebração da Páscoa judaica. O sangue do cordeiro macho e sem defeito livraria o povo da morte do corpo, assim como o Sangue de Cristo – Deus e Homem sem defeito, sem mácula – livraria os cristãos da morte da alma, após a nova Páscoa. O cordeiro imolado do A.T. era uma imagem do Cordeiro Imolado do N.T.

Assim, ao renovar a Sua Aliança com o povo hebreu por meio de Moisés, o Deus de Israel estabeleceu que o perdão dos pecados se daria por meio do sacrifício de animais, inclusive de cordeiros. Os pecados da pessoa eram “transferidos” para o animal por meio da imposição de mãos, e este deveria morrer em seu lugar - da mesma forma como, depois, o peso dos pecados humanos recairia sobre Cristo, que aceitou morrer por nós.

Em Levítico 4, está detalhado como o “rito pelo pecado” era feito: conforme a "classe" a que o pecador pertencesse, deveria apresentar no templo um determinado tipo de animal para ser imolado. Se o pecador fosse sacerdote, deveria sacrificar um bezerro; se fosse um chefe do povo, levaria um bode (taí a origem da expressão “bode expiatório”); se fosse homem comum, apresentaria uma cabra ou ovelha. Entretanto, a oferta de uma cabeça de gado para o sacrifício expiatório representava um prejuízo patrimonial considerável; por isso, caso o pecador fosse pobre, poderia oferecer duas rolas ou dois pombinhos.

Após o animal ser morto pelo sacerdote, seu sangue era derramado nos cantos do altar e em sua base. Depois, o corpo do animal era queimado e suas cinzas eram jogadas fora do acampamento, como forma de simbolizar que o pecado fora levado para bem longe da comunidade.

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Em Levítico 5, o cordeiro é citado como um animal sacrificial:

Se alguém, sem se dar conta, praticar alguma coisa proibida pelos mandamentos de Javé, será responsável e carregará o peso da sua falta. Como sacrifício de reparação, levará ao sacerdote um cordeiro sem defeito, avaliado em proporção com a culpa. O sacerdote fará o rito pelo pecado cometido sem saber, e o pecador ficará perdoado. (Lev 5, 18-19) Mas como o sangue de animais podia ser capaz de lavar os pecados dos homens? Não podia. Este rito prescrito pela Lei de Moisés era apenas de caráter educativo, simbólico e provisório. Por meio dele, o Senhor levava o povo a compreender que o pecado sempre traz más consequências - sendo a morte a pior delas. Na sua Carta aos Hebreus, está declarada a ineficácia dos sacrifícios de animais para a justificação dos pecados :
A Lei possui apenas uma sombra dos bens futuros, e não a realidade concreta das coisas. Por isso, mesmo oferecendo sacrifícios continuamente, ano após ano, a Lei não tem poder de conduzir à perfeição aqueles que participam nesses sacrifícios. (...)
...uma vez que é impossível eliminar os pecados com o sangue de touros e carneiros. (Heb 10,1;4) O sacrifício do cordeiro prescrito pela Lei de Moisés era, portanto, apenas um rascunho, um símbolo do sacrifício que Jesus aceitaria realizar na cruz – este sim, eficaz, perfeito e definitivo.

O CORDEIRO IMOLADO NO NOVO TESTAMENTO

Certo dia, estando o João a batizar o povo e a pregar, viu Jesus se aproximando. Então, olhou para Ele e disse: “Eis o Cordeiro de Deus, Aquele que tira o pecado do mundo.” (...) E João testemunhou: “Eu vi o Espírito descer do céu, como uma pomba, e pousar sobre Ele. (...) E eu vi e dou testemunho de que Ele é o Filho de Deus”. (João 1,29; 32; 34)

Com Sua Paixão e Morte, Jesus Cristo remiu os pecados da humanidade com o Seu sangue precioso. Ele é a vítima perfeita, que, com seu sacrifício, apagou definitivamente da alma dos batizados a mancha do pecado original, ofensa imensa a qual nenhuma criatura tinha poder de desagravar.

Assim, foi revogado o sacrifício da Antiga Aliança, que dependia da morte de animais para a expiação dos pecados, e foi estabelecido o sacrifício da Nova Aliança, por meio da morte de Cristo.

Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, dai-nos a graça de honrar com nossas vidas cada gota de Seu sangue precioso!

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Sexta, 23 Março 2012 08:00

Meu passado me condena

[caption id="attachment_5092" align="aligncenter" width="450" caption="Xuxa no Clube da Criança - TV Manchete. #vergonhaalheia"]xuxa_clube_da_crianca_tv_manchete[/caption]

Quase todas as pessoas carregam consigo lembranças que preferem esquecer. E, eventualmente, algumas destas lembranças podem despertar o sentimento de culpa e vergonha. Esta "dor moral" tem o seu lado bom: serve pra que tenhamos um verdadeiro arrependimento de nossos erros e para que desejemos nunca mais tornar a cometê-los. Só as pessoas desonestas, cínicas, degeneradas ou psicopatas não sentem remorsos pelo mal que fizeram.

Por outro lado, a culpa e a vergonha são maléficas se persistem em atormentar a pessoa mesmo após a Confissão, pois levam à tentação do desespero; partem da falta de confiança na misericórdia divina, da falta de fé no poder de Deus de abençoar e restaurar todas as coisas.

Assim aconteceu com Santo Inácio de Loyola, nos primeiros tempos após a sua conversão: apesar de feito uma confissão meticulosa de seus pecados, alimentava grandes escrúpulos e sofria muito ao pensar em sua vida passada. Apaixonado pelo Cristo, mas ainda imaturo no caminho da fé, chegou até mesmo a pensar em suicidar-se. O santo livrou-se destes pensamentos nefastos graças à sua fidelidade e à oração fervorosa:

“Socorre-me, Senhor! Pois não acho nenhum remédio nos homens, nem em criatura alguma!' Estando nestes pensamentos, vinham-lhe muitas vezes tentações, com grande ímpeto, para lançar-se de um buraco grande (…), junto do lugar onde fazia a oração. Mas sabendo que era pecado matar-se, voltava a gritar: 'Senhor, não farei nada que te ofenda!” (1)
Um cristão sincero que tenha se purificado por meio de uma boa Confissão não tem mais motivos para ficar arrastando correntes, como se fosse uma alma penada. É um homem novo, que pode desfrutar com alegria da amizade com Deus.

Portanto, se algum dia você dançou ao som do É o Tchan (ah, ordinário(a)!), cortou o cabelo igual ao do Xororó na década de 90 ou bebeu demais e deu uma de “Ronaldo comprando Kinder Ovo”, FORGET IT! O que passou, passou! Reflita, confesse-se com um sacerdote, penitencie-se, aceite com paciência as penas que o Senhor lhe enviar e siga em frente, com o coração livre.

"Todo aquele que está em Cristo é uma nova criatura. Passou o que era velho; eis que tudo se fez novo! Tudo isso vem de Deus, que nos reconciliou consigo, por Cristo, e nos confiou o ministério desta reconciliação. "Porque é Deus que, em Cristo, reconciliava consigo o mundo, não levando mais em conta os pecados dos homens, e pôs em nossos lábios a mensagem da reconciliação." (II Cor 5, 17-19)
As pessoas mal resolvidas com os erros de seu passado, em geral, sentem-se incapazes de percorrer o caminho da santidade, e justificam sua “eterna” apatia e mediocridade espiritual com uma pseudo-humildade: “ah, eu não sou capaz, já fiz isso e aquilo na vida”. Isso não é humildade, isso é medo de se entregar de vez nas mãos do Senhor e deixar que Ele seja o Senhor da sua vida; é desconhecer ou desconfiar das promessas que Ele fez aos Seus filhos:
"Assim diz o Senhor Javé: Eu vou reunir-vos do meio dos povos, vou juntar-vos de todos os países para os quais fostes levados, e dar-vos-ei depois a Terra de Israel. Logo que lá chegardes eliminareis dela todos os ídolos e abominações. "Dar-lhes-ei um coração íntegro, e colocarei no íntimo deles um espírito novo. Tirar-lhes-ei do peito o coração de pedra e dar-lhes-ei um coração de carne. Tudo isto para que sigam os meus estatutos e ponham em prática as minhas normas. Então eles serão o meu povo, e Eu serei o seu Deus." (Ez 11,17-20)
Portanto, se fez merda, dá descarga e manda a bosta embora. Desapega! Não fica lá parado, contemplando a cagada, remexendo, revirando... Eca!

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Nota: (1) Autobiografia de Inácio de Loyola (tradução e notas Pe. Armando Cardoso, SJ), Edições Loyola, 1991. pp. 36-37

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Cada tijolo da PUC-SP foi erguido com a grana e o esforço dos católicos. No ano de sua criação, em 1946, seus fundadores tinham um objetivo bem claro: oferecer educação de qualidade e disseminar a fé e os valores cristãos. Coitados... devem estar agora revirando no túmulo, pois as salas de aula desta universidade estão infestadas de professores anticatólicos.

Sempre zeloso e sem papas na língua - graças a Deus! - o bispo emérito de Guarulhos, Dom Luiz Bergonzini, pediu em seu blog que a direção da PUC-SP tome providências para que "os princípios cristãos e o catolicismo sejam respeitados pelos professores e alunos".

“Se a PUC é da Igreja Católica, deve seguir o Evangelho e a Moral Cristã. Não pode ter em seu corpo docente professores contrariando os ensinamentos da Igreja Católica, dentro ou fora da sala de aula.

É um direito de cada pessoa ter e defender as idéias que quiser. Porém, as escolas e universidades católicas não são obrigadas a admitir empregados com posições contrárias aos seus ensinamentos. (...) “Os professores abortistas, defensores da eutanásia, da liberação da maconha, da ideologia homossexual ou comunistas podem procurar escolas que defendam essas ideias (...) para lecionar nelas. Não podem lecionar numa escola católica, que é totalmente contrária a esses posicionamentos.”

D. Luiz Bergonzini (bispo em. de Guarulhos e cabra macho)

É preciso ser muito cínico ou ter o cérebro atrofiado para negar que o que Dom Luiz disse faz todo o sentido. Porém, na semana passada, um grupo de estudantes da PUC-SP – de número pouco representativo, ao que parece pela foto publicada no Estadão - protestou contra as declarações do bispo. Ô, crianças... quando prestaram vestibular, vocês não sabiam que essa universidade era católica, não?cerebro_homer_simpson

Alguns professores também reagiram mal às palavras de Dom Luiz. A presidente da Associação dos Docentes da PUC-SP, Maria Beatriz Costa Abramides, mandou essa pérola: "Sempre lutamos por uma universidade laica e plural. Temos de defender pesquisa, investigação e conhecimento voltados para os interesses da população, não ligados a uma religião". Ô, minha filha, tá difícil de entender que esta universidade que paga o seu salário é católica, não é laica? CA-TÓ-LI-CA!!!!! A PUC-SP é uma instituição privada, um patrimônio da Igreja.

E o pior é que essa gente é tão abusada que acha que está exercendo um direito. Vejam só... Daqui a pouco esses professores vão pensar que podem invadir nossos templos, subir no presbitério e vomitar seu discurso marxista pros fiéis, que terão que ouvir tudo caladinhos e ainda dar um dimdim pra eles no final. Ah, vai ser cara-de-pau assim lá na PUC que pariu!

Se esses professores querem difundir suas ideologias de merda e continuar atacando a Igreja de Cristo, que vão prestar concurso pras universidades públicas, ou vão sentar seu rabo na cátedra de outra universidade laica qualquer. Mas deixem as instituições de ensino católicas em paz!

A grande tragédia é que esse mal não atinge apenas a PUC-SP, mas também muitas instituições de ensino católicas em todo o mundo (já falamos disso aqui). Deus ajude que os bispos das demais dioceses, os educadores e estudantes católicos se movam em relação a isso. Já basta que pisem em nossa identidade religiosa nas ruas, no Congresso Nacional, nas novelas, nos jornais... já basta! Que ao menos nas instituições de ensino da Igreja os católicos possam se sentir em casa, e os estudantes não-católicos possam ter a oportunidade de ver a beleza e a riqueza da nossa fé.

Vejam este vídeo, e depois vocês me digam se resistiram à vontade de aplaudir ou de gritar "U-HÚUUU, Divaaaaaaaa!"!!!!

A protesto acima ocorreu no dia 08/03, em Brasília, na reunião da Subcomissão Permanente em Defesa da Mulher. A ativista pró-vida do vídeo falou uma verdade irrefutável: essas senadoras NÃO REPRESENTAM a mulher brasileira. Uma pesquisa realizada pelo instituto Vox Populi em 2010 revelou que 82% dos brasileiros rejeitam a ideia de descriminalizar o aborto no Brasil. (1)

Com muita elegância e objetividade, a linda mulher jogou na cara das senadoras que elas estão seguindo a cartilha das organizações estrangeiras que querem legalizar o aborto na América Latina. Marxistas fanáticas e antidemocráticas, elas estão dando as costas para a vontade do povo, estão ignorando o desejo da maioria das mulheres do país.

No dia 09/03, o anteprojeto que visa reformar o Código Penal e ampliar as possibilidades legais de realização do aborto foi aprovado por uma comissão de juristas por 16 votos contra 1. A proposta seguirá agora para o Senado, onde será avaliada e votada.

Enquanto isso, a CNBB tá se fazendo de morta! Dom Leonardo Steiner, secretário-geral da CNBB, disse que esse não é o momento para se manifestar sobre essa proposta abortista (2). De repente ele está esperando a coisa ficar irreversível, para depois chorar inúteis pitangas.

Nos alegramos, entretanto, com a atitude dos bispos que se manifestaram prontamente contra esse desrespeito à vida e à vontade soberana do povo brasileiro, entre eles, Dom Odilo Scherer, Arcebispo de São Paulo (3).

Os nossos bispos merecem todo o nosso apreço e respeito, mas tem uns que são meio lerdinhos, não são não? Saiam desta apatia covarde e cadavérica! É vida de bebês inocentes que está em jogo!

mum-raMúmias católicas, tá na hora de acordar! Transformem esta forma decadente em Mum-Ra! O ser eteeernoooooo!!!

*****

Você deve estar se perguntando: "Mas quem é essa mulher do vídeo?" Não sei, quero saber e tenho raiva de quem sabe e não me conta. O Wagner Moura, do blog O Possível e o Extraordinário, parece que sabe, mas tá fazendo mistério e promete revelar tudo em breve.

Notas:

(1) Site do Último Segundo. População rejeita mudanças na lei sobre aborto, gays e drogas. 05/12/2010

(2) Site Clipping. Juristas querem flexibilizar aborto. 10/03/2012

(3) O Estado de São Paulo. Pela vida da mãe e de seu filho. 10/03/2012

Segunda, 30 Novembro -0001 00:00

Por que nascem pessoas deficientes?

STEVIE WONDER ficou cego ainda bebê. Você acha que ele é mais "sofrido" ou tem menos possibilidade de ser feliz do que uma pessoa que enxerga?

Ao ver uma pessoa deficiente de nascença, muitos se perguntam: porque alguns nascem deficientes e outros nascem "perfeitos"? Ainda que a maioria não tenha coragem de declarar isso, no fundo desta pergunta está a crença de que uma pessoa deficiente tem menor potencial para se realizar, para ser feliz, do que uma pessoa "normal". Será?

Para compreendermos essa questão, é necessário, primeiramente, que nos demos conta de um problema anterior: por causa do pecado original, nem a nossa alma nem o nosso corpo estão de acordo com o plano de Deus ao criar os homens. Tudo tende a se corromper, tudo está fora do lugar, tudo decai. Feridos por esta mancha, todos nós nascemos com deficiências e limitações, sejam elas de ordem física, psicológica, emocional ou econômica, entre outras.

Se entendermos isso, veremos que o leque de perguntas deve ser ampliado:

  • Por que alguns são gerados por pais se amam e se respeitam, e outros são recebidos neste mundo por um casal em crise e amargurado?
  • Por que alguns nascem em um lar onde há fartura, e outros nascem em uma família miserável?
  • Por que alguns nascem sendo amados pelo pai e pela mãe, e outros já nascem rejeitados por um deles, ou por ambos?

A deficiência física ou intelectual de um recém-nascido nos abala de modo especial porque torna evidente aos nossos olhos algumas das dificuldades que aquela criança terá na vida; entretanto, uma criança “normal” também nasce com uma série de deficiências, que não chamam tanto a nossa atenção por não serem explícitas visualmente. São limitações internas ou relativas ao ambiente social e familar, porém não menos dramáticas.

Marilyn_MonroePara a coisa ficar mais clara, vamos partir de um exemplo concreto. Olhe para a foto aí ao lado: o que você vê? A maioria das pessoas vê beleza, sensualidade, talento, glamour, sucesso... Sim, Marilyn Monroe, ícone pop e uma das maiores estrelas do cinema de todos os tempos, tinha tudo isso de sobra. Mas o que pouca gente percebe é que ela sofria pelas consequências de suas graves deficiências familiares de nascença. Jamais conheceu o pai, e sua mãe foi internada em um hospício quando ela era ainda muito pequena. Apesar de ter os pais vivos, a menina era, na prática, uma órfã.

Marilyn passou boa parte da infância em casas de parentes e orfanatos. Sendo uma criança desprotegida, foi abusada sexualmente na infância por vários anos. É bem possível que ela tenha sido um lindo bebê, aparentemente “perfeito”. Entretanto, nasceu emocionalmente mutilada, sem o amor e a presença do pai e, logo depois, sem os cuidados da mãe. Quem poderá dizer que o “fardo” do seu desamparo de nascença - que a expôs a sabe-se lá quantas dores e humilhações ao longo de toda a sua vida - é menor do que o de uma criança que nasce com alguma deficiência física ou intelectual? Quem poderá vislumbrar e medir a grandeza dos obstáculos que se apresentam diante de cada pessoa, assim que ela nasce?

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Os deficientes físicos ou intelectuais precisam que a sociedade olhe para as suas limitações de forma objetiva e sem pieguice: eles têm necessidade de atendimento médico especializado, cultura, educação e lazer; de acessibilidade nas ruas, nos meios de transporte, no comércio etc. Mas... ter pena? Como diziam meus sábios amiguinhos do Jardim de Infância, quem tem pena é galinha!

Assim, não é realista quem vê o deficiente físico ou intelectual como um coitado que sofre mais do que os outros. Filhos de Adão e Eva, coitados somos todos nós, que já nascemos destinados a morrer (ô dó!). Cada indivíduo carrega as suas mazelas, as suas frustrações, os seus traumas... e cada um sabe onde o seu calo aperta.

A ideia de que os deficientes físicos ou intelectuais de nascença são pessoas potencialmente infelizes resulta, muitas vezes, no preconceito e na segregação dessas pessoas na sociedade. Em um nível mais crítico de rejeição, muitos chegam até mesmo a pensar que seria melhor que as pessoas deficientes nem chegassem a nascer. E isso explica porque mais de 90% das crianças com Síndrome de Down são abortadas na Europa e nos EUA.

Assim como todos nós somos "coitados", do ponto de vista das nossas chagas de naturezas diversas, também todos todos nós somos imensamente abençoados. Temos motivos de sobra para ter esperanças e sorrir! Há 2 mil anos, Deus se encarnou no ventre de uma Virgem, se fez Menino; Ele se dignou a descer de Sua glória nos Céus e vir até nós, a nos olhar nos olhos e a nos ensinar o caminho para a verdadeira vida. Ele nos amou, a ponto de se entregar na cruz por nós.

Então, como cadeirantes ou "andantes", sendo pobres ou ricos, tendo sido crianças amadas ou negligenciadas, podemos caminhar com Jesus, nos tornar pessoas melhores com o tempo, amar como Ele amou, gozar do "cêntuplo" ainda nesta vida e, no fim, partilhar de sua Eterna Vitória.

Graças a Deus, somos muito mais do que infelizes filhos de Eva: somos filhos da doce e poderosa Virgem Maria!

*****

"Nascido em um país onde 90% dos bebês com Síndrome de Down são abortados, o menino americano ANDY REIGSTAD (abaixo, de camiseta amarela) sempre foi desejado e é amado pelos pais. Você acha que ele tem menos possibilidade de ser feliz do que você?"

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dog_angelDo jeito que o mundo está, eu não duvido nada quando alguém diz que o seu cachorro é mais “gente boa” do que muitas pessoas que andam por aí. Porém, essa constatação não nos dá base alguma para afirmar que os nossos amigos de quatro patas terão uma vaguinha no Paraíso.

Vamos falar aqui de modo especial dos cães e gatos. Afinal, sejamos francos: ninguém está nem aí para o destino post mortem dos outros animaizinhos – as baratas que insistem em invadir a sua cozinha, o rato que mora no bueiro em frente à sua casa, o camarão da empada que você comeu ontem, o mosquito da dengue que mordeu a sua tia no verão passado... Com a alma deles, aposto que você nunca se preocupou!

Então, vamos direto ao ponto: não, o seu cachorro não vai para o Céu. E não é por que ele roubou a salsicha do mercado e se atracou lascivamente com as pernas da sua vizinha... O fato é que ele não possui alma imortal. Simples assim.

O Catecismo da Igreja Católica (2415 a 2418) nos ensina que os animais são dons de Deus. São criaturas benditas, mas que não possuem alma imortal. Temos a obrigação de tratá-los com respeito e carinho, já que eles têm sentimentos e sentem dor. É pecado “fazer os animais sofrerem inutilmente e desperdiçar suas vidas”.

A afeição que dedicamos aos bichos é boa e justa, desde que nossa consciência sobre a sua natureza não seja deturpada. Só nós, os seres humanos, fomos feitos à imagem e semelhança de Deus, e somente nós possuímos alma imortal. Entretanto, algumas pessoas se negam a aceitar esta verdade revelada pela Santa Igreja e vivem a sua relação com os animais como uma verdadeira idolatria, chegando ao cúmulo de dizer: "Se os animais não vão para o Céu, eu também não quero ir". Quer dizer que a amizade com o totó é mais desejada e valiosa do que a amizade com o próprio Deus?

Amigos, amemos os animais pelo que eles são, e não pelo que a mentalidade sentimentalóide e pseudo-fofa da sociedade atual nos induz a crer. Assim como as demais coisas maravilhosas da natureza – as flores, as matas e os rios – os animais de estimação são, muitas vezes, um consolo no meio das amarguras e decepções da vida. Eles são sinais da bondade de Deus para conosco, então, agradeça a Ele pelos momentos de alegria que o seu bichinho lhe dá, pela companhia que ele lhe faz, pelo carinho que lhe oferece.

Segunda, 30 Novembro -0001 00:00

Cumprimenta Jesus direito, menino!

O sujeito entra na casa de um amigo e, sem cumprimentá-lo, vai direto acomodar o seu traseiro no sofá. Sem noção, né? Agora imagine se esse amigo for, tipo assim... DEUS. Se é inaceitável abrir mão das normas básicas de civilidade debaixo do teto de um mero mortal, considere a gravidade de estar estar no templo do Senhor sem Lhe prestar a devida reverência!

Infelizmente, não é raro ver católicos entrarem nas igrejas ignorando a Presença do Dono da Casa. Também podemos observar que muitas pessoas que deveriam ser as primeiras a dar o exemplo – como catequistas, sacristãos, coroinhas – passam frequentemente diante do altar e do Santíssimo sem se curvarem ou se ajoelharem.

Que fique bem claro: esta não é uma abordagem moralista sobre etiqueta religiosa. Falamos aqui sobre um problema de fé. Afinal, você reconhece ou não que a Hóstia Consagrada que está no interior do sacrário é o Corpo do Deus Vivo? Se a resposta for sim, note o quanto é absurdo passar diante do sacrário “habitado” como quem passa na frente de uma porta inanimada. Um fiel que realmente crê na Eucaristia jamais poderia ser capaz de um vacilo desses.


Agnus_Dei_cordeiro_de_deus_imolado

Pense como o Senhor deve se sentir ao ser solenemente ignorado por aqueles que dizem estar ali no templo para adorá-Lo... Poupemos Jesus deste tipo de ofensa, que é tão fácil de ser evitada.

Além de desprezar o Santíssimo no sacrário, muitos fiéis ainda ignoram a dignidade do altar.  Poucos são aqueles que tomam o cuidado de se curvar todas as vezes que passam diante dele, e tem gente que acha que o santo altar é como o balcão da padaria da esquina: apóiam os cotovelos quando estão cansados e colocam sobre ele sacolas, bolsas e outros objetos nada litúrgicos.

Se você passar cem vezes diante do altar, deve se curvar levemente diante dele nessas cem vezes. Frescura? Exagero? De modo algum! Quando entendemos o que é o altar (que está looooonge de ser uma mesa qualquer), percebemos facilmente que não podemos agir de outro modo.

Sobre o santo altar, em cada missa, é renovado o sacrifício de Jesus, que aceitou sofrer e morrer para que nós pudéssemos ter uma vida boa, uma vida cheia de sentido e de esperança. É o altar que ampara o Corpo e o Sangue do Cordeiro Imolado, e por isso é comparável, em sacralidade, ao solo onde foi fincada a cruz de Cristo. Tem que ser muito joselito pra apoiar a sua bolsa Louis Vuitton do Paraguai ali em cima, concorda?!

Então, basicamente, devemos ter as seguintes posturas nas igrejas:

  • ao entrar na igreja, precisamos...
    • nos curvar levemente para reverenciar o altar, caso o Santíssimo (o sacrário com as Hóstias Consagradas) esteja em uma capela lateral;
    • dobrar um dos joelhos até o chão, caso o Santíssimo habitado esteja no altar (indicado pela luz vermelha acesa);
  • ao passar diante do altar (para cruzar o templo de um lado para o outro, por exemplo), devemos nos curvar levemente;
  • ao passar diante do Santíssimo no sacrário, devemos dobrar um dos joelhos até o chão;
  • ao nos vermos diante da Hóstia Consagrada exposta em um ostensório, devemos nos ajoelhar para cumprimentar o Senhor. Depois, podemos nos sentar.

Há uma história bem conhecida de Padre Pio, que certa vez teve a visão da alma de uma alma do Purgatório. Tratava-se de um frade que havia morrido ali naquele convento e que, quando vivo, tinha a tarefa de limpar o altar. Porém, enquanto realizava o seu trabalho, o homem não reverenciava a Jesus Sacramentado em nenhuma das vezes em que passava em frente ao altar. No dia seguinte, Padre Pio, então, rezou uma missa para que aquela alma pudesse finalmente descansar.

Por isso, a não ser que você sofra de alguma doença nas juntas, seja um cristão educado e curve-se/ajoelhe-se com carinho diante do altar e do Santíssimo. Ou então correrá o risco de passar uma boa temporada ajoelhado no milho, lá no Purgatório!

Quarta, 29 Fevereiro 2012 08:00

Quiseram abortar o Chaves. Gentalha, gentalha!

Lá vem o Chaves, Chaves, Chaves! Lá vem ele para me arrancar o quinquagésimo sexto sorriso. E, desta vez, não foi tomando cascudos do Seu Madruga, falando suas doces asneiras ou arrumando barraco com a Chiquinha. Com grata surpresa, deparei-me dia desses com um vídeo em que Roberto Gómez Bolaños se declara contra o aborto e apoia uma campanha pró-vida.

O mais interessante é que ele revela que sua mãe foi aconselhada por um médico a abortá-lo, para que pudesse preservar a própria "saúde". Já pensou que desgraça seria? Além do terrível assassinato de mais uma criança no ventre, o mundo ficaria sem o inesquecível e inigualável Chespirito! Pipipipipi...

"Quando eu estava no ventre da minha mãe, ela sofreu um acidente que a deixou à beira da morte. O médico lhe disse: 'Terás que abortar!'; e ela respondeu: 'Abortar, eu?! Jamais!'. Ou seja, defendeu a vida, a minha vida. E graças a ela estou aqui.”

Roberto Gómez Bolaños

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Achei esse vídeo lindo no blog O Possível e o Extraordinário. Passa lá e saiba como concorrer a um tercinho do nascituro.

Jejuuuuua, Povo Católico!

Na Quarta-Feira de Cinzas tem início a Quaresma, período que nos remete os 40 dias em que Jesus se retirou para jejuar. Neste tempo, a Igreja nos convida a fazer companhia ao Senhor no deserto: unidos a Ele em sacrifício, compartilhamos as Suas angústias, a Sua fome, a Sua sede. Como nos explicou São João Paulo II, “O jejum no tempo da Quaresma é a expressão da nossa solidariedade com Cristo” (texto na íntegra no Site do Vaticano. João Paulo II - Audiência Geral. 21/03/1979).

Muitos católicos, entretanto, não dão importância ao jejum e à penitência quaresmal. Acham que isso é “coisa do passado” e vivem este tempo sem alterar suas rotinas em nada. Mas pense: se você reconhece o Cristo como o Deus Vivo, como um amigo real e presente, faz sentido procurar prazer e divertimento em um período de luto pelas Suas dores?

A Tradição da Igreja ensina que, durante a Quaresma, é indispensável assumir atitudes de sacrifício, que nos preparam para celebrarmos dignamente a Páscoa. Em relação ao jejum, muitos se enganam ao pensar que se trata apenas de evitar ingerir carne ou reduzir a quantidade de alimentos. Na verdade, jejuar significa renunciar a alguma coisa que nos dá prazer.

Quando nos privamos de algo de que gostamos, podemos ver que somos capazes, com a graça de Deus, de controlar nossos apetites e dizer “não” a nós mesmos, sempre for preciso. Por meio do jejum, “treinamos” o nosso espírito ao desprendimento das coisas materiais: são coisas boas, que nos alegram, mas não somos dependentes delas; não são elas que dão sentido à nossa vida. Só Deus pode nos saciar!

O jejum também torna a nossa oração mais eficaz, pois nos ajuda a perceber melhor a nossa “fome de Deus”.

No Evangelho de Mateus, há um episódio que deixa isso muito claro: os discípulos, sem sucesso, tentaram curar um menino doente. Jesus, então, lhes dá a maior bronca, e cura Ele mesmo o menino. Intrigados, os discípulos perguntaram-Lhe a razão de terem falhado. O Senhor explicou que eles tinham pouca fé e, além do mais, “esta espécie de demônio, só se pode expulsar à força de oração e de jejum” (Mt 17,20).

Vale lembrar que de pouco ou nada adianta fazer um jejum farisaico, formalista, sem desejar de fato colocar em prática os ensinamentos do Evangelho. O profeta Isaías abre os nossos olhos para isso:

"Passais vosso jejum em disputas e altercações, ferindo com o punho o pobre. Não é jejuando assim que fareis chegar lá em cima vossa voz.

"O jejum que me agrada porventura consiste em o homem mortificar-se por um dia? (...)

"Sabeis qual é o jejum que eu aprecio? - diz o Senhor Deus: É romper as cadeias injustas (...), mandar embora livres os oprimidos (...). É repartir seu alimento com o esfaimado, dar abrigo aos infelizes sem asilo, vestir os maltrapilhos, em lugar de desviar-se de seu semelhante." (Is 58,3-7)

Veja algumas sugestões de atos de penitência para esses 40 dias:

  • procure amenizar o sofrimento dos pobres e dos doentes (faça isso durante todo o ano, e tenha especial atenção agora);
  • não coma nem beba nada que lhe agrade muito, ou ao menos reduza o consumo de alguma comida ou bebida favorita;
  • evite ir a festas, eventos ou ambientes destinados à diversão;
  • renuncie a um hábito que lhe satisfaça diariamente – exemplos: ver TV, ouvir música, jogar videogame etc;
  • evite fazer compras só por vaidade.

BEBE_MORDE_GATO Não exagere na sua penitência. Senão depois vai ficar matando cachorro (ou gato) a grito!

Viva cada dia da Quaresma como quem contempla o Senhor mortificado. Pratique o jejum com seriedade e boa-vontade e convide os seus amigos e familiares a fazer o mesmo.

Você verá que os frutos colhidos destes dias de penitência lhe trarão graças durante todo o ano, e a maior delas é amar ao Senhor de forma mais profunda; a segunda grande graça é viver todas as coisas - especialmente aquelas que nos satisfazem carnalmente - com mais sabedoria, liberdade e equilíbrio.

Para quem deseja saber mais sobre o significado do jejum, propomos um ESTUDO BÍBLICO (clique aqui para baixar).

 

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