Publicidade
A Catequista

A Catequista

seu_madruga_forte_musculosoO CORPO GLORIOSO E SUAS PROPRIEDADES

“O que é imortal não morre no final” (Sandy & Júnior)

Vish... me arrepiei com a filosofia profunda do verso acima. E a rima, que primor! Agora, falando sério: chegará o dia em que os filhos de Deus serão imortais. Mas não pensem que será uma eternidade tediosa, com um monte de alminhas pulando de nuvem em nuvem. Não! Após a Ressurreição Final, os justos terão um corpo palpável, cheio de poderes maneiríssimos! É o que a Igreja chama de corpo glorioso.

Não, eu não tô falando do arquiteto Oscar Niemeyer - que chegou aos 104 anos bebendo vinho e fumou até os 103 - nem dos "imortais" da ABL. Da mesma forma que Cristo reviveu e levantou do túmulo ao terceiro dia, todos ressuscitarão no Juízo Final; os benditos, para a vida eterna, e os malditos, para a morte eterna. Os amigos do Senhor ganharão um corpitcho turbinado, com o qual desfrutarão as alegrias da eternidade, após o Apocalipse. Teremos tudo de bom e, o melhor: para sempre!

"'Ele transformará o nosso corpo miserável, tornando-o conforme ao Seu corpo glorioso com o mesmo poder que Lhe permite sujeitar ao Seu domínio todas as coisas' (Fl 3, 20-21).

"Assim como o Espírito Santo transfigurou o corpo de Jesus Cristo quando o Pai O ressuscitou dentre os mortos, também o mesmo Espírito revestirá da glória de Cristo os nossos corpos. Escreve São Paulo: 'E se o espírito d’Aquele que ressuscitou a Jesus dos mortos habita em vós, Ele, que ressuscitou a Jesus Cristo dos mortos, há-de dar igualmente a vida aos vossos corpos mortais por meio do Seu Espírito, que habita em vós' (Rm 8, 11)."

Papa João Paulo II (1)

E você, que sempre sonhou em ter super-poderes: os seus anseios mais nerds serão realizados! O corpo glorioso será, a grosso modo, um mix do Neo (Matrix), da Mística (vilã dos X-Man que assume a forma de quem quiser), do Mestre dos Magos, do The Flash e do Highlander.

Com outras palavras, é isso que afirma o Catecismo Romano e o grande São Tomás de Aquino (2). O corpo glorioso será sensível – teremos o prazer do tato, do paladar etc. –, mas, ao mesmo tempo, será espiritual, e por isso será livre das barreiras físicas de tempo e espaço. Após a Sua Ressurreição, esta nova condição de Jesus ficou evidente: Ele aparecia e desaparecia “do nada” e se apresentava com rostos diferentes, de modo que nem sempre Seus discípulos o reconheciam.

Os corpos gloriosos dos justos terão quatro propriedades básicas:

  • a impassibilidade – o corpo não estará sujeito ao sofrimento nem à morte;
  • a agilidade – poderá deslocar-se num momento a lugares muito distantes (metrô/ônibus lotado NUNCA MAIS!);
  • a claridade – de acordo com o grau de santidade da alma, o corpo brilhará;
  • a sutileza – o corpo obedecerá às determinações da alma prontamente. Será o fim daquele velho drama: “O espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mt 26:41).
Aí sempre tem um maroto que se pergunta: “será que teremos visão de raio-x, igual ao SuperMan, pra admirar melhor a belezura das mina?”. Não, meu filho, isso não está previsto. E, além do mais, nessa nova vida ninguém vai funfar... até porque ninguém sentirá desejo ou falta disso!
Na ressurreição, os homens não terão mulheres nem as mulheres, maridos; mas serão como os anjos de Deus no céu. (Mt 22,30)
E que idade terá este corpo? Haverá velhos e crianças na “Nova Jerusalém”? São Tomás de Aquino, baseado em uma passagem da Bíblia (Ef 4,13), diz que todos reviverão com a “idade perfeita”, 32 anos, idade próxima da de Cristo.

A doutrina da ressurreição da carne é mais uma evidência de que o cristianismo não é hostil ao corpo e à matéria, como muitos afirmam. Ao contrário: a Encarnação de Deus, a Sua Ressurreição e a promessa da ressurreição dos mortos glorificam o corpo, o valorizam, conferindo à nossa carne uma dignidade ímpar.

[caption id="attachment_5711" align="aligncenter" width="473" caption="Imagem do site http://talentosamaodireita.blogspot.com.br"]abl_imortais_highlander[/caption]

Notas:

(1) Site do Vaticano. João Paulo II - AUDIÊNCIA. 04/11/1998

(2) AQUINO, São Tomás de. Exposição sobre o Credo. Edições Loyola, 1981

(Este post é uma livre adaptação nossa de um texto do escritor C. S. Lewis)*

A castidade é a menos popular das virtudes cristãs. Porém, não existe escapatória. A regra cristã é clara: ou o casamento, com fidelidade completa, ou a abstinência total. Isso é tão difícil de aceitar, e tão contrário a nossos instintos, que das duas, uma: ou o cristianismo está errado ou o nosso instinto sexual se encontra deturpado. E claro que, sendo cristão, penso que foi o instinto que se deturpou.

Muitos dizem por aí que o cristianismo julga o sexo, o corpo e o prazer como coisas más em si. Mas estão errados. O cristianismo é praticamente a única entre as grandes religiões que aprova por completo o corpo – que acredita que a matéria é uma coisa boa, que o próprio Deus tomou a forma humana e que um novo tipo de corpo nos será dado no Paraíso (após a Segunda Vinda de Cristo) e será parte essencial da nossa felicidade, beleza e energia. O cristianismo exaltou o casamento mais que qualquer outra religião; e quase todos os grandes poemas de amor foram compostos por cristãos.

Porém, devido ao pecado original, herdamos organismos que, sob esse aspecto, são pervertidos; e crescemos cercados de propaganda a favor da libertinagem. Existem pessoas que querem manter o nosso instinto sexual em chamas para lucrar com ele; afinal de contas, não há dúvida de que um homem obcecado é um homem com baixa resistência à publicidade. Deus conhece nossa situação; ele não nos julgará como se não tivéssemos dificuldades a superar. O que realmente importa é a sinceridade e a firme vontade de superá-las.

Para sermos curados, temos de QUERER ser curados. Todo aquele que pede socorro será atendido; porém, para os cristãos de hoje, até mesmo esse desejo sincero é difícil de ter. Um cristão famoso, de tempos antigos, disse que, quando era jovem, implorava constantemente pela castidade; anos depois, se deu conta de que, quando dizia "ó Senhor, fazei-me casto", seu coração acrescentava secretamente as palavras: "Mas, por favor, que não seja agora." Isso também pode acontecer nas preces em que pedimos outras virtudes; mas há dois motivos que tornam especialmente difícil desejar – quanto mais alcançar – a perfeita castidade:

  • a ideia de que todo desejo sexual que sentimos é “saudável” e “natural”;
  • a crença de que seguir a castidade cristã é impossível.

Vamos refletir sobre estes dois pontos a seguir.

TODO DESEJO SEXUAL QUE SENTIMOS É SAUDÁVEL E NATURAL?

willy_wonka_ironico_castidade_banho_frioOs demônios que nos tentam, a mídia e a mentalidade dominante podem nos levar a pensar que os desejos aos quais resistimos são tão "naturais", "saudáveis" e razoáveis, e que não faz sentido resistir a eles.

Cartaz após cartaz, filme após filme, romance após romance associam a ideia da libertinagem sexual com as ideias de saúde, normalidade, juventude e bom humor. Essa associação é uma mentira. Como toda mentira poderosa, é baseada numa verdade – a verdade reconhecida pela Igreja de que o sexo (à parte os excessos e as obsessões que cresceram ao seu redor) é algo positivo. A mentira consiste em sugerir que qualquer ato sexual que você se sinta tentado a desempenhar, a qualquer momento, seja saudável e normal.

Isso é estapafúrdio sob qualquer ponto de vista concebível, mesmo sem levar em conta o cristianismo. Para qualquer tipo de felicidade, mesmo neste mundo, é necessário comedimento. Logo, a afirmação de que qualquer desejo é saudável e razoável só porque é forte não significa coisa alguma.

SEGUIR A CASTIDADE CRISTÃ É IMPOSSÍVEL?

Imagine que você está diante de uma prova muito importante. Então, aparece ali uma questão dissertativa muito difícil, e você sabe que está despreparado para respondê-la. O que você faz? Desiste de responder a questão, ou tenta fazer o melhor que puder?

Só uma pessoa muito imbecil deixaria de tentar. Afinal, você poderá somar alguns pontos mesmo com uma resposta imperfeita, mas não somará ponto algum caso deixe de responder. Da mesma forma, devemos agir com a proposta cristã de uma vida casta: mesmo sabendo de nossas limitações, não devemos desistir jamais; devemos fazer o melhor que pudermos.

Pense numa situação ainda mais crítica: você está no mato, quando surge uma onça enorme. Ok, é bem provável que ela te coma. Mas e daí? Vai ficar parado pensando: “sou fraco diante dela, nem adianta resistir”, ou tentará correr, subir numa árvore ou procurar um pau ou pedra pra se defender? Se você reagir, terá alguma chance de viver (há vários casos documentados).

PERSEVERANCA_castidadeMuitas pessoas se sentem desencorajadas de tentar seguir a castidade porque a consideram impossível (mesmo antes de tentar). Porém, quando uma coisa muito importante precisa ser tentada, não se deve pensar se ela é possível ou impossível; a pessoa deve fazer o melhor que puder. O homem é capaz de prodígios quando se vê obrigado a fazê-los.

A castidade perfeita – como a caridade perfeita – não será alcançada pelo mero esforço humano. Você tem de pedir a ajuda de Deus. Mesmo depois de pedir, poderá ter a impressão de que a ajuda não vem, ou vem em dose menor que a necessária. Não se preocupe. Depois de cada fracasso, levante-se e tente de novo. Muitas vezes, a primeira ajuda de Deus não é a própria virtude, mas a força para tentar de novo.

Por mais importante que seja a castidade, esse processo de treinamento dos hábitos da alma é ainda mais valioso. Ele cura nossas ilusões a respeito de nós mesmos e nos ensina a confiar em Deus. Aprendemos, por um lado, que não podemos confiar em nós mesmos nem em nossos melhores momentos; e, por outro, que não devemos nos desesperar nem mesmo nos piores, pois nossos fracassos são perdoados. A única atitude fatal é se dar por satisfeito com qualquer coisa que não a perfeição.

Portanto, sede perfeitos, assim como vosso Pai celeste é perfeito. (Mt 5,48)

Para encerrar, apesar de eu ter falado bastante a respeito de sexo, quero deixar tão claro que o centro da moralidade cristã não está aí. Se alguém pensa que a castidade é o vício supremo, essa pessoa está redondamente enganada. Os pecados da carne são maus, mas, dos pecados, são os menos graves. Todos os prazeres mais terríveis são de natureza puramente espiritual: o prazer de provar que o próximo está errado, de tiranizar, de tratar os outros com desdém e superioridade, de estragar o prazer, de difamar. São os prazeres do poder e do ódio.

willy_wonka_ironico_namoro_castoIsso porque existem duas coisas dentro de mim que competem com o ser humano em que devo tentar me tornar. São elas o ser animal e o ser diabólico. O diabólico é o pior dos dois. E por isso que um moralista frio e pretensamente virtuoso que vai regularmente à igreja pode estar bem mais perto do inferno que uma prostituta. E claro, porém, que é melhor não ser nenhum dos dois.

*****

*Livre adaptação = mudamos o texto do autor ao nosso gosto, para melhor adaptá-lo ao blog. O texto original está no livro "Cristianismo Puro e Simples".

Em 2002, na Cidade do México, durante a Missa que celebrou a canonização de Juan Diego, índios realizaram danças diante do Papa João Paulo II. Deem uma olhada no vídeo, que pitoresco!

E aí, o que vocês acharam da dança e dos trajes do corpo de baile indígena? Eu achei o máximo, lindíssimos. Só me incomodei com um detalhe: os dançarinos estavam na hora e no lugar errados. O templo de Deus - no caso, a Basílica da Virgem de Guadalupe - não é lugar para esse tipo de coisa, muito menos durante uma Missa. Além do mais, a apresentação lembra muito mais um ritual pagão (se é que não o foi, de fato) do que um rito cristão.

Eventos como esse acabaram por abrir um precedente desastroso. Milhares de sacerdotes e leigos em todo o mundo se acharam no direito de inserir os mais variados e bizarros remelexos na liturgia. Já ouvi falar de gente fazendo dança do ventre na Missa e já vi jovens de mini-saia sambando em frente ao altar (ué, se os dançarinos mexicanos podem exibir coxas e barrigas na igreja, porque não elas?). Em um post sobre as "missas avacalhadas", mostramos um vídeo em que um casal com pouca roupa requebra em uma Missa ao som de "Pérola Negra", de Daniela Mercury.

Diante de tanta zona, é um alento ter acesso às orientações do Cardeal Francis Arinze, Prefeito da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos entre 2002 e 2008. Em um evento, ele respondeu com muito bom-humor a perguntas sobre a "dança litúrgica". No vídeo, que vimos no blog Missa aos Domingos, o Cardeal nigeriano enfatiza que “A dança é algo estranho ao rito latino da Missa”, e não deve ser realizada em nenhum momento da liturgia. Ele pondera, porém, que os povos de cultura asiática e africana podem realizar alguns movimentos refinados, típicos de sua cultura, no momento do ofertório, por exemplo.

MAS ATENÇÃO: o cardeal falou que os bispos – em especial aqueles dos países africanos e asiáticos – devem avaliar a possibilidade de autorizar movimentos REFINADOS na Missa, não danças. NÃO É PRA DANÇAR NUNCA!

O Papa Bento XVI, em seu livro "El espíritu de la liturgia - Una introdución", já havia esclarecido esta questão (tradução e grifos nossos):

"A dança não é uma forma de expressão da liturgia cristã. Houve círculos docéticos-gnósticos que pretenderam introduzí-la na liturgia cristã, por volta do século III. Para eles, a crucificação era só aparência (...), de tal maneira que o baile podia ocupar o lugar da liturgia da cruz (...). As danças cultuais das diversas religiões têm finalidades diversas: encantamento, magia analógica, êxtase místico; nenhuma destas figuras corresponde à orientação interior da liturgia do 'sacrifício da palavra'.

"O que é completamente absurdo é quando, com a intenção de fazer com que a liturgia que seja mais 'atrativa', se introduzem pantomimas [gestos teatrais] em forma de dança. Quando é possível, se realizam inclusive com grupos de dança profissionais que, frequentemente, terminam com aplausos (...). Quando se aplaude pela obra humana dentro da liturgia, nos encontramos diante de um sinal claro de que se perdeu totalmente a essência da liturgia, que foi susbstituída por uma espécie de entretenimento de inspiração religiosa."

Na contramão das orientações do Papa, sacerdotes e leigos, por orgulho, por vaidade ou por pura desinformação, continuam a promover essa porcaria chamada "dança litúrgica", que só serve para transformar o templo de Deus num circo de bizarrices ou num arremedo de culto pagão. Pior ainda é quando o presbitério vira um cabaré de carolas, onde rapazes saradinhos aproveitam a desculpa da "arte" para fazer performances sem camisa e moças fazem movimentos sensuais com roupas colantes.

danca_liturgica_ministerio_danca

É preciso considerar que, muitas vezes, os realizadores desse tipo de abuso não o fazem por maldade; há entre eles cristãos sinceros e bem intecionados. Porém, isso não anula o fato de estarem incorrendo em um grave erro, que fere a dignidade do templo e a sacralidade da liturgia. É preciso mostrar a estas pessoas o seu engano, e ajudá-las a compreender mais a fundo o significado sacrificial da missa. É preciso fazê-las entender que a "liturgia da cruz" não suporta esse tipo de firulas. Muitos católicos estão com um pé no paganismo; se ninguém fizer nada, não tardarão a enfiar os dois pés.

Os grupo de dança paroquiais podem ser muito bons e úteis, desde que saibam o seu lugar. Podem atuar nos salões paroquiais, como disse o Cardeal Arinze, mas não devem continuar a fazer o presbitério de palco. O Senhor derrama Seu precioso Sangue sobre o altar a cada Missa... Será que é tão difícil de entender isso?

Os sacerdotes e leigos que desejam ser fiéis ao magistério da Igreja devem se perguntar com honestidade: essa dança ou teatro que estamos planejando é uma expressão autêntica da liturgia cristã, ou não passa de um "entretenimento de inspiração religiosa", como disse Bento XVI? É preciso ter humildade e amor pela Verdade; assim, poderemos nos desapegar dos nossos gostos e opiniões pessoais sobre a liturgia e ser mais fiéis àquilo que a Santa Igreja determina.

Pra encerrar, #ficaadica do Cardeal Arinze pros sacerdotes e leigos membros de “ministérios da dança” espalhados pelo Brasil afora:

“As pessoas que estão discutindo dança litúrgica deveriam usar o seu tempo rezando o Rosário, ou (...) lendo um dos documentos do Papa sobre a Sagrada Eucaristia. Nós já temos problemas suficientes. Por que banalizar mais? Por que dessacralizar mais? Já não temos confusão suficiente?”

Já falamos aqui sobre o silêncio que reina nas comunidades cristãs sobre a pornografia. Permanecer ignorando o problema é como querer tapar a bunda da Mulher Melancia com a peneira! Os evangelizadores devem ser capazes de mostrar aos fiéis, de forma objetiva e pragmática, quais são as consequências que a pornografia traz para as suas vidas, agora e na eternidade. É preciso dar razões, falar ao coração das pessoas e provocar uma reflexão mais profunda.

Há uns 15 ou 20 anos, uma pessoa que tivesse o hábito de ver filmes ou revistas de sacanagem tinha a clara noção de que estava sendo degenerada. Hoje, porém, a hipocrisia reina... Para tentar justificar sua prática perversa, alguns arrumam até motivos “nobres” para consumir pornografia; ela agora é vista como uma aliada dos maridos e esposas, e – pasmem! –, como um instrumento de educação sexual para os jovens.

A PORNOGRAFIA ENSINA A FAZER SEXO?

Um peixe fácil que é fisgado aos montes pela pornografia são os jovens, ansiosos para “aprender como se faz”. Porém, eles precisam saber que as imagens obscenas não nos ensinam a fazer sexo: elas o deturpam, o esvaziam da sua beleza, do seu sentido. O sexo pornográfico é despido de sua original bondade, com a qual Deus o criou; é mecânico, doentio e desumano.

Pessoas que consomem pornografia correm o sério risco de desenvolverem uma sexualidade pervertida. O efeito da pornografia sobre o cérebro é como o da droga: quem começa vendo uma sacanagenzinha “leve”, logo não obterá mais satisfação com isso, e começará a buscar estímulos mais “pesados”, mais intensos. E assim, muitos começam a chafurdar na lama das imagens de sexo bizarro, de estupro, de sadomasoquismo, de homossexualismo, de zoofilia e de pedofilia.

A exposição intensa à pornografia leva a pessoa a ser sexualmente frustrada; ela obtém uma excitação temporária, mas que satisfaz cada vez menos. A razão disto é bem simples: no caso das pessoas casadas, o cérebro hiperestimulado pelo mundo do erotismo artificial já não é capaz de se contentar com o sexo natural, não ilusório; e para os celibatários, a castidade perde o sabor e o sentido. É neste ponto que muitos dão o trágico passo de transformar o sexo fantasioso em realidade; assim nascem muitos adúlteros, pedófilos, estupradores etc.

A PORNOGRAFIA "ESQUENTA" O CASAMENTO?

cha_brochante_propaganda_antiga

Em programas de TV e revistas femininas, vez ou outra aparece alguma fulana na maior cara dura dizendo que vê filmes eróticos com o marido para “esquentar a relação”. Que bonito! A observação da prostituição de outros seres humanos é a mais nova estratégia de promoção da felicidade conjugal. E desde quando é possível obter algo de bom por meio da degradação alheia?

Os casais que aderem a esse esquema, sem perceber, entram numa prisão: dificilmente conseguirão se sentir atraídos pelo outro de forma natural, sem o estímulo artificial dos filminhos de sacanagem. É o fim da afeição, da ternura, é a morte da sexualidade unitiva; não se veem mais como uma só carne, mas como duas carnes que se atracam. Só resta espaço para o sexo egoísta, humilhante, insatisfatório e desesperado.

A princípio, a pornografia pode até fornecer a ilusão de “apimentar a relação”, mas, em pouco tempo, terá o mesmo efeito que um chá brochante: acabará jogando um balde de água fria sobre o amor e a sexualidade. É o que afirmam muitos estudiosos do assunto:

“Laydon e outros psicólogos clínicos relataram que, ironicamente, a disfunção erétil é comumente associada ao constante uso da pornografia entre os homens. Um dos motivos para isso é que a constante busca de imagens sexuais e masturbação que muitas vezes acompanha isso levam à insatisfação com o próprio cônjuge. Afinal, a esposa de um homem não consegue manter uma imagem que compita com as mulheres no mundo de fantasia dos vídeos e imagens pornográficos. O consumidor normal de pornografia se prepara para desapontamentos e desintegração quase certa de seu casamento.”

(retirado do site Mídia Sem Máscara)

A PORNOGRAFIA É UM PECADINHO INOFENSIVO?

Muitos veem o hábito de consumir pornografia como uma forma de "aliviar as tensões", como uma sacanagenzinha que não faz mal a ninguém. Porém, o efeito de suas “espiadinhas” é devastador para a alma os atores prostituídos: cada vez que alguém vê seus vídeos ou fotos obscenas, aumenta a carga de seus pecados, e na mesma medida, é ampliada a pena que o ator ou atriz pornô terá que pagar (nesta ou na outra vida).

Uma pessoa que observa com malícia a nudez de outra – ainda que seja uma foto ou filmagem realizada há anos – está efetivamente pecando contra a castidade junto com ela. Por isso, quem consome pornografia peca gravemente contra a castidade, e não deve participar da Santa Comunhão até que tenha feito uma boa Confissão.

"Ouvistes que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério. Eu, porém, vos digo: todo aquele que lançar um olhar de cobiça para uma mulher, já adulterou com ela em seu coração." (Mt 5,27-28)

Cristo foi muito duro ao dizer estas coisas? De modo algum! Ele nos ama e nos conhece como ninguém. Ele sabe que todos os pensamentos que alimentamos se refletem no nosso modo de agir, de nos relacionar com Deus e com as pessoas. Quem polui o cérebro com pornografia e se compraz com a desgraça de outra pessoa - no caso, a prostituição dos atores pornôs - torna-se incapaz de viver a sua sexualidade de forma sadia e alegre, seja por meio do celibato, do namoro casto ou do matrimônio.

COMO SE LIVRAR DESSE VÍCIO?

Você já viu algum drogado ou alcoólatra se livrar do vício exclusivamente por meio do Sacramento da Confissão? Pode até existir um ou mais casos desses, mas devem ser raros. Para quem é viciado em imagens obscenas, a contrição e a Confissão são essenciais, é claro, mas é preciso tomar outras medidas.

Resumimos aqui as orientações dadas por alguns sites especializados no assunto (todos em inglês, não conheço nenhum em português, infelizmente).

1. “Arranque o olho”

"Se teu olho direito é para ti causa de queda, arranca-o e lança-o longe de ti, porque te é preferível perder-se um só dos teus membros, a que o teu corpo todo seja lançado na geena." (Mt 5,29)

Livre-se de tudo o que possa levá-lo a uma recaída. Sem concessões, cancele os canais da sua TV a cabo ou satélite que exibem programas eróticos e limpe o seu computador de todos os materiais pornográficos. Ative o filtro “moderado” ou “estrito” do Google.

SAO_PEDRO_CEU_JULGAMENTO

2. Quebre o silêncio e saia das sombras

Se uma pessoa está abusando do consumido de comida, de bebida, do cigarro, ou está fazendo uso de drogas, é quase impossível que seu problema fique oculto. É muito provável que amigos e parentes se mobilizem para reabilitá-lo, cercando-o de conselhos e cuidados. No caso do viciado em pornografia, o mesmo não ocorre, pois, em geral, ele consegue manter o seu vício em segredo.

Então, para quem está decidido a se libertar da pornografia, uma das primeiras medidas é eleger um amigo católico, namorado(a), esposo(a) ou diretor espiritual para expor o seu problema. Essa pessoa deverá ser bem próxima, e ter a liberdade de perguntar com certa frequência como vão as coisas, se o hábito persiste, se houve recaídas. É preciso ter alguém a quem dar satisfações. Com isso, você pensará duas vezes antes de fazer “m” de novo. Além de criar vergonha na cara, de quebra ainda contará com as orações e o incentivo do seu confidente.

E lembre-se: o demônio age na mentira. Quanto mais você traz as coisas à luz, quanto mais você é verdadeiro (ainda que seja com uma única pessoa), menos ele tem poder de lhe dominar.

3. Redobre a oração e as práticas de misericórdia

Quem dedica o seu tempo às coisas de Deus deixa pouco espaço em seu coração para as coisas vãs. A oração constante e fervorosa, aliada à prática da caridade, são as principais armas para libertar o homem de qualquer mal.

Estabeleça uma rotina de oração e seja rígido com o seu cumprimento. Além disso, procure servir aos mais necessitados por meio de uma ação regular (uma ou duas vezes por semana, por exemplo), que realmente faça diferença na sua rotina.

*****

Ok, o assunto é meio pesado, mas vocês sabem que a gente não resiste em dar uma zoada. A charge animada abaixo, do cartunista Maurício Ricardo, lembra a divulgação, há alguns meses, de um vídeo do Ronaldinho Gaúcho acessando pornografia e tocando... err... tocando clarineta.

Terça, 24 Abril 2012 08:00

A Pornografia que Salta aos Nossos Olhos

pornografia_internet_cristaos

Anos 1980. Um cara que desejasse ver uma revista ou filme de sacanagem teria que se deslocar até uma banca de jornais ou locadora e apresentar a sua cara de tarado diante do jornaleiro ou balconista. Também teria que dispor de algum dinheiro. Bem, não era nenhuma missão impossível, mas era necessário se mover, se expor, pagar.

Agora estamos no século 21. E então, como ter acesso a imagens pornográficas? É fácil: o sujeito não precisa levantar o traseiro do sofá, não precisa sair de casa, não precisa (se tiver alguma vergonha na cara) passar qualquer constrangimento diante de vendedores e, em muitos casos, não precisa nem pagar! As imagens obscenas vêm até ele, ainda que não tenha buscado por elas, como baratas que invadem uma cozinha.

Todos já devem ter passado mais de mil vezes pela experiência de, após lançar uma palavra ou expressão pra lá de inocente no Google, se deparar com cenas de nudez e sexo (apesar do Safe Search Moderate). Expostos inadvertidamente à luxúria não solicitada, muitos não resistem a dar uma clicadinha. O demônio hoje só precisa convencer o cara a fazer um único e reles movimento – um clique no mouse – para afastá-lo de Cristo. pornografia_internet_pecado_sao_pedro

Além da Internet, há também a TV a cabo ou satélite. Mesmo que o sujeito não tenha inserido canais “adultos” em seu pacote, alguns canais regulares exibem programas eróticos a partir de certo horário. O cara tá lá zapeando, sem a menor intenção de ver nada pecaminoso, e, em um segundo, é fisgado pela pornografia. O peixe morre pelo olho!

Para piorar o quadro, a mídia e os intelectuais em geral entraram numa onda de glamourizar a pornografia, colocando-a até mesmo na categoria de “arte”. No ano passado, a Folha de São Paulo publicou no caderno “Folha Ilustrada” desenhos de Carlos Zéfiro, expondo milhares de pais e mães de família, crianças e adolescentes a cenas de bacanal, sexo oral, sexo anal e penetração (para saber mais, clique aqui).

A grande tragédia disso tudo é que uma multidão de pessoas que não tinha o hábito de consumir pornografia deixou-se ser arrastada para este vício. E, infelizmente, aqueles que deveriam estar atentos e preparados para combater a praga não tomam qualquer atitude: nas paróquias e grupos católicos, o assunto é raramente abordado - salvo algumas admoestações moralistas esporádicas –, e perde-se assim a oportunidade de ajudar os fiéis a refletir sobre o problema. Nos confessionários, entretanto, esse tipo de pecado está no TOP list. Duvida? Pergunte a um padre.

Mas, fora o risco de ir parar no Inferno, qual é o problema de consumir pornografia, ainda que ocasionalmente? Que consequências imediatas isso traz para a nossa vida? Como um cristão que caiu neste vício pode se libertar? Saiba mais no nosso segundo artigo sobre o tema: Pornografia: quem vê bunda não vê coração

Quinta, 19 Abril 2012 08:00

Javé: Homem ou Mulher?

michelangelo_capela_sistina_adao

No imaginário geral, Deus Pai é um senhor sisudo de barba branca, bem parecido com Jesus, só que mais velho. Mas a verdade é que Ele não é mesmo assim. Bem, talvez até seja... mas não existem bases para afirmar que Ele tenha alguma forma humana, seja de homem ou de mulher. Ele é espírito, e não se enquadra dentro de nenhuma destas categorias biológicas.

O Catecismo da Igreja Católica define muito bem essa questão:

"Deus não é de modo algum à imagem do homem. Não é nem homem nem mulher. Deus é puro espírito, não havendo nele lugar para a diferença dos sexos." (CIC, 370)
Ou seja, quando a Bíblia diz que fomos criados à imagem e semelhança de Deus, não se refere à forma física, mas sim ao intelecto superior às demais criaturas, à capacidade moral que nenhum outro animal tem, ao dom da vida eterna, à capacidade de se relacionar de forma consciente e livre com Deus. Tanto isso é verdade que, logo após dizer "Façamos o homem à nossa imagem e semelhança”, Deus determinou:
“Que ele reine sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos e sobre toda a terra, e sobre todos os répteis que se arrastem sobre a terra." (Gen 1,26)
É bem verdade que Deus Filho veio ao mundo como um Menino, porém, quanto a Deus Pai... “Ninguém jamais viu Deus” (João 1,18). Se bem que teve um sujeito que passou bem perto disso: Moisés. Confiando na intimidade de que gozava com o Criador, o profeta ousou pedir que Deus se revelasse aos seus olhos. Deus não topou, mas ao menos lhe deu a imensa graça de vê-Lo de costas.
Moisés disse: “Mostrai-me vossa glória”. E Deus respondeu: “Vou fazer passar diante de ti todo o meu esplendor (...). Mas, ajuntou o Senhor, não poderás ver a minha face, pois o homem não me poderia ver e continuar a viver. (...)

Quando minha glória passar, te porei na fenda da rocha e te cobrirei com a mão, até que eu tenha passado. Retirarei depois a mão, e me verás por detrás. Quanto à minha face, ela não pode ser vista.”

(Êxodo 33,18-23)

Deus não é homem nem mulher, mas uma coisa é certa: Ele quis se revelar nas Escrituras por meio de uma personalidade masculina. É fácil perceber que a maioria esmagadora das referências do Antigo Testamento se refere ao Senhor como um ser masculino; ele sempre é chamado de “Senhor”, e jamais de “Senhora”. Sim, há as algumas passagens em que Deus se coloca em um contexto mais feminino (“Mas agora grito, como mulher nas dores do parto" – Is 43,14), mas são bem raras.

É importante notar que esta absoluta predominância do tratamento masculino a Deus nas Escrituras não é determinada simplesmente pelo contexto cultural do povo hebreu, ou seja, pelo patriarcalismo. Afinal, o próprio Cristo se referia ao Criador como Pai, e se dizia “Filho do Homem”. E, quando ensinou seus discípulos a rezar, disse: “Pai Nosso…”.

Mas, para ajudar a embananar as coisas, certa vez o Papa João Paulo I declarou que Deus é pai, mas é mãe também (1). Neste sentido, Bento XVI parece discordar de João Paulo I. No seu livro “Jesus de Nazaré”, o Papa alemão observa que “Deus nunca é designado como mãe” na Bíblia, mas somente como pai. Ele também salienta que, “apesar de todas as imagens do amor materno, ‘mãe’ não é nenhum título divino, não é nenhuma alocução para Deus” (2).

Certo, Deus se revelou na Bíblia por meio de uma personalidade masculina, mas por quê? Bento XVI explica que o Deus de Israel precisava mostrar a Sua total diferenciação das divindades maternas adoradas pelos povos que cercavam os israelitas:

“…a imagem do pai era e é adequada para exprimir a alteridade entre Criador e criatura, a soberania do ato criador. Somente por meio da exclusão das divindades maternas podia o Antigo Testamento levar à maturidade a sua imagem de Deus, a pura trascendência de Deus”. (2)
No livro, Ratzinger esclarece ainda que a sua tese não explica todo o mistério, e nem tampouco tem a pretensão de ser uma verdade absoluta. Bem, mas já nos ajuda a compreender algo do Ser de Deus Pai.

*****

Notas: (1) Site do Vaticano. Papa João Paulo I – Angelus Domini. 10/09/1978 (2) Bento XVI, Papa, 1927 – Jesus de Nazaré : primeira parte : do batismo no Jordão à transfiguração / Joseph Ratzinger; São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2007, p. 130-131
agua_de_coco Quando a gente pensa que a criatividade dos padres joselitos já alcançou o auge do desbunde, eis que surge uma novidade... A missa da água de coco!

Tá tudo registrado do vídeo abaixo, que achamos no blog Adversus Haereses. A procissão de entrada é feita por fiéis que executam uma coreografia lindja, cada qual com o seu coco verde na mão. Mas atenção, é preciso escolher os membros da procissão a dedo: nenhum deles pode ter hemorróidas, artrose ou problema de gases, pois é preciso fazer muitos agachamentos!

Depois, todos apresentam o seu coco diante do altar, onde um diácono posudo, munido de uma peixeira, tem a tarefa sagrada de abrir os cocos, um a um. E é bunitcho demais quando, a um dado momento do vídeo (4:00), uma menina tem que dar um “Matrix no seu quadrado” pro diácono não furar o zôio dela com a peixeira. Enquanto isso, o padre não pára um minuto de se sacolejar e de balançar o seu coco santo. Ô bênça!

Mas o coração bate forte mesmo é quando o sacerdote entrega o seu coco pro diácono, e, como mágica, dali de dentro brota... uma Bíbraaaaa!!! Tcha-nãaaa! Não era um simples coco: eram um Kinder Coco de Jizuiz!

Simpresmente E-MO-ÇO-NAN-TE, gente!

Essa missa aconteceu na Igreja de São Francisco, que pertence à diocese de Nova Iguaçu, no estado do Rio de Janeiro. Mas de onde raios surgiu a ideia de promover essa desgraça na procissão de entrada? Confesso que não sei ao certo, mas tenho uma teoria... Observem a citação abaixo, do Frei Carlos Mesters (célebre exegeta):

“A Bíblia é como coco de casca dura. Esconde e protege uma água que mata a sede do romeiro cansado. Romeiros e peregrinos somos todos! Cansados também! Vamos procurar o facão que nos quebre a casca deste coco!”
Imagino que foi isso que inspirou o pessoal de New Iguáçu. Pegaram a bela comparação entre o coco e a Bíblia e transformaram em um cocô de liturgia. Esta bendita diocese, aliás, parece estar concorrendo ao Oscar da bizarrice litúrgica. Se você tem um bom estômago e não sofre de problemas cardíacos, clique aqui para conferir uma penca de outros abusos litúrgicos ocorridos naquelas bandas. E lembre-se, nada de desânimo: Jesus venceu a morte e o pecado, e vencerá todas estas coisas.

UPDATE (25/04/2012):

Você não conseguiu ver o vídeo porque o pessoal da paróquia em questão retirou o acesso.  Isso quer dizer que conseguimos passar o recado para quem anda desrespeitando a Sagrada Liturgia!  Resta saber que lição vão tirar disso!

Mas só pra você ter um gostinho: veja a imagem abaixo com o momento crucial em que o coco toma a "pexerada" e revela uma linda Bíblia!!!!

Trecho do Discurso do Papa João Paulo II, na Vigília de oração com os jovens espanhóis.

Madrid, 3 de maio de 2003

Queridos jovens, ide com confiança ao encontro de Jesus, e, como os novos santos, não tenhais medo de falar d'Ele! Porque Cristo é a resposta verdadeira para todas as perguntas sobre o homem e sobre o seu destino. É preciso que vós, jovens, vos convertais em apóstolos dos vossos coetâneos [contemporâneos]. Sei muito bem que isto não é fácil. Muitas vezes tereis a tentação de dizer como o profeta Jeremias: "Oh! Senhor, eu não sei exprimir-me, sou um jovem" (Jer 1, 6). Não desanimeis, porque não estais sozinhos: o Senhor nunca deixará de vos acompanhar, com a sua graça e com o dom do seu Espírito.

Esta presença fiel do Senhor torna-vos capazes de assumir o compromisso da nova evangelização, para a qual estão chamados todos os filhos da Igreja. É uma tarefa de todos. Nela os leigos têm um papel de protagonistas, especialmente os esposos e as famílias cristãs; sem dúvida, a evangelização exige hoje com urgência sacerdotes e pessoas consagradas. Eis a razão pela qual desejo dizer a cada um de vós, jovens: se sentis a chamada de Deus que vos diz: "Segue-me!" (Mc 2, 14; Lc 5, 27), não a sufoqueis. Sede generosos, respondei como Maria oferecendo a Deus o sim alegre das vossas pessoas e da vossa vida.

[caption id="attachment_5381" align="alignleft" width="249" caption="João Paulo II em sua primeira visita à Polônia após a sua eleição ao Trono de Pedro, em 1978."]Pope John Paul II in Poland[/caption]

Dou-vos o meu testemunho: eu fui ordenado quando tinha 26 anos. Desde então se passaram 56.

Então, quantos anos tem o Papa? Quase 83! Um jovem de 83 anos. Quando olho para trás e recordo estes anos da minha vida, posso garantir-vos que vale a pena dedicar-se à causa de Cristo e, por amor d'Ele, consagrar-se ao serviço do homem. Vale a pena dar a vida pelo Evangelho e pelos irmãos! Quantas horas faltam para a meia-noite? Três horas. Só três horas para a meia-noite e depois chega a manhã.

Ao concluir as minhas palavras desejo invocar Maria, a estrela luminosa que anuncia o alvorecer do Sol que nasce do Alto, Jesus Cristo:

Salve, Maria, cheia de graça!

Fonte: Site do Vaticano

familia_dinossauro

Uma velhinha, em sua cadeira de rodas, está prestes a ser lançada do alto um penhasco. Não, esta não é a cena de um crime: trata-se de um costume enraizado e aprovado por aquela sociedade. Para eles, os velhos são um estorvo e devem ser eliminados.

Essa é a trama principal do célebre episódio do “Dia do Arremesso”, da série “Família Dinossauros”. Dino da Silva Sauro estava todo faceiro com a iminente ocasião de jogar sua adorável sogra no poço de piche. Porém, Bob, seu filho adolescente, intervém a favor da Vovó Zilda e, com argumentos simples e incisivos, questiona a moralidade e o sentido deste costume milenar:

"– Se eu perder isto, Bob, minha vida não significará nada! (Dino) – Então... Acho que minha vida não significa nada. (Bob) – O que está dizendo? – Quando chegar a hora, eu não vou arremessar você. – E por que não?! – Por que você é o meu pai, e só porque ficou velho, não quer dizer que deixou de ser o meu pai!"

vovo_zilda_familia_dinossauroPor trás deste diálogo, que soará pueril a alguns, podemos ver um conceito de humanidade profundamente realista e justo, que considera o valor da vida do velho e do doente. Porém, nas últimas décadas, a sociedade ocidental mostra que tende a voltar aos tempos da barbárie, em que crianças indesejadas, deficientes, velhos e doentes eram sistematicamente descartados.

Uma análise feita pela Universidade de Göttingen sobre sete mil casos de eutanásia praticados na Holanda concluiu que, em 41% dos casos, o desejo de antecipar a morte do paciente partiu da família. Então, a ideia do estado era garantir e apoiar o suposto direito do indivíduo de cometer suicídio e se livrar de seu sofrimento, mas na prática a lei acabou acobertando o assassinato legal de parentes inconvenientes. Tá velho? Tá doente? Ô joga fora no lixo, ô joga fora no lixo, ô joga fora no li-i-i-ixoooo!

Na Holanda, ocorrem quatro mil casos de eutanásia por ano. É tudo feito de forma muito “limpinha” e civilizada, com a assistência de médicos. Vejam que ironia: o estado holandês, que se preocupa tanto em defender o direito das “minorias oprimidas” – como marmanjões maconheiros, cafetões, prostitutas e homossexuais –, tá cagando e andando para as pessoas em estado terminal.

Por causa disso, já tem um monte vovôs fazendo as malas e migrando da Holanda para asilos na Alemanha, onde a eutanásia é proibida. Segundo o portal de notícias alemão Deutsche Welle, eles temem que suas famílias solicitem o serviço de “morte assistida”, submetendo-os à essa muy caridosa prática à sua revelia. E já tem gente mexendo os pauzinhos para entender as ramificações dessa cultura da morte aqui no Brasil...

Se você quiser conferir – ou relembrar – o episódio impagável do arremesso frustrado da Vovó Zilda, é só acessar os vídeos abaixo.

*****

Para quem deseja aprofundar a reflexão sobre a eutanásia, sugerimos a leitura do artigo "Uma palavra contra a eutanásia", do site Mídia Sem Máscara.
Terça, 10 Abril 2012 08:00

Cristãos mornos serão vomitados

uiA maioria dos cristãos, ao menos em algum período de sua vida, se conforma em viver uma fé medíocre, mesquinha, que pouco colabora para testemunhar a glória de Cristo ao mundo. Tocam suas vidinhas preocupados somente com seus umbiguinhos, com seus estudinhos, com o seu amorzinho, com o seu trabalhinho, com os seus parentinhos, e permanecem surdos ao grito dos que sofrem.

Esse tipo de fiel pode até ser um católico devoto e praticante, mas que, no fundo, está sempre buscando a felicidade por meio de conquistas materiais, enquanto que a fé e a caridade ficam em segundo plano. Uma vez ao ano – e olhe lá – participa de alguma ação solidária, tipo “Natal sem Fome”, sente que já fez a sua parte e fica muito satisfeito com isso.

Por isso, sempre que alguém se candidatava a ser Seu discípulo, em vez de reagir com palavras doces e animadoras, Jesus colocava o sujeito na pressão. Era uma forma de espantar os bunda-moles, afinal, ser cristão é pauleira. Vejam este trecho do Evangelho de Lucas:

Enquanto caminhavam, um homem lhe disse: Senhor, seguir-te-ei para onde quer que vás. Jesus replicou-lhe: As raposas têm covas e as aves do céu, ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça.

A outro disse: Segue-me. Mas ele pediu: Senhor, permite-me ir primeiro enterrar meu pai. Mas Jesus disse-lhe: Deixa que os mortos enterrem seus mortos; tu, porém, vai e anuncia o Reino de Deus.

Um outro ainda lhe falou: Senhor, seguir-te-ei, mas permite primeiro que me despeça dos que estão em casa. Mas Jesus disse-lhe: Aquele que põe a mão no arado e olha para trás, não é apto para o Reino de Deus. (Lc 9, 57-62)

Simpático o Mestre, não? Dá pra notar que Seu “esquema” de recrutamento priorizava a qualidade, e não a quantidade. Ele não fazia como muitos padres e catequistas por aí, que só contam histórias bonitinhas e meias verdades para não contrariar nem constranger ninguém (santa covardia, Batman!). Jesus não temia a liberdade humana: “Eu sou o Senhor. Prometo te dar uma vida cem vezes mais plena do que a que você tem hoje, cheia de beleza e de sentido. Mas, ó, tu vai penar um bocado, vão pegar no teu pé por causa de Mim. Vai querer ou não vai? Se não gostou, a porta da rua é a serventia da casa!”.

capitao nascimento

O Cristo não dava colher de chá nem para aqueles que o seguiam desde o início. Falava umas coisas esquisitas de propósito, para chocar mesmo. Se o cara continuasse ao lado dEle mesmo depois de ouvir aquelas coisas, era porque O amava de verdade. Foi assim quando Ele disse que só entraria no Céu quem comesse Sua carne e bebesse o Seu sangue. A multidão, que antes O seguia com entusiasmo, gritou “ECA!!!” e saiu correndo. Quanto aos poucos discípulos que restaram, Ele os colocou contra a parede:

“Vós também vos quereis ir embora?”.

Simão Pedro respondeu: “Para quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna.”. (Jo 6, 67-68)

Esse é o nosso Mestre, no melhor estilo Capitão Nascimento: “Só terá a vida eterna quem comer minha carne e beber o meu sangue. Tá com nojinho? Pede pra sair!”. Quanta diferença em relação aos evangelizadores mamão-com-açúcar de hoje...

Por falar em nojinho, de arrepiar mesmo é a passagem do Apocalipse que ordena que os cristãos saiam de vez da mediocridade, enquanto é tempo:

Quem tiver ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. (...) Conheço as tuas obras: não és nem frio nem quente. Oxalá fosses frio ou quente! Mas, como és morno, nem frio nem quente, vou vomitar-te.

Pois dizes: Sou rico, faço bons negócios, de nada necessito – e não sabes que és infeliz, miserável, pobre, cego e nu. Aconselho-te que compres de mim ouro provado ao fogo, para ficares rico; roupas alvas para te vestires, a fim de que não apareça a vergonha de tua nudez; e um colírio para ungir os olhos, de modo que possas ver claro.

Eu repreendo e castigo aqueles que amo. Reanima, pois, o teu zelo e arrepende-te. (Apo 3, 13-22)

sao vicentePara quem quiser refletir melhor sobre o tema, vale a pena comprar um bom livro sobre a vida de São Vicente de Paulo. Ele, que se tornou padre antes dos 20 anos, só pensava em ter uma boa vida e arrumar um dimdim para ajudar a sua família. De fato, não era um cara mau, era até gente boa, mas estava longe de ser santo. Depois de muito se lascar (“castigo aqueles que amo”), se deu conta de que ser sacerdote era muito mais do que fazer um sermão aqui e acolá e correr atrás de conforto e prestígio: era tornar presente o amor de Cristo aos pobres e sofredores. E, assim, ele passou de padre carreirista a um dos maiores santos que o mundo já viu.

Que São Vicente de Paulo nos ajude a ter um coração grande, fiel e indomável como o dele!

Publicidade
Publicidade