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A Catequista

A Catequista

Vamos entrar no túnel do tempo. Imagine que você está em 1912, e é um dos passageiros do navio Titanic. Em uma noite fria, o navio se choca em alta velocidade contra um imenso iceberg, e as coisas começaram a ficar um tanto... molhadas. Há meia dúzia de sacerdotes e centenas de católicos a bordo, inclusive você, doidinhos para receber o perdão sacramental dos pecados. Não vai dar pra ouvir os pecados de todo o mundo, certo?

Calma, Jack! Calma, Rose! Para esses momentos extremos existe o recurso da absolvição coletiva.

De modo diferente da confissão individual, na absolvição coletiva o penitente é dispensado de contar ao sacerdote os seus pecados, mesmo os mais graves. Reunidos em grupo, os fiéis simplesmente pensam nos pecados que desejariam confessar e recebem, todos ao mesmo tempo, a absolvição. Demos o exemplo do naufrágio pra deixar bem claro que isso só deve ser feito em situações raras, de modo totalmente excepcional.

Mas, infelizmente, tem um monte de sacerdotes abusando desse recurso, por preguiça de realizar as confissões individuais ou por leviandade mesmo. Certa vez, uma crismanda relatou à minha turma um episódio de que foi testemunha: em certa paróquia, o padre que estava atendendo às confissões avisou aos fiéis que precisava sair para um compromisso. Como não dispunha de mais tempo para ouvir individualmente as confissões de todos que estavam na fila, ele explicou que daria a todos uma absolvição geral. E, infelizmente, assim foi feito.

O QUE É GRAVE NECESSIDADE?

Em 2002, São João Paulo II publicou uma Carta Apostólica com o objetivo de fazer cessar esses abusos. Segundo ele, muitos padres deturpam o sentido do “requisito da grave necessidade”, justificando o uso da absolvição coletiva em situações em que ela não deveria ser aplicada. E isso acaba por trazer “graves danos para a vida espiritual dos fiéis e para a santidade da Igreja”.

Quais são ocasiões de "grave necessidade" que justificam o uso da absolvição geral dos pecados? São elas somente duas:

1. quando há um grande grupo de pessoas em risco iminente de morte, e não há tempo para que o sacerdote presente ouça a confissão de todos;

2. quando, em uma região isolada (onde o sacerdote só pode passar uma ou poucas vezes ao ano) ou de guerra, não há sacerdotes suficientes para ouvir um grande número de penitentes. Nestes casos, se não recebessem a absolvição geral, os penitentes ficariam obrigados a permanecer muito tempo privados da graça sacramental e da sagrada comunhão.

absovicao_geral_emergenciaOs critérios são bem claros e simples. Então, se você não estiver em nenhuma destas situações de grave necessidade e, ao buscar fazer a confissão, acabar recebendo uma absolvição geral, não se acomode. Busque outro sacerdote disponível para ouvir os seus pecados, da forma como se deve. Ainda que, para isso, seja preciso ficar afastado da Sagrada Comunhão por mais alguns dias (no caso de pecado mortal).

É bom notar que não se trata de uma regra dura e sem sentido, mas de uma orientação da Igreja que nos ajuda a tratar com a devida reverência o Sacramento que Cristo nos legou por meio de Sua morte sangrenta.

Seguindo essa dica, não tem erro: só quebre o vidro e aperte o botão da "absolvição coletiva" em caso de EMERGÊNCIA!

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Alguém já viu algum judeu nazista? Eu, nunca, e creio que tal bizarrice jamais existiu ou existirá. Mas há um tipo de criatura similar, em termos de absurdo filosófico e moral: o católico que se diz socialista, ou que ajuda a colocar no poder políticos declaradamente marxistas. Esse tipo, infelizmente, existe aos montes!

Enquanto Hitler matou mais de seis milhões de judeus, os grandes líderes comunistas foram responsáveis pelo genocídio de cerca de 100 MILHÕES de pessoas. Estes números foram divulgados em 1997 por “O Livro Negro do Comunismo: Crimes, Terror, Repressão”, uma obra realizada em conjunto por professores e pesquisadores europeus. Se bem que dois dos autores do livro (Nicholas Werth e Jean-Louis Margolin) discordam deste total de 100 milhões de mortos... O número de vidas ceifadas pelos regimes do martelo e da foice estaria entre 65 e 93 milhões. Ah, tá, assim fica bem melhor.

A crueldade, a mentira e a violência do socialismo estão na sua raiz. Por isso, seus líderes sabem que não obterão o apoio popular se, antes, não desumanizarem as pessoas. E a melhor forma de fazer isso é afastá-las de Deus, é afastá-las, em especial, da caridade cristã. Isso fica mais do que evidente nas afirmações abaixo:

"O comunismo começa onde começa o ateísmo."

Karl MARX (Fulton J. Sheen, Communism and the Conscience of the West)

“O comunismo, porém, abole as verdades eternas, abole a religião e a moral.”

Karl MARX (Manifesto Comunista)

“Devemos combater a religião. Isto é o a-b-c de todo o materialismo e, portanto, do marxismo”.

Vladimir LENIN (Sur le rapport du parti ouvrier à la religion)

Que palavras meigas! Não é à toa que grande parte parte das vítimas dos regimes socialistas é composta por cristãos, das mais diversas denominações. Por isso, ao aparecer aos Pastorinhos de Fátima, Nossa Senhora revelou o seu temor de que a Rússia espelhasse os seus erros pelo mundo. Ora, só uma mula não sabe o que isso significava: a Virgem pedia orações para que a ideologia demoníaca do comunismo não se espalhasse para outras nações, o que de fato veio a ocorrer.

bart_simpson_quadro_gizAinda hoje, nos países governados por ditaduras comunistas, os cristãos continuam a ser duramente perseguidos por causa de sua fé, até mesmo na “avançada” China, conforme mostramos no artigo “Catecine – Deus é Vermelho”. Apesar de tudo isso, os políticos de partidos declaradamente marxistas contam com a simpatia e o voto de milhões de católicos.

Não vamos pegar pesado com os adolescentes das PJs da vida, que andam por aí exibindo a imagem de um facínora na camiseta. Desde a infância, ano após ano, eles sofrem uma verdadeira lavagem cerebral nas salas de aula, pobrezinhos (e em certas homilias, diga-se de passagem). São levados a crer que o porco do Che é uma versão de São Francisco de Assis com fuzil na mão... Mas ingenuidade tem limite, né, galera? Depois dos 18 anos, não dá mais pra acreditar em coelho da Páscoa, em papai-noel e em comunista gente boa!

Sabe aquele candidato simpaticão, filiado a um partido socialista, que você tá pensando em votar (ou em quem você já votou) nestas eleições? Ele tem em mente as mesmas metas de carniceiros como Lênin, Stálin, Mao Tse-tung e Pol Pot: abolir a moral, a família e a religião. Acha que eu tô exagerando? Então deixa de preguiça e dá uma lida no programa do partido desse cara. Você verá ali:

  • ainda que escamoteado, o plano de repressão das liberdades individuais, especialmente pelo controle dos meios de comunicação;
  • a defesa das uniões homossexuais e a doutrinação das crianças nas escolas, para que vejam com normalidade o comportamento homossexual;
  • a defesa do aborto (muitas vezes indicada pela expressão "direito reprodutivo das mulheres");
  • a campanha pelo fim da propriedade privada;
  • o estímulo ao ódio e à luta de classes.
Socialista pró-liberdade é que nem prostituta virgem
censura_comunistaPara tentar se desvincular da imagem das pilhas de cadáveres e do autoritarismo desumano dos governos totalitários comunistas, os políticos socialistas, dando uma de espertos, criticam os excessos de gente como Stálin (como se ele fosse a única maçã podre deste cesto imundo), e dizem propor um socialismo comprometido com a liberdade e a democracia. Vão mentir assim lá na China! E o pior é que tem muita gente que bota fé nesse papinho, e depois ainda critica o Tufão, por ter dado tanto crédito pra Carminha!

Mas a máscara de “defensores da liberdade” dos políticos socialistas nunca demora muito pra cair. Na Venezuela, por exemplo, o presidente Chávez fechou diversas rádios e TVs, por terem cometido o “crime” de criticar o seu maravilhoso governo. E, aqui no Brasil, os políticos de esquerda já não escondem de ninguém que estão doidinhos para controlar os conteúdos veiculados pela mídia. E pretendem conseguir isso por meio da aprovação de uma nova lei.

Socialista querendo tirar onda de democrata é que nem prostituta posando de donzela. E sempre tem trouxa que acredita! Sobre isso, é interessante esta declaração:

“De início, se mostram amantes da ‘democracia e da liberdade’, mas logo, quando podem, revelam que sua democracia (...) não passa de matar quem não concorda com eles ou destruir toda oposição a sua utopia. O século 20 é a prova cabal deste fato.”

(Luiz Felipe Pondé, filósofo. Fonte: Folha de São Paulo)

Mesmo sabendo de tudo isso, sempre aparece um cristão desmiolado pra dizer: “Apoio o socialismo, e nem por isso digo sim ao aborto”. Aham. E o Estanislau Josicrêisson apóia o nazismo, e nem por isso diz sim ao antissemitismo! Eita povinho mais sem lógica! Tão parecendo até a Heloísa Helena, que recentemente saiu do partido que ela mesma fundou - PSOL - alegando ter sido obrigada a defender o aborto. Ô, coitada! Faço minhas as palavras abaixo:
"Heloísa, você descobriu agora que todas as doutrinas vermelhas, todos partidos de esquerda, incluindo o que você fundou, possuem no próprio DNA a dialética marxista materialista, que promove o ódio a civilização ocidental, seus valores cristãos, e tem invariavelmente entre suas cláusulas pétreas a defesa do aborto total e irrestrita?"

Fonte: “Cultura da Vida

A definição é perfeita, DECOREM ISSO: o ódio marxista ao cristianismo e a meta de destruir um a um os valores cristãos fazem parte do DNA dos políticos socialistas.

carminha_avenida_brasilÉ verdade que a ameaça aos valores defendidos pela Igreja parte não só dos políticos de esquerda. Porém, a “vantagem” daqueles que não possuem o gene do marxismo é que, com eles, ao menos os cristãos têm alguma possibilidade de diálogo, têm maior potencial de pressão. Já um político com o socialismo na veia jamais desiste da sua meta de implementar um estado totalitário. E, até conseguir isso, ele vai derrubando todo os vestígios de cristianismo e de democracia que vê pelo caminho.

Se, depois de tomar conhecimento de tudo isso, um sujeito ainda insiste em dizer que é católico e socialista, só me restará deixar à Dona Carminha a tarefa de classificá-lo. Oi, oi, oi!

Nesta segunda-feira, foi anunciado que os ganhadores do Prêmio Nobel de Medicina de 2012 são os cientistas que descobriram que células-tronco adultas podem ser reprogramadas e se tornarem capazes de formarem qualquer tecido do corpo (veja no G1). Maravilha! As células-tronco agora podem ser cultivadas em grande quantidade em laboratório. Assim, não é mais necessário fazer uso de embriões humanos, que precisam ser destruídos para que essas células sejam removidas.

Lá num recanto VIP do Céu, o beato JP II certamente tá parabenizando e mandando um salve pros cientistas que levaram esse grande prêmio!

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É um golaço da medicina, e a gente tem que comemorar mais do que vitória da seleção brasileira de futebol em cima da Argentina! As lideranças católicas sempre insistiram para que as pesquisas se concentrassem nas células-tronco ADULTAS, que não implicam em nenhum problema ético. O reconhecimento da importância do trabalho desses cientistas (um japonês e um britânico) é uma relevante confirmação de que a posição da Igreja contra a destruição de embriões humanos para fins de pesquisa não é nenhum absurdo obscurantista.

romario_silencio_3Ai, tô rindo muito... tô rindo na cara de todo o mundo que disse que a posição da Igreja Católica em relação às células-tronco embrionárias era um atraso para a Ciência... Tô rindo de quem disse que a nossa fé é um obstáculo para a cura de muitas doenças... Toma, gente ignorante! Olha nóis aqui com o indicador em riste diante dos lábios, fazendo pra vocês o gesto simpático do Romário: SHHHHHHHHHHHHHH!!!

Enquanto isso, o presidente emérito da Academia Pontifícia para a Vida, Cardeal Elio Sgreccia, criticou os centros de pesquisa que ainda insistem em financiar pesquisas com células-tronco embrionárias, que nunca obtiveram qualquer sucesso. Além de promoverem a destruição de seres humanos em estágio embrionário, estão jogando dinheiro fora! Essa grana deveria ser empregada em pesquisas que pudessem realmente dar frutos.

im_right_youre_wrongCom ou sem o suporte da opinião do mundo, a Igreja católica jamais abrirá mão de defender a vida humana, dom de Deus precioso e sagrado, em todas as suas fases de desenvolvimento. Guiada pela sabedoria que vem do Alto, ela sempre enxerga muito mais do que os homens, condicionados pelos interesses financeiros e ideológicos de cada tempo.

Agora, dá licença que eu vou tomar um golinho d’água nesta caneca aqui do lado...

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Você é daqueles que pensa que a liberação do casamento para os padres seria a salvação da Igreja, pois aumentaria o número de vocacionados ao sacerdócio? Ah tá. E como você explica o grande número de pastores que abandonam os púlpitos, justamente por não conseguirem conciliar a vida familiar e o trabalho ministerial?

Existem padres que abandonam o sacerdócio porque desejam se casar? Sim, mas são uma pequena minoria: segundo o atual prefeito da Congregação para o Clero, Dom Mauro Piacenza, menos de 2% dos sacerdotes desistem de seu apostolado. Enquanto isso, no mundinho dos pastores casados... a casa tá caindo. Uma pesquisa de um instituto evangélico revelou que:

  • 70% dos pastores americanos sofrem de depressão;
  • 40% deles já traíram suas esposas;
  • a cada mês, 1,5 mil desistem de ser pastores e arrumam um emprego fora da igreja.
No Brasil, esta realidade não é muito diferente. Em uma matéria da revista evangélica “Cristianismo Hoje” (edição 28), o ex-pastor José Nilton Lima Fernandes revela que o seu casamento não resistiu ao peso do seu ministério pastoral. Além da mulher, ele perdeu a companhia diária de sua filha pequena. “Acho que a vida útil de um líder é de três anos”, conclui. “É o período em que ele mantém toda a força e disposição. Depois, é bom que esse processo seja renovado”.

Então, já sabe: da próxima vez que um crente vier sapatear sobre a sua fé, dizendo que tem muito padre largando a batina pra se casar, você joga na cara dele os números desastrosos revelados pela pesquisa nos EUA. E, enquanto isso, a única Igreja fundada por Cristo segue em frente, com 98% de padres perseverantes na vocação...

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Já faz uns anos que o colunista Reinaldo Azevedo – blogueiro da Veja – publicou um artigo dizendo que, hoje, o celibato é um malefício para a Igreja, pois atrai muitos rapazes de sexualidade “alternativa”, que usam o sacerdócio como “armário”. Segundo ele, ainda que a maioria esmagadora dos padres seja fiel aos seus votos, os escândalos provocados por uma minoria acabam ganhando muito mais visibilidade.

[caption id="attachment_7065" align="alignright" width="187" caption="Freddie Mercury e Elton John: usando o casamento como "armário""]freddie_mercury_elton_john_casamento[/caption]

Reconheçamos... isso acontece. Tanto é que o Papa Bento XVI publicou para uma instrução para sanar o problema, estabelecendo que somente os heterossexuais convictos devem permanecer nos seminários (saiba mais no post "A condição para ser padre é ser homem"). Porém, reparem que não é só o celibato que é usado como “armário” para os homossexuais e desviados em geral: o casamento também é. Freddie Mercury e Elton John que o digam!

Quantos homens casados não vão à zona pegar um michê ou travesti ao final do expediente? É um estranho FENÔMENO!!! E, nos noticiários, o que não falta é manchete destacando escândalos de pedofilia protagonizados por pastores evangélicos, quase sempre casados.

O Reinaldo Azevedo parte de um argumento falacioso para atacar o celibato dos padres. Ele toma uma parte (os escândalos dos que são infiéis) pelo todo (o celibato dos padres) para atacar o todo, em vez de atacar a parte. O que se deve criticar é a infidelidade ao celibato, e não o celibato. Já falamos disso no post "Celibato dos sacerdotes: ideal que nenhuma infidelidade pode invalidar".

Se abrisse mão do celibato como condição para o sacerdócio, além de não se livrar dos males causados pelos pervertidos infiltrados no clero, a Igreja iria somar à sua lista de problemas (que já não são poucos) outros dois:

  • teria que lidar com a estranha situação dos padres divorciados, e em segundas ou terceiras uniões;
  • a oração do sacerdotes perderia muito de sua força e eficácia.
Admiro muito o trabalho do Reinado Azevedo, mas este artigo revelou uma teologia rasa e um conhecimento histórico sobre a Igreja um tanto débil também. Especialmente quando se trata de um assunto tão sério e complexo como o celibato, precisamos conhecer os fundamentos teológicos, antes de sair por aí opinando. E o fato de o celibato não ser uma questão dogmática não nos dá o direito de fazer oposição pública às orientações do Papa e da Igreja.
Não sendo um dogma, a disciplina sobre o celibato pode mudar?
Dando um show de desobediência, até mesmo alguns membros da alta hierarquia do clero declaram publicamente que o celibato sacerdotal não deveria ser obrigatório. Dizem também que se trata de uma mera lei eclesiástica, que pode ser mudada a qualquer momento pela autoridade da Igreja. Será que isso tem fundamento?

O Pe. Anderson Alves, colaborador do site Presbíteros, responde muito bem a esta questão: "é bem mais possível que se mude a disciplina nas Igrejas orientais do que na Igreja Católica de rito latino, que mantém intacta a tradição recebida por Jesus Cristo e pelos Apóstolos". Sacou, minha gente? Em relação ao celibato dos padres, quem tem que mudar é quem está em um estágio mais imperfeito. Em todos os sentidos, a Igreja Oriental é que deveria seguir o exemplo da Igreja de Roma, edificada sobre Pedro, e não o contrário!

Vale muito a pena ler o artigo do site Presbíteros na íntegra. É uma verdadeira aula sobre os fundamentos teológicos do celibato. Aborda a recente descoberta do pergaminho que fala da "esposa" de Jesus e trata as principais objeções ao celibato. LEIAM o artigo: "Se Jesus teve esposa, como se justifica o celibato dos padres?".

Pra terminar, um conselho do He-Man:

conselho_he_man_celibato_lutero

UPDATE:
O leitor Marcos Paulo nos enviou um comentário dizendo que a matéria da Folha que apresenta declarações do Arcebispo de Teresina favoráveis ao fim do celibato dos padres é desonesta, e que as palavras de Dom Jacinto foram distorcidas. Marcos nos indicou um link onde a Arquidiocese de Teresina desmente a matéria. Clique aqui para ver.
BENTO XVI ALERTOU SOBRE O PERIGO DE DEPENDÊNCIA E ALIENAÇÃO DAS REDES SOCIAIS
As frustrações presentes não devem levar-vos a buscar refúgio em mundos paralelos, como por exemplo o mundo das drogas de todo o tipo ou o mundo triste da pornografia. Quanto às redes sociais, são interessantes mas podem, com facilidade, levar-vos à dependência e à confusão entre o real e o virtual. Procurai e vivei relações ricas de amizade verdadeira e nobre.”

(Papa Bento XVI, Encontro com os jovens do Líbano 15/09/2012)

Diante das palavras do Papa, todos devemos nos questionar: o uso que eu faço das redes sociais é inteligente e saudável? As redes sociais me ajudam a criar e cultivar amizades verdadeiras, ou servem mesmo como um instrumento de fuga da vida real... como uma droga?

Tem gente de montão deixando de fazer coisas realmente úteis pra gastar todo o seu tempo livre navegando na web. Poderiam estar conversando com os pais, ajudando na arrumação da casa, comendo uma pizza com os amigos, rezando o rosário, vendo o sol se pôr... Vivendo!

Como o Papa disse, as redes sociais são bacanas, desde que não suguem a nossa vida. Cuidado com o vício, galera! 

Por exemplo, quando bolamos o blog O Catequista, nos propomos a divulgar a beleza da doutrina e da história da Igreja Católica para os jovens, com agilidade, humor e informalidade. Nosso desejo sempre foi o de provocar uma "onda católica" que avançasse para muito além da internet, tocando e agindo na vida concreta de cada um. Jamais nos iludimos com a ideia de promover uma evangelização profunda ou converter as pessoas via web. Nosso papel é bem mais humilde! As pessoas aqui podem sentir só um pouco do gostinho de uma rica história de fé e conhecimento que deve se desenvolver, prioritariamente, nas paróquias, nos movimentos e grupos de espiritualidade, ou seja, junto ao povo católico "real". O virtual deve estar em função da vida concreta, e jamais tomar o seu lugar.

Além da recomendação sobre as redes sociais, o Papa falou de outra coisa muito importante: viver "relações ricas de amizade". Sempre dizemos isso aqui! Busquem apertar os laços de amizade com outros cristãos, pois é quase impossível ser um bom cristão sozinho. Mandou bem, papitcho.

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Saiu ontem na Globo News: uma pesquisa realizada pela Unifesp revelou que a maioria dos jovens brasileiros não se previne para evitar uma gravidez ou doenças sexualmente transmissíveis. Foram entrevistados mais de 3 mil jovens, com idade acima de 16 anos, em quatro capitais brasileiras (São Paulo, Curitiba, Recife, Belo Horizonte).

Na pesquisa, foi constatado que:

  • 73% dos jovens acima de 16 anos não usaram nenhum método contraceptivo na primeira relação sexual;
  • 54% dos entrevistados já tiveram relações no primeiro encontro.
Na matéria, o Dr. José Bento, ginecologista, comentou esses “dados preocupantes”. Prestem MUITA ATENÇÃO no que ele disse:

- Nós não estamos conseguindo atingir a cabeça desses jovens. Nós precisamos pensar em campanhas diferentes, porque as que estão sendo veiculadas não estão adiantando.

Puxa, por que será que as campanhas não estão adiantando? Estranho, né...

Há décadas, a mídia vem martelando na cabeça dos jovens que a moral sexual é coisa de gente retrógrada, que pode tudo, que “toda maneira de amor vale a pena”, com quantas pessoas você quiser. Nas revistinhas de voltadas para o público adolescente, 80% das páginas dão “dicas” de sexo; nas novelas, namoro casto é coisa que praticamente não existe. A pornografia está sendo aclamada no mundinho intelectualóide, e já virou até “cult”.

O Dr. José Bento se disse “estarrecido” com as conclusões da pesquisa. Ora, por quê? Diante da decadência moral, isso era mais do que esperado. A sociedade orgulhosamente “racional”, “científica” e ateia, em poucos anos, fez pó de toda a moralidade e decência que o cristianismo levou séculos para consolidar. Eis aí o resultado...

Os governos e as ONGs gastam somas estratosféricas em campanhas com resultados pífios ou nulos, tentando frear com os dedos um trem que está descendo a ladeira, completamente desgovernado. Ensinaram aos jovens que o prazer e os desejos do corpo estão acima de tudo, que "se reprimir" é algo mau. E ainda insistem na burrice de tentar resolver essa miséria distribuindo panfletos e balões coloridos, tagarelando o mesmo papo pró-camisinha de sempre (que os jovens não usam justamente para não terem "menos prazer")! Ah, vá...

crianca_tesouraEm um programa de rádio, o professor de Ginecologia da Unifesp, Afonso Nazário, disse que o adolescente, pela sua própria índole, tem um "comportamento mais de risco, que pode tudo e nada acontece com ele". Segundo ele, talvez este seja um fator que explique os números desastrosos da pesquisa. Ora, se é sabido que os adolescentes são um tanto inconsequentes por natureza, porque nenhum representante dos órgãos de saúde protesta quando a mídia os estimula a transar? Dizer que eles podem transar à vontade, desde que se previnam corretamente, é como dar uma tesoura na mão de uma criança, dizendo: "você pode brincar, desde de que não fure o olho do seu amiguinho". Aff...

Promiscuidade não combina com responsabilidade
Os jovens não estão escutando vocês, doutor? Sim, eles escutaram só a parte que lhes interessa, a da sacanagem desenfreada. E, por mais que vocês tentem vincular isso a "responsabilidade", não cola, não vai colar nunca! Promiscuidade e responsabilidade até rimam, mas, na prática, são valores opostos, que não se misturam. A mentalidade promíscua é essencialmente egoísta, amante da loucura, da inconsequência. A castidade, ao contrário, é o amor que se sacrifica, que sabe esperar, pelo bem de si mesmo e do outro.

Arrancaram os jovens do coração da Igreja e plantaram em suas mentes o ódio contra ela (e muitas vezes nós cristãos fomos omissos). Pois bem: temos agora uma geração de jovens “livres” que só escutam e seguem os seus próprios desejos e caprichos, e mais nada. São deuses e escravos de si mesmos.

Qual é o caminho?
[caption id="attachment_6980" align="alignright" width="193"]cinto_de_castidade Educação à castidade: você está fazendo isso errado.[/caption]

Não adianta simplesmente substituir o atual modelo de campanha bundalelê pelo estímulo à abstinência (experiência que deu muito certo na Uganda e na Nigéria, por exemplo). É preciso, acima de tudo, reconstruir uma as bases da civilização ocidental: a FAMÍLIA.

De nada valerá ficar doutrinando os jovens pra manter os bilaus e periquitas dentro das calças, se a família está destroçada e se os pais não são presentes em suas vidas. Mas aí o buraco é beeeeem mais embaixo...

Que o Beato João Paulo II, que tanto enfatizou a importância da família tradicional, possa ajudar cada um de nós a construir uma família que seja sal da terra e luz para o mundo. Dá uma força pra nóis aí, JP!

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Se você ainda não leu, confira o nosso post: "Epidemia de AIDS: tem culpa eu?".

O irlandês Ferghan McGrath, de 33 anos (foto acima, de Paul Haring, CNS), mostra sua tatuagem de Deus Pai, durante o 50º Congresso Eucarístico Internacional, em Dublin. Ele disse que a tatuagem era a sua maneira de dizer obrigado a Jesus depois de passar por uma grande conversão. Curti milhões!!! Mas sei que, em vez de se comover com o testemunho, muita gente tá torcendo o nariz por causa dos piercings e da tatuagem do cara.

Afinal, fazer tatuagem e usar piercing é mesmo pecado? Depende. Não há consenso entre os membros do clero sobre o assunto. Alguns dizem que não há problema, desde que não seja nada bizarro; outros orientam fortemente os fiéis a evitarem essas coisas. Porém são recomendações baseadas na doutrina da Igreja sobre a MODÉSTIA, e não uma lei. 

Esta é uma questão muito mais ligada ao BOM SENSO do que à obediência a uma regra. Temos que deixar um pouco de lado nossa a dependência de manuais com regrinhas comportamentais e botar a cabeça pra pensar sobre o sentido que as coisas têm.

A doutrina da Igreja não fala nada sobre piercing e tatuagem: ela deixa essa questão aberta. O que ela nos ensina é que a aparência de um cristão deve ser modesta, ou seja, é preciso ter simplicidade, moderação. Você pode ter vaidade e gostar de ficar bonito, mas com equilíbrio, temperança. Tudo o que é grotesco, obviamente, não é modesto. Quem gosta de tirar onda de esquisitão, exibindo roupas, acessórios e corte de cabelo mais apropriados pra um habitante de Marte ou pra Lady Gaga, demonstra duas coisas:

  • intenção de CHOCAR as pessoas;
  • REVOLTA contra algum aspecto da vida (a família, os valores da sociedade ou da religião, ou tudo isso junto).

E aí? Isso combina com alguém que se diz cristão?

O "INTERIOR" É A ÚNICA COISA QUE IMPORTA?

Diante do que foi dito acima, muitos podem pensar: “Ah, nada a ver... . Eu tenho aparência de punk e drogado, mas sou bom filho, bom aluno e católico praticante. Não fumo nem bebo. O importante é o interior”. Tudo bem, amigo. Na minha próxima aula de catequese, ou numa entrevista de emprego, vou com um look piriguete. Chegando lá, direi: “Não me julguem pela aparência, isso é muito retrógrado! Basta de preconceito. Eu sou uma boa cristã/profissional, e isso é o que importa!”.

Sinceramente, você acha que essa é uma boa ideia?

“A roupa de um homem, o seu modo de sorrir e o seu modo de andar revelam aquilo que ele é.” (Eclo 19,27)

É verdade que não devemos julgar as pessoas pela aparência; por outro lado, também não podemos desconsiderar o fato de que a sociedade possui determinados códigos de conduta. E nos acharmos "acima disso", como se vivêssemos fora da realidade, é tolice e imaturidade.

O fato é que sinalizamos muita coisa com o nosso visual, por mais que nos façamos de inocentes e desentendidos. E, historicamente, a tatuagem e o piercing são mais ligados aos costumes de tribos pagãs ou de gente que acha bonito ser anárquico, liberal e rebelde.

O piercing, especialmente, muitas vezes passa a ideia de masoquismo, de deformação e de automutilação (francamente, não há como não sentir aflição ao ver um mamilo ou uma língua perfurados, um rosto deformado por tatuagens ou uma orelha mega "arrombada" por um piercing com alargador). Então, ainda que não seja esta a intenção, é muito comum que a aparência de quem usa piercing ou tatuagem remeta a essas referências negativas.

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Muita gente também utiliza a tatuagem como forma de destacar as regiões mais erógenas do corpo, como os seios, o cóccix e a região pubiana. Nestes casos, ainda que a imagem tatuada seja “singela” (fotos acima), a intenção da pessoa está clara: ela quer que os outros reparem muito nas partes do seu corpo que, por pudor e amor à castidade, deveria velar.

Porém nem sempre o uso de piercing ou tatuagem resulta em um visual imodesto. Em muitas tatuagens não vejo nada que faça alusão à violência, ao satanismo, à revolta, à luxúria ou a qualquer outro conceito anticristão. Nesses casos, se a pessoa é maior de idade e já pesou todas as consequências, não vejo problema.

A CAUTELA é fundamental. É preciso considerar alguns fatores:

  • o que me motiva a fazer este piercing ou tatuagem? Esta intenção contraria os valores cristãos ou não?
  • se eu colocar um piercing ou fizer uma tatuagem, vou ficar com um visual imodesto ou grotesco?
  • isso poderá ser um obstáculo para que eu consiga determinados trabalhos ou objetivos profissionais?
  • daqui a algum tempo, poderei enjoar desta tatuagem?

Reflita sobre estas questões e considere honestamente se a sua consciência te acusa ou não.

Mas é importante notar: nem sempre conseguimos tomar a melhor decisão sozinhos. Então, se você está pensando em fazer uma tatuagem ou piercing - ou tem um piercing e tem dúvidas se é adequado mantê-lo ou não - o mais seguro é bater um papo com um bom diretor espiritual, que conheça a sua vida e o contexto em que você está inserido. Na sua viagem apostólica ao Líbano, o Papa disse aos jovens:

“Procurai bons mestres, guias espirituais que saibam indicar-vos o caminho para a maturidade, pondo de lado o que é ilusório, aparência e mentira.”

(Bento XVI. Fonte: News.Va)

É isso. Tatuado ou não, com ou sem piercing, ore e se mantenha alerta, para que você tenha a graça de perseverar como um servo fiel e amoroso de Jesus Cristo.

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UPDATE:

Tem muita gente vindo aqui nos comentários dizer que a Bíblia condena a tatuagem. Ora, o Antigo Testamento condena a tatuagem pelo mesmo motivo que condena a confecção de imagens para culto: na verdade, o que se quer proibir é  IDOLATRIA, e naquele contexto a proibição de fazer tatuagens ou imagens era apenas circunstancial, e não lei eterna.

Reparem: o capítulo do 19 Levítico que proíbe o uso de tatuagem também proíbe que os homens cortem o cabelo em redondo e que aparem a barba. Se não interpretamos essas coisas dentro do contexto em que foram escritas, teremos que dizer que aparar a barba dos lados é pecado!

O fato é que, naqueles tempos, os povos idólatras que viviam nas regiões ao redor do povo hebreu se tatuavam. Então, os hebreus precisavam se diferenciar deles; se se tatuassem, estariam se identificando com os idólatras, assim como se aparassem os cantos da barba.

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Quarta, 24 Outubro 2012 07:00

Jovens católicas, valorizem suas curvas!

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Como todos sabem, o hábito não faz o monge... mas ajuda muito a santificá-lo e a identificá-lo. E isso não se aplica só a padres e religiosos: serve para os leigos também. O nosso modo de vestir deve refletir para o mundo aquilo que somos e pensamos.

Querem um exemplo? Digamos que a Emma Watson, que encarnou a Hermione nos cinemas, fosse uma católica devota. Assim, ela desejaria encontrar um rapaz para viver um namoro santo. Certo, agora me digam: qual dos looks abaixo comunica esse estado interior? emma_watson_vestidos O primeiro look da Emma é perfeitamente recatado. O segundo tá bem legal para uma festa (não para a missa). Já o terceiro... se ela aparecer assim à noite no calçadão da praia de Copacabana, vai ser expulsa a pontapés pelas quengas, que verão nela uma concorrente.

Alguém pode argumentar que uma menina de visual recatado pode, no fundo, ser uma devassa, enquanto outra que vive de micro-shortinho atochado pode viver um namoro casto, exemplar. Sim, é possível. Mas isso não anula nada do fato de que a garota dos shortinhos colantes, ainda que seja uma "santa", está enviando um sinal errado para todos que a veem. Com o seu visual, ela não faz lembrar nada daquilo que a Igreja ensina sobre o pudor e a castidade.

E, então, como a Igreja diz que devo me vestir?

A doutrina da Igreja não especifica o tipo de roupa que as mulheres devem usar no dia a dia. O Sagrado Magistério diz apenas que devemos nos vestir com pudor, modéstia e feminilidade, em toda e qualquer situação, e confia o resto ao bom senso dos fiéis e à orientação das igrejas locais. Precisamos, então, saber o que significam as palavras pudor, modéstia e feminilidade.

Pudor
homem_olhando_mulher_pirigueteO pudor é a consciência de que devemos cuidar da dignidade do nosso corpo, evitando tudo o que é indecente. No caso de nós mulheres, isso nos leva a cobrir as partes do corpo que, em geral, provocam a excitação nos homens. Uma jovem solteira pode se produzir para ficar atraente, mas de uma forma discreta, sem excessos (ou seja, sem vulgaridade).

No mundo de hoje, a castidade é dificíl de ser vivida, em grande parte devido aos estímulos visuais a que os homens são expostos, quando as mulheres mostram mais do que devem. O cuidado para se vestir com pudor, além de expressar e fortalecer a virtude da castidade, é também uma grande caridade, pois revela a preocupação de não levar os outros a cair em tentação.

Muitos pecados não seriam cometidos se, antes, não tivessem sido alimentados na imaginação, em nossos pensamentos. Por isso, Jesus ensinou:

“Eu, porém, vos digo: todo aquele que lançar um olhar de cobiça para uma mulher, já adulterou com ela em seu coração.”

(Mateus 5,28)

Tá certo que existe sujeito que é capaz de ficar assanhado até diante de uma mulher de burca. Porém, se um cara reage assim diante de uma mulher decentemente vestida, o problema é só dele; mas se uma mulher o atiçou com roupas provocantes, então a culpa do pecado incorrerá também sobre ela.

O critério de quais partes a mulher deve cobrir varia conforme cada tempo, lugar, cultura e situação. Veja alguns exemplos:

  • se você mostrar a batata da perna em um país onde as mulheres costumam andar sempre com as pernas inteiramente cobertas, estará sendo despudorada. Mas, aqui no Brasil as panturrilhas não causam o mesmo impacto, então, é possível mostrá-las sem pecar contra o pudor;
  • se ficar nua diante de um homem que não é seu marido, estará sendo despudorada; mas se esse homem for o seu médico, realizando um exame ou cirurgia, sem problemas.
Modéstia
[caption id="attachment_7356" align="alignright" width="185"]melancia_cabeca Esta queria tanto aparecer que botou uma melancia na cabeça...[/caption]

Aplicada à questão dos trajes, é uma virtude que se expressa no cuidado para se vestir com recato e sem exageros. A modéstia tem muito a ver com a virtude da temperança, ou seja, com a capacidade de agir com moderação, de forma equilibrada.

Podemos ter prazer em nos produzir e em nos sentir bonitas, mas isso não pode tomar uma proporção exagerada. O centro dos nossos interesses e da nossa afeição só pode ser um: Jesus Cristo. Por isso, uma mulher "aparecida", que tem o costume de se vestir para se destacar mais do que os outros, demonstra um desequilíbrio interior.

Também é imodesto ter o hábito de se vestir com roupas e adereços bizarros, com a intenção de chocar as pessoas. Então, se o espírito da pombagira Lady Gaga baixar em você, olhe no espelho e diga, com firmeza: "Saia deste corpo que não te pertence!".

Feminilidade
Homens e mulheres não devem parecer andróginos (como aqueles que passam na rua e nego se pergunta: “Isso é homem ou mulher?”). O conjunto de elementos que formam o seu visual – corte de cabelo, roupas, acessórios – deve comunicar, de forma clara e sem engano, o sexo ao qual a você pertence. Assim, as mulheres devem evitar a aparência de mulher-macho.

Símbolos são muito poderosos. Quem desobedece ou é desatento a este ponto da feminilidade, ainda que inconscientemente, faz propaganda da ideologia de que a diferenciação entre os sexos não é algo natural do ser humano, mas sim uma mera imposição social e cultural (homens e mulheres são iguais em dignidade diante de Deus, e devem ter direitos iguais perante a lei dos homens; porém, devemos sempre ter clara a noção de que os dois sexos são fisicamente e psicologicamente diferentes).

Deus criou o homem e a mulher com formação física e psicológica diversas e complementares. Se, com a nossa aparência, contrariamos isso, estamos fazendo uma afronta ao plano de Deus para nós.

*****

Este é um início de resposta a uma série de dúvidas colocadas por uma de nossas leitoras:
"Oi, queria solicitar uma postagem sobre um assunto que tenho muita dúvida e está me incomodando. Preciso saber mais sobre o assunto. É sobre a modéstia, o pudor, se pode ou não usar biquíni em praia, sobre o uso do véu, e a questão de mulher usar calça. Se puderem me ajudar. Agradeço."

- Mariele

Hoje, apresentamos alguns conceitos importantes, que vão basear a nossa abordagem nos próximos posts (em que buscaremos esclarecer as demais dúvidas da Mariele). Mas não esperem achar aqui nenhum ditame de regras fixas sobre vestimentas. Com base na nossa experiência de vida cristã e na doutrina da Igreja, podemos partilhar algumas sugestões e, assim, ajudar cada um a refletir e ser capaz de concluir o que é mais adequado para si.
Ao ler o nosso post de ontem, uma menina chamada Débora ficou irritadinha e, além de ter chiado muito no Facebook, fez aqui no blog o seguinte comentário:
menina_irritada"Profanador é aquele que leva a intolerância, a arrogância e obscuridade ao seio de uma Igreja fundamentada no amor e na caridade. Não esqueçamos do que Jesus fez: acolheu a todos, prostitutas, pescadores, cobradores de impostos. Aqueles que se julgavam donos da verdade e servos fiéis de Deus Ele os chamou de hipócritas. Pensemos nisso.

"A dança arte da dança é utilizada pela humanidade para se expressar desde sua origem. Assim profano não é dançar durante a missa, desde que a dança seja de oblação e os movimentos transmitam santidade."

(Débora, leitora de oposição)

Jesus acolheu a todos? É verdade... Acolheu os vendilhões do templo com chicotadas no lombo! Imagina o que Ele faria com os dançarinos di Zizuiz!

Agora me explica, Débora: o que seria uma dança de oblação? O que seriam movimentos que transmitem santidade? Qual é o critério para definir isso? O da cabeça de cada um, é claro! Um padre acha que é bonito celebrar missas com bailes gaúchos, outro permite o funk do espeto (espeto aludindo a pênis, mesmo), outro incentiva passinhos de capoeira e trejeitos de pombagira, outro aprova o hip-hop...

No post anterior, mostramos como o episódio em que o Rei Davi dançou diante da Arca serve de muleta para os promotores da "dança litúrgica". Além disso, eles se apoiam também no aval da CNBB, que, ainda que seja formada por bispos notáveis e dignos do nosso apreço, não deixa de sofrer forte influência da Teologia da Libertação.

Vejam essa pérola publicada no documento 43 - Animação da Vida Litúrgica do Brasil (1989):

"Nosso corpo, sensível e dócil ao movimento, é uma fonte inesgotável de expressão. Por isso, na liturgia têm importância os gestos, as posturas, as caminhadas e a dança." (item 83)
Ahhh... Então a dança é importante na Missa? E bonito mesmo é o trecho que diz que o nosso corpo é uma "fonte inesgotável de expressão". Segundo o documento 43, o lugar adequado pra essa "fonte" jorrar é a Santa Missa. Legal... O curioso é que nenhum Apóstolo requebrou na Santa Ceia, nem tampouco Nossa Senhora, Santa Maria Madalena ou São João no Calvário.

A Missa é, acima de tudo, a celebração de um sacrifício. Depois do sofrimento e morte na cruz, o nosso Deus não continuou morto, Ele vive, e vale até dançar de alegria por isso... mas não na Missa.

Neste sentido, assino embaixo dessas palavras:

"Eu vejo que existe uma tendência em alguns lugares de se resumir todo o trabalho pastoral da Igreja à missa. Dessa forma, tudo o que poderia ser feito em inúmeras outras ocasiões acabam sendo inseridas inadequadamente na celebração litúrgica. E tome de padre fazendo grupo de oração na missa, adoração ao santíssimo, músicas mais adequadas a um show que à missa… Gente, vamos levar essas coisas para a animação pastoral, não para a Santa Missa."

(Felipe, leitor)

É importante notar que o documento 43 foi publicado há mais de 20 anos. O que se verificou neste tempo foram numerosos e sucessivos abusos litúrgicos.

Se liga: Jesus não é teu chapa
[caption id="attachment_6712" align="alignright" width="217"]jesus_centuriao_nao_sou_digno "Senhor, eu não digno de que entreis em minha morada..."[/caption]

Nossa alegria na Missa pela Ressurreição deve se manifestar sim, mas de forma serena e cheia de reverência. Afinal, estamos num LOCAL SAGRADO. Mas tem povin que entra na casa de Deus sambando, dançando kuduro...

Que diferença desse pessoal pro centurião do Evangelho, que não se sentia digno nem de que Cristo entrasse em sua casa! O que o centurião (Mt 8,8) tinha e eles não têm? Simancol e humildade.

Coloque uma coisa na cabeça, dançarino de Zizuiz: O Senhor do Céu e da Terra não é teu chapa. Ele é DEUS. Então, não abusa da intimidade, valeu? Ele é teu amigo, mas não um amigo qualquer. É preciso que nos aproximemos dEle e que permaneçamos em Sua casa com o respeito e a estima que Ele merece. Na encíclica Ecclesia Eucharistia, São João Paulo II já havia puxado a orelha da galera, mandando tomar cuidado com a tentação de banalizar a intimidade com Cristo:

"Se a ideia do 'banquete' inspira familiaridade, a Igreja nunca cedeu à tentação de banalizar esta 'intimidade' com o seu Esposo, recordando-se que Ele é também o seu Senhor e que, embora 'banquete', permanece sempre um banquete sacrificial, assinalado com o sangue derramado no Gólgota."

(São João Paulo II)

Mas não sejamos injustos: os jovens que participam dessas coisas esdrúxulas são, em geral, completamente inocentes, e fazem tudo com pureza de coração. A ira do Senhor com a zona na sagrada liturgia recairá especialmente sobre aqueles que deveriam pastorear o rebanho e ser zelosos: bispos, párocos e celebrantes.

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