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A Catequista

A Catequista

Ontem explicamos a origem e a missão dos Templários, e hoje seguimos contando a história de sua ruína. Como dissemos, as doações recebidas e serviços bancários prestados pela Ordem a deixaram rica. E essa viria a ser a causa de sua desgraça...

O rei Filipe, o Belo, gastou somas imensas na guerra contra a Inglaterra, levando a França praticamente à falência. A crise era tão grave que o povo nas ruas queria linchá-lo. Ansioso para descolar uma grana que cobrisse esse rombo, há muito tempo ele tramava um golpe para se apossar do patrimônio dos Templários, que estava concentrados na França, em sua maior parte.

Em 1307, Filipe moveu um processo contra os membros da Ordem, acusando-os de crimes contra a moral e a fé católicas; antes desse ataque, ele difamou dos Templários junto às diversas cortes da Europa. O momento para isso era favorável, pois as Ordens militares tinham virado alvo da decepção dos europeus pelo fracasso militar das Cruzadas.

O rei impôs imensa pressão sobre a Igreja, e acabou tomando a frente de um perverso processo inquisitorial. Cerca de cinco mil Templários foram presos; muitos deles foram torturados sem qualquer piedade, o que os levou a confessaram crimes fictícios, conforme os interesses do que o rei.

Clemente V escreveu uma carta de protesto ao rei, pedindo muito educadamente que ele devolvesse os Templários aos cuidados da Igreja. Vale lembrar que o Papa não estava residindo oficialmente em Roma, mas sim na França, em Avignon – e isso o deixava muito mais vulnerável à força militar de Filipe.

Após meses de luta diplomática, finalmente o rei se viu obrigado a ceder ao Papa o direito de interrogar e de julgar pessoalmente os Templários. Um documento muito precioso revela exatamente como se desenrolou essa história: o Processus Contra Templarius, redigido após a investigação dos interrogatórios. O Pergaminho de Chinon faz parte do Processus.

A verdade é que o Papa jamais condenou os Templários como hereges. Em sua investigação, Clemente V constatou que muitos deles eram culpados por atos de imoralidade e por maus hábitos – na cerimônia de iniciação dos novatos, em especial, havia alguns trotes estranhos e imorais, típicos de grupos militares mundanos. Nesse rito, o preceptor testava a disposição do novato a obedecer qualquer comando de seus superiores, sem hesitar ou contestar; para isso, o expunha a atos humilhantes e indignos.

Eram abusos vergonhosos para uma Ordem nascida de modo tão nobre, mas não havia presença de heresia nem nada que motivasse a Igreja a extingui-la. A ideia do Papa era promover uma reforma espiritual e disciplinar, e unir os Templários com a Ordem Hospitalária de São João.

Em 20 de agosto de 1308, os chefes dos Templários foram absolvidos por Clemente V da acusação de heresia. Foram considerados culpados, porém, de outros pecados graves, pelo que pediram perdão e foram redimidos.

A monarquia francesa reagiu contra a sentença papal, e os homens Conselho real até mesmo discutiam seriamente a hipótese de se criar uma Igreja francesa autônoma e separada de Roma. Essa chantagem surtiu efeito: sofrendo de violentas hemorragias e estando gravemente doente, o Papa não tinha mais forças para levar em frente aquela batalha, e entregou os pontos.

Em agosto de 1309, Clemente V decretou a suspensão (não-definitiva) da Ordem dos Templários, que foi sacrificada para salvar a unidade da Igreja. Os bens dos Templários foram confiscados: uma parte deles foi destinada à Ordem dos Hospitalários e outra parte foi abocanhada pelos príncipes.

A partir aí, foi uma tragédia: ignorando e violando a autoridade papal, as autoridades reais atiraram dezenas de templários inocentes à fogueira. Outros tanto morreram na prisão, em consequência das pesadas torturas. “Na ocasião, os teólogos de Sorbonne haviam se manifestado contra a decisão, declarando-a completamente ilegal, mas este seu parecer jamais foi levado tem conta” (Barbara Frale. Os Templários e o Pergaminho de Chinon encontrado nos arquivos secretos do Vaticano).

Portanto, as evidências documentais provam que quem matou os membros da Ordem do Templo foi o rei da França, e não a Igreja!

E assim os Templários foram varridos da face da terra, o que culminou com o dramático sequestro e assassinato do grão-mestre Jacques De Molay na fogueira. Essa história nós vamos contar no próximo post. Fique de olho! 

Talvez um dos grupos mais fascinantes da Idade Média sejam os cavaleiros Templários, membros de uma ordem religiosa e militar fundada em 1120, durante as Cruzadas. Eles faziam voto de pobreza, castidade e obediência, além do voto especial de proteger os peregrinos que se dirigissem a Jerusalém – pois ataques de muçulmanos nas estradas eram muito comuns.

Diferente dos membros de outras ordens religiosas, os cavaleiros Templários não recebiam a ordenação sacerdotal, ou seja, não se tornavam padres. Pois aquele que representa Jesus Cristo e administra os sacramentos não pode derramar sangue humano: isso sempre foi proibido pela lei da Igreja. A Ordem tinha seus próprios capelães: “tratava-se, porém, de padres que entravam para fazer parte do Templo quando já houvessem recebido a consagração sacerdotal, sendo absolutamente proibidos de empenhar-se nos combates” (Barbara Frale. Os Templários e o Pergaminho de Chinon encontrado nos arquivos secretos do Vaticano).

Para nós pode parecer estranha a existência de uma ordem de frades habilitados para a guerra. Mas também naquele tempo vestir o hábito religioso e participar de uma guerra era visto como algo inconciliável; a aprovação da Igreja à nova ordem não deixou de gerar perplexidade. Afinal, tanto pecadores arrependidos e penitentes quanto grandes santos renunciaram às armas para seguir na via cristã de forma mais perfeita.

Jerusalém estava sob o domínio dos imperadores cristãos bizantinos até o século VII, quando os muçulmanos invadiram e tomaram o território. Por 200 anos, as peregrinações de cristãos à Terra Santa ocorreram tranquilamente, graças ao tratado diplomático firmado entre Carlos Magno, Imperador do Sacro Império Romano, e o califa Harun al Rashid.

Essa paz foi por água abaixo quando o califado egípcio assumiu o poder na região: “no ano de 1009, as autoridades islâmicas da Síria decretaram o saque de Jerusalém e a destruição do Sepulcro, com a terrível recrudescência do fanatismo, que se abateu com grande violência sobre os locais de culto cristão” (Barbara Frale). A profanação dos locais sagrados em que Jesus sofreu sua Paixão e Morte mexeram profundamente com os cristãos, em especial, a demolição da Basílica do Santo sepulcro.

Os Templários foram colaboradores muito ativos das Cruzadas. Mas essas guerras não foram capazes de impedir que os muçulmanos tomassem de vez a Terra Santa. A esperança de retomar Jerusalém ficava cada vez mais distante, e as guerras contra os pagãos já não eram tão frequentes. Diante dessa nova realidade, os Templários se adaptaram e assumiram uma nova função, dedicando-se especialmente à atividade mercantil-financeira.

Esses monges guerreiros eram extremamente amados pelo povo de toda a Europa, de todas as classes sociais. Os ricos eram beneficiados pelos serviços bancários criados pela Ordem – uma novidade total para a época – e pela segurança oferecida nas viagens, o que favorecia o transporte de produtos e o comércio. Os pobres, por sua vez, eram gratos pela isenção de cobrança de taxas para viver e trabalhar nas terras da Ordem; além disso, nas estradas dos Templários não se cobrava pedágio, como era feito nas estradas dos senhores feudais.

As doações recebidas e serviços bancários prestados pela Ordem a deixaram rica (observação importante: seus membros continuavam a viver de maneira pobre). Os Templários tinham propriedades em toda a Europa, mas a maioria delas estava concentrada na França. E essa viria a ser a causa de sua desgraça...

Nos próximos posts, vamos falar sobre a condenação dos Templários e da morte na fogueira do grão-mestre do Templo, Jacques De Molay. Acompanhem!

Ontem, o arcebispo de Bolonha convidou muitos pobres e deficientes para almoçar com o Papa Francisco. Um grande refeitório foi montado dentro da Basílica de São Petrônio, diante do altar. Foi o suficiente para alguns católicos acusarem o pontífice de profanar um lugar santo.

O Catecismo diz (item 2120) que o sacrilégio consiste em tratar as coisas santas de forma indigna. A refeição dos pobres na basílica de Bolonha afrontou a sacralidade do lugar? Se estudarmos os costumes dos grandes papas e santos dos primeiros séculos da História da Igreja, veremos que não.

Em primeiro lugar, se tratou de um evento excepcional. Ninguém tem a intenção de usar o templo rotineiramente como refeitório para os pobres.

Em segundo lugar, na Igreja primitiva era comum que, ao fim da missa, as pessoas reorganizassem o local, de modo a permitir que todos os fiéis se sentassem à mesa e se alimentassem. É o que narra São João Crisóstomo:

"Nas igrejas havia um costume admirável: (...) Ao final da reunião, em vez de voltarem imediatamente para casa, os ricos, que haviam se preocupado em levar provisões abundantes, convidavam os pobres e todos se sentavam à mesma mesa, preparada na igreja, e todos sem distinção comiam e bebiam as mesmas coisas."

Com o grande aumento do número de fiéis, esse costume se tornou inviável, e acabou deixando de existir. Em ocasiões excepcionais, porém, continuou a ser praticado.

Um dos mais admiráveis papas de todos os tempos, São Gregório Magno, abriu as portas da igreja para que doze pobres pudessem comer lá dentro, em um momento de calamidade em Roma (ao final do século IV). O refeitório, com uma grande mesa de mármore, foi preparado no oratório de Santa Bárbara, ao lado de sua residência.

Antes do atual prédio da Basílica de São Pedro, no Vaticano, havia um templo anterior, construído pelo Imperador Constantino. Nesse local, diante do altar, numerosos almoços foram servidos aos desamparados. São Paulino de Nola testemunhou um desses almoços, que foi oferecido pelo senador romano Pamaquio.

O senador ofereceu o almoço em honra à memória de sua amada esposa, que havia falecido.  São Paulino elogiou aquela atitude:

“Tu reuniste na basílica do Apóstolo uma multidão de pobres, patrões de nossas almas, que por toda cidade de Roma pedem esmola para viver...  Vi todas a multidões de gente miserável chegar como enxames em grandes filas, até o fundo da imensa basílica do glorioso Pedro... Que alegre espetáculo era tudo aquilo!”

Será que os católicos de língua venenosa que hoje acusam o Papa Francisco de profanação têm a mesma ousadia de levantar a voz para acusar São Gregório Magno? E quanto a São Paulino de Nola e São João Crisóstomo... Seriam eles insensatos, que apoiavam a realização de um ato indigno na casa de Deus?

Fonte das histórias e citações dos santos: Vatican Insider.

*****

FICA A DICA: quem falou mal do Papa por esse motivo, busque o quanto antes a Confissão, pois é pecado grave caluniar alguém, e se a calúnia for contra o vigário de Cristo, pior ainda.

Um leitor espírita publicou o seguinte comentário no nosso post "Por que nascem pessoas deficientes?":

Vish.... Meio estranho, um nasce filho de Príncipe (Inglaterra) outro ser nasce cego na África, o cara chega e me diz que são pontos de vista diferentes... Todos têm sua cruz... Sou mais a reencarnarção mesmo rs

Esse tipo de comentário é muito didático! Só reforça o que sempre dissemos aqui: o espiritismo é, essencialmente, materialista e anticristão.

No Sermão da Montanha, Jesus diz que são felizes aqueles que choram, pois serão consolados. Jesus diz que há pessoas que sofrem por causa da perseguição injusta (não por causa de nenhum carma). Mas os espíritas entendem as provações e sofrimentos desse mundo apenas como castigos, penas que as pessoas fizeram por merecer.

Espíritas são escravos do materialismo, pois entendem que quem está neste em situação material mais confortável e vantajosa carrega menos culpas. É uma inversão gritante de tudo o que Cristo ensina!

Cristãos são ensinados que o Paraíso será vivido no outro mundo, não neste, que é um "vale de lágrimas". Jesus ensina isso na Parábola do Lázaro e do Rico: o Lázaro era um mendigo faminto e doente, o rico era um sortudo (como o príncipe da Inglaterra). Quem era feliz, no final das contas? O Rico vivia um inferno nesta vida e não percebia, e acabou indo parar no inferno mesmo, enquanto o Lázaro foi para a felicidade eterna.

Da mesma forma, o fato de um menino nascer cego na África não nos diz ABSOLUTAMENTE NADA sobre ele ser um afortunado ou não aos olhos de Deus. A cegueira pode ter sido não um castigo, mas um instrumento do plano de Deus que colabora com a salvação do menino cego e de outras pessoas. Como? Não sei, tudo é mistério. Mas os espíritas não aceitam o mistério da vida e querem dominar tudo, racionalizar tudo. Como bons materialistas!

"Caminhando, viu Jesus um cego de nascença. Os seus discípulos indagaram dele: Mestre, quem pecou, este homem ou seus pais, para que nascesse cego? 3.Jesus respondeu: Nem este pecou nem seus pais, mas é necessário que nele se manifestem as obras de Deus."

Se o tal menino cego da África, no fim da vida, for premiado com o Céu eterno, que diferença faz alguns anos de dificuldades e provações?

E outra: algumas das pessoas mais infelizes e desgraçadas do mundo foram reis e rainhas. Vide a história da linda e saudosa princesa Diana de Gales.

Vale a pena você pesquisar também a história do infante Luis XVII, filho de Maria Antonieta e do rei Luis XVI. Nascer lindo, saudável e príncipe não garante que ninguém passará a vida liberto de terríveis sofrimentos.

A história da atriz Claudia Jimenez com os homens foi, por muitos anos, muito conturbada. Ela abusada sexualmente por um vizinho quando tinha apenas 7 anos. Na juventude, ela não gostava de sua aparência e se sentia rejeitada pelos homens. Além disso, nutria "uma relação não muito satisfatória" com o pai. A “saída” encontrada por Claudia para lidar com essas questões foi buscar afeto nas mulheres.

"Não tinha sensualidade, era muito mais gorda do que sou hoje. Não tinha forma nem vaidade. Achava que não tinha cacife para seduzir um homem. Como tinha de ser amada, me joguei nas mulheres".

- Claudia Jimenez (Fonte: Site da Folha)

Certamente, o problema não era ela ser obesa (tem muita gordinha aí muito bem resolvida com seu corpo), mas sim ter auto-estima baixa, coisa que afeta até as meninas mais saradas. Claudia fala com muito afeto da sua última parceira, com que conviveu por dez anos. Mas também descreve com entusiasmo a primeira relação que teve com um homem, aos 49 anos. E, desde então, pelo visto, só quer saber do sexo oposto!

A orientação sexual de Claudia mudou. Bem diferente do que diz a letra da música da Lady Gaga (I was born this way), Claudia não nasceu lésbica. E assim como ela, existem milhares de pessoas que não estão satisfeitas com sua condição de homossexuais. Elas não têm doença mental, mas sofrem um conflito, e desejam ajuda profissional para resolver isso. O que a sociedade tem a dizer a essas pessoas? As únicas duas opções que existiam até há poucos dias eram:

Venha pra minha igreja que Jesus vai te curar.

- É ótimo ser gay, você é obrigado a ser feliz assim, você já nasceu assim e tem que viver e morrer assim.

É isso... Pra lidar com esse conflito de sexualidade, só restava à pessoa correr atrás de um milagre ou entubar seu drama. Quer ajuda profissional? Impossível. Muitas dessas pessoas buscavam socorro na psicologia, mas em vão. No Brasil, a Resolução 1/99 do Conselho Federal de Psicologia (CFP) proíbe os psicólogos de oferecerem terapia de reorientação sexual.

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Mas tudo mudou no último dia 15 de setembro, quando um juiz do Distrito Federal, por meio de uma liminar, derrubou a tal proibição do CFP. Quem quiser ler a liminar na íntegra, clique aqui. Vamos resumir o que diz a liminar:

  1. HOMOSSEXUALIDADE NÃO É DOENÇA (a cantora Anitta e o filósofo Leandro Karnal parece que não leram essa parte do texto);
  2. O CFP não deve proibir os psicólogos de oferecerem auxílio a todos aqueles que livremente os procurarem ajuda para deixarem de ser homossexuais.

Como era de se esperar, boa parte da mídia desqualificou a liminar e distorceu o seu conteúdo. Do jeito que estão falando, parece até que vão caçar todos os gays do Brasil, enfiar num camburão (prateado e purpurinado que nem o “Priscilla") e obrigar todo mundo a se submeter à “cura gay”.

Para provocar a hostilidade imediata das massas, tacharam as terapias de reorientação sexual de “cura gay”. Mas psicólogo não é médico e não receita remédio. O psicólogo simplesmente analisa a história de vida da pessoa e a ajuda a ver as coisas mais claramente, dando-lhe suporte para superar seus conflitos emocionais. Aceitem: os homossexuais devem ser LIVRES para se sentirem ou não satisfeitos com sua condição. A questão é essa aqui:

  • Tá feliz sendo gay? Então joga o picumã pra esse bafafá e segue em paz com a tua vida. A oferta de terapias de reorientação sexual não te afeta em nada. Faz a egípcia, que o papo não é contigo!
  • Tá infeliz com sua condição de gay? Quer ajuda profissional pra mudar? Então tome posse dos seus direitos. Se você quer, você pode receber terapia.

Você é contra as terapias de reorientação sexual? Tudo bem... então NÃO FAÇA essas terapias!!! (não é assim que dizem para nós, cristãos? “É contra o casamento gay? Então não case com um gay!”).

Mas essas terapias de reorientação sexual são eficazes? Não há evidências científicas nem contra nem a favor. Penso que na maioria dos casos (opinião minha) a terapia tem alcance limitado e não fará um homossexual se tornar hétero, mas será de grande ajuda para a compreensão das origens de sua homossexualidade, possibilitando que a pessoa se conheça melhor e alcance a paz de espírito.

Mas, como bem disse o psiquiatra Daniel Martins, o juiz entende que "cada um é livre para fazer o que bem entender, e se a pessoa quer mudar sua orientação sexual, deixemos seu psicólogo tentar". 

E a Igreja Católica, o que diz sobre essas terapias? As diretrizes da “Carta aos bispos da Igreja Católica sobre o atendimento pastoral das pessoas homossexuais“ não cita a necessidade de procura de nenhuma terapia de reorientação sexual. De fato, a Igreja se distancia amplamente de grande parte das seitas protestantes, que pregam que para o homossexual viver integralmente a fé cristã ele, necessariamente, deve se tornar heterossexual. Isso não tem nada a ver com catolicismo!

A cura a se buscar é do pecado. Ficar eternamente pensando em "curas", esperando que Deus dê solução de todos os nossos problemas terrenos, para vivermos como Adão e Eva antes do pecado original é, resumindo, fuga da cruz. 

Os hereges modernistas insistem em difundir a ideia de que o diabo não existe de verdade, que é apenas um mito, um símbolo do mal. Isso é ótimo para Satanás, que pode então pode usar a tática de agir de pegar as pessoas desprevenidas – pois quem não acredita na existência do ladrão não se preocupa em proteger sua casa contra ele.

As seguintes palavras do beato Paulo VI traduzem de forma claríssima a doutrina bimilenar da Igreja acerca do demônio: ele é uma criatura real!

“Uma das maiores necessidades da Igreja é a defesa contra este mal chamado Satanás. O diabo é uma força atuante, um ser espiritual vivo, perverso e pervertedor; uma realidade misteriosa e amedrontadora.” (Alocução “Livrai-nos do Mal”- L’Osservatore Romano, 24/11/1972).

Quem diz o contrário cai em heresia – ou seja, comete o pecado gravíssimo de negar uma verdade revelada da fé católica, um dogma. Isso também foi ensinado por Paulo VI:

“Sai do âmbito do ensinamento bíblico e eclesiástico quem se recusa a reconhecer a existência desta realidade... ou a explica como uma pseudo-realidade, como uma personificação conceptual e fantástica das causas desconhecidas de nossas desgraças” (SEDOC, 5 Março 1973, 1037)

O Papa Francisco já advertiu em numerosas ocasiões que Satanás não é fantasia:

“Mas a esta geração – e a tantas outras – fizeram acreditar que o diabo fosse um mito, uma figura, uma ideia, a ideia do mal. Mas o diabo existe e nós devemos lutar contra ele. Di-lo Paulo, não o digo eu! A Palavra de Deus di-lo. Mas nós não estamos tão convencidos.” (Homilia na Casa de Santa Marta. 30/10/2014)

Em outra homilia, o Papa foi ainda mais enfático sobre isso:

“A presença do demônio no mundo é real e não uma fábula. É o Evangelho que o diz e os cristãos devem sempre estar alertas contra o maligno”.

“Alguns padres, quando leem esta passagem, ou outras, dizem que Jesus curou aquela pessoa de uma doença mental. É verdade que antigamente se podia confundir epilepsia com estar possuído pelo demônio – disse o Papa – mas é igualmente verdade que o demônio existe! A presença do demônio está na primeira página da Bíblia e também no final, com a vitória de Deus sobre ele”.

“É a Palavra do Senhor. Peçamos a Ele a graça de levar a sério estas coisas. Ele veio lutar por nossa salvação e venceu o demônio! Não façamos negócios com o demônio; ele tenta voltar para casa, se apoderar de nós. Não devemos relativizar, mas vigiar, sempre e com Jesus”.  (Homilia na Casa de Santa Marta. 11/10/2013)

NÃO DEVEMOS RELATIVIZAR essa questão da existência real do demônio, ok? Tá mais claro que Michael Jackson depois de tomar remédio para ficar branco, mas ainda assim, está desenhado no topo desse post...

Para quem quiser estudar mais esse assunto, recomendamos o livro de J. E. Martins Terra, S.J. (sim, um sábio jesuíta!): "Existe o Diabo? Respondem os Teólogos".

Terça, 12 Setembro 2017 12:31

O sonho de Santa Teresinha com os diabinhos

Em que medida devemos temer a ação do Maligno em nossas vidas? Depende...

Se estamos em PECADO MORTAL, devemos temer muitíssimo, pois estamos sem defesas espirituais contra os ataques do demônio. Uma pessoa que está em pecado mortal e não se arrepende e nem busca a Confissão é como um soldado em campo de batalha, sem armas, sem escudo e sem armadura.

Mas se estamos em ESTADO DE GRAÇA, ou seja, com a alma livre de todo pecado mortal, não temos nada a temer, pois “tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus” (Rom 8,28). O demônio ronda e tenta constantemente as almas que estão em estado de graça, mas seu poder de ação sobre elas é limitadíssimo, pois elas estão cheias do Espírito Santo. Entretanto essas almas devem permanecer atentas e zelosas, pois "quem pensa estar de pé veja que não caia" (I Cor 10,12).

Há um episódio na vida de Santa Teresinha do Menino Jesus que ilustra muito bem essa realidade. Ela conta, em sua "História de uma Alma", sobre um sonho que teve quando era criança:

"Sonhei uma noite que saía a passear sozinha pelo jardim. Chegando ao pé dos degraus que precisava subir para ali chegar, me detive tomada de pavor. Diante de mim, rente ao caramanchão, havia uma barrica de cal e sobre a barrica dançavam, com espantosa agilidade, dois medonhos diabinhos, não obstante os ferros de engomar que tinham nos pés. De chofre lançaram sobre mim seus olhares chamejantes, mas ao mesmo instante, parecendo muito mais assustados do que eu, precipitaram-se da barrica abaixo e foram esconder-se na rouparia que ficava defronte. [...] Lá estavam os míseros diabinhos a correr por sobre as mesas, não sabendo o que fazer para se esquivarem do meu olhar. De vez em quando chegavam até a janela, e olhavam com um ar inquieto, se eu ainda estava lá e como sempre me avistassem, começavam a correr de novo como desatinados.

"Sem dúvida, este sonho nada tem de extraordinário, acredito, no entanto, que o Bom Deus permitiu que guarde sua lembrança, a fim de me provar que uma alma em estado de graça nada deve temer dos demônios, que são uns medrosos, capazes de fugir diante do olhar de uma criança...”.

Viram? Quem tem consciência da doce e poderosa Presença de Jesus em sua vida não precisa andar obcecado pela figura do demônio. A ação do mal é devastadora no mundo e nos corações, mas isso porque muitos se abrem a essa ação, por não estarem nem ai para a vida de oração, para a caridade e por não rejeitarem seus pecados.

É um tanto frustrante ver bons cristãos focados em excesso na figura do demônio e em suas possíveis artimanhas. Esse povo anda se impressionando demais com livros e videos de padres exorcistas! Não é que não se deva dar ouvidos aos exorcistas, mas é preciso ter equilíbrio para não se deixar afeitar por suas palavras a ponto de viver atormentado e angustiado com a ação do demo em toda parte. 

É a liberdade e a paz da amizade com Cristo que deve ser o centro de nossa vida espiritual, e não o medo permanente e doentio do capeta. 

Parem de ficar remoendo histórias tenebrosas de possessão, contaminação espiritual etc., e foquem mais na oração, no jejum, na penitência e nas obras de misericórdia, para libertar a alma dos vícios e pecados. Isso sim é eficaz contra o mal!

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No último domingo, na Bienal do Rio, o Cardeal Orani Tempesta acompanhou a sessão de autógrafos do nosso livro "As Grandes Mentiras sobre a Igreja Católica", no estande na Editora Planeta. Muito obrigado a todos que foram lá nos dar um abraço!

Influenciada pela Tia Teteca da escolinha e pela TV, eu cresci achando que o fato de nos países mais ricos a taxa de nascimentos ser baixa era uma das principais causas de sua prosperidade. Ou seja, muitos bebês seriam não uma bênção, como a Bíblia ensina, mas sim sinônimo de atraso e pobreza para as famílias e para a nação.

Ler bons livros e artigos, em vez de me conformar com a papinha emburrecedora das escolas e da mídia de massas, me ajudou a entender que uma coisa (baixa natalidade) não levava à outra (riqueza do país).

Os países de “primeiro mundo” foram os primeiros a estimular amplamente o consumo de anticoncepcionais e permitir o amplo acesso ao aborto. Creio que até as pessoas mais alienadas já perceberam que, hoje, esses países estão promovendo uma política inversa: os governos estão gastando somas estratosféricas para oferecer benefícios e vantagens para as mulheres e casais que se dispõem a ter mais filhos. Afinal, se as coisas continuarem desse jeito, o colapso na economia será inevitável.

O governo da Coreia do Sul gastou cerca de 70 BILHÕES DE DÓLARES na última década na tentativa de aumentar a taxa de natalidade do país. O investimento envolve ajuda financeira por cada criança nascida, aumento da licença paternidade/maternidade e pagamento de tratamentos de infertilidade (inclusive fertilização in vitro). (Fonte: BBC)

Em 2015, o governo da Dinamarca apelou: lançou um vídeo na TV estimulando as senhoras idosas a incentivarem seus filhos adultos a viajarem para lugares mais quentes, que são mais favoráveis para despertar o interesse sexual. No vídeo da campanha, as velhinhas tristes e solitárias estão praticamente implorando que seus filhos façam sexo e lhe deem netos (Fonte: Independent).

A Alemanha está recebendo milhões de imigrantes muçulmanos – com uma cultura incompatível com a sua – de braços abertos. É o desespero de um país que sabe que seu povo não vai dar conta de procriar o mínimo suficiente nos próximos anos para manter a economia de pé.

Em 1920, durante o regime ateu comunista, a Rússia foi o primeiro do mundo a permitir o aborto até a 12ª semana de gravidez, por qualquer motivo. Hoje, o país vive uma crise populacional, e tem o maior número de abortos por mulher em idade fértil no mundo.

Mas em nenhum lugar a crise demográfica parece ser tão crítica quanto no Japão, terceira maior economia do mundo. No país em que boa parte das pessoas cumpre uma jornada de 11 a 16 horas de trabalho por dia, as pessoas vivem exaustas e não encontram tempo nem disposição para se dedicar ao namoro, ao matrimônio e aos filhos. E as vendas de fraldas para adultos já superam as vendas de fraldas para bebês.

Mary Brinton, socióloga de Harvard, explica a situação no Japão: "Um envelhecimento da população significará maiores custos para o governo, a escassez de fundos de previdência e previdência social, a escassez de pessoas para cuidar dos idosos, o lento crescimento econômico e a escassez de jovens trabalhadores".

Os países mais ricos estão dando marcha a ré em sua política antinatalista. E quanto aos casais católicos? Vão se abrir para a Palavra de Deus e para a voz da Igreja, que pede uma família numerosa, ou vão continuar fechados na conveniência mundana do filho único ou de dois filhos, no máximo?

Leia também:

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Inquisição Espanhola é praticamente sinônimo de Tomás de Torquemada. É interessante que um frei que exerceu a função de inquisidor-mor por apenas 13 anos (de 1483 a 1496) tenha marcado tão fortemente a história de uma instituição que existiu por quase 400 anos.

Quem era o frei dominicano Torquemada? Um monstro? Um sádico? Um perverso amante da tortura? Na, verdade, as evidências históricas apontam para um perfil bem distante disso: “Poucos homens na história foram mais cruelmente caricaturizados pela ignorância e malícia do que esse modesto homem de oração”, diz William Thomas Walsh. Ao que parece, era um homem gentil, com sincera disposição de em tudo imitar Jesus Cristo.

Suas numerosas cartas nos permitem ver a personalidade de um homem firme, mas sereno e justo. Ele tinha 63 anos quando assumiu o cargo de inquisidor-mor. Antes disso, por vinte anos, foi um exemplar diretor do monastério de Valladolid. Era mais rigoroso consigo próprio do que com seus irmãos subordinados: nunca comia carne e dormia sobre uma tábua.

Os reis católicos doaram a Torquemada grandes somas de dinheiro, mas ele era completamente desapegado. Gastou tudo em obras de caridade, além de construção e reforma de mosteiros. Além de ser incorruptível, procurava garantir que os inquisidores fossem todos íntegros: “Ele proibiu os Inquisidores e outras pessoas ligadas ao Santo Ofício de receber presentes, sob pena de excomunhão, demissão, restituição e multa em dobro”.

As boas condições das prisões da Inquisição na Espanha eram, em grande parte, graça à sua influência. Torquemada insistia para que as prisões fossem limpas e bem ventiladas, e fazia todos garantir os direitos legais dos acusados.

Quando uma pessoa era queimada como herege, todos os seus bens eram confiscados, não restando absolutamente nada de herança para seus filhos. Essa medida de extrema dureza foi amenizada por ninguém mais ninguém menos do que o “terrível” Tomás de Torquemada. Ele estabeleceu que, caso os filhos do falecido fossem menores de idade, uma parte de sua propriedade seria destinada a eles, e deveria haver um cuidado especial para que sua educação fosse assumida por boas pessoas.

Mas não adianta: a Tia Teteca da escolinha tem um poder de influência imenso, e uma capacidade incansável de ensinar clichês. Torquemada continuará, pleos séculos adiante, sendo lembrado com um homem cruel. Acho que até que basta dizer o nome dele para acender uma fogueira... como mágica!

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A referência bibliográfica para a redação deste artigo é o livro "Isabella of Spain", de William Thomas Walsh.

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Neste domingo, dia 10/09, estaremos autografando o nosso livro "As Grandes Mentiras sobre a Igreja Católica" na Bienal do Livro do Rio, no stand da editora Planeta!

Recentemente, publicamos na nossa fanpage a foto da máscara de silicone que cobre os restos mortais de Padre Pio (foto acima). Informamos na legenda que ela cobre o rosto do santo, que está parcialmente decomposto. Essa simples informação desencadeou decepção, comentários duvidando da qualidade de nossas fontes e um monte de gente ofendida.

Vejam que fato curioso: JAMAIS nenhuma autoridade da Igreja declarou que o corpo de Padre Pio está milagrosamente incorrupto. No entanto, diversos sites católicos divulgam essa “informação” e levam milhões de pessoas a crerem piamente nisso.

Portanto, em respeito a todos que acompanham nosso trabalho, apresentamos agora o parecer dos PERITOS DO VATICANO sobre o corpo do nosso venerado Padre Pio.

Nossa fonte é uma entrevista realizada por Stefano Campanella, jornalista, escritor e diretor da Tele radio Padre Pio e da Padre Pio TV. Os entrevistados são os membros de comissão de peritos designados pelo Tribunal Eclesiástico para esse assunto.

EM QUE CONDIÇÕES O CORPO FOI ENCONTRADO APÓS A EXUMAÇÃO?

Quem responde a essa dúvida é Nazzareno Gabrielli, perito do Vicariato de Roma pela conservação dos santos e bioquímico a serviço da Santa Sé. Vejam o nível da autoridade: além do corpo de Padre Pio, Gabrielli cuidou dos restos mortais de Santa Clara de Assis, São João XXIII, Pio IX e Pio X. Tá bom pra vocês?

Gabrielli explicou que, ao abrir o caixão de Padre Pio, foi verificado que:

  • a pele do rosto ainda existia;
  • ainda havia orelhas e lábios;
  • havia barba e bigode;
  • não havia mais olhos nem nariz;
  • a cabeça, o tronco e a bacia estavam em boas condições;
  • os membros inferiores estavam muito deteriorados.

O que mais surpreendeu todos os membros da comissão durante o exame do corpo foi a ausência absoluta de maus odores.

Segundo o bispo diocesano Mons. Domenico D’Ambrosio, que acompanhou a exumação, a parte superior do crânio estava parcialmente esquelética, o queixo estava perfeito e o resto do corpo estava bem preservado (Fonte: Il Tempo). Na foto abaixo, é possível ver que as mãos do corpo de Padre Pio estão bastante deterioradas.

O CORPO RECEBEU ALGUM TRATAMENTO APÓS A EXUMAÇÃO?

Sim, o corpo do Padre Pio recebeu tratamento químico para permanecer preservado após a exumação. Gabrielli revelou que foi aplicada “uma solução de elevada concentração de formalina em álcool”. O procedimento foi completado com creosoto, ácido benzóico e essência de turpentina.

O corpo foi envolvido com faixas embebidas em uma solução química embalsamadora, com exceção da cabeça. Depois foi colocado sobre um colchão cheio de gel sílica, para absorver a umidade.

Por fim, foi colocado dentro de uma urna com tecnologia especial: o ar dentro dela foi substituído por nitrogênio, o que evita qualquer processo oxidativo e inibe o desenvolvimento de microflora bacteriana e fungos aeróbicos.

FOI VERIFICADO ALGO DE SOBRENATURAL SOBRE AS CONDIÇÕES DO CORPO?

Quem responde a essa pergunta central é Orazio Pennelli, médico legista. De 1977 a 2005 ele foi diretor sanitário da Casa Sollievo della Sofferenza (Casa de Alívio do Sofrimento), hospital fundado por Padre Pio:

Espero não escandalizar ninguém ao afirmar que a esperança humana ficou decepcionada, mas penso que intimamente cada um de nós nutre a ideia de que seu corpo está incorruptível ou pelo menos que foi descoberto algum sinal sobrenatural. Infelizmente, as transformações naturais, apesar de terem mantido o seu semblante humano, aniquilaram todos os vestígios dos "selos sagrados" que o Senhor imprimiu no "corpo" que durante meio século envolveu a "verdadeira essência da Cruz" e que era o "crucifixo de imensos dons espirituais".

Em outras palavras: intimamente, ele alimenta a esperança de que há algum fator sobrenatural em relação aos restos mortais de Padre Pio. Mas como cientista ele não possui nenhum indício para afirmar isso.

É isso, irmãos! Padre Pio foi um homem de santidade estupenda, com a vida cercada de intensos sofrimentos e humilhações. Também manifestou diversos dons extraordinários e fez muitos milagres. Por isso alimentar ilusões sobre seus restos mortais é algo absolutamente desnecessário, e não ajuda ninguém a ser um cristão melhor.

Não sejamos como certos tipos de protestantes, ávidos por crer no primeiro evento sobrenatural que lhes anunciam. A fé católica é acima de tudo o chamado a ser santos na banalidade do cotidiano. Há numerosos e belíssimos eventos sobrenaturais que cercam o catolicismo - o Santo Sudário, por exemplo, é uma relíquia impossível de ser explicada pela Ciência. Mas sejamos sempre equilibrados e prudentes em relação a milagres que a Igreja não confirma. 

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Para ler na íntegra, em italiano, a entrevista de Stefano Campanella, clique aqui.

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