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O Catequista

O Catequista

Oi Povo Católico!

Programa novo, Povo Católico!!! Daniel Araújo, que você já conhece da seção "Catelivros", apresenta A Fantástica Biblioteca do Bardo!

Neste programa você vai descobrir a importância da ficção na catequese e vai conhecer a saga do detetive mais famoso da literatura católica: Padre Brown! De quebra, ainda falamos de Chesterton, um dos maiores pensadores católicos de todos os tempos.

Comente aí o que achou e diga pra gente que obras e autores você quer ver no programa!

Seja santo, Povo Católicooo!!!

Papa Francisco lançou mais uma Exortação Apostólica e, mais uma vez, estamos aqui para te ajudar a destrinchar e aproveitar tudo da melhor maneira. 

O nome deste novo documento é GAUDETE ET EXSULTATE ("Alegrai-vos e Exultai", como em Mt 5, 12) e mais uma vez o Papa mostra estar em perfeita sintonia com o que está acontecendo com a sua Igreja. Toda a nova exortação é dedicada nos chamar à nossa verdadeira vocação: a santidade. 

"Ele (o Senhor) nos quer santos e não espera que nos conformemos com uma existência medíocre, aguada, liquefeita."

- Papa Francisco em Gaudete et Exsultate (1)

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CAPÍTULO I - O CHAMADO À SANTIDADE

Francisco recorda o que é verdadeiramente a santidade. Com o tempo, os membros da Igreja talvez tenham perdido a noção da sua verdadeira missão, por acreditarem que ser santo é algo reservado apenas para quem morre "bonzinho", e não algo para ser vivido no mundo atual.

Sobre isso, o Papa nos recorda que os santos que estão no Céu, estão em pleno relacionamento conosco, porém, também devemos prestar atenção aos santos que estão próximos de nós, na "porta ao lado".

"Eu gosto de ver a santidade no povo de Deus: nesta perseverança para seguir adiante dia a dia, vejo a santidade da Igreja Militante. A santidade da 'porta ao lado'; 'a classe média da santidade'."

"Não se trata de desanimarmos ao contemplar modelos de santidade que nos parecem inalcançáveis."

- Papa Francisco em Gaudete et Exsultate (7 e 11)

Com estas palavras, Francisco mostra que a santidade é um chamado para todos. Não apenas para os mártires, para os que dão a vida pelo outro ou para aqueles que conseguem viver as virtudes em níveis heroicos. É para todos, da forma como nos seja possível.

Devemos nos esforçar para sermos santos dentro da nossa realidade, que pode significar simplesmente fazer bem o nosso trabalho ou cuidar bem da nossa família. O Papa mostra a pequena via da santidade (como Santa Teresinha já havia feito) quando cunha a expressão "classe média da santidade", e mostra que não precisamos nos sentir excluídos do chamado porque olhamos para modelos que nos parecem inalcançáveis.

A santidade é um chamado para todos!

 

CAPÍTULO II - DOIS SUTIS INIMIGOS DA SANTIDADE

No segundo capítulo são apresentados os grandes vilões de quem busca ser santo nos dias de hoje: o neo-gnosticismo e o neo-pelagianismo. Se você acha que já ouviu falar disso em algum lugar, sua impressão está correta! Há pouco mais de um mês (no dia 01/03), a Sagrada Congregação para Doutrina da Fé lançou um documento falando justamente sobre esses temas. E, claro, nós de O Catequista já destrinchamos tudo e você pode ler clicando aqui.

Sobre o novo gnosticsismo:

"De fato, se trata de uma superficialidade vaidosa: muito movimento na superfície da mente, mas não move e nem comove a profundidade do pensamento."

- Papa Francisco em Gaudete et Exsultate (38)

Sobre o novo pelagianismo:

"Quando se dirigem aos mais frágeis dizendo que tudo se pode com a Graça de Deus, no fundo querem transmitir a ideia de que tudo se pode com a vontade humana"

"Muitas vezes, contra a vontade do Espírito, a vida de Igreja se converte em uma peça de museu, algo para poucos."

- Papa Francisco em Gaudete et Exsultate (49 e 58)

 

CAPÍTULO III - À LUZ DO MESTRE

Francisco explica passo a passo a grande receita para a santidade: as bem-aventuranças. E destaca o que ele chama de "Grande Protocolo", que é a atenção aos mais pobres, às periferias espirituais, que são a grande tônica do pontificado de Francisco.

AGORA PRESTE ATENÇÃO! Nesta parte da exortação, o Papa aproveita para deixar clara sua posição: explica a sua preferência pelos pobres e critica quem acha que isso é comunismo!

"Lamento que às vezes as ideologias nos levem a erros nocivos. Por uma parte, o dos cristãos que separam as exigências do Evangelho da sua relação pessoal com o Senhor, da união interior com Ele, da sua graça.

Também é nocivo e ideológico o erro de quem vem suspeitando do compromisso social dos demais, considerando algo superficial, mundano, secularista, inmamentista, comunista, populista. A defesa do inicente que não nasceu, por exemplo, deve ser clara, firme e apaixonada. Mas igualmente sagrada é a vida dos pobres que já nasceram, que vivem na miséria."

- Papa Francisco em Gaudete et Exsultate (100 e 101)

Recado dado. Límpido e claro. Quem tiver ouvidos, que ouça...

Ainda neste capítulo, o Papa fala do poder de entorpecimento das redes sociais e da quantidade de informação que recebemos todos os dias. Também cita o consumismo, como já fez várias vezes, ao falar sobre a Cultura do Descarte.

"O consumismo hedonista nos impõe um fardo. Também o consumo de informação superficial e as formas de comunicação rápida e virtual podem ser um fator de entorpecimento que leva todo o nosso tempo e nos afasta da carne sofredora dos irmãos."

- Papa Francisco em Gaudete et Exsultate (108)

 

CAPÍTULO IV - ALGUMAS NOTAS SOBRE A SANTIDADE NO MUNDO ATUAL

É um capítulo dedicado a explicar as cinco características que o Papa considera indispensáveis para a caminhada rumo à santidade. São elas:

  • Perseverança, paciência e mansidão
  • Alegria e senso de humor
  • Audácia e fervor
  • Vida comunitária
  • Oração constante

Segundo o pontífice, esses são antídotos para os males do homem do nosso tempo, que ele chama de "riscos e limites da cultura de hoje".

"(...) a ansiedade nervosa e violenta que nos debilita; a negatividade e a tristeza; a acídia (preguiça espiritual) cômoda, consumista e egoísta; o individualismo, e tantas formas de falsa espiritualidade sem encontro com Deus, que reinam no mercado religioso atual."

- Papa Francisco em Gaudete et Exsultate (111)

 

CAPÍTULO V - COMBATE, VIGILÂNCIA E DISCERNIMENTO

Uma verdadeira direção espiritual para quem deseja levar à sério o chamado à santidade!!!! Vale muito a pena destacar este capítulo em especial, e trabalhá-lo dentro do seu movimento, comunidade ou mesmo com seu diretor espiritual.

O Papa propõe um combate contra as tentações do demônio para que seja possível anunciar verdadeiramente o Evangelho.

"A vida cristã é um combate permanente. Se requer força e valentia para resistir as tentações do demônio e anunciar o Evangelho. Esta luta é muito bela, porque nos permite celebrar cada vez que o Senhor vence em nossa vida."

- Papa Francisco em Gaudete et Exsultate (158)

 

E FINALIZANDO...

Francisco fez uma grande Exortação Apostólica. Lembrando o caminho de santidade que Cristo estabeleceu há 2000 anos: as bem-aventuranças. E lembra que este não é um caminho apenas para pessoas muito especiais, mas um chamado a todos nós, principalmente através da "pequena via", de que Santa Teresinha já falava.

A santidade não é um prêmio para quem morre bonzinho, é um serviço urgente para a Igreja de Cristo.

Sejam santos!

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OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: este artigo foi escrito antes da liberação da versão do documento em português. A tradução é nossa, portanto, pode ter pequenas diferenças em relação ao documento original.

Para ler a exortação na íntegra, vá em: http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/apost_exhortations/documents/papa-francesco_esortazione-ap_20180319_gaudete-et-exsultate.html

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Na próxima quinta, dia 12 às 19h, tem o LANÇAMENTO OFICIAL DO NOSSO NOVO LIVRO: As Verdades que nunca te contaram sobre a Igreja Católica! Será na Livraria Saraiva do Botafogo Praia Shopping (no RJ), pertinho do Metrô Botafogo! Esperamos você lá! Convide os amigos...

Ei... quer que façamos um evento de lançamento aí na sua cidade? Então deixe a sugestão nos comentários!!! A gente quer conhecer todos vocês!

Namastreta, Povo Católico!!!!

Mais uma edição do seu programa favorito! Mais uma vez respondendo a tretas dos nossos tretespectadores.

Neste programa vamos falar sobre SANTOS INCORRUPTOS e você vai descobrir o que é mito, o que é realidade e o que ainda é dúvida nesse tema. É um tema surpreendente que rende muita discussão e sobretudo muita tretaaaaaaaaaa!

Vem com a gente! Vamos desenjujubar o mundo!

Oi Povo Católico!

O Vaticano lançou hoje uma carta direcionada aos bispos (extensível a todos os fiéis), mas acalme-se... ela não tem nenhuma relação com a treta da CNBB que temos acompanhado nos últimos dias. Ela já estava prevista há algum tempo, bem antes da divulgação das denúncias. Porém parece ter sido escrita mesmo sob medida: os temas dos quais ela trata talvez estejam na raiz de toda a confusão que vivemos hoje.

A carta foi assinada por Dom Luis Ladaria, teólogo jesuíta que hoje é o Prefeito da Sagrada Congregação para Doutrina da Fé. Esse cargo que foi ocupado por Bento XVI na época do papado de São João Paulo II, e por Dom Giacomo Morandi, secretário do mesmo órgão. Essa congregação é a herdeira do “Santo Ofício” e tem por função zelar pela doutrina da Igreja e pela sua aplicação.

O documento, intitulado Placuit Deo (“Decisão de Deus” – tradução nossa), é bastante sucinto e chama atenção para o perigo da revolução cultural que estamos vivendo. Chama atenção particularmente para o crescimento, entre os fiéis, de novas versões das heresias pelagiana e gnóstica.

Meu deeeeeels... o que é isso? Relaxa... vamos explicar.

O PERIGO GNÓSTICO

Os gnósticos entendem que a matéria é algo essencialmente mal e pregam uma salvação totalmente desencarnada da realidade. Vai contra o ensinamento católico, porque a Igreja nos ensina que a santificação não é algo fora do mundo real, mas é para ser vivida dentro da realidade cotidiana. Vamos encontrar essa postura na “nova era”, que está absolutamente entranhada na cultura atual. Como a própria carta explica:

“...difunde-se a visão de uma salvação meramente interior, que talvez suscita uma forte convicção pessoal ou um sentimento intenso de estar unido a Deus, mas sem assumir, curar e renovar as nossas relações com os outros e com o mundo criado. Com esta perspectiva, torna-se difícil compreender o significado da Encarnação do Verbo, através da qual Ele se fez membro da família humana, assumindo a nossa carne e a nossa história, por nós homens e para a nossa salvação.” 

Carta Placuit Deo (2)

Identificou os amiguinhos? Pois é... esse povo que acha que a bondade (entendida de forma superficial e sentimental) é a única coisa que interessa, que “Deus é amô” e todas essas jujubagens está sendo profundamente influenciado por essa heresia. E, como a carta diz, isso faz com que a encarnação do Verbo perca totalmente o sentido. Afinal, se o que importa é o “amô no corrassaum”, por que Deus se submeteu ao sacrifício da Cruz?

Bastaria ter lançado flores do céu e todos seríamos salvos... só que não.

O PERIGO PELAGIANO

A heresia foi criada por Pelagius, um monge francês. Resumidamente, ele dizia que o homem nasce neutro e pode chegar aos Céus apenas pelos seus esforços. Nesses termos, a graça de Deus ajuda bastante na salvação, MAS NÃO É NECESSÁRIA!

Ai que loucura! Ai que absurdo! Aike Batista! Sobre isso, a carta diz:

“...o individualismo centrado no sujeito autônomo, tende a ver o homem como um ser cuja realização depende somente das suas forças. [3]Nesta visão, a figura de Cristo corresponde mais a um modelo que inspira ações generosas, mediante suas palavras e seus gestos, do que Aquele que transforma a condição humana, incorporando-nos numa nova existência reconciliada com o Pai e entre nós, mediante o Espírito (cf. 2 Cor 5,19; Ef 2,18).”

Carta Placuit Deo (2)

E aí entram nossos amiguinhos que imaginam que o mero esforço humano de imitação de “conceitos” trazidos por Cristo leva à Salvação. Estão aí todas as formas de ideologização da vida cristã, seja à esquerda, com a “Teologia da Libertação”, seja à direita.

A VERDADEIRA SALVAÇÃO

A carta reconhece que esses erros surgem quando o homem, diante do desejo verdadeiro e justo do pelo sentido da sua vida se vê “enganado” por uma cultura do descarte, que propõe soluções fáceis e sem sacrifício. Confundimos a verdadeira felicidade com as alegrias passageiras e a Paz de Cristo com o bem-estar social e econômico.

“O homem percebe, direta ou indiretamente, de ser um enigma: eu existo, mas quem sou eu? Tenho em mim o princípio da minha existência? Toda pessoa, a seu modo, procura a felicidade e tenta alcançá-la recorrendo aos meios disponíveis. No entanto, esse desejo universal não é necessariamente expresso ou declarado; ao contrário, esse é mais secreto e oculto do que parece, e está pronto a revelar-se diante de situações específicas. Com frequência, tal desejo coincide com a esperança da saúde física, às vezes assume a forma de ansiedade por um maior bem-estar econômico, mais difusamente expressa-se através da necessidade de uma paz interior e de uma convivência pacífica com o próximo.”

Carta Placuit Deo (5)

Por fim, a solução proposta por Dom Ladaria e Dom Giacomo Morandi é a retomada do verdadeiro sentido de “ser Igreja”, que é completamente diferente de fazer barulho com disputas ideológicas. A verdadeira eclesiologia está em viver a comunidade e os sacramentos com a profunda certeza da Presença de Cristo.

 “O lugar onde recebemos a salvação trazida por Jesus é a Igreja, comunidade daqueles que, tendo sido incorporados à nova ordem de relações inaugurada por Cristo, podem receber a plenitude do Espírito de Cristo (cf. Rom 8,9). Compreender esta mediação salvífica da Igreja é uma ajuda essencial para superar qualquer tendência reducionista. De fato, a salvação que Deus nos oferece não é alcançada apenas pelas forças individuais, como gostaria o neo-pelagianismo, mas através das relações nascidas do Filho de Deus encarnado e que formam a comunhão da Igreja. Além disso, uma vez que a graça que Cristo nos oferece não é, como afirma a visão neo-gnóstica, uma salvação meramente interior, mas que nos introduz nas relações concretas que Ele mesmo viveu, a Igreja é uma comunidade visível: nela tocamos a carne de Jesus, de maneira singular nos irmãos mais pobres e sofredores. Enfim, a mediação salvífica da Igreja, «sacramento universal de salvação»,[19]assegura-nos que a salvação não consiste na auto-realização do indivíduo isolado, e, muito menos, na sua fusão interior com o divino, mas na incorporação em uma comunhão de pessoas, que participa na comunhão da Trindade.”

Carta Placuit Deo (12)

A Igreja não é um mero sinal de Deus ou uma mera comunidade humana, mas a única mediadora da Salvação trazida por Cristo através da sua Cruz. Ou pertencemos a ela e à sua unidade, verdadeiramente convictos disso, ou ficaremos apenas desperdiçando tempo e energia em cruzadas de facebook, jujubagens pastorais e comícios com cara de liturgia.

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Você pode ler o documento completo em português no Site do Vaticano: http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_20180222_placuit-deo_po.html

Oi Povo Católico!

Hoje retomamos a nossa coluna sobre literatura! A partir de hoje, Daniel Araújo começa a colaborar para o nosso site com dicas fantásticas de literatura! Aproveite...

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E aí, católico, que livros você tem lido?

Se você tem algum hábito de leitura e está interessado na sua fé, eu posso chutar com algum grau de certeza: algum livro de doutrina, apologética, ou talvez espiritualidade.

Digo isso porque fiz uma pesquisa recente.

Soltei um formulário do Google em um grupo e uma página católica, perguntando sobre os hábitos de leitura do pessoal. Coisa simples, quatro perguntinhas. Quase 2 mil pessoas participaram. O resultado?

Mais de 65% respondeu que costuma ler “Doutrina”. Sobre o que eles buscam com a leitura, também 65% respondeu “me aprofundar na doutrina”. Logo atrás “estudar, aumentar minha cultura”.

E tudo isso é muito bom, sem dúvida! Que o povo esteja sedento por doutrina e espiritualidade, principalmente os jovens, é um sinal maravilhoso de mudança. Coisa de dez anos atrás isso seria muito difícil. Vinte anos atrás, impossível. Ainda mais em um país onde quase ninguém lê.

Mas muitos encaram isso como uma cruzada cultural. “Não vou perder tempo lendo historinhas enquanto não terminar a obra de Santo Tomás” (não ouvi exatamente essas palavras, mas tenho um amigo que simplesmente não compra livros que não sejam filosofia e teologia).

E a verdade é que nós temos muito a ganhar lendo boa ficção. Boas histórias. Os catolicíssimos Tolkien e Chesterton não escreveram coisas como O Senhor dos Anéis e as histórias do Padre Brown para nos distrair da catequese, não é verdade?

Por isso queria apontar três motivos para você reservar um tempo para os elfos entre Santo Tomás e Bento XVI:

 

1 – Histórias nos ajudam com nossos dilemas morais.

Chesterton disse que os contos de fadas são reais não porque ensinam que dragões existem, mas porque mostram que eles podem ser vencidos.

Esse é um grande poder das histórias. Elas educam nossa mente, nossa imaginação, para o certo e o errado.

Nós podemos fazer um estudo de teologia moral e aprender as fórmulas, a teoria. Mas a vida é cheia de situações complexas, onde não é fácil discernir o que devemos fazer. Ver os dilemas de um Bilbo Bolseiro em O Hobbit (abandonar o Condado atrás de um tesouro? deveria ter matado o Smeagol?) iluminam nossos próprios dilemas e decisões difíceis.

Sim, muitos problemas do Brasil poderiam ser resolvidos se tivéssemos melhor interpretação de texto e os pais voltassem a ler histórias para os filhos antes de dormir.

 

2 – Ler ficção é um gancho para evangelizar.

Honestamente, se você só ler escolástica, Royo Marin, patrística, como você vai conseguir ter assunto com aquele colega perdido da faculdade?

“Cara, você não sabe o que eu li no Compêndio de Teologia Ascética e Mística!”

O cara vai cochilar antes de você terminar de falar o nome do livro.

Por outro lado, com muita gente, funciona conversar sobre uma boa história. Mesmo algo que pareça mais confessional (como é o caso das histórias do Padre Brown) tem uma abertura maior com ateus, agnósticos e pessoas não simpáticas a Igreja (o padre detetive do Chesterton, por exemplo, recebeu elogios do comunista Antonio Gramsci).

E como as histórias carregam verdades morais, é mais fácil conduzir os rumos da conversa para uma reflexão edificante. Além, é claro, de podermos recomendar bons autores para os amigos que gostam de ler. Não foi pouca gente que se converteu lendo ficção!

 

3 – Dá para catequizar!

“Se realmente ler os contos de fadas, você observará que uma ideia os percorre de uma ponta a outra – a ideia de que a paz e a felicidade só podem existir com alguma condição”.

Isso não lembra, por exemplo, um casal no paraíso que podia comer de todos os frutos, exceto de uma árvore em particular?

Pois é. As histórias podem, e devem ser usadas para ilustrar algumas das verdades de fé. E quem começou com isso foi o próprio Cristo!

Parábolas como a do filho pródigo ou a do bom samaritano, que aquecem o coração e encantam até mesmo pessoas distantes da fé, carregam verdades morais e espirituais.

É algo que funciona principalmente com as crianças. C.S. Lewis escreveu As Crônicas de Nárnia justamente para levar uma alegoria cristã ao público infantil (sim, naquele tempo as crianças liam esses livrões. Outros tempos!)

Citamos aqui alguns motivos para você enxergar utilidade na leitura de ficção, mas não vamos esquecer do principal motivo: é um lazer edificante, um entretenimento saudável. Também precisamos de descanso, e antes um livro do que as bobagens na televisão.

Mas talvez esteja difícil encontrar ficção de qualidade? É verdade. O mercado editorial hoje está mais preocupado em “lacrar” do que em trazer boas histórias. Não está tão diferente da televisão, afinal.

Por isso meu próximo texto trará sugestões de bons livros para quem quer consumir boa literatura.

Aguardem!

Feliz Natal, Povo Católico!

Natal é tempo de amor, comemoração e... TRETA! Oi? Como assim? Pois é. Neste ano, a coincidência entre a véspera de Natal e o último domingo do Advento provocou uma treta canônico-catequetico-litúrgica! E agora o mundo católico está parado, pensando: “em quantas missas terei que ir neste final de semana?”

Antes de tudo, queremos agradecer a gentil consultoria de Monsenhor Costa Couto (sacerdote da Arquidiocese do Rio de Janeiro) e de Vítor Pimentel Pereira, Mestre em Direito pela UERJ com Especialização em Direito Canônico pela Universidad Austral de Buenos Aires (ele tem um blog sobre Direito Canônico e esta treta está lá também. Você pode ler clicando aqui).

Outra coisa importante a dizer é que toda essa discussão é de uma pobreza fantástica. Nosso interesse nela deve ser o de compreender as diversas correntes de opinião para entender melhor a questão do preceito. Se você está lendo esse post só pra saber se pode economizar uma Missa no final de semana... tsk tsk tsk... faça um bom exame de consciência e se entender que essa atitude é por falta de fé, por favor, procure se confessar para celebrar dignamente o Natal do Senhor!

Agora se você está lendo só pra ver a treta mesmo... #TamuJunto. E vamos então à pergunta-treta da semana!

Tudo começa quando a gente percebe que o domingo será véspera do Natal. E se pergunta, malandramente, se podemos cumprir os dois preceitos (o do último domingo do Advento e o do Natal) em uma missa só. Bem... todo mundo já deu suas respostas por aí e nós vamos dar também: Sim... dá pra cumprir os dois preceitos em uma missa só, desde que seja na tarde do domingo, véspera de Natal. 

Mas baseado em que estamos falando isso? Respostas no Catecismo da Igreja Católica. Vamos lá: o parágrafo 2180 (seção sobre o mandamento “Guardar Domingos e Festas de Preceito”) tem tudo o que precisamos.

2180. O mandamento da Igreja determina e precisa a lei do Senhor: «No domingo e nos outros dias festivos de preceito, os fiéis têm obrigação de participar na missa» (102). «Cumpre o preceito de participar na missa quem a ela assiste onde quer que se celebre em rito católico, quer no próprio dia festivo quer na tarde do antecedente» (103).

- Catecismo da Igreja Católica n 2180 (equivalente ao cânon 1248 do Código de Direito Canônico)

Em suma, para cumprir o preceito do domingo e dias festivos precisamos:

  • ir à missa;
  • em qualquer lugar;
  • que o rito celebrado seja católico;
  • que o rito seja no próprio dia ou na tarde da véspera.

Repare que não existe mais nenhum tipo de condição! Não se está falando sobre qual liturgia assistir e sobre a quantidade de preceitos que se está cumprindo. A questão parece muito mais simples do que toda essa discussão sugere. 

Daí já temos uma aprendizado importante que provoca muita confusão. O preceito tem a ver com a sua atitude de católico: de guardar o dia e ir à missa. Não tem necessariamente a ver com a sua capacidade de analisar a liturgia e entender se ela está correta ou não. Até porque podem existir ocasiões em que a liturgia do domingo será modificada em uma diocese ou até mesmo em uma única paróquia (por conta do padroeiro, por exemplo). Sem falar que, o “onde quer que se celebre um rito católico” permite a você participar de diversas liturgias que necessariamente serão diferentes entre si. Basta lembrar que a forma extraordinária do Rito Latino (a Missa Tridentina) segue um calendário diferente do utilizado pela forma ordinária (Missa Nova) e cumpre o preceito dominical, mesmo quando há divergências.

Ok... ok... mas todos estão falando de uma consulta ao Vaticano feita em 1974 sobre o tema. Nela se apresentou a seguinte pergunta: 

“Se os fiéis que comparecerem à missa no sábado, 15 de agosto, cumprirão o duplo preceito de ouvir a missa no sábado, festa da Assunção, e do domingo, 16 de agosto”?

A resposta foi negativa e a justificativa foram...

O indulto pelo qual a faculdade é dada para cumprir a obrigação de comparecer à missa na noite de um sábado ou de um dia de festa de preceito é geralmente concedido com vistas a tornar mais fácil o cumprimento de tal preceito, sem prejuízo de cumprir cada dia santo do Senhor (Congregação para o Clero, Responso in USCCB, 35 Years of the BCL Newsletter, p. 450).

Vixe! E agora? Bem, agora é preciso saber que, até o Código Canônico de 1983, a possibilidade de cumprir o preceito na véspera era de fato um “indulto” - ou seja, uma exceção permitida em caso de impossibilidade de se cumprir o preceito no dia correto. Só que isso mudou. 

A partir de 1983, o Código de Direito Canônico absorveu esse indulto e o transformou em regra. Assim, hoje, todas as missas da véspera, a partir da tarde, cumprem o preceito do dia seguinte. Portanto não podemos levar esta consulta de 1974 a ferro e fogo, simplesmente porque de lá pra cá a regra que regia a questão foi alterada.

Enfim. A questão ainda é polêmica e, como existe a dúvida, não se pode cobrar dos fiéis um erro em matéria grave sem que a regra esteja absolutamente clara. Dentro do que é possível observar, basta ir à Missa do Galo para cumprir os dois preceitos.

Porém quem busca a santidade está mais preocupado em conseguir ir à missa diariamente do que em economizar seus encontros com o Senhor. Então, a melhor forma de aproveitar toda essa discussão é aprofundar nosso interesse em conhecer melhor a nossa ooutrina através do Catecismo da Igreja Católica e dos documentos da Igreja.

Aqui, o recomendado nunca é fazer o mínimo. O católico deve buscar a Eucaristia quantas vezes lhe for possível! É como o mandamento da Igreja que diz que somos obrigados a confessar e comungar pelo menos uma vez ao ano, na Páscoa. Ok... essa é a obrigação, mas moralmente, devemos fazer mais, muito mais... o máximo que pudermos!

Então, demos graças a Deus pela excelente oportunidade de ter três dias livres e poder se organizar para participar de todas as celebrações possíveis.

TENHAM TODOS UM SANTO NATAL! 

Apoia, Povo Católicoooooo!

Quem nos acompanha pelas redes sociais já viu que criamos uma campanha de Financiamento Coletivo para O Catequista na plataforma do Catarse (http://catarse.me/ocatequista)! Ela vai nos ajudar a ir além e criar ainda mais conteúdo. Nessa nova fase precisaremos muito (muito mesmo) da sua ajuda! Vamos usar este post para explicar tudo direitinho...

 

O QUE É ESSE TAL DE FINANCIAMENTO COLETIVO?

O Financiamento Coletivo é um nome bem bonito (e moderno) para uma coisa bem antiga: apoio através de doações. Quase todas as grandes empresas de comunicação católica são sustentadas através desse tipo de financiamento, mas também lá fora vemos grandes nomes "laicos" aderindo ao formato como Daily Mail e The New York Times.

A ideia é depender menos de anunciantes e mais do próprio público. Assim, é possível ser realmente livre para falar a verdade, sem se preocupar se os patrocinadores vão se incomodar com o conteúdo "politicamente incorreto".

Agora que você entendeu o que é o "Financiamento Coletivo", vale dizer que, no Brasil, já existem plataformas especializadas nesse tipo de financiamento. E a maior delas é o Catarse. Criando uma parceria com eles, garantimos um ambiente seguro e sem falhas para nossos apoiadores.

O CATEQUISTA ESTÁ COBRANDO PELA CATEQUESE?

Não! O Catequista é gratuito e sempre será. Foi a missão que abraçamos para nossa vida: catequizar, ao vivo por meio de pastorais, palestras, eventos e retiros, e também pela internet, por meio deste site, do Facebook, Instagram, Youtube, das rádios e do que mais aparecer. E fazemos tudo isso voluntariamente, doando o nosso tempo livre.

Muita gente acha que vivemos de O Catequista. Nada mais enganoso... trabalhamos normalmente e dividimos o restante do tempo entre a criação dos nossos 4 filhos (com mais um a caminho) e a Missão de O Catequista.

E esta campanha de financiamento nos ajudará justamente a ir além. Além do que fazemos hoje e além das nossas limitações de tempo e conhecimento.

ENTÃO, PARA ONDE IRÁ O DINHEIRO?

Além de pagar as contas de toda a missão (que são muitas), com o dinheiro do Financiamento Coletivo poderemos aumentar a produção e melhorar a qualidade. Será possível trazer profissionais que nos ajudem a fazer coisas que hoje fazemos na base do improviso, como a edição de áudio e vídeo. Poderemos fazer pelo menos um vídeo por semana e trazer o Catecast (nosso podcast) de volta!

Além disso, poderemos fazer muito mais: trazer novas atrações para O Catequista TV, postar as notícias e documentos que recebemos diariamente do Vaticano e até mesmo ajudar em eventos no mundo real, como seminários e manifestações que pressionem pelas nossas pautas no mundo político (combate ao aborto, ideologia de gênero e outros).

Ou seja... seu apoio vai fazer com que a Missão de O Catequista cresça ainda mais e chegue a ainda mais pessoas.

EU QUERO AJUDAR! COMO FAÇO?

É muito fácil. É só ir em http://catarse.me/ocatequista e clicar no botão verde "Assinar este projeto". Você irá para uma tela com todas as opções de doações e com a recompensa para cada um delas. Isso aí... iremos oferecer uma pequena recompensa para cada um dos valores possíveis para doação. Mas é claro que não é por isso que você vai nos apoiar, né? Tenho certeza de que o grande motivo é a confiança no nosso trabalho!

Depois de selecionar o valor do apoio, você começará passará para o processo de pagamento que é igual ao de qualquer loja virtual. Você poderá ajudar por boleto ou cartão de crédito. Se escolher boleto, lembre-se de pagá-lo! Do contrário, seu apoio não será efetivado e não chegará até O Catequista.

A partir daí, todos os meses você contribuirá para uma das maiores missões de catequese do nosso país nos dias de hoje!

Entendeu tudo? Então, vamos lá... por um valor igual a meio BigMac por mês, você pode mudar a vida de muitas pessoas propagando a beleza da nossa fé católica! Vamos além!

ACESSE AGORA e divulgue: http://catarse.me/ocatequista! Ah... vão rolar alguns sorteios exclusivos para os apoiadores! Fique atento.

 

Domingo, 05 Novembro 2017 19:10

O curioso caso do sequestro de Aparecida

Olha a treta, Povo Católico!

Nossa Senhora Aparecida só podia mesmo ser brasileira. Não desiste nunca! Pouco depois do atentado que partiu a imagem original em mais de 200 pedaços, a imagem original foi sequestrada, “retocada” e pintada com tinta para automóveis. Quer mais? Foi o próprio reitor do Santuário que cometeu a atrocidade!!! Vamos entender melhor essa história.

Antes de tudo, um agradecimento e uma recomendação: no post que fizemos sobre o atentado contra a imagem original de Nossa Senhora Aparecida (clique para ler), chegamos a citar o sequestro da imagem e muita gente nos enviou mensagens querendo saber mais detalhes da treta. A Editora LeYa, que é nossa parceira e está ligada nos nossos posts, muito gentilmente nos enviou um exemplar da nova edição especial do livro “Aparecida” (clique para conhecer), do jornalista Rodrigo Alvarez e estava tudo lá... em detalhes! A gente agradece e recomenda o livro, que é ótimo. Ao fim do post, você pode conferir a capa e as datas de lançamento para pegar o seu autógrafo.

Mas vamos ao que realmente interessa: a treta do sequestro da imagem original de Aparecida!

O ano era 1978 e a restauradora Maria Helena Chartuni estava lá se esmerando para restaurar a imagem de Aparecida da melhor forma possível. Só que o reitor do Santuário na época, Pe. Izidro, não estava muito conformado de entregar a santa à uma pessoa não muito católica (Maria Helena na época era daquelas “católicas não-praticantes”) e tentava influenciar o máximo que podia no trabalho de restauração.

Só que tinha um pedido especial que Maria Helena se recusava a atender: Pe. Izidro queria que Aparecida fosse mais clara e queria aproveitar o momento para lhe dar uma cor próxima a de “canela”, que segundo ele, seria a cor mais próxima da imagem antes de cair no Rio Paraíba (o contato com o lodo do fundo do rio é responsável pela cor próxima ao negro que vemos hoje).

Um parêntesis aqui: a informação do padre estava equivocada. Hoje se sabe que a imagem era policromada (colorida).

Aparecida

Bem, o fato é que o padre estava inconformado o trabalho de restauração, e particularmente com a permanência da cor original.  Então, pediu demissão do cargo de reitor do Santuário Nacional e concebeu um plano infalível, digno de Pink & Cérebro, para “consertar” a imagem: algum tempo depois do retorno triunfal à basílica, Pe. Izidro substituiu a imagem original por uma cópia e a levou para seu quarto.

Já de posse da imagem, o padre convoca um artesão local para lhe ajudar a fazer um molde da imagem. O homem prepara então uma massa e coloca a imagem original dentro para criar o tal molde.

Só que... ao retirar o material que envolvia a santa, perceberam que algo presente na massa reagiu com a pintura e descascou a imagem!

Homer

Sem ter alternativa, Pe. Izidro permaneceu com a imagem por mais alguns dias e aproveitou para fazer alguns “retoques” no trabalho da restauradora do MASP.

Com a própria unha escavou o olho direito da santa a fim de “devolver o seu olhar original” e, para o gran finale, pintou a santa na cor “canela” que tanto queria.

Poderia ser pior? Claro que sim: ele usou tinta para carros!

Já estamos em 1979, Padre Izidro já tinha ido embora de Aparecida e, finalmente, a nova reitoria do Santuário se dava conta da troca da imagem. Buscas desesperadas, mas discretas, ocorreram por toda a parte até que, 28 dias depois a imagem foi encontrada abandonada em cima da mesa, dentro um chalé no quintal do convento da cidade.

Ao se deparar com o estado da imagem, o novo reitor Pe. Pedro Fré, decidiu manter tudo em segredo por mais uns meses e chamou novamente a restauradora Maria Helena Chartuni para resolver o problema.

A restauradora, que em princípio não conseguia acreditar no tamanho da treta, foi até Aparecida, raspou a tinta para carros e devolveu a cor original à imagem da Padroeira do Brasil.

E como no fim de um filme, todos vivem felizes para sempre, mas com um porém... o olho direito não pode ser restaurado e até hoje exibe a forma dada pelo ex-reitor do Santuário.

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Gostou da história? Ela e muitas outras estão em detalhes no livro “Aparecida” (ed. LeYA), do jornalista Rodrigo Alvarez. Veja abaixo as datas de lançamento e vá pegar o seu autógrafo!

Aparecida

Oprime mais que tá pouco, Povo Católico!

Nesta semana fui convidado para debater sobre a treta das artes pedófilas e vilipendiosas em um programa da TV Câmara (emissora da Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro). Ao meu lado estava o Vereador Otoni de Paula (PSC), também defendendo a família e, do outro lado, em defesa da falta de vergonha artística, um pastor evangélico e teólogo de esquerda e um velho conhecido dos cariocas: o vereador Tarcísio Motta (PSOL), maior defensor da ideologia de gênero na cidade.

Achei que seria um debate bacana, mas logo na primeira fala do vereador do PSOL ficou claro o que viria: uma nova narrativa mimizenta. Desta vez, inventando que os "conservadores, fascistas e cia" estariam causando histeria no povo, acabando por gerar algo que chamaram de "Pânico Moral".

Os caras não se cansam de inventar palavrinhas pra brincar. Mas não tiveram tempo... foi perceber a estratégia e desarmar tudo. Em certo momento, já no desespero de ter razão, o pastor de esquerda resolveu dizer que tudo era um problema teológico. Não ficou sem resposta.

Enfim... não vamos estragar a surpresa. Assiste aí que vale a pena!

 

 
Mimimizentos não passarão!

Namastreta, Povo Católico!!!!

Mais uma edição do seu programa favorito! Mais uma vez respondendo a tretas dos nossos tretespectadores.

Neste programa você vai descobrir se os RPGs são um risco para a fé, se um católico pode ter blogs sobre temas alheios à questões de fé, vai entender qual a estratégia ideal para boicotar o lixo que anda sendo veiculado na TV e vamos conversar um pouco sobre Ensino Religioso.

Vem com a gente! Vamos desenjujubar o mundo!

 

 

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