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Sábado, 20 Agosto 2016 01:27

A verdade sobre a “freira” triatleta do comercial da Nike

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Ela já foi protagonista de uma longa matéria exibida no Globo Esporte. Agora, virou estrela de um comercial da Nike: Irmã Madonna Buder está dando o que falar. Afinal, é realmente inusitado uma freira católica ser triatleta! Mas o que causa verdadeiro estranhamento é vê-la usando shortinho ou se expondo publicamente de maiô.

Ok, a irmã é idosa e não vai tentar ninguém (se bem que tem gosto pra tudo). Mas isso não a desobriga a se vestir em toda e qualquer situação com o decoro apropriado a uma esposa de Cristo. A não ser que... a não ser que Madonna Burder não seja freira coisíssima nenhuma.

Eu diria que a americana Madonna Buder não é freira católica, mas sim “freira”, COM MUITAS ASPAS. Aos 23 anos, ela se tornou freira de fato, ao ingressar no convento das Irmãs do Bom Pastor (Sisters of the Good Shepard), em St. Louis. Porém, em 1990 ela deixou o convento para se unir a um grupo de mulheres que NÃO pertence à Igreja Católica.

Madonna Buder, hoje, é membro da Sisters for Christian CommunitySFCC, que nem mesmo se define como uma associação católica (Fonte: Cosmopolitan); elas dizem ser uma “comunidade ecumênica". Estranhamente, a grande maioria delas mora sozinha. Elas chamam isso de “vínculo espiritual”, pois não possuem um local para viverem juntas.

irma_buder

Mais de 90% dos membros da SFCC são ex-freiras, que foram expulsas ou abandonaram suas congregações. Se dizem religiosas, mas não usam hábito religioso, não obedecem a nenhum superior (???) e não partilham bens em comum (???). É cada uma por si! No quesito “vida em comunidade”, os hippies dos anos 70 dão de dez a zero nessas “freiras”. Viva os Novos Baianos!

O documento que define a visão teológica das “freiras” da SFCC (veja aqui) afirma que a hierarquia é burocrática e distorce o verdadeiro sentido de obediência (Jesus, que escolheu 12 Apóstolos para liderarem a Igreja, não curtiu isso). Elas dizem obedecer diretamente ao Espírito Santo, sem precisar de superiores. Ah tá... Martinho Lutero mandou um abraço!

Mas senta aí, que lá vem mais doideira: segundo a SFCC, as religiosas de clausura são pobres confinadas e oprimidas pelo clero machista. A SFCC, então, garante trazer “liberação” para as mulheres, pois oferece às religiosas (oi??) a possibilidade de determinar seus próprios caminhos de uma forma que nunca antes foi possível para mulher alguma.

Será que essas mulheres ignoram que muitas abadessas não têm nenhum homem como superior, a não ser o Papa? Será que elas ignoram que várias religiosas na Idade Média lideraram não somente conventos femininos, mas também conventos masculinos (saiba mais aqui)?

É isso... nada de freiras católicas! Apenas uma associação de mulheres cristãs (não necessariamente católicas) que não vivem em convento algum. Muito espertinha, Madonna Buder não move um dedo para desfazer a confusão em torno de sua figura. É claro, a magia está no fato de todos pensarem que ela é uma autêntica freira católica. Se souberem que ela não passa de uma ex-freira que virou solteirona libertária, o encanto evapora.

918 Domingo, 23 Abril 2017 23:08

Comentários   

0 # Pe. Cássio S Souza 27-08-2016 14:02
Imersas num mundo muitas vezes agitado e distraído, às vezes absorvidas por tarefas prementes, as pessoas consagradas serão também ajudadas pela celebração desse Dia anual, a voltar às fontes da sua vocação, a fazer um balanço da própria vida, a confirmar o empenho da própria consagração. Assim, nas diferentes situações, poderão testemunhar alegremente aos homens e às mulheres do nosso tempo, que o Senhor é o Amor capaz de preencher o coração da pessoa humana. Na verdade existe uma grande urgência de que a vida consagrada se mostre sempre mais «cheia de alegria e de Espírito Santo», se lance com entusiasmo nas estradas da missão, se torne credível pelo testemunho vivido, já que «o homem contemporâneo escuta com melhor boa vontade as testemunhas do que os mestres — ou então se escuta os mestres, é porque eles são testemunhas» (Exort. Apost. Evangelii nuntiandi, 41). http://w2.vatican.va/content/john-paul-ii/pt/messages/consecrated_life/documents/hf_jp-ii_mes_06011997_i-consecrated-life-day.html
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0 # João 23-08-2016 14:39
Falando no assunto, gostaria muito de saber como anda a vida religiosa no Brasil. Explico: tive (às vezes ainda tenho) vontade de me tornar religioso, mas quando fui realmente informar sobre as Congregações e Institutos religiosos no país, não gostei muito do que vi. Claro que não são todos, mas vi alguns envolvidos com grupos como MST, religiosos(as) que não "precisam" mais usar o hábito, vi mosteiros em que se ensina a "Meditação Cristã" do Laurence Freeman e do John Main, abusos litúrgicos cometidos pelos(as) próprios(as) religiosos(as), enfim, resolvi continuar leigo por enquanto, pois não quero entrar num mosteiro ou congregação já pensando em desobedecer. Ainda vale a pena viver como Consagrado no Brasil?
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0 # A Catequista 23-08-2016 15:36
Sim, ainda vale a pena ser religioso no Brasil. Só é preciso pedir a Deus para entrar numa congregação digna, e não embarcar em nenhuma canoa furada. Tem uma conhecida minha que entrou em uma congregação, e foi um desastre. A madre superiora lá só queria saber de ficar no Facebook, e obrigava as demais irmãs - bem poucas irmãs, diga-se de passagem - ao serviço pesado. Essa minha conhecida tem um problema de saúde sério que a obriga a tomar remédios constantemente. A madre superiora não comprou os remédios dela, e então a doença saiu do controle e a pobre quase morreu. Mas ainda há muitas ordens que favorecem, sim, o caminho da santidade. Um leitor nosso vai entrar agora em setembro para o Mosteiro Cartuxo Nossa Senhora Medianeira, na diocese de Santa Maria-RS. Há também uma comunidade muito viva de leigos celibatários, que vivem da Providência. Se chama Corpus Christi.
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0 # João 23-08-2016 16:19
Muito Obrigado!
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0 # Luciana Dias Barros 22-08-2016 17:28
A cada dia se torna mais comum este tipo de mulheres, que não se sentem livres na obediência, mas se mantêm com o antigo título. Acabei de ler um artigo de uma senhora que era católica, hoje pastora, mas ainda dá assistência espiritual ao movimentos dos sem terra e PJ de uma comunidade. Vai entender!
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0 # Geraldo 22-08-2016 21:51
Bom, ela dá assistência a movimentos que são tão "católicos" quanto ela própria...
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0 # Geraldo 21-08-2016 01:47
Infelizmente, há certas freiras realmente "católicas" (ao menos nominalmente) cuja mentalidade se aproxima um bocado das bobagens propagadas por essa dona destrambelhada, especialmente nos EUA. É uma minoria que já vai envelhecendo sem encontrar jovens seguidoras, mas com muito poder econômico, dado o seu alinhamento com os maiores poderes econômicos e políticos do mundo, que financiam coisas desse tipo. Entre as sandices ditas por essa SFCC , merece reflexão esse ataque baixo à vida de clausura feminina. E eu gostaria de destacar dois pontos: 1) Em defesa da clausura como tal, da vida contemplativa, é importante dizer que , objetivamente falando, essa é a forma de vida mais próxima da realização plena da vocação humana e cristã. Tudo o que fazemos na terra, mesmo as iniciativas mais industriosas ou as de maior impacto social, tem por finalidade última aquilo que ensinava o velho catecismo de São Pio X:" CONHECER, AMAR E SERVIR A DEUS NESTE MUNDO E GOZÁ-LO PARA SEMPRE NO OUTRO!", como relembra de modo comovente, o Frei Clodovis Boff neste vídeo (aos 5:15, mas a palestra toda é um tesouro). O que também é ecoado pela linda prece de uma das nossas coletas litúrgicas: FAZEI Ó PAI QUE USEMOS DOS BENS QUE PASSAM PARA ALCANÇAR OS QUE NÃO PASSAM..." Ora, toda a vida contemplativa de clausura (e dentro dela, a vida eremita em especial) é uma espécie de "atalho" que chega logo a este fim último. É antecipação (a que é possível nessa terra) e sinal profético desse destino de todos nós: ver o Senhor face a face. Por isso a igreja tem enorme estima por essa forma de vida consagrada e por incrível que pareça ela cresce mais que as formas ativas, de maior presença social no mundo. Até mesmo de dentro de uma situação totalmente equivocada como foi a revolução sandinista da Nicarágua, nos vem um testemunho límpido da importância deste coração da igreja e do mundo (que é a clausura) bombeando a seiva vital para todos os setores da vida cristã e humana. Eu o encontrei naquela revista dos missionários combonianos (Sem Fronteiras): a carta de uma guerrilheira implorando a intercessão de uma freira de clausura. Apesar de toda a maldade e engano que encontramos nas revoluções socialistas e, portanto, do desperdício triste de energias daquela moça com um ideal falso, isso ela compreendia bem: a natureza e a importância do ministério intercessor da vida consagrada de clausura, que é mesmo o coração da igreja e do mundo. E que nos lembra que toda a obra da salvação (por mais frutos concretos que produza no mundo, inclusive frutos políticos e sociais) é GRATUIDADE E DOM, OBRA DIVINA. "Sem mim nada podeis fazer!" disse Nosso Senhor. 2) Quanto à alegada "submissão" da clausura feminina aos homens, além dos importantes fatos lembrados pelo post, é bom recordar também que algumas abadessas tinham autoridade territorial similar a dos bispos. E ainda mais importante: existe uma autoridade supra geracional , que às vezes percorre séculos e plasma culturas e mentalidades. É a autoridade da influência moral, intelectual e espiritual. Fico apenas em quatro exemplos femininos desse tipo de autoridade: A) Teresa Dávila: muita coisa da espiritualidade católica espanhola e latino americana pelos séculos afora e até hoje, não se compreende sem a influência dessa mulher carismática (e de clausura!) . Muitos são os homens, até cardeais, que se colocam entre seus filhos espirituais. B) E Teresa de Calcutá: há claramente um antes e um depois, na compreensão da presença cristã na Índia e o marco é essa freira baixinha. A face do catolicismo na Ásia, é em boa parte, a face de Teresa de Calcutá.E, novamente, são muitos os homens que se colocam sob sua influência. C) E para buscar mais duas enclausuradas, lembro-me de Teresa de Lisieux (Santa Teresinha) : não são poucos os homens - inclusive o papa atual - que engrossam a fileira dos discípulos dessa jovem que morreu aos 24 anos, que são aprendizes da sua pequena via de Infância Espiritual; e evoco também a lembrança de uma quarta Teresa, Teresa de Jesus (Edith Stein) cuja grande influência vai além do cristianismo, cativando psicólogos e filósofos interessados em sua rica abordagem da experiência humana. A vida contemplativa feminina nutre enormemente a vida da igreja, por séculos afora. A história da igreja não é como dizem as más e ideológicas línguas, uma história apenas "patriarcal e machista" (o que não significa que as mulheres não tenham sofrido o seu bocado em nossa história). Ela é também - e de forma inédita! - a história de um grande matriarcado. As madres da igreja (abadessas, rainhas, guerreiras, freiras, donas de casa, etc.) pontilham a nossa história, enchem de calor humano a nossa casa e tornam o nosso rosto acolhedor. É uma presença que ainda pode e deve ser muito maior do que é. Mas o aumento dessa presença e participação não se dará em cima da destruição e negação da história e dos fatos, mas como expansão e multiplicação dos frutos que o Espírito de Deus já fez brotar entre nós.
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0 # Geraldo 21-08-2016 02:12
Digo, o aumento da participação feminina na igreja (inclusive na gestão e tomada de decisões, como quer o papa) , e não apenas das religiosas e das religiosas de clausura. O risco é que a mesma se dê sob bandeiras ideológicas. Por isso a importância de se valorizar também o lado matriarcal da história da igreja, da tradição cristã: desde Santa Flávia de Roma e seu grupo de estudiosas da Bíblia Sagrada nos primeiríssimos séculos da fé, passando pela grande Santa Macrina da Capadócia,pela cientista medieval Hildegard Von Bigen, pela primeira escritora inglesa Juliana de Norwich (também medieval) até a recente filósofa Edith Stein. Insisto: a autoridade espiritual e intelectual supra geracional, criadora de discipulado, (que superou de fato e muitas vezes, a própria autoridade, limitada no curto prazo do seu pontificado, de muitos dos próprios papas) de várias mulheres na igreja, é um fato. Na igreja, a construção do novo, a abertura às novidades do Espírito, não se dá em ruptura com o passado, ou seja não acontece desprezando-se o dom de Deus, mas sim cantando com gratidão os seus grandes feitos. "O Senhor fez em mim maravilhas!" São as ditaduras e os totalitarismos que investem no apagamento da memória do povo. Nós não, nós - sem deixar de assumir e reconhecer os erros e traições - celebramos alegremente o amor de Deus que tem renovado a face da terra!
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0 # Geraldo 21-08-2016 01:50
Ops. Esqueci da palestra do Frei Boff (excelente!): https://www.youtube.com/watch?v=Bs22O5K1QoE
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0 # Rick 20-08-2016 19:15
é inegável uma pessoa na idade dela ser tão ativa ser um exemplo para todos,seria interessante se ela fosse uma freira católica de verdade, não vejo as roupas de esportista dela como não modestas,longe disso, só sinto pena dela por ter se tornado herege,podia ser um grande exemplo para nossa juventude obesa e sedentária, mas não adianta nada um corpo saudável com uma alma doente.
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0 # Sillas Silva 20-08-2016 18:15
É cada coisa que aparece na minha vida!!!! E bota aspas nessa "freira". 50 aspas à esquerda e 50 aspas à direita. Essas aberrações aparecem na mídia popular e depois é só esperar o resultado: um monte de gente dando pitaco e descendo o porrete na Igreja. Me lembrei do caso em que a mídia que as freiras de um convento enterravam corpos de bebês no fundo do terreno numa vala, foi o maior escândalo, nas universidades o pessoal achincalhava nossa Igreja, os protestantes viraram o diabo e tudo. Tudo porque a mentira se formou em torno da Igreja. Umas babaquices dessas é o que toca para nós e tem muita gente se aproveitando disso para ter seus momentos de fama. Quero ver quem tem coragem por exemplo de se aproveitar ou de inventar algo do tipo um falso Imã islâmico e jogar na mídia ou alguém ridicularizar o corão e pôr na internet.
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0 # SAMUEL 20-08-2016 16:56
TEM CIÊNCIA NESSE CIGARRO!
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0 # Fabiana 20-08-2016 15:08
O problema é a confusão que isso gera no coração de muitas pessoas...E quem paga o pato é a Igreja...
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0 # A Catequista 20-08-2016 16:03
Pois é. Isso distorce a imagem da autêntica vida religiosa católica. A vida das freiras é penitência e serviço, não tem nada a a ver com buscar glórias humanas, com disputas de campeonatos. Ainda mais em trajes escandalosos para uma freira.
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0 # Sidnei 20-08-2016 13:59
"segundo a SFCC, as religiosas de clausura são pobres confinadas e oprimidas pelo clero machista." Alguma delas perguntou a esta pobres religiosas de clausura se elas estão lá, é porque alguém impôs que elas estivessem lá, ou foram de livre e espontânea vontade?. E com referência aos religiosos que também vivem em clausura, sera que são também oprimidos por algum clero feminista?. A gente morre e não vê tudo, cada coisa que aparece.
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0 # Mayara 20-08-2016 11:11
É bem provável que ela até queira utilizar todos esses holofotes para chamar atenção pra sua "causa" mas nem os meios de comunicação se interessam. E outra coisa, como essas ex-freiras vão fazer quando ficarem (mais) idosas ou doentes e precisarem de cuidados? Provavelmente vão contar com a misericórdia das Congregações que um dia deixaram.
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