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Quarta, 17 Agosto 2016 11:46

A mãe “desnaturada” do aeroporto: mais uma vítima do linchamento virtual

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Maledicência: assim se chama o pecado de falar mal dos outros, de revelar os defeitos e erros alheios, sem que para isso haja qualquer motivação justa. E, como dissemos em um post recente, a mais nova onda é atacar a reputação de pessoas anônimas nas redes sociais (confira aqui).

Na semana passada, quem se tornou alvo dos patrulheiros da internet foi a americana Molly Lensing. Sua foto, sentada em uma cadeira, tendo diante de si a filha de 2 meses deitada sobre um pano no chão de um aeroporto, viralizou no mundo todo. Ela foi taxada por milhões de pessoas como uma mãe relapsa, insensível, louca... uma mãe horrível!

Há poucos dias, a verdade veio à tona: a companhia aérea Delta Airlines explicou o caso, assumindo toda a responsabilidade. Molly tinha um voo marcado para uma segunda-feira, mas este foi cancelado. A companhia disse que não havia mais vouchers para custear a noite em um hotel próximo, então, ela não teve outra opção, senão dormir no chão com seu bebê (Fonte: Revista Crescer).

mollyA foto em questão foi tirada dois dias depois (!!!), na quarta-feira, quando, cansada de esperar pelo reagendamento do voo, ela estava ligando para seus pais virem buscá-la no aeroporto. Molly estava no chão, ao lado do seu bebê. Acordou, sentou na cadeira e pegou o celular para fazer o telefonema. Aí veio algum espírito de porco, fotografou e divulgou a sua imagem nas redes sociais, como uma mãe desnaturada.

Mas o tal espírito de porco não teria tido sucesso em sua cagada internética se não fosse uma multidão de gente sem louça para lavar, que ajudou a compartilhar a imagem de Molly e a expô-la negativamente, sem antes refletir: “É, isso me parece muito ruim... Mas será que foi isso mesmo? Será que não há alguma história por trás disso tudo que justifique a atitude dessa mãe?”.

Muitas pessoas simplesmente não sabem discernir entre o mal que deve ser denunciado (crimes e outros males que dizem respeito à comunidade) e o mal que deve ser calado (erros - ou supostos erros - das outras pessoas que são de âmbito puramente pessoal).

Para cada um de nós, é importante sempre lembrar a advertência do Apóstolo Tiago: a língua, mesmo sendo um órgão muito pequeno, pode lançar o corpo inteiro no Inferno!

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Vamos meditar sobre essas passagens da Bíblia:

“A chicotada produz um ferimento, porém uma língua má quebra os ossos. Muitos homens morreram pelo fio da espada, mas não tantos quanto os que pereceram por sua própria língua.” (Eclo 28,21-22)

“…faze uma balança para (pesar) as tuas palavras, e para a tua boca, um freio bem ajustado. Tem cuidado para não pecar pela língua, para não caíres na presença dos inimigos que te espreitam, e para que não venha o teu pecado a ser incurável e mortal.” (Eclo 28,29-30)

“Ouviste uma palavra contra o teu próximo? Abafa-a dentro de ti; fica seguro de que ela não te fará morrer.” (Eclo 19,10)

“Protege teus ouvidos com uma sebe de espinhos; não dês ouvidos à língua maldosa, e põe em tua boca uma porta com ferrolhos.” (Eclo 28,28)

"Considerai como uma pequena chama pode incendiar uma grande floresta! Também a língua é um fogo, um mundo de iniqüidade. A língua está entre os nossos membros e contamina todo o corpo; e sendo inflamada pelo inferno, incendeia o curso da nossa vida. Todas as espécies de feras selvagens, de aves, de répteis e de peixes do mar se domam e têm sido domadas pela espécie humana. A língua, porém, nenhum homem a pode domar. É um mal irrequieto, cheia de veneno mortífero. Com ela bendizemos o Senhor, nosso Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. De uma mesma boca procede a bênção e a maldição. Não convém, meus irmãos, que seja assim.” (Tgo 3,3-9)

319 Domingo, 23 Abril 2017 23:09

Comentários   

0 # Fran 26-01-2017 12:37
E quando a Tv mostra crimes, é errado assistir? Esses dias estavam falando sobre a tragédia da Boate Kiss, sobre os indiciados no processo... assisti, mas com um pesinho na consciência. Como distinguir o que é justo nesse sentido, sem escrúpulos?
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0 # Alice CriffA 25-01-2017 14:43
Quanto mais leio mais gosto deste site. Não sei se gosto mais dos posts ou dos comentários. Muito enriquecedor, parabéns à equipe. Reflexão: segundo os antigos, existem três coisas na vida em que não dá para voltar atrás: a palavra dita, a pedra lançada, e a oportunidade perdida. Acho que essa frase define a situação dessa mãe. Vamos refletir. Paz e bem.
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0 # Letícia 05-09-2016 12:11
Fiz vários comentários em diversos artigos. Todos sumiram
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0 # A Catequista 05-09-2016 12:22
Letícia, não lembro de ter apagado algum comentário seu. Fiz uma busca aqui e vi vários comentários seus publicados. Tem no post sobre o medo de macumba, sobre o linchamento virtual, sobre as diaconisas, sobre o Chico Xavier etc.
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0 # Letícia 19-08-2016 12:44
Por que você sempre apagam meus comentários?
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0 # A Catequista 19-08-2016 13:40
Letícia, fui na nossa "lixeira" e não vi nenhum comentário seu lá. Você deve estar confundindo. Seus últimos comentários foram feitos não neste post aqui, mas no post anterior sobre o linchamento virtual.
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0 # Tiago 19-08-2016 12:17
Olá amigos da equipe "O Catequista". Gostaria de retirar uma dúvida. De início, gostaria de dizer que não tem a ver com o assunto deste post. Já escutei algumas vezes que o povo católico não deve tentar converter o povo judeu para o catolicismo. Inclusive, salvo engano, parece que alguns papas já se manifestaram neste sentido, afirmando que devemos deixar os judeus no lugar deles. Se essa afirmação é verdadeira, qual o sentido da Igreja ter esse posicionamento?
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0 # Bruno Ma. Rodrigues 18-08-2016 22:59
Eu gostaria de propor um tema a ser abordado no site, sobre a restauração da Monarquia constitucional e parlamentarista no Brasil. A visão dos santos e dos papas sobre. A visão da Santa Madre Igreja e está possivel restauração atualmente em nosso pais, e a posição de nós Catolicos. Numa mornaquia que proclamaria a igreja Catolica como religiao oficial, desmentindo mitos sobre a monarquia e a igreja passados.
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0 # Tiago 19-08-2016 18:23
pq é q mtos "católicos tradicionais" defendem o sistema de governo parlamentarista em detrimento do presidencialista? E pq é que mtos também defendem a forma de governo monarquia em detrimento da república? Já refleti sobre o assunto, mas não alcancei nenhuma resposta satisfatória. Agradeço se alguém me ajudar com esta resposta.
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0 # Geraldo 22-08-2016 22:56
Quanto ao parlamentarismo eu não sei. Mas quanto à monarquia, eu cá desconfio que isso se deve ao fato de esse regime adotar a religião católica como oficial. Uma escolha (a de apoiar a monarquia) que não deixa de ser uma reação compreensível aos abusos autoritários do laicismo, assumido como verdadeira ideologia do poder estatal contra a imensa maioria do povo que é crente. Como bem lembra o Frei Clodovis Boff, o ateísmo, o agnosticismo e o laicismo são escolhas de ínfimas e influentes minorias, com voz, vez e poder de impor seus gostos ideológicos sobre a maioria do povo. Povo este que ainda é majoritariamente crente e cristão e fiel aos valores recebidos de berço. Devido a essa identidade crente da maior parte do povo, é irracional e ilógico que as elites governantes, o poder público, seja tendenciosamente laicista, mais que propriamente laico. Fosse esse nosso bom povo cristão, mais articulado e coeso, mais participativo politicamente, as esferas legislativas, judiciárias e executivas não seriam tão preconceituosas em relação à fé da maioria da população. Pelo contrário, essa fé teria maior reflexo e influência nessas três esferas. E isso seria mais que natural. Assim, quando ouvimos dizer "o estado é laico", na verdade isso quer dizer o seguinte: o estado foi sendo dominado por uma minoria autoritária que impõe ao povo seus gostos ideológicos enfiando-os goela abaixo. A minoria que tem - desde a proclamação da república - logrado conhecer, dominar e operar os mecanismos de funcionamento do poder público, inclusive os mecanismos de uma frágil e ilusória representação popular (quão honesta e legítima é a representatividade de um povo que eu mesmo iludi e manipulei?), deita e rola em cima do poder que tem e da apatia política da população que se deixa governar por uma elite que está longe de representar o verdadeiro caráter popular, no qual ainda predominam valores como apreço pela vida desde a sua fragilidade intra-uterina, amor à família, etc. Temos assim, uma clara usurpação da representatividade, disfarçada de democracia. Nesse contexto , compreendo claramente a movimentação de pessoas e grupos pela ideia da monarquia, até mesmo como reação à farsa democrática. Não concordo e não partilho dessa escolha deles, pois creio na possibilidade de um poder republicano efetivamente representativo da índole popular, como aquele existente, por exemplo, na Polônia atual. Mas acho perfeitamente plausível e defensável a tese dos monarquistas. E vejo nela grandes méritos: o alargamento da nossa inteligência política, através da queda de muitos mitos iluministas e positivistas. Cito um simples exemplo: a Princesa Isabel - abolicionista de mão cheia! - reivindicou insistentemente uma indenização material para que os escravos recém libertados pela lei áurea, pudessem recomeçar a vida sem precisar cair na miséria e na marginalização social. Mas os "progressistas" republicanos foram radicalmente contra isso. Ué...mas não é a república um progresso social contra o "conservadorismo" da monarquia??? O que tende a gerar maior inclusão social, não são as formas políticas mais recentes e modernas? É essa mexida no esquema todo certinho que reina em muitas de nossas cabeças, que vejo como algo altamente meritório, nessas movimentações em torno da proposta monarquista. É algo que rompe com o esquematismo pobre de certas mentalidades. Esquematismo que evita perguntas cruciais: busca-se pelo que é ou pareça ser mais progressista, moderno e evoluído e não necessariamente pelo que é mais justo e correto. Aliás às vezes, a busca pelo que é mais vanguardista e contemporâneo, serve justamente como pretexto para não ter que encarar o discernimento acerca do que é mais justo e ético. O debate sobre o eventual acerto de uma escolha popular pela monarquia, tem o mérito de questionar a narrativa linear da história que ouvimos desde tantos anos na escola, como se estivéssemos em pleno caminho evolutivo, saindo sempre do mais imperfeito para o mais perfeito, inclusive em termos de organização social e política. E não é só a legitimidade ética de uma eventual monarquia que vem à tona nesse rico debate. Muitos tesouros perdidos (por vezes "perdidos" como resultado de estratégias bem planejadas por certas elites) tem sido valorizados e reencontrados. Por exemplo: o trivium e o quadrivium como proposta educativa mais completa, sistêmica, orgânica à experiência e basilar para o intelecto humano; a tradição aristotélico-tomista como abordagem mais realista do mundo, etc. E junto com a revalorização desses patrimônios e tesouros de toda a humanidade, descobrem-se também as tramoias, as desonestidades e as manipulações feitas - à revelia do povo - por certas minorias dominantes, para destruir propositalmente essas conquistas e substituí-las por coisas muito mais desnutridas e anêmicas culturalmente. Então há um ganho enorme para a humanidade nesse movimento todo, que muitas vezes se autodenomina e é denominado como "conservador" (termo que creio ser limitado, mas perfeitamente legítimo) e o ganho é esse: levantar a importante pergunta: o que, para além dos tempos - da estreiteza e limite de cada tempo, de cada geração - é um tesouro valioso? Um bem para nós, que torna nossa humanidade mais digna de ser vivida? Se algo é bom, se algo nos faz bem, nos faz mais humanos, mais completos como seres humanos, não importa nada se esse algo foi inventado agora ou se existe há mais de 1000 anos, se foi esquecido ou relegado... Se nos faz bem hoje , se pode nos fazer seres humanos melhores hoje, então é algo que vale à pena ser encontrado e até mesmo resgatado. Creio que o grande G.K.Chesterton, pode complementar minhas pobres reflexões com esse provocante texto abaixo: http://scriptorium-ix.blogspot.com.br/2015/03/sobre-o-progressismo-chesterton.html
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0 # Alex Hoffmann 18-08-2016 19:39
Olharam o tamanho da nenezinha? É grande, olha segurar uma noite inteira não é fácil. Carregar 2 quilos nas mãos por 30 minutos é uma coisa, carregar os mesmos 2 quilos por 8 horas é que eu quero ver, eu que sei. E a foto só mostra o momento, ninguém sabe se durante a noite a mãe não tenha posto a filha para dormir sobre ela, ha não duvido disto, mãe é sempre mãe, se joga no fogo pelos filhos (tá que tem uma ou outra que mata o filho para dizer que está combatendo a fome mundial, mas a exceção somente confirma a regra e não o oposto).
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0 # Geraldo 18-08-2016 15:18
Esta aqui também é impressionante (conta a história da prostituta que derramou o perfume caro nos pés de Nosso Senhor): https://www.youtube.com/watch?v=t7cAMydLnpY Somos todos chamados a viver essa mesma experiência e de proporcioná-la - com nossa ação no mundo - aos outros: conhecer a bondade transformadora de Cristo em nós e torna-la conhecida e experimentada por onde passarmos.
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0 # Geraldo 18-08-2016 15:08
Olha que bonito pra gente meditar sobre isso: https://www.youtube.com/watch?v=BR-IdWKcvPg
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0 # Geraldo 18-08-2016 12:21
Parabéns ao site por essa verdadeira "Campanha pela Humanização da Rede", muito mais sensata e honesta que aquela outra que o governo tentou fazer, no fundo com a intenção de controle e imposição ideológica. Essa tara de posse da verdade e da moral (presente tanto nas esquerdas como nas direitas e alhures) é um sintoma grave de falta de fé. É bastante parecido com a atitude do fanático que berra a plenos pulmões ao rezar, como se precisasse convencer a si mesmo de algo em que não crê tanto assim. Lembra muito aquela postura tresloucada dos 400 "profetas" de Baal, que se cortavam com navalhas e berravam- em vão - para convencer seu deus a tocar fogo no sacrifício que ofereciam a ele e que contrastava com a serenidade da prece confiante de Elias. O moralismo apressado em condenar é assim também. É uma hiper convicção aparente. Na verdade, uma muleta psicológica para a própria insegurança e falta de fé. Praticamente todos os santos se precaveram contra isso e preveniram também os outros. Temperança e prudência, e até mesmo bom senso são as virtudes que acompanham a convicção serena. O grande Olavo de Carvalho, fala da "tolerância com o nosso próprio estado de dúvida" e isso me parece muito acertado. A fé é um dom divino. Não é uma produção da nossa autossuficiência. A consciência de que carregamos no coração um presente imerecido, deveria marcar a nossa linguagem e modo de falar das verdades da fé e da moral cristãs. Não é uma linguagem da posse, mas da gratidão, da surpresa de ter sido encontrado e tocado por algo e Alguém maior! Isso não significa frouxidão da nossa convicção e nem uma espiritualidade adocicada e irenista. Pelo contrário, é um alerta para que não vivamos uma mentira: pois quase sempre a exacerbação, a pressa no julgar, é sinal de insegurança da convicção. O fanático e moralista é frágil e inseguro, medroso. E sua exacerbação moralista é sinal dessa fragilidade, é couraça e armadura contra ela. E isso traz consigo o grande risco da idolatria. De se estar adorando um deus fabricado por nossa arrogância. A lentidão, nem digo em falar, mas até mesmo em pensar algo de negativo acerca dos outros, sempre foi uma recomendação na tradição da ascese cristã. A princípio devemos presumir o bem dos outros, essa é a disposição permanente do coração cristão. De modo a que, quando chegarmos a denunciar com firmeza o mal, sejamos os mais insuspeitos de má vontade e de tendenciosidade, por causa do nosso hábito de ver primeiro o bem nos outros, de valorizar cada mínimo pedacinho de bem e verdade que possamos ver. Me parece que é no Corão, que se encontra uma bela passagem a respeito de Issa (o nome que o Islã dá a Jesus) e que ilustra bem um aspecto da misericórdia divina: o esforço por valorizar tudo o que se pode encontrar de bom nos outros. Ele caminhava com os discípulos que tentavam afastá´-lo de um cão morto há dias: "Mestre, ele cheira mal!" E o mestre respondeu: "Mas vocês repararam os dentes dele, como são tão brancos?" A fina sensibilidade, intuição e discernimento que o cristão desenvolve para perceber o mal (que é de fato onipresente em nossa vida) no mundo, a começar do próprio coração é um fato. Mas ainda maior - muitíssimo maior!- é a sua sensibilidade para perceber a graça, o bem, a verdade, a beleza, pois "onde abundou o pecado, superabundou a graça!" E nisso nos tornamos homens. O cristianismo nos humaniza. Devolve à nossa natureza (adulterada pelo pecado original) a sua original atratividade pelo positivo, pelo bem e pela beleza. Nosso olhar natural é o do garimpeiro que intui a pepita de ouro debaixo do lamaçal e a graça de Cristo acentua isso em nós. Não foi isso que constituiu toda a investigação do grande psicólogo Victor Frankl, nos campos de concentração do Nazismo? Certamente ele não era ingênuo frente aos horrores que ali se praticaram e claramente os denunciou. Mas aquilo que se tornou sua ênfase, sua grande atração, matéria prima de sua reflexão e prática terapêutica, foi o bem de que é capaz o ser humano, mesmo nas situações mais degradantes. São os protestantes que tem a doutrina de que o ser humano é um caso totalmente perdido, cuja liberdade é absolutamente incapaz de escolher o bem. Mas nós cremos no mérito. Na capacidade humana de dizer sim ao bem, e portanto, de se abrir à graça salvadora de Cristo e cooperar com ela, voluntariamente. O que diria Freud confrontado com os mesmos dramas humanos que Victor Frankl presenciou? Teria o mesmo olhar? Ou enfatizaria a volúpia humana, o egoísmo e continuaria a manter a sua mesma concepção do ser humano como alguém que busca antes de tudo a sua autossatisfação? O que diria Marx? Explicaria tudo em função da origem e posição de classe? Da perspectiva econômica? O que diria um sujeito que faz do capitalismo, uma ideologia, e portanto, é economicista em sua visão da vida? Essas três viseiras ( a de Freud, a de Marx e a do capitalista ideológico ou seja, do liberal) estreitam tremendamente o horizonte de percepção do real e são sintomas de uma perspectiva pagã da vida. O cristão é marcado por aquela virtude infusa e teologal chamada ESPERANÇA! E por isso seu olhar é predominantemente positivo, magnânimo e benevolente. Jamais é um olhar de ingenuidade que nega o mal no mundo. Mas é um olhar que afirma que Deus é maior que o mal! E que por isso, Cristo ressuscitou verdadeiramente, e se não fosse isso, seríamos os mais desgraçados dos seres humanos. Por isso, nosso olhar não é o do urubu que enxerga antes de mais nada - mesmo que seja num jardim limpíssimo - a carniça fedorenta. E é o olhar do diabo, como inteligentemente nos mostra Ariano Suassuna no último ato da peça O Auto da Compadecida. Que faz o demônio ali? Acusa. E pega tudo, não deixa escapar um detalhe sequer da podridão humana. E que faz Nossa Senhora, a compadecida, personificando a misericórdia divina? Aproveita tudo, os mínimos impulsos de bem que possam haver naqueles depravados. É o mesmo que faz Sónia , a prostituta, em relação ao criminoso Rodion Raskolnikov , em Crime e Castigo (obra de Dostoiévski que inspira a peça de Suassuna, opino eu): raspa o fundo do tacho do seu coração empedernido, para tentar arrancar dali algum impulso de virtude. É o mesmo que faz São João Bosco quando entra naquela prisão de Turim e insiste em crer naqueles jovens ali trancafiados. Não somos ingênuos em relação ao mal que há neste mundo, e à responsabilidade humana frente a este mal. Mas somos, antes de tudo, testemunhas do poder de Cristo Ressuscitado, que em si "recapitulou todas as coisas"! Mas , em última análise, o que nos dá esse olhar marcado pela ESPERANÇA (dom de Deus) é o fato de cada um de nós, termos experimentado pessoalmente A MISERICÓRDIA DE DEUS em Cristo. E por isso, eis uma boa pergunta para fazer a mim mesmo, toda vez que me pego apressado em condenar o outro: Até que ponto eu mesmo tenho feito a experiência do perdão de Deus em minha vida?
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0 # Sidnei 18-08-2016 09:05
Agora se teve gente que ficou chocado com esta foto, deste bebe deitado em um chão de um aeroporto, então se virem isto http://mais.uol.com.br/view/d524a6gr4d06/hora-do-banho-dos-bebes-na-india-04028C1C3164C0A15326?types=V&, morrem todos do coração.
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0 # Luiz Antônio Pereira 18-08-2016 12:54
Bebês tomando banho segurados por suas mães e não ao chão, nada de mais!
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0 # Sidnei 18-08-2016 14:04
Também achei nada de mais, porém, deve ter pessoas que ao ver estas cenas, vão achar estas mulheres as mães mais sem noção do mundo, honde já se viu, dar banhos em crianças, como se estivessem lavando uma peça de roupa suja.
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0 # Luiz Antônio Pereira 18-08-2016 20:18
Pois é! Aí é que está! Não conheço a Índia e seus costumes, mas lá essa prática deve ser cultural. Todo caso de escandalização e comoção começa localmente. Esse banho não teria condições disso! Há coisas que ferem a harmonia social, e não obstante não se constituem crimes. São culturas e o mundo precisa aprender que há vários mundos dentre dele.
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0 # Sidnei 18-08-2016 09:01
No hemisfério norte, agora em agosto, ainda é verão, então se o bebê estava no chão, foi até bom, que pelo menos ele estava se refrescando um pouco também, pois se o verão lá for como aqui, até eu deito no chão para dormir a noite toda, como eu fiz uma vez que deitei no piso de casa para dormir em uma tarde quente de verão insuportável, mesmo com o ar condicionado ligado.
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0 # Luiz Antônio Pereira 18-08-2016 12:53
Sim, quem não deita no chão em dia de temperaturas altas! ... espero que não se torne moda deitar bebês no chão de aeroportos para os refrescar um pouquinho do calor excessivo... ainda mais recém-nascidos. O caso em questão não acho que foi bom para o bebê (se refrescando um pouco), apenas irrelevante.
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0 # Sidnei 18-08-2016 14:13
Não sei se este seu comentário a mim foi uma ironia, não, nem todos se deitam no chão para se refrescar em dias de temperaturas altas, mas quem faz, não está proibido de fazer, nem a si e nem a seus filhos, quer eles sejam crescidos ou bebes. Se para você não foi bom para o bebê ser colocado no chão para se refrescar, para a mãe deve ter sido, então o filho é dela e ela cria da melhor maneira possível e eu e você não temos nada haver com isto, quem sabe se os pais desta mulher fizeram a mesma coisa com ela quando era criança, e aí?, ficou algum trauma nela?, vemos ela trazendo alguma doença?. Então deixemos de se preocupar com pouca coisa, e atemos com o que de pior esta acontecendo com as crianças em torno do mundo, sobre tudo, aquelas que nem chance de vidas tem, pois já são eliminadas antes de nascer, e parece que muitos nem se escandalizam com isto.
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0 # Luiz Antônio Pereira 18-08-2016 23:33
O desenho: "Sim, quem não deita no chão em dia de temperaturas altas! Mas espero que não se torne moda deitar bebês no chão de aeroportos para os refrescar um pouquinho do calor excessivo… ainda mais recém-nascidos." Eu acho que muita gente deita no chã de casa em dias com temperaturas muito altas. Ponto! Eu espero que as pessoas não se acostumem a deitar bebês em chão de aeroportos. Ponto! Se o motivo de achar que as reticências foram o pavio da ironia, acho que assim consegue entender melhor.
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0 # Sidnei 19-08-2016 12:20
"Oh, sim, eu fiz escarcéu, fiquei verdadeiramente inconformado e desejei a fogueira para essa mãe. Assim está bom para aliviar sua carência, Sidneizinho?" Não, apenas aumentou a multidão de gente sem louça para lavar, e ficou de mimimi por causa da pobre mulher. Eu carente?, e você todo nervosinho e um tremendo de um arrogante.
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0 # Sidnei 19-08-2016 07:02
Entendo,só você e um monte de gente que faz um escarcéu todo só porque uma mulher deitou seu bebê no chão de um aeroporto, por motivos que desconhecemos, entre eles está talvez por tentar refrescar seu bebê em um dia quente de calor excessivo. Mas pessoas como você já vão a julgar que ela é a mãe mais desnaturada do mundo, e ainda teme que isto se torne moda. Ponto!.
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0 # Luiz Antônio Pereira 18-08-2016 23:22
Bom, se você decretou, promulgou e sancionou meu comentário como sido tratado de deboche e ironia, faça bom proveito de sua carência afetiva. Em tempo, não costumo usar de ironias, pois a meu ver é tática de desesperados onde não encontram argumento ao qual se apoiar, mas, no entanto, não teria problemas em usá-las para colocar gente medíocre em seu lugar... se é que me entende! Cuidado com esse ódio todo. Não é bom sinal para um cristão!
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0 # Luiz Antônio Pereira 19-08-2016 11:57
Oh, sim, eu fiz escarcéu, fiquei verdadeiramente inconformado e desejei a fogueira para essa mãe. Assim está bom para aliviar sua carência, Sidneizinho? O Catequista, fique à vontade para apagar isso tudo aqui. Sinto que Sidnei esteja deveras magoado em sua reputação de ilibado postulante da verdade e da moral, e sinceramente não desejo que ele se sinta mal a cada vez que entrar aqui e ver a bagunça que sua carência fez com sua própria imagem. Aliás, este espaço nem é para despejar mágoas e ressentimentos pessoais devido à suas carências. É sério, eu não sinto prazer em humilhações para o próximo. Pode apagar, ok?
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0 # Sidnei 19-08-2016 06:58
carência afetiva e gente medíocre, obrigado pelo que me tocas, a reciproca é verdadeira. "Cuidado com esse ódio todo. Não é bom sinal para um cristão!" Cuidado com estas sua ironias e tentar esconde-las por baixo de falas bonitas. Não é bom sinal para um cristão!.
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0 # Luiz Antônio Pereira 18-08-2016 20:08
Não, eu realmente não tenho nada a ver com esse caso, apenas comentei. Não há motivo para exaltações. Proibições de deitar no chão; traumas; doenças; preocupações... mas o quê é isso? Por causa de um comentário? Desculpe, não usei ironias. Só achei inapropriado aludir o fato de colocar o bebê no chão do aeroporto devido ao calor, abonando o ato, coisa que certamente não foi o que aconteceu e isso sim teria mais motivo para críticas, porque chão de casa é uma coisa, mas chão de aeroporto é outra (no caso de refrescadinhas). Quanto ao aborto, se escandalizar é o que menos se precisa, mas sim, mais ações práticas.
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0 # Sidnei 18-08-2016 21:32
Se não há motivos de exaltações então que não me venha com comentários irônicos, embora dizes que não foi, mas quem lê percebe claramente que foi. E depois pergunta: "Proibições de deitar no chão; traumas; doenças; preocupações… mas o quê é isso? Por causa de um comentário?", sim por causa de um comentário, que mais parece ter sido um deboche e uma coisa que eu odeio e gente debochada, ou que fala com ironias e depois diz que não foi.
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0 # Raquel 17-08-2016 22:00
Uma mulher na missa, depois da comunhão e ainda ajoelhada, puxou seu celular e ficou rolando pra lá e pra cá. Todos olharam espantados para ela, certamente escandalizados. Nao sabiam eles que ela só queria rezar uma oração de ação de graças e não sabia o texto de cor.
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0 # Luiz Antônio Pereira 18-08-2016 12:58
Com certeza cada um que cuide de sua vida, ainda mais na Missa, mas é bom evitar escandalizar o povão, e certamente rolar o dedo no celular para lá e para cá depois da comunhão causa estranheza. Talvez fosse melhor uma piedosa interiorização somente até que ela decorasse sua oração favorita. Bom senso também é graça!
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0 # Maria 17-08-2016 20:46
Sempre fui uma pessoa muito na minha, que não fala mal de outras pessoas. Porém (envergonho-me por tal tendência) já notei que quando estou perto de pessoas que reclamam e falam mal, acabo me "contaminando" e entrando na onda, no trabalho por exemplo. Isso me frustra, o quão fácil é cair nesse pecado, mas o negócio é lutar diariamente. O post me fez refletir, obrigada
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0 # A Catequista 18-08-2016 12:36
Sou assim também. Seguimos caminhando, lutando contra o pecado, com a graça de Deus.
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0 # Alex Hoffmann 17-08-2016 18:59
Dormir sobre um colchão por 4 dias, dentro de uma sala de aula juntamente com mais 25 crianças onde o piso da sala seja de madeira e a servente da escola tenha "limpo e deixado cheiroso" passando óleo diesel, não mata ninguém. Então, se a mãe e a criança dormiram no chão e não morreram, parabéns pro bebê, será um guerreiro, daqueles que não se vitimizará à toa e não se amuará por qualquer dedo cortado.
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0 # Sillas Silva 17-08-2016 18:52
Pois é! Num instante aquela mãe se tornou mais odiosa que o satanás pelo público. A pessoa que bateu a foto poderia muito bem ter ido lá perguntar se estavam precisando de algo, se o bebê estava bem... etc, mas e a vontade danada de ter centenas de curtidas na face diante de uma foto que fará um tremendo sucesso à custa dos outros. Tenha dó.
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0 # Monick 17-08-2016 16:31
É importante refletir sobre esta realidade porque de uma maneira geral acostumamos com um simples "click" - a vida através do posts e a avaliação das aparências. Seria mais oportuno verificar o que estava acontecendo, se a mãe precisava de algum auxílio, etc.
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0 # Angelina de Souza 17-08-2016 15:27
tem um monte de gente dormindo no chao, nas nossas cidades, la na africa e nao to vendo fazerem muito pra ajudá-los... é realmente um povo desocupado que gosta de polemizar para aparecer!!!
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0 # Luiz Antônio Pereira 17-08-2016 15:57
São situações bem diferentes! Esse caso é bem relativo! No fim, talvez nós é que estejamos julgando mal o fotógrafo e promovendo seu linchamento privado aqui no site..., mas vai que extrapole para fora e logo ele esteja estampado em vários sites sendo retaliado depois de um fato elucidado!
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0 # A Catequista 17-08-2016 16:07
No caso da pessoa que tirou a fotografia e a publicou nas redes sociais, seu erro teve dimensão pública, FOI CRIME. Não foi meramente um erro pessoal. É crime difamar as pessoas, causar danos morais, especialmente usando a imagem delas.
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0 # Luiz Antônio Pereira 17-08-2016 16:57
Isso, certamente!
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0 # Luiz Antônio Pereira 17-08-2016 14:53
Não há como saber sobre o caso. Se não havia mais vouchers para hotéis, à companhia não seria muito difícil e custoso um colchão numa de suas salas... ou mesmo ali no pátio. O bebê está deitado sobre um trapinho fino. Não consigo acreditar que essa mãe faria seu bebê dormir por duas noites sobre um paninho desses no chão de um aeroporto. Caso a companhia não dessem um colchão, ela mesma teria conseguido um cobertor ou algo mais espesso que um trapo para seu bebê deitar. Talvez ela tenha sido desleixada por deixar o bebê ali por uns dois minutos e aproveitado para descansar os braços, talvez não... mas é a vida! Realmente esse fato aí não merecia proporções gigantescas de indignação.
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0 # Cinthia 17-08-2016 16:37
No exterior é muito comum deixar as crianças no chão do aeroporto, eles são de carpete diferente dos brasileiros. Quem nunca deixou uma criança dormindo no tapete?
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0 # Luiz Antônio Pereira 17-08-2016 17:12
Bem lembrado! Alguns aeroportos têm o piso forrado com carpetes, isso muda o quadro significativamente. Na foto parece ser o caso, mas se for o aeroporto de Hartsfield pode não ser, pois parece-me que neste o piso é em granito. Mas se é assim tão comum por lá, como alguém poderia achar isso tão hediondo e levar uma massa junto, já que é algo tão habitual?
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0 # A Catequista 17-08-2016 15:10
Esse é o ponto: ainda que tenha havido algum desleixo por parte da mãe, não foi nada que tenha configurado crime ou maus tratos. Nada que justificasse a enxurrada de críticas e a imensa exposição negativa que se seguiu. Se a pessoa que tirou a foto queria comentar o desleixo da mãe, nas redes sociais, poderia ter tomado o cuidado de borrar seu rosto. A anta nem ao menos se deu conta de que, no futuro, essa criança poderá ser vítima de humilhações e vexames na escola, ao ser apontado como "o filho da mãe desnaturada". Então, ou essa pessoa é muito burra, ou é muito hipócrita. Por que o que ela fez (fotografar e expor o rosto da mãe nas redes sociais), em vez de ajudar o bebê, só pode lhe trazer prejuízo.
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0 # Luiz Antônio Pereira 17-08-2016 15:53
Realmente, se houvesse boa intenção, talvez a pessoa faria algo oportunamente, ao menos questionar a mãe do bebê, ali na hora... sutilmente, é claro, porque uma pessoa estranha não pode inquirir numa família em um fato no máximo estranho. Tem pessoas que querem realmente serem os heróis, o primeiro a postar o que desencadeou uma grande crítica,e posar em entrevistas e tals... mas pode ter sido alguém que tenha vivenciado algo semelhante, sei lá, o desespero, as lembranças, e o dito cujo só pensava na hora que deveria fazer alguma coisa e fez. É complicado!
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0 # Denise Rocha de Castro 17-08-2016 14:43
A esmagadora maioria desses justiceiros de redes sociais são "pessoas de bem, cristaus de plantão com mt amô nu corassaum" prontos pra apontar o dedo nos supostos erros dos outros: "nossa, que absurdo uma mãe má que larga a criança no chão! Nossa, olha o racista! Olha o homofófico! Olha o intolerante! Olha o machista! Que todos queimem no inferno, sejam estuprados, assassinados e tenham uma morte lenta!" Ta bom senhor perfeito, senta lá! Vamos aprender um pouquinho mais.
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0 # Leonardo 17-08-2016 16:59
A maioria deles são esquwrdistas vigaristas que adoram arrotar moralismo barato... Bando de hipócritas recheados de valores podres socialistas. Adoram medir os demais com sua propria régua.
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0 # Lucas 17-08-2016 12:18
"Eu não sei o que está por trás da foto, mas mesmo assim vou esculachar essa mulher, onde já se viu deixar um bebezinho inocente no chão? Essa mulher tem que se ferrar mesmo!" Em outro dia... "Meu Deus, olhem!! Umm parasita na barriga daquela mulher, mata ele, porque já tem gente demais no mundo e eu sou defensor do direito das mulheres!"
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