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Terça, 12 Julho 2016 16:22

Padre José Eduardo comenta bafafá em torno da proposta do Cardeal Sarah

Postado por

posicao_altar

Por: Pe. José Eduardo de Oliveira

Sobre a polêmica de Card. Sarah e o "ad orientem", não quis falar nada antes porque já imaginava que seria este o desfecho [confira aqui os esclarecimentos da Sala de Imprensa da Santa Sé]. Porém, cabe uma precisação importante, sobretudo depois da chuva de estupidezes que se disseram esses dias. AS DUAS POSIÇÕES DO ALTAR SÃO VÁLIDAS Uma coisa é a "posição do altar" e outra a "posição interior do celebrante". Esta última sempre é "versus Dei", como esclareceu uma resposta autêntica da Congregação para o Culto Divino do ano 2000 (Cf. prot. 2036/00/L), pois o padre reza a Deus, não ao povo, mas pelo povo e com o povo. Quanto à "posição do altar", a Igreja SEMPRE teve as duas posições coexistindo em harmonia: "coram Deo" (de frente para Deus) ou "coram populo" (de frente para o povo). Nas igrejas de estilo basilical, por exemplo, construía-se sempre o altar voltado para o povo, mas sempre "ad orientem"… Pois o ponto de referência sempre foi Deus, e NUNCA houve um conflito entre os dois estilos. Contudo, nas últimas décadas, o problema se tornou praticamente ideológico, e criou-se uma dialética artificial entre as duas posições, sendo que ambas, como esclarece a mesma resposta da Congregação para o Culto Divino, permanecem plenamente válidas, e isso para as duas formas do rito romano. Na referida resposta autêntica, a Igreja já esclareceu que a norma litúrgica se refere a que se "possa" celebrar facilmente "coram populo", mas não que isso se "deva" em todos os casos. Cabe aqui o discernimento pastoral na comunhão da Igreja. A HIPOCRISIA DE ALGUNS Todavia, sejamos francos. Como a hipocrisia é grande em nossos dias!!! Há tempos se mandou alterar a fórmula da consagração para "pro multis" [as palavras da consagração do cálice devem ser, conforme o Evangelho, "por muitos", em vez de "por todos], e ninguém fez nada, embora houvesse um prazo de dois anos, já esgotado há tempos. O próprio papa Francisco mandou que se moderasse mais o "abraço da paz", e praticamente ninguém viu nada se fazendo a respeito. Agora, o Card. Sarah fez uma intervenção, sem praticamente novidade alguma em termos legislativos, e cria-se uma celeuma dos diabos. Se as sugestões fossem para dançar o maculelê na liturgia, mesmo que isso não fosse oficial, haveria não apenas acatamento imediato, mas se obrigariam todos os que não quisessem a fazê-lo sob pena de qualquer coisa… danca_freira A liturgia, no final das contas, se tornou um festival de gostos, e o problema que o Card. Sarah aponta continua candente: não se trata da posição do altar, mas da nossa posição interior. A quem estamos buscando?, a nós mesmos, nossa popularidade?, ou a Deus? "AD ORIENTEM" NÃO É DAR AS COSTAS PARA O POVO Nem falemos dos grotescos que voltaram àquela vergonhosa expressão de "celebrar de costas para o povo", digna de não-catequizados. Além de ser um desrespeito a todos os demais 22 ritos da Igreja Católica, que continuam celebrando assim como há milênios, é uma flagrante idiotice, à qual menciono apenas para registrar que ainda existem tamanhos mentecaptos. Enfim, independente da posição do altar, o que se pode sanar pela presença da Cruz ao centro, como faz Papa Francisco (que também celebra "versus Dei" todos os anos, pelo menos na Capela Sistina, na festa do Batismo do Senhor, quando batiza os bebês), o que mais importa é a posição do nosso coração: celebramos para Deus. Ele é nosso alvo, nosso centro, nosso horizonte… E isso não apenas enobrece a ação litúrgica, mas santifica o povo que dela participa, pois este não veio à Santa Missa para conferir a performance do padre, mas para passar pelo novo e vivo caminho aberto pelo Sangue do Cordeiro, entrar pelo véu rasgado e contemplar o Trono da Graça, para encontrar salvação e auxílio oportuno.

O Pe. José Eduardo de Oliveira é sacerdote da Diocese de Osasco e Doutor em Teologia Moral pela Pontifícia Universidade da Santa Cruz (Roma).
230 Quarta, 21 Dezembro 2016 19:48

Comentários   

0 # João Pedro Strabelli 14-07-2016 12:46
Pensei numa coisa agora: leio muita gente reclamando do papa Francisco, uns dizem que ele só fala besteira, outros reclamam que ele quer mudar tudo e dar um liberou geral na Igreja. Mas ele mantém celebra Ad Orientem em algumas ocasiões, como também lembrou que a família rezar um Pai Nosso em torna da mesa da refeição é fácil.
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0 # JB 15-07-2016 10:50
Que me lembre rezou ad orientem apenas uma vez e isso porque não tinha outra alternativa já que o altar era encostado na parede.
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0 # Leniéverson 14-07-2016 01:43
Quem é meu amigo de Facebook sabe, atuo há quase 14 anos no segmento jornalístico católico, além de tocar na Igreja. E, como não seria diferente, me interesso por assuntos, de forma profunda, sobre a Igreja, a nossa Igreja. E o que eu tenho percebido é que uma parcela considerável de católicos, e aqui me refiro aos leigos- é claro - possuem resistências a formações doutrinais. Quanto mais o católico não se informa sobre a Igreja, mais polêmica sobre a mesma Igreja. Não buscam conhecimento sobre a história da Igreja, sobre documentos da Igreja, tem uma visão superficial dos santos, dos SACRAMENTOS - como a da eucaristia -, dentre outras coisas. São pessoas que dizem ser católicas, mas não demonstram catolicidade. Não adotam o princípio do "mexeu com a Igreja, mexeu comigo". Católico sem sal, ao invés de defender a unidade dos fiéis sob a mesma doutrina, tende a gerar muito mais divisão. Acompanham a Igreja, ou tudo sobre ela na míE a CNBB, enquanto instituição,pouco ajuda, no sentido de lutar contra certas heresias, como, por exemplo, as litúrgicas. É uma verdadeira tragédia. Bom, é o que eu penso.
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0 # alessandro 13-07-2016 20:12
pode tambem ser o contrario ne elton, a mulher pode ser muito bonita e o pe. se distrair.imagine so nos dias de hoje, as mulheres com aquelas mini-saias dos infernos,na frente do pe. cruzando as pernas igual elas gostam de fazer..., mas brincadeira a parte, a igreja prescisa ter uma solucao, para nosso senhor ser melhor tratado nas nossa paroquias, ELE ESTA NA EUCARISTIA, E UMA PESSOA, A PESSOA DE CRISTO, O POVO PRESCISA ADIQUIRIR ESSA CONCIENCIA DA SUA PRESENCA, E SE RELACIONAR COM NOSSO SENHOR, RESPEITA-LO E ADORA-LO. o que se ve a maioria das vezes, e algazarra, mexirico e conversa fiada e nao se dao conta da preseca de jesus no sacrario e na missa. hoje em dia se fala tanto nos pobres, e jesus na eucaristia, eo mais pobre de todos, mal-tratado, a indiferenca em torno dele, a comunhao sacriliga, AS PARTICULAS QUE CAEM NO CHAO E A ASSEMBLEIA PISA NO COITADO. INFELIZMENTE E COM MUITA DOR NO CORACAO VEJO ESSAS COISAS, E O POVO DE DEUS DA CADA VEZ MENOS IMPORTANCIA PARA O SACRAMENTO DO AMOR.
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0 # Elton 13-07-2016 13:35
Apesar de os 2 modeles poderem ser adotados, prefiro o versus Deus, pois à hora da Consagração e elevação das Sagradas Hostia e Cálice, pode alguém ficar fitando no sacerdote, distrair a mente do essencial, particularmente de mulheres, se ele for atraente, mais ainda! O modelo acima considero o mais adequado
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0 # Geraldo 13-07-2016 13:30
Padre José Eduardo, como sempre, trazendo a palavra clara e iluminadora. Padre jovem e com muito mais sabedoria e conhecimento que alguns velhos bispos nossos. Esse lugar comum do "celebrar de costas para o povo", é mesmo uma piada de mau gosto que se tornou popular. Se a gente pensar bem, de algum modo, essa posição "versum dei" até iguala mais padre e povo, pois todos se voltam para o mesmo Deus, é uma posição (também) muito mais COM o povo do que PARA o povo, embora seja também PELO povo, o que não impede, é claro, que o povo reze por si mesmo, como povo sacerdotal que é. E foi muito bom o padre José Eduardo clarificar e lembrar o essencial da mensagem do cardeal: O Senhor é o centro de tudo com a Trindade que |Ele revelou e a Sagrada Liturgia é manifestação e ação dEle entre nós. A mania de inventar a liturgia em vez de nela mergulhar, trouxe entre nós uma onda de exibicionismo, competição infantil, teatralismo pueril, celebrações que cansam por verborrágicas ou até se tornam momentos de tentativa de lavagem cerebral ou inculcamento ideológico e/ou moralista. A renovação litúrgica autêntica ainda está muito longe de ocorrer em muitos casos cá no Brasil, até porque a liturgia é e deve ser coroamento de dimensões da vida cristã que nela culminam: sobretudo a EVANGELIZAÇÃO E CATEQUESE. São comunidades de convertidos e discípulos as que celebram e isso dá o teor e a densidade de uma celebração, algo que se nota assim que se entra numa matriz ou capela. Um povo pagão, cujo catolicismo meramente sociológico é um verniz sócio-cultural vago, utilizando-se das profundas expressões da tradição litúrgica de modo mecânico e vazio (sem estar preparado para saborear tantos tesouros) não é coisa difícil de encontrar.Infelizmente. Quando ainda se encontra uma religiosidade popular viva, há algo para se aproveitar pastoralmente criando-se aquele diálogo evangelizador que tanto nos enriquece como nos permite trabalhar as ambiguidades existentes. Mas quando as pessoas adentram o templo com um espírito de paganismo mesmo, fazendo de Deus um mero gênio da lâmpada do Aladim, aí a liturgia sozinha vira chuva no molhado e pérola aos porcos, pois faltam coisas essenciais para se celebrar como cristão. Falta sobretudo, ser cristão, conhecer Jesus, experimenta-lo como Salvador e Senhor. Quando a experiência de Deus está na base da vida, cada palavrinha e cada gesto da liturgia tem grande significado e a gente mergulha em cada pedacinho com o coração inteiro. Mas infelizmente, a liturgia em vez de ser o cume, tem sido a porta de entrada e um montão de gente dela participa sem estar minimamente preparada para vivencia-la em toda a sua riqueza, e não dá para preencher essas lacunas tremendas em 20/30 minutos de homilia. Os irmãos separados fazem o culto de doutrina, a escola dominical, os carismáticos bem ou mal, vão preenchendo essa lacuna, cuidando do querigma em suas tardes de louvor e alguns grupos mantem escolas catequéticas e os movimentos eclesiais cuidam da iniciação cristã dos seus membros. Mas a estrutura paroquial continua basicamente numa lógica de manutenção meramente sociológica de costumes e hábitos religiosos medíocres (basicamente um supermercado de sacramentos para quem os busca como meras cerimônias que não engajam a vida e o modo de ser cotidiano) com raras exceções. Depois aparece um protestante habilidoso que faz o sujeito ver quão medíocre tem sido a sua experiência de Deus e o leva para uma comunidade onde bem ou mal, Cristo tem certa centralidade e esse sujeito que jamais foi um católico antes (mas apenas um número na estatística dos batizados) começa a dizer: "quando eu era católico, blá, blá, blá...". Por isso eu penso, que além de cuidar bem da liturgia, a gente precisa levar muito a sério o ANTES da liturgia, aquilo do qual ela depende: A EVANGELIZAÇÃO e a CATEQUESE (não necessariamente numa ordem cronológica, mas com a atenção e sensibilidade que permite ver quando essas lacunas estão presentes e tornando a vida cristã artificial e paganizada e disponibilidade e zelo pastoral para agir de modo a preencher essas lacunas, sem as quais não há sequer cristianismo e portanto não há liturgia de fato).
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0 # marcos 13-07-2016 11:26
Quanto ao abraço da paz, sou músico, coordeno dois grupos de musica que atuam em missas e, depois da edição do documento acerca do assunto, que li na íntegra (embora não o tenha estudado minuciosamente), ao verificar que o "canto da paz" é nada menos que um abuso liturgico, segundo o documento, cortei. Meu pároco, que ora me parece ótimo, ora nem tanto, falou, equivocadamente, disse que não se tratava de uma imposição, mas uma orientação localizada, e cada paróquia pode fazer do jeito que quiser, blá, blá, blá, blá, blá, blá. Eu sorri pra ele, fiz cara de quem estava apreendendo algo novo (não discuto com ele, ja apanhei muito de párocos progressistas, até com humilhações públicas no meio da missa, quando era jovem), e continuei fazendo do mesmo jeito. Parece que, devagarzinho, o povo vai aquietando, até mesmo o padre perde jeito de mandar o povo fazer a saudação quando não tem música. A gente como leigo que atua de alguma forma na liturgia, tem que ir ajeitando as coisas devagarzinho, naquilo que compete a nós.
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0 # marcos 13-07-2016 11:18
A pergunta que não quer calar: Por que tanto incômodo com isso, meu Deus? É uma questão tão simples...
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+1 # marcos 13-07-2016 11:15
"Nem falemos dos grotescos que voltaram àquela vergonhosa expressão de 'celebrar de costas para o povo', digna de não-catequizados. Além de ser um desrespeito a todos os demais 22 ritos da Igreja Católica, que continuam celebrando assim como há milênios, é uma flagrante idiotice, à qual menciono apenas para registrar que ainda existem tamanhos mentecaptos." Que Hadouken...
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+1 # maria marta marques 13-07-2016 01:49
Mesmo que esta mudança venha acontecer eu continuarei indo a missa,porque para mim nada mudara, não deixarei de ser católica.Sou catequista da minha comunidade e falo para meus catequizando que devemos ser igreja e participar da comunhão com cristo .
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0 # Leniéverson 12-07-2016 23:30
Para mim, que sou jornalista católico, é bom saber vários pontos de vista sobre o mesmo assunto.
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0 # João Pedro Strabelli 12-07-2016 23:10
Vou fazer um comentário que até parece meio nada-a-ver (mas é que o outro que pensei é bem menos publicável): Quase nunca assisto televisão ainda mais programas populares e ainda mais os com plateia. Mas um dia estava lá eu esperando meu filho que estava com a psicóloga do posto e na TV passava o programa da Fátima Bernardes. Para quem não tem (até hoje) um celular touch screen e não tinha revistas no local, lá vai eu assistir. Por acaso, era sobre um especialista brasileiro em churrascos. Aí me chamou a atenção. E um sujeito perguntou qual era o jeito certo de fazer uma das minhas preferências alimentares: se com a carne bem perto da brasa ou se com fogo alto e a carne mais distante. O especialista explicou como funcionava cada jeito e quando perguntaram qual era o mais certo, ele deu uma resposta sensacional: em vez de procurar qual era o jeito mais certo, a gente deveria ficar feliz de ter mais de um jeito de fazer. Vamos ao fato: a riqueza da celebração da Igreja Católica é tanta que temos mais de um jeito de celebrar! Se no churrasco ninguém reclama, vai reclamar aqui! Dá licença, né? Mas vai aí uma observaçãozinha que eu ia fazer no post anterior e duas coisas sérias me atrapalharam usar o computador antes: em várias igrejas, principalmente devido á acústica, seria um pouco complicado o padre ficar de costas. E uma pequena sugestão, que também ia fazer: em algumas missas solenes, ficaria muito bom. Agora, discutir isso de forma ideológica, é muito mais sensato fazer plebiscito sobre a forma de fazer churrasco.
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0 # Padre Orlando Henriques 19-07-2016 09:58
Mesmo que o exemplo não tenha nada a ver, a verdade é essa: ainda bem que há mais uma maneira de celebrar! As duas formas (“versus populum” e “ad orientem”) são válidas e, por isso, a sua coexistência só pode ser uma riqueza. É verdade que há lugares onde não dá para celebrar doutra maneira, mas duas possibilidades aí estão para se poderem usar conforme as circunstâncias e as possibilidades. Mas o problema é que é IMPOSSÍVEL discutir este assunto com serenidade. Sim, é impossível porque a questão é levada logo o campo da batalha ideológica. Basta abrir a boca acerca deste assunto para que o preconceito comece logo a trabalhar na cabeça das pessoas e a impedi-las, sequer, de avaliar com clareza se faz sentido ou não. Ratzinger, na sua famosa obra “Introdução ao Espírito da Liturgia”, aponta argumentos a favor da celebração “ad orientem” que fazem sentido, mas a maioria das pessoas rejeita-os à partida, não há abertura de espírito para pôr de parte os próprios preconceitos e perder um momento que seja a colocar a hipótese de os argumentos poderem fazer algum sentido, ou tentar compreender porque é que alguém defende outra maneira de fazer as coisas. Da mesma forma que também há que ter abertura de espírito para compreender as vantagens da celebração “versus populum”, também há que ter a mesma abertura de espírito para nos perguntarmos porque é que sempre se celebrou e continua a celebrar “ad orientem” em todos os ritos da Igreja, excepto no rito romano e apenas desde há cerca de 50 anos.
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0 # João Pedro Strabelli 25-07-2016 19:29
Padre Orlando Muito obrigado pelo comentário e pelas sábias palavras. Realmente é um assunto difícil de se conversar e não deveria ser. Tanto que evitei a até agora manifestar a minha preferência. Outro assunto difícil de se discutir com serenidade me parece ser o Concílio Vaticano II. Se não me engano, vi no vídeo de um padre que houve muito consenso nas votações. Se foi, aqui fora parece que consenso é o que menos tem. Algumas pessoas dizem que o Concílio é o comunismo da Igreja e tem que ser extirpado o mais rápido possível; outras pensam que foi a única forma de salvar a Igreja. Curiosamente, o Vaticano II conseguiu conciliar as origens da Igreja, São Tomás de Aquilo e as transformações do mundo nas últimas décadas. E, ou por ser mal-visto ou por ser mal interpretado, não se acha consenso. É uma pena. Obrigado pela atenção.
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0 # Padre Orlando Henriques 28-07-2016 11:19
Mesmo assim, embora o Concílio Vaticano II possa nem sempre ser um assunto muito sereno, ainda assim há mais serenidade e abertura para discutir sobre ele do que para discutir a orientação do presidente da celebração em relação ao altar e ao povo. Mas, quanto ao tema “Vaticano II”, penso que o que mais impede o debate claro e sereno é o facto de os preconceitos das mais variadas linhas ideológicas atribuírem ao Vaticano II coisas que o Concílio nunca disse, nem nunca foi, nem nunca fez. E, uma vez mais, são os ultra-tradicionalistas a dizer que o “Vaticano II foi a maior das desgraças, porque introduziu isto e acabou com aquilo”; e são os progressistas a promover as piores aberrações alegando que “isto é que é uma Igreja segundo o Concílio Vaticano II!”… Haja paciência!
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0 # Alex Hoffmann 12-07-2016 19:40
Se o padre vai rezar versus Dei (me desculpem, mas duvideodó) ou não simplesmente não sei, eles que são brancos que se entendam, para meus catequizandos eu explicarei sobre o rito corum Deo e o rito corum populo. Assim como já expliquei sobre a única Igreja de Cristo, e sobre as únicas duas formas de receber a Comunhão e em que estado espiritual. No mais, aguardando ano que vem para participar das "celebrações ecumênicas" em comemoração aos 500 anos de Lutero e poder soltar uns foguetes, já que grande parte dos cadernos de formação teológica para lideranças, ministros e catequistas utilizados na diocese são os do CEBI-TL. Os 300 anos de Nossa Senhora Aparecida e os 100 anos de Nossa Senhora de Fátima...estes eu não sei.
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0 # Pequetita Johannpeter 12-07-2016 18:52
Belas, sãs, e edificantes palavras!! De se destacar, todavia, que para quem conhece a missa de sempre, é impossível não ver com tristeza as iniquidades e o empobrecimento litúrgico frutos do malfadado CVII. É certo que a "posição interior do celebrante" é sempre "versus Dei", mas o que custa DIGNIFICAR o rito exteriorizando esta posição?! Em certo dia de Corpus Christi, observei ao pároco que não havia incensação na presença do Santíssimo, o que contraria a prescrição canônica do rito. O piedoso sacerdote, ao dirigir-me um olhar não sem censura arguiu: "nós é que devemos ser incenso"... Ora, ÀS FAVAS!!!! AO SENHOR E SALVADOR DO UNIVERSO TODA HONRA E TODA A GLÓRIA, AGORA E PARA SEMPRE, ET IN SAECULA SAECULORUM, AMEN!! São Pio X, intercedei pelo clero que se entrega mais e mais ao engano...!!!!
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0 # Rafael (SP) 14-07-2016 19:53
Sim, Pequetita Johannpeter, a Santa Missa rezada "versus Deum", ou "ad Orientem", é mais conforme à sacralidade, à reverência, ao silêncio que a Missa deve ter. A Missa rezada como era oficialmente antes de 1970 realmente tinha a Deus como centro, é indubitável. Não tem essa de "posição interior do celebrante" que não é expressa pelo corpo. As duas orientações sejam válidas, como explicou o Pe. José Eduardo; entretanto, a posição "versus popolum" favorece uma série de distrações, de profanações, e também de narcisismo, tanto da parte do padre, quanto dos fiéis... Complementando as diferenças entre a Missa Novus Ordo e a Missa Tradicional, interessante notar que a orientação preferida modernamente combina com a resposta dos fiéis "Ele está no meio de nós", quando o padre diz "Deus esteja convosco (ou conosco)". Por essa teologia ecumênica da Missa de hoje, dá a entender que é a presença física dos fiéis e do padre na Igreja que presentifica Deus entre nós... o que é bem estranho, para dizer o mínimo. Os padres têm a obrigação de rezar Missa todo o dia, mesmo que não tenha Missa na paróquia em dados dias. Eles o fazem em cerimônia privada, sem a presença de fiéis, normalmente na capela da Igreja e, se nos fiássemos na teologia da Missa com público, a transubstanciação não ocorreria na Missa a portas fechadas, e o padre não comungaria validamente, o que é absurdo. Essa inovação do "Deus esteja convosco/Ele está no meio de nós" é um aporte dos conceitos do rabino Martim Buber, no livro “Eu e Tu”. Esse rabino, bastante influente no meio católico, era filósofo, mas, além disso, marxista e cabalista, o que o torna alguém nada recomendável a ter suas ideias aceitas no rito católico. Os liturgistas do Papa Paulo VI sabiam disso (o Cardeal Bugnini à frente), só que queriam “dialogar com a modernidade” a qualquer custo... A maioria dos padres não sabe disso, mas deveria... A consequência é um petitório que se choca: como nós que somos Consagrados Totais a Jesus através de Maria podemos pedir que ela nos livre das heresias e seja nossa bondosa guia, se a Missa em que obtemos o alimento espiritual possui brechas para que a heresia se instale em nossa mentalidade como algo normal, ou que permaneça como ponto cego em nossa conversão? Como poderemos, ainda que com penitência, adquirir uma mente como a de Nosso Senhor, se o novo rito não nos preserva da heresia? Como formar santos assim? Não dá. Que fique claro que a transubstanciação ocorre tanto em uma Missa como na outra, isto é, o pão e o vinho de uva são transformados em Corpo e Sangue de Cristo, e muita gente se dá por satisfeita com o alimento sobrenatural, e no bojo desse argumento é instada pelos padres a amolecer para a aceitação das Celebrações Eucarísticas, sem a presença do sacerdote. Nós somos ensinados que tanto faz. Só que a Missa não é ocasião apenas a se receber o Corpo e o Sangue de Nosso Senhor, é a finalidade principal, só que o chamado Rito Extraordinário, ou Missa Tridentina, ou Missa Tradicional nos oferta outras garantias para a vida cristã, pois é uma Missa íntegra, 100% católica, e isso faz enorme diferença, ainda mais neste mundo complexo, sutil e engenhoso em que vivemos hoje, degenerado e mais cheio de ameaças como jamais foi antes. Os bispos da CNBB, e a maioria dos padres, simpáticos à TL ou aos carismáticos, à vontade com o mundo moderno, deveriam fazer considerações desse tipo, e se tornarem mais agradáveis a Deus em primeiro lugar. Hoje em dia, para ser justo com os dias correntes, existem ordinários da Missa e folhetos de Missa bilíngues, em Latim e Português, para entendermos o que é dito (ainda que não seja essencial), coisa que não havia no tempo de nossos avós e bisavós.
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0 # Rick Renner 19-07-2016 16:59
Essa formula "Ele esta no meio de nós" só existe no Brasil,o missal em latim diz "et cum spirito tuo" e com o seu espirito, o padre responsavel pela tradução brasileira fez essa molecagem porque sabia que o Vaticano não teria um tradutor para o português a tempo e acabariam aprovando.
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0 # Padre Orlando Henriques 20-07-2016 08:35
Não, não existe só no Brasil: tristemente, também existe em Portugal!...
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0 # Natanael B. 12-07-2016 18:24
Só achei estranho a pressa em "desmentir" o Cardeal.
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