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Segunda, 16 Maio 2016 01:51

Diaconisas, O Retorno - Será que vai rolar?

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Na Bíblia (Rm 16,1) e em outros documentos da Tradição, vemos que nas comunidades cristãs primitivas existia a figura das diaconisas. Muita gente se pergunta a razão de a Igreja ter extinguido essa função, que a partir do século V se tornou exclusivamente masculina.

Epifânio de Salamina, bispo do século IV, explica que as diaconisas cuidavam das mulheres pobres e doentes (Panarion 79,3), e também iam às casas de moças e viúvas para pregar a Palavra. Naquela época, pegava mal um homem ficar a sós com uma mulher.

Em caso de litígios canônicos, em que era preciso examinar o corpo feminino, a diaconisa também entrava em cena. Por exemplo, em um julgamento ocorrido na igreja primitiva, um marido foi acusado de bater na esposa, e as diaconisas foram chamadas pelo bispo para verificar e atestar os hematomas deixados no corpo da mulher.

Da mesma forma, por motivo de decência, era inadequado que ministros do sexo masculino batizassem mulheres. Explico: nos primeiros séculos do cristianismo, um grande número de pessoas eram batizadas na idade adulta (diferente de hoje, em que a maioria dos batismos são realizados em crianças). E esse sacramento era quase sempre realizado por imersão, com a pessoa nua ou seminua.

vergonha

No batismo, o cristão é ungido com óleo dos catecúmenos. Atualmente, no Rito Latino, o padre simplesmente passa um pouco de óleo no peito da pessoa. Mas naqueles tempos a criatura ficava toda trabalhada no óleo, da cabeça aos pés! Então, para ungir corpo de uma catecúmena, convinha ser alguém do sexo feminino.

Para ter uma ideia melhor da situação, veja abaixo um vídeo que mostra o batismo de um cristão da Igreja Ortodoxa (há uma cena similar a essa no filme “Casamento Grego”).

Com o tempo, o batismo de adultos foi se tornando menos frequente, e o batismo por aspersão (um pouco de água derramada sobre a cabeça) prevaleceu nas igrejas ocidentais. A unção com o óleo dos catecúmenos também ficou mais "minimalista". Assim, o número de diaconisas foi diminuindo, até que em meados do século V a consagração de diaconisas foi proibida.

Segundo a “Gran Enciclopedia Rialp” de 1991, a tese que prevalece entre a maioria dos especialistas em História da Igreja é a de que as antigas diaconisas não eram ordenadas (eram apenas consagradas, como nossas monjas) e não serviam ao altar. Os diáconos, por sua vez, são membros ordenados do clero.

Uma das provas de que as diaconisas NÃO serviam ao altar é essa exortação do Papa São Sotero, no século II, em carta aos bispos da Itália: “Foi comunicado a esta Sé Apostólica que algumas mulheres consagradas a Deus e religiosas tomam a liberdade, nas vossas regiões, de tocar nos vasos sagrados e nas santas palas e de incensar o altar ao redor. Tal prática abusiva e digna de censura merece a rejeição de todo homem sábio" (Revista “Pergunte e Responderemos", D. Estevão Bettencourt, osb. Nº 500, Ano 2004, p. 76).

diacono_diaconisa

Há necessidade de fazer ressurgir a figura das diaconisas no seio da Igreja? Parece que não. Não temos mais mulheres peladas se batizando, não é mesmo? E as irmãs de caridade e até mesmo as leigas católicas, hoje, podem exercer as mesmas atividades das antigas diaconisas, com exceção da administração do batismo.

Em maio deste ano, a pedido de um grupo de religiosas líderes de ordens femininas, o Papa Francisco propôs estabelecer uma comissão para estudar o papel das diaconisas na igreja primitiva, e avaliar a viabilidade de mulheres se tornarem diaconisas nos dias de hoje.

Trata-se de um ESTUDO, para dar uma resposta mais clara e historicamente embasada aos questionamentos que alguns grupos de mulheres colocaram diante do Papa. Amei! Aposto que a conclusão desse estudo só vai confirmar e reforçar a linha até então adotada pela Igreja. Quem sabe assim o chororô das religiosas e leigas sedentas por alcançar o status clerical acabe de uma vez!

DUAS TENTAÇÕES APONTADAS PELO PAPA

O Papa Francisco pontuou duas tentações nessa demanda pelo diaconato feminino (texto no site do Vaticano):

  1. “A primeira é o feminismo: o papel das mulheres na Igreja não é feminismo, é direito! É um direito de batizadas com os carismas e os dons que o Espírito lhes deu. Não precisamos cair no feminismo, porque isso reduziria a importância de uma mulher.”
  2. “O outro perigo (...) é o clericalismo. (...) Ou seja, o padre que quer clericalizar o leigo, a leiga, o religioso e a religiosa, o leigo que pede para ser clericalizado, porque é mais cômodo.”

De fato, as mulheres devem ter mais espaço para atuar em posições de tomada de decisão na Igreja. Mas, para isso, não é necessário se clericalizarem. A Dra. Zilda Arns, sendo apenas uma leiga, fundou e liderou a Pastoral da Criança, que livrou milhares de crianças da desnutrição. E também a beata Irmã Dulce, com seu heroico trabalho caritativo. Nenhuma delas foi "clericalizada" e, no entanto, se tornaram algumas das lideranças católicas mais relevantes do Brasil!

diaconato_feminino

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3903 Segunda, 29 Maio 2017 13:55

Comentários   

0 # Bia 16-08-2016 00:41
Mulher leiga pode celebrar? Na minha comunidade tem.
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+2 # A Catequista 16-08-2016 01:27
Não, não pode de jeito nenhum.
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+1 # Sérgio 04-08-2016 02:01
Boa matéria! Também acho que, na verdade,esse estudo vai elucidar as coisas e levar a uma nova compreensão do apostolado leigo. Agora, com todo o respeito, como é que tira tudo isso de óleo depois, gente? A pessoa deve ter que ficar de molho?
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+1 # A Catequista 09-08-2016 13:32
Rsrs, boa pergunta! Não faço a menor ideia de como tira esse óleo todo depois.
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+1 # José Carlos de Castro Rios 04-08-2016 00:17
Penso que o diaconato feminino deva ser reservado exclusivamente às religiosas professas após ter pronunciado os votos perpétuos e o devido preparo teológico para esse fim. Muitos institutos religiosos femininos foram criados para servirem em hospitais, asilos, em obras de caridade em geral, seria natural que essas religiosas prosseguissem nesse trabalho agora como diaconisas, mas também não só elas, mas as demais religiosas conforme a conveniência da Igreja.
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0 # Stephanie Mello 03-08-2016 22:34
Achei esse blog, procurando uma resposta sobre o assunto que retoma no momento que e as diaconisas. Concordo com o padre quando ele diz: "Não precisamos que a Igreja ser invadida, na sua hierarquia, por feministas sedentas de poder e de ascensão pessoal em vez de espírito de serviço"! Como diz o santo padre, nós mulheres temos o nosso lugar e valor, não precisamos de "poder" para mostrar quem somos, devemos assumir aquilo que somos servindo com amor, dedicação e vida, assim como Maria nos ensina! Na nossa igreja há muitas oportunidades para a mulher servi, somos ricos em pastorais e ministérios.
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0 # Padre Orlando Henriques 19-05-2016 12:32
Se acha que pode ser útil, pode usar à vontade, e nem precisa de citar autor. Um abraço em Cristo!
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0 # Natanael B. 19-05-2016 14:15
Oi, padre. O senhor andava sumido.
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0 # Alex Hoffmann 19-05-2016 19:23
Sumido nada, ele anda atarefado por demais. E o pior é que tem gente que lhe enche de perguntas, não dando sossego na vida.
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+2 # Padre Orlando Henriques 18-05-2016 19:45
A questão é que NINGUÉM TEM DIREITO a ser Padre! Eu não tenho direito a ser Padre: a Igreja é que precisa que alguém seja Padre, que haja alguém que, enviado por Deus, lhe administre os sacramentos e alimente com a Palavra de Deus. Porque ser Padre é uma questão de os cristãos terem acesso aos sacramentos, e não de poder. Eu não sou Padre por causa de mim, nem para minha consolação pessoal: embora feliz por ser Padre, sou-o por causa de uma necessidade que a Igreja tem, e não fazia sentido ser de outra maneira. Embora pouco cobiçada, a vida de Padre é vista por muitas pessoas como um “direito”, como uma coisa para quem quer. Deste ERRO parte a avaliação igualmente errada que muitas pessoas fazem das restrições da Igreja no que toca ao acesso às ordens sacras. É desta perspectiva desacertada, que vê a Igreja como uma empresa ou associação e o sacramento da Ordem como um cargo de poder e não de serviço, que derivam questões como: “Ele QUERIA ser Padre mas não o deixaram”; “Os Padres deviam casar porque muitos GOSTAVAM de ser Padres e não vão por não se poderem casar”; e ainda “As mulheres TÊM DIREITO a ser ordenadas e a ter poder de decisão na Igreja”. Porque ser Padre não é uma questão de “ter direito”, a Igreja deve “filtrar” os candidatos e não deixar ordenar aqueles que descobrir que não são idóneos. Do mesmo modo, o celibato tem a vantagem de percebermos que ser Padre não é “uma profissão como as outras”, como diz o povo. Não precisamos que a Igreja ser invadida, na sua hierarquia, por feministas sedentas de poder e de ascensão pessoal em vez de espírito de serviço!
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+1 # Alex Hoffmann 19-05-2016 11:15
Isto mesmo, exatamente isto que eu estava precisando para falar sobre o sacerdócio na Igreja Católica. Padre Orlando Henriques, vou usar este comentário seu para com meus catecúmenos, claro, identificando o senhor como o autor deste pequeno testo, se assim o senhor autorizar.
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+1 # Padre Orlando Henriques 18-05-2016 19:42
Colocar a questão da ordenação de mulheres numa perspectiva de “ter poder” na Igreja é, no mínimo, colocar mal a questão. Não precisamos de quem queira vir mandar na Igreja. Precisamos é de quem queira vir servir a Igreja: quem esteja disposto a deitar-se tarde e levantar-se cedo para celebrar a Missa em tantas paróquias, para acompanhar a vida espiritual e pastoral nas nossas cada vez maiores unidades pastorais, ter a catequese em ordem, fazer as reuniões, resolver os problemas chatos dos centros sociais paroquiais, fazer a actividade com os jovens, resolver os conflitos pouco agradáveis com a Fábrica da Igreja, visitar os doentes, confessar uma igreja cheia... Tudo isso custa muito, e tem a ver apenas com amor à Igreja, e não com direito a ser coisa nenhuma. Quem se acha com tantos direitos perante o sacramento da Ordem não quer ser ordenado/a por amor a Deus e à Igreja, mas apenas por amor a si próprio.
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0 # Juliana Paes 17-05-2016 20:58
Catequista esse documento - publicado pelo Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos - me deu certo receio: “Porque os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis" (Rm 11, 29) - Reflexões sobre questões teológicas ligadas às relações entre católicos e judeus (10 de dezembro de 2015) (http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/chrstuni/relations-jews-docs/rc_pc_chrstuni_doc_20151210_ebraismo-nostra-aetate_en.html) (principalmente esses trechos) A partir da confissão cristã que não pode haver apenas um caminho para a salvação, no entanto, não resulta de forma alguma que os judeus são excluídos da salvação de Deus, porque não crêem em Jesus Cristo como o Messias de Israel e o Filho do Deus.....(5;36) .....a Igreja Católica não age nem detém qualquer missão institucional específica destinada a judeus.....(6;40) Significa que os judeus não precisao de Jesus para serem salvos ? não precisam de conversão ? por esses trechos foi isso eu que entendi
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0 # adriano 18-05-2016 15:38
Seria absurdo afirmar que alguém pode ser salvo sem ser pelos méritos infinitos de Nosso Senhor Jesus Cristo, e quem quer que afirme isso está errado. A própria Virgem Santíssima foi preservada do pecado em vista dos méritos de Cristo, que Ela haveria de gerar no Seu ventre. Os Santos Patriarcas do Antigo Testamento a mesma coisa, se salvaram em vista dos méritos de Cristo, cuja vinda eles ansiosamente esperaram. A Igreja ensina que pessoas que não são membros visíveis da Santa Igreja podem se salvar, mas sempre pelos méritos obtidos através da Paixão de Nosso Senhor. Um índio que nunca ouviu falar de Cristo, caso siga a verdade e o bem conhecidos pela lei natural pode se salvar. Mas ganhará o Céu, não por seus próprios méritos, mas em vista dos Méritos de Cristo, ao qual ele correspondeu praticando o Bem e a Verdade, ainda que sem conhecimento explícito da Fé Cristã. Cristo é o centro da história, todas as coisas, eventos, revelações, profecias verdadeiras e autênticas, conduzem a Ele. Quem quer que seja salvo, o será em vista dos infinitos méritos Dele. Sobre as pessoas que se encontram em outras religiões, falsas ou imperfeitas (pois todos que se encontram fora da Santa Igreja se encontram em religiões falsas ou imperfeitas): Nós não podemos ter esperança tranquila da salvação dessas pessoas(isso o Papa Pio IX esclareceu), daí que devemos lutar pela conversão deles à Santa Igreja Católica, onde temos certeza que, se seguirem os preceitos da religião, serão salvos com toda segurança. Isso não quer dizer que essas pessoas de outras religiões serão condenadas: elas podem sim ser salvas (em vista dos méritos de Cristo). Mas não podemos ter certeza firme da salvação delas. Algumas dessas pessoas de outras religiões podem estar numa situação parecida com a do índio, que nunca ouviu falar de Cristo ou só ouviu de forma distorcida e insuficiente, outros podem estar culposamente nesse caminho errado ou imperfeito. Diante de um grande número de circunstâncias internas e externas, psicológicas, sociais, etc., a avaliação da culpabilidade de cada pessoa concreta compete somente a Deus, daí ser temerário qualquer afirmação mais concreta a respeito disso. Diante do que eu falei pode parecer que nós, católicos, estamos numa boa, privilegiados, só que não... Nosso Senhor falou que a quem muito foi dado, muito será cobrado, então ai de nós se não anunciarmos o Evangelho (1Cor, 9;16). É verdade que temos a ajuda dos Sacramentos, da Doutrina de Cristo custodiada pela Madre Igreja, etc., mas nossa responsabilidade é enorme, e é bom sabermos disso. Leia depois a declaração da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, Dominus Iesus, ela explica melhor esses pontos. http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_20000806_dominus-iesus_po.html Um abraço!
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0 # Camila Morais 17-05-2016 11:15
Muito interessante o post! O que me fez lembrar algo... também sou totalmente contra a participação da mulher no clero e já achei um absurdo o Papa sequer dar um mínimo de esperança a essas mulheres que estão fazendo essa pressão, mas, sinceramente, as Ministras de Eucaristia já não se parecem bastante com diaconisas? Eu já fui em vários cultos que foram celebrados por mulheres, inteiramente. No culto não há o processo de transubstanciação, é claro, mas... será que esse assunto também não nos faz pensar que as Ministras já ocuparam um lugar inapropriado para a mulher e que devia haver uma mudança nisso? Se desde o início apenas os Apóstolos eram parte do clero de Cristo, foram apenas eles os convidados para a Santa Ceia e permitidos a distribuírem a Sagrada Comunhão... qual o direito da mulher em manejar o corpo de Cristo? E aí a gente lembra que não só a mulher faz isso, mas qualquer um, ao receber a comunhão na mão, e entramos em outro assunto, ainda mais complexo: os sacrilégios. A modernização contrária à vontade de Deus já está na Igreja faz tempo.
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0 # Alex Hoffmann 17-05-2016 01:21
Interessante isto tudo não? Retorno ao início; que tudo a Igreja tinha no seu início? Apóstolos, Padres da Igreja, Papas Santos, diaconisas, batismo por imersão, confissões públicas (vai ter gente com saudade de confessar de frente para o padre apenas. Ou seja, contar todos os podres perante a comunidade inteirinha), ...alguém continua? Acho que tem jujuba suando frio.
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0 # Camila Morais 17-05-2016 11:10
As diaconisas, como é dito no post, no início da Igreja, tinham papéis muito simples que hoje já não são necessários. Se forem aprovadas hoje, elas irão querer até mesmo consagrar a hóstia, coisa que NÃO FAZIAM ANTES. Portanto, na realidade, não será nenhum retorno ao início.
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0 # Alex Hoffmann 17-05-2016 18:25
Camila Morais, não estou lhe ofendendo certo, vou te pedir uma coisa, leia meu comentário novamente e me diga o que você conclui com ele. É que ultimamente parece que estou viajando na maionese e não consigo exprimir minha ideia, que quero saber se estou escrevendo jeguemente bem ou merdamente mal. Quanto ao post, sim, é isto mesmo, seria a mesma coisa que eu sendo casado querer fazer as vezes do padre, só porque existem os ministros extraordinários da Eucaristia. Mas, tudo corre para buscar fazer o que se fazia no início. Pois bem, tinha papa santo, atualmente nossos papas são santos, e Bento XVI o maior teólogo da atualidade, em comparação aos pais da igreja (patrística); diaconisas tinha no início está voltando; batismo por imersão tinha parece querer voltar; as confissões, se não me engano, o pessoal costumava contar tudo o que tinha feito ao padre, seus maiores podres na frente da galera; falta apenas duas coisas mais onde foi que coloquei as reticências que são: dom de línguas (se bem que, tem muita gente aqui que sabe falar mais que um idioma, eu é que só sei meio) e o martírio (leão pra alimentar já tem, ta cheio de leão nos zoológicos do Brasil e do mundo, para fazer um coliseu em cada país ou região, no Brasil já estão prontos, são os estádios de futebol da copa do mundo que estão abandonados, sem uso. Acho que agora ficou um pouquinho mais claro meu comentário.
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0 # Alex Hoffmann 17-05-2016 18:29
Que nada, meu segundo comentário ficou uma cagança novamente. Putz. Bom, se você conseguir decifrar ficarei feliz, sei que tem gente que consegue entender jumento.
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0 # Míriam 16-05-2016 23:34
Gosto muito desse site, porque esclarece sempre as minhas dúvidas. Quando eu vi a notícia confesso que fiquei em dúvida " o Papa vai tornar as mulheres diaconisas?", mas lembrei que a mídia tem um gosto muito grande em distorcer tudo que o Papa fala e esperei vocês comentarem sobre o assunto. Muito obrigada por esta obra de esclarecimento para todos. Continuem assim sob a vontade de Deus. Paz de Cristo e amor de Maria pra todos!!!
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0 # Gustavo Nunes 16-05-2016 19:24
Oi pessoal do Blog. Achei esse end. eletronico que fala sobre a decisão do Papa sobre o assunto tratado nesse post. Acho q vale a pena dar uma olhadinha. =) http://bit.ly/24Xoxd2
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0 # João Pedro Strabelli 16-05-2016 18:25
31 dos meus 49 anos de vida eu morei numa vilinha que nunca teve padre fixo. E nem nunca terá por ser pequena demais. E assim também eram e são outras quatro cidadezinhas do lugar. Um diácono sempre fez faltas em várias horas. Onde eu morava nem tanto, que meu pai era quem cuidava, mas nas outras era muito mais complicado. Lá, por falta de homens se dedicando, eram as mulheres que cuidavam. Enrolei aí na introdução para dizer que não vejo problema nisso. A meu modesto ver, a Igreja não estaria seguindo modismos, mas retornando a uma tradição de seu início que hoje me parece que daria frutos. Naquele momento existiu diaconisas por algum motivo e hoje existiriam por outros. Também não sou bobo de achar que é só dar um liberou geral que tá tudo certo. Pelo contrário, o maior problema que vejo não é o que fazer mas o como fazer. Teria que ser muito, mas muito mesmo bem definidas todas as normas. A maior fonte de problemas estaria aí, não no diaconato. E, finalmente, não sou, não fui e nunca serei dono da verdade. É minha opinião e quero, sinceramente, ver novos argumentos. Não prometo mudar de opinião, mas vou pensar seria e humildemente em tudo que me disserem.
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0 # geraldo 24-05-2016 09:14
Oi João. falando em verdade, a qual não existe dentro da nossa cabeça mas fora de nós, nas coisas e fatos concretos, podendo eu olhar para eles ou desviar deles o meu olhar, o fato é que DIACONISA como grau do sacramento da ordem (e você não afirmou que interpretação deu à essa palavra)que faz certo atendimento sacramental onde não há padre, isso JAMAIS existiu no passado. O que de fato existiu, senhoras cuidando, logisticamente, de necessidades específicas das mulheres da comunidade, poderia perfeitamente existir de novo, porque isso é um serviço meramente pastoral,não ordenado, mas como disse bem o post, nem existe mais essa necessidade específica. E nem era essa a reivindicação das madres junto ao papa. Agora para cuidar de paróquias distantes e sem padre (com alguma manutenção da vida sacramental ali, e sobretudo com a animação espiritual, pastoral, catequética, etc.) é óbvio que a igreja e seu direito canônico já permitem a autorização e nomeação de leigos (sejam homens, mulheres solteiras ou casadas, casais, freiras) ou mesmo diáconos permanentes. Cansei de ver paróquias assim em zonas rurais distantes, onde é dificílimo chegar o padre até mesmo mensalmente. Agora, é claro que ali ninguém celebra missa, mas há quem conduza liturgias da palavra com distribuição da comunhão para os presentes e depois aos doentes. Em alguns casos, há autorização episcopal para que esses leigos ou leigas, batizem e realizem a cerimonia do casamento, etc. Tudo isso está permitido pelo Direito Canônico naqueles casos excepcionalíssimos cuja necessidade o bispo avalia.E ainda assim, aquela capela ou paróquia distante, terá como referência um padre, nem que ele só possa ir até ali, à cada 5 meses. Coisa bem diferente são as CEBS que independentemente de terem padre disponível ou não, querem implantar organizações eclesiásticas que independem de Jesus Sacerdote e Pastor cuja presença se prolonga no padre,a não ser que este padre esteja a serviço dessa doutrinação igualitarista , onde a igreja vira panela em que muitos mexem (e por isso vira angu de caroço empelotado: até aborto essa gente andou apoiando). Papa Francisco mandou uma carta para saudar o encontro dessas CEBS, mas na mesma carta deu um forte puxão de orelha : a paróquia é e deve ser vosso centro. Leonardo Boff foi o primeiro a chiar contra essa fala do papa , deixando vir à tona a real intenção de sua artificiosa e anêmica "eclesiogênese" (igreja que nasce do "povo"). Que povo? Que latinoamericanidade? Tudo teoria europeia requentada. Essa gente pretensiosa inventa uma categoria social qualquer na cabeça, imagina quais seriam as características ideais dessa categoria, reúnem uns gatos pingados para enfiar essas características em suas cabeças (às vezes de modo constrangedor e intimidatório , como ocorre em certos núcleos de Sem Terra) e depois chamam essa INVENÇÃO IDEOLÓGICA de "POVO"! Para mim significa enganar e manipular o povo, que nem sabe de onde veio e para onde vai aquilo, porque o passado já vem contado pela ótica de quem inventou o troço e o futuro também já tá decidido pelo orgulhoso ILUMINADO que sabe o que é melhor para "povo". Portanto, o risco do uso ideológico desse tipo de coisa , não é uma mera possibilidade da qual se prevenir. Já é fato histórico em muitos lugares e já está até meio caduco e chato, com pouquíssimo poder de atração para as novas gerações. Aliás as igrejas e comunidades protestantes que tem apostado nesse tipo de "inovação" , perdem fiéis e vocações a cada dia, exatamente por dessa submissão fácil aos ditames politicamente corretos que os atuais e maiores poderes (econômicos, políticos) fazem questão não apenas de favorecer, mas de obrigar sob a força das armas e do policiamento ostensivo do pensamento. Por isso a igreja deve ser muito inteligente, misericordiosa com o povo, e profética , pois o que muitas vezes reflete a aparência de maior abertura, liberdade na igreja, pode significar grande escravidão e submissão burra a quem manda neste mundo.
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0 # geraldo 24-05-2016 09:28
Inteligente e cada vez mais disponível e corajosa ao MARTÍRIO, porque quando a ideologia penetra o poder com fanatismo laicista, toda misericórdia e humanidade desaparecem, dando lugar a sociedades frias e insossas infestadas de dedo-duros e comportamentos milicianos, como costuma ocorrer agora no Canadá, Suécia, Noruega e outros, onde filhos são arrancados friamente daqueles pais que não se dobram à cartilha oficial, que não se ajoelham frente aos ídolos do poder. Estamos no limiar do terceiro (e mais sutil, por isso nocivo) totalitarismo, depois do nazifascismo e do comunismo. Certo parentesco teórico e político com os dois primeiros não será mera coincidência.
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0 # Natanael B. 16-05-2016 18:07
Obrigado ao Catequista e aos colegas que compartilharam conteúdo também.
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0 # Valter 16-05-2016 14:08
Gostei muito do artigo, em nosso Instituto teológico existe algumas reflexões sobre a atividade da mulher na Igreja e está matéria pode nos ajudar. Fk agradecido
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0 # Geraldo 23-05-2016 01:44
Eu gosto de lembrar, sem negar a tendência em se considerar a mulher como inferior na idade antiga e média - erro cometido até por grandes santos - e a necessidade de maior participação decisória da mulher no governo da igreja, como meio de trazer a multiforme riqueza da graça de Deus e seus carismas para a edificação do povo de Deus, que se temos uma tradição patriarcal, temos também uma belíssima tradição matriarcal, marcada por grandes figuras, desde a evangelizadora Priscila, passando pelo alto círculo intelectual das mulheres romanas interlocutoras de São Jeronimo (Flávia Domitila, Paula, Eustóquia, Blesila) autoras de iniciativas inéditas como hospitais, livros, estudos bíblicos), as grandes madres do deserto, a filosofa Macrina, a grande cientista Hildegarda de Bingem, aquela liderança doce e corajosa de Catarina de Sena (doutora da igreja) que movia até papas e cardeais. Muitas dessas mulheres criaram tradições de sabedoria e direção intelectual e espiritual que atravessaram e influenciam gerações de homens e mulheres séculos afora até hoje, como Teresa Dávila e suas filhas espirituais (Teresa Lisieux, Elizabeth da Trindade, Edith Stein) sem a qual não se entende muita coisa da tradição cristã da Espanha e América Latina. Existe uma matriarcalidade forte e bonita na igreja e sua história que materializa uma influência muito maior e mais decisiva que a de muitos papas. Alguns papas do tempo de Teresa estão longe de ter exercido uma autoridade intelectual, espiritual tão duradoura quanto a dela pela história afora.Só um Deus e uma igreja que equalizaram a dignidade do homem e da mulher - ambos redimidos pelo mesmo Cristo- podia gerar uma tão inédita valorização da mulher: logo no início da história cristã, o homem é tão culpado de adultério quanto a mulher, a mulher é protegida da violência física severamente punida pelos bispos, a proibição do divórcio torna-se uma proteção social à ela, jamais vista antes, a não obrigatoriedade de se casar foi uma libertação tremenda para muitas consagradas e também lhes deu acesso a estudos que na Roma e Grécia antiga , a mulher não tinha acesso, as abadessas eram verdadeiras "prefeitas" em seus territórios. Enfim, é fácil e cômodo, de dentro de uma sociedade e de um tempo que trouxe inúmeras conquistas das mulheres (inclusive por causa da maturação daquela herança cristã) favorecidas pelo progresso tecnológico, ficar julgando outros contextos como machistas, como se naqueles tempos e lugares houvesse todo o progresso econômico e conforto material de hoje, como se a ida dos homens às guerras e caçadas não fosse a solução mais logística e socialmente segura para a comunidade e tantos outros condicionantes inevitáveis que se não excusam as reais covardias e opressões havidas, tornam efetivamente sem senso e chão histórico , um monte de acusações e cobranças que só fariam sentido se o mundo antigo e medieval fosse como hoje. Se olharmos bem, proporcionalmente falando, o mundo antigo e medieval cristão, foi muito respeitoso da dignidade da mulher do que a nossa época tão ciosa de suas conquistas feministas.
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0 # Geraldo 16-05-2016 13:53
Inclusive nada impede que dentro de uma homilia, feita pelo CRISTO que fala na pessoa do padre (como dom de sua presença que se prolonga no tempo e no espaço) , o pároco convide vez por outra um leigo, homem ou mulher, sempre que achar que isso pode ilustrar algum aspecto da experiência cristã, a dar um testemunho pessoal, a dizer o que Deus tem feito por ele. Por exemplo: quando o Evangelho falar das obras de misericórdia, uma vicentina ou alguém da Pastoral Carcerária pode testemunhar seu apostolado junto aos presos, ilustrando a palavra de Jesus: estive preso e fostes me visitar (dentro de uma homilia que o padre conduz) . Algumas pregações de Jesus incluíam essa participação dialogada das pessoas. Mas fundamentalmente a homilia é dialogo do Cristo Pastor com seu povo, é realidade sacramental que torna visível , operante e eficaz , uma graça recebida na fé: O SENHOR ESTÁ AQUI! Como diz certa prece eucarística "ELE NOS EXPLICA AS ESCRITURAS E PARTE O PÃO PARA NÓS" aqui e agora, nesta missa!
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0 # GERALDO 16-05-2016 12:56
Estas duas perguntas que foram feitas ao papa Francisco, por parte de superioras de congregações religiosas (salvo engano meu) são sintomáticas de uma falta de compreensão básica das feições históricas e sacramentais do fato cristão como dom divino entre nós. É o mesmo que perguntar ao Jesus histórico: "Ei, porque você se encarnou numa forma masculina, cara? Isso não é justo, é misoginia da sua parte!" A patrulha politicamente correta e ideológica torna a vida pobre e esquemática e mata a gratuidade e o dom que se oferecem nos relacionamentos mais vivos, fazendo-nos perder os maiores tesouros. A prostituta e a Samaritana entraram sem censuras e críticas na graça de terem sido tocadas pela amizade do Senhor. A primeira, aquela que "muito amou", foi exaltada por sua total adesão a Cristo que humilhou os fariseus machistas para elogiar sua fé. A segunda saiu a anunciar Jesus aos seus vizinhos. E Madalena, foi a testemunha primeira do maior fato histórico num contexto legal onde a palavra da mulher não tinha peso jurídico. Esse mesmo Jesus, sacramentalmente - após a sua ressurreição - prolonga no tempo e multiplica no espaço a sua presença, pelo ministério sacerdotal: graça inaudita, Ele continua a caminhar no nosso meio (ainda mais vivo que antes!) e explicando o sentido da Escritura , parte o pão para nós, como em Emaus. Presença viva, sacramental, transformadora que aquece o meu coração e oferece mil possibilidades de transformar minha vida e trazer mais amor e justiça no mundo. E eu diante dessa presença, desse dom, dessa gratuidade que me é oferecida, ofereço o que como resposta? "Ei, porque você não é mulher? Que injustiça, hein?". É empobrecer demais uma experiência de fé, é esquematizar demais a graça de um encontro, é pertencer demais a um esquema (como os zelotes, os saduceus e outros grupos ideológicos que haviam no tempo do Senhor) antes de pertencer ao Cristo. As duas perguntas, "porque não podemos fazer a homilia?" Porque não somos ordenadas diaconisas"?", revelam uma racionalização que mata a graça do relacionamento com o divino que quis nos encontrar na pessoa de Jesus de Nazaré, cuja presença sacramental o sacerdócio prolonga na história e no mundo. A gente não esquematiza graças como a amizade e o encontro, a gente se abre ao amigo que se nos oferece em nosso caminho! O ministério sacerdotal não é apenas ministério da palavra e da coordenação pastoral , ele é atualização da presença de Jesus, o mesmo Jesus que caminhou pelos lugares onde os discípulos e o povo o encontraram. Essa experiência se repete aqui e agora, pela natureza sacramental da igreja. Não é um esquema, uma fabricação nossa. É um dom que adentra a história e o mundo e toca a mim hoje. Não se complica um dom, se abraça e vive-se da sua riqueza! Isso compreendeu com grande profundidade a excelente teóloga Sara Butler que apoiava a ordenação feminina no passado. Convidada pelos anglicanos para pesquisar e defender a ideia como teóloga no âmbito do diálogo ecumênico, ela aprofundou a natureza da igreja como presença sacramental de Jesus aqui e agora e produziu brilhantes estudos sobre a necessidade sacramental (e portanto teológica) do sacerdócio masculino. Veja aqui: http://archive.wf-f.org/04-3-Ordination.html E aqui: http://www.newoxfordreview.org/reviews.jsp?did=1111-gardiner É o Cristo vivo e presente que nos fala em cada HOMILIA, isso é uma realidade de fé, sacramental, que torna visível e opera uma graça sobrenatural! O padre age IN PERSONA CHRISTI em cada missa, em cada confissão e em cada homilia! Não é alguém que anuncia Cristo apenas, é CRISTO! Sacramento é isto! Jesus continua a andar em nosso meio, de modo ainda mais concreto que no tempo de sua encarnação. A igreja não é uma ideia, é um acontecimento, é uma pessoa que opera um relacionamento vivo nosso com ele. Um acontecimento e um relacionamento se acolhe: ELES O RECONHECERAM AO PARTIR DO PÃO!
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0 # A Catequista 16-05-2016 13:36
Geraldo, de fato, quando li o texto que mostra as perguntas das madres superioras, não consegui conter minha tristeza e decepção. Infelizmente, o povo da nossa Igreja está envenenado pelas ideias de esquerda, graças ao eficiente trabalho dos agentes do marxismo cultural. Por essa amostra representada no encontro com o Papa em maio, podemos concluir que, em vez de estarem, acima de tudo, preocupadas em servir e em aprofundar sua espiritualidade, boa parte das nossas religiosas querem mesmo é lutar por mais "direitos" femininos dentro da Igreja. Como o Papa, penso que as mulheres devem, sim, ser mais ouvidas nas tomadas de decisões da Igreja. Entretanto, isso não é pelos "direitos" das mulheres, não é questão de feminismo. É pelo bem da própria Igreja, que pode se enriquecer com o olhar feminino, e seu modo de liderança peculiar. Mas essas senhoras, infelizmente, estão enviezadas pela ideologia do mundo.
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0 # Clara França 30-05-2016 23:09
Perguntar ofende agora?
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0 # A Catequista 30-05-2016 23:17
Perguntar não ofende, não necessariamente. Mas certas perguntas revelam muito do caráter dos perguntadores. A pergunta da tal irma religiosa, como vimos, revela o apego a certas ideologias mundanas. E o Papa sinalizou isso muito sutilmente, como bom jesuíta.
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0 # Leticia F. 16-05-2016 12:33
Gostaria de deixar meu sincero agradecimento ao trabalho de vocês. Não sou católica(apesar de ter frequentado por muitos anos a igreja católica), mas adoro aprender sobre outras religiões. Sempre que possível, pesquiso sobre o assunto na internet. Vocês falam sobre a religião com uma linguagem bem acessível e esclarecem diversas dúvidas. Parabéns!
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0 # A Catequista 16-05-2016 13:29
Agradecemos sua gentileza em postar esse comentário aqui. Abraço!
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0 # Kátia Filippi Pecoraro 16-05-2016 11:52
Se eu não me engano, em caso grave de morte, até a função do batismo qualquer cristão pode exercer sim... mas EM CASO GRAVE DE MORTE, ressalte-se!
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0 # Joao 16-05-2016 12:43
@KATIA Vc está correta. Em casos graves qualquer PESSOA (até mesmo ateu) pode batizar, bastando que ele tenha a intenção de fazer como a Igreja manda, use água e diga a fórmula do batismo (CIC 1256). Quanto à questão das diaconisas, a mídia e a banda podre já ficaram animadinhos com a possibilidade de diaconato feminino. Quando fui conferir, o Papa propôs elaborar um ESTUDO da questão. É a mesma mídia que ignora quando o Papa defende a família, a vida e na última vez, quando ele criticou o amor excessivo pelos animais em detrimento do ser humano.
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0 # Stéphanie 16-05-2016 15:07
Interessante isso. Na série inglesa, Tess de D'Ubervilles, baseada em livro homônimo, que por sinal é o drama mais triste que já ví na minha vida, a personagem principal faz um ritual de batismo ao filho prestes a morrer, que não pode ser batizado pois era fruto de uma violação. Na história ela é enganada por um homem que a estupra, mas devido a sua inocência ela se crê culpada, toda a comunidade a julga como fornicadora e o padre (anglicano, acredito)recusa o batismo a criança. Achei que fosse efeito dramático da história, mas pelos vistos, ao menos segundo a Santa ICAR, isso é possível, o que demonstra a infinita misericórdia do nosso Senhor.
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0 # João 16-05-2016 10:44
Para as diaconisas voltarem teria que voltar o batismo adulto por imersão. O que não faz nenhum sentido. Se as diaconisas voltarem será por pura IDEOLOGIA.
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0 # A Catequista 16-05-2016 13:43
O batismo de adultos por imersão está sendo resgatado em algumas paróquias do Ocidente - inclusive aqui no Brasil, com a instalação de piscinas batismais nas igrejas. Acho muito bom, pois o simbolismo é mais rico do que o do batismo por aspersão (a pessoa é mergulhada na água de corpo inteiro, representando assim o Cristo que desceu à mansão dos mortos, e, depois ressuscitou). Ainda assim, não são necessárias diaconisas, pois a unção do catecúmeno permanece minimalista. Não se unge mais o corpo inteiro, como nos primórdios da Igreja. Por isso, o catecúmeno não precisa ficar nu, e isso então dispensa a participação de um ministro do sexo oposto.
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0 # Sidnei 16-05-2016 21:49
Não entendi Vivi, então está sendo deixado de lado o batismo infantil, ou as pessoas estão deixando para serem batizadas mais tarde, poderias explicar um pouco melhor isto? Obrigado.
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0 # A Catequista 17-05-2016 00:39
Sidnei, o fato é que nossa sociedade está cada vez mais descristianizada. Com isso, bem diferente de há poucas décadas atrás, há um número cada vez maior de adultos não-batizados (pois não receberam a fé católica de seus pais). Ao abraçarem a fé católica, essas pessoas, naturalmente, são batizadas. Para os bebês, o rito de imersão pode ser um pouco "tenso", rs, mas para os adultos é tranquilo. Então, alguns párocos, admiradores do rito oriental do batismo, estão instalando piscinas batismais em suas igrejas. Tenho notado essa tendência, espero que seja algo positivo, e não uma modinha impulsionada por influência de seitas protestantes.
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0 # Lucas Farias 25-05-2016 18:15
Verdade. Eu que trabalho com catequese de Crisma, sempre tenho crismandos que não receberam ainda o Batismo. Na última turma, de 35 crismandos (total da paróquia), 03 não eram batizados.
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0 # Diácono Ronaldo Rangel 17-05-2016 22:59
Eis aí o Batismo por imersão nos dia de hoje, na Igreja Católica. https://www.youtube.com/watch?v=i9O9YMy0rLQ
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0 # Sidnei 17-05-2016 09:05
OK Vivi, entendi. Obrigado.
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0 # Sidnei 16-05-2016 09:29
Ótima matéria, estava esperando por estes esclarecimentos. Só não devemos esquecer que o batismo de adultos no início da Igreja não era uma prática corrente, como dizem os protestantes, o que acontecia, era que pagãos que entravam para a Igreja, em sua maioria, adultos, é que eram batizados então desta forma.
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