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O Catequista

O Catequista

Terça, 18 Abril 2017 21:59

Rosidalva, ter filhos é um ato de Fé!

Oi Povo Católico!!!

Há pouco tempo, divulgamos um artigo sobre uma afirmação do Papa Francisco de que a opção por ter apenas um filho fazia parte da destrutiva cultura do bem-estar (leia o artigo aqui). O tema sempre gera discussões acaloradas, mas entre todos os argumentos, um me saltou aos olhos e, por isso, peço a licença de todos para dirigir esse post à Rosidalva.

Oi Rosidalva!

Seu comentário foi pontual e curto, mas foi humano. Não foi sobre regras ou finanças, mas sobre os nossos próprios limites. E essa é justamente a grande dúvida que todos os pais (e futuros pais) têm no coração: será que consigo criar meus filhos adequadamente?

Só partindo dessa pergunta é possível dizer que alguém está realmente empenhado com a paternidade/maternidade. Não é uma recusa, nem o estabelecimento de outras prioridades (como viajar ou “aproveitar a vida”). É uma pergunta realista, como a que Nossa Senhora fez diante do Anjo Gabriel.

"Maria perguntou ao anjo: Como se fará isso, pois não conheço homem?" (Lc 1, 34)

Nossa Senhora, diante de algo completamente fora do seu controle (e também relacionado à maternidade), não se negou a seguir o plano do Senhor, mas se preocupou com sua aparente incapacidade de atendê-Lo.

Rosidalva, nossos filhos também são grandes obras de Deus nas nossas vidas. São enviados por Ele. E, imagine... Nossa Senhora participou da História da Salvação, e nós, da Criação! Que imenso privilégio! Assim, olho para o seu comentário e penso que talvez a pergunta feita no seu coração tenha sido algo muito semelhante à dúvida de Nossa Senhora.

“Mas como? Se não tenho paciência... se criar filhos neste mundo é difícil...”

Às vezes olho os meus quatro filhos e penso a mesma coisa: tenho tantos limites... Como posso eu, do jeito que sou, ter a pretensão de servir ao Senhor?

A resposta está na Providência. A Providência não é uma magia que faz com que o dinheiro se multiplique, que as crianças se comportem e que eu tenha sempre a paciência de um monge beneditino, enquanto eles correm pela casa, rabiscam as paredes e aprendem ideologia de gênero na escola. A Providência não é mágica, ela não some com os problemas: ela te sustenta diante deles.

A Providência não faz o supermercado por você e nem acalma as crianças. Mas te mantém de pé para fazer tudo isso. Por causa dela, a sua humanidade ganha a força necessária para seguir em frente, mesmo diante de tudo o que está aí. Porque desafiar e vencer o mundo é a primeira missão da Igreja. A primeira missão de todos nós.

E, olha Rosidalva, isso não é discurso não. É a experiência de um pai de quatro filhos disposto a acolher quantos mais o Senhor enviar. Porque cada um deles é sinal concreto da Sua misericórdia e do Seu amor para com a minha família.

Vou contar para você algo muito pessoal.

Nossa família passou (e na verdade ainda estamos passando) por algumas dificuldades financeiras. Na Semana Santa de 2015, perguntei ao Senhor que caminho tomar. Queria objetivamente que Ele me respondesse para onde ir, o que fazer para sair daquela situação e dar uma vida melhor para os três filhos que tínhamos.

Em todas as atividades da Semana Santa rezei para ter essa resposta. Rezei muito. Passou o domingo de Páscoa e, na manhã da segunda-feira, acordei diferente. Olhei para a minha esposa e disse a ela com absoluta convicção: você está grávida!

E estava mesmo. Era a nossa quarta criança. E era a resposta que eu havia pedido.

Se Deus me enviou mais um filho, se Deus confiou à minha família mais esta graça, é porque Ele sabe que nós somos capazes de fazer o melhor, ainda que eu mesmo não acreditasse nisso. Porque não sou eu que supero os meus limites para cuidar dos meus filhos: é Ele que se aproveita de tudo (até dos meus limites) para construir o Seu Reino.

Eu só tenho que dizer SIM.

"Então disse Maria: Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo afastou-se dela." (Lc 1, 38)

Então, Rosidalva, assim como Nossa Senhora, com todos os medos que uma garota da idade dela poderia ter diante do anúncio do Anjo, devemos nós também dizer o nosso “sim”. E que seja feita a vontade do Pai, porque é Ele quem conduz tudo. Nós nunca estamos preparados!

Deixe que o Senhor use você e a sua família para a construção do Reino. Coloque tudo à disposição dEle. Até a sua falta de paciência. Ele sabe exatamente como aproveitar tudo isso.

E, a cada dia, o seu cuidado...

Força, Rosidalva, e que Deus continue abençoando você e sua família!

 

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Povo Católico! O Catequista está sendo objeto de uma tese de doutorado! Se puder, contribua para a pesquisa respondendo este questionário: https://goo.gl/forms/0irwYk4xheuFiN1l2. É bem rápido e, não se preocupe, nenhuma informação sensível será coletada! Muito obrigado!

Comemora, Povo Católico!!!

Hoje é Dia Internacional da Mulher! E pra celebrarmos juntos essa data especial, nada melhor do que um novo episódio de Os Caçadores de Treta!

E neste programa vamos caçar as tretas sobre FEMINISMO! Você vai entender como a Igreja é a principal responsável por todos os direitos conquistados pelas mulheres e perceber a imensa diferença entre o verdadeiro feminismo e a bandalha de esquerda que podemos chamar de "feminazismo".

Então, não perde mais tempo! Dê play, divirta-se, assine nosso canal no Youtube (clicando aqui) e se tiver alguma treta pra nos mandar, envie para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.!

Acabou o caô, Povo Católicoooooo!

Vimos o filme Silêncio, de Martin Scorsese, e agora podemos falar com total propriedade: vale muito a pena! Você precisa ir ao cinema vê-lo. Já falamos sobre a história em um post sobre o livro homônimo de Shusaku Endo (clique aqui para ver). Agora, vamos falar sobre o filme e dizer por quê as acusações que muitos católicos estão fazendo contra ele não fazem sentido.

Silêncio não é um filme fácil. O próprio Scorsese diz que não foi feito para agradar e, definitivamente, não é daqueles pra ser visto com enormes combos de pipoca na mão... você vai perder a fome. O filme não tem nada de divertido. Aliás, é claramente uma produção alternativa, feita do bolso do próprio Martin Scorsese, que não agradou Hollywood: só recebeu uma indicação para o Oscar, em fotografia, e não levou (se fosse realmente um filme que depreciasse a Igreja Católica, como andam dizendo por aí, aposto que sairia muito bem premiado).

Não espere grandes atuações (à exceção de Lian Neeson) e nem cenas grandiosas recheadas de efeitos visuais. Silêncio não tem nada disso, mas tem uma história poderosa. Mais do que isso... é uma história baseada em fatos reais. E isso torna tudo um pouco mais difícil.

Não vá ao cinema esperando que o mocinho lute bravamente contra as forças do mal, salve a mocinha e retorne triunfal. O filme de Scorsese mostra a duríssima realidade que os nossos missionários jesuítas enfrentaram no Japão do século XVII. Tudo está lá... fidelíssimo ao excelente livro de Shusaku Endo, o diretor nos leva a um Japão de povo simples e miserável, mas de grande fé. O Cristianismo floresceu por conta das missões jesuítas e chegou a contar com 300 mil fiéis. Mas todo esse sucesso acabou por cobrar um preço terrível.

O Japão daquela época mantinha estreitas relações comerciais com alguns países da Europa, principalmente Portugal e Holanda. Em busca de superar a concorrência, os holandeses protestantes (tinha que ser o Chaves, não é mesmo?) fizeram questão de mostrar como as embarcações de Portugal estavam carregando mais do que mercadorias: estavam trazendo uma fé que iria pouco a pouco dominar a mente e o coração dos japoneses. Em outras palavras: dominação estrangeira.

Pronto: the japanese treta has been planted!!

treta

A partir desse momento, os shoguns decidiram reduzir o Cristianismo a zero (shoguns eram as autoridades japonesas), e começaram a perseguir implacavelmente todos os missionários e convertidos. Milhares morreram. Mas, como todos sabemos, o sangue dos mártires é sementeira dos cristãos! Pois é... eles perceberam isso também. Então, começaram a matar menos e a torturar mais

Fazer a população e, principalmente, os padres renunciarem à sua fé - ou, ao menos, demonstrar isso publicamente - era a nova meta dos shoguns. E, para isso, inventaram torturas que são terríveis para o corpo, mas ainda mais devastadoras para a mente.

E é essa história que você vai acompanhar no filme. Nada de grandes cenas de ação e perseguição. Nenhuma vitória fácil. Não. Silêncio vai mostrar como Cristo vence no coração do homem, mesmo em meio às maiores dificuldades. As torturas estão lá... em toda a sua glória. E é por meio delas que vamos encontrar heróis e covardes, mortos que venceram e vivos que perderam. 

Nesse contexto, Silêncio se transformará em lição de fé para cada um de nós. O filme é uma janela para conhecermos histórias pouco contadas de heróis e de derrotados. De fortes que preferiram se juntar a Deus no Paraíso e de fracos que não conseguiram ir até o sangue em seu combate contra o pecado, mas nem por isso deixaram de ser tocados por Deus.

Não ligue para o mimimi sobre a apostasia. Não há apologia à apostasia e, ao ver o filme, vai ver que essa questão é totalmente secundária. Aguarde ansiosamente pelo primeiro encontro de Pe. Rodrigues (personagem principal, de Andrew Garfield) com Pe. Ferreira (Lian Neeson). Vale cada segundo. É bem curto, mas os olhos de Lian Neeson vão te dizer tudo o que você precisa entender sobre o que significa renunciar à sua fé.

Nós não somos deste mundo! Nossas lutas e nossas vitórias também não são!

Veja o trailer e prepare-se: o filme aqui no Brasil estreia no dia 9 de março!

 

Pega a pipoca, Povo Católico!

No início de março chega ao Brasil o filme "Silêncio" de Martin Scorsese, baseado no livro homônimo de Shusaku Endo. Eu sei que você já ouviu falar por aí que o filme seria contra a Igreja Católica, pois seria uma ode à apostasia (pra quem não sabe, apostatar é renunciar à fé católica). Bem, ainda não vimos o filme. Mas a julgar pela história do livro, não é bem assim não...

Pra começar, "Silêncio" é uma história de ficção, contada por um japonês católico e baseada em fatos e personagens reais. O livro é ambientado no século XVII, durante a violenta perseguição ao cristianismo no Japão. Naquela época, com medo de que o cristianismo fosse uma porta para a dominação cultural do Ocidente, os governantes do Japão decidem declarar a nova religião como ilegal e perseguem implacavelmente todos os fiéis, submetendo-os a torturas tenebrosas caso não participem de um ritual para negar a sua fé.

A treta toda começa quando dois padres jesuítas partem para o Japão na tentativa de confirmar a história inacreditável de que um de seus mestres, o jesuíta Pe. Ferreira, seria agora um apóstata. Na história real, o Pe. Ferreira existiu e realmente apostatou. Também houve uma missão de "resgate", mas em vez de dois padres, foram dez. Todos apostataram ou morreram.

Se na Roma antiga os cristãos eram convidados a queimar incenso aos deuses pagãos, no Japão eram levados ao ritual da e-fumi. Era apresentada aos cristãos capturados uma placa de madeira, chamada de fumi-e (é isso mesmo, o nome do objeto é o contrário do nome do ritual), na qual estavam gravadas as imagens de Cristo e/ou da Virgem Maria. Os fiéis tinham que pisar nas imagens e, eventualmente, gritar algumas blasfêmias pedidas pelos oficiais. Só assim poderiam ser libertados.

 Fumi-e

A principal malandragem que as autoridades usavam para convencer os cristãos era dizer que o ato de pisar na fumi-e poderia ser feito apenas "por formalidade", e que ele poderia continuar cultivando suas crenças em seu coração. Caso se recusasse a essa blasfêmia, eram mortos ou submetidos a torturas que fariam o Coringa parecer uma freira cantora (falaremos das torturas em outro post). Porém, no caso dos padres era um pouco pior... além de serem torturados, eram condenados a ver a tortura dos seus fiéis, até que apostatassem.

A consequência de toda essa violência foi o banimento do cristianismo, que foi empurrado para a clandestinidade, e a eliminação de todos os padres do país! Os sacerdotes que apostataram foram confinados em belas residências (se deram melhor que o pessoal da Lava-Jato) e obrigados a desenvolver trabalhos de refutação do cristianismo. Aqueles que resistiram e não apostataram na e-fumi, foram torturados e mortos.

Voltando ao livro... é nesse clima super convidativo que os padres Sebastião Rodrigues e Francisco Garpe (personagens de ficção que representam aquele grupo de dez pessoas) chegam ao Japão. Lá, descobrem que, mesmo diante de todos os perigos, existem comunidades inteiras de cristãos com uma fé surpreendentemente viva! Talvez mais viva do que nos nossos dias atuais. O que acontece depois é uma descrição comovente de como a missão de um padre é importante. É impossível não se emocionar diante da sede desse povo e da criatividade para se organizar e viver a sua fé. Só que tudo isso é frágil. Basta uma única denúncia para que todo o povoado caia em desgraça.

E, claro, como você já deve imaginar... é exatamente o que acontece! Por conta disso, a vida dessas comunidades e dos dois padres muda completamente. Daí em diante, passamos a acompanhar heróis nos quais a certeza da Salvação enfrenta a mesquinhez e crueldade do homem. Mas também veremos alguns fracos caindo pelo caminho...

Olhar o drama de quem apostata e o heroísmo de quem vai até o sangue no combate contra o pecado nos faz pensar. Quantas vezes somos apresentados às fumi-e do nosso tempo? E como caímos tão facilmente na tentação de pisá-la, removendo Cristo da nossa vida, do nosso trabalho, do nosso estudo, do nosso namoro, do nosso casamento, da nossa cultura, da nossa política? Quantas vezes não agimos como pagãos, e pensamos "Eu não estou renunciando a Cristo agindo assim, o importante é que tenho Ele em meu coração!". E isso tudo sem nem mesmo sermos ameaçados pelas terríveis torturas da perseguição japonesa!

Se o filme for fiel ao livro (e ao que realmente aconteceu na história), não teremos um final feliz. Mas histórias tristes e decepcionantes também carregam reflexões importantes (é só olhar a história de Judas Iscariotes, que, apesar de ser uma desgraça, não foi suprimida da Bíblia). Não se deve ler "O Silêncio" esperando pela famosa Jornada do Herói (fórmula dos filmes de Hollywood), em que, depois de muito sofrimento, o herói salva a mocinha e tudo acaba bem. Não... o livro narra a história verdadeira dos cristãos em terras nipônicas. 

No Japão do século XVII, homens de carne e osso se esconderam, fugiram, morreram, apostataram, se arrependeram... e entre heróis e fracos, nossa história foi até os confins do mundo. As derrotas do homem não são derrotas de Deus. Ele nunca desiste de nós. "O Silêncio" nos ajuda a pensar na grandeza do heroísmo, na desgraça da nossa fragilidade e na misericórdia que o Senhor tem para com todos.

Bem, agora você já sabe que o livro é altamente recomendável. Só nos resta esperar que Scorsese tenha feito um bom trabalho e não avacalhe a obra de Shusaku Endo. Óbvio que sempre rola um pé atrás com Hollywood, mas vai que dessa vez acertam? Seria uma ótima chance de mostrar a todos os mimizentos de hoje o que verdadeiramente significa ser segregado e perseguido.

Enquanto esperamos pra ver o resultado, curta o trailer do filme!

 

Oi Povo Católicooooooo! Adivinha o que vamos fazer hoje? Desmentir a imprensa sobre declarações do Papa!!!! Pois é... neste final de semana rolou nos jornais a seguinte manchete: "Papa adverte contra o risco de buscar ‘salvador’ que propõe muro" (veja aqui), anunciando uma contundente crítica do Papa a Donald Trump, inclusive comparando-o a Hitler! Isso é verdade? Pra variar, não... 

Francisco deu uma longa entrevista ao jornal espanhol El País na qual falou, entre muitas outras coisas, do governo Trump. Mas não foi da forma como espalharam não... veja só o trecho completo (que os jornais deveriam mostrar e não mostram):

El País. Santidade, com relação aos problemas do mundo que o senhor mencionava, exatamente neste momento Donald Trump está tomando posse como presidente dos EUA. E o mundo vive uma tensão por esse fato. Qual a sua consideração sobre isso? Papa Francisco. Veremos o que acontece. Mas me assustar ou me alegrar com o que possa acontecer, nisso acho que podemos cair numa grande imprudência – sermos profetas ou de calamidades ou de bem-estares que não vão acontecer, nem uma coisa nem outra. Veremos o que ele faz e, a partir daí, avaliaremos. Sempre o concreto. O cristianismo, ou é concreto ou não é cristianismo. É curioso: a primeira heresia da Igreja foi logo depois da morte de Cristo. A heresia dos gnósticos, que o apóstolo João condena. E era a religiosidade spray, como a chamo, do não concreto. Sim, eu, sim, a espiritualidade, a lei... mas tudo spray. Não, não. Coisas concretas. E do que é concreto tiramos as consequências. Nós perdemos muito o senso do concreto. Outro dia, um pensador me dizia que este mundo está tão desorganizado que falta um ponto fixo. E é justamente o concreto que nos dá pontos fixos. O que você fez, o que disse, como age. Por isso eu, diante disso, espero e vejo.

O El País é um jornal tradicionalmente de esquerda na Espanha. Temos certeza de que ele estão apreensivos. Mas o Papa, que já tinha criticado abertamente os projetos de Trump sobre imigração, prefere esperar antes de falar. Isso não me parece uma acusação, mas prudência e temperança não dão manchete de jornal, né? Aliás, nesta entrevista, Francisco diz claramente o que pensa sobre imigração. Fala que receber os refugiados é uma atitude pra ser tomada diante da emergência da situação e que eles precisam ser integrados à sociedade, sem medo de se perder a identidade. Bem... o problema talvez seja a falta de identidade europeia, não os refugiados. É só ver o que aconteceu na França. Mas definitivamente este não é o caso dos EUA. Lá o problema maior é a ilegalidade e o terrorismo. O El País insiste e Francisco fala finalmente sobre a construção do tal muro do Trump. Não de forma direta, mas fala. Veja o trecho completo:

El País. Tanto na Europa quanto na América, as consequências de uma crise que não acaba, o aumento da desigualdade e a ausência de lideranças fortes estão dando lugar a formações políticas que estão captando o mal-estar dos cidadãos. Algumas delas – que costumam ser chamadas de antissistema ou populistas – aproveitam o medo das pessoas de um futuro incerto para construírem uma mensagem de xenofobia, de ódio em relação ao estrangeiro. O caso de Trump é o que mais chama a atenção, mas também há os casos da Áustria e até da Suíça. O senhor está preocupado com esse fenômeno? Papa Francisco. É o que chamam de populismo. Essa é uma palavra enganosa, porque na América Latina o populismo tem outro significado. Lá significa o protagonismo dos povos, por exemplo, os movimentos populares. Organizam-se entre eles... é outra coisa. Quando ouvia falar em populismo aqui não entendia muito, ficava perdido, até que percebi que eram significados diferentes dependendo dos lugares. Claro, as crises provocam medos, alertas. Para mim, o mais típico exemplo dos populismos europeus é o 1933 alemão. Depois de [Paul von] Hindenburg, a crise de 1930, a Alemanha estava destroçada, tentava se levantar, buscava sua identidade, estava à procura de um líder, de alguém que devolvesse sua identidade, e havia um rapazinho chamado Adolf Hitler que disse “eu posso, eu posso”. E toda a Alemanha votou em Hitler. Hitler não roubou o poder, foi eleito por seu povo, e depois destruiu seu povo. Esse é o perigo. Em momentos de crise, o discernimento não funciona, e para mim é uma referência contínua. Busquemos um salvador que nos devolva a identidade e defendamo-nos com muros, com arames farpados, com qualquer coisa, dos outros povos que podem nos tirar a identidade. E isso é muito grave. Por isso sempre procuro dizer: dialoguem entre vocês, dialoguem entre vocês. Mas o caso da Alemanha de 1933 é típico, um povo que estava naquela crise, que procurava sua identidade, e então apareceu esse líder carismático que prometeu dar-lhes uma identidade, e deu-lhes uma identidade distorcida e sabemos o que aconteceu. Onde não há diálogo... As fronteiras podem ser controladas? Sim, cada país tem o direito de controlar suas fronteiras, quem entra e quem sai, e os países que estão em perigo – de terrorismo ou coisas desse tipo – têm mais direito de controlar mais, mas nenhum país tem o direito de privar seus cidadãos do diálogo com os vizinhos.

Repare que a crítica não é à construção do muro, mas ao fechamento da sociedade ao diálogo! São coisas completamente diferentes. Ah... e você deve ter reparado também que o Papa cita o contexto da Alemanha de 1933 para ilustrar o anseio do povo por uma política nacionalista. Não está realmente comparando Trump a Hitler, como os jornais alardearam. Ele até defende o controle das fronteiras por conta do terrorismo! Depois que a mídia comprou a ideia de oferecer "narrativas" aos seus leitores e espectadores, precisamos desconfiar de absolutamente tudo. Cada um escolhe seus trechos preferidos para validar seus pensamentos. É por isso que é essencial ler a entrevista completa. Ah... pra lhe dar mais um incentivo a ler, saiba que nesta entrevista o Papa fala sobre as negociações que a Igreja mantém com a China para estabelecer um relacionamento mais próximo (isso será uma graça imensa para os católicos de lá) e revela o que pensa da Teologia da Libertação!!!

"A Teologia da Libertação teve aspectos positivos e também teve desvios, sobretudo na parte da análise marxista da realidade." Papa Francisco em entrevista ao El País (21/01/2017)

Opa... gostou? Então clique aqui e leia a matéria completa!

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Ê, SÃO PAULO! Estaremos aí no dia 26 de janeiro para o lançamento de As Grandes Mentiras sobre a Igreja Católica. Venha pegar uma dedicatória no seu livro! Sinalize no Facebook o seu interesse no evento (clique aqui) e nos ajude a divulgar! QUEREMOS TODOS LÁ!!!! convite_sp

misericordiaetmisera Oi Povo Católico! Papa Francisco mal lançou sua Carta Apostólica Misericordia et Misera e o povo já danou a falar em mudanças na Igreja (errado, como sempre). E, pra variar, estamos aqui com o nosso resumão, pra te ajudar a entender exatamente o que Francisco disse no documento. Vamos começar pelo nome Misericordia et Misera que, no meu latim de boteco, traduzi por "A Misericórdia e a Miserável". O nome já é justificado logo no início, quando o encontro de Jesus com a adúltera (Jo 8, 1-11) é citado. E esse é o tom da carta: nós miseráveis, que somos alcançados pela graça de Deus através da Igreja.

"Nada que um pecador arrependido coloque diante da misericórdia de Deus pode ficar sem o abraço do seu perdão. É por este motivo que nenhum de nós pode pôr condições à misericórdia"

Papa Francisco - Misericordia et Misera (2)

O documento se propõe a ser um guia do legado do Ano Jubilar. Logo no início, relembra o verdadeiro sentido de termos celebrado este Ano Jubilar e fala da mudança de atitude necessária diante de um mundo cada vez mais individualista e impessoal.

"Numa cultura frequentemente dominada pela tecnologia, parecem multiplicar-se as formas de tristeza e solidão em que caem as pessoas, incluindo muitos jovens. Com efeito, o futuro parece estar refém da incerteza, que não permite ter estabilidade. É assim que muitas vezes surgem sentimentos de melancolia, tristeza e tédio, que podem, pouco a pouco, levar ao desespero. Há necessidade de testemunhas de esperança e de alegria verdadeira, para expulsar as quimeras que prometem uma felicidade fácil com paraísos artificiais."

Papa Francisco - Misericordia et Misera (3)

Depois disso, Francisco vai dando instruções pastorais precisas para viver esse novo tempo de uma Igreja que, passando pela Porta Santa, se comprometeu com uma nova conversão em direção à Misericórdia.  Pede que os sacerdotes prestem mais atenção na preparação das suas homilias e que, também na catequese, sejam menos baseadas em exercícios de retórica e mais em "um coração pulsante da vida cristã". Ok, não se empolgue... isso não significa que chegamos no tempo de só falar de "amô no corassaum" e "não julgueis", mas passamos do tempo de só falar de regras.

Sobre a confissão, o Papa chama atenção especial, dizendo que "o sacramento da Reconciliação precisa de voltar a ter o seu lugar central na vida cristã". Pede aos padres que sejam mais cuidados e disponíveis com este ministério e libera definitivamente o poder de dar o perdão do aborto a todos os sacerdotes, sem amenizar a gravidade do pecado:

"...concedo a partir de agora a todos os sacerdotes, em virtude do seu ministério, a faculdade de absolver a todas as pessoas que incorreram no pecado do aborto. Aquilo que eu concedera de forma limitada ao período jubilar fica agora alargado no tempo, não obstante qualquer disposição em contrário. Quero reiterar com todas as minhas forças que o aborto é um grave pecado, porque põe fim a uma vida inocente;"

Papa Francisco - Misericordia et Misera (12)

ATENÇÃO: essa medida foi tomada a exemplo do que já acontecia no Ano da Misericórdia. Normalmente somente bispos e padres autorizados podem levantar excomunhões (como a do aborto - existem outras diferentes), mas durante este ano todos os padres foram autorizados a fazer isso. A única mudança é que essa autorização continua valendo. Não apareceu nenhuma proposta de mudança no código de direito canônico. Portanto, quem aborta CONTINUA INCORRENDO EM EXCOMUNHÃO. Cuidado com a boataria!

Outra medida importante conceder que os sacerdotes da Fraternidade de São Pio X continuem podendo conceder válida e licitamente o perdão dos pecados dos fiéis que os procurarem. Já era assim no Ano da Misericórdia e, a exemplo do que foi feito para o perdão do aborto, será estendido até que surjam "novas disposições sobre o assunto".  Uma consideração importante sobre essa decisão é a disposição do Papa em trazer a fraternidade para a plena comunhão da Igreja.

"Para o bem pastoral destes fiéis e confiando na boa vontade dos seus sacerdotes para que se possa recuperar, com a ajuda de Deus, a plena comunhão na Igreja Católica..."

Papa Francisco - Misericordia et Misera (12)

Por fim, Francisco estabelece que no 33º domingo do Tempo Comum a Igreja passará a celebrar o Dia Mundial dos Pobres. A ideia é criar um sinal concreto do Ano Jubilar que perdure para sempre e nos ajude a lembrar das obras de misericórdia para as quais nossa atenção se voltou neste ano.

Enfim, certamente ainda teremos que aprofundar mais esta nova Carta Apostólica e seus desdobramentos. Além disso, claro que irão aparecer duzentos mil boatos dizendo que o Papa Francisco liberou geral... mas aqui em cima você vê que os principais pontos da carta em nada alteraram a Doutrina da Igreja Católica.

Leia a carta completa no site do Vaticano:

http://m.vatican.va/content/francescomobile/pt/apost_letters/documents/papa-francesco-lettera-ap_20161120_misericordia-et-misera.html

 Gabarita, Povo Católico! O MEC propôs o tema “Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil” para a redação do ENEM 2016. Que legal! Seria essa uma tentativa de esquerdar um pouco mais os nossos jovens ou de finalmente endireitá-los? Em todo o caso nós de O Catequista resolvemos dar a nossa contribuição e apresentar nossa redação também! A intolerância religiosa no Brasil é algo absolutamente evidente e talvez um dos maiores problemas desse país. Discorda? Bem, vejamos... segundo o IBGE, 92% da população brasileira é religiosa, sendo 86% cristã e 65%... católica! Dito isto, como explicar que a esmagadora maioria das políticas públicas e da produção cultural sejam dedicadas a desconstruir e combater os valores da quase totalidade da população? Tanta forçação de barra só pode ser intolerância religiosa! Nos perguntamos também: como explicar nosso judiciário tentando criar cada vez mais oportunidades para que a indústria do aborto se instale no país? A última desculpa esfarrapada foi a epidemia de Zika, que quase se tornou mais um motivo para matar bebês, com o devido apoio de toda a grande mídia. Aliás, vale lembrar a repercussão da PL 5069/2013 que fecha a brecha para ao aborto indiscriminado no país (saiba mais aqui). Ela nem foi a plenário ainda (apenas passou na Comissão de Constituição e Justiça) e já foi alvo de amplo mimimi de todos os lados. O engraçado é que quando se fala em religião, os defensores do aborto imediatamente tentam desqualificar qualquer argumentação. Ora... mas esse argumento não representaria 92% da população? Só pode ser intolerância. Como explicar a avacalhação do conceito de família? Recentemente a justiça reconheceu a união civil homossexual, a poligamia (com a alcunha fofa de "poliamor") e a onda continua... Agora os professores querem garantir que as crianças já saiam avacalhadas da escola, por meio da ideologia de gênero. Legal! As famílias mandam seus filhos para a escola e a educação que o país oferece os coloca contra os pais e seus valores religiosos. Só pode ser intolerância. Como explicar a hostilidade contra políticos que se digam religiosos? Ué... eles não representam a quase totalidade da população? Pois mesmo assim, falam em tirar crucifixos das repartições públicas, em não misturar política com valores religiosos e conduzem o país rumo a um sistema absolutamente incompatível com qualquer religiosidade (comunismo/socialismo). Será que querem tirar 92% da população do poder? Isso não era uma democracia? Só pode ser intolerância. Como explicar uma produção cultural sustentada acintosamente com o dinheiro do povo e que parece só saber explorar temas contra a família e a religião? Isso sem contar as vezes em que cometem vilipêndio explícito, desrespeitando símbolos cristãos. Só pode ser intolerância. ENEM Enfim. Como explicar esse país? Como explicar tanto desrespeito com a maioria da população, que é cristã? Só pode ser... hmmm... Pensando bem, depois de tudo isso, retiro o que eu disse. Retiro mesmo. Não é intolerância. Uma parcela tão grande da população não deveria ficar calada diante de tanto desprezo pelos seus valores. Não deveria votar em políticos que fossem contra a família ou contra a vida. Não deveria dar audiência para quem debochasse de nossos símbolos religiosos. Não deveria tentar esconder sua religiosidade em nome de um tal “laicismo” que na verdade é apenas ateísmo. Nosso problema é a TOLERÂNCIA.

É treeeeetaaaa, Povo Católico!!! Hoje em Os Caçadores de Treta você vai entender porque o Comunismo é totalmente incompatível com a Doutrina Católica, vai ver o como o Estado de Bem-Estar Social (como a Suécia) pode te fazer muito mal e vai finalmente saber se ser comunista dá ou não excomunhão automática!  Tudo isso, com o nosso jeitinho carinhoso de sempre... então clica no play aí embaixo e divirta-se! 

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Conheci ela em um encontro da Pastoral da Juventude. Essa frase pode parecer bisonha se você imaginar em grupo católico que é um verdadeiro criatório de militantes socialistas. E era isso mesmo! Há muitos grupos da PJ maravilhosos, fiéis à doutrina da Igreja. Mas aquela era uma PJ comunista.

Ela era pejoteira. Minha prima era pejoteira. Eu não era pejoteiro, mas ia buscar minha prima no encontro da PJ. Ela estava lá. Dançando como pomba-gira. Nunca vou me esquecer: a música era a Nego Nagô.

Quando as meninas jogavam as mãos para o alto, ela rodopiava e trombava com todos ao redor. Os olhos, sempre vermelhos (ela dizia que era alergia, mas eu não sei não...), deixavam claro que ela não fazia ideia do que estava fazendo. Foi paixão à primeira vista. Só pra mim, acho.

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Passamos algumas madrugadas conversando no telefone fixo ao som das músicas do Gonzaguinha (eu achava um porre, mas o que a gente não faz quando está a fim de uma garota, não é mesmo?). De lá, migramos pro MSN. Do MSN pro olho no olho.

Começamos a namorar quando ela tinha 20 e eu 23. Viajamos para os acampamentos da PJ dividindo o fone de ouvido. Escolhemos herois incensados pela esquerda para idolatrar, sem pesquisar sobre a biografia deles (se a gente tivesse estudado um pouco, saberíamos que eles não passavam de loucos e psicopatas). Escrevemos juntos textões em homenagem a Antônio Conselheiro, Che Guevara e Zumbi dos Palmares.

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Dos dez livros mais heréticos que conheço, sete foi ela que me mostrou. Os outros três foi o Leonardo Bode quem escreveu. Aprendi o que eram CEBs e também o que era feminicídio, convivência sororal, awerê e outras palavras que o Word tá sublinhando de vermelho porque o Word não puxa uma erva nem toma chá de cogumelo.

Um dia, terminamos. E não foi fácil. Chorei quando ela ameaçou botar meu nome na macumba, fiquei boladão (na PJ eles sempre cantam “Eu vivi mamãe Oxum na cachoeira”, eu pensava que era só uma homenagem bonita ao “povo negro”, mas na verdade é só parte da estratégia de levar os jovens ao nefasto sincretismo).

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Até hoje, não tem um evento católico que eu vá em que alguém não diga, em algum momento: “cadê ela? Já foi pra Cuba?”. Como já dizia a Samsa, the North remembers, e a zoeira never ends!

Se ao menos a gente tivesse tido um projeto social em comum, eu penso. Mas tudo o que fizemos foi brincar de índio (todo pejoteiro comuna se acha mega conectado com o povo indígena, mas é tudo pajé-modinha) e servir de massa de manobra para o MST, a CUT, o MTST (todos grupos pró-aborto), o movimento LGBT e os partidos de esquerda.

dnj_comunista

Essa semana, pela primeira vez, revi as fotos dos eventos da PJ em que participamos juntos — e só não estrebuchei e morri de tanta vergonha porque pensei que tem gente com um passado pior do que o meu (confessem suas esquerdices dos tempos idos nos comentários, me ajuda aí gente...). Achei que fosse chorar tudo de novo. E o que me deu foi uma felicidade muito profunda de ter sido liberto de uma grande besteira que fiz na vida. O ruim é ter esse merdelê documentado em fotos. Era só o que me faltava.

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Esse texto é uma paródia do artigo de Gregório Duvivier: Desculpe o transtorno, preciso falar de Clarice. E não, eu nunca namorei uma pejoteira comuna (ufa!), essa parte é ficção. Mas tudo o mais sobre o espírito de rebelião, os sacrilégios corriqueiros e heresia da facção comunista da PJ é a mais triste verdade.

A formação da consciência política dos jovens é fundamental, e também o estímulo para o seu engajamento social e político. A aberração da PJ comunista, no entanto, está no fato de grupo que diz ser católico ser alinhado ideologicamente com movimentos e partidos inimigos dos valores cristãos.

 

É treeeeeeeetaaaa, Povo Católicoooooo! E toma aí um programa inteirinho sobre um dos temas mais bombantes do Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.: O PROTESTANTISMO! Lutero Descubra se você pode ir à uma celebração protestante, entenda porque eles têm tantos milagres e converse com a gente sobre falsas conversões, "cura gay" e muito mais!!!! Dê play e assista!

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