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O Catequista

O Catequista

Apoia, Povo Católicoooooo!

Quem nos acompanha pelas redes sociais já viu que criamos uma campanha de Financiamento Coletivo para O Catequista na plataforma do Catarse (http://catarse.me/ocatequista)! Ela vai nos ajudar a ir além e criar ainda mais conteúdo. E nessa nova fase precisaremos muito (muito mesmo) da sua ajuda! E por isso, vamos usar este post para explicar tudo direitinho...

 

Começando do começo: o que é esse tal Financiamento Coletivo?

O Financiamento Coletivo é um nome bem bonito (e moderno) para uma coisa bem antiga: apoio através de doações. Quase todas as grandes empresas de comunicação católica são sustentadas através desse tipo de financiamento, mas também lá fora vemos grandes nomes "laicos" aderindo ao formato como Daily Mail e The New York Times. A ideia é depender menos de anunciantes e mais do próprio público, assim, é possível ser realmente livre para falar a verdade, sem se preocupar se os patrocinadores vão se incomodar com o conteúdo "politicamente incorreto".

Agora que você entendeu o que é o "Financiamento Coletivo", vale dizer que, no Brasil, já existem plataformas especializadas nesse tipo de financiamento. E a maior delas é o Catarse. Criando uma parceria com eles, garantimos um ambiente seguro e sem falhas para nossos apoiadores.

 

O Catequista está cobrando pela Catequese?

Não! O Catequista é gratuito e sempre será! Foi a missão que abraçamos para nossa vida: catequizar, ao vivo através de pastorais, palestras, eventos e retiros, e também pela internet através deste site, do Facebook, Instagram, Youtube, das rádios e do que mais aparecer. E fazemos tudo isso voluntariamente apenas com o nosso tempo livre.

Muita gente acha que vivemos de O Catequista. Nada mais enganoso... trabalhamos normalmente e dividimos o restante do tempo entre a criação dos nossos 4 filhos (com mais um a caminho) e a Missão de O Catequista.

E esta campanha de financiamento nos ajudará justamente a ir além. Além do que fazemos hoje e além das nossas limitações de tempo e conhecimento.

 

Então, para onde irá o dinheiro?

Além de pagar as contas de toda a missão (que são muitas), com o dinheiro deste Financiamento Coletivo conseguiremos aumentar a produção e melhorar a qualidade. Será possível trazer profissionais que nos ajudem a fazer coisas que hoje fazemos na base do improviso, como a edição de áudio e vídeo. E isso nos ajudará a produzir mais. Poderemos fazer pelo menos um vídeo por semana e trazer o Catecast (nosso podcast) de volta!

Além disso, poderemos fazer muito mais: trazer novas atrações para O Catequista TV, postar as notícias e documentos que recebemos diariamente do Vaticano e até mesmo ajudar em eventos no mundo real, como seminários e manifestações que pressionem pelas nossas pautas no mundo político (combate ao aborto, ideologia de gênero e outros).

Ou seja... seu apoio vai fazer com que a Missão de O Catequista cresça ainda mais e chegue a ainda mais pessoas.

 

Ei, quero ajudar! Como faço?

É muito fácil. É só ir em http://catarse.me/ocatequista e clicar no botão verde escrito "Assinar este projeto". Você irá para uma tela com todas as doações e com a recompensa para cada um delas! Isso aí... iremos oferecer uma pequena recompensa para cada um dos valores possíveis para doação. Mas é claro que não é por isso que você vai nos apoiar, né? Tenho certeza de que o grande motivo é a confiança no nosso trabalho!

Bem, depois de selecionar o valor do apoio, você começará passará para o processo de pagamento que é igual ao de qualquer loja virtual. Você poderá ajudar por boleto ou cartão de crédito. Se escolher boleto, lembre-se de pagá-lo! Do contrário, seu apoio não será efetivado e não chegará até O Catequista.

A partir daí, todos os meses você contribuirá para uma das maiores missões de catequese do nosso país nos dias de hoje!

 

Entendeu tudo? Então, vamos lá... por um valor igual a meio BigMac por mês, você pode mudar a vida de muitas pessoas propagando a beleza da nossa fé católica! Vamos além!

ACESSE AGORA e divulgue: http://catarse.me/ocatequista! Ah... vão rolar alguns sorteios exclusivos para os apioadores! Fique atento.

 

Domingo, 05 Novembro 2017 19:10

O curioso caso do sequestro de Aparecida

Olha a treta, Povo Católico!

Nossa Senhora Aparecida só podia mesmo ser brasileira. Não desiste nunca! Pouco depois do atentado que partiu a imagem original em mais de 200 pedaços, a imagem original foi sequestrada, “retocada” e pintada com tinta para automóveis. Quer mais? Foi o próprio reitor do Santuário que cometeu a atrocidade!!! Vamos entender melhor essa história.

Antes de tudo, um agradecimento e uma recomendação: no post que fizemos sobre o atentado contra a imagem original de Nossa Senhora Aparecida (clique para ler), chegamos a citar o sequestro da imagem e muita gente nos enviou mensagens querendo saber mais detalhes da treta. A Editora LeYa, que é nossa parceira e está ligada nos nossos posts, muito gentilmente nos enviou um exemplar da nova edição especial do livro “Aparecida” (clique para conhecer), do jornalista Rodrigo Alvarez e estava tudo lá... em detalhes! A gente agradece e recomenda o livro, que é ótimo. Ao fim do post, você pode conferir a capa e as datas de lançamento para pegar o seu autógrafo.

Mas vamos ao que realmente interessa: a treta do sequestro da imagem original de Aparecida!

O ano era 1978 e a restauradora Maria Helena Chartuni estava lá se esmerando para restaurar a imagem de Aparecida da melhor forma possível. Só que o reitor do Santuário na época, Pe. Izidro, não estava muito conformado de entregar a santa à uma pessoa não muito católica (Maria Helena na época era daquelas “católicas não-praticantes”) e tentava influenciar o máximo que podia no trabalho de restauração.

Só que tinha um pedido especial que Maria Helena se recusava a atender: Pe. Izidro queria que Aparecida fosse mais clara e queria aproveitar o momento para lhe dar uma cor próxima a de “canela”, que segundo ele, seria a cor mais próxima da imagem antes de cair no Rio Paraíba (o contato com o lodo do fundo do rio é responsável pela cor próxima ao negro que vemos hoje).

Um parêntesis aqui: a informação do padre estava equivocada. Hoje se sabe que a imagem era policromada (colorida).

Aparecida

Bem, o fato é que o padre estava inconformado o trabalho de restauração, e particularmente com a permanência da cor original.  Então, pediu demissão do cargo de reitor do Santuário Nacional e concebeu um plano infalível, digno de Pink & Cérebro, para “consertar” a imagem: algum tempo depois do retorno triunfal à basílica, Pe. Izidro substituiu a imagem original por uma cópia e a levou para seu quarto.

Já de posse da imagem, o padre convoca um artesão local para lhe ajudar a fazer um molde da imagem. O homem prepara então uma massa e coloca a imagem original dentro para criar o tal molde.

Só que... ao retirar o material que envolvia a santa, perceberam que algo presente na massa reagiu com a pintura e descascou a imagem!

Homer

Sem ter alternativa, Pe. Izidro permaneceu com a imagem por mais alguns dias e aproveitou para fazer alguns “retoques” no trabalho da restauradora do MASP.

Com a própria unha escavou o olho direito da santa a fim de “devolver o seu olhar original” e, para o gran finale, pintou a santa na cor “canela” que tanto queria.

Poderia ser pior? Claro que sim: ele usou tinta para carros!

Já estamos em 1979, Padre Izidro já tinha ido embora de Aparecida e, finalmente, a nova reitoria do Santuário se dava conta da troca da imagem. Buscas desesperadas, mas discretas, ocorreram por toda a parte até que, 28 dias depois a imagem foi encontrada abandonada em cima da mesa, dentro um chalé no quintal do convento da cidade.

Ao se deparar com o estado da imagem, o novo reitor Pe. Pedro Fré, decidiu manter tudo em segredo por mais uns meses e chamou novamente a restauradora Maria Helena Chartuni para resolver o problema.

A restauradora, que em princípio não conseguia acreditar no tamanho da treta, foi até Aparecida, raspou a tinta para carros e devolveu a cor original à imagem da Padroeira do Brasil.

E como no fim de um filme, todos vivem felizes para sempre, mas com um porém... o olho direito não pode ser restaurado e até hoje exibe a forma dada pelo ex-reitor do Santuário.

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Gostou da história? Ela e muitas outras estão em detalhes no livro “Aparecida” (ed. LeYA), do jornalista Rodrigo Alvarez. Veja abaixo as datas de lançamento e vá pegar o seu autógrafo!

Aparecida

Oprime mais que tá pouco, Povo Católico!

Nesta semana fui convidado para debater sobre a treta das artes pedófilas e vilipendiosas em um programa da TV Câmara (emissora da Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro). Ao meu lado estava o Vereador Otoni de Paula (PSC), também defendendo a família e, do outro lado, em defesa da falta de vergonha artística, um pastor evangélico e teólogo de esquerda e um velho conhecido dos cariocas: o vereador Tarcísio Motta (PSOL), maior defensor da ideologia de gênero na cidade.

Achei que seria um debate bacana, mas logo na primeira fala do vereador do PSOL ficou claro o que viria: uma nova narrativa mimizenta. Desta vez, inventando que os "conservadores, fascistas e cia" estariam causando histeria no povo, acabando por gerar algo que chamaram de "Pânico Moral".

Os caras não se cansam de inventar palavrinhas pra brincar. Mas não tiveram tempo... foi perceber a estratégia e desarmar tudo. Em certo momento, já no desespero de ter razão, o pastor de esquerda resolveu dizer que tudo era um problema teológico. Não ficou sem resposta.

Enfim... não vamos estragar a surpresa. Assiste aí que vale a pena!

 

 
Mimimizentos não passarão!

Namastreta, Povo Católico!!!!

Mais uma edição do seu programa favorito! Mais uma vez respondendo a tretas dos nossos tretespectadores.

Neste programa você vai descobrir se os RPGs são um risco para a fé, se um católico pode ter blogs sobre temas alheios à questões de fé, vai entender qual a estratégia ideal para boicotar o lixo que anda sendo veiculado na TV e vamos conversar um pouco sobre Ensino Religioso.

Vem com a gente! Vamos desenjujubar o mundo!

 

 

Oi Povo Católico!

Você sabia que a imagem original de Nossa Senhora Aparecida já foi partida em mais de 200 pedaços? Pois é... neste ano comemoramos os 300 anos do encontro da imagem no Rio Paraíba. Em 2018 celebraremos os 40 anos da reconstrução da imagem!

Aproximadamente 11 milhões de pessoas visitam o Santuário Nacional todos os anos e se emocionam diante da pequena imagem de Nossa Senhora da Conceição, encontrada no Rio Paraíba do Sul em 1717. Já vi muitos se perguntando porque ela fica tão “trancada” naquele nicho. A resposta está no ano de 1978.

Até aquele ano a imagem de Aparecida ficava no altar, dentro de uma caixa de ouro com frente de vidro. Na verdade, chamavam isso de cofre, mas cofre com parede de vidro não é cofre né? Enfim... vamos adiante. No dia 16 de maio, durante uma missa, um jovem completamente transtornado (quem sabe não estava possuído?) correu e avançou sobre o nicho de Nossa Senhora Aparecida. Não conseguiu de primeira, mas segundo relatos, insistiu até alcançar o tal “cofre” que estava a uma altura de dois metros, estilhaçar os vidros e pegar a imagem. Tudo isso enquanto escapava de todos os que acorreram para proteger a imagem.

Parece impossível, mas mesmo com toda a segurança, ele conseguiu correr até a rua em uma fuga realmente espetacular e ao ser agarrado por um guarda, lançou a imagem de Aparecida ao chão.

Pronto. Nossa padroeira estava em pedaços. Mais de 200 pedaços, para ser um pouco mais preciso.

Nem precisa falar da comoção imensa que tomou conta do país. A imagem foi levada para o MASP (naquela época os museus eram locais um pouco mais descentes) e a restauração ficou a cargo da Artista plástica Maria Helena Chartuni.

“Ela estava toda quebrada em uma caixinha. O que eu senti na hora não foi nada agradável, foi uma espécie de pânico. Pensei: o que eu vou fazer agora? Aí, falei à ela: a senhora me colocou em um problemão e precisa me ajudar a sair dele”.

Fico mesmo tentando imaginar a sensação. A missão era restaurar uma imagem de terracota (nome bonito para barro cozido) totalmente despedaçada e, como se não bastasse, era só a imagem milagrosa da padroeira do Brasil venerada por milhões de fiéis devotos.

Tá tranquilo, tá favorável...

Mas felizmente, com as graças da Mãe Aparecida, tudo terminou bem e depois de 33 dias de trabalho intenso a imagem foi entregue e, como correr riscos faz parte da vida, viajou em um carro aberto do Corpo de Bombeiros, sendo acompanhada por milhares em plena Via Dutra! A imagem foi recepcionada em Aparecida por mais de 100 mil fiéis cantando “Romaria” e todos viveram felizes para sempre.

Não... pera...  o capiroto falou que é brasileiro e não desiste nunca...

O reitor do Santuário, Padre Izildo Santos, resolveu implicar com a imagem e, após se demitir da sua função, “sequestrou” a santa por 4 dias para fazer uns “retoques”. Olha que ideia boa... alterou os traços dos olhos e CLAREOU a santa com tinta para carros! Depois disso, largou a imagem em qualquer lugar deu no pé porque sabia que tinha plantado uma treta gigante.

E lá foi Maria Helena Chartuni dar jeito na imagem, outra vez...

Fim da aventura... a imagem de Aparecida retornou e hoje é protegida por um cofre (agora sim) de meia tonelada, sendo que metade desse peso pertence ao vidro blindado que nos concede o privilégio de olhar para a imagem original da nossa padroeira.

Nossa Senhora Aparecida é a prova de que nossa mãe conhece bem a treta que é ser brasileiro. Que ela nos abençoe e cuide do nosso país!

Um caminhão de sensacionalismo, duzentas pitadas de inverdade, quatro xícaras de purpurina... Bata tudo junto, e o que dá? Uma notícia em um site LGBT do Uol com a manchete: "Papa Francisco chama de família e parabeniza casal gay que batizou filhos na Igreja Católica".

A matéria, publicada hoje, diz: 

Em carta ao casal Toni Reis e David Harrad, que vive junto há três décadas, o sumo pontífice reconheceu como família a união entre o ativista brasileiro e o inglês ao parabenizá-los pelo batizado dos três filhos adotivos, de 11, 14 e 16 anos. A mensagem em nome do papa tem data de 10 de julho e foi assinada pelo secretário de Assuntos Gerais do Vaticano, o monsenhor Paolo Borgia. (...)

O texto é uma resposta à carta enviada por Toni e David ao religioso, no fim de maio, em que eles relataram a alegria de um casal de pessoas do mesmo sexo em ter conseguido batizar os filhos na Igreja Católica. No envelope também foram anexadas fotos do batizado, realizado em Curitiba em abril.

Vamos ser bem diretos: 

  • o texto da carta recebida pela dupla gay é PADRÃO, ou seja, milhares de pessoas recebem essa mesma carta pelo mundo. Inclusive eu já recebi uma, com um texto muio similar (confira abaixo a imagem). Para essas respostas-padrão, o Vaticano dispõe de um certo número de textos que variam levemente, e que vai alternando para enviar às pessoas que escrevem ao Papa;
  • não foi feita qualquer análise sobre a pessoa (ou as pessoas) que enviaram a carta ao Papa, portanto, não houve qualquer reconhecimento do Papa ou do Vaticano da dupla gay como família;
  • é muito provável que o Papa não tenha lido a carta enviada pela dupla gay. O texto-padrão diz que ele "viu com apreço" a carta, e em seguida faz um comentário bem genérico sobre o seu conteúdo - o que indica que esse "viu" não necessariamente quer dizer que ele realmente leu.

Agora comparem. Essa foi a carta recebida pela dupla gay brasileira, como resposta do Vaticano:

 

Essa foi a carta que eu recebi, como resposta do Vaticano:

Seria fantástico que o Papa realmente lesse todas as cartas remetidas a ele, mas isso é humanamente impossível. Só uma pequena minoria realmente é lida por ele. E para não deixar o restante do povo no vácuo, o Vaticano envia essas cartas com texto padrão. 

Então vamos aquietar o facho. O Papa Francisco não reconheceu dupla gay nenhuma como família. Há pouco tempo (em janeiro do ano passado), ele mandou na lata “Não pode haver confusão entre a família, querida por Deus, e qualquer outro tipo de união” (audiência do dia 22/01). Leram bem? Sobre isso, saiba mais clicando aqui.

Oi Povo Católico!

Já tinha gente (pra variar) cobrando o Papa de uma posição em relação à Venezuela. Pronto! Taí... saiu hoje um comunicado da Secretaria de Estado do Vaticano sobre toda a situação da Venezuela.

E não foi um carta muito política não... Nela, o Papa pede claramente para que as forças de segurança cessem a violência e as prisões. Também pede que o processo de constituinte seja INTERROMPIDO! Essa talvez tenha sido a menagem mais direta e contundente de um chefe de estado sobre a questão da Venezuela. 

Abaixo, a íntegra do comunicado (tradução nossa).

 

Comunicado da Secretaria de Estado do Vaticano sobre a Venezuela

A Santa Sé manifesta novamente sua profunda preocupação pela radicalização e agravamento da crise na República Bolivariana da Venuzuela, pelo aumento do número de mortos, feridos e detidos. O Santo Padre, diretamente e pela sua Secretaria de Estado, acompanha de perto esta situação e suas implicações humanitárias, sociais, políticas, econômicas e espirituais. Por isso, o Papa garante suas constantes orações pelo país e por todos os venezuelanos, enquanto convida todos os fiéis do mundo a rezar intensamente por esta mesma intenção.

Ao mesmo tempo, a Santa Sé pede a todos os atores políticos, e em particular ao Governo, que se assegure o pleno respeito dos direitos humanos, das liberdades fundamentais e da Constituição vigente; que se evitem ou suspendam as iniciativas em curso como a nova Constituinte que, em vez de favorecerem a reconciliação e paz, fomentam um clima de tensão e enfrentamento, comprometendo o futuro; que se criem as condições para uma solução negociada de acordo com as indicações expressadas na carta da Secretaria de Estado do dia 1 de dezembro de 2016, tendo em conta o grave sofrimento do povo e das dificuldades para se obter alimentos e medicamentos, além da falta de segurança.

A Santa Sé dirige, por fim, um premente chamado a toda a sociedade para que seja evitada toda a forma de violencia, convidando, em particular, as Forças de Segurança a abster-se do uso excessivo e desproporcionado da força.

 

 
E ainda tem gente que "tá com Maduro"...

Seja santo, Povo Católico!!!!

Agora tem mais um jeito de ser santo. Hoje o Papa Francisco publicou uma carta apostólica criando uma nova via de santidade, chamada “Oferta da Vida”. Não ficou exatamente mais fácil… mas é um novo caminho. Vamos entendê-lo.

A nova via, chamada de “Oferta da Vida”, é descrita no documento como:

“Oferta livre e voluntária da vida e heróica aceitação, pela caridade, de uma morte certa em um breve período de tempo.”

Em outras palavras, é uma via que fica entre as Prática Heroica das Virtudes e o Martírio. É quando uma pessoa, por um ato de caridade, aceita o risco de morte iminente.

Calma, vamos explicar! Imagine alguém que se dispusesse a cuidar de um paciente com uma doença altamente contagiosa, e, no processo, acabasse por contrair a mesma doença, vindo a falecer em consequência disso. Se a escolha foi voluntária e por amor ao outro, entra na definição da “Oferta da Vida”.

Até hoje, muitos santos entregaram a vida desta forma, mas acabaram tendo que ser forçosamente classificados como “martírio” ou “prática de heroica de virtudes”. Um dos exemplos mais famosos e belos e o de São Damião de Molokai, que passou boa parte de sua vida exercendo seu ministério sacerdotal junto aos leprosos de uma ilha no Havaí. Após alguns anos, ele contraiu a doença e faleceu.

Essa nova classificação irá certamente facilitar o entendimento e acelerar os processos. Se esta classificação já existisse no tempo de Santa Gianna, talvez ela pudesse ter sido classificada desta forma.

É bom lembrar que a “fama de santidade” e os milagres continuam sendo necessários. Nada foi alterado nesse sentido.

QUAIS SÃO AS OUTRAS CLASSIFICAÇÕES DO PROCESSO DE CANONIZAÇÃO?

Até hoje, a Congregação para a Causa dos Santos reconhecia a santidade de alguém por três vias diferentes: pelo Martírio, pela Prática Heroica das Virtudes e por decreto, que é chamado de “equipolência”. Abaixo estão as características necessárias para cada um:

MARTÍRIO - Aceitação voluntária de uma morte violenta por amor a Cristo por parte da vítima; a morte precisa ter sido motivada por perseguição por ódio a fé; a vítima deve morrer em paz e perdoando seu executor.

PRÁTICA HEROICA DAS VIRTUDES - As virtudes precisam ser vividas voluntariamente, de forma agradável, dentro de um contexto comum de agir, por uma finalidade sobrenatural e por um longo período de tempo. Ou seja, é um modo de viver habitualmente conforme o Evangelho.

As virtudes praticadas devem ser as Teologais (fé, esperança e caridade), Cardeais (prudência, justiça, fortaleza e esperança) e também a pobreza, obediência, castidade e humildade.

EQUIPOLÊNCIA - Essa é menos glamurosa… é por decreto mesmo. Mas também tem seus critérios. Pode ser concedida aos que tenham uma vida de santidade evidente mas que tenham veneração muito antiga e, por isso, não haja mais como fazer as comprovações segundo o processo atual. Um exemplo recente é a da canonização do nosso amado São José de Anchieta.

 QUAL O SENTIDO DO NOME DA CARTA APOSTÓLICA?

O nome do documento é Maiorem hac dilectionem, em português, "Amor Maior". Foi retirado desse trecho do Evangelho (e não da música do JQuest):

“Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos”. (Jo 15,13)

Por enquanto, o Vaticano só disponibilizou a carta apostólica em italiano e latim. Se quiser ler o documento original, clique aqui.

Papa Francisco que já havia se manifestado timidamente no Twitter, agora deixou clara a sua posição no caso do bebê Charlie Gard, pedindo para que se respeite a decisão dos pais.

Hoje a tarde, o diretor da Sala de Imprensa Greg Burke afirmou que o Santo Padre acompanha preocupado o desenrolar do caso:

"O Santo Padre acompanha com afeto e comoção o caso do pequeno Charlie Gard e expressa sua proximidade aos pais. Ele reza por eles, desejando que não se negligencie o seu desejo de acompanhar e tratar o próprio bebê até o fim".

O pequeno Charlie ainda sobrevive, graças a decisão do hospital de adiar o desligamento dos aparelhos para que os pais pudessem se despedir.

Continuemos rezando.

Oi Povo Católico,

Um bebê doente luta por sua vida em uma UTI, e seus pais fazem todo o possível para manter suas esperanças. Mas, infelizmente, esta é uma batalha perdida. E não foi para a doença do menino. Mas para a ideologia assassina que toma conta da Europa. A Corte Europeia de Direitos Humanos autorizou o hospital a matar Charlie Gard, de apenas 10 meses, contra a vontade de seus pais!

Este mesmo tribunal, que condenou a Rússia por não permitir a união de pessoas do mesmo sexo, ameaçou sancionar a Polônia por seus "excessos conservadores" e luta para permitir a "liberdade" para mães matarem seus filhos no ventre. No entanto, parece não entender como direito humano a luta dos pais pela vida de seu filho. 

É óbvio que estamos diante de mais um desmando de gente que acha que o ser humano não tem sentido se não estiver servindo ao “Estado”. Mas não adianta encarar somente como um problema político. O problema principal é que a Europa virou as costas para Cristo. É um continente de mortos-vivos.

Como pode um povo não reagir diante de um tribunal de direitos humanos que tira um bebê de seus pais e autoriza um hospital a matá-lo? Que hospital é esse? Que justiça é essa? Que povo é esse?

Se a Europa ainda ouvisse a Igreja, talvez isso não acontecesse. A eutanásia é inaceitável! Mesmo que seja feita com a intenção de abreviar o sofrimento do paciente. O número 2277 do Catecismo é bem claro:

Quaisquer que sejam os motivos e os meios, a eutanásia direta consiste em pôr fim à vida de pessoas deficientes, doentes ou moribundas. É moralmente inaceitável. Assim, uma ação ou uma omissão que, de per si ou na intenção, cause a morte com o fim de suprimir o sofrimento, constitui um assassínio gravemente contrário à dignidade da pessoa humana e ao respeito do Deus vivo, seu Criador. O erro de juízo, em que se pode ter caído de boa fé, não muda a natureza do ato homicida, o qual deve sempre ser condenado e posto de parte (58).

Mas e se não houver mais chance alguma? 

Nesse caso, é necessário avaliar os efeitos da continuidade do tratamento.

A cessação de tratamentos médicos onerosos, perigosos, extraordinários ou desproporcionados aos resultados esperados, pode ser legítima. É a rejeição do «encarniçamento terapêutico». Não que assim se pretenda dar a morte; simplesmente se aceita o facto de a não poder impedir. As decisões devem ser tomadas pelo paciente se para isso tiver competência e capacidade; de contrário, por quem para tal tenha direitos legais, respeitando sempre a vontade razoável e os interesses legítimos do paciente. (CIC 2278)

O que definitivamente não é o caso de Charlie! Primeiro porque os pais não estão de acordo. A decisão está sendo tomada pela justiça e pelo hospital. Em segundo lugar porque CHARLIE AINDA TINHA UMA CHANCE!

Sim! Essa história é mais absurda ainda. Há um tratamento experimental nos EUA para a doença do menino e o dinheiro para isso já havia sido levantado. Só que o hospital precisaria manter o bebê vivo por mais algum tempo. Mas eles não querem esperar... Talvez seja exigir demais que todas essas pessoas, afundadas na cultura de morte, entendam o que significa esperança.

Enfim, para nós, que cremos no Deus do impossível, ainda é tempo: reze por Charlie e por sua família.

 

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