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Sábado, 29 Abril 2017 18:56

Papa Francisco: As 7 Tentações da Vida Consagrada

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Se cuida, Povo Católico!!!!

O Papa Francisco se encontrou com os seminaristas, clero e religiosos do Egito e fez uma belíssima catequese.  Nela, pediu que continuassem a semear a Palavra de Deus na terra do Egito e advertiu sobre as principais tentações que podem impedir a missão dos consagrados.

ATENÇÃO padres, religiosos e seminaristas! Aliás... atenção a todos os católicos!

 

AS 7 TENTAÇÕES DA VIDA CONSAGRADA:

 

1. A tentação de deixar-se arrastar e não guiar

O bom pastor tem o dever de guiar o rebanho (cf. Jo 10, 3-4), de o conduzir a pastagens verdejantes e até à nascente das águas (cf. Sal 23/22, 2). Não pode deixar-se arrastar pelo desânimo e o pessimismo: «Que posso fazer?» Aparece sempre cheio de iniciativas e de criatividade, como uma fonte que jorra mesmo quando vem a seca; sempre oferece a carícia da consolação, mesmo quando o seu coração está alquebrado; é um pai quando os filhos o tratam com gratidão, mas sobretudo quando não lhe são agradecidos (cf. Lc 15, 11-32). A nossa fidelidade ao Senhor nunca deve depender da gratidão humana: «teu Pai, que vê o oculto, há de recompensar-te» (Mt 6, 4.6.18).

 

2. A tentação de lamentar-se continuamente

Sempre é fácil acusar os outros: as faltas dos superiores, as condições eclesiais ou sociais, as escassas possibilidades… Mas a pessoa consagrada é alguém que, pela unção do Espírito, transforma cada obstáculo em oportunidade, e não cada dificuldade em desculpa! Na realidade, quem se lamenta sempre é uma pessoa que não quer trabalhar. Por isso o Senhor, dirigindo-Se aos pastores, disse: «Levantai as vossas mãos fatigadas e os vossos joelhos enfraquecidos» (Heb 12, 12; cf. Is 35, 3).

 

3. A tentação da crítica e da inveja

O perigo é sério, quando a pessoa consagrada, em vez de ajudar os pequenos a crescer e a alegrar-se com os sucessos dos irmãos e irmãs, se deixa dominar pela inveja tornando-se numa pessoa que fere os outros com a crítica. Quando, em vez de se esforçar por crescer, começa a destruir aqueles que estão crescendo; em vez de seguir os bons exemplos, julga-os e diminui o seu valor. A inveja é um câncer que arruína qualquer corpo em pouco tempo: «Se um reino se dividir contra si mesmo, tal reino não pode perdurar; e se uma família se dividir contra si mesma, essa família não pode subsistir» (Mc 3, 24-25). Com efeito, «por inveja do diabo é que a morte entrou no mundo» (Sab 2, 24). E a crítica é o seu instrumento e a sua arma.

 

4. A tentação de se comparar com os outros

A riqueza reside na diferença e na unicidade de cada um de nós. Comparar-nos com aqueles que estão melhor, leva-nos frequentemente a cair no rancor; comparar-nos com aqueles que estão pior, leva-nos muitas vezes a cair na soberba e na preguiça. Quem tende sempre a comparar-se com os outros, acaba por se paralisar. Aprendamos de São Pedro e São Paulo a viver a diferença dos caráteres, dos carismas e das opiniões na escuta e docilidade ao Espírito Santo.

 

5. A tentação do «faraonismo», isto é, de endurecer o coração e fechá-lo ao Senhor e aos irmãos

É a tentação de se sentir acima dos outros e, consequentemente, de os submeter a si por vanglória; de ter a presunção de ser servido em vez de servir. É uma tentação comum, desde o início, entre os discípulos, os quais – diz o Evangelho –, «no caminho, tinham discutido uns com os outros, sobre qual deles era o maior» (Mc 9, 34). O antídoto para este veneno é o seguinte: «Se alguém quiser ser o primeiro, há de ser o último de todos e o servo de todos» (Mc 9, 35).

 

6. A tentação do individualismo

Como diz o conhecido provérbio egípcio: «Eu e, depois de mim, o dilúvio». É a tentação dos egoístas que, ao caminhar, perdem a noção do objetivo e, em vez de pensar nos outros, pensam em si mesmos, sem sentir qualquer vergonha; antes, justificando-se. A Igreja é a comunidade dos fiéis, o corpo de Cristo, onde a salvação de um membro está ligada à santidade de todos (cf. 1 Cor 12, 12-27; Lumen gentium, 7). Ao contrário, o individualista é motivo de escândalo e conflitualidade.

 

7. A tentação de caminhar sem bússola nem objetivo

A pessoa consagrada perde a sua identidade e começa a «não ser carne nem peixe». Vive com o coração dividido entre Deus e a mundanidade. Esquece o seu primeiro amor (Ap 2, 4). Na realidade, sem uma identidade clara e sólida, a pessoa consagrada caminha sem direção e, em vez de guiar os outros, dispersa-os. A vossa identidade como filhos da Igreja é ser coptas – isto é, radicados nas vossas raízes nobres e antigas – e ser católicos – isto é, parte da Igreja una e universal: como uma árvore que quanto mais enraizada está na terra tanto mais alta se eleva no céu.

 

É isso, povo católico! Quem está de pé, cuide de não cair!

 

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Povo Católico! O Catequista está sendo objeto de uma tese de doutorado! Se puder, contribua para a pesquisa respondendo este questionário: https://goo.gl/forms/0irwYk4xheuFiN1l2. É bem rápido e, não se preocupe, nenhuma informação sensível será coletada! Muito obrigado!

10420 Sábado, 29 Abril 2017 19:21

Comentários   

-1 # João Pedro Strabelli 02-05-2017 18:31
Faltou uma tentação geral aí: saber mais que o papa ou saber mais do que a Igreja. Vejo demais neste mundo!
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-1 # Mateus 01-05-2017 21:42
Muito boa a publicação. Obrigado pelo trabalho de sempre!
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+4 # Daniel 29-04-2017 21:14
Eu esperava ouvir o Papa alertar os seminaristas sobre a tentação da relativização da necessidade da obediência ao Magistério e da fidelidade aos votos , a tentação da banalização do sagrado e dos sacramentos, a tentação da adesão às novidades como solução para a crise de fé do nosso tempo, a tentação da laicização do clero e dá clericalizacao do leigo, a tentação da covardia e da omissão ante a cultura da morte e ante as ideologias políticas anti-cristas, a tentação do relativismo religioso e de um falso ecumenismo como solução para a apostasia generalizada que assombra a Igreja, a tentação de um ativismo pastoral infrutífero, pois a vida ativa do sacerdote não produz frutos quando desacompanhada de uma profunda vida​ contemplativa...

Com todo respeito ao Papa Francisco, mas as palavras acima me parecem mais retiradas de um livro de auto-ajuda do que provenientes da boca do Doce Cristo na Terra se dirigindo a um grupo de seminaristas.
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