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Sábado, 12 Novembro 2016 14:27

Manual do Vaticano para entender o que o Papa diz informalmente

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Acho que todo o mundo entende a diferença entre uma conversa informal e uma declaração formal, estudada, pensada, revisada. Mas, estranhamente, esse entendimento quando se esvai quando se trata das palavras papa. O povo acha que tudo o que ele diz, em qualquer entrevista, tem o peso de uma encíclica.

Quando falamos espontaneamente, é óbvio que ninguém espera que sejamos 100% precisos ao apresentar nossas ideias. A gente sai falando, e espera que quem nos ouve interprete nossas palavras nesse contexto de informalidade. Eu sei... Eu sei que nunca antes tivemos um papa que desse tantas entrevistas e declarações informais. Mas acostumem-se: nosso Papa fala de religião com a leveza de quem troca uma ideias com o chapa na esquina. E nessas ocasiões, os termos usados muitas vezes não são precisos, nem cuidadosamente escolhidos.

Bem... é o jeito dele. Talvez esse "estilo" possa dar corda para alguns mal-entendidos. Mas estamos aqui para explicar! Papa Francisco e suas entrevistas... São tantas emoções! psicose E como interpretar o o Papa Francisco diz, quando ele fala de improviso? A regra de ouro é IGNORAR SOLENEMENTE A MÍDIA SECULAR. Se muitos católicos que vão à missa todos os domingos não têm conhecimento suficiente da doutrina, quanto mais um jornalista não-católico, que não entende tanto de catolicismo quanto o Anderson do Molejo entende de física nuclear.

De resto, deixo vocês com as orientações que o próprio Vaticano divulgou a esse respeito, por meio da sua Sala de Imprensa (por meio do então porta-voz, Pe. Federico Lombardi. Fonte: Instituto Unisinos). Anotem:

  • o Papa Francisco inaugurou um "gênero totalmente novo de discurso papal – informal, espontâneo";
  • um novo gênero precisa de uma nova forma de interpretar, em que não se deve dar tanto valor às palavras individuais, mas sim ao sentido geral;
  • ao falar de improviso, e sem contar com a revisão prévia de suas palavras por uma equipe de conselheiros e teólogos, o Papa pode, eventualmente, não ser preciso no que pretende dizer;
  • portanto, não viaje na maionese, achando que as palavras que o Papa diz em entrevistas têm o mesmo peso que os documentos magisteriais (ensinamento doutrinal oficial) da Igreja.

O PAPA FRANCISCO E O MARXISMO

Agora falemos sobre o último bafafá: a entrevista do Papa a Scalfari, em que ele disse que "são os comunistas que pensam como os cristãos". O Papa Francisco já havia dito algo semelhante antes - "Eu só posso dizer que os comunistas têm roubado a nossa bandeira. A bandeira dos pobres é cristã." - e foi a mesma confusão na mídia. A respeito disso, já demos o devido esclarecimento (confira aqui). Sobre a nova declaração, que tem o mesmo sentido da anterior, o Papa simplesmente repetiu o que a Igreja já afirmou antes, em documentos magisteriais. 

O nosso amigo André Brandalise, blogueiro católico, mandou muito bem ao destacar esse texto do Magistério:

“Dir-se-ia que o socialismo, aterrado com as consequências que o comunismo deduziu de seus próprios princípios, tende para as verdades que a tradição cristã sempre solenemente ensinou, e delas em certa maneira se aproxima; por quanto é inegável que as suas reivindicações concordam às vezes muitíssimo com as reclamações dos católicos que trabalham na reforma social."

- Pio XI, Encíclica Quadragesimo Anno, 113

Socialismo e cristianismo concordam em alguns pontos, diz a Igreja. Aí vem o Joselito "sabe-de-nada-inocente" e diz: "TÁ VENDO! Eu sou católico e socialista, e a Igreja aprova isso!". Menos, Joselito. Para de preguiça, senta aí e lê o documento todo! ler_livro Nessa mesma encíclica, Pio XI explica que, mesmo que haja pontos de acordo entre o chamado "socialismo moderado" e o cristianismo, MUITO MAIORES E GRAVES são as divergências. Por isso mesmo, um católico não deve, de modo algum, apoiar o socialismo.

"O socialismo quer se considere como doutrina, quer como fato histórico, ou como 'ação', se é verdadeiro socialismo, mesmo depois de se aproximar da verdade e da justiça nos pontos sobreditos, não pode conciliar-se com a doutrina católica; pois concebe a sociedade de modo completamente avesso à verdade cristã." (...)

"Socialismo religioso, socialismo católico são termos contraditórios: ninguém pode ser ao mesmo tempo bom católico e verdadeiro socialista."

Viu, Joselito vermelho? E aí? Vai continuar ignorando o ensinamento da Igreja? livro_jogar Em outras ocasiões, o Papa Francisco também condenou a ideologia marxista. Encerramos este post refrescando a memória (memória seletiva e nem sempre honesta) dos estranhos e teimosos "católicos socialistas":

“Nunca compartilhei a ideologia marxista, porque ela é falsa".

- Papa Francisco, entrevista ao jornal Corriere della Sera. 05 de março de 2014

759 Domingo, 23 Abril 2017 20:18

Comentários   

0 # Alessandra 16-12-2016 19:14
Gostaria de um #CaçadoresdeTreta sobre este tema, citando o desrespeitoso Olavo de Carvalho, citado por sacerdotes respeitáveis como Padre Paulo Ricardo e falando mal de sua santidade em suas redes sociais, tratando-o pejorativamente e incitando o ódio contra o sucessor de Pedro.
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0 # Cesar 28-11-2016 12:53
“Expresso os meus sentimentos de pesar a vossa excelência e aos familiares do falecido dignitário, assim como ao governo e ao povo da sua amada nação”, assinalou o Santo Padre no telegrama difundido pela Sala de Imprensa da Santa Sé. “Ao mesmo tempo, ofereço orações ao Senhor pelo seu descanso e confio a todo o povo cubano a intercessão materna de Nossa Senhora da Caridade do Cobre, Patrona do seu país”, concluiu o Pontífice. O detalhe é que parte da família nem se manifestou sobre a morte dessa alma caridosa!!
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0 # João Pedro Strabelli 19-11-2016 08:15
Faltou dizer uma coisa: Francisco não assiste televisão desde a década de 70. Parece que foi uma promessa que ele fez. Então, ele não sabia exatamente as traduções e interpretações que faziam de suas falas. Foi assim no caso das diaconisas, tanto que na entrevista seguinte ele mesmo disse que foi o mais surpreendido com o que saiu publicado. Ele disse que seria dada uma resposta conclusiva e a mídia, no geral, disse que o papa abriu as portas para isso. Ou numa fala recente, em que ele também disse que no dia seguinte publicariam que o papa liberou geral. Mas, e isso é opinião minha portanto sujeita a falhas, eu continuo preferindo o que Francisco faz. O que assusta nele são duas coisas; primeiro, parece que ele fala primeiro e vai pensar depois; segundo, é que parece que ele quer simplificar tudo. Fora que ele parece mais aquele tio velhinho e simpático que todo mundo tem um do que um papa. E são essas coisas que me agradam nele. A espontaneidade dele em falar mostram o quanto a fé e a Igreja estão arraigados nele. Ele não precisa de longas meditações para abrir a boca exatamente porque ele vive isso. E quando parece que falou besteira, me dá a impressão que é uma tentativa de ajustar suas palavras à capacidade de entendimento da pessoa. Tem também a questão de muitos esperarem dele, ou de qualquer papa, palavras duras e diretas sobre todos os pontos da fé. Mas Jesus mesmo falou em parábolas para o povo e era em separado para os apóstolos que ele explicava todas as coisas. Se fez isso, o motivo era muito sério e esse era o melhor caminho para nossa salvação. Talvez porque as pessoas se assustariam com a verdade nua e crua e fugiriam antes de ouvir tudo o que ele tinha a dizer. Então, era melhor começar assim. A Nova Lei que Jesus trouxe facilitou muito o caminho da salvação. Parece que Ele mesmo fala isso num dos livros de Santa Brígida. Depois d’Ele os caminhos da salvação ficaram mais fáceis. Francisco tem a preocupação de deixar as coisas claras. A questão da ordenação feminina, por exemplo, ele disse logo no começo que não é uma porta aberta. A questão das diaconisas, o que ele disse é que precisa de uma resposta definitiva (não à ordenação, que a pergunta da freira foi outra). Quando ele simplificou a declaração de nulidade dos matrimônios, foi para resolver logo a situação da pessoa. Isso mostra preocupação com os problemas da vida diária das pessoas. Um caso que mostra bem isso foi dos moradores de Rua em Roma. Ele conseguiu que, um dia por semana, barbeiros cortem os cabelos e as barbas deles. Pode até passar despercebido, mas revela um profundo conhecimento dele com a vida dessas pessoas. Ele sabia que o problema maior deles não era comida, porque isso muitos grupos de caridade resolvem. Mas sabia também que o maior problema deles era a questão a higiene pessoal. Uma pessoa barbuda e suja não arruma emprego, alguém apresentável pode conseguir. Não teria jeito de saber disso se não fosse numa conversa simples, aberta e no mesmo nível com as pessoas naquela situação. Vou lembrar que é minha opinião e, assim como eu, bem sujeita a falhas, mas, como até agora ele não disse uma única coisa contra a Doutrina Católica, eu continuo preferindo ver um monte de explicações sobre o que ele disse. Aliás, quando é a próxima entrevista dele?…
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+1 # Joao 18-11-2016 15:34
Se apenas as declarações informais fossem problema...aliás, o fato de ser o primeiro Papa a precisar publicar um manual oficial de interpretação já é estranho. A Amoris Laetitia (documento oficial) continua provocando estrago. Há poucos dias, 04 cardeais publicaram uma carta ao Papa onde pedem que ele explique claramente se os recasados podem comungar. Pelo visto não é apenas questão de interpretação.
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0 # Leniéverson 30-11-2016 07:39
João, você escreveu assim "o fato de ser o primeiro Papa a precisar publicar um manual oficial de interpretação já é estranho". Eu trabalho quase 14 anos com jornalismo católico e o que me chama atenção é simples: a comunicação da Santa Sé, apesar de muitos desmentidos, nos últimos anos está cheia de ruídos (tipo aquela brincadeira do telefone sem-fio, quando a mensagem sai do emissor ruim e chega ao receptor pior ainda). Se nos casos do Bento XVI, São João Paulo II, Pio XII, o problema da mídia secular com eles, se dava por serem conservadores e contra o comunismo, com Francisco o problema reside no fato das falas aventadamente adocicadas e cheias de misericórdias, manipuladas para atender uma visão progressista. Negar isso, me parece um mau negócio. Afinal, não é tao incomum lermos por aí, algum assim "por que Francisco, odiamos Bento XVI". Temos de aceitar, defintivamente, a realidade de que a mídia tradicional é majoritariamente esquerdista e maldosa. Se a Santa Sé, não compreender isso de maneira séria, não adianta manual, que não adiantará. A Igreja precisa ser clara, objetiva e precisa sobre determinados assuntos, ainda que seja só uma entrevista. Até mesmo, porque, o povão não sabe discernir uma entrevista de uma encíclica, para muitos é a mesma coisa.
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+1 # Isac 19-11-2016 08:42
V tem razão, pois no capítulo VIII da A laetitia existem varias dúvidas e possiveis ambiguidades; os escritos e palavras dos papas S João Paulo II e Bento XVI ninguém necessitava vir a público e vir com aquele "não foi bem isso que ele queria dizer". O papa Francisco recusar dar respostas a esses cardeais de sim sim, não não foi lamentável! Com o mundo sob as esquerdas, mesmo saindo de alguns países, seus rastros de se defenderem atacando e acusando disso e daquilo os outros para se safar, demorarão muitos anos para perderem seus efeitos, mesmo assim se houver contra-doutrinação, ainda mais em países onde os ensinamentos da Teologia da Libertação entraram maciçamente, como praticamente em todo Ocidente, muito mais na América Latina e Central.. O modelo de discriminar os outros para se impor pareceria estar sendo usado nesse caso para rotular os que se indispõem contra o que o papa Francisco diz e escreve, como que seriam rigoristas, legalistas, duros, rígidos e mais parecidos. Mas impor sem provar que está correto fica difícil de aceitar; estamos com os 4 cardeais e com quem se ajuntar a eles.
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0 # Leandro Alves 17-11-2016 20:20
olá sou católico, estou no ultimo ano do ensino médio, fazendo os ultimos vestibulares e com esperanca de entrar em uma universidade pública, penso em ingressar em um curso de história, antropologia ou arqueologia pois sou fascinado pela historia do antigo Israel e da Igreja primitiva. Eu gostaria de saber se a Igreja considera a distincao feita por historiadores, alguns até mesmo católicos, entre Jesus de Nazaré,o rabino galileu que viveu no primeiro seculo, e o Cristo, o messias salvador da humanidade o cordeiro de Deus, pois li uma das obras do padre Raymond E Brown que considera que nem todos os eventos dos evangelhos são Históricos, por exemplo ele acredita que a história do massacre dos inocentes por Herodes no evangelho de Mateus seja um Midrash(ficcao literaria judaica), pois esse evento não é registrado em nenhuma fonte historica daquela epoca, ele argumenta que a historia tenha se baseado na crueldade de Herodes, ele matou 3 dos 5 filhos que tinha, e na espectativa messianica sobre Jesus, pois a historia é paralela ao massacre das criancas pelo faraó na historia de Moisés.
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0 # Paulo Cesar 17-11-2016 17:58
Uma dúvida que gostaría que me explicassem melhor: muito se fala em "Linha Conservadora" e em "Linha Progressista" na Igreja. O que são as diferenças entre elas? Entendo que a Tradição de 2000 anos da Igreja e de sua doutrina que foi sendo aprofundada e lapidada sob a inspiração do Espírito Santo, já está consolidada em seus pontos fundamentais há séculos. Sempre achei que o espaço para o progressismo limitava-se somente a questões não dogmáticas. Como dizia Santo Agostinho: "No dogma unidade; na dúvida, liberdade; em tudo,caridade", mas, sinceramente, ao que parece, muitas vezes as propostas ditas da ala progressista da Igreja querem alterar/ desafiar questões dogmáticas. Assim, peço que me esclareçam por favor: (Conservador= Fiel à Sã Doutrina) e (Progressista= Mais fiel ao mundo que à Sã Doutrina)? Estas pessoas são de fato católicas? By the way, o Papa Francisco é progressista, não é?
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0 # Paulo Cesar 17-11-2016 17:35
Olá João Pedro. O ponto não é que se esteja buscando achar "pêlo em ovo". O que acontece é que de fato há muito espaço para interpretações dúbias nas declarações do Papa. O fato de as pessoas que aqui apresentam essas dúvidas e preocupações serem católicas deve-se exatamente ao fato de serem católicas, isto é, amamos nossa Santa Igreja e ao Papa como representante visível de Cristo na Terra. Concordo com você, que fazendo um pouquinho de esforço, conseguimos alcançar a real intenção do Papa nesta ou naquela declaração ou mesmo documento, mas você também há de concordar que se ele não estivesse fazendo declarações dúbias e que, por vezes, aparentam desviar-se da Sã Doutrina,não haveria necessidade de o Vaticano elaborar um "Manual para para entender o que o Papa diz informalmente", conforme o título desta matéria! Também não teríamos uma carta aberta de 4 cardeiais pedindo para que o Papa esclareça os aparentes desvios da doutrina católica na "Amoris laetitia", conforme é possível compreender num dos links apresentados pelo Halisson acima. Se até cardeais vêm dubiedade e, portanto, perigo para o povo de Deus, quanto mais os leigos... Oremos pela Igreja e pelo Papa
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0 # João Pedro Strabelli 19-11-2016 08:45
Paulo Muito obrigado pelo comentário. Não é ironia, não, é de verdade. Quando alguém por acaso concorda com o que eu disse, o que eu aprendo com isso? Nada. Mas se alguém faz alguma observação, eu tenho que pensar, e isso me ajuda muito. Nem sempre eu mudo de ideia, claro, e também não tenho a pretensão de mudar a ideia de ninguém, mas me parece que todos saímos ganhando com isso. O que você disse faz muito sentido e eu, sinceramente, não tinha refletido nisso dos quatro cardeais que enviaram a carta ao Papa. Pensei bastante e acho isso tudo positivo. Sei que vai ter gente dizendo que, se foram só quatro, os outros entenderam, mas isso é papo furado, estes cardeais com certeza representam muitos outros. E a questão é séria, pois tinham uma dúvida sobre um ponto muito importante. Mas eu vejo isso de uma forma positiva, eles tinham uma dúvida e consultaram a autoridade do papa. O fato de ser uma carta aberta facilita muito, pois a resposta do papa será conhecida, e vai evitar um monte de consultas posteriores. Também revela submissão à autoridade do papa. Paulo também fez isso quando foi passar um tempo junto com Pedro para ver se sabia direito o que ensinava. E olha que pra quem foi chamado diretamente por Jesus Cristo e ainda teve a capacidade de corrigir Pedro na questão da circuncisão, isso representa muito. E, se não me engano, questões sobre o comunismo e a contracepção também tiveram seu início em dúvidas ou consultas. De novo, muito obrigado pela observação. De verdade. Esperam que surjam mais questões assim.
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0 # Simone 17-11-2016 17:03
Durante muito tempo também tive dúvidas sobre os dizeres do Papa Francisco, e como as respostas espontâneas podem gerar confusão. Como todo católico deveria fazer decidi ler atentamente os escritos do santo Padre, em especial Amoris Laetitia e Laudato Si. Recomendo a todos(as) que o façam. Todas as dúvidas serão esclarecidas.
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0 # Cesar 21-11-2016 19:25
Cara Simone, eis que o documento suscita sérias dúvidas entre prelados da Igreja. Em sua entrevista ao National Catholic Register, o Cardeal Burke mostrou quais serão os próximos passos: caso não responda aos dubia, farão uma correção formal ao Romano Pontífice. Este fato não é novo na tradição. Com efeito, o Papa João XXII caiu em heresia, e quis que sua doutrina de que os justos ressuscitam na hora da morte fosse ensinada na Universidade de Paris. Felipe IV, rei de França, proibiu-o e ameaçou-o com a fogueira. Relatos autorizados dizem que esses ensinos heterodoxos conturbaram todo o orbe cristão. Por fim, o Papa foi forçado a se retratar, sendo corrigido por seu sucessor. Conforme a tradição da Igreja, os fieis devem tolerar todos os vícios de seus pastores, mas jamais devem tolerar que prevariquem contra a verdade da fé. “Se o reitor exorbitar da fé, deverá ser repreendido pelos súditos, mas pelos costumes réprobos mais deverá ser tolerado pela plebe do que desprezado” (Hugo de São Vitor, Sermão 57). E, como ensina o próprio Santo Tomás de Aquino, “devemos, porém, saber que, correndo iminente perigo a fé, os súditos devem advertir os prelados, mesmo publicamente. Por isso, São Paulo, súdito de São Pedro, repreendeu-o em público, por causa de perigo iminente de escândalo para a fé. E, assim, diz a Glosa de Santo Agostinho: ‘O próprio Pedro deu aos maiores o exemplo de se porventura desviarem do caminho reto, não se dedignem ser repreendidos mesmo pelos inferiores’” (Suma Teológica, II-II, q. 33, ad 2). Papa Francisco precisa responder aos questionamentos. Deus fortaleça a sua Igreja!
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0 # João Pedro Strabelli 17-11-2016 16:58
Me veio uma dúvida: será que é mesmo tão difícil assim entender o significado das palavras do papa? Não vou falar daqueles repórteres que pegam o bonde andando e traduzem uma única frase, mas de nós, católicos. É tão difícil mesmo entender o que ele disse? Se os outros, que não seguem nossa Igreja, quiserem entender de outra forma, bom, problema deles. Eles não são católicos e para seguir a igreja deles eles não precisam do papa. Ah, mas vão aproveitar o que o papa disse e tentar mudar a opinião de alguém. Sim, vão. Com o que o papa falar, com o que o bispo falar, com o que o padre falar, com o que o leigo falar; é uma questão de alguém falar. Mas sério que não entenderam a intenção do papa? Ou que não entenderam o que fizeram com a tradução? Tem horas que eu acho que os maiores esforços para encontrar erros no que o papa diz parte mais dos católicos do que dos outros. Mas não vou reclamar, não. O tanto de explicações que está saindo por causa disso está funcionando como uma ótima catequese e, finalmente, está movimentando os meios católicos a pesquisar a doutrina e a Bíblia. Então, bem vinda a nova declaração de Francisco!
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0 # Mário 16-11-2016 09:01
Diria o Papa Francisco o que Jesus disse: "...a quem foi dado compreender"
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0 # Eduardo 15-11-2016 19:44
Alex, tu destila palavras desconexas e um entendimento de teologuinhos de plantão. Mostra-te católico frouxo e adocicado. Estereotipar as palavras da Virgem Santíssima em La Salette é temeroso e ideia de pouco entendido. E quem disse que se aparece um Papa carmesim (e Liberal) como é Francisco, significa que a Igreja foi vencida? Sendo assim ela já teria sido vencida quando dos Papas João XII ou o Papa Alexandre VI. A Igreja Católica é o Papa, mas um Papa pode não ser a Igreja Católica. Quanto a ir de encontro ao Macedo, fica por sua conta e risco.
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0 # Sidnei 16-11-2016 08:15
ok Eduardo, vocês são mais católicos que o Papa, embora acreditam que a Igreja esta sem Papa desde Pio XII. O problema senhor Eduardo é que para vocês tudo que o Papa faz e diz, não presta. Eu também tenho algumas dificuldades com o Papa Francisco, em entender algumas colocações dele, mas, sair por aí detonado o homem não vai resolver nada, só vai piorar, sobre tudo, perante aos protestantes que vão adorar ver católicos divididos por cauda daquele que deveria unir a todos. Sejamos prudentes, eu seu que as palavras do Papa Francisco soam meio dúbias de vez em quanto, mas taxar o Papa Francisco o Concílio do Vaticano II de tudo que é coisa, vai dar a impressão que as portas do inferno prevaleceram contra a Igreja e que o erro e a mentira já reinam dentro da Igreja, e se os protestantes averiguarem isto, questionarão se o erro e a mentira já não entrou a mito mais tempo, como eles gostam tanto de vomitar contra nós católicos. Então vamos com calma, ao invés de esbravejar contra o Papa de arruma intriga entre irmãos, vamos primeiro tentar entender o que o Papa diz e se não aceitarmos em sua totalidade a tudo que ele diz, discordemos, mas de maneira respeitosa e nada de ataques histéricos como fazem os protestantes que chamam o Papa de besta o tempo inteiro.
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0 # Eduardo 18-11-2016 08:46
Sidney, muitos "pastores" protestantes Luteranos e Calvinistas já sabem que a Igreja está dividida, não sabem os pentecostais. No CVII estavam presentes e a convite do Papa João XXIII, algumas autoridades religiosas protestantes. Estavam lá para serem afagados pelo clero católico, os protestantes sempre lutaram para dessacralizar a Santa Madre Igreja e conseguiram, naquela ocasião, uma pontinha de vitória que hoje se tornou um fato incontestável. Numa declaração até muito modesta do Cardeal Kurt Koch, Presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, numa palestra em um congresso sobre o Summorum Pontificum ocorrido em 15 de maio de 2011, admitiu que “a reforma litúrgica pós-conciliar é considerada, em largos círculos da Igreja Católica, como uma ruptura com a tradição e como uma nova criação” e que, no Novus Ordo Missae, “aquela sacralidade que atrai tanta gente ao antigo uso deve se manifestar mais vigorosamente.” (Zenit, 17 de março de 2011). No mais, menciono aqui as palavras de Frei Clemente Rojão, palavras extraordinárias que faço minhas: "Eu nunca julgo o Pontífice Romano, nunca! Eu páro na fase de me escandalizar apenas e travo feito um Windows, aguardando a eucaristia me dar o divino ctrl-alt-del e rebutar meu sistema de crenças. (PS - não baixem imediatamente as atualizações automáticas que vieram depois do service pack XII - S. P. XII entenderam? Ainda tem alguns conflitos de versão e back-doors de trojans vermelhos)." Não vou mais me alongar, deixo alguns vídeos esclarecedores a quem interessar possa: Hans Kung: ´O Concílio Vaticano II introduziu o modelo protestante na Igreja Católica! ` http://www.montfort.org.br/old/index.php?secao=veritas&subsecao=igreja&artigo=hk_vii&lang=bra Áudio: Missa Tridentina (Missa "em latim") e os erros da Missa Nova http://www.radioitaliana.com.br/content/view/3768/37/ Agenda - documentário https://www.youtube.com/watch?v=I0Aq5SQrIEg
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0 # Sidnei 19-11-2016 12:54
Bem, então quer dizer que com tudo isto, as promessas de CRISTO que as portas do inferno não prevaleceriam contra sua Igreja foi por água abaixo?. Pensava que somente os protestantes anulavam esta promessa de CRISTO quando diziam que o erro e a mentira haviam adentrado dentro da Igreja Católica desde Constantino, mas me enganei, há católicos que também anulam as palavras do SENHOR quando dizem que desde Pio XII não não há mais papas e os papas posteriores são todos falsos papas, que criaram uma falsa missa e que estamos em um igreja falsa, ou seja, tudo é um falsidade só, e sendo assim, não vejo o porque de continuar na Igreja Católica, haja vista que venceram os sede vacantistas, venceram os protestantes, venceu o inferno, JESUS mentiu, o erro e a mentira prevaleceu contra sua Igreja, tudo esta acabado, mataram minha fé.
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0 # Halisson 15-11-2016 16:13
Não é preciso confundir declarações informais do Papa com Magistério da Igreja para se escandalizar ou ao menos se inquietar com algumas declarações do Papa Francisco. Mesmo alguém que entenda muito bem as diferenças entre elas pode se ver algumas vezes confuso com as declarações do Papa, eu diria até que talvez justamente por saber bem estas diferenças, o que poderia indicar um mínimo de conhecimento da doutrina. Mesmo sendo declarações informais, o que não lhes dá qualquer caráter dogmático, estas ainda são revestidas de peso pela autoridade do declarante. Como já foi dito nos comentários anteriores, uma declaração informal aparenta transparecer muito mais a forma de pensar de alguém e a sua visão sob determinado assunto e isto recebe ainda mais relevância quando este alguém é a principal figura, o líder e representante de um grupo e (por falta de um termo melhor) de um "ideal", no caso os católicos e o cristianismo. E mais do que isso, o representante do próprio Cristo na terra. Com isto em mente, é de se considerar que há no mínimo uma certa dose de irresponsabilidade em o Papa Francisco falar de questões doutrinais e morais "com a leveza de quem troca uma ideia com o chapa na esquina". Ele não é um "chapa na esquina" dando pitacos sobre a escalação de um time de futebol ou sobre o capítulo da novela em uma roda de compadres. No mínimo, mesmo aos olhos dos descrentes, hereges, ateus e infiéis, e principalmente para os católicos, ele é o representante máximo do cristianismo, do catolicismo na terra, falando sobre sua "especialidade", a doutrina da Igreja, de forma pública, ainda que informalmente. Um outro ponto a considerar em relação às polêmicas que se geram de algumas declarações do Papa é a situação da Igreja. Em mundo onde a verdade foi relativizada e tudo é ambíguo, onde a Igreja Católica é continuamente atacada em diversas frentes (mídia, protestantes, ateus, comunistas, maçons, etc.) às vezes com acusações até antagônicas, alguns grupos (humanistas e etc.) a acusam de retrógrada e atrapalhar o desenvolvimento humano, enquanto outros(geralmente protestantes) a acusam de ser uma perversão do cristianismo "real". Um momento onde a Igreja pode ser dita com sua integridade fragilizada por uma virtual fragmentação interna (com modernistas, tradicionalistas, sedevacantes, rcc, tl, católicas pelo direito de decidir, etc.), com as várias correntes defendo-se como legitimas e por vezes atacando a posição das outras, um católico olhar para o Sumo Pontífice e encontrar a ambiguidade, a incerteza, a falta de clareza, declarações que podem ser usadas para promover pontos de vistas e interpretações até antagônicas entre si, isto certamente pode gerar confusão. Por fim, é válido lembra de um ponto importante para definir e legitimar o primado Petrino: "15. Tendo eles comido, Jesus perguntou a Simão Pedro: Simão, filho de João, amas-me mais do que estes? Respondeu ele: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta os meus cordeiros. 16.Perguntou-lhe outra vez: Simão, filho de João, amas-me? Respondeu-lhe: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta os meus cordeiros. 17.Perguntou-lhe pela terceira vez: Simão, filho de João, amas-me? Pedro entristeceu-se porque lhe perguntou pela terceira vez: Amas-me?, e respondeu-lhe: Senhor, sabes tudo, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta as minhas ovelhas." Espero que o Papa Francisco ouça esse chamado do Cristo e nos apascente e nos confirme na Fé. É altamente improvável que ele esteja alheio às polêmicas que suas declarações geram, e não apenas as declarações informais, mas também as formais, como a Amoris Laetetia e algumas ações como a "celebração" da revolta protestante. É mais improvável ainda que o Papa esteja alheio à confusão (ou convulsão) que seu pontificado tem gerado no meio católico, confusão que já levou a iniciativas públicas de pedido de confirmação na Fe e esclarecimento de dúvidas, caso das iniciativas do The Voice of The Family (https://www.lifesitenews.com/news/voice-of-the-family-calls-on-pope-francis-to-withdraw-amoris-laetitia), Big Pulpit http://bigpulpit.com/2016/05/10/amoris-laetitia-post-mortem/), o Plea to the Pope (https://www.lifesitenews.com/news/plea-to-the-pope-life-and-family-leaders-call-on-pope-to-end-the-confusion) e a a recente carta dos 4 Cardeais (https://fratresinunum.com/2016/11/14/bombastico-cardeais-divulgam-carta-e-questionamentos-sobre-amoris-laetitia-que-francisco-se-negou-a-responder/), que continuam sem resposta. Que o Senhor Deus ilumine o Papa Francisco, para que este nos apascente, nos confirme na Fé. Dilua as dúvidas e ponha fim nas ambiguidades seja em declarações informais, seja nas formais como a Amoris Laetetia, seja em suas ações.
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0 # Renan 15-11-2016 15:01
SENTENÇAS DE ALGUNS SANTOS PADRES CONTRA O COMUNISMO - APENAS ALGUMAS DELAS! Os comunistas, os socialistas e os niilistaS são uma peste mortal que como a serpente por entre as articulações mais íntimas dos membros da sociedade humana, e a coloca num perigo extremo”. E ainda: “Os socialistas, os comunistas e os niilistas nada deixam intacto ou inteiro do que foi sabiamente estabelecido pelas leis divinas e humanas para a segurança e honra da vida”. Confiram o que os comunistas do PT fizeram no Brasil, a começar do ético-moral, perseguição à doutrina da Igreja e relativização do povo! (encíclica “Quod Apostolici Muneris”) “O comunismo manifestou-se no começo tal qual era em toda a sua perversidade, mas logo percebeu que assim afastava de si os povos; mudou então de tática, e procura ardilosamente atrair as multidões, ocultando os próprios intuitos atrás de idéias em si boas e atraentes.” “Intrinsecamente mau é o comunismo, e não se pode admitir, em campo algum, a colaboração recíproca, por parte de quem quer que pretenda salvar a civilização cristã” (encíclica “Divini Redemptoris”)Pio XI.Pio XII excomungou aqueles que aderirem ao comunismo: Pio XII EXCOMUNGOU aqueles que aderirem ao comunismo: “Esta Suprema Sagrada Congregação foi interrogada: “1. se é lícito se inscrever no partido comunista ou apoiá-lo; “2. se é lícito imprimir, divulgar o ler livros, revistas, jornais ou panfletos que apóiam a doutrina ou a obra do comunismo, ou escrever neles; “3. se pode se admitir aos Sacramentos os cristãos que consciente e livremente praticaram atos descritos nos números 1 e 2 acima; “4. se os cristãos que professam a doutrina comunista materialista e anticristã, e sobre tudo aqueles que a defendem e propagam, incorrem ipso facto na excomunhão reservada à Sé Apostólica, enquanto apóstatas da fé católica. “Os Eminentíssimos e Reverendíssimos Padres encarregados da tutela da fé e da moral, tendo ouvido o voto dos Consultores, na reunião plenária de 28 de junho de 1949 responderam decretando: “1. negativo: de fato o comunismo é materialista e anticristão; os chefes comunistas, embora por vezes sustentem verbalmente não serem contrários à Religião, de fato seja na doutrina seja nas ações se mostram hostis a Deus, à verdadeira Religião e à Igreja de Cristo; “2. negativo: é proibido pelo próprio Direito (o documento refere-se ao cânon 1399[4] do Código di Direito Canônico então vigente); “3. negativo, respeitando os princípios normais de negar os Sacramentos a aqueles que não estão bem dispostos para recebê-los; “4. afirmativo. “No dia 30 do mesmo mês e ano o Papa Pio XII, na audiência habitual ao Assessor do Santo Oficio, aprovou a decisão dos Padres e ordenou promulgá-la no jornal oficial dos Acta Apostolicae Sedis.” João XXIII: em 25 de março de 1959, ratificou o documento acima malgrado os câmbios operados na conduta do comunismo. COMUNISMO/NAZISMO/FASCISMO = CHUVAS ÁCIDAS. NAZISMO/FASCISMO = PESTES NEGRAS COMUNISMO = PESTE VERMELHA = BENTO XVI. O QUE EXISTE DE INFELIZES EXCOMUNGADOS POR AÍ NÃO SERIAM POUCOS...
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0 # Francisco Silva de Castro 15-11-2016 12:40
Não tem defesa. Embora os comunistas tenham afirmado que pensam nos obres não o fazem de uma perspectiva cristã. Judas também pensou nos pobres e reclamou do desperdício do perfume usado no próprio Cristo. Ele de certa forma foi primeiro comunista. Se não se deseja jogar mais lenha na fogueira criticando os atos imprevidentes do papa é melhor ficar calado e rezar por ele.
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0 # Eduardo 14-11-2016 17:53
Está muito claro para quem quer ver, que este Papa é um defensor do pensamento da revolução antinatural. Desde o Vaticano II, clérigos "Cloacas de imundice*" pululam a Santa Sé. O liberalismo e a dialética marxista já assumiram o tom por lá e o Papa atual é somente o ápice desses triunfos terrestres. * "Cloacas de imundice", termo dito por N. Srª de La Salette à Melanie em 1879. (Convido-os a assistirem ao vídeo de Carlos Nougué. Apesar do tema ser a eleição de Trump atentem para os primeiros 7 minutos e depois a partir do minuto 16 com isso, entenderão a pequena explanação aqui). https://www.youtube.com/watch?v=qonxD2tn-Zc Eduardo
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0 # Alex Hoffmann 15-11-2016 15:07
"Está muito claro para quem quer ver, que este Papa é um defensor do pensamento da revolução antinatural." Mas para isto ele mesmo de sua boca deveria dizer com todas as letras e pelo que se viu o papa Francisco é com todas as letras contra o aborto e o casamento gay, contra a exploração do povo por meio de ideologias. "Desde o Vaticano II, clérigos “Cloacas de imundice*” pululam a Santa Sé." Antes do Concílio Vaticano II tais cloacas já faziam seus ninhos por lá também, não vamos exagerar tanto. Ou por ventura o protestantismo foi inventado por um judeu? Ou o jansenismo foi inventado por um mouro? O arianismo foi inventado por um índio maia? Concordo que após o Concílio Vaticano II a coisa ficou feia, mas foi por causa do Concílio ou por causa de alguns bispos e padres junto com uma catrefa de leigos que já antes vinham fazendo porcaria? A teologia da libertação não foi algo pensado só por Leonardo Boff, antes dele certamente já tinha quem pensava sobre isto e ensinava sobre isto. "O liberalismo e a dialética marxista já assumiram o tom por lá e o Papa atual é somente o ápice desses triunfos terrestres." Duvido disto, pois o Papa já tem seus 80 anos, não é nenhum moleque, além do que certamente Bergóglio estudou e se formou em escola que não tinha nenhum documento do Vaticano II, então ele é sim bem ortodoxo. "* “Cloacas de imundice”, termo dito por N. Srª de La Salette à Melanie em 1879." Mas esta fraze dita por Nossa Senhora pode muito bem caber a mim e a você, não queira por a culpa nos outros, as mensagens de Nossa Senhora não são específicas para o clero mas para o povo católico como um todo, então se o Papa Francisco é uma lástima, os padres, bispos e papas não nascem do repolho, eles vem do povo, se eles são cloacas, cloaca maior é o povo. Então baixa a tua bola porque cloaca junto és. "(Convido-os a assistirem ao vídeo de Carlos Nougué. Apesar do tema ser a eleição de Trump atentem para os primeiros 7 minutos e depois a partir do minuto 16 com isso, entenderão a pequena explanação aqui)" Então só posso dizer uma coisa, vamos todos virar protestante, vamos todos de encontro do Edir Macedo.
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0 # Sidnei 14-11-2016 18:20
OK, OK. Então JESUS estava errado, as portas do inferno prevaleceram contra sua Igreja e por fim, soltemos as rédeas que o diabo já tomou conta de tudo mesmo.
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0 # JB 14-11-2016 16:06
Obviamente, uma entrevista informal não faz parte do Magistério. Contudo, o problema de fundo é que uma entrevista falada, informal e espontânea, revela muito mais sobre o entrevistado que uma declaração oficial, longamente elaborada e escrita com auxílio de assessores. Se desejo saber o que pensa na intimidade o Papa Francisco, uma entrevista informal ou uma fala de improviso dizem-nos muito mais que uma declaração oficial.
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0 # João Pedro Strabelli 14-11-2016 11:02
Oi, Geraldo, ó eu de novo aqui Lá pela década de 80 eu li muito sobre o comunismo. Não que tenha estudado grandes teóricos ou aqueles estudos imensos. Foi bem mais simples a coisa. Eu comecei com Don Camilo, de Giovani Guareschi. Era uma tradução portuguesa e eu gostava muito de alguns termos que no português brasileiro ficavam bem estranhos. Quem já leu sabe que o problema ali era o padre de um lado e o comunista de outro. Lembro que na época até fiquei estranhando de porque algumas histórias tão boas não eram reconhecidas na literatura. Até entender: o cara era anti-comunista e isso cria uma barreira enorme entre os, digamos, meios intelectuais. Se não li os teóricos, li os práticos. Aí a gente vê como é o comunismo real e como ele funciona. E muito antes de saber que alguém disse, já tinha percebido que o comunismo tenta funcionar como uma religião. O fiel comunista tem que acreditar no comunismo sobre todas as coisas, se sua consciência disser diferente do que o comunista prega ele tem que “evoluir”, na falta de entendimento, tem que seguir cegamente, seu chefe é uma espécie de diretor espiritual e ele tem que seguir sem questionar, sua vontade tem que ser igual a vontade do partido; ou seja, é uma tentativa de religião sem Deus. Muitas pessoas embarcaram nesta porque, em tese, ajudava o próximo e era mais científico, ou seja, não se precisava acreditar em nada sobrenatural, no sentido de acima da natureza física, e parecia ser caridoso. Não dá certo porque, a partir de um certo ponto o comunismo é incongruente consigo próprio. Se formos olhar em termos de obediência cega e absoluta a uma forma de pensar totalitária, o comunismo de hoje é a ideologia de gênero. Mas, da mesma forma que o comunismo econômico, aquele do bloco comunista, não durou um século, e só sobrevive na marra e por imposição, a ideologia de gênero vai ter a mesma duração.
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0 # marcos 14-11-2016 09:57
Quando o assunto é treta do Papa Francisco, eu já fico meio assustado; mas essa realmente não teve nada demais. Na verdade, a única que realmente foi f$#@*&da foi a dos coelhos... Essa foi bem dolorida pros ouvidos...
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0 # Eduardo 13-11-2016 21:36
O Papa disse não compartilhar da ideologia marxista porque ela é falsa, no entanto na imprensa italiana, Jornal La Repúbblica, diz que os comunistas pensão como os cristãos. Essa declaração é verdadeira. Ora, convenhamos, um Papa que diz e desdiz e principalmente em relação a ideologia demoníaca do socialismo, não deve ser chamado de S.Santidade, pois seja o seu sim, sim e seu não, não,conforme disse Jesus. Leia o que disse o Papa Leão XII, in «Quod Apostolici Muneris»: Porque, ainda que os socialistas, abusando do próprio Evangelho, a fim de enganarem mais facilmente os espíritos incautos, tenham adoptado o costume de o torcerem em proveito da sua opinião, a divergência entre as suas doutrinas depravadas e a puríssima doutrina de Cristo é tamanha, que maior não podia ser. Pois "que pode haver de comum entre a justiça e a iniquidade. Ou que união entre a luz e as trevas?" (II Cor. 6, 14). Os socialistas não cessam, como todos sabemos, de proclamar a igualdade de todos os homens segundo a natureza; afirmam, como consequência, que não se devem honras nem veneração à majestade dos soberanos, nem obediência às leis, a não serem estabelecidos por eles próprios e segundo o seu gosto. Mas, ao contrário, segundo as doutrinas do Evangelho, a igualdade dos homens consiste em que todos, dotados da mesma natureza, são chamados à mesma e eminente dignidade de filhos de Deus, e que, tendo todos o mesmo fim, cada um será julgado pela mesma lei e receberá o castigo ou a recompensa que merecer. Entretanto a desigualdade de direitos e de poder provém do próprio Autor da natureza, "de quem toda a paternidade tira o nome, no Céu e na Terra" (Ef. 3, 15). Aliás dizer e desdizer, fingir e dissimular é tática dos socialistas, eis que Satanás pode se transformar em anjo de luz.
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0 # Geraldo 14-11-2016 14:10
Eduardo, eu não consegui entender a fala do papa nessa direção. Para mim, ele tão somente quis dizer que os comunistas tentam nos imitar, que roubam as nossas bandeiras (o amor pelos mais sofredores) para outros fins. Isso me parece muito mais uma forte crítica do que elogio. É o mesmo caso daquele Simão o mago, que nos Atos dos Apóstolos, é recordado como alguém que quis comprar o dom do Espírito Santo, oferecendo uma sacola de dinheiro a Pedro com este fim. Ou como aquele exorcista patético que tentou expulsar demônios invocando o Deus de São Paulo e se deu mal, porque o demônio fez o possesso picar o idiota em pedacinhos. E isso de querer macaquear a caridade cristã sem ter no coração o precioso dom - Jesus Cristo - que a faz brotar e florescer, vem de longe. Já o imperador Varrão - nos lembra Bento 16 - na antiga Roma, quis criar uma espécie de ação social do estado, pois via como os cristãos eram compassivos, caritativos, acolhedores e misericordiosos com os mais pobres. Ele achava que roubando essas bandeiras sociais do cristianismo, poderia assim enfraquecer a fé em Cristo e atrair o povo de volta às velhas idolatrias do império. Eu penso que o papa pensa exatamente o mesmo do comunismo, por tudo o que ele tem dito: é uma tentativa grotesca de nos macaquear. E uma pessoa pode, bem intencionada, cair no engôdo socialista, movida pela sensibilidade ante o sofrimento do mais pobre e só mais tarde perceber, que o pobre nunca é tão atraiçoado como nesse movimento. Agora uma coisa é certa, o socialismo - tenha este ou outro nome - sempre irá se aproveitar da nossa omissão (em amar e servir Nosso Senhor Jesus Cristo na pessoa de quem mais sofre) para entrar no coração das pessoas.
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0 # Geraldo 13-11-2016 20:53
Não existe papa perfeito. Todos eles sempre terão uma ou outra ambiguidade, limite e defeito. Alguns até foram criminosos e grandes pecadores públicos. Essa possibilidade parece ter atordoado um pouco o teólogo (da libertação) Marcelo Barros, OSB: "e aquele papa que até praticou crimes, é também infalível?" - indagava ele, perplexo, em certa entrevista dada após a renúncia de Bento 16. Traição a um dom do alto, até eu posso praticar. Posso trair o meu batismo, mas ele é infalivelmente a salvação de Jesus acontecendo na minha vida. Jesus não nos deixou numa escuridão confusa, que em tudo dependeria do veredicto inicial do papa, como de um ponto de partida indispensável. Ele não está acima da Tradição e do mover-se do Espírito Santo (que gera justamente a Tradição) no meio do Povo de Deus, mas a serviço disso. O povo de Deus é formado por pessoas que receberam a graça da fé. Portanto, cada um sabe do que lhe aconteceu, do que o Senhor fez em sua vida e estamos unidos num só povo, exatamente porque reconhecemos na vida do outro, o mesmo Deus que tem agido na nossa e nunca se contradiz. Quando aparece a contradição - um Evangelho que manda fazer uma coisa e um "outro" evangelho que manda fazer o oposto - é que todo o valor e a NECESSIDADE incontornável do ministério e carisma petrino aparece. Os cristãos do primeiro século, como nos contam os Atos dos Apóstolos, estavam muito seguros do caminho seguido. As comunidades lideradas por seguidores de Jesus que eram judeus - como São Tiago e São João - não viam maiores incongruências entre certos costumes que o próprio Cristo havia praticado e a vida nova em sua graça. Mas apareceram comunidades - sobretudo a partir do ministério de São Paulo - cuja maioria de crentes era formada por pessoas que não eram judias. Só que isso não fez com que todo O CAMINHO até então seguido tivesse que recomeçar da estaca zero. Ninguém ousou dizer algo como: "Diz aí Pedro, estamos esperando suas palavras para sermos cristãos de verdade, só a partir de agora!" Deus e sua graça já tinham acontecido na vida de cada um deles e isso era como um motor que colocou em marcha toda uma vida nova em Cristo. Nossa relação com o ministério do papa jamais nos pode fazer esquecer daquilo que Jesus fez diretamente por nós. Antes de dizer a Simão "tu és pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja", ele já tinha dito à mulher pecadora: "Vai e não peques mais". Ele já tinha encontrado e tocado pessoalmente - sem consultar a Pedro antes - várias pessoas. A gente tem que ter consciência dessa autonomia e maturidade da nossa vida transformada em Cristo, para se relacionar adequadamente com o ministério de serviço à unidade que Jesus deu a Pedro e seus sucessores, em favor da igreja. É bom que um papa apareça aos nossos olhos com sua grandeza e santidade, mas também com seus pecados e limites (e neste tempo tão midiático que coloca uma enorme lente de aumento sobre pessoas públicas, especialmente aquelas de quem se espera maior coerência moral, até os detalhes adquirem grande relevância). E é bom, pelo seguinte motivo: aumentar a maturidade e autonomia da nossa fé. Pois em nenhum sentido, a infalibilidade da igreja (e do magistério papal) quer dizer uma infantil dependência que amarra a nossa caminhada em Cristo, sob a guia do seu Espírito. Não precisamos ficar dependentes de cada expressão, de cada fala, opinião e acento pessoal do papa, para viver e agir como cristãos. E nem é saudável, humanamente falando e também do ponto de vista da fé vivida e madura, ficar suspenso das palavras e gestos papais o tempo todo, como quê vivendo em certo impasse permanente de consciência, na insegurança do dom já recebido. Isso é infantilidade e imaturidade da fé. Como também é infantil, proclamar uma independência absoluta da igreja e sua autoridade: "Jesus falou comigo e eu sigo somente a Ele, sem dar bola para a igreja." Frequentemente esse aparente "autonomia" tem gerado a subserviência burra de muitos. Cada um de nós é como São Paulo no sentido de que a fonte maior da nossa fé é a ação direta e pessoal de Jesus em nossa vida, que em nada contradiz o fato de que esta fé nos entrou pelos olhos e ouvidos por meio do ministério da igreja e tem sua confirmação na Tradição que o Espírito de Deus tem feito crescer dentro dela. Por mais que Paulo tenha submetido o seu ministério e a "teologia" que o sustentava, ao discernimento da autoridade da igreja (sabendo do peso petrino dentro dela), não é daí que brotava a sua fé, mas de uma experiência de Deus vivida, de um encontro pessoal com Cristo que era contínua referência do testemunho que ele dava o tempo todo. O que não o impediu de buscar, bem cedo, a confirmação da autoridade da igreja. Por isso o vemos tanto acatando a autoridade de Pedro no Concílio de Jerusalém, como - num contexto de testemunho pessoal da fé vivida - falando abertamente de uma incoerência do primeiro papa, num ponto que era importante para a formação cristã dos seus leitores: a transparência. Coisa que também ocorreu com outros grandes santos, como Catarina de Sena. A infalibilidade doutrinal do papa (nos casos previstos e na sua habitual missão de "guardar o depósito") não muda nada nisso, ao contrário, deve reforçar essa autonomia da consciência cristã transformada por Jesus. "Convosco sou cristão, para vós sou bispo" (Santo Agostinho) . É importante perceber que o título mais habitual que damos ao sucessor de Pedro (papa) começou como um apelido afetuoso, indicando nossa comunhão com aquele que Jesus quis colocar à frente do seu povo, representando-o. Mas ele, o papa, é nosso irmão em Cristo, antes de tudo, é cristão conosco! É um batizado como nós e um redimido pelo sangue do Senhor, e é em função dessa realidade essencial que seu ministério e infalibilidade existem: "servo dos servos de Deus!" E além da missão objetiva de confirmar os irmãos na fé de sempre, ele tem seu caminho peculiar como cada um de nós tem. Deus aconteceu na vida dele de certo modo como aconteceu na nossa, assim como ele e nós somos marcados por um determinado modo de receber a ação divina em nós, feito de acertos e erros. Portanto, não é tudo o que ele diz e faz que cai sob a objetividade da sua missão pastoral de ser nossa referência maior. A referência e o critério maior sempre será a tradição que o Espírito Santo vem consolidando na igreja, a Palavra de Deus contida nessa tradição viva e nas Escrituras. A gente pode ouvir e ler modos diferentes de comunicar a mesma Palavra de Deus. Às vezes ficamos meio confusos, porque o estilo de uma ou outra pessoa parece destoar muito daquilo que aprendemos, mas depois examinamos com todo cuidado aquilo que foi dito e chegamos à conclusão de que nada ali fere a ortodoxia da fé. Temos, pois, a nossa fé que é um fato pessoal inserido dentro da constante tradição de Jesus na igreja e isso será sempre algo muito maior que o ministério papal, embora nunca contrário a ele. Nem sufocamento da liberdade do Espírito Santo, autor e educador da fé e do carisma em cada cristão, nem fragmentação e dispersão do povo de Deus como se houvesse mais que um único Evangelho. Este sempre foi e continua sendo o grande princípio de discernimento, quanto ao exercício da autoridade na igreja. E com base nele, nem precisamos criar uma defesa intransigente de cada expressão dita pelo papa (como se fôssemos aquele funcionário puxa-saco que irrita até o próprio patrão) e nem reagir com leviandade crítica, peneirando cada grãozinho de sua fala, como se fôssemos detetives e censores encarregados de passar o filtro em tudo o que ele diz. E aqui um cuidado grande deve nos acompanhar: o critério maior não pode ser o nosso gosto pessoal, as nossas idiossincrasias, pois Jesus não nos deixou esse valioso ministério do papa para a vaidade do nosso umbigo. A humildade e discrição de quem sabe da grandeza do Mistério divino em que foi inserido sem qualquer mérito pessoal, modela até a nossa linguagem. Falamos dessas coisas com o cuidado e a delicadeza de quem se sabe pequeno diante de algo que o ultrapassa: o mistério da fé, o dom da igreja. _______________________________ Até agora, pesando e medindo tudo, em minha limitadíssima visão e experiência, eu vejo muito mais acertos que erros neste papa atual. A dimensão política e diplomática do ministério papal, de peso internacional, não é algo que a maioria de nós tem que enfrentar. E por isso às vezes ficamos meio mordidos por dentro: “mas porque ele não disse tal coisa, ou porque guardou silêncio diante disso e daquilo?” Quantos julgamentos em cima de Pio XII por causa do nazismo? E, entretanto, nenhum líder mundial fez mais que ele, nesse campo. Um papa tem mil vezes mais informações que a maioria de nós, sobre aquilo que está em jogo quando toma suas decisões. E por vezes, só o tempo revela o acerto delas. Jesus deu um jeito de cair fora quando queriam apedreja-lo na Sinagoga. Poderíamos de dizer que ele fez mal por não se deixar matar naquela hora em coerência com o que pregou, incomodando tanta gente? Sempre precisamos ter a simplicidade de reconhecer o ângulo muito limitado de onde tentamos interpretar os fatos. É muito feio ser metido à besta. Uma pessoa que tenho em altíssima conta pela profundidade e seriedade com que costuma abordar vários assuntos, provavelmente discordaria do meu entusiasmo com este papa atual. E é o Professor Olavo de Carvalho. E como - ao contrário de sua postura em tantos outros assuntos onde ele entra nos detalhes e mergulha a fundo nos argumentos em longos textos - tudo que tenho lido e ouvido até agora (do professor, acerca deste assunto) são frases e expressões ditas quase que en passant, ainda que fortes e incisivas, nem teria como eu tentar dialogar com a posição dele cujos contornos eu não consigo divisar bem, ainda. Seria preciso que ele detalhasse mais, fosse mais a fundo nessa posição, até para eu entender melhor o que ele quer dizer. Até onde consigo perceber, suas críticas duras não ferem o dever de obediência ao papa, naquilo que é nosso dever obedecer. Até apareceu uma discussão, dia desses, sobre a validade dos sacramentos ministrados por um sacerdote indigno e até herege, motivada por falas meio soltas dele. Mas ele andou clarificando que não chegou a por grande peso nessas falas que foram mais forças de expressão que qualquer outra coisa. ____________________________ Da minha parte, vejo que o santo padre fortalece e muito, a tradição cristã. Nesse aspecto do marxismo, por exemplo, não obstante a atualidade da excomunhão que pesa sobre quem adere a ele, creio que é preciso haver algum discernimento: Na minha rua apareceu um buraco enorme, suponhamos. Eu tenho um vizinho protestante e uma vizinha comunista. O buraco põe em risco a vida das pessoas e inclusive a dos meus filhos. Os vizinhos tomam a iniciativa de resolver o problema, ou fazendo um mutirão ou exigindo da prefeitura caso o problema tenha resultado de sua negligência. Não faria o menor sentido eu deixar de participar da iniciativa só porque no grupo de vizinhos há um protestante ou um comunista, mesmo que a iniciativa fosse de um deles. Isso não pode ser tido como colaboração com o comunismo e sim como cooperação com a resolução de um problema muito concreto: o buraco na rua pondo em risco nossas vidas. E isso sem falar daquele monte de gente que se declara comunista ou esquerdista (como Ariano Suassuna, que era bom católico) sem nem saber do que está falando. Bem como daquele outro tanto de pessoas que – e estamos todos sujeitos a isso, devido ao êxito cultural da estratégia gramsciana de ir criando adesão por osmose – vai aderindo a certo modo socialista de valorar e julgar um ou outro fato, sem sequer saber que isso foi enfiado na nossa cabeça ou nossa sensibilidade, pelos comunistas. Estar ao lado dessas pessoas, que entraram na réstia (do comunismo) sem ser cebola, em uma iniciativa social qualquer (como luta por moradia, trabalho, justiça salarial, água encanada, luz elétrica, etc.) não é necessariamente colaboração voluntária com o comunismo. Daí o cuidado e o discernimento quando lembramos da excomunhão que pesa , na igreja, sobre quem adere ao comunismo. Nada disso dispensa, por certo, a necessidade premente de nos aprofundarmos no conhecimento daquilo que Olavo de Carvalho (e outros) sempre aponta: o comunismo é muito menos uma doutrina e ideologia de contornos precisos e muito mais um movimento camaleônico e sumamente oportunista visando o controle perpétuo de tudo (o que nem sempre inclui a economia). E isso nos coloca sob alerta, mesmo dentro de uma iniciativa social pontual, para percebermos bem até que ponto essa iniciativa seria ou não usada para fortalecimento desse projeto de poder. Parece-me que faltou esse estado de alerta e discernimento em boa parte dos bispos brasileiros simpáticos ao poder de esquerda que se levantou no Brasil nos últimos 40 anos, com os desastrosos resultados que temos visto. Penso, por exemplo, numa figura limpa, íntegra e mesmo santa (e estou com Bento 16 nessa avaliação) como Dom Luciano Mendes de Almeida, que por convicção era clara e declaradamente anticomunista. “Que me perdoem os irmãos Boff, mas para servir aos pobres eu não preciso em nada de Marx!” Eu o ouvi dizendo isso abertamente. E mais: ele enfrentou claramente um ministro da antiga URSS em mais de duas horas de discussão, sem deixar de denunciar a perseguição religiosa ali existente. Postura bem diferente da de um Leonardo Boff que voltou daquele país dizendo: “vi o reino de Deus na Rússia (sic)|!” Mas até que ponto ele , Dom Luciano, percebeu que o seu trabalho comum com certos setores (como o MST, por exemplo) era um reforço ao comunismo ao qual em sã consciência ele se opunha? Um estudo do gramscismo e outras formas de penetração cultural da ideologia marxista, faz muita falta. Esse é o único receio que tenho em relação a ação social do Vaticano (sob Francisco) hoje. Sobretudo no tocante aos famosos encontros com os movimentos populares. O terceiro aconteceu agora no início deste mês. Rezo muito para que os pobres não sejam traídos mais uma vez. Sabemos das chantagens até materiais (com a fome do pobre não se abusa assim!) que certas lideranças sociais fazem com uma militância ignorante que se submete por que precisa sobreviver. Até ameaças existem : “ou você vai à passeata ou manifestação tal (concorde ou não com ela) ou perde pontos rumo à aquisição do terreno ou casa de que precisa!” E sabemos de gente declaradamente marxista, envolvida em certos movimentos e iniciativas sociais.Dependendo do quão mergulhada esteja a pessoa, na ideologia marxista, sabemos que para ela, não existem absolutamente, quaisquer parâmetros, critérios e limites éticos. O bem supremo para essa pessoa, é o fortalecimento do poder do movimento socialista/comunista tenha ele ou não este nome explícito. E este bem supremo pelo qual se dá a vida e se pisa até na pescoço da própria mãe, para a pessoa convicta, parte da pretensão arrogante de se possuir a definição do que é justo e verdadeiro. E vale até matar pessoas em nome disso. Vale literalmente tudo e a história recente do Brasil mostra isso. Sem falar na Venezuela e em Cuba. Se vale até matar, usar toda a estrutura da igreja para conseguir o poder, seria o de menos. Gente assim, com essa convicção fanática, está envolvida nesses grandes encontros dos movimentos sociais que o Cardeal Turkson e o santo padre tem promovido (ultimamente houve o terceiro em Roma). E por vezes, se trata de gente que está longe de ser pobre realmente. E tem também gente honesta, é claro, cuja preocupação é tão somente mais dignidade para o pobre, até catadores e recicladores de lixo foram se encontrar com Francisco. Essa iniciativa pode ser (e já tem sido) um grande testemunho da proximidade da igreja junto aos que mais sofrem, mas pode ser também uma grande armadilha, se não houver discernimento. A experiência da igreja no Brasil deve ser mestra para nós e para o Vaticano: o poder mais corrupto e autoritário da história moderna (excetuando a Revolução Francesa,o Socialismo real, o Nazismo e o Bolivarianismo), o mais mancomunado com as grandes fortunas do capitalismo em beneficio delas e em prejuízo do pobre, chegou aonde chegou, com um significativo apoio oficioso da igreja, incluindo alguns bispos e muitos padres e mesmo boa parte da estrutura da CNBB. A mensagem final do Papa Francisco neste último encontro com os Movimentos Populares, nada mais é que a própria Doutrina Social da Igreja, impecável sob qualquer aspecto. E é um verdadeiro convite à conversão do coração: que sentido faz nos orgulharmos das raízes cristas da nossa civilização e nada fazer diante desse culto ao dinheiro que se instalou em nossa cultura, fazendo grassar essa imensa insensibilidade: com os idosos, com as crianças ameaçadas no ventre materno, com os que morrem de fome, que não tem onde morar, etc? E nessa mensagem final, o papa deixou claro que não há concordância da igreja com toda e qualquer iniciativa social , disse até muito claramente que havia MUITOS pontos de discordância (eu preferia que ele desse nome aos bois). De todo modo, as iniciativas concretas visando mais justiça e solidariedade com os pobres, foram elencadas pelo papa ao final do evento, e elas merecem o empenho caritativo e político (no sentido da busca do bem comum) da igreja e a solidariedade de qualquer pessoa de boa vontade. O buraco na rua ameaça a vida dos seus habitantes, é moralmente imperativo participar na solução dos problemas que afetam a dignidade da vida. Basicamente, penso que é isso que o santo padre busca fazer. Que não aconteça de ouvirmos a sentença do Senhor no último dia – tive fome e não me destes de comer – e respondermos assim: “Mas Jesus, eu não queria fazer isso junto com um vizinho comunista...” Mas que também não aconteça de piorarmos ainda mais a desgraça e o sofrimento desse faminto por causa de uma colaboração acrítica que não percebeu, a tempo, o quanto era usada para outros fins. Espero que, dessa vez, a igreja (suas autoridades mais altas) esteja bem atenta a isso. Pois nem tudo que se apresenta em nome do pobre e dos seus interesses e necessidades, de fato o serve. Eu, na condição de pobre, fico muito ressabiado com essa gente. Historicamente temos sido muito mais traídos do que ajudados, por quem mais afirma falar em nosso nome, a começar de Marx.
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0 # Geraldo 14-11-2016 09:38
PIO XII - O PAPA MAIS CALUNIADO DA HISTORIA e aquela pecha nele de "Pio XII, o papa de Hitler" foi obra da KGB para desmerecê-lo e a Igreja - essa trama posteriormente foi descoberta, mas fez muitos estragos à época. D Luciano recebeu 2 cartas do santo e corretíssimo bispo D Manuel Pestana advertindo-o dos caminhos para a esquerda que a CNBB adentrava, com o Brasil se tornando antecãmara do comunismo - e até hoje continua no mesmo patamar - veja-as na net. A esquerdista CNBB foi sempre ao lado do PT - onde se viuuma conferencia episcopal que nunca adverte o povo do comunismo, que isso? Qui tacet... Recentemente, a CNBB foi duramente contra o impeachment do mafioso PT-Dilma-Lula, portanto pró marxismo e seu caudal de miserias: material-ateísmo, aborto, pedofilia, ideologia de gênero... Acho que v foi demasiado extenso mas negar a partir de certas atitudes do papa Francisco estando sendo criticadas por variosos prelados e cardeais, como o proprio do Gehrard Müller, como relendo a AL e à ida a Lund, dentre mais VEJA BEM: ... "Agradeço-vos por terdes aceite este convite para debater os problemas sociais muito graves que afligem o mundo de hoje, vós que viveis na vossa pele a desigualdade e a exclusão". Hein, ocatequista, debater logo com os caóticos e impostores comunistas que não dialogam com ninguém, além de serem diabolistas - cá prá nós é impossivel! Olhe como está a Venezuela depois de os comunistas terem posto as patas nesse país: um Haiti, Sudão, campo de refugiados!... Que fizeram as pragas do PT de relativismo imposto no povo desde as escolas infantis até no financeiro! Os sedizentes "Movimentos Sociais" de sociais nada têm: são atrelados aos terroristas e genocidas partidos comunistas da bandeira vermelha(sangue dos adversarios); do martelo(destruição) e foice(morte), "iluminados" pela estrela de 5 pontas que é o pentagrama satãnico e, por onde passam, garantem: atraso, miseria, chantagens gerais, muita violencia, relativismo geral, destruição e culminando nas mortes! Os trastes que foram convidados a irem ao Vaticano são ligados aos PCs com mais de 160 000 000 de assassinatos só no século XX! COMUNISMO NÃO É AMOR, MAS UM MARTELO PARA ESMAGAR O ADVERSARIO - Mao. SOMOS A FAVOR DO TERRORISMO ORGANIZADO E ISSO DEVE SER ADMITIDO FRANCAMENTE - Stálin. Leia na net as tramas por detrás da: "Carta que Fidel Castro enviou ao presidente Chávez de como implantar o comunismo na Venezuela", depois repassada ao depravado Lula e mais a idem ditadores vermelhos, filhotes do Dragão cor de fogo!
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0 # Geraldo 14-11-2016 13:47
Vou buscar ser menos extenso aqui, tentando responder ao mesmo tempo, ao meu chará (Geraldo) que me alertou acima, sobre isso – a “comprideza” do comentário – que é mesmo um grave defeito meu, e ao João Pedro. Eu me lembro perfeitamente destas cartas do saudoso Dom Manuel ao santo Dom Luciano. Não vou jamais me atrever a afirmar categoricamente que alguém colaborou, de caso pensado, com o comunismo, porque não posso me colocar no lugar daquele único que sonda os corações e sabe de cada um. A não que este alguém declare isso abertamente ou a coisa seja evidente demais para ser negada. O Dom Manuel alertou, de fato, e outros fizeram o mesmo. Mas o Dom Luciano pode não ter ficado convencido disso, pode não ter achado os argumentos dele suficientes. Bem como pode ter aproveitado a parte daqueles conselhos que sua consciência admitiu como verdadeira e procedente. Creio que precisamos admitir largamente a hipótese de uma contribuição equivocada e até inconsciente de muita gente. Pois não era exatamente esta a intenção da estratégia cultural gramsciana? Não era este o plano sutil dos frankfurtianos e outros? Essa gente toda não pretendia que todos fossem socialistas sem o saber? Então diríamos que essa gente fracassou redondamente, sem ter conseguido pescar um peixinho sequer, na sua imensa rede? E digo mais, essa possibilidade de um apoio inconsciente é ainda mais larga hoje do que antes, pois a capacidade comunista de se disfarçar de outras coisas, aumentou enormemente. Precisava perceber melhor o que você quis dizer com a seguinte frase: “ mas negar a partir de certas atitudes do papa Francisco estando sendo criticadas por vários prelados e cardeais...etc.” Não percebi o que foi negado e quem o negou. Eu sei que não nego nada acerca de ninguém , no texto acima. A única coisa que ali faço é justamente alertar acerca dessa armadilha de uma possível colaboração acrítica e até inconsciente – da igreja – reforçando algo que efetivamente trai os pobres deste mundo, como a história tem registrado abundantemente. Eu não poderia afirmar que o Papa Francisco convidou os comunistas para debater a solução dos graves problemas sociais. Ele convidou pessoas interessadas em debater e colaborar na resolução desses problemas. Essas pessoas são todas comunistas? De modo consciente ou são aquele fruto das estratégias gramscianas, colaborando com uma coisa achando que estão lutando por outra bem diferente? E o são na sua maioria? A metade o é? Um percentual pequeno? Confesso que não posso afirmar tal coisa, não fiz este inventário. O único que eu sei que declara abertamente suas convicções marxistas é o João Pedro Stédile que está usando este encontro no Vaticano, em benefício da sua agenda que é essencialmente inimiga do pobre. Eu já afirmei, aqui nesse mesmo site, que a dianteira desse trabalho social do Vaticano– segundo minha limitada opinião – devia estar nas mãos daquelas iniciativas sociais que atuam de acordo com a Doutrina Social da Igreja e elas existem. Você pode ver no primeiro link abaixo um exemplo de uma luta por terra e moradia, que tendo começado de modo equivocado (e certamente influenciado por aquele marxismo culturalmente dominante que era como o ar que se respirava na época) foi se encaminhando para uma direção totalmente diferente e distante do ódio de classes que costuma caracterizar esses movimentos. E nos dois links seguintes há outros exemplos de iniciativas e lutas sociais totalmente inspiradas na Doutrina Social da Igreja, sendo que o fundador da terceira iniciativa aqui exemplificada, está em processo de beatificação. http://www.educarparavida.com.br/objetivo-e-metas http://www.edc-online.org/br/quem-somos/a-historia.html http://blogmundospossiveis.blogspot.com.br/2012/05/case-mondragon-como-esta-maior.html http://www.acidigital.com/noticias/igreja-abre-processo-de-beatificacao-de-sacerdote-basco-inspirador-do-movimento-cooperativista-60420/ E isso sem falar nos exemplos históricos de pioneirismo social como o de São João Bosco e tantos outros. Quer dizer, não faz sentido a igreja debater a solução dos problemas sociais como quem começa da estaca zero, a sua Doutrina Social tem uma história e uma sabedoria acumuladas de enfrentamento adequado das questões sociais. E por “adequado”, entendo sim certa eficiência resolutiva, mas não a qualquer preço. O cristão se deixa matar, mas nunca mata. Ainda que o comunismo tivesse dado certo, os milhões de mortes que causou fariam dele um redondo fracasso. Nada que se faz com o cano do revólver na nuca é de fato uma vitória de quem aponta a arma, mas uma covardia. Estes encontros com os movimentos populares promovidos pelo Vaticano têm servido ou servirão para a partilha da experiência social da igreja? Em algum momento, a igreja conseguirá persuadir aqueles seus participantes que ainda se deixam guiar (conscientemente ou não) por práticas socialistas, que este caminho é equivocado e nocivo? Assim espero. E talvez aqui esteja em curso certa sabedoria metodológica da igreja e do papa. Pois se nós cristãos não estamos na estaca zero, se temos uma sabedoria inclusive prática, no enfrentamento dos graves sofrimentos que afligem os mais pobres, quando se trata de chamar mais gente para esse compromisso, é preciso ouvir o que eles tem feito e como eles têm enfrentado os problemas. É na escuta atenta da experiência do outro – com seus acertos e erros - que posso aportar, no diálogo, os acertos da minha experiência, buscando fazer o outro refletir sobre seus equívocos e ilusões. E pode ser que o Vaticano esteja adotando justamente essa postura, que é a única maneira de criar uma convicção autêntica no outro, partindo da reflexão sobre a experiência. Saberá a igreja, nesse diálogo, não se deixar usar para outros fins como em grande parte ocorreu no Brasil? Assim espero também. Um grupo de jovens católicos foi desafiado por meu pároco certa vez, a ir para os ambientes onde os jovens mais precisassem da presença salvadora de Cristo, ir ao encontro dos drogados, dos que se jogam na prostituição, etc. A resposta desse grupo foi: “mas e se eles influenciarem a gente para o mau caminho?” Perplexo, o padre respondeu: “então, vocês não sabem do tesouro imenso que carregam no coração? Eles é que tem se cuidar para não se contagiarem pela beleza que mora em vocês!” Nós cristãos, podemos nos sentar com toda a gente. Volto ao exemplo comezinho do buraco na rua. Eu morador daquela rua, vou deixar meus filhos e os filhos dos meus vizinhos perder uma perna ou até a vida, caindo no buraco? E isso sob o pretexto de que entre os que se juntam para resolver o problema, há um comunista? Importa que eu fique atento e contribua para que a solução encontrada não seja um reforço do comunismo. E essa sempre será a condição sine qua non do meu envolvimento (que não é envolvimento com o comunismo, mas com a resolução do problema do buraco na rua) : até aqui vou, daqui por diante não contem comigo, aliás, contem com minha franca oposição. Uma das fundadoras do PSol no Brasil – a Heloisa Helena - é ativa participante da luta pela vida das crianças no ventre materno e contra o aborto. Se ela vem participar de um congresso, ou de uma iniciativa católica qualquer em favor da vida dos nascituros, teria algum sentido eu recusar a contribuição dela porque ela é comunista? O problema sempre será a qualidade e a sabedoria da nossa interação com as pessoas. Não somos nós que precisamos temer nos deixar contaminar com a perspectiva marxista e socialista da vida e do trabalho social. São eles que precisam “temer” (caso estejam conosco de má intenção) a nossa muito maior experiência nesse campo. E é infinitamente maior, porque não abre mão da autonomia e da consciência inteira das pessoas. Já eles, a única coisa que tem para aportar como experiência são pessoas obedientes como cordeirinhos, porque tem a arma na nuca o tempo todo ou no caso mais recente (do marxismo cultural) porque são manipuladas, porque entram sem saber tudo o que está em jogo. Ou seja, isso jamais é um êxito, mas sempre uma derrota, ainda que tivesse dado certo sob o ponto de vista econômico. O que sei é que nas mensagens finais do papa, nesses encontros, nenhuma perspectiva – do ponto de vista do encaminhamento de soluções – socialista é assumida. Cada uma das propostas de ação elencadas pelo papa tem amplo respaldo na doutrina social da igreja, desde a Rerum Novarum e mais ainda na grande tradição caritativa da igreja, desde o conselho que São Paulo deu a Filêmon, acerca do escravo Onésimo. Agora, precisamos nos lembrar do seguinte: São João Bosco foi acusado e tachado de desordeiro social, de apoiador dos bandidos, quando fez aquele belo trabalho humanizador e cristão com os jovens na prisão. E mais anticomunista que Dom Bosco impossível, para ele o comunismo era o cavalo vermelho anunciado no Apocalipse (e é mesmo!) . Esse é um exame de consciência sempre necessário para cada um de nós: estamos de fato preocupados com a possibilidade de a igreja servir de andaime ao projeto comunista de poder ou qualquer fala e gesto que nos lembre do mandato de Cristo de servi-Lo nos mais pobres, nos incomoda porque desinstala nosso egoísmo? _____________________________________________ O mais triste, João Pedro, entretanto, é que antes que os modismos ideológicos caduquem e passem (como sempre ocorre) fazem enorme estrago por onde passam.
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0 # Marcio 13-11-2016 13:06
O PAPA FRANCISCO ESTARIA PRESTIGIANDO OS VERMELHOS NO ABAIXO… E SE IDENTIFICARIA COM ELES... Os MILICIANOS COMUNISTAS travestidos de MOVIMENTOS SOCIAIS de diversos países que se encontraram com o papa Francisco são os esquerdistas de varios partidos comunistas, como o quadrilheiro Stédile dos anarquistas do MST aliado do terrorista PT, aliado doutros conspiradores contra o tronco-judaico cristão, como o Rei da Marijuana, o ex guerrilheiro tupamaro, o vermelho Mujica e mais mafiosos! Todos os que pertencem ao esquerdismo associam-se aos 3 irmãos gemeos comunonazifascistas, iguais no básico: material-ateístas, fortemente opressores, totalitaristas, constando que seriam subsidiarios da maçonaria. Abaixo, 2 partes do discurso – começo-fim – apesar de ser de 2014, por ele se manter os acolhendo, portanto, validaria-se: DISCURSO DO PAPA FRANCISCO AOS PARTICIPANTES NO ENCONTRO MUNDIAL DOS MOVIMENTOS POPULARES. Ex-Sala do Sínodo Terça-feira, 28 de Outubro de 2014 “De novo, bom dia! Sinto-me feliz por estar convosco, e faço-vos uma confidência: é a primeira vez que desço aqui, nunca tinha vindo cá. Como dizia, sinto grande alegria e dou-vos as calorosas boas-vindas. Agradeço-vos por terdes aceite este convite para debater os problemas sociais muito graves que afligem o mundo de hoje, vós que viveis na vossa pele a desigualdade e a exclusão. Um obrigado ao cardeal Turkson pelo seu acolhimento, obrigado, Eminência, pelo seu trabalho e palavras. Este encontro dos Movimentos populares é um sinal, um grande sinal: viestes apresentar diante de Deus, da Igreja e dos povos uma realidade que muitas vezes passa em silêncio. Os pobres não só suportam a injustiça mas também lutam contra ela! Não se contentam com promessas ilusórias, desculpas ou álibis. Nem sequer estão à espera de braços cruzados da ajuda de Ongs, planos assistenciais ou soluções que nunca chegam, ou que, se chegam, fazem-no de maneira a ir na direcção de anestesiar ou domesticar, o que é bastante perigoso. Vós sentis que os pobres não esperam mais e querem ser protagonistas; organizam-se, estudam, trabalham, exigem e sobretudo praticam aquela solidariedade tão especial que existe entre quantos sofrem, entre os pobres, e que a nossa civilização parece ter esquecido, ou pelo menos tem grande vontade de esquecer”… Quase ao findar o discurso: “Queridos irmãos e irmãs: continuai a vossa luta, fazei o bem para todos nós. É como uma bênção de humanidade. Deixo-vos como recordação, como prenda e com a minha bênção, alguns rosários que foram fabricados por artesãos, cartoneros e trabalhadores da economia popular da América Latina. E ao acompanhar-vos rezo por vós, rezo convosco e desejo pedir a Deus Pai que vos acompanhe e abençoe, vos cumule com o seu amor e vos acompanhe no caminho, dando-vos abundantemente aquela força que nos mantém em pé: esta força é a esperança, a esperança que não desilude. Obrigado.. https://w2.vatican.va/content/francesco/pt/speeches/2014/october/documents/papa-francesco_20141028_incontro-mondiale-movimenti-popolari
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0 # Cesar 23-11-2016 19:17
Só com o chefe do MST, o Stédile, foram três encontros. Isso não é nada bom. Os nossos irmãos na Opus estão muito preocupados.
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0 # Juliana 29-11-2016 11:03
Tá tudo OK por aqui, fera. Zero preocupação.
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0 # João Pedro Strabelli 12-11-2016 18:28
Pensei numa coisa eu cá com meus botões. A frase do papa não foi tão difícil assim de entender. Tá certo que num país que Tati Quebra Barraco é poeta o nível de entendimento não deve ser dos mais brilhantes, mas mesmo assim não era nada muito difícil de se entender. Foi aí que virei pro botão e perguntei: por que será que esse povo insiste tanto em ficar dizendo que o papa disse o que o papa não disse? Por que repetem sempre que ele gosta do comunismo? Por que ficam tanto tempo querendo convencer alguém? Afinal, nem em sã e nem em lesa consciência alguém ia acreditar nisso. Começo a achar que apareceu outro buraco na canoa comunista.
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0 # Alex Hoffmann 12-11-2016 17:32
Sempre tem que ter um do contra, então lá vou eu. "Viu, Joselito vermelho? E aí? Vai continuar ignorando o ensinamento da Igreja?" Pior que o Joselito vermelho vai continuar ignorando o ensinamento da Igreja e reafirmar com todas as letras, assentos, pontos e vírgulas: o Papa Francisco disse que nós comunistas somos os verdadeiros católicos. "Em outras ocasiões, o Papa Francisco também condenou a ideologia marxista." Mas isto o Joselito vermelho viu, leu e até pensou no caso, porém não deu bola porque ele viu o Papa levar consigo aquela Cruz feita de foice e martelo com Jesus Cristo pregado nela. Uma coisa é certa, os Joselitos da vida selecionam umas coisas, descartam outras e usam como bem entender a fala de qualquer santo, qualquer papa inclusive de Deus para justificar e defender a sua religião (que não é a Católica óbvio) comunista.
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0 # João Pedro Strabelli 12-11-2016 18:25
Concordo com essa há muito, muito tempo: o comunismo é uma religião sem Deus. A questão é que a verdade é totalmente coerente consigo própria; já a mentira, não. A cada coisa nova que aparece tem que se aumentar a mentira e, a partir de um ponto, ela começa a se auto-contradizer. Daí, começam os excessos de explicações e justificativas ou um excesso de pensamentos simplistas. Já começou a vazar água na canoa do comunismo faz tempo.
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0 # João Ferreira 12-11-2016 17:14
Isso já sei pessoal. As justificativas que dão, são as mesmas que uso para não-católicos, ou para católicos que tendem a levar a ferro e fogo, entrevistas informais. Porém... porém tem tantas formas de um líder religioso tratar uma questão controversa como essa, tantos argumentos lógicos, tantas justificativas, que tenho um pouco de dificuldade em acompanhar o raciocínio do santo padre ao deixar margem para interpretações dúbias em praticamente todas as vezes em que fala de improviso sobre assuntos políticos. Na encíclica Quadragesimo Anno, Papa Pio XI, foi incisivo ao observar as semelhanças do comunismo com o cristianismo para com a preocupação com o pobres, mas foi ainda mais incisivo ao condenar o mesmo marxismo como filosofia materialista, anti-cristã e anti-natural. Então, é muito complicado traduzir todas as entrevistas do Papa Francisco e coloca-las no contexto da tradição contra todo o sensacionalismo midiático e dos aproveitadores ideológicos quando este não faz a menor questão de interromper rumores, mal entendidos e até os alimenta. Enfim... fica o desabafo... de qualquer forma, vamos caminhando no caminho que Deus trilhou, sempre defendendo a tradição e o catecismo da igreja que amamos.
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0 # Sidnei 12-11-2016 15:10
Obrigado pessoal do Catequista por mais esta polêmica esclarecida. Esperemos a próxima.
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