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A Catequista

A Catequista

Era noite. A jovem viúva Judite investiu num visual glamuroso e saiu vestida pra matar – alegoricamente e literalmente falando. O Senhor, vendo que a sua causa era justa, “aumentou-lhe a beleza”. (Jud 10:44).

A tribo de Judá estava sitiada pelo impiedoso e teoricamente imbatível exército assírio, que contava os dias para barbarizar. Os israelitas, acuados, planejavam se entregar para evitar o massacre. Judite, cheia de moral, recriminou o povo por sua falta de fé e recomendou oração e penitência.

cervejaAo chegar ao acampamento inimigo, a moça disse que desejava revelar o meio mais fácil de vencer os israelitas, cuja derrota era certa. E ela, afinal, não queria fazer parte do time dos perdedores... Abobalhados diante do seu charme e simpatia (ah, os homens!), os assírios engoliram numa boa esse papinho: “Quem poderia desprezar os hebreus que têm tão belas mulheres? Não são elas uma razão suficiente de lhes fazermos guerra?” (Jud 10:18).

Just fallen in love, o marechal Holofernes chamou a beldade pra um banquete no seu cafofo, crente que ia se dar bem. Fingindo condescendência, entre um sorriso e outro, ela ia enchendo o copo do homi, que, feliz da vida, “bebeu vinho como nunca tinha bebido” (Jud 12:20). Tonto pela birita, o marechal caiu desacordado, sem ter tocado um dedo na bela viúva.

Judite pediu forças a Deus, cortou a cabeça de Holofernes com uma espada e guardou-a em um saco. Depois, fez cara de paisagem e saiu do acampamento calmamente, como se fosse orar. De volta à cidade de Judá, exibiu a cabeça do homem arrogante que Deus feriu não por meio de fortes guerreiros, mas “pela mão de uma mulher” (Jud 13:19). Com a confiança renovada por esta façanha, os israelitas atacaram o acampamento dos assírios, que, abalados pela morte de seu líder, fugiram atordoados. A vitória de Israel foi completa.

O grande valor deste livro é nos lembrar que Deus tem o curioso costume de fazer uso de pessoas aparentemente fracas e impotentes para cumprir os seus desígnios; ele as capacita, e converte até mesmo os seus limites em vantagens. Assim, uma única mulher pôde precipitar a derrota de um exército inteiro, tendo como armas somente o seu olhar 43 e algumas taças de vinho. Judite também nos ensina que não devemos perder as esperanças, mesmo diante das situações de aparente derrota: Deus sempre vence na nossa vida, contanto que tenhamos e coloquemos os nossos dons humildemente ao seu serviço.

Moral da história: homens, não recriminem suas filhas, namoradas ou esposas quando elas passarem hooooras se arrumando para sair. Brincadeirinha...

Quarta, 10 Agosto 2011 09:00

Monge é um tipo de fiscal da natureza?

Quando se fala em vida monástica, o que lhe vêm à mente? Homens que passam os dias passeando despreocupados pelos jardins, rezando, entoando cânticos gregorianos, bebendo vinho... E é só. Ê vidão! O que quase ninguém diz é que os monges católicos estão entre os grandes construtores da civilização ocidental.

O mundo deve aos monges copistas a preservação dos textos da Grécia Antiga. Sem eles, os professores ateus e anticatólicos que tanto vilipendiam a Igreja não teriam sentido nem de longe o cheiro dos textos de Platão, Aristóteles, Pitágoras e outros grandes pensadores gregos. Durante os primeiros séculos da Idade Média, as tribos bárbaras, ainda não cristianizadas, invadiam as cidades e, muitas vezes, destruíam tudo o que viam pela frente, inclusive as bibliotecas. Com o seu zeloso trabalho de cópia manual e preservação dos escritos, os monges nos legaram não só os clássicos antigos, mas também a Bíblia.

Após a queda do Império Romano, o caos e a miséria ameaçaram a Europa. Com o seu duro trabalho braçal, os monges – especialmente os beneditinos – transformaram brejos em terras férteis e introduziram uma variedade de grãos e novas técnicas agrícolas (como a roda hidráulica e os moinhos de vento). Por isso muitas cidades se desenvolveram em torno dos monastérios.

Durante o reinado do imperador católico Carlos Magno (768-814), a Europa experimentou um notável desenvolvimento cultural. Incrementando o número de escolas nos mosteiros, conventos e abadias, Carlos Magno promoveu a instrução aos leigos por parte da Igreja. Estas escolas monásticas foram a semente da criação das universidades.

Até aqui, falamos somente das colaborações monásticas à sociedade leiga no campo material (de forma muito incompleta e sucinta, é bom salientar). Mas tesouro mais valioso que eles nos legaram e continuam a nos legar com sua vida de oração e penitência é invisível e incalculável.

Deseja saber mais sobre o assunto? Leia Como a Igreja Católica construiu a civilização ocidental, de Thomas Woods Jr. - Editora Quadrante.

Atire a primeira pedra o católico que nunca consultou uma cartomante, nunca botou os pés num terreiro ou se sentou numa “mesa branca” pra trocar uma ideia com um fastasminha camarada. Se você se encaixa neste perfil ficha limpa, saiba que integra um grupo não muito numeroso, talvez digno de ser chamado de Resto de Israel.

Tenho a nítida impressão de que boa parte dos católicos brasileiros, de forma esporádica ou mesmo sistemática, já teve algum tipo de contato com rituais de evocação dos mortos. E o pior é esse tipo de promiscuidade religiosa é sem-vergonha: quem a pratica, em geral, não tem um pingo de dor na consciência.

As novelas e programas de TV divulgam a doutrina espírita quase que diariamente. Graças a esse bombardeio cultural massivo, até as senhoras mais carolas são capazes de acender uma vela pra Santa Rita e outra pra Chico Xavier, em plena luz do dia; no armário, a camiseta com a estampa de São José compartilha o espaço com a de Iemanjá. Está tudo muito bem acomodado, não há conflitos. Afinal, Kardec falava muito de Jesus... que beleza! E lá no terreiro da Mãe Nonoca tem uma estátua de Nossa Senhora da Conceição enoooorme, muito liiiinda!

Porém eis a arapuca: por trás do discurso cristão-jujuba (adocicado, fofinho, mas sem sustança), o espiritismo, o esoterismo e a umbanda cultivam graves heresias. De forma leviana e superficial, eles procuram usar a Bíblia para justificar as suas crenças; mas quando esta mesma Bíblia os desmascara e condena, eles espertamente – ainda que desprovidos de quaisquer evidências – a acusam de não ser digna de crédito, de ter seu texto original deturpado pelos padres da Igreja.

Para quem ainda tem dúvidas de que as religiões baseadas na consulta aos mortos são, definitivamente, inconciliáveis com a fé cristã, basta ler a parábola de Jesus sobre o Rico e o Lázaro (Lucas 16:19-31): no inferno, o Rico pediu a Abraão para que a alma do bom Lázaro voltasse ao mundo dos vivos e aconselhasse seus parentes. Abraão lhe deu um NÃO sonoro e redondo. Afinal, os vivos já têm tudo o que precisam para seguir o caminho de Deus: a Lei e os profetas.

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Quer saber mais? Disponibilizamos abaixo um estudo bíblico, acompanhado de alguns textos complementares, que aborda uma a uma as principais heresias das religiões pseudo-cristãs, que insistem em colocar o cristianismo e a evocação dos mortos no mesmo balaio.

Clique aqui para baixar o ESTUDO BÍBLICO SOBRE ESPIRITISMO

Papa de Hitler, omisso, passivo, antissemita... Estes são algumas das alcunhas que não raro acompanham o nome de Eugenio Pacelli, o grande Pio XII

O curioso é que depois do fim da Segunda Guerra até a sua morte, Pio XII recebeu elogios efusivos de uma multidão de judeus anônimos, além de diversos “famosos” que comunicaram publicamente a sua gratidão. Entre estas personalidades célebres estão nada menos do que o cientista Albert Einstein (sim, ele mesmo, “O” cara), o ex-grão-rabino de Jerusalém, Yitzhak Herzog e a ex-primeira ministra e uma das fundadoras do estado de Israel, Golda Meir.

Hum... Será que esse pessoal era retardado? Não creio. Pio XII salvou mais judeus do que qualquer outra pessoa, inclusive Oskar Shindler. Cercado de espiões, ameaçado de morte e carregando nos ombros o peso da responsabilidade sobre a vida de milhões de católicos europeus, ele abriu as portas do Vaticano, de conventos, igrejas e escolas católicas para abrigar judeus foragidos. Segundo um estudo recente (1) da fundação Pave The Way, havia em Roma 12.428 judeus durante a invasão nazista, em 1943. 

A ação direta de Pio XII impediu que mais de 11.400 judeus romanos fossem deportados para Auschwitz! E isso sem contar os outros tantos milhares de judeus salvos por católicos pela Europa afora.

Porém, depois que o Pio XII partiu desta pra uma melhor, em 1958, teve início uma ostensiva e bem-sucedida campanha por parte dos inimigos da Igreja – leia-se políticos e intelectuais comunistas – para denegrir a sua imagem. Como, infelizmente, a maioria das pessoas se deixa emprenhar pelos ouvidos e pouco se atém aos fatos, um dos maiores benfeitores da história do povo judeu passou de herói a marionete dos nazistas em um piscar de olhos.

O Muro de Berlim caiu, do comunismo na China só restou a opressão, o Fidel se aposentou e metade dos cubanos está nos States... Mas o caô sobre Pio XII resiste firme e forte, há cerca de 50 anos. Taí a prova de que mentira tem pernas longas. Te cuida Ana Hickmann!

No site da Fundação Pave the Way qualquer um pode examinar pessoalmente documentos e vídeos sobre a ação de Pio XII durante a Segunda Guerra: www.ptwf.org.

albert_einstein“Somente a Igreja ousou opor-se à campanha de Hitler de suprimir a verdade. Nunca tive um interesse especial pela Igreja antes, mas agora sinto um grande afeto e admiração porque somente a Igreja teve a coragem e a força constante de estar ao lado da verdade intelectual e da liberdade moral”. (Albert Einstein, 23/12/1940 - revista “Time”)
meir_golda“Quando o martírio mais pavoroso atingiu o nosso povo durante os dez anos do terror nazista, a voz do Pontífice se levantou em favor das vítimas. Nós choramos a perda de um grande servidor da paz.” (Golda Meir, uma das fundadoras do estado de Israel e primeira-ministra entre 1969 e 1974, na ocasião da morte de Pio XII)
david_dalin“Uma condenação pública mais forte teria provocado represálias nazistas contra o clero católico na Alemanha e nos países ocupados. Também colocaria em risco a vida dos milhares de judeus escondidos no Vaticano, em igrejas e conventos da Itália, além dos católicos que os protegiam” (David G. Dalin, rabino e historiador americano, autor do livro The Myth of Hitler's Pope)

Fonte: (1) Agência de Notícias Zenit. Pio XII salvou 11 mil judeus romanos. 29/07/2011

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