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Quinta, 15 Setembro 2011 09:00

A Papisa Joana: Parte II - A Verdade

Postado por

Voltamos,

Começamos esse segundo e último post sobre a Lenda da Papisa Joana citando literalmente o Professor Lockwood:

“A moral do século XXI sobre a lenda da Papisa Joana é clara: a Igreja teme mulheres poderosas, a Igreja tem propositadamente posto fora de forma literária qualquer menção a mulheres poderosas de sua história, e a tradição persistente do celibato sacerdotal resultou do ódio às mulheres.”

O fato do celibato ser uma norma estabelecida séculos antes da existência dessa lenda parece não ter a mínima importância para os produtores do documentário da rede ABC NEWS (citado no post anterior). Cadê a isenção? O lance é ser o mais anticatólico possível e falar mal da Igreja? Parece-me que sim.

John Peter-Pham nos diz que do século XIII ao século XVII a existência da papisa era aceita como fato histórico. Foi um dominicano que, por volta de 1250, deu as linhas gerais da lenda. Seu nome era Jean de Mailly. Aqui, Joana é colocada como sucessora do Papa Vitor III. Um outro dominicano e um franciscano embarcaram nessa, mudando a data do Pontificado de Joana, e Martin Troppan inclui seu nome na “Crônica de Papas e Imperadores”. O nome adotado por Joana seria “João Ânglico”. Junte-se um detalhe aqui e ali e... Habemus lorota.

pegadinha_do_malandro_papisaAté o poeta humanista Boccaccio se intrometeu nessa história. No século XIV, Boccaccio usou a história de Joana para atacar a Igreja. O bobalhão João Huss, um dos precursores mais perniciosos de Lutero, utilizou-se também dessa conversa fiada.

David Blondel, protestante, foi quem botou água no chopp da turminha da Sola Scriptura. O holandês era um estudioso sério e um historiador de verdade. Resultado: foi perseguido, humilhado e vilipendiado pelos seus pares. Um outro “historiador”, Pierre Bayle, diz:

"O interesse protestante requer que a história de Joana seja verdadeira".

Os artigos que estamos postando sobre os papas, em si, são a refutação mais óbvias da lenda da Papisa Joana. Não há lacunas das fontes em nenhum dos períodos em que a turma tentou encaixar Joana. Seu Papado seria entre 855 e 857, logo após Leão IV. Probleminha: Bento III foi eleito logo em seguida a morte de Leão. E essa eleição é especialmente bem documentada em virtude de um fato inusitado que a transformou numa barafunda: o Imperador Bizantino era menor de idade (Miguel III, que ficou mais tarde conhecido com a alcunha de “O Alcóolatra”); Bento III é um caso raro de aclamação em que o povo faz do indivíduo Papa “na marra”: ele foi arrancado de suas orações e levado pelo povo ao trono de São Pedro. A confusão adveio do fato de partidários do Imperador colocarem no trono um anti-papa chamado Anastácio. Bento foi o Papa justamente nesse período de tempo atribuído a Joana. Cadê o tempo hábil pra papisa “papisar”?

Ademais, passaram-se 400 anos até alguém mencionar a dita Joana, lembram-se? O que foi? Amnésia coletiva? Um papado de três anos em que nada aconteceu? E Bento III? Como podem ver, foi tudo uma empulhação.

Lockwood diz que duas questões permanecem: onde surgiu a lenda e porque ainda hoje ela nos azucrina. Há 4 hipóteses:

  1. A fonte mais remota seria um conto popular romano;
  2. O Papa João VIII, que seria a “inspiração” para a fábula de Joana e foi o primeiro Papa vítima de conspiração palaciana no Vaticano, seria afeminado. Realmente, as imagens do papa que nos chegam são meio... assim... Bom, afeminado não é sinônimo de gay;
  3. Era uma forma de desmoralizar o Papa Sérgio, antecessor de Leão IV, que, dizem, muito antes de Alexandre VI, fazia coisas que deixariam o Papa Bórgia corado de vergonha, pois era um devasso de primeira linha;
  4. Uma “vingancinha” do Imperador Miguel III, o cachaça... quer dizer, alcoólatra.

Pra encerrar e pensar. Vocês não acharam que o paganismo entregou os pontos fácil não é? Vemos na origem do mito traços da cultura pagã, um mito vestal, tão querido pelos humanistas.

A lenda de Joana é degradante e sobreviveu porque se adapta a ordem do dia de humilhar os católicos.

Fiquem com Deus e perseverem na fé.

16287 Terça, 06 Junho 2017 20:01

Comentários   

0 # Willian cesar Vieira Saturno 24-10-2015 10:13
Pessoal deste blog, a paz de Jesus, gostaria de poder ajudar com relação a pergunta da Elaine Maria, ser ministra extraordinário do batismo eu acho que você não terá que abençoar água batismal, pois este serviço é confiado ao ministro ordenado, você deverá auxiliar na cerimônia do batismo, o batismo só é livre quando o batizado está com risco de morte. Abençoar a água somente os ordenados, a não ser que o Bispo de sua Diocese dê uma autorização específica por causa da falta de ministros ordenados.
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0 # Danilo 23-10-2015 13:03
Será que tem posts falando sobre esses filmes que são passados pra nós nas universidades como prova dos "maus" feitos católicos? Meu professor passou o Filme Ágora, que conta a história de Hipácia de Alexandria, inclusive fiquei com muita raiva de Cirilo que a Igreja o tem como santo, que mesmo eu sendo um católico que busco alimentar minha fé em fontes sobre a história da igreja, esse filme me deixou balançado. Imagina aqueles católicos sem alicerce.
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0 # Sidnei 24-10-2015 11:10
Danilo, o Jorge Ferraz em seu blog: Deus Lovult, trouxe a alguns anos atrás uma matéria desmentindo as bobagens trazidas neste filme. Você pode encontrar aqui: As mentiras de Amenábar contra São Cirilo - http://www.deuslovult.org/2013/08/28/as-mentiras-de-amenabar-contra-sao-cirilo/. Leia esta matéria, os comentários e os links apontados pelo Jorge Ferraz, será bem esclarecedor este sua dúvida com relação ao filme e o que de fato aconteceu com Hipatia e a participação de São Cirilo nesta história toda.
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+1 # Larissa 12-09-2014 03:13
Eu não conhecia essa história até recentemente onde uma colega de faculdade me falou. Como não conhecia não debati. Assim que ela me contou, mesmo não conheço achei estranha, como que uma mulher consegue fingir por tantos anos que é homem? Para mim não é possível, e ainda ficar grávida, conseguir esconder o barrigão e parir justamente no meio de uma procissão. Depois de ler o seu post eu fui pesquisar e as histórias que eu encontrei é cada uma mais contraditória que a outra. Uns dizem que ela entrou no mosteiro ou sei la onde como mulher realmente e ficou na casa de um tal de ruivo, se formou médica fugiu devido a perseguição pelos meninos e voltou caracterizado de um para poder continuar estudando e etc. Outro diz que ela se apaixonou por um guarda e o filho que ela teve seria dele, mil e uma coisas. Um site me chamou atenção e agradeceria se você pudesse dar uma olhada e comentar http://acomuna.net/index.php/contra-corrente/4381-a-papisa-joana- O último parágrafo coloca uma citação do Papa Francisco. Acho um absurdo como alguém consegue acreditar nessa lorota e um dos argumentos que usam é que a Igreja tinha muita influência na época e poderia muito bem esconder os fatos, mas eu penso comigo, a Igreja não esconde muita coisa do qual os homens dentro dela fizeram, por que esconderiam isso? Como conseguiriam esconder algo tão chocante como isso, se tivesse realmente acontecido? Os protestantes fazem questão de jogar na cara sempre a inquisição e não conseguem provar que algo assim tenha acontecido. Pra mim isso só comprova o quanto essa história é Um absurdo!
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0 # Romário 17-03-2014 23:58
Ola, vocês teriam como disponibilizar o link com o trabalho utilizado? Queria ler um pouco mais sobre o tema. Preciso escrever um texto sobre o mesmo ou entregar a um seminarista da minha diocese que acredita nessa lorota.
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0 # A Catequista 18-03-2014 01:35
Oi, Romário! No site "Catholic Answers" tem um artigo do Robert P. Lockwood desmentindo a lenda da papisa: http://www.catholic.com/magazine/articles/the-popess-who-just-won%E2%80%99t-go-away Lockwood é escritor católico e diretor de comunicações da Diocese de Pittsburgh. O artigo traduzido para o português está disponível no site "Veritatis Splendor": http://www.veritatis.com.br/apologetica/igreja-papado/1204-a-papisa-que-nao-vai-desaparecer
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0 # Marcus Vinicius 13-11-2013 09:35
Muito bom o esclarecimento, já tinha lido alguma coisa a respeito da Papisa, não lembro o nome do autor mas ele deixava claro a farsa dessa história. Gostaria de saber qual o nome do livro do Historiador utilizado no texto??? Obrigado.
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0 # Gabrel Salles 12-11-2013 20:20
Pow gente, são histórias assim que multiplicam o meu amor pela vdd Igreja dos céus , toda a história que envolve o Catolicismo é é riquíssima e muito linda , gostaria que vcs dissessem mais sobre a santas e honradas ordens militares que agiram na Europa e Oriente Médio !! muito obg desde já...
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0 # Rodrigo Boechaat Oliveira 21-06-2013 14:51
Muito bom artigo! Não conhecia esta "lenda"! Deus os abençoe por nos evangelizar e nos formar nas coisas da Igreja!
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0 # Vagner 06-01-2013 15:19
Blog O Catequista, permita-me dar uma risada...kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk kkkkkkkkkk... como existe gente que consegue acreditar nessa história? E em tantas outras? Dias atrás uma prima minha veio com essa história da "Papisa" e eu tive que deixa-la falando sozinha. Na verdade, eu deveria questioná-la até ela entender que estava errada mas ela é do tipo de pessoa que acredita sempre ter razão, por isso preferi dar as costas e ir embora. Parabéns pelo blog. Descobri a pouco tempo e estou amando. A paz de Nosso Senhor Jesus Cristo.
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0 # Elizeu 17-12-2012 22:45
Achei muito interessante a reportagem e nos mostra um pouco mais sobre a nossa religião! gosto muito dos posts feitos e me ajudam a conhecer cada vez mais a fundo a história da minha tão amada Igreja Católica Apostólica Romana, seria interessante se fizessem um post sobre a história das faculdades, pois essa envolve diretamente a nossa igreja!
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0 # A Catequista 17-12-2012 23:42
Oi, Elizeu! Temos dois posts sobre a história das universidades: Sistema Universitário: Bota na Conta do Papa component/k2/item/680 Estudantes universitários medievais gozavam de benefícios do clero component/k2/item/736
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0 # Eduardo Araújo 10-04-2012 14:40
Paulo, sugiro também, para sua sessão "Filmes Pilantras" a porcaria ultra mentirosa que atende pelo título "Alexandria" ("Agora", no original inglés). Ele aborda a "história" da filósofa Hipácia de Alexandria, mas o cerne é a farsa de Igreja contra ciência+mulheres, no pior estilo código davinci.
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0 # Paulo Ricardo 10-04-2012 18:26
Esse aí nem consegui assistir todo. Mal feito, mal intencionado, banal, nem passou no cinema se não me engano.
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0 # carlos 10-10-2015 12:24
Olá Paulo Ricardo, Uma coisa que chama a atenção no seu trabalho (e no do site em geral) é rigor conceitual e histórico, buscando uma argumentação racional, sem furos por onde a "àgua possa vazar", tornando o argumento fraco ou facilmente contestável. Parabéns! Também gosto de fazer isso, como catequista, tentando pensar em todas as objeções possíveis, de catequisandos católicos, mas também de objetores anticatólicos. Por isso lhe pergunto (fazendo um pouco o advogado do capeta): 1) É claro que o fato de o escritor que você citou, ser um católico não invalida nada do que foi dito. Se um cientista descobriu as leis da genética , descobertas elas estão. O fato de esse cientista ser católico em nada invalida a descoberta. Mas você outras fontes, outros historiadores (agnósticos, ateus e até anticatólicos, mas honestos) que também negam a lenda da papisa? 2) Ainda circulam pela internet (e sempre vão circular) as boatarias da papisa. Alguns dos posts mais populares são esses: https://clovismoliveira.wordpress.com/2013/02/26/papisa-joana-a-mulher-papa-um-segredo-que-o-vaticano-esconde-ha-seculos/ http://www.sedentario.org/colunas/teoria-da-conspiracao/o-alcorao-e-a-papisa-joana-9637 É claro que chega ser ridículo ter que responder à baboseiras tão grandes. Mas como catequistas, a gente se arma de toda uma paciência enorme, levando em conta o fato de que muitas almas simples , se deixam levar pelas lorotas e ficam chocadas e enfraquecidas, se nossas respostas não as ajudam a dissipar todas as dúvidas do modo mais completo e minucioso possível. Portanto, ossos do ofício. Pensando nos textos dos dois links que indico acima, fiquei me perguntando se seu post cobre todas as objeções feitas neles, passando o pente fino mesmo, em cada uma delas...Especialmente a que afirma a existência de um decreto papal proibindo a inclusão do nome de Joana na lista papal. Existiu esse documento? Pois os inimigos da fé tem isso como trunfo. Dizem eles: "se é mentira , porque tanta obsessão em proibir a citação do nome de Joana?" E é claro, proibir essa citação, a meu ver, só faz sentido, se listas anteriores continham a mesma. E aí e preciso mostrar tais listas. Como desmentir isso de modo inteligente e irrefutável? Seria pedir muito, pedir que você passasse o pente fino nesses textos que linkei acima, em resposta a esse comentário mesmo, ou em um novo post?
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0 # Paulo Ricardo Costa 10-10-2015 15:07
Mais um detalhe: reparou que os documentos, livros, fontes, etc., não existem em português? Pois é... essa é uma língua da ignorância, infelizmente.
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0 # Carlos 11-10-2015 01:39
Creio que está de bom tamanho. Grato. De fato, pensando um pouco na mentalidade mais crédula que havia naqueles tempos (e em parte ainda há) as duas providências - a proibição de listas papais incluindo o nome de Joana, se é que existiu e, o apalpar do escroto e só agora entendi a tal cadeira vazada (risos) por onde enfiar a mão para apalpar e testar se o cabra é macho, se é que existiu também tal cadeira - são também (e até mais) cabíveis - e prudentes - em vista de se proteger a fé do povo de Deus do escândalo. Ou seja: são também um modo de dizer e assegurar que a lenda não tem fundamento, ou de se proibir a propagação de uma coisa que fere a fé dos simples. De fato essa é a mesma mentalidade que guiou outrora o Index Librorum Prohibitorum. Muita gente não percebe a lógica disso, crendo que é uma maneira de impedir que a fé seja confrontada com coisas que podem desmenti-la e desmascará-la e, portanto, um modo de manter os fiéis em uma fé infantil e irracional. Mas a lógica é outra: nem todos - a maioria de fato - podiam ter acesso (e a logística desse acesso seria algo quase impossível de bancar) a ferramentas intelectuais de análise crítica de todo aquele material nocivo à fé. Supondo-se uma situação muito ideal como, fazer com que todo o povo de Deus recebesse formação intelectual à altura de contestar aqueles ataques à fé (já que autonomia intelectual pede também estudo e preparo) quem propusesse isso tinha que pensar em tudo que seria necessário para por em ação tamanho mutirão (num tempo em que não existia um recurso como esse site, por exemplo). Até que se pudessem alocar todos os recursos (também financeiros) , pensar e operar toda a logística para isso, quantas pessoas simples perderiam a fé, quantas crises (inclusive psicológicas) surgiriam e tantos outras consequências ruins apareceriam? Mutatis mutandis e salvas as devidas proporções, é um pouco parecido com o caso do combate (até mesmo policial) às heresias no tempo dos cátaros, onde hereges eram assassinos e perturbadores da paz pública. E é curioso que muita gente, lendo esses fatos todos sem seus devidos contextos históricos e culturais, e por isso taxando-os de pura repressão à liberdade de expressão e opinião, não perceba ou finja não perceber debaixo de seu nariz, repressões mil vezes mais autoritárias vigentes hoje em dia, como a proibição de fotos e gravuras com pai, mãe e filhos em livros didáticos, na Europa, sob pretexto de não discriminação às novas "configurações familiares", sem sequer propor que a concepção existente por trás dessa expressão seja problematizada e confrontada (sendo que esse confronto é tarefa educativa básica, se queremos favorecer a formação intelectual de fato) em pé de igualdade, com concepções que a refutem. Contradições desses nossos tempos sufocados por tantas ditaduras ideológicas...
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0 # Paulo Ricardo Costa 10-10-2015 15:04
Suas dúvidas são pertinentes, Carlos. Vou tentar respondê-las a contento. Não reconheço a existência desse tal decreto. Mas, vamos trabalhar com a hipótese de que ele exista. Perceba aqui a arte do demônio. Se ele existe, existe para regularizar uma determinada situação e evitar a propagação de uma MENTIRA. Os safados brincam com a psiquê e maldade (o bom juiz julga por si mesmo) da plateia a qual se dirige. Como poderia a proibição da inclusão de uma lenda, transformar em verdade (visto que advinda de uma peça de propaganda ridícula), ganhar status de realidade, quando, de fato, não aconteceu. Percebe? É coisa de ateu comunista: querer moldar a realidade a sua vontade, quando não consegue, bate pezinho e fica "nervosa a palombeta". Outra coisa: durante muito tempo se observou, por conta dessa blasfêmia, a necessidade de um, digamos, "apalpador", um médico ou barbeiro, que tinha a missão, literal, de apalpar o escroto papal (o eco vicioso é proposital). Uma troça, uma brincadeira, uma pilhéria contra a Santa Igreja pode causar um mau dessa monta. Os agentes do diabo nunca descansam. Listas anteriores oficiais? Fazem-me rir esses débeis mentais! Nem devemos perder tempo com essa canalha. O ônus da prova aqui é deles. Eles que nos mostrem uma dessas listas, mas tem que tem imprimatur do vaticano. Achar um papel de embrulho de peixe de uma gazeta vagabunda dos anos 1700 é palhaçada. E é muito comum. Não importa para essa gente a verdade, somente o sensacionalismo que você pode gerar e ganhar almas para o mau, que é o principal objetivo deles. Vou te passar alguns nomes de refutadores da lenda, lembrando que tem até protestantes no meio, veja só: Primeiro Florimundo de Rernond, que escreveu o livro "Erreur populaire de la papesse Jeanne, editado em Paris (1558)". O autor mostrava a impossibilidade de tal “estória” e as contradições das diversas recensões. O próximo citado é protestante, ou seja, sem nenhum motivo para ser condescendente com a Santa Igreja. Seu nome era D. Blondel que escreveu a obra “Familier esclaircissement de la question, si une femme a esté assise au siége papal de Rome entre Léon IV et Benoit III”, esse holandês publicou seu livro em Amsterdam no ano de 1647. Para não ficar muito cansativo, cito ainda o Ignaz von Doellinger que escrever o livro "Die Papstfabeln des Mittelalters", publicado na Alemanha em Stuttgart no ano de 1890), esse último se desligou da Igreja por não querer reconhecer a infalibilidade pontifícia. Dois a um só para começar. Tenho muitas outras coisas para falar sobre o contexto. Diga-me se isso é suficiente, se puder, coloque-me questões que o povinho da imbecilândia por acaso tenha colocado para você, ou então formule questões que você considera possível com que venha a se deparar. Procurarei responder o mais pronto possível. Desde já colocando-me a disposição.
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0 # A Catequista 10-10-2015 14:30
Carlos, o Paulo está viajando, mas vou mandar uma mensagem a ele, dizendo que você escreveu. Abraço!
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0 # Paulo Ricardo 09-04-2012 11:46
Eu tenho esse filme da Papisa Joana, está na minha sessão "!Filmes Pilantras". É uma romanceada braba da história original que é muito mais tosca. Fica aquela coisinha de romance novela das seis para não caracterizar a dita como uma vagabunda. É terrível, mas gastaram película com isso.
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0 # Michelle Taveira dos Santos 09-04-2012 10:34
Muito obrigada pelo seu esclarecimento riquissimo. Existem forças que dão apoio a todo tipo de blasfêmia.Eu vi essa "Joana" em um filme ingles passou se não me engano no telecine premium. Eu fiquei invocada e parei de assistir mas depois de ler tudo ja sei como o filme terminou, com ela apedrejada.
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0 # Paulo Ricardo 27-09-2011 11:39
A História da Papisa foi concebida no século XIII.
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0 # A Catequista 23-09-2011 21:48
Valeu pelo apoio, Cadu!
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0 # Cadu Sindona 23-09-2011 17:59
Sem dúvida meus amigos. De fato toda a história da sucessão de São Leão IV, por essa mulher chamada Joana, no ano de 814 foi inventada mesmo lá pelo século XV, depois de Lutero publicar suas teses, e muito provavelmente, foram os próprios alemães que divulgaram isso, numa tentativa de difamar a figura de Pedro. A verdade é uma: São Leão IV faleceu de gota, e o eleito foi Bento III, que ainda teve que encarar a figura do antipapa Anastácio III que aprisionou o Sumo Pontífice durante alguns meses e fora logo rejeitado pelo povo, tendo que fugir para depois pedir clemência e ser atendido pelo Sucessor de Pedro, e ainda têm-se a coragem de se degredir o nome do Papa! É assim que vai o Vigário de Cristo, sendo muitas vezes rejeitado pelo rebanho que Deus confiou a ele. Mas acho que o mais sensato é agir com continência: decidir respirar fundo, ouvir e aí corrigir. O Blog está exelente parabéns!
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0 # A Catequista 19-09-2011 22:19
Sim, Cadu! Graças à influência do cristianismo, a condição da mulher nos países ocidentais è incomparavelmente melhor do que nos países não-cristãos. Quanto à invenção da lenda da Papisa, na verdade, os dados históricos mais confiáveis apontam que ela foi inventada mesmo por católicos (leia a Parte I deste post, que fala sobre isso: component/k2/item/906). Posteriomente, os protestantes, é bem verdade, se esforçaram bastante para divulgar essa lorota.
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0 # Cadu Sindona 19-09-2011 18:35
Quando eu leio sobre isso eu rio. Ridículo! A Igreja não privilegia a mulher? Qual é a instituição, que durante 2000 anos fala que a mulher a videira da vida? Qual foi a Igreja confiada a Mãe de Deus? Jesus subiu ao monte e la rezou a noite inteira para que o Pai lhe disse quem chamar para ser Apóstolo, e Ele escolheu 12 homens os quais confiou todo o seu poder! E estes 12 escolheram outros sob a autorização de Sao Pedro, e os outros, outros, outros e outros sempre em obediência a autoridade do Papa. A papisa Joana foi inventada na realidade no século XV, pelos luteranos, numa tentativa de degredir a imagem daquele que sempre fora o Chefe do Colegio Apostólico! Meu Deus, como alguém pode ser tão ridículo! Não dá. É absurdo!
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0 # Elaine Maria 15-09-2011 16:53
agora quero tratar de um assunto meu,eu serei nomeada ministra extraordinária do batismo e em uma de nossas palestras o palestrante falou que não se deve impor a mão sobre a água guando ela for benzida e nem o sírio pode ser colocado sobre a água no momento dela ser benzida.gostaria de saber se isso é verdade se vc pode me responder isso com clareza e verdade já que no livro isso esta como rito e ele me disse que o meu livro é velho e ultrapassado e foi escrito por um qualquer.por favor me ajude aguardo resposta.abraços
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0 # Christiane 18-03-2014 09:23
Caramba, pensei que só diáconos podiam batizar... Como é bacana descobrir sempre novas coisas a respeito da Igreja! :)
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0 # O Catequista 17-09-2011 11:45
Oi Elaine! De bate pronto não sei responder (apesar de desconfiar da resposta). No final de semana vou correr atrás das informações e das fontes seguras pra você trabalhar! Obrigado!
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0 # Elaine Maria 15-09-2011 16:45
legal eu ouvi essa história no trem por protestantes e ñ há conhecia e não pude dizer nada a favor da minha amada igreja. agora eu a conheço e posso de fato ter argumentos consistentes p/defende-la guando preciso for. amei fique na paz meu irmão!
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