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Segunda, 19 Dezembro 2016 10:24

Sacerdotes negros nos tempos da escravidão: conta essa pro seu professor mentiroso

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Sabe aquele seu professor que diz que a Igreja Católica, na época da escravidão no Brasil, pregava que os negros não tinham alma? Aposto que ele vai ficar boladão se você perguntar a ele sobre os padres e bispos negros, que foram ordenados entre os séculos XVI e XIX. indiana_jones_confuso O PRÍNCIPE BISPO

Mvemba Nzinga (Afonso I do Congo) era um rei católico. Ele marcou a história do Congo com o primeiro governante a denunciar o tráfico de escravos negros, que era feito com a autorização da Coroa Portuguesa. Além disso, foi responsável pela implementação de um sistema educativo moderno (voltado para meninos e meninas), além de ter trazido diversos avanços para o país. mvemba_nzinga

Quando o príncipe Henrique tinha 14 ou 15 anos, Mvemba Nzinga o enviou a Lisboa, onde estudaria para ser padre. O Rei de Portugal gostava tanto de Henrique que o enviou à frente de uma delegação para prestar homenagem ao Papa Leão X. Cinco anos depois do encontro com o bispo de Roma, o padre negro foi eleito bispo, tendo apenas 26 anos.

A partir de 1518, ele se tornou o representante máximo da Igreja Católica em todo o território do Congo. O apostolado rendeu bons frutos para o Reino. Ele faleceu em 1531, e, doze anos depois de sua morte, metade da população do Congo já havia sido batizada.

(Para saber mais sobre o príncipe-bispo Henrique, leia A Igreja da Renascença e da Reforma, de Daniel-Rops, e A History of de Church in Africa, de Bengt Sandkler e Chistopher Steed)

NOS ESTADOS UNIDOS

Era uma vez era um branco americano que se apaixonou por sua escrava e se casou com ela. Tiveram muitos filhos, entre eles, James Augustine Healy, que viria a ser o primeiro sacerdote católico afrodescendente dos EUA.

James A. Healy foi ordenado em 1854. Ele fundou muitos institutos de caridade para socorrer os imigrantes pobres. Sua competência e bondade chamaram a atenção do Papa Pio IX, que o elegeu bispo de Portland.

Anos depois, após o fim da escravidão no país, dois de seus irmãos também se ordenaram padres: Patrick Francis Healy (que foi eleito presidente da Universidade de Georgetown) e Alexander S. Healy. Sua irmã, Eliza Healy, se tornou em 1903 a primeira madre superior afro-americana de um convento e de uma escola católicos, em St. Albans, Vermont. padres_negros

Em 1880, o ex-escravo americano Augustine Tolton foi admitido em um seminário em Roma. Depois de ordenado, Pe. Tolton retornou para os EUA, sendo sempre um pastor exemplar. Em 1897, morreu com fama de santidade.

NO BRASIL padre_victor

No Brasil, destaca-se a história do beato Padre Victor, ex-escravo. Ele teve a sorte de nascer em uma casa em que a senhora – sua madrinha – tratava os escravos com bondade, e recebeu uma educação sofisticada. Ao saber do sonho que seu afilhado tinha de ser padre, a madrinha o incentivou.

Bem impressionado com o jovem negro, o bispo local autorizou o seu ingresso no seminário. Padre Victor foi ordenado em 1851, sendo enviado para a diocese de Três Pontas (Minas Gerais). O povo simples o aceitou bem, mas os fazendeiros o rejeitaram. Foram muitas as ofensas, mas tão grande era a sua santidade que, com o tempo, o beato conquistou até mesmo aqueles que antes o perseguiam.

PORQUE TÃO POUCOS CLÉRIGOS NEGROS?

Os padres negros na época da escravidão negra eram numerosos? Não. E isso se deve a diversos fatores principais, alheios à vontade da Igreja:

  • as limitações impostas pelo sistema escravista, já que um proprietário dificilmente liberaria  um escravo para que entrasse no seminário (como foi o caso do Pe. Victor);
  • na África, na Era das Grandes Navegações, o catolicismo estava apenas começando a sua missão evangelizadora. A fé católica no Continente ainda não havia amadurecido e se organizado o suficiente para gerar membros numerosos para o clero.

Até o século V, antes da invasão ariana, a Igreja Católica na África era forte e vibrante. Foi na África que nasceu e viveu Santo Agostinho de Hipona, um dos teólogos mais importantes do catolicismo!

Porém, tudo começou a melar quando comunidade católica africana foi duramente ferida pela invasão dos bárbaros vândalos. E a chama da fé morreu de vez no século VII, esmagada pelo Islã (restaram, então, apenas alguns pequenos agrupamentos, como os coptas).

Graças a Deus, nas últimas décadas esse quadro mudou. A África é o continente em que o catolicismo mais cresce no mundo! Somente nos últimos dez anos, houve um salto de mais de 40% no número de católicos africanos. Deus abençoe e fortifique os nossos missionários! Viva Nossa Senhora de Kibeho!

31761 Quarta, 19 Abril 2017 19:09

Comentários   

+2 # Carlos 18-01-2017 15:11
O problema que ninguém quer admitir é que a ideologia antiesquerda se tornou tão radical e doentia quanto o próprio esquerdismo. O radicalismo doente aliado ao oportunismo, egoísmo e individualismo de alguns fez a volta e se igualou ao que critica! O que o papa fala é algo que seria tranquilo se não fosse isso. A esquerda faz denúncias e faz discursos belos contra injustiças e a favor dos necessitados e excluidos. Entretanto, contudo, porém, tira conclusões e traz soluções hediondas, falaciosas e tão erradas e mesquinhas quanto o que denuncia. Simples assim. Tudo fundamentado e focado no humano, já começa e termina ainda mais errado....
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0 # Joao 10-01-2017 11:49
Impressionante a história da Igreja na África! Se puderem recomendar mais livros que abordam esse tema, eu serei muito grato. Lembrando que hoje, a maior parte dos bispos fiéis à nossa fé são os africanos. Que Deus abençoe a África!
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+8 # Gilberto Santana 07-01-2017 23:24
Sou Diácono Católico, sou negro. Amei a matéria que relata os fatos de no ano de 1880, século XIX, a igreja católica ordenou para seu ministério escravo ou filhos de escravos ou ainda escravos livres. A matéria informa as ordenações de Padres negros. Os Reverendos Augustine Tolton e o Reverendo Victor. A matéria cita um Padre Americano e outro Brasileiro, ambos do século XIX. Sou Diác., negro e em minha cidade temos muitos Padres negros. O Clero de minha diocese é de maioria negra inclusive o nosso bispo é negro. Deus não tem cor! Nele, encarna todas as cores, raça, línguas e nações da terra.
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0 # Paulo 04-01-2017 19:44
OS PRISIONEIROS PODEM SER VÍTIMAS DA SOCIEDADE... MAS NÃO SOB CONCEITOS IDEOLÓGICOS DE "DIREITOS HUMANOS" DE BANDIDOS, COMO FAZIA O MALVADO PT! os envolvidos em crimes em geral, são filhos de familias destroçadas, miseraveis de favelas ou não, podendo serem de classes media ou alta, dependendo da educação e da formação espiritual que tiveram ou não. São de pais separados, e muitas vezes vítimas de uma sociedade que só cultua o materialismo e em suas familias muitos pais podem ter tratado deles como se de cachorrinhos e depois os soltaram na vida e foram aliciados para o mundo do crime! Têm direitos de serem recuperados, com dignidade e repararem com justiça por seus crimes, depois serem reinseridos na sociedade se demonstrarem possibilidades, caso contrario, deverão continuarem presos, caso de serem psicopatas, serial-killers etc.
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0 # Andramelek 29-12-2016 22:33
Igreja Universal do Reino de Deus Igreja Internacional da Graça de Deus Igreja Mundial do Poder de Deus A primeira palavra é Igreja. Universal, Internacional e Mundial terminam em al. Preposição do ou da. Reino, Graça e Poder possuem cinco letras. Todos os nomes terminam em de Deus. O fundador da Internacional é Romildo Ribeiro Soares, cunhado do Edir Macedo, e o fundador da Mundial é ex-pastor da Universal. Todos eles estão relacionados.
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0 # Cibeli 29-12-2016 20:39
Olá Catequista, existe alguma postagem de vocês que explique a longevidade citada no antigo testamento? Exemplo, Adão, Abraao etc que viveram 300, 600, 900 anos... Preciso de uma base com mais força que eu pra que um cabeçudo aceite o que a Igreja diz. Grata.
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+1 # A Catequista 31-12-2016 12:06
Cibeli, Dom Estêvão Bettencourt explica isso neste artigo: http://www.revista.gonet.biz/kb_read.php?num=2035
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+2 # Andramelek 28-12-2016 10:16
A Igreja Católica vai perder fiéis para os evangélicos. As pessoas procuram as igrejas para que ocorram milagres que satisfaçam interesses egoístas e individuais. Não são milagres com a finalidade de passar algum ensinamento espiritual. São milagres materialistas como: quero um carro, quero um emprego melhor... Um padre falar aos fiéis ricos doarem uma parte do patrimônio aos pobres pode afastar esses fiéis. O verdadeiro cristianismo é contra o egoísmo e ofende essa maldade (o egoísmo).
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+1 # Andramelek 28-12-2016 10:04
Durante o regime militar, pessoas foram torturadas porque eram comunistas. Caiu o Muro de Berlim, compensou lutar pelo comunismo? O comunismo era apenas uma crença por um mundo melhor. Se o comunismo tivesse dado certo, o mundo seria comunista. Ferreira Gullar foi comunista e devia ter sido torturado naquela época. Durante a vida, Gullar passou a defender o capitalismo e o motivo para ser torturado desapareceu. O erro dos torturadores foi confundir a pessoa com a idéia. Uma pessoa pode mudar de idéia, logo não ataque a pessoa. A melhor maneira de acabar com polêmicas são os fatos porque contra fatos não há argumentos. É fato que o comunismo não deu certo. Gullar deixou de ser comunista antes da queda do Muro e era comunista porque acreditava que era o melhor para o mundo.
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0 # Victor Viana 27-12-2016 00:11
Oi, boa noite! Sugestão para atualizar a seção "Crente #FAIL" Até agora me perguntando porque pode imgem de boi no presépio, mas não pode de São José e Maria Santíssima. https://blogdoviana.wordpress.com/2016/12/26/presepio-protestante/
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0 # Sidnei 27-12-2016 10:42
Façamos justiça, nem todos os protestantes abominam o presépio com a imagem do Menino JESUS, Nossa Senhora, São José e tudo, há igrejas protestantes como os luteranos que cultivam a confecção de presépio como atesta este link: http://celfarroupilha.blogspot.com.br/2010/11/presepio-de-natal-advento-celf.html
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0 # Victor Viana 27-12-2016 13:38
Aí sim Sidnei... façamos justiça. O protestantismo histórico é diferenciado. Pelo menos os luteranos, com os quais temos até declarações de fé assinadas em comum. Por que do calvinismo pra lá...
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+1 # Sidnei 27-12-2016 10:07
Meu DEUS, que milagre, ver um presépio em uma igreja evangélica pentecostal, mas infelizmente como nem tudo é perfeito, baniram Maria, São José, os reis magos, os pastores do presépio e deixaram somente os animais. Será que estes evangélicos aderiram o politicamente correto e passaram a dar mais valor a bicho do que gente?.
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+1 # Andramelek 26-12-2016 10:55
Existem bons e maus católicos. Um padre católico falou para os fiéis ricos para repartirem um pouco de seus bens. São famílias ricas que possuem 5 carros e o padre sugeriu que vendessem um carro e doasse o dinheiro para os pobres. Deus não precisa de nós, nós precisamos de Deus. Esse padre mostrou que a Igreja não precisa deles. É difícil a Igreja ser contra os fiéis ricos porque precisa do dinheiro deles. Igrejas como a Mundial ou Universal precisam dos fiéis.
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+1 # Sidnei 27-12-2016 10:01
Convenhamos, pelo menos o padre pediu para uma família rica que tivesse 5 carros vendesse um para dar o dinheiro aos pobres, não foi como um tal pastor de uma tal igreja protestante neo pentecostal que desafiou aos fieis que se tivessem fé, dessem o carro para a igreja e fossem a pé para casa.
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0 # Alex Hoffmann 25-12-2016 10:51
A todos um Feliz e Santo Natal. Deixo aqui duas músicas que particularmente acho-as belas, não pela melodia mas porque são orações cantadas. https://www.youtube.com/watch?v=_z_bE6b-WiA https://www.youtube.com/watch?v=LPCnN1joHOA Dominus vobiscum.
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-1 # Emanuel 23-12-2016 17:36
lembrando que africanos escravizavam outros africanos , e os árabes , idem , ( alias o ISIS faz escravos hoje em dia ). Assim , não foi culpa exclusivamente dos ''cristãos malvados'' - foi culpa de toda a humanidade , como um todo.Praticamento todas as nações ja utilizaram escravos em alguma época. E , alem disso , a doutrina católica nunca defendeu a tese que negros não tinham alma. A igreja , sim, deu permissão para a escravização de certos povos que perseguiam cristãos na Africa - decisão lamentavel , ao meu ver ,acho que dava para resolver isso de outra maneira-mas nunca negou a humanidade dos negros . Alias , militou para impedir a escravização de nativos americanos ( quando digo ''americano'' estou falando de continente , não dos EUA ) e militou para que os escravos negros tivessem mais direitos , e foi a favor da abolição - O Vaticano até mesmo deu ( ou quis dar ) um titulo ou homenagem a nossa Princesa Isabel ,se não me engano.Para refutar a tese que a ICAR dizia que negros não tinham alma , basta citar esses casos de padres negros ( mostrar imagens se possivel). Como um humano sem-alma poderia ser padre ?
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0 # Jesus Pereira 05-01-2017 12:07
Bah, me dói na alma quando um católico chama a Igreja de ICAR (para mim coisa de protestante sopa-de-letrinha). Ninguém chama a sua mãe por uma sigla.
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0 # emanuel 11-01-2017 21:54
Fui protestante por muito tempo. Acho que ficou como força do habito. Mas estou me policiando.
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0 # jb 24-12-2016 18:45
A Princesa Isabel ganhou do papa a Rosa de Ouro pela abolicao.
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0 # Roberto 22-12-2016 21:46
boa noite. Uma pergunta nada a ver com a assunto do post. Eu lia o catecismo e depois o compendio que deveria falar sobre os mesmos parágrafos, mas no parágrafo 268 do catecismo diz que Deus tudo pode e no compendia não diz isso, diz apenas que Deus se apresenta como aquele ao qual nada é impossível, então eu tive a duvida se realmente Deus pode tudo ou se no compendio que é de 2005 houve uma atualização.
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+1 # Julio Cesar Dias Chaves 20-12-2016 13:59
Apenas dois pequenos adendos: 1- Os professores de história sabem muito bem disso, eles só se fazem de bobos e fingem não saber. A gente estuda isso sim na graduação. 2-A afirmação "na África, na Era das Grandes Navegações, o catolicismo estava apenas começando a sua missão evangelizadora. A fé católica no Continente ainda não havia amadurecido e se organizado o suficiente para gerar membros numerosos para o clero" é imprecisa. O cristianismo chegou à África ainda no século I. Algumas das comunidades mais antigas da história do cristianismo são africanas. Santo Agostinho, Santo Atanásio, São Pacômio e tantos outros santos eram todos africanos. Vocês estão confundindo a África subsariana (ou África negra) com a África inteira.
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0 # A Catequista 20-12-2016 14:49
Oi, Julio! Eu não fiz confusão, não. Agostinho (que nós citamos neste texto), Atanásio e Pacômio são Santos dos primeiros séculos do cristianismo, quando na África o cristianismo pulsava fortemente. Como dissemos, o cristianismo na África - inclusive a comunidade que um dia fora gerida por Santo Agostinho - foi duramente abalado com a invasão dos bárbaros vândalos. E a chama da fé morreu de vez no século VII, esmagada pelo Islã (restaram, então, apenas alguns pequenos agrupamentos, como os coptas).
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-1 # JB 23-12-2016 15:20
Acho que o exemplo de Santo Agostinho e de outros padres do norte da África não vale muito pois os norte-africanos, embora tenham pele morena, não são negros. Por outro lado, valeria a pena citar Santa Efigênia (séc. I) que era etíope. No Brasil, não pode ser esquecido o importante arcebispo de Mariana, Dom Silvério, nascido em 1840 de família negra e pobre, e um dos brasileiros mais cultos de seu tempo. Aliás, valeria a pena uma postagem só sobre ele, um gigante da Igreja no Brasil.
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0 # Katia 20-12-2016 08:49
Gostei muito do artigo e fico feliz pela defesa à Igreja, pois estamos cansados de ouvir falar o mal que a Igreja pecadora causou ao mundo, mas pouco ou quase nada se fala sobre o que Santa Igreja fez ao mundo. Se o Espírito Santo, que é Deus perdoou a Igreja por seus erros do passado, quem somos nós para julga-lá?
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0 # Elias 19-12-2016 15:13
Olá catequista, tudo bem? tenho uma questão para fazer, aqui na minha cidade, morreu uma jovem e o padre negou a lhe dar a benção em seu velório porque ela não frequentava a igreja, ele pode fazer isso? com base no que? O que foi que Jesus nos ensinou?
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0 # Sidnei 20-12-2016 22:51
Uma outra coisa Vivi, gostaria de uma opinião sua com relação a um outro caso que aconteceu no Rio grande do Sul: um casal e a mãe da esposa faleceram em um acidente de automóvel. A esposa e a mãe da esposa eram católicas e o esposo, luterano, e a filha queria sepultar o pai e a mãe em um único cemitério, que no caso seria aonde sua mãe e sia avó iriam ser sepultadas, que era um cemitério católico, mas elas também queria sepultar o pai dela, mesmo sendo luterano neste mesmo cemitério. O padre não concordou, então a filha, resignada, aceitou a posição do padre e no final sepultou o pai e a mãe em cemitérios distintos. Eu sei que cemitérios católicos e para os católicos, mas neste caso, o padre não poderia ter aberto uma exceção e ter aceito o sepultamento deste senhor que era luterano junto com sua esposa, que era católica, em um cemitério católico?.
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0 # Sidnei 20-12-2016 22:44
De fato o padre que recusou ao funeral desta pessoa tinha todas as razões para fazer isto isto, pois se o indivíduo nunca pisou na Igreja, ou se pisou, foi tão esporádico e desapercebido, ou pior, foi um indivíduo que sempre atacou a Igreja Católica e quando podia, descia o porrete nos padres. Diante de um quadro deste, não há o porque de dar uma sepultamento cristão a um indivíduo que nunca que ser um. Por outro lado, infelizmente, há padre que também dão um contra testemunho que escandaliza a muitos, quando fazem enterros de pessoas que nunca foram católicos assíduos mas por que eram ricos, vão 5 a 7 padres rezarem missa de corpo presente, na igreja matriz, catedral e tudo, e quando morre um católico pobrezinho, que erá um católico de verdade, que assistia a missa todos os domingos, que como a pobre viúva que deu tudo o que tinha para o tesouro do templo, este dava muito do pouco que possuía de dízimo a Igreja, aí não aparece nem o ministro extraordinário da sagrada comunhão para ir até o túmulo para fazer uma prece, quem dirá um diácono para fazer ao menos um culto ou um padre para fazer a missa de corpo presente. Esse tipo de escândalo os padres devem evitar, pois se a gente pensa que isto não acontece, nós se enganamos, isto acontece, e até posso citar ao enterro de uma atriz que faleceu há alguns anos atrás, que só falava palavrões, que enchia a boca para dizer que fez vários abortos, e que não se arrependia de nenhum aborto que fez, e que quando morreu, teve direito a missa de corpo presente e tudo na igreja matriz de sua cidade. Não citarei o nome, mas só pela discrição que fiz, muito saberão a identificar, mas aqui fica o meu registro, de que se esta atriz, só porque era famosa e rica, mesmo tendo feito tanto mau sem se arrepender de nada pode ter este tratamento, aqueles católicos pobrezinhos, que sempre foram fieis, não poderem ter o mesmo tratamento, DEUS julgará a estes padres que fazem tão distinção de pessoas com juízos mais severos do que ELE fará com um gay ou uma prostituta.
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0 # A Catequista 20-12-2016 23:45
Tem razão total, Sidnei. Confesso que me escandalizei ao ver que no funeral de um ateu brasileiro, célebre internacionalmente, havia vários padres. E o infeliz ainda por cima era confesso admirador do psicopata Stálin.
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0 # Sidnei 21-12-2016 14:11
Pois é Vivi nisto estes padres se assemelham aquele padre do Alto da Compadecida, que por troca de alguns trocados, foi rezar missa em latim para o enterro de uma cachorra.
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0 # geraldo 29-12-2016 11:32
Olá caríssimos Elias, Viviane, Alex e Sidnei: Embora seja bem típico e recorrente entre nós o caso que Elias levanta, ele é bem emblemático de uma situação eclesial e cultural-social (que vocês ilustraram bem) e que Alex tão pitorescamente sintetiza: o caso dos que só entram na igreja "deitados". É mesmo um absurdo que uma atitude que deveria ser corriqueira (não dar aquilo que - para ser recebido por alguém - supõe e requisita fé pessoal, a alguém que não tem, não teve ou não quis e nem quer ter essa fé) seja encarada por um monte de gente, como se fosse uma DISCRIMINAÇÃO ou traição ao amor que Jesus nos ensina e pede. Pois é exatamente o oposto disso: a discriminação começa no desrespeito aquilo que a pessoa escolheu para sua vida, e o amor começa no respeito por sua liberdade de ter escolhido isso. E o respeito e o amor, não se coadunam com a mentira e o fingimento acerca da verdade da pessoa, daquilo que a própria pessoa escolheu. Se a pessoa escolheu viver como ateia e pagã, é até desrespeitoso à sua memória, impingir à ela um ritual que suponha que ela escolheu viver na fé contrária às suas crenças pessoais, ora essa! A igreja até pode (e deve!) mencionar aquela pessoa em suas reuniões públicas e litúrgicas,no momento em que os mortos são lembrados de modo geral, implorar a misericórdia de Deus por ela (pois o Senhor sonda o âmago da pessoa e só Ele sabe o que se passou entre ela e Ele, para além daquilo que é publicamente conhecido), mas negar o ritual cristão para quem fez a LIVRE ESCOLHA de não ser cristão é não só um direito da igreja, mas um dever nosso de respeitar a escolha de vida que a pessoa fez. Lembrando que não basta SE CONSIDERAR católico (muitas dando à essa palavra interpretações totalmente contrárias ao que ela quer dizer) para sê-lo de fato, como é tão comum aqui no nosso Brasil. Mas se tornou extremamente comum e espalhada a ideia idiota de que a igreja é um troço pra todo mundo, uma casa da mãe Joana, uma espécie de "DIREITO" universal, como se fosse, o direito de ter RG e CPF. Ela é de fato para todos. Para todos aqueles que ACEITAREM, que escolherem, que reconhecerem JESUS CRISTO como único salvador e a sua igreja (com todo o seu inteiro ensinamento) como o meio e método por ele escolhido para nos trazer a salvação que ele operou. Ainda que não tenham conseguido ser absolutamente coerentes com essa escolha, mas que essencialmente aceitam esse caminho como verdadeiro, que não falam mal do CAMINHO. Pois se falam mal do caminho, se não fizeram a escolha pessoal de buscar andar nesse caminho, que sentido tem celebrar para elas um ritual que supõe EXATAMENTE a escolha consciente de reconhecer esse caminho, de lutar por permanecer nele. Celebrar o ritual cristão para gente que viveu assim é não apenas um TEATRO MENTIROSO, um fingimento, uma farsa ridícula , uma infantilíssima falta de autenticidade e maturidade (mesmo no plano apenas humano) como é DISCRIMINATÓRIO e desrespeitoso (portanto, o exato oposto do que se diz normalmente) com a pessoa, com as escolhas da pessoa. Já rezar por ela, mencioná-la nas orações nossas, pessoais e públicas, temer por sua salvação e até chorar com sinceridade pela possibilidade da sua perdição eterna, é sinal daquela largueza de coração que a Misericórdia de Cristo coloca em nós. Não discriminar e amar a todos, é desejar a salvação para todos e não fingir que todos a desejaram para si. Quem dera que este zelo por estender o funeral cristão a todos "sem discriminação" , se igualasse em intensidade e sinceridade, ao zelo por pregar e fazer acontecer a salvação de Cristo a todos, sem distinção. Quem dera se o mesmo zelo em se apressar em dar o enterro cristão a atriz anti católica que um de vocês mencionou , fosse igual ao zelo para trazê-la para a fé em Cristo enquanto ela estava viva (em vez de supor que ela tinha essa fé, pelo mero fato de afirmar que tinha, embora falasse mal do caminho de Cristo - e que é Cristo - o tempo todo e ainda se vangloriasse disso). Esse empenho todo em querer que a igreja seja PARA TODOS, seria algo credível e autêntico, se fosse traduzido num real empenho de evangelizar a todos.
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0 # Alex Hoffmann 20-12-2016 09:40
É o típico caso daqueles que querem entrar dentro da Igreja de um único jeito: deitado; quando é bebê e vai ser batizado e depois dentro de um caixão. Mas neste intervalo, viveu a vida inteira pulando de heresia em heresia, nunca foi a uma missa, nunca rezou uma Ave Maria, nunca pagou o centézimo, literalmente apostasiou da fé, viveu a vida inteira falando mal da Igreja Católica, dos padres e de quem é CATÓLICO. Então, vem a morte e os pais e parentes ficam revoltados porque o padre não quer conceder as exéquias; contudo onde ficou o compromisso que os pais assumiram duplamente no matrimônio e no batismo de tal pessoa? No lixo. Ora, que direitos alguém tem quando não cumpre seus deveres?
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0 # A Catequista 19-12-2016 19:51
Elias, pode fazer, sim. Funeral católico é para católicos. Não faz sentido a pessoa passar a vida inteira desprezando a Santa Igreja e toda a sua imensa riqueza doutrinal e sacramental, e depois de morta, os parentes ficarem exigindo funeral católico. Não adianta mais. Diz o código de direito canônico: Cân. 1184 — § 1. Devem ser privados de exéquias eclesiásticas, a não ser que antes da morte tenham dado algum sinal de arrependimento: 1.° os apóstatas notórios, os hereges e os cismáticos; 2.° os que escolheram a cremação do corpo próprio, por razões contrárias à fé cristã; 3.° os outros pecadores manifestos, aos quais não se possam conceder exé-quias eclesiásticas sem escândalo público dos fiéis
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0 # Vanderlei Dias 19-12-2016 14:51
Saudações. O meu comentário é quase um artigo, mas diante das últimas postagens sobre o tema não posso ser negligente. Leio muito os artigos de "O Catequista" e, sinceramente, quando abordam temas ligados a questões étnicas, raciais e de tolerância ou intolerância religiosa demonstram uma certa falta de humildade em reconhecer os erros cometidos pelas pessoas, autoridades e leigos em nome da Igreja Católica no passado. E muitas foram as faltas que os cristãos cometeram contra o Evangelho e os métodos não evangélicos a que recorreram. Observo que há o posicionamento de uma pretensa "defesa" da fé com "justificativas fundamentadas" em ´"fatos históricos" que podem ser facilmente refutados, sem que seja necessário canudos ou patentes acadêmicas. Isso acaba gerando polêmicas desnecessárias, pois dá-se a conotação de que estejam recorrendo a famosa máxima "os fins justificam os meios". Penso, que vocês deveriam é nos ajudar a discernir os ensinamentos da Igreja das interpretações e aplicações dadas acerca destes mesmos ensinamentos. Muitos, inclusive entre nós, confundem o que é ensinamento da Igreja Santa com as práticas da Igreja Pecadora. As acusações não são mentirosas e sim equivocadas quanto ao seus autores. De fato, a Igreja Católica, enquanto Mãe e instituição não cometeu e não orientou ninguém a cometer tais atrocidades, mas a igreja pecadora por seus membros sejam eles leigos, membros das Sagradas Ordens (Bispos, presbíteros e diáconos) ou do estado religioso disseram, endossaram, viabilizaram, facilitaram e cometeram em seu nome. Em 1992, quando presidiu a 4ª Conferência Latino Americana e do Caribe, em Santo Domingo, o Papa João Paulo II, pediu que não fossem esquecidas as vidas humanas destruídas pela escravidão. Escravidão que ele classificou como “um dos episódios mais tristes da história e como uma ofensa escandalosa para a história da humanidade”. E, na ocasião, como líder maior da Igreja Católica, pede perdão aos afro-americanos pelo holocausto desconhecido. Reconhece a escravidão dos negros, junto com a matança de índios, como o maior pecado da expansão colonial no ocidente. Ao falar contra a escravidão, na visita à Casa dos Escravos, ilha de Gorée, Senegal, em 22 de fevereiro de 1992: "Tais homens, mulheres e crianças foram vítimas de um vergonhoso comércio do qual tomaram parte pessoas batizadas, mas que não viviam sua fé […]. Deste santuário africano da dor negra, imploramos o perdão do céu. Nós oramos para que no futuro os discípulos de Cristo se demonstrem plenamente fiéis à observância do mandamento do amor fraterno que lhes foi legado pelo seu Mestre. Nós oramos para que os cristãos nunca mais sejam os opressores dos próprios irmãos …" Desejou cumprir um "acto de expiação" e pedir perdão aos índios da América Latina e aos africanos deportados como escravos (Mensagem aos índios da América, S. Domingo, 13 de Outubro 1992; Discurso na audiência geral de 21 de Outubro de 1992). Dez anos antes havia já pedido perdão aos africanos pelo tráfico de negros (Discurso em Yaoundé, 13 de Agosto de 1985). Em 2001, repetindo o gesto do papa João Paulo II, que pediu perdão pelos erros cometidos pela igreja pecadora ao longo da História, o Cardeal Arcebispo D. Geraldo Majella Agnelo fez o mesmo pedido de desculpas pelas falhas da Arquidiocese Primacial do Brasil (a da capital baiana) nos últimos 450 anos, desde que os primeiros jesuítas comandados pelo padre Manuel da Nóbrega desembarcaram em 1549, junto com Tomé de Souza, para fundar Salvador. "Lembramos dos nossos pecados, o sofrimento que nós proporcionamos aos outros" disse D. Majella. O Bispo Auxiliar D. Gílio Felício, único bispo negro da Arquidiocese de Salvador, foi mais especifico. "Eu gostaria de sublinhar especialmente a população indígena e a afro-descendente (negros) que aqui sofreram massacre e desrespeito às suas culturas, e a Igreja teve de alguma forma participação no sofrimento desses dois povos". Quando admitimos que um erro tenha acontecido, pedimos perdão, nos comprometemos com a sua reparação e para que ele não se repita, nós somos reconciliados. A igreja católica, que me conduz, já reconciliou seus filhos com a história do meu povo quando o Papa pediu perdão em nome dos pecadores pela barbárie cometida contra o povo negro de ascendência africana e ao demonstrar com ações o comprometimento com a reparação. As mentiras e erros doutrinais devem ser combatidas veementemente, mas, neste caso, se a própria Igreja reconheceu que foram cometidos erros em seu nome e por isso pediu perdão, não são justificativas argumentativas que convencerão o meu "professor mentiroso" do contrário. http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/cti_documents/rc_con_cfaith_doc_20000307_memory-reconc-itc_po.html http://www.veritatis.com.br/conheca-mais/sobre-os-pedidos-de-perdao-do-papa-joao-paulo-ii/
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0 # Geraldo 27-12-2016 01:01
Permita´- me alguns pitacos, caro Vanderley: 1) Se você prestar bem atenção em uma de nossas preces eucarísticas da missa (a quinta) , verá que rezamos assim: "E a nós, que agora estamos reunidos e somos povo santo e pecador, dai força para construirmos juntos o vosso reino que também é nosso". Em nenhuma parte do catecismo ou da liturgia se diz que a igreja é pecadora. Pois de fato ela não é. 2) Nós somos pecadores. Nós, os membros da igreja. Ela é mistério santo. "Una, SANTA, católica e apostólica" rezamos no Credo Nicenoconstantinopolitano, professando nossa fé na santidade da igreja de Cristo. Santa na doutrina, no seu fundador, nos sacramentos, na divina liturgia que é o próprio Jesus orando em nós e , sobretudo, na GRAÇA de Cristo que é a seiva vital que circula no povo de Deus. 3) A vida da graça, a mesma vida que há em Deus, é por nós participada. No exato momento em que praticamos o pecado mortal, perdemos a graça de Cristo e nos separamos da sua igreja, só voltando à ela, quando nos confessamos e recuperamos o estado de graça. Por isso a igreja é santa. Sim, feita de pecadores no sentido da nossa falibilidade, da nossa natureza pecadora e da efetiva verdade de que pecamos e muitas vezes, criamos estruturas e cultura de pecado, pessoal e coletivamente. Mas nunca falamos de igreja pecadora, pois ela é obra de Cristo e a obra dele é perfeita, ainda que caiba a nós edifica-la a cada dia. 4) Ainda que devamos reconhecer nossos erros históricos, concordo inteiramente com a catequista neste ponto: A paulada em cima dos nossos erros e pecados já tem sido exageradamente grande! E mais que isso: tem sido exageradamente e propositalmente aumentada com os fatos contados de modo totalmente enviesado e tendencioso, pela propaganda protestante, depois pelo iluminismo e pelos socialismos e mais recentemente pelas mais variadas vertentes da atual Tirania do Politicamente Correto. De modo que, sem sombra de dúvida, a maior e mais urgente NECESSIDADE atual, para que haja JUSTIÇA e HONESTIDADE NARRATIVA, não é reforçar as enormes pauladas que já temos levado há mais de cinco séculos. A maior necessidade pastoral hoje, e até mesmo cultural (e histórica e jornalística) é EXATAMENTE a correção da memória histórica para fazer jus à verdade dos fatos e desmentir NUMEROSAS narrativas falsas ou tendenciosas. E isso não tem nada a ver com esconder erros reais e nem se vangloriar de modo autorreferencial e metido à besta. Mas tem tudo a ver com não desprezar a obra de Deus: "O Senhor fez em mim maravilhas. Olhou para a HUMILHAÇÃO de sua serva!' Trata-se, antes de tudo, de reconhecer a INFINITA BONDADE de Cristo e tudo o que Ele fez em nosso mundo pela história afora não obstante a nossa indignidade e incoerência. Essa indignidade e incoerência nossa, já foi exageradamente explorada e aumentada pelo mundo. O tempo agora é o de mostrar o poder de Cristo agindo em nossa história, de mostrar o tesouro que durante dois mil anos, carregamos nos frágeis vasos de barro que somos. E ainda antes de nós cristãos, são os próprios historiadores contemporâneos (como fica claro no vídeo abaixo) , uma boa parte deles, vários dos quais ateus e agnósticos, e desde uma perspectiva cientifica , que tem se empenhado em desfazer um monte de mitos que foram espalhados sobre nós. É a própria ciência histórica , que cada vez mais, tem revisto um monte de narrativas preconceituosas sobre o povo de Deus e sua ação na história do mundo. De modo que hoje, com os dados históricos disponíveis, é perfeitamente possível afirmar que: A) Em relação a todos os nossos erros históricos, a situação havida antes da nossa máxima influência social e cultural (quando então ocorreram esses erros) era tremendamente pior em praticamente todas as áreas: Direitos Humanos, Dignidade da Mulher, Administração da Justiça, Arte, Ciência, Filosofia, Situação dos doentes e pobres, etc.A própria inquisição em si, por exemplo, era um aperfeiçoamento jurídico em relação ao que havia antes dela. B) E quando olhamos para a situação havida alhures, em outros lugares não cristãos com uma complexidade civilizacional e cultural ao menos próxima da nossa, vemos a mesma coisa: em todas essas áreas citadas acima, havia muito menor justiça, compaixão e solidariedade do que nos lugares onde Cristo gerou cultura e civilização. Veja bem que isso não é mérito do vaso de barro que somos, não é mérito humano dos católicos, mas é a graça do tesouro que o Senhor se dignou depositar na nossa indignidade miserável. Tesouro que é ELE próprio! C) E mesmo depois, quando - segundo a ideologia progressista que é linear - era de se esperar aperfeiçoamentos, podemos ver uma enorme piora nas quatro grandes ondas culturais que mudaram a face do Ocidente e se vangloriam de supostamente a terem mudado para melhor: C.1) O protestantismo que foi uma carnificina tremenda e tem muitíssimo a ver com o atual laicismo, que se tornou uma ideologia autoritária e persecutória. C.2) A revolução francesa que matou e torturou muitíssimo mais gente do que qualquer repressão sob o antigo catolicismo, deixando o sinistro saldo de uma miséria humana e social tremenda que as congregações religiosas católicas (dedicadas à educação, saúde e ação social) logo trataram de socorrer e mitigar (basta pensar em São João Bosco, São Luis Orione, Sâo João Batista de La Salle, São Marcelino Champagnat, Padre Dehon, Santa Paula Montal, Santo Aníbal, Frederico Ozanam e numerosos outros gigantes da ação social, sanitária, humanista e educativa da igreja. Sem falar no grande Papa Leão XIII (e sucessores) cuja doutrina social, influenciou, e até agora sustenta, várias mudanças estruturais e legislativas de amplo alcance havidas no mundo todo, para assegurar os direitos trabalhistas e sociais dos mais pobres. C.3) O comunismo e as várias formas de estatismos e idolatria estatal a ele aparentadas (nazismo, fascismo, etc) de cujas atrocidades imensas é até supérfluo falar (a maior carnificina jamais vista na história). C.4) E a atual Tirania do Politicamente Correto, cujas mordaças legais asfixiam cada vez mais a liberdade humana, as culturas, e ameaçam de morte a inteligência humana e toda racionalidade, através da imposição vertical e policialesca de tantas ideologias fechadas e inflexíveis como o elegebetismo, o genderismo , o ambientalismo biocentrista (que massacra o pobre) , o multiculturalismo (que faz as mesmas mulheres que gritam contra o "patriarcalismo machista", se calarem ante um estupro, caso o mesmo seja cometido por um muçulmano) e tantas outras imposições verticais que apanham as crianças já em idade pre-escolar mediante técnicas de manipulação que só eram usadas por seitas sedutoras até décadas atrás. Não estou aqui reivindicando, com infantil saudosismo, o retorno à uma época dourada, na qual, com todas as nossas contradições e pecados e condicionantes históricos e culturais, o Evangelho de Cristo era levado a sério e cujo fruto cultural e espiritual mais emblemático (como um ponto alto) é a pessoa de São Francisco de Assis. Estou apenas sendo fiel à história e aos fatos e sobretudo sendo alegremente grato à bondade de Cristo que entrou e agiu na história humana, apesar (quiçá até por causa) da nossa miséria e pecado. https://www.youtube.com/watch?v=ng8dume3V6k
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0 # Geraldo 27-12-2016 09:16
Só mais algumas observações: 1) Isso não significa negar (e a igreja não nega) qualquer bem (grande ou pequeno) advindo das quatro grandes ondas culturais, sociais e políticas que mudaram a face do mundo (PROTESTANTISMO, MODERNIDADE RENASCENTISTA E ILUMINISTA, SOCIALISMO E A ATUAL ONDA POLITICAMENTE CORRETA). “O erro é uma verdade enlouquecida”, dizia o grande Chesterton. Ainda que essas quatro ondas tenham tido resultados essencialmente desastrosos para a humanidade e tenham feito correr rios de sangue (fazendo os erros históricos do Povo de Deus parecerem minúsculos), qualquer acerto, vindo não das ideologias inspiradoras desses quatro movimentos, mas da eventual boa intenção de quem tenha se engajado de boa-fé nelas, achando que canalizavam o seu melhor senso de compaixão e justiça, tem que ser salvo. 2) Até porque nós não ficamos paralisados nos tempos medievais apenas. Mantendo os melhores frutos que o Senhor fez amadurecer então entre nós, prosseguimos pela história afora fazendo valer a perene atualidade do Evangelho. Somos também construtores da modernidade, da melhor parte dela: No meio daquilo que foi construído de melhor no campo das Artes, das várias ciências, do trabalho humanitário e social, dos Direitos Humanos – mesmo quando a humanidade ocidental abandonou as suas raízes cristãs (ou melhor dizendo: uma elite mandante, minoritária e arrogante, e por meios autoritários e desonestos minou a influência cultural e política dessas raízes), estão vários nomes de católicos – inclusive de padres – que deixaram uma grande herança para o mundo todo: Mendel, Pascal, Lemaitre e tantos outros no campo da ciência entre os quais estão os nomes desta lista: https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_cl%C3%A9rigos-cientistas_cat%C3%B3licos A lista dos campeões do trabalho social e dos Direitos Humanos, de São José de Calazans ao Bem-aventurado Miguel Pro (passando pelo recente e corajoso trabalho praticamente pioneiro e isolado de Pio XII no enfrentamento à tirania nazista) também é enorme. Ainda que nossa influência tenha sido minada pelas elites mandantes, continuamos a ser, mesmo com todas as nossas incoerências e grandes pecados – pela Misericórdia de Cristo – o melhor sal da terra! Deixamos assim, registradas na história humana, várias amostras do que seria a sociedade como um todo, se a influência da graça e do Evangelho de Cristo não tivessem sido banidas como foram, por uma elite cheia de ódio ao cristianismo. 3) E o que de pior houve entre nós (como alguma cumplicidade com a escravidão negra e uma postura colonialista predatória no chamado novo mundo) se deve EXATAMENTE aquela parte do povo de Deus que foi abandonando a fé e as diretrizes da igreja, e foi se filiando mais e mais à essas ondas culturais anticristãs, do paganismo renascentista e do racionalismo iluminista à atual Tirania do Politicamente Correto. 4) E não nos enganemos. Sem precisar esconder absolutamente nada acerca das nossas omissões históricas, do nosso pecado e incoerência que são enormes, é preciso que não sejamos ingênuos: uma enorme parte do que se diz contra a igreja é fruto de uma PROPAGANDA PLANEJADA e INTENCIONAL, com o declarado e assumido objetivo de banir CRISTO da história humana e dos caminhos futuros da humanidade. E isso já dura mais de 500 anos, intensificando-se nos últimos 200 anos. 5) Não se trata de uma autodefesa reacionária e obscurantista diante dos autênticos progressos humanos (até porque nós próprios fizemos e temos feito parte daquilo que foi feito de melhor, como evidenciei mais acima), mas de uma vigilância crítica diante daquilo que parece ser uma narrativa histórica e jornalística isenta de um mero texto de livro didático ou de uma reportagem, mas que na verdade é fruto de algo orquestrado e feito com intencionalidade clara. Basicamente, algumas elites poderosas, decidem os rumos das coisas, usam do mais vertical autoritarismo e da mais desonesta manipulação para impor esses rumos desejados por elas e depois, muito “candidamente” (para não dizer cinicamente) estimulam e popularizam a narrativa simplista: “é tudo fruto da espontânea evolução dos tempos, das mudanças sociais” (como se nada fosse intencional, como se nada fosse fabricado, e fabricado justamente por essas elites que depois fazem cara de paisagem). 6) E não falo apenas daquilo que já foi realizado desde há 500/200 anos (e já fez a cabeça de inúmeras gerações até se tornar lugar comum e até motivo de aplauso). Falo também, e SOBRETUDO, daquilo que tem sido feito neste exato tempo em que estamos vivendo, como tão bem destaca este cientista político no artigo abaixo: http://www.religionenlibertad.com/trata-solo-economia-cristiandad--53911.htm
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0 # A Catequista 19-12-2016 15:10
Vanderlei, em nenhum momento nos propusemos, neste artigo, a dizer que os membros da Igreja tiveram conduta sempre louvável a respeito da escravidão negra. Estamos falando de outra coisa - de doutrina. É é justamente a doutrina da Igreja que é mais caluniada nas escolas e na mídia. Já cansei de ver professores dizendo que a Igreja apoiava a escravidão, e ensinava que os negros não tinham alma. Então, esse é o ponto aqui. Se numerosos católicos - até mesmo clérigos e ordens religiosas - não eram coerentes com o ensinamento da Igreja a respeito da escravidão, também é verdade que boa parte deles foram agentes da causa abolicionista, comprometendo até mesmo boa parte de seus bens para financiar a causa. Entre tantos exemplos positivos, temos o casal Zélia Pedreira Abreu Magalhães (1857-1919) e Jerônimo de Castro Abreu Magalhães (1851-1909), cujos escravos eram bem tratados e recebiam salário. Tanto que quase todos eles, após a abolição da escravatura, optaram por permanecer na fazenda do casal. Também hoje, a Igreja ensina muitas coisas que são ignoradas de forma massiva pelos católicos. Como a castidade para os solteiros, e a abertura à formação de uma família numerosa pelos casados, por exemplo. Nem por isso o papel profético e magisterial da Igreja, sobre esses temas, é irrelevante ou pouco incisivo.
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0 # Alex Hoffmann 19-12-2016 13:29
Aqui também um relato interessante sobre este assunto. Que chore quem tem que chorar, que ranja os dentes quem tem que rangê-los, que fiquem loucos aqueles que tentam por nas costas da única Igreja de Cristo os pecados que suas doutrinas e ideologias pregaram e pregam. https://caiafarsa.wordpress.com/a-igreja-os-negros-e-a-escravidao/
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0 # José Leandro 19-12-2016 10:37
O Catequista, excelente artigo... Porém, há um erro na história do Beato Francisco de Paula Victor. Ele nasceu em Campanha(MG), foi aceito no Seminário da Arquidiocese de Mariana, onde estudou, foi ordenado e mandado para sua cidade natal(Campanha). Ali trabalhou durante alguns meses e, foi mandado como pároco para a Cidade de Três Pontas (Diocese de Campanha-MG), onde permaneceu até sua morte. É conhecido como "Anjo Tutelar" de Três Pontas.
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0 # A Catequista 19-12-2016 11:17
Oi, José! É que precisamos resumir bem a história, e então não pontuamos que ele, primeiro, foi enviado para Campanha, para só então ser enviado para Três Pontas. Mas fica registrada a informação aqui nos comentários, obrigada!
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0 # Geraldo 20-12-2016 20:37
Que belas histórias vocês foram buscar! Parabéns e muito grato por isso! Graças a Deus (e vocês tem aí o Paulo Ricardo que sempre nos atualiza acerca disso) boa parte dos historiadores contemporâneos (vários dos quais são até ateus) estão sendo cada vez mais profissionais e científicos, desbancando um monte de mitos acerca da igreja de Cristo. Efetivamente, por mais que tenhamos erros em nosso passado em relação à escravidão e ao racismo, foram os cristãos os que - de longe! - mais trabalharam pela libertação dos escravos (brancos e negros). Mas entrei aqui para falar de outra coisa: salvo engano, vocês são da Paróquia de Nsra de Copacabana. Se não é essa a paróquia do jovem Guido Schaffer, parece-me que alguma relação pelo menos, ele teve com essa paróquia. Entretanto notei, que vocês nunca tocaram aqui no site (e me corrijam se eu estiver equivocado) no assunto da vida e do testemunho deste jovem santo carioca. Um santo surfista, embora não canonizado ainda. Eu fiquei particularmente tocado com o testemunho dele, especialmente com a atmosfera permanentemente sobrenatural em que transcorreu toda a sua vida, sem que - ao mesmo tempo - ele deixasse de ser natural, próximo e espontâneo. Quem sabe vocês possam abrir aqui no vosso site uma seção (ou pelo menos uma sub-seção dentro da seção Vida de Santos) dedicada aos beatificados, veneráveis ou simples servos de Deus. Ainda que a pessoa nem chegue a ser beatificada, minha fé em Jesus fica sempre muito edificada, cada vez que conheço um testemunho de fé vivida como o do jovem Guido Schaffer, ou de Pier Giorgio Frassati, Chiara Luce, Carlo Acutis e tantos outros. Contar aquilo que Nosso Senhor fez na vida desses heróis da fé, é uma grande obra de evangelização e catequese. Fica aí a sugestão.
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0 # Geraldo 20-12-2016 20:59
A mãe dele (do Guido Schaffer) foi catequista na Paróquia de Nsra de Copacabana.
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