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Segunda, 30 Novembro -0001 00:00

A data do Natal e o caô da sua origem pagã

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Você tem algum amigo que compartilhou a imagem acima na época do Natal? Pede pra ele parar, que tá feio. Na sanha de desmoralizar o Natal, muita gente perde a noção do ridículo, junto com decência de buscar averiguar os fatos. Se liguem: não há nenhum registro histórico ou arqueológico antigo que indique que qualquer um desses “deuses” pagãos tenha nascido no dia 25 de dezembro!

Especificamente em relação a Hórus, ídolo egípcio, a fraude é gritante: como se pode afirmar que Hórus nasceu em dezembro, se dezembro é um mês latino, e o calendário egípcio era completamente diferente? Fué, fué, fué, fué, fuéeeeeee...

A celebração do Natal, mesmo com toda a distorção consumista, continua a ser uma poderosa lembrança de que a Deus amou tanto o mundo que nos enviou Seu Filho único. Por isso mesmo, o Natal virou um dos principais alvos das chacotas e calúnias dos ateus e até mesmo de boa parcela dos protestantes.

Jesus nasceu mesmo no dia 25 de dezembro? Ou essa foi uma data inventada pela Igreja? “Na verdade, esta data nada tem de arbitrária. Antes, possui profundas raízes bíblicas, e é ancorada na Tradição da Igreja”, explica o Pe. José Eduardo de Oliveira, sacerdote da Diocese de Osasco e Doutor em Teologia Moral pela Pontifícia Universidade da Santa Cruz (Roma).

Não podemos negar que alguns teólogos importantes abraçam a teoria de que a festa do Natal substituiu a festa pagã do Sol invictus. Disse Bento XVI: “Na cristandade a festa do Natal assumiu uma forma definitiva no século IV, quando substituiu a festa romana do ‘Sol invictus’, o sol invencível. Assim foi evidenciado que o nascimento de Cristo é a vitória da verdadeira luz sobre as trevas do mal e do pecado” (Aud. Geral, 23/12/2009). Porém, as pesquisas históricas mais recentes apontam em outra direção.

Após uma extensa pesquisa, William J. Tighe – professor associado de História na Muhlenberg College, em Allentown, Pensilvânia – concluiu que a data de 25 de dezembro surgiu inteiramente a partir dos esforços dos cristãos primitivos para determinar a data histórica do nascimento de Cristo. Ele também alega que é quase certo que a festa do "Nascimento do Sol Invicto" surgiu como uma tentativa de criar uma alternativa pagã para uma data que já era importante para a comunidade cristã.

Ou seja: não foram os cristãos que se apropriaram e deram novo significado uma data festiva pagã, mas os pagãos é que tentaram, sem sucesso, sambar em cima de uma festa cristã! 

Nos escritos dos Padres primitivos, podemos verificar que o Natal, em algumas comunidades - como na igreja de Jerusalém - era celebrado junto com a Epifania (6 de janeiro). Porém, também é fato que, no século IV, em muitas dioceses - a exemplo de Roma, Constantinopla e Antioquia - já era costume celebrar o Natal no dia 25 de dezembro. São João Crisóstomo, bispo de Antioquia, fundamentava essa Tradição no cálculo sobre a data em que São Zacarias recebeu o anúncio do Anjo Gabriel enquanto oficiava no Templo de Jerusalém (Patrologia Graeca, XLVIII, 752, XLIX, 351). Ou seja, nada a ver com substituição de festividades pagãs!

Certo... E de onde surgiu então essa história de que a festa do Natal surgiu de uma festividade pagã? Bem, no século XIX, o escritor Gerald Massey, egiptologista de araque, apresentou uma série de supostas semelhanças entre a história de Jesus e os mitos de diversos deuses pagãos - sem apresentar nenhuma evidência séria, é bom notar. Mas antes dele, segundo o professor Tighe, quem plantou o caô foi o pastor protestante alemão Paul Ernst Jablonski, no século XVIII (puxa, um protestante distorcendo dados históricos para caluniar a Igreja Católica? Que fato inédito, não é mesmo?).

Jablonski mentia tão bem que a sua versão da história se popularizou, e, de tanto ser repetida, virou “verdade”. A cereja do bolo foi posta Dom Jean Hardouin, um monge beneditino, que mordeu a isca; em resposta a Jablonski, tentou mostrar que a suposta substituição do festival pagão pelo Natal não contrariava o Evangelho. O problema é que essa tese carece de comprovação histórica.

Agora, deixamos vocês com um resumo de um texto publicado pelo Pe. José Eduardo em sua rede social. Ele explica como a bíblia foi usada pelos primeiros cristãos para calcular a data do nascimento de Jesus Cristo.

*****

Pe. José Eduardo de Oliveira

padre_jose_eduardo

Como fazemos para estabelecer o dia do nascimento de Jesus? A contagem dos dias começa pelo anúncio do nascimento de São João Batista. A Bíblia diz:

"Nos tempos de Herodes, rei da Judéia, houve um sacerdote por nome Zacarias, da classe de ABIAS; sua mulher, descendente de Aarão, chamava-se Isabel. Ora, exercendo Zacarias diante de Deus as funções de sacerdote, NA ORDEM DA SUA CLASSE, coube-lhe por sorte, segundo o costume em uso entre os sacerdotes, entrar no santuário do Senhor e aí oferecer o perfume" (Lc 1,5.8-9).

Pois bem, mas quando era o turno da classe de Abias?

No Primeiro Livro de Crônicas (1Cr 24,1-7.19), está estabelecida a ordem das 24 classes sacerdotais. Cada uma das classes deveria servir duas vezes ao ano, por uma semana, de sábado a sábado. A ordem sorteada e imutável foi a seguinte:

1a.) Joiarib, 2a.) Jedei, 3a.) Harim, 4a.) Seorim, 5a.) Melquia, 6a.) Maimã, 7a.) Acos, 8a.) ABIAS, 9a.) Jesua, 10o.) Sequenia, 11a.) Eliasib, 12a.) Jacim, 13a.) Hofa, 14a.) Isbaab, 15a.) Belga, 16a.) Emer, 17a.) Hezir, 18a.) Afses, 19a.) Fetéia, 20a.) Ezequiel, 21a.) Jaquim, 22a.) Gamul, 23a.) Dalaiau, 24a.) Maziau.

Alguns irmãos se apegam a esta ordem, alegando que não corresponde a uma possibilidade de que o Natal fosse em dezembro, pois o ano religioso judaico, começando por volta de março, daria ao oitavo turno, provavelmente, o final do mês de junho, começo do mês de julho. Daí, fazendo os cálculos, Jesus teria nascido em finais de setembro, inícios de outubro, pela festa dos Tabernáculos.

CONTUDO, ninguém se pergunta se a ordem dos turnos, nos tempos de Cristo, estava estabelecida exatamente assim. A pergunta é razoável, pois, desde os tempos da construção do Templo, o culto já havia sido interrompido diversas vezes, e um descompasso entre os turnos e o calendário poderia ter-se dado. E, por incrível que pareça, foi isso mesmo que aconteceu! É o que constatou Annie Jaubert, uma especialista francesa.

Por outro lado, o especialista Shemarjahu Talmon, da Universidade Hebraica de Jerusalém, trabalhou sobre os escritos de Qumram e sobre o calendário do Livro dos Jubileus, e CONSEGUIU PRECISAR A ORDEM SEMANAL DOS 24 TURNOS. Na lista que o Prof. Talmon reconstruiu, O SEGUNDO TURNO DE ABIAS CORRESPONDIA AOS DIAS DE 24 A 30 DE SETEMBRO.

Portanto, quando São Lucas recolhe essa indicação, sendo ele um atencioso narrador da história, nos dá a possibilidade de reconstruir a data histórica do nascimento de Jesus.

AGORA, RESTA-NOS FAZER AS CONTAS.

  • O anúncio do nascimento de São João Batista seria no dia 24 de setembro (no calendário ortodoxo, esta festa se celebra no dia 23 de setembro). NOTE-SE QUE ESTA FESTA É MUITO ANTIGA NA TRADIÇÃO DA IGREJA ORIENTAL;
  • seis meses depois, seria o anúncio a Nossa Senhora, no dia 25 de março (festa litúrgica da ANUNCIAÇÃO);
  • três meses depois, o nascimento de São João Batista (dia 24 de junho, festa litúrgica do seu natal);
  • e seis meses depois, 25 de dezembro, o nascimento de Jesus (Solenidade do Natal do Senhor).

Portanto, essas teorias de que o Natal surgiu para cristianizar a festa pagã do "SOL INVICTO", do solstício de verão etc., não passam de banais conjecturas.

A DATA DO NATAL, O INVERNO E OS PASTORES

Algumas pessoas argumentam que Jesus não poderia ter nascido em 25 de dezembro por um motivo simples: no hemisfério norte, sendo inverno, os pastores não poderiam estar com suas ovelhas ao relento.

Contudo, o argumento é falso. Publiquei no Facebook um texto provando que, com base em uma tradução literal do texto grego de Lc 2,8, os pastores precisavam revezar durante a noite sobre o rebanho, justamente porque estava muito frio. Portanto, o Messias nasceu em tempos de inverno (confira aqui).

Fontes:

TIGHE. William J. Calculating Christmas. Site Touchstone

LATTIER, Daniel. The Myth of the Pagan Origins of Christmas. Site Intellectual Takeout

JAUBERT, Annie. Le calendrier des Jubilées et de la secte de Qumran. Ses origines bibliques, in Vetus Testamentum”. Suppl. 3 (1953) pp. 250-264.

JAUBERT, Annie. Calendario di Qumran, in Enciclopedia della Bibbia 2. (1969) pp. 35- 38.

JAUBERT, Annie. La date de la Cène,Calendrier biblique et liturgie chrétienne, Études Bibliques, Paris 1957.

TALMON, Shemarjahu. The Calendar Reckoning of the Sect from the Judean Desert. Aspects of the Dead Sea Scrolls, in Scripta Hierosolymitana. vol. IV, Jerusalém 1958, pp. 162-199.

FEDERICI. Tommaso. "25 dicembre, una data storica". artigo da Revista "30 giorni". 11/2000.

679 Segunda, 21 Agosto 2017 19:32

Comentários   

0 # Caio 03-01-2017 11:41
Em tempo: parabéns a todos os que contribuem com este site!
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0 # Caio 03-01-2017 11:40
Somos muito mal acostumados com fraudes, boatos, fofocas... e quando ouvimos uma, já saímos passando a mentira adiante sem nem ao menos investigar o assunto. As coisas se passam, mais ou menos como na música "Diamante de Mendigo" do Raul Seixas: "não respeitei o sacrifício que custa para construir a fortaleza que se chama família; acabamos, no fim, perdendo a quem nos ama só porque o jornaleiro da esquina falou que é otário aquele que confia..."
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0 # Cruzado 14-12-2016 09:59
Simples: http://ascendensblog.blogspot.pt/2011/12/datas-da-concepcao-nascimento-morte-e.html
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0 # William 29-11-2016 09:39
http://www.salvemaliturgia.com/2015/12/perguntas-e-respostas-sobre-o-natal.html?m=1
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0 # fernando nascimento 14-11-2016 12:46
Por favor revisem o texto muito bom. está faltando palavras.
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0 # Letícia 29-01-2016 10:29
Faltou Pai Oxalá
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0 # Tauan 20-01-2016 23:26
Eu achei o texto de uma convicção tão grande da origem cristã da data do Natal e de um boato protestante sobre o Sol Invicto que parece esquecer esse parágrafo: "Não podemos negar que alguns teólogos importantes abraçam a teoria de que a festa do Natal substituiu a festa pagã do “Sol invictus”. Como disse Bento XVI: “Na cristandade a festa do Natal assumiu uma forma definitiva no século IV, quando substituiu a festa romana do ‘Sol invictus’, o sol invencível. Assim foi evidenciado que o nascimento de Cristo é a vitória da verdadeira luz sobre as trevas do mal e do pecado” (Audiência Geral, 23/12/2009)" No mínimo ainda não tem como bater o martelo em nenhuma das duas hipóteses, uma vez que "teólogos importantes", incluindo o Papa emérito, defendem a hipótese de cristianização de uma festa pagã. Eu particularmente acho mais crível que se tenha cristianizado uma festa pagã do que os romanos tentarem imitar uma festa cristã, um povo, a princípio marginalizado na sociedade romana. Os cálculos oriundos da comunidade mais próxima no tempo e espaço de Cristo (igreja de Jerusalém) datam o natal em 6 de janeiro, conforme o texto deixa implícito. Apesar de tudo, no final das contas, se quisessem colocar a festa do Natal em 29 de agosto (data aleatória) não teria a menor diferença para a fé de um protestante, catolico romano ou ortodoxo oriental. Não é artigo do credo, nem São Lucas se preocupou em registrar. Provavelmente ele nem tinha em mente que fossem calcular a data através de seus escritos. Se achasse tão importante teria deixado escrito.
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0 # João Pedro Strabelli 27-01-2016 10:29
Considero tudo o que você disse e concordo inteiramente que não importa a data, o que importa é Jesus Cristo. Já pensei bastante sobre o assunto da data e hoje penso que 25 de dezembro se aproxima bem do nascimento. Não vou repetir nem os argumentos a favor nem os contra porque já estão no texto e nos comentários. Mas há alguns que não vi comentado. Os romanos comemoravam mais de uma coisa no dia 25 de dezembro. Era o aniversário de Hércules, era o Sol Invictus e mais alguns (um pesquisa na Wikipedia explica mais). Porém, até onde consegui ler, nenhuma festa deles tinha o tamanho do Natal. Eram festinhas mais particulares, digamos. A comemoração do Natal como a festa que conhecemos se deu a partir de São Francisco de Assis. Ele considerava a morte e ressurreição de Cristo como o maior evento, mas o Natal o maior como festa. Afinal, quer coisa mais festiva que o nascimento de uma criança? Daí inventou o presépio (ou deu forma a ele, não lembro direito) e o Natal virou o que virou. Hoje, como o mundo vive um desespero enorme de nada poder parecer ter origem religiosa mas não quer de forma alguma perder nem a festa nem o espírito da festa, fica-se procurando milhares de desculpinhas, coincidências forçadas e relacionar com fatos que não tem nada a ver. Não sei os que não tem religião, mas nós precisamos enfiar na cabeça e dizer aos quatro ventos a verdade: o Natal é festa cristã.
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0 # Carlos Augusto 04-01-2016 14:05
Amigos, boa tarde. Eu compreendi toda a questão da data histórica de 25 de dezembro ser realmente a data de nascimento de nosso senhor Jesus. Mas uma dúvida que ninguém nunca conseguiu me explicar é se nosso calendário é feito a partir do ano de nascimento de Cristo por que não se comemora esta data de nascimento como o primeiro dia do ano???
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0 # Sandro 31-12-2015 20:28
Vocês vão fundo na origem primária da fonte da informação! Eu tomei conhecimento desse boato conspiratório de que Jesus seria uma cópia de mitos pagãos através daquele vídeo famoso de 10 minutos do "documentário" Zeitgeist cujas informações fraudulentas foram inspiradas no livro conspiratório (e, portanto, sem a menor credibilidade) "The Christ Conspiracy" de Acharya S. (pseudônimo de D..M Murduck), lógico que não precisa ser muito instruído para desmascarar a falsidade das informações reunidas nesse vídeo, bastando uma simples leitura do novo testamento, mas, ainda assim, muita gente com absolutamente nenhum conhecimento bíblico acaba por cair na armadilha desse vídeo e sofrer com isso. Por falar nisso, tem dois vídeos que ajudam a desmascarar Zeitgeist: um vídeo enorme chamado Zeitgeist Refutado, e outro menor chamado Zeitgeist Refutado em 7 minutos.
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0 # Alex Hoffmann 30-12-2015 15:16
Entrarei em off por uns dias, estarei em viagem a Aparecida. Neste ano no dia 5 de novembro, a imagem de Nossa Senhora Aparecida esteve aqui na Paróquia de Taió em peregrinação para a comemoração dos 300 anos do encontro da Imagem. Se Ela veio aqui, visitou a todos desta comunidade; terá uma caravana que irá levar a imagem de volta em março de 2016, como não poderei ir, adianto-me, hoje saio daqui eu vou visitar a Ela em Sua casa.
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0 # Edvaldo José Ferreira 30-12-2015 14:31
Caros amigos do blog, me sinto na obrigação de parabeniza-los pelo excelente artigo com que nos presenteiam a respeito da data do nascimento de Jesus. É oportuno frisar que, nos tempos atuais, há uma clara campanha anticristã e anticatólica nos principais meios de comunicação e, é claro, nas chamadas redes sociais. Uma pena que muitos católicos compartilhem esses materiais sem atentarem para a veracidade das fontes citadas, se satisfazendo com o mais claro achismo. Parabéns a vocês que se dispõem a espalhar a Verdade através da internet.
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0 # Irlei Geraldo da Silva 30-12-2015 09:49
E aí meus irmãos de Fé APÓSTOLICA, a Paz de Cristo, no Amor da Virgem Mãe, Maria Santíssima, e feliz Natal pra todos vocês. Gente, vocês detonaram, era o que estava procurando, valeu mesmo.
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0 # A Catequista 30-12-2015 12:11
Feliz Natal, Irlei!
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0 # Eduardo Araújo 29-12-2015 21:29
A imagem que abre o post é mais uma amostra do quanto certos ateus não acreditam em Deus mas conseguem acreditar em qualquer porcaria, desde que convenha ao seu azedume antirreligioso. No caso, a bola da vez são essas teorias estapafúrdias que, afora os autores citados, redundaram no pseudo documentário "zeitgeist". Note-se que ainda que fossem verdadeiras as afirmações relativas aos deuses pagãos, isso, por si, não implicaria no alegado plágio nem, portanto, desmereceria o relato evangélico. Enfim, a crença acrítica num nonsense desses diz muito da "capacidade" intelectual de certos ateus.
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0 # paulo henrique 29-12-2015 21:26
pessoal do catequista não tem nada a haver a minha pergunta com esse post, mas por favor responda. eu vi os posts de voceis sobre a avacalhação da santa missa e queria saber uma coisa: a líder do meu coral disse que o berrante podia ser um instrumento litúrgico, pois representa o trabalho das pessoas do campo, por isso deveria estar na missa sertaneja, disse que isso não é um despeito ao sacrifício da missa e que a liturgia romana é seguida fielmente cada rubrica mas com diferente interpretação, da mesma forma que podemos representar uma mesma musica com interpretações diferentes sendo licita a missa sertaneja. é verdade tudo isso?
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0 # Padre Orlando Henriques 30-12-2015 08:50
Bem, eu, como português, nem sou da equipa do blogue, nem faço ideia de que instrumento seja esse de que fala e até nem nunca estive numa Missa chamada “sertaneja” (ser português permite-me essa ignorância toda), mas uma coisa é certa (e aqui fica a dica): na Missa (e na liturgia em geral) não basta cumprir as rubricas (isso é ritualismo, cumprir só por cumprir não interessa muito), mas há que estar concentrado naquilo que é realmente importante; e aquilo que é realmente importante é que Jesus está a tornar-Se realmente presente sobre o altar; e tudo o que nos possa distrair disso não interessa. Eu posso até gostar muito de folclore, ou de dança, ou de música tradicional, etc., mas durante a Missa não, por favor, porque há um Amigo que veio de propósito para me visitar (ou melhor, para nos visitar), e, por isso, eu não quero que a minha atenção se desvie para uns cromos aos saltos ou a tocar não sei o quê. TENHO TANTO TEMPO PARA ASSISTIR A ISSO FORA DA IGREJA! Percebendo isto, deixa de ter sentido essa história das chamadas “inculturações”, que de inculturação não têm nada. Santa Teresa de Jesus dizia que depois da Sagrada Comunhão acontecem em nós coisas maravilhosas que a nossa natureza material nos estorva de usufruir. Portanto, se já naturalmente é fácil distrairmo-nos, se já por si a nossa condição material nos pode impedir de viver em plenitude aquilo que a Missa e a Comunhão podiam ser para nós, quanto mais se houver umas coisas folclóricas a ajudar essa distração.
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0 # A Catequista 30-12-2015 12:40
Obrigada pela ajuda na resposta, Pe. Orlando! Paulo, qualquer mudança feita por sacerdote que não esteja prevista no missal não é inculturação, é abuso litúrgico. Somente o bispo (não um padre) pode estabelecer alguma modificação, desde que esta esteja em harmonia com o que Roma estabelece - do contrário, também ele promove abuso litúrgico. Conforme diz a Sacrossantum Concilium: 37. (…) A Igreja considera com benevolência tudo o que nos seus costumes não está indissolùvelmente ligado a superstições e erros, e, quando é possível, mantem-no inalterável, por vezes chega a aceitá-lo na Liturgia, se se harmoniza com o verdadeiro e autêntico espírito litúrgico. Em suma, Paulo, missa sertaneja é abuso litúrgico claro e evidente. quer exaltar os costumes do "homem do campo", quando o objetivo da missa é tornar presente o sacrifício de Cristo, e não exaltar essa ou aquela cultura. O que chapéu de boiadeiro tem a ver com a função de Cristo sacerdote, Cristo imolado na cruz pelos nossos pecados? O chapéu de boiadeiro tem a função vulgar de proteger a cabeça do sol e da chuva, não tem nada a ver com o culto divino. Palhaçada! E berrante? Berrante é um instrumento do trabalho diário, não tem nenhum simbolismo que ajude as pessoas a rezar melhor ou que remeta ao sacrifício do calvário. Outra palhaçada! Imagine, Paulo, se o bispo de uma diocese praiana resolve que é legal fazer uma “missa praiana” – dentro da mesma lógica da “missa sertaneja” – (com direito a altar em forma de prancha de surf, padre usando pé de pato, barracas de sol enfeitando o presbitério etc.). E um padre que fizesse missas para uma comunidade circense poderia se trajar como palhaço; um bispo rezando missa para indígenas poderia celebrar a missa usando só tanga e cocar, em vez da alva, casula e mitra… E daí por diante! Tem muito sacerdote que, ou por desobediência cínica e aberta, ou por pura ignorância mesmo, está chamando abusos litúrgicos mais patéticos de “inculturação”. Inculturação não pode ser um apego sem filtro a particularismo culturais de cada região, particularismos estes que muitas vezes não cabem em um rito sagrado, pois o vulgarizam. Sobre isso, disse Bento XVI: “Como estão distantes de tudo isto quantos, em nome da inculturação, decaem no sincretismo introduzindo ritos tomados de outras religiões ou particularismos culturais na celebração da Santa Missa!” (Discurso do Papa Bento XVI aos Prelados da CNBB (Regional Norte 2) em visita “Ad Limina Apostolorum”. 15/04/2010)
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0 # marcos 30-12-2015 09:41
Padre, sua benção. "ser português permite-me essa ignorância toda". Não perdes muita coisa, meu querido sacerdote...
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0 # RHORISTONY 29-12-2015 19:28
Sou evangélico e gostei muito da explicação. Por mim não importa se Jesus nasceu em Dezembro ou em outro mês, o que importa é que Ele está vivo e habita entre nós. E também não vejo problema algum em comemorar o nascimento de Jesus no dia 25 de Dezembro. Que o Senhor Jesus possa nascer todos os dias em nossos corações, tanto de católicos, evangélicos e qualquer outra denominação que o adore em espírito e em verdade. Que possamos nos amar como Ele nos amou !
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0 # Gabriela 29-12-2015 15:18
já até ouvi falar que Jesus tenha nascido no dia 06 de Janeiro (Dia de Reis)mas anteciparam a data para ser no fim do ano(dezembro)... enfim essa explicação acima é beeeem mais convincente kkkkk
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0 # Angelo Chaves 29-12-2015 13:39
Eu não conhecia essa versão dos fatos, simplesmente reproduzia a versão da derivação de uma tradição pagã por encontrar lógica nela, mas os fatos relatados são mais contundentes, sem dúvidas. E no que e trata das tradições católicas eu não duvido de nenhuma delas, sei que são doutrinas muito bem amarradas e alicerçadas, logo, quando há dúvidas o que a Igreja diz eu acredito. Não sou católico, mas em época de calamidade religiosa como essa que vivemos, para mim a última palavra é a do Papa.
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0 # Ricardo 29-12-2015 12:37
Interessante o texto, mas não entendi muito bem a parte da festa pagã do Sol Invictus. Se tal festa já existia antes do cristianismo, como que apenas após o natal "inventaram" que tal festa já era comemorada no dia 25/12? Se já havia tal tradição pagã, devia ser de conhecimento de todos a época que comemorava. Como alguém conseguiria fraldar uma data? Deve haver registros históricos que atestavam a data dessa comemoração, que muitos dizem que era realizada no solstício de inverno.
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0 # A Catequista 29-12-2015 12:51
"Se tal festa já existia antes do cristianismo, como que apenas após o natal 'inventaram'que tal festa já era comemorada no dia 25/12?" Esse é o ponto. A tese defendida por William J. Tighe é que a festa pagã em questão foi datada em 25 de dezembro DEPOIS que o Natal já estava estabelecido nesta data. A adoração ao sol invictus já existia há tempos, mas a data de 25 de dezembro para a sua celebração só foi estabelecida posteriormente. Para entender melhor, leia o ponto da "objeção 2", no site Apologistas Católicos: http://www.apologistascatolicos.com.br/index.php/apologetica/natal/836-por-que-cristo-nasceu-em-25-de-dezembro-e-por-que-isso-importa
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0 # Gilberto 29-12-2015 10:51
o mais interessante é que eu sou pagão e to aqui lendo, é sempre bom adquirir conhecimento, e é deveras interessante esse ponto de vista, mas ainda acho que a data de nascimento de Jesus não seja tão precisa assim, mas assim como todas as religiões fundamentos históricos são sempre ignorados ou modificados.
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0 # Bruno 29-12-2015 00:27
O historiador William J. Tighe realmente argumenta contra a ideia do natal com uma herança pagã , mas vocês também omitiram o fato que ele acha extremamente improvável o nascimento de Jesus ter ocorrido no dia 25 de Dezembro, conforme conclui no seu texto que foi até citado na matéria de vocês. "December 25th (...) is wholly unlikely to have been the actual date of Christ’s birth" ou, "É extremamente improvável que 25 de Dezembro tenha sido a verdadeira data do nascimento de Cristo." -Penúltimo parágrafo da sua matéria, primeiro link nas suas fontes. Também vale a pena citar que toda a incoerência sobre as ovelhas e o frio é ignorado a partir de uma única frase em Lucas, que por si é repleto de erros históricos.
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0 # Padre Orlando Henriques 30-12-2015 08:28
Ok, mas Tighe não foi o único autor que a Catequista citou e, além disso, podemos concordar um determinado autor apenas em parte, e não na totalidade, isto se tivermos outros argumentos ou fontes onde nos apoiarmos. E a Catequista apresenta muitos e bons argumentos e fontes: para afirmar, com Tighe, que foi no Inverno; e para afirmar, com outras bases, que foi, mais concretamente, a 25 de Dezembro. Quanto à exactidão histórica de São Lucas, eu sempre aprendi nos estudos bíblicos que ele foi um dos evangelistas mais cuidadosos no rigor daquilo que escreveu, penso que é a primeira vez que vejo alguém a pôr em causa o rigor histórico de São Lucas, pelo menos de maneira tão radical. Para além de ser o evangelista mais culto, com o grego mais perfeito e literariamente mais artístico, é alguém que tem todo o cuidado em situar historicamente os acontecimentos, referindo com exactidão os governantes que reinavam (como em Lc 2, 1, ou em Lc 3, 1-2), o que, aliás, é o que nos permite deduzir, ainda hoje, certas datas. O rigor de São Lucas vai ao ponto de, por exemplo, se referir a Herodes (e aos irmãos dele também) como “tetrarca”, e não apenas genericamente como rei.
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0 # Betânia 28-12-2015 19:10
Independente da data certa, o importante é lembrar de Cristo. Sou evangélica desde q nasci e agradeço a igreja católica por tudo q sei hj, pois foi através dessa igreja q todos cristãos conheceram Jesus.
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0 # Fabricio 29-12-2015 10:55
Isso é muito bom, Betânia! Se vc é tão grata a Igreja Católica, então pq não se converte para a verdadeira fé, a Igreja de Cristo? O que ainda falta?
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0 # A Catequista 28-12-2015 16:58
O blog Apologistas Católicos publicou um post muito bom sobre esse tema. Destaco esse trecho, que fala dos escritos dos Padres primitivos: ...os testemunhos dos antigos revelam que os Padres da Igreja alegavam 25 de Dezembro como o aniversário de Cristo antes da conversão de Constantino e do Império Romano. O registro mais antigo desta situação é que o Papa São Telesforo (reinou 126- 137 d.C) que instituiu a tradição da Missa do Galo na véspera de Natal. Embora o Liber Pontificalis não nos dá a data do Natal, ele assume que o Papa já estava comemorando o Natal e que uma missa à meia-noite era realizada. Durante este tempo, também lemos as seguintes palavras de Teófilo (115-181 d.C), bispo católico de Cesaréia na Palestina: “Devemos comemorar o aniversário de Nosso Senhor, a cada 25 de dezembro isso deve acontecer.” (Magdeburgenses, Cent. 2. c. 6. Hospinian, De origine Festorum Chirstianorum.) Pouco tempo depois, no século II, Santo Hipólito (170-240 AD) escreveu em uma passagem, que o nascimento de Cristo ocorreu em 25 de dezembro: “O Primeiro Advento de nosso Senhor na carne ocorreu quando Ele nasceu em Belém, era 25 de dezembro, uma quarta-feira, enquanto Augustus estava em seu quadragésimo segundo ano, que é de cinco mil e quinhentos anos desde Adão. Ele morreu no trigésimo terceiro ano, 25 de março, sexta-feira, no décimo oitavo ano de Tibério César, enquanto Rufus e Roubellion eram cônsules.” (Comentário sobre Daniel 4, 23) http://www.apologistascatolicos.com.br/index.php/apologetica/natal/836-por-que-cristo-nasceu-em-25-de-dezembro-e-por-que-isso-importa
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0 # Padre Marcos 28-12-2015 14:25
É claro que a data marca para nós um grande acontecimento. Pelas datas somos todos orientados. Eles esquecem que o calendário que eles seguem é que tiram como verdade também foi desenhado pela Igreja. Então, as datas que eles defendem já foram cunhadas pela própria Igreja. Outra coisa: a liturgia é um organismo vivo; esquecem que em toda ação litúrgica celebramos o Mistério Pascal que compreende também o nascimento do Verbo. O que precisamos é tornar consciência de nossa missão é nós formarmos para dar respostas aqueles que querem ouvir... Do contrário, precisamos exercer a mansidão e a paciência com esses intelectuais que buscam em notícias de terceiros informações concretas sem ao menos ler uma página da Palavra de Deus. O argumento católico é esse: 3 três fontes de revelação... Todas interligadas entre si... Vms estudar meu povo?!
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0 # Álan Fidelis 28-12-2015 12:43
Boa tarde, Tenho uma dúvida, porque a Festa do Natal é uma data fixa enquanto a Festa da Páscoa e o Pentecoste muda a cada ano? Sei que as demais festa e o calendário litúrgico depende da Pascoa, mas porque o Natal é fixo? Abraços... Feliz Natal... Prospero Ano Novo
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0 # Vinicius 28-12-2015 11:30
Eu já tinha justamente contestado essa postagem em mais de uma página no Facebook. Inclusive, até a data de "nascimento" destes outros "deuses" carece totalmente de base histórica. Mas, o que fazer? Essa Geração Zeitgeist não se cansa! ¬¬
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0 # emanuel 28-12-2015 11:23
Vale lembrar também que as igrejas ortodoxas orientais,assim como as igrejas protestantes históricas (as mais antigas) como luterana, calvinista, anglicana, presbiteriana etc. Tambem comemoram o natal.A Igreja Copta também. Essa pratica só passou a ser renegada por igrejas mais recentes.Todas as igrejas tradicionais, mais antigas, comemoram. Então dizer que, parando de comemorar o Natal ,se recupera o cristianismo primitivo e falacioso pois todas as igrejas antigas comemoram. Então, se todas as igrejas antigas comemoram,como você vai dizer que parar de comemorar e recuperar cristianismo primitivo?Sabe os protestantes históricos são ruins, mas os neopentecostais são mais do ruins, são horríveis (Detalhe:estou falando que as igrejas são ruins, não as pessoas. Existe gente boa lá, embora eu acredite que são iludidos).
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0 # Julio Bacelar 28-12-2015 11:19
Ótimo artigo. Mais uma vez o Blog tocando na ferida das ultimas modas nas redes sociais. Parabéns. Tenho 4 ou 5 colegas no face que postaram essa imagem. Cada vez mais fico convencido de que esses "Filósofos e Teólogos de Facebook" querem mais é ibope e audiencia. Ficam doidinhos quando veem um Like no seu post. Alguns até sabem que não existe embasamento concreto e histórico para os seus argumentos a respeito da nossa Igreja e de nossos costumes. Mas acabam postando porque o importa mesmo é ver o povo intrigado com o tema. Mesmo assim, Feliz Natal para eles tb :D
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0 # Karol 28-12-2015 11:05
Esse padre é fantástico! #PadreMito Obrigada o Catequista por nos manter em constante catequese! E, ainda em tempo, Feliz Natal de Cristo!! ☆
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0 # Vini 28-12-2015 10:24
Ótimo artigo! Eu já tinha lido um outro que comprovava o nascimento de Jesus nesse dia. Mas sabe, eu ouvi esse tipo de contestação de um cara que faz parte de um grupo chamado "Israelitas Negros". Além de terem essa visão de que se trata de uma data pagã, acreditam que os negros norte-americanos descendem dos israelitas( aos quais Deus fez as promessas) e que eles vão escravizar todas as outras "raças", baseando-se em trechos dos livros do Deuteronômio, Ezequiel, Daniel e Isaías que dão a imagem de um Deus vingativo. Não que isso importe, mas o povo da época de Jesus era negro? Obviamente não eram europeus brancos, mas ficou essa dúvida por causa de um trecho do Apocalipse que fala sobre a aparência do Messias...
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0 # Mário 28-12-2015 10:20
O mais importante é que Jesus Cristo nasceu e nos trouxe a boa nova, isso é fato, questionar a data de seu nascimento é como discutir como era o rosto de Jesus, quanto tempo ele passou na terra após sua ressurreição, esse tipo de discursão típico dos protestantes. Sim, os protestas são bons em discutir assuntos secundários como esses, típico de quem vive do achismo. Jesus nasceu, morreu e ressuscitou ao terceiro dia e está no meio de nós,isso é o que importa, essa deve ser a nossa crença, considerando e acreditando no ensinamento da santa igreja acerca do assunto.
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0 # Bruno Cruz 28-12-2015 10:14
Só uma correçãozinha: onde diz "a partir dos esforços dos cristãos primitivos para determinar a data histórica da morte de Cristo", não seria do "nascimento de Cristo"? No mais, excelente artigo. Agora esperando os mimimis dos toddynhos no Face :D
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0 # A Catequista 28-12-2015 11:21
Sim, obrigada!
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0 # William Gato 28-12-2015 10:40
Mas esse tipo de post-resposta não é lido por pessoas que não acreditam em Deus e pela maioria dos protestantes. Simplesmente é tratado como mentira sem ser lido e ignorado. Só tem uso pra quem crê e não ser colocado em dúvida. Conversão de ateu, nos dias de hj, só rezando muito pela pessoa ao mesmo que aqueles que se dizem católicos em volta dele sejam verdadeiramente católicos na prática. Argumento nenhum funciona com ateu quando já estão obstinados a negar tudo aquilo que for de Deus.
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0 # Bruno 28-12-2015 23:41
Opa William, sou ateu e estou aqui lendo essa matéria justamente tentando aprender mais sobre um assunto que não conheço bem e só queria falar que a sua generalização não é válida, não vamos pré julgar milhares de pessoas tão facilmente.
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0 # Shub 26-12-2016 17:26
Oia eu aqui tbm lendo William, aprendizado é essencial nesses casos, infelizmente sempre haverá essa briga para desbancar a fé. E não preciso ser católico e muito menos protestante para buscar as verdades. Sou Agnóstico e informação nunca é demais. Paz
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0 # Paulo Ricardo Costa 28-12-2015 17:47
Infelizmente, meu amigo, você está corretíssimo. É a inversão completa do postulado. Hoje, contra os argumentos, não há fatos.
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0 # Marcelo 28-12-2015 11:24
Eu sou um ex-ateu, hoje católico, porém em uma família de mórmons. Meu renascimento se deu a partir de uma experiência pessoal em que tudo o que eu "não acreditava" se mostrou indubitável.
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0 # Vivia 28-12-2015 12:30
eu também sou uma ex mórmon minha família também continua sendo, mas quando decidi ser católica foi por encontrar também a fé em Jesus se puder me add no face ficaria muita grata haa meu nome lá é Vivia aranha :3
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