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Quinta, 12 Novembro 2015 00:34

Rainha Mary I da Inglaterra - Resgate de uma Injustiça

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E estamos de volta!

Atendendo aos pedidos de nossos leitores, trazemos a você um pouco da história da Rainha mais mal falada (injustamente) da Inglaterra, que passou para a história com o epíteto de Bloody Mary – Maria sangrenta – e que batiza um drink vermelho muito popular entre os descolados (que mais parece tempero de salada).

A história da Rainha Mary, seus atos e a forma como sua biografia foi manipulada (primeiro pelos historiadores protestantes e depois pelos marxistas) têm ligação direta com a história do Rei Henrique VIII, seu pai. Aos olhos dos católicos, Mary é a única filha legítima de Henrique VIII, pois foi gerada pela Rainha Catarina, a primeira e legítima esposa do rei.

Como todos sabem, Henrique VIII era o popular rei do bilau guloso: se uma criatura usava saia e não era escocês, ele traçava. Mas chega de piadas de mau gosto, vamos voltar à história.

Mary nasceu em 18 de fevereiro de 1516, sendo a única dos filhos de Catarina e Henrique que sobreviveu à infância. Henrique era obcecado com a ideia de ter um filho homem; por conta disso, não era exatamente o pai mais carinhoso do mundo para a menina. Mesmo assim, enquanto ainda era um bom rei católico, Henrique depositava suas esperanças na pequena Mary como prosseguidora da sua dinastia.

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Mary era neta de Fernão de Aragão e Isabel I de Castela, os unificadores da Espanha e patrocinadores da expedição de Colombo. A Rainha Catarina, filha de Fernão e Isabel, foi umas das monarcas mais elegantes e preparadas daqueles tempos, uma dama de muita classe, e criou sua filha nos mesmos moldes em que foi criada. Tudo isso temperado com uma religiosidade católica impecável.

A partir de 1527, o rei Henrique VIII começou seu embate com a Igreja, visando anular seu casamento com Catarina – motivado por sua paixão carnal por Ana Bolena e pelo desejo de ter um filho homem. O inferno na vida de Mary começou junto com a derrocada da vida espiritual da Inglaterra, que se tornou isso aí que conhecemos.

DE PRINCESA A CRIADA DA IRMÃ

Como boa católica, a Rainha Catarina jamais aceitou a anulação de seu casamento. Por conta disso, foi exilada e separada para todo o sempre de sua filha, que continuou a viver na corte inglesa. Mary passou de princesa a gata borralheira: foi despojada de sua condição de primeira herdeira e passou a ser criada de sua irmã, a Princesa Elizabeth, sua meia-irmã e futura rainha Elizabeth I. Era uma Princesa Católica – que nunca abjurou sua fé – cercada por compinchas, bajuladores da pior espécie, que não perdiam a oportunidade de humilhá-la.

Não só isso: Mary foi obrigada a assinar uma carta em que reconhecia que o casamento de seus pais era ilegal. Fez isso por puro medo, ciente da famosa instabilidade emocional de seu pai e de seus ataques de pelanca. Era isso ou a prisão na Torre de Londres. Era uma jovem assustada e desprotegida, aos 20 anos, a mercê de um pai poderosíssimo e bem pouco paciente.

Além de Catarina e Bolena, Henrique VIII teve mais quatro esposas. A vida de Mary foi sempre ao fio da meada dos humores dessas mulheres; umas gostavam dela e outras nem um pouco. Joana Saymour, a terceira esposa do rei, por exemplo, era bondosa com Mary e tentou restituir seu status - Joana fora aia de Catarina e nutria afeição pela sua memória. Foi Joana que deu o único filho homem de Henrique VIII, o príncipe Eduardo, futuro Eduardo VI. Morrendo após o parto, deixou não somente um filho órfão, mas uma princesa desprotegida.

eduardo_viEduardo era enfermiço e mimado. Portanto, quando Henrique VIII foi acertar suas contas com Jesus, subiu ao trono o moleque mais bobão a ocupar o trono da Inglaterra, em 1547. Moleque mesmo: Eduardo VI tinha apenas nove anos quando foi entronizado. Claro que isso era um prato cheio para os conselheiros reais, que deitaram e rolaram. A Inglaterra virou o reino mágico do barão maluco. Para piorar, Eduardo favorecia a irmã mais nova, Elizabeth, em detrimento de Mary.

Após seis anos de reinado, a saúde de Eduardo deteriorou muito rapidamente; em 1553, sua situação era irreversível. Para quem gosta de uma teoria da conspiração: a causa mais provável da sua morte foi tuberculose, mas não foi descartada, até os dias de hoje, a possibilidade de envenenamento.

É crueldade dizer que Eduardo VI foi o responsável pelas barbaridades, principalmente em questões religiosas, que ocorreram na Inglaterra durante seu reinado. Na verdade, no vácuo de poder deixado por Henrique VIII, figurinhas nefastas como Tomás Cremmer e John Dudley aproveitaram-se para acelerar a “Deforma" na Inglaterra, distanciando o reino ainda mais do rito romano. Foi o que aconteceu, e isso atingiu Mary como uma bomba.

A RESPOSTA AO GOLPE, A ASCENSÃO E A DERROCADA DE MARY

Quase morto em seu leito, Eduardo caiu numa armadilha urdida pelo Duque de Northumberland, o já citado John Dudley. Pela lei sucessória em vigor, o trono passaria para a princesa Mary. Receosos de que ela promovesse uma retomada católica, Dudley e o Conselho Regencial resolveram dar um golpe - um golpe bem “porco”, diga-se de passagem. Eduardo VI assinou uma nova lei que transferia o trono de suas irmãs para a sua prima, filha do duque, Jane Grey, que passou para a história como “A Rainha dos Nove Dias”.

Nove dias foi o tempo que levou para Mary, cansada de ser sempre a vítima, a princesa otária, arrancar à força a usurpadora protestante do trono que ela quis ocupar por meio da penada de um rei moribundo.

Os livros de história, muitas vezes, nos passam uma versão errônea dos fatos. Não é a vontade de um rei autoritário que faz a fé desaparecer; isso é uma herança maluca positivista que destrói a compreensão histórica. O povo da Inglaterra levou muitos anos para renunciar á fé católica, e durante esse período de transição, muitos estavam apoiando a causa da princesa. Isso se deve muito à popularidade da Rainha Catarina, amada pelo povo inglês, que enxergava nela a possibilidade de uma restauração.

Foi o que aconteceu. O exército de Mary invadiu Londres, destronou Jane e a jogou, junto com o marido e o pai, na Torre de Londres – um mês depois o duque Dudley foi executado por alta traição. Acabou-se os tempos da princesa medrosa; entrou em cena uma mulher determinada e de muita coragem.

A história aqui toma outro rumo. As mesmas forças que foram responsáveis pela ascensão de Mary foram a responsáveis pela sua derrocada. Afinal, estamos falando da Inglaterra. A primeira ação de Mary, claro, foi reatar as relações entre Roma e Londres, tendo isso um fundamento político, pois reafirmava sua legitimidade como herdeira.

Até aí tudo bem. O problema surgiu mesmo quando Mary feriu a suscetibilidade inglesa anunciando seu enlace com o príncipe Felipe da Espanha, filho de Carlos V e futuro Rei Felipe II da Espanha.

Naqueles tempos, a Espanha era um gigante, e a Inglaterra uma nanica em todos os sentidos. Fora o apreço que os ingleses sempre tiveram por certo isolacionismo. Mary desejava estreitar laços com a terra natal da mãe, porém, os ingleses sempre tiveram um apreço por certo isolacionismo. O noivado causou tamanho burburinho que um acordo pré-nupcial deve que ser alinhavado: o príncipe da Espanha se comprometia a jamais meter o bedelho nas decisões executivas inglesas, e Mary teria todo poder de governança sobre a Inglaterra.

Isso não foi suficiente para acalmar os ânimos. Muitos não acreditaram na validade do acordo, e, em 1554, no Condado de Kent, explodiu a Revolta de Wyatt. O objetivo dos revoltosos, oriundos do País de Gales, era depor a Rainha e pôr em seu lugar a princesa Elisabeth (protestante).

Mary, tomada de fúria, esmagou os revoltosos e mandou prender Elizabeth. Até hoje não se sabe se Elizabeth estava mesmo metida nessa história. Ela sempre jurou inocência. Depois, mais calma, Mary concedeu liberdade condicional à irmã. Por conta desse expurgo, nasceu a lenda da Bloody Mary.

No ano seguinte, chega à Inglaterra o rei Felipe II, todo pimpão, para cumprir suas funções maritais (era um casamento bizarro: Felipe II vivia e governava a Espanha e deixava a esposa largada na Inglaterra). Felipe não era bem quisto na Inglaterra, e ele tampouco fazia força para melhorar sua relação com os súditos. Onze anos mais velha que Felipe, Mary ainda passaria por mais uma humilhação: o cara estava de olho na boutique da irmã de Mary. De fato, em relação a Mary, Elizabeth era bem mais jovem e bonita (não gostava de tomar banho, mas isso é uma outra história).

Como desgraça pouca é bobagem, Mary julgava estar grávida. Só julgava, pois nunca veio a ter filhos.

Coloquem-se no lugar da Rainha Mary. Envelhecida, preterida por uma mulher mais jovem e atraente e - pior - filha daquela que desgraçou a vida de sua mãe. É ou não é um deja vu infernal?

Só podemos supor, mas talvez tenha sido essa situação que desencadeou os acontecimentos que se sucederam. Foram 300 execuções de hereges promovidas por Mary em 5 anos. O suficiente para os protestantes destruírem a sua imagem histórica. O engraçado é que o grande engendrador dessa “lenda negra” foi um clérigo protestante chamado John Foxe que, "corajoso" que só, ficava falando mal da rainha na segurança do exílio. Adoro gente corajosa.

Querem chamar Mary de “sanguinária”? Sejamos honestos. Ela pode até ter sido motivada por um rigor que misturou-se em sua mente com rancor e frustração, mas seu papai, por exemplo, mandou matar mais de 72 mil pessoas durante seu reinado. Entretanto, isso não parece ser relevante para os leitores modernos preferem as suas fofoquinhas e os mexericos envolvendo suas seis esposas. Sua amada irmã Elizabeth, vista como uma das maiores governantes da história inglesa, mandou matar uns 700 por questões envolvendo a Rainha Mary da Escócia.

O final de Mary foi tão triste como fora toda a sua vida. Depois de dois anos de ausência, Felipe voltou a Inglaterra no intuito de obter recursos para a Guerra que vinha travando com a França. Mary, na tentativa de agradar o marido, fez com que a Inglaterra entrasse numa empreitada maluca que lhe custou uma derrota humilhante em Calais. Depois desse malogro, Felipe II partiu da Inglaterra para nunca mais voltar. Frustrada, cansada e triste, depois de mais uma falsa gravidez, Mary deixou-se abater e veio a falecer em 17 de novembro de 1558, nomeando a irmã Elizabeth como sua legítima sucessora.

As humilhações não pararam nem com sua morte. As histórias horríveis que circulavam pela Inglaterra e de lá para toda a Europa, associando sua imagem com rituais satânicos e vampirismo, entre outras coisas, ainda são contadas por pios protestantes (esperando um leitor chato reclamar que esse meu comentário dificulta o ecumenismo em 3, 2, 1...) nos dias de hoje.

Elizabeth resolveu humilhar Mary até no fim de seus dias. O último desejo de Mary era que o corpo de sua mãe, a Rainha Catarina, fosse enterrado ao seu lado na Abadia de Westminster. Não rolou. Hoje, quem repousa ao seu lado é a própria Elisabeth I.

Fiquem com Deus.

FONTES:

DUNN, Jane. O Aprendizado de Uma Rainha. Rio de Janeiro, Ed. Rocco, 2004.

WOOD, Mary Anne Everett. The Submission of Lady Mary to the king, her father. Letters of Royal and Illustrious Ladies of Great Britain. Vol 2. Ed. London: Henry Colburn, 1846. 255-258.

Mary I, Sanguinária ou Fruto das Circustâncias? Disponível no site "Boullan - Tudo sobre Ana Bolena e a Era Tudor"

208 Sexta, 26 Maio 2017 20:15

Comentários   

0 # Duda 22-06-2017 23:22
Mary era muito mais bonita que Elizabeth, Elizabeth era mt feia pelo amor de Deus, agora corrigindo (Elizabeth era mt mais jovem que Mary por isso era cobiçada pelo marido de Mary)
Mary era uma rainha linda e de atitude igual a sua mãe(catalina) e sua avó(isabel). Elizabeth era a cara da mãe e Ana Bolena n era considerada bela...
Mary podem comparar era a cara do pai(henry) que era muito charmoso e bonito quando mais jovem.
O que teve que passar com seu pai,sua primeira madrasta e com seu próprio irmão e afilhado foi algo terrível, todos sempre zombando de Mary que coisa inaceitável, e por isso acho que hoje ela deveria ser lembrada como uma mulher de atitude e muita garra igual sua mãe!!!
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0 # Fernando Souza 30-09-2016 23:10
Sidney,rei Jaime filho de maria stuart tinha a Bíblia maçônica,pelo menos eu li isso num site da maçonaria. Essa maldita maçonaria.
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0 # BALDUINO IV REI DE JERUSALÉM 25-04-2016 16:48
O DIREITO DIVINO,existe desde a época do Antigo testamento.Somente os reis católicos passaram a ter esse direito porque a igreja romana é a verdadeira, nenhum reino protestante tem esse direito.O direito dos reis protestantes veio do diabo pra combater os católicos.A monarquia do Brasil por exemplo não é abso- lutista mas eles são católicos.A monarquia do Brasil sofreu um golpe também.Ninguém se interessa a estudar sobre a monarquia do Brasil.
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0 # Cadu Sindona 11-01-2016 16:01
É muito importante contextualizar a narrativa com o fato de que estava em formação o estado absolutista inglês que durou de Henrique até Elizabeth passando por Eduardo e Maria. Numa época em que reis encarnaram a figura espiritual do clero, não era de se estranhar que a tirania total reinasse. Meu caro Paulo, devo lhe dizer que foi excelente ler em "O Jardim das Aflições" alguns comentários do prof. Olavo de Carvalho sobre o papel do rei do bilau guloso na história do conceito de império no Ocidente. Sem esse pano de fundo, meus conhecimentos sobre a história daquele período se limitavam às desventuras sexuais do sujeito, a podridão do coração de Crammer e de Bolena, e do papel vergonhoso do clero inglês de se render a um reizinho babaca, salvo, é claro, o grande Cardeal São John Ficher.
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0 # Maria Eddy 23-11-2015 08:43
Excelente postagem! Eu estou revendo todos os pontos de História que aprendi nesse meu meio século e tanto de vida.
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0 # Jefferson Teixeira 21-11-2015 09:58
Muito bom, Paulo Ricardo. Essa história sempre foi contada de forma torta. Deus Abençoe!!!
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0 # Fernanda Lemos 20-11-2015 02:23
E se for verdade MESMO que MARIA I mandou 300 hereges pra fogueira foi POUCO! esses protestantes queriam derrubá-la do trono criando tumultos e insultos!a maldade e sujeiras dos Protestantes são omitidas,veja o que achei num site inglês: O JULGAMENTO FORJADO PRA MATAR MARIA STUART RAINHA DA ESCÓCIA:VEJA COMO A ELIZABETH ERA BOAZINHA: -Protestantes não gostava de Rizzio,amigo de Maria Stuarte resolveu ajudar seu marido matá-lo. JOHN KNOX ficou muito feliz com sua morte.(o prazer dele era ver Maria sofrer) -Quando ela ficou viúva,JOHN KNOX também ficou feliz e começou a culpá-la da morte dele.E quando ela se casou com um Protestante POR AMOR,aí que sua vida virou um inferno! Ela pediu ajuda a Elizabeth,mas essa a enganou prometendo que ia ajudá-la,tudo mentira! ela mandou prender Maria num castelo sombrio e úmido. -Maria lhe enviou várias cartas amigáveis,dizendo que queria conhecê-la,mas ela só enrolava e nada de se encontrar com Maria. UM CARCEREIRO PROTESTANTE QUE NÃO MALTRATAVA MARIA, E NÃO VIA MALDADE NELA TEVE QUE SER SUBSTITUÍDO: As intrigas começa por parte de sua mulher,(uma pessoa ambiciosa,fria e falsa)que bordava junto com Maria mas era na falsidade,no fundo estava esperando dar o bote. Começou a inventar que o carcereiro tava tendo caso com Maria.Ele foi OBRIGADO a comparecer no Tribunal sobre AMEAÇA, pra culpar Maria de adultério. -Quando Elizabeth viu que o carcereiro deixava Maria sair do castelo pra tomar ar,e passear no campo, ela lhe enviou um novo carcereiro: (um Puritano chamado Amyas Paulet) um homem cruel que não se comovia com seu sofrimento e saúde debilitada.Ele cortou todas suas correspondências, e não deixava ela sair pra tomar ar e passear no campo. Ele profanava a crença de Maria e maltratava os servos dela. Ele impediu dela continuar dando esmolas aos pobres com medo dela ganhar popularidade com o povo. O sofrimento era tanto que ela implorava pra Deus libertá-la daquele sofrimento. Nem padre pra se confessar ele permitia. -Enquanto isso,FRANCIS WALSINGHAM era contratado pra destruir Maria, foi ele quem forjou pra culpá-la da morte do marido e culpá-la de mandar assassinar ELIZABETH. MARIA NÃO PODE VER SEU FILHO QUE ESTAVA SOBRE CUSTÓDIA DE OUTRO PROTESTANTE GEORGE BUCHANAM. Não permitiram ela se aproximar do filho, nem na hora da morte! DIA DA EXECUÇÃO: -O Primeiro carcereiro,(que foi bom pra ela) foi OBRIGADO a dar A SENTENÇA de MORTE pra ela,com lágrimas nos olhos! E Maria se despediu de seus servos chorando, dizendo que era inocente e que ela havia confiado na "bondade" de Elizabeth para salvá-la da calúnia. -Maria se vestiu de vermelho,um crucifixo e um livro de oração na mão e pediu para que deixassem ela se confessar com um padre,mas foi negado.Advinha quem era o pastor que lhe enviaram? o CARCEREIRO PURITANO CRUEL que havia maltratado ela.Quando ela começou rezar em Latim, ele interrompia mas ela ignorava e continuava... -E o mais estranho é que o carrasco errou a machadada por 2 vezes. Quando terminou o suplício,seu cãozinho estava de baixo do vestido todo ensanguentado e se recusava sair de perto do corpo,ele se recusava a comer e morreu de tristeza. Todos pertences dela foi destruído pra não servir de relíquia para os católicos. OBS: Maria havia dado um vestido de presente a Elizabeth, convidou ela pra ser madrinha de seu filho,mas ela só enviou uma pia batismal de ouro.Ela nunca quis conhecer Maria,sempre inventando DESCULPAS.E ainda se fingiu de BOBA afirmando que mataram Maria sem sua ordem, MENTIRA! Essa mulher era FRIA,TIRANA,ORGULHOSA,E EXPANDIU SEU REINO ATRAVÉS DE PIRATARIA,AJUDOU A ESPALHAR A LENDA NEGRA DA ESPANHA.E ainda querem fazer dela e ANA BOLENA as ESTRELAS do cinema? -CATARINA de ARAGÃO,MARIA TUDOR,MARIA STUART foram rainha sofredoras e verdadeiras CRISTÃS.Enquanto ANA BOLENA X ELIZABETH foram cruéis demais,elas não foram exemplos de cristãs nada! existem vários sites no BRASIL fazendo PROPAGANDA DOS TUDOR OMITINDO SUAS SUJEIRAS E MENTIRAS contra os REINOS CATÓLICOS. O site que tirei essas informações é este: "Mary Queen of Scots,the official site of the marie stuart" E MAIS: este site tem todas cartas de Maria Stuart, tem muita coisa interessante! que vcs deveriam investigar!
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0 # Duda 22-06-2017 23:29
Tinha que levar todos p fogueira TODOS aqueles que negaram a aceitá-la como a VERDADEIRA RAINHA HERDEIRA DO TRONO DA INGLATERRA primogênita é legítima filha de Catarina De Aragão e Henrique viii. Uma pena que Henry colocou Eduardo na frente dela, caso contrário ela teria feito muito mais, claro com mais tempo de reinado.
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0 # Sidnei. 20-11-2015 08:08
Uma coisa que não entendo, como o filho de Maria Stuart rainha da Escócia, sucedeu a Elizabeth no trono da Inglaterra, e porque este esqueceu o que fizeram com a mãe, e intensificou ainda mais a perseguição ao católicos na Inglaterra após o reinado de Elizabeth, quando sua própria mãe era muito católica. A resposta deve ser "lavagem cerebral", só pode ter sido isto, porque se eu soubesse que minha mãe tinha sido morta inocentemente iria querer honrá-la após ser coroado rei, mas não foi isto que aconteceu, desconheço que Jaime I tenha algum dia elevado a honra da memória de sua mãe, bem provavelmente eles colocaram na cabeça dele que sua mãe foi a mulher mais horrível do mundo, só pode ter acontecido isto, para que um filho tenha desdenhado tanto a memória de sua mãe.
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0 # Paulo Ricardo Costa 04-12-2015 09:08
O Rei Jaime foi apartado da mãe muito novo, não tinha nem 2 anos e foi criado como fanático protestante por fanáticos protestantes. Ademais, prefiro crer que é só mesmo para denegrir ainda mais a imagem desse idiota, dizem as más línguas que era, ainda por cima (ui, parece que ele gostava), perobo.
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0 # Fernanda Lemos 19-11-2015 21:49
ELIZABETH I E O IMPÉRIO BRITÂNICO foi expandido através de pessoas que mexiam com ocultismo. Seu astrólogo, John Dee que tinha contato com espíritos lhe dava conselhos para prejudicar os reinos católicos. Ela tinha visões e era submetida a exorcismo. Vejam nesses sites que não são católicos "Filosofia oculta e o renascimento inglês" "Astrologia nas obras de Shakespeare" Leiam é muito interessante!
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0 # Julio Bacelar 18-11-2015 17:06
Ola Paulo Ricardo. Minha pergunta está fora do contexto, mas gostaria muito que me tirasse uma duvida. Ouvi falar de uma "Batalha de Lepanto",que teve envolvimento da igreja. Poderia dizer o que realmente foi tal episodio? Valeu. Deus abençoe.
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0 # Paulo Ricardo Costa 19-11-2015 16:35
Sua pergunta foi muito pertinente Júlio, tanto que resolvi esclarecer melhor e estou escrevendo um artigo sobre isso. Para ser publicado a seguir aqui. Aguarde um pouco, pois Lepanto merece mais do que uma resposta simples. Vai valer a pena.
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0 # Padre Orlando Henriques 21-11-2015 12:38
Paulo Ricardo, a batalha de Lepanto e a forma como foi ganha (através da oração do Rosário) é um tema ACTUALÍSSIMO: este tempo em que a ameaça islâmica está aí com toda a força, com os seus atentados terroristas, é um novo Lepanto que estamos a viver! Resta saber se ainda há católicos para vencer, novamente, a ameaça islâmica pela força da oração e da fé. Fico feliz por saber que você vai abordar com toda a calma esse episódio crucial da história.
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0 # Padre Orlando Henriques 14-11-2015 18:39
De facto, o que é injusto é injusto; e, mesmo que ela tivesse os seus feitos sangrentos, NÃO FAZ SENTIDO nenhum dar a alguém o título de "sanguinária" quando esse alguém teve "concorrentes" que lhe ganharam por muitos "pontos" em termos de violência e sangue. Mesmo que ela mereça o título, não se compreende porque é que foi ela a ficar assim conhecida quando, a ter que dar o título a alguém, fazia muito mais sentido dá-lo a quem o mereceu muito mais na mesma época, no mesmo lugar e na mesma questão. Não se trata de ver que matou mais ou menos, mas é apenas uma questão de simples justiça histórica. Realmente, só mesmo má vontade e ódio à Igreja Católica.
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0 # Mateus Mota 13-11-2015 11:30
Adoro esses posts históricos, sei que leva muito tempo e estudo para edita-los mas espero sempre ver mais.
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0 # Natanael 13-11-2015 11:22
Ué, cadê os comentários divertidos pra gente rir ?
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0 # André Luiz 12-11-2015 18:09
Cada dia que passa, percebo que não aprendi nada de História por culpa dos historiadores marxistas e dos livros didáticos aprovados pelo MEC.
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0 # Rodrigo 12-11-2015 15:04
Muito elucidador! Parabéns! Eu gostaria de conhecer a versão histórica sobre a "Noite de São Bartolomeu", retratada no filme "A Princesa Margot"!
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0 # Paulo Ricardo Costa 13-11-2015 12:51
A versão do filme é bem parecido com a realidade, Rodrigo. Você tinha uma Rainha Médici (o que não pode dar boa coisa), mãe de trẽs idiotas: um débil mental, uma bicha e um frangote, que como todo Médici possuia um complexo de inferioridade inversamente proporcional à conta bancária. Tinha um crentelho chato para cacete (Coligny) que influenciava fortemente o rei débil mental. Na disputa de quem tinha o maior, venceu a Rainha que ordenou o massacre - cujo pretexto foi religioso, mas o objetivo real era puramente POLÍTICO. No final a conta foi pra conta da Igreja, como sempre. Só não foi pior porque no final desse período negro Henrique IV, um tremendo pilantra e, desconfio eu, ateu - tamanha a facilidade como esse sem-vergonha pulava de uma religião para a outra sem grandes tramas de consciência - deu fim na bagunça. Apesar de safado, "laicamente" falando, foi um bom rei.
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0 # thiago 12-11-2015 14:50
detalhe que as 300 mortes no reinado da rainha Mary foram em uma inquisição legitima com todos os cuidados e precauções da inquisição sempre sendo muito prudente e dando execuções sendo somente em ultimo caso e em reincidência. Já no reinado de Elisabeth qualquer um que fosse tido como católico era motor, sem julgamento nem nada.
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0 # Luan Tavares 12-11-2015 12:32
Muito bom, sempre tive dúvidas sobre o reinado dela! Outra duvida que tenho é "Quem foi Calvino antes da Deforma?" procurei aqui no blog mas não achei
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0 # MARCOS 12-11-2015 09:29
Puts, cara, tava co'a maior saudade de seus posts históricos! E os papas, quando continuam?
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0 # Sidnei. 12-11-2015 08:02
Pobre Mary. De alguns anos para cá sempre acreditei que estas estórias todas contadas a respeito desta rainha eram invencionices protestantes, ateias e comunistas. Mas como foi deixado na matéria, se Mary ascendeu o fosforo para executar a 300 pessoas, seu pai e sua meia irmão fizeram muito mais, porém isto este historiadores de m..., não dizem.
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