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Quinta, 23 Abril 2015 11:55

Idade Média, tempo de emancipação e promoção da mulher

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Nas assembleias urbanas ou rurais, as mulheres têm o mesmo direito de voto que os homens. As lideranças políticas e religiosas femininas são tão prestigiadas quanto as masculinas. As mulheres abrem e comandam estabelecimentos comerciais, sem precisar da autorização de seus maridos. Além de mães de família, religiosas e empregadas domésticas, as mulheres exercem diversas profissões. A que tempo estamos nos referindo? Acredite: estamos falando da Idade Média!

Pra quem deu uma risadinha cretina e descrente, adianto logo que a fonte de nosso post de hoje é Régine Pernoud, ilustre historiadora francesa, premiada em 1997 pela Academia Francesa, pelo conjunto de sua obra. Então, você precisa decidir a quem dar ouvidos: a uma medievalista sinistra, ou ao seu “fessô” da “facul”. Escolha difícil...

Nos registros de impostos da Idade Média da cidade de Paris, no fim do século XIII, pode-se verificar uma multidão de mulheres exercendo as mais variadas funções: professora, médica, boticária (atual farmacêutica), tintureira, copista, miniaturista, encadernadora etc.

Na Itália, em especial, há um considerável registro da contribuição de mulheres na Medicina. Poderíamos citar diversos nomes, mas só para ilustrar, lembramos Dorotea Bucca. Ela ocupou uma cadeira de Filosofia e Medicina na Universidade de Bolonha por mais de 40 anos, a partir de 1390.

abelardo_heloisa

Do século XII, muitos conhecem o enrosco de Abelardo e Heloísa. Ele, filósofo muito popular, foi contratado pelo tio da moça para lhe dar aulas particulares (e depois de nove meses, ele viu o resultado...). Vejam que a educação dessa jovem foi valorizada a ponto de se colocar à sua disposição os serviços de um intelectual famoso.

Nos tempos feudais, as coroações de rainhas tinham o mesmo prestígio das coroações de reis. Já no campo religioso, certas abadessas (madres superioras) eram tão influentes que administravam vastos territórios, incluindo várias aldeias e paróquias. Muitas abadessas, inclusive, usavam báculo, tal como um bispo. Afinal, eram consideradas pela Igreja como pastoras supremas do território sobre o qual governavam.

No século XII, o célebre pregador Robert d'Arbrissel fundou um mosteiro feminino e um masculino em Fontevrault. Pois esse monge “opressor” e “machista” (como todo católico medieval devia ser, segundo a opinião mais difundida) colocou o mosteiro duplo sob a autoridade de uma abadessa: a nobre viúva Petronilla de Chemillé.

O caso do mosteiro de Fontevrault não foi único. Diversos conventos duplos - de monges e monjas - foram colocados sob a gestão de uma abadessa. Tal função foi exercida, por exemplo, por Santa Brígida da Irlanda (séc. V), em Kildare.

Repito: religiosas liderando comunidades monásticas masculinas e usando uma insígnia típica de um bispo! Isso só prova que Jacques le Goff mandou bem demais quando disse que devemos à Idade Média a emancipação da mulher (emancipação essa da qual, até hoje, muitas mulheres em países muçulmanos não gozam; portanto, pense duas vezes antes de dizer que o tratamento dado às mulheres muçulmanas é "medieval").

Também foi na Idade Média (século XIII) que uma mulher, plebeia e ignorante, liderou o exército da França (sobre o julgamento e morte de Santa Joana d'Arc, leia aqui o nosso post).

A veneração à Virgem Maria, Mãe de Deus, levou o homem medieval a projetar tamanho respeito também à figura feminina em geral. Isso acontecia não somente no Ocidente, mas também na cristandade do Oriente.

É bem verdade que os pais eram quem escolhiam os noivos para suas filhas, mas notem que os rapazes também estavam sujeitos ao mesmo destino. Portanto, nesse sentido, ambos os sexos estavam igualmente lascados (olha a igualdade aí, gente!). A Igreja se opôs a essa cultura, declarando em seus documentos que o consentimento para o matrimônio deveria ser pleno.

Pra quem quiser se aprofundar no assunto, é só ler os livros de Régine Pernoud: “Idade Média ‒ o que não nos ensinaram” e “O mito da Idade Média". O filósofo Francisco Razzo também recomenda o livro “The Fourth Estate: A History of Women in the Middle Ages” da historiadora Shulamith Shahar.

5897 Domingo, 17 Setembro 2017 15:07

Comentários   

0 # Assis Pires 25-05-2016 09:16
Janes, eu gostei muito desse "documentário" fala muito sobre o mito da idade média...e parabéns pelo estudo, quando estudamos conhecemos a verdade doa o que doer. https://www.youtube.com/watch?v=Z0RUn1xrgbw
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0 # João Pedro Strabelli 07-04-2016 19:04
Só para agradecer mesmo. Topei com um posto no facebook dizendo que a Igreja não tem moral nenhuma para falar de político, por causa da Inquisição. Usei os dados daqui para responder ao consciente cidadão. Muito obrigado pelo trabalho de vocês!
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0 # João Pedro Strabelli 10-03-2016 17:19
Toda vez que alguma questão de Enem, vestibulares & congêneres ofende a, digamos, laicidade, chove um monte de críticas em cima de quem preparou tal questão, acusando, principalmente, de qualquer fobia real ou imaginária. Passou da hora da gente fazer a mesma coisa. A lista de pagadores de impostos citada aí, então, deveria ser escaneada e mandada para os digníssimos elaboradores de questões vestibulares.
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0 # A Catequista 15-01-2016 13:23
Todas as cartas que as mulheres medievais escreveram (latim-inglês) estão disponíveis em: https://epistolae.ccnmtl.columbia.edu/home
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0 # Luiz 25-04-2015 22:36
Olá amigos Boa noite O Catolicismo não diviniza ou endeusa as imagens, mas ao contrário entende as imagens como elas são, ou seja como imagens. Respeitando a Bíblia e a razão o Catolicismo assim considerando vê as imagens indicando o ser que a mesma representa apontando para o santo e como Deus é maior que o santo em última análise a imagem remete a Deus. Ao usar o orgão de sentido da visão o cristão católico procura ver o que aquele santo fez na terra. É óbvio que o cristão católico olha para Jesus porém sendo Jesus perfeito e o ser humano finito olhar para o ser humano pode estimular o católico a fazer o bem pois se um ser humano finito consegui o ser humano que ve a imagem também pode com ajuda de Cristo. Um abraço Luiz
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0 # Artes Literárias 25-04-2015 16:50
Como estamos falando de mulheres poderiam esclarecer estas três questões: 1-O que seria o feminismo? 2-É verdade que mulheres não possuem os mesmos direitos que os homens ou inventam isto? 3-Qual a relação entre feminismo e esquerdismo?
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0 # stephanie 27-04-2015 10:39
Olá, Artes Literárias e Adriano. Já que o Adriano falou sobre autores existencialistas cristãos, cito o Kierkegaard. Para muitos estudiosos ele é considerado o pai do existencialismo, mas é menos mainstream que os coleguinhas ateus maluquetes. Estou lendo um livro dele chamado "As Obras do Amor - Algumas considerações cristãs em forma de discursos", editado pela Vozes. Alguém do Blog ou frequentador sabe como este filósofo é visto dentro da Igreja cataólica, uma vez que ele era de origem protestante?
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0 # adriano 25-04-2015 19:31
Olá sr(a). Artes Literárias. Não sou da administração do blog, mas vou tentar responder pra você. O feminismo, tal como o conhecemos, surgiu num contexto filosófico bem determinado, com a francesa Simone de Beauvoir esposa de Jean Paul Sartre. Ela partiu da filosofia existencialista do marido para extrair conclusões feministas. Se o Sartre, que foi seu inspirador já não era grande coisa, imagine a dita-cuja. (Vale lembrar que existiam existencialistas cristãos, alguns deles autores respeitáveis) Pois bem, Simone partiu de uma distinção filosófica (cunhada pelo marido) entre essência e existência humanas. Concluiu que nenhum elemento de essência determina o indivíduo, sendo ele conduzido tão somente pela sua existência, ou seja, o conjunto de suas ações. O indivíduo, em termos existencialistas-sartrianos, construiria a si mesmo através de sua vida. "Eu sou aquilo que eu faço" poderia ser o seu lema. Daí Simone concluiu que o "ser mulher" constituiria um essencialismo inadmissível. Dizia ela: "não se nasce mulher, torna-se mulher", isso através da educação que lhe é transmitida, dos hábitos que lhe são incutidos, enfim, da sua existência. Essa é a tese central do feminismo e a origem da "ideologia de gênero" Pois bem, essa teoria assumiu a partir de certo ponto um papel importante para o esquerdismo. Uma linha de pensamento esquerdista (a chamada escola de Frankfurt e seus sucessores) notou que um dos obstáculos à revolução seria a moral judaico-cristã. Daí que tudo o que servisse para solapar os fundamentos morais da sociedade ocidental poderia ser utilizado como instrumento revolucionário. Um desses instrumentos de destruição cultural foi o feminismo. Por fim, sobre direitos dos homens e das mulheres. Homens e mulheres têm igual dignidade, contudo é natural que hajam diferenças de direitos em virtude das diferenças específicas entre os sexos. Pense por exemplo na licença maternidade que é concedida à mulher que tem um filho, que é um privilégio feminino absolutamente justo. Também entre pessoas do mesmo sexo podem haver diferenças de direitos, conforme as situações peculiares, isso é absolutamente normal. Um abraço!
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0 # Artes Literárias 26-04-2015 01:11
Agora entendo bem a origem o feminismo.
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0 # Stéphanie 24-04-2015 20:11
Adorei o post! Terei mais argumentos caso as feiosas e feiosos do CFH-UFSC venham atasanar minhas idéias. Mas a segunda figura do Post, a primeira vista parece apresentar duas mulheres se beijando. Só após ler que constatei que deve ser uma ilustração de Abelardo cabeludo e com trajes medievais metrossexuais dando um chamego na Heloísa. Abraços
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0 # Alexandre 24-04-2015 14:23
Agradecimentos pelos excelentes artigos. Realmente muito úteis. Vivam Cristo, Maria e José!
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0 # Alex Hoffmann 23-04-2015 21:56
Não minha gente, estas muié erum ubrigadas a si torná frera, erum umbrigadas a si casa i ubidicê us marido e fala pra sociedadi qui elas erum ingual a elis, us homis. Tirando estas belas palavras e testemunhos que acabo de relatar, é engraçado, mas sem mesmo fazer muitos rodeios, se verificarmos as queridas mulheres famosas e poderosas da antiguidade, veremos quão belas prostitutas eram, quão belas sodomitas eram, depois se olharmos para a idade média, quantos santinhos não rolam mundo a fora com imagens de mulheres santas desta época, e atualmente, muitas mulheres famosas estão quase chegando ao nível das da antiguidade, em prostituição, sodomia, perversão da moral e costumes. Bom, o grupo de "cantoras" "putinhas aborteiras" que o digam. Mas o mal já está começando a dobrar sobre si mesmo, vide doenças sexualmente transmissíveis, nova droga crocodilo, e assim por diante.
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0 # Érico Raoni 27-04-2015 10:29
Hã?
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0 # Alex Hoffmann 27-04-2015 21:33
Não entendeu? Simples, Leia sobre Agripina Menor, mãe do queridissimo Nero, leia sobre Cleópatra, depois leia sobre Safo. Quando terminares com a biografia destas ilustres, leia sobre Santa Catarina de Sena, santa e doutora, Santa Teresinha do Menino Jesus, sobre o ritual de coroação de uma mulher como rainha. Agora, vamos aos ídolos femininos da nossa época? Que tal Valesca popozuda, vira de bunda para as câmeras de TV de um programa de domingo, mete as mãos nas nádegas, dá umas chacoalhadas e diz toda orgulhosa: - esta é a minha ferramenta de trabalho. E que tal o novo grupo sensação dançando o quadradinho de 8? Ou o grupo putinhas aborteiras? Tem ou não tem semelhanças entre este ultimo grupo de celebridades e o primeiro? E não é atoa que esta cultura pode ser chamada de cultura de morte, pois tenta em todas as frentes acabar com a fé e a moral cristã, alem de promover aborto como sendo saúde da mulher, a mentira mais deslavada de todas, prostituição como libertação feminina, homossexualismo como se fosse amor verdadeiro e sem pecado. Mas sabemos todos onde isto foi parar, na história, ou debaixo do fogo (Sodoma e Gomorra), ou da destruição pelas mãos bárbaras (queda do império romano, pela corrupção do pecado).
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0 # eduardo 23-04-2015 21:52
Tem outro livro que vocês esqueceram:A mulher no tempo das catedrais da Regine Pernoud.
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0 # Melquiel Luiz de França Júnior 23-04-2015 16:50
Eu já li O mito da Idade Média de Régine Pernoud. Foi através da leitura deste livro que fiquei curioso em conhecer mais e melhor este período da História. Infelizmente no ensino fundamental e médio nos passam uma visão muito negativa desta fase. Mas pelo menos já existem algumas mudanças.
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0 # Mendes 23-04-2015 16:16
A abadessa de um mosteiro tinha a distinção como a de uma rainha no mundo, com a diferença que ela tinha o dever de direção espiritual das religiosas.Ótimo post!
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0 # Rafael Rosa 23-04-2015 15:39
Meu Deus, pobre mulheres medievais, oprimidas pelo patriarcado machista [:'(] PS.: 3 militantes do FEMEN morreram ao ler este post PPS.: #aopersistiremossintomasdefeminismoradicalummédico deveráserconsultado
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0 # marcos 24-04-2015 10:51
Puxa vida, só 3?... Então vão ser necessários muitos post's como esse pra extinguir essa praga... Mas quanto mais post´s d'O Catequista vierem, melhor!
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0 # Fabão 23-04-2015 15:15
A gente descobre cada coisa quando estuda sem o MEC para atrapalhar... ;-)
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0 # André 23-04-2015 14:13
Muito Bom, mas os livros do MEC continuarão a propagar a história manipulada pelo "olhar crítico". Tomara que essa verdade se alastre para que eles não consigam mais usar a estratégia de reescrever o passado conforme o hino da internacional comunista -> Du Passé Faisons Table Rase! (Façamos Tabula Rasa do Passado!). Parabéns !!
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0 # Davi 23-04-2015 12:57
É muita opressão patriacal. kkkkkk Ótimo trabalho. Estou relendo Pernoud e é sempre maravilhoso.
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0 # Padre Orlando Henriques 23-04-2015 12:48
Bem jogado, Catequista! Na verdade, os abades dos mosteiros gozavam de grande prestígio, um prestígio particamente episcopal: usavam mitra e báculo e o título de “Dom” (“Sr. D. Abade”) próprio dos bispos. O facto de também as abadessas gozarem desse prestígio e insígnias (pelo menos o báculo) é uma grande prova de que a Idade Média não é aquilo que nos habituaram a pensar. Há muitas imagens antigas de abadessas com o seu báculo. Eu encontrei algumas (mas há mais e até mais antigas), por exemplo da Beata Mafalda (uma das três filhas do Rei D. Sancho I, todas três religiosas e beatificadas): http://mirante.aroucaonline.com/2008/05/07/arouca-celebra-a-festa-da-sua-padroeira/ http://santosintactos.blogspot.pt/2000_05_02_archive.html
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0 # A Catequista 23-04-2015 13:25
Padre, eis aqui também uma iluminura do século XIII mostrando Santa Hildegarda de Bingen pregando para um grupo de monjas, empunhando o báculo: santa
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0 # Janes 28-04-2015 00:42
Este site é como o vinho. Quanto mais "velho" melhor vai ficando. Tenho especial interesse nesse assunto do valor da mulher a partir do cristianismo (bem como da libertação da escravidão, a antiga e a recente negra, a diminuição da pobreza, etc.) e o post enriqueceu mais ainda minha pesquisa. Não é difícil perceber (pelo menos segundo a lógica) que chegaremos em um tempo onde será claramente desmascarada toda a ideologia que conduziu a pesquisa histórica do iluminismo em diante (engodo esse que foi agravado com a ilusão socialista). Se esse tempo de clareza científica, historiográfica (que já é presente na pesquisa) não penetrar os sistemas de ensino (desde a universidade até a escola básica) e a mídia que ainda insistem em se pautar por velhos preconceitos, pelo menos não haverá pretexto para as pessoas serem ignorantes úteis. A escolha de se colocar contra a obra divina na história humana será cínica e consciente, diante da clareza dos dados e fatos que tem se acumulado a cada dia. Não sei se já trataram disso em algum post, mas deixo aqui dois desafios instigantes, em continuidade e consonância com o tema ora exposto: 1) Mostrar como, na verdade, o desrespeito à mulher veio justamente daquelas épocas e ideologias que se vangloriaram de terem superado a igreja e a idade média nesse quesito (ou seja do iluminismo em diante até agora). Por incrível que pareça, é um teólogo do campo dito "progressista" (o dominicano Timothy Radcliffe) quem afirma que a época pós-iluminista é que foi marcada por um inédito autoritarismo e moralismo jamais visto antes e nisso ele coincide com alguns trabalhos do falecido Plinio Correia de Oliveira (de quem discordo em inúmeros pontos, mas não nesse, entre outros). Passamos um longo tempo batendo no peito e fazendo o mea culpa pelos pecados "católicos" do passado. Sem negar que de fato, os membros da igreja pecaram muito, é mais que tempo de colocar muitos pingos nos is, para mostrar como uma grande parte desses "pecados" são obra de propaganda ideológica. Coisa planejada propositalmente e que atingiu os seus objetivos criando inúmeros mitos anticatólicos. Não se trata de triunfalismo, mas de amor à verdade dos fatos. Depois de tudo que pesquisei, estou convencido de que a história da contribuição católica ao mundo, passa tranquilamente por um teste de três perguntas: 1)Apesar dos erros, a atuação da igreja em vários campos (administração da justiça com humanidade, liberdade de expressão, promoção e emancipação dos mais pobres, da mulher, dos escravos, solidariedade social, etc.) foi moralmente melhor do que aquilo que havia antes dela? 2) E foi melhor do que aquilo que havia em outros lugares, nos mesmos tempos em que a igreja atuou (sobretudo naqueles tempos em que a igreja - segundo a opinião que a manipulação ideológica tornou lugar comum - atuou "contra os direitos humanos") 3) E em que aspectos, as épocas e orientações ideológicas (posteriores, do iluminismo até agora, passando pelo desastre socialista até os frutos amargos que o mundo já tem colhido agora, da ditadura do politicamente correto hoje vigente no mundo) que afirmam ter superado os "tempos de hegemonia católica" cometeram mil vezes mais agressões aos Direitos Humanos? Ou seja: como os "tempos católicos", foram inclusive superiores àquilo que veio depois, que pela lógica "progressista" deveriam ter superado o passado. Não se trata de negar o que houve de desumano e injusto no passado, inclusive por parte de membros e autoridades da igreja mas de, trazendo os devidos contextos históricos e culturais, responder com honestidade e imparcialidade cientifica, às três perguntas acima. 2) Um segundo desafio e sugestão seria o de mostrar como ocorreu o processo de desinformação, de difamação do catolicismo no mundo. Em que laboratórios ideológicos isso foi forjado, com que intenções, etc. Não é o caso aqui de exaltar uma instituição, provocando um "orgulho católico" no sentido mundano da palavra pois a glória do mundo passa, mas trata-se de mostrar que Deus existe, que ele enviou seu filho e que isso não foi em vão, que isso transformou de fato a história, apesar dos pecados e fraquezas dos seguidores de Jesus. A glória e o louvor que resultará dessa obra de esclarecimento, são para aquele que em nossa miséria, fez grandes coisas, demonstrando o poder da sua misericórdia. O fruto é nossa gratidão humildade ao Senhor e uma maior responsabilidade diante do dom recebido!
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0 # Padre Orlando Henriques 25-04-2015 21:52
Exacto, era mesmo uma imagem como essa que eu procurava e não consegui encontrar!
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0 # Larissa R.G. 23-04-2015 12:34
Incrível! Sempre gostei da idade média, das roupas, músicas e arte, e toda vez que eu falo isso tem um engraçadinho de prontidão para dizer como eu posso gostar da idade das trevas, blá, blá, blá... Agora tenho argumentos baseados em historiadores! Obrigada!!! Toda essa desinformação sobre a idade média, sempre usada como pretexto para atacar a Igreja é um outro tipo de perseguição não é? Amo o blog de vocês, sempre inspirador. E como não ser, quando vocês são inspirados pelo Espírito Santo? Continuem o bom combate...
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