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Terça, 06 Setembro 2016 11:23

Tradicionalistas ranhetas atiram pedras na Santa de Calcutá

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Como se já não bastasse as calúnias espalhadas por ateus e haters anticatólicos em geral, alguns tradicionalistas católicos (não todos) estão espalhando textos infames sobre Santa Teresa de Calcutá. Eles contestam a validade de sua canonização, acusando a madre de ser herege e relativista.

O maior problema desses católicos ranhetas é a FALTA DE FÉ NAS PROMESSAS DO CRISTO. Jesus garantiu que as portas do Inferno não prevaleceriam sobre a Sua Igreja – Igreja fundada sobre Pedro, sempre é bom lembrar; mas essa gente infeliz teima em acusar Roma de apostasia (papai Lutero mandou um abraço para esses seus filhinhos).

Roma falou, tá falado! – ensinou Santo Agostinho. Mas os católicos neuróticos se sentem no direito de contestar Roma até mesmo em questões de grande importância, como as canonizações. Se dizem tradicionais, mas fecham os olhos para a Tradição, que ensina que AS CANONIZAÇÕES SÃO INFALÍVEIS. Não vou me estender sobre isso aqui, mas recomendo que confiram o post da fanpage “Eu quase fui rad-trad, mas a lógica me salvou”.

roberto_belarmino

Há vários artigos debilóides de sites católicos tradicionalistas atacando Madre Teresa. Mas vamos nos concentrar naquele que nos pareceu o mais canalha e estúpido de todos: “6 provas de que Madre Teresa de Calcutá não pode ser tida como santa”, de um blog chamado Rainha dos Mártires.

O artigo é de uma malícia porca e infernal. Usa fontes altamente duvidosas e distorce fatos. São seis pontos de acusação. Vamos colocar um a um na chón.

1°) Em 1986, no Encontro de Assis, onde entre outras aberrações, foi introduzida uma estátua de Buda no Altar, a Madre Teresa de Calcutá se referiu aquela dia como: “o mais belo presente de Deus” (Time Magazine, 10 de Nov. 1986).

Revirei o site da Time e não encontrei essa citação. Talvez minha busca não tenha sido bem-sucedida porque o texto é de uma matéria muito antiga, ou... talvez essa matéria simplesmente não exista. Não dá pra saber.

Sem ter acesso ao texto completo da Time, não podemos averiguar o que realmente foi dito pela Santa e – o mais importante – se ela realmente disse isso. Aliás, nem sabemos se Madre Teresa ficou a par da profanação do altar, sobre as relíquias do mártir Vitorino. E também o cardeal Ratzinger disse que o Encontro de Assis de 1986 foi “um esplêndido sinal de esperança” (Revista 30Giorni).

2°) “Eu sempre disse que nós deveríamos ajudar um hindu a se tornar um melhor hindu, um muçulmano a se tornar um melhor muçulmano, um católico a se tornar um melhor católico.” Prólogo do livro "Tudo começa pela oração" cita tal frase sendo da Madre Teresa de Calcutá.

O título correto é “Tudo começa com a prece”. A fonte primária dessa declaração é digna de fé: Navin Chawla, que escreveu uma biografia autorizada da Madre, publicada em 1992 (agradecemos a informação ao amigo Felipe Koller).

akihiroÉ perfeitamente possível compreender essa frase de um ponto de vista fiel à doutrina católica. Digamos que uma mulher hindu estivesse planejando abortar. Mas conversando com Madre Teresa, então, se convence a deixar a criança viver. Ora, essa mulher, assim, não se torna uma melhor hindu? E, sendo uma melhor hindu, não está em condições mais favoráveis de reconhecer e abraçar a Boa Nova do que se fosse uma má hindu?

Temos, nesse sentido, o testemunho do padre japonês Francisco Akihiro (foto ao lado). Ele era budista, e começou a trabalhar como voluntário nas obras de Madre Teresa. Tornou-se um budista melhor e, por fim, se converteu ao catolicismo (Fonte: CNS Service).

3)“Alguns chamam-no de Ishavara, alguns chamam-no de Allah, alguns chamam de Deus, mas nós temos que reconhecer que é Ele quem nos fez para coisas maiores: amar e ser amado. O que importa é que nós amamos. Nós não podemos amar sem oração, e assim não importa a religião que nós somos, nós devemos rezar juntos.” (citado por Marian Horvat, “What About the Orthodoxy of Mother Theresa?”)

Essa frase é realmente recheada pela heresia do indiferentismo religioso. Mas, ao saber que é a autora do artigo que afirma que Madre Teresa disse isso, eu realmente duvido que seja verdade.

Marian Horvat é católica, com certa ligação com a TFP. Mas é estranho vê-la contrariar um ensinamento do Catecismo (ponto 838), ao afirmar que os protestantes não são cristãos (confira aqui). Sou só eu que acho essa fonte pra lá de suspeita?

Já vimos a mídia distorcer mil vezes as declarações do Papa Bento XVI (chegaram até a dizer que ele liberou o uso da camisinha, elogiou Marx e Lutero) e do Papa Francisco. Porque não fariam o mesmo com Madre Teresa? É ÓBVIO que muito do que dizem por aí que ela disse é simplesmente caô.

4) “Uma ordem católica, As Missionárias da Caridade é todavia ecumênica em seu trabalho. (...)

"Chamávamos sacerdotes hindus e pândits quando necessário. Frequentemente, eles não vinham. Por isso, memorizei o “Garuda Purana”, um texto hindu, que fala do pós-morte, com o equivalente hindu de Céu, Inferno e Purgatório. Um senhor que estava no final da vida pediu-me que o recitasse. Recitei."

(Ironicamente, esta frase que será refutada pelos Papas a seguir, foi retirada de um artigo feito para DEFENDER a Madre. Fonte: http://ocatequista.com.br/archives/12200)

Aqui nós de O Catequista tivemos a honra (SQN) de ser citados no artigo. Vamos lá...

A grande maioria das pessoas atendidas na casa de acolhida aos moribundos era... moribunda! E esses moribundos eram quase todos não-católicos. Tente se imaginar no lugar da Madre Teresa. O pobre está morrendo, pede para receber as bênçãos do sacerdote de sua crença... o que você faz?

Talvez os tradicionalistas achassem apropriado dizer: “Converta-se, seu adorador de demônios! Peça o batismo e receba a extrema-unção de um padre! Ah, não quer? Então morra sem assistência religiosa!”. Que tal?

E você, se fosse parar à beira da morte numa cama de hospital na Arábia Saudita, acharia justo que lhe negassem a assistência espiritual de um sacerdote? Faça ao próximo o que você gostaria que fizessem contigo – é um ensinamento básico de Jesus. Tira o coração do freezer, gente!

A desonestidade intelectual do artigo é vergonhosa. Um trecho da história foi omitido malandramente para fechar com a versão do autor. Cortaram do testemunho do nosso falecido leitor Harun esse trecho, que narra a profissão de fé cristã daquele moribundo:

Recitei. Ele perguntou como eu sabia aquilo. E eu disse que Jesus também ensinava sobre Swarga (o Céu). “Quem é Jesus?”, ele perguntou, querendo evidentemente uma resposta filosófica (hindus são muito introspectivos). Eu respondi: “Jesus é o começo e o fim”. Ele suspirou: “Oh! Eu amo Jesus!”, e morreu.

5) A foto da Madre rezando diante da imagem de Buda é auto-explicativa.

buda_teresa

Essa foto também não me agrada nada. Mas eu não sei exatamente o que está acontecendo. A informação é escassa demais para possibilitar uma análise séria. Além disso, os detalhes da foto em destaque de Madre Teresa não nos permitem afirmar que se trata da mesma situação.

Mas vamos partir da hipótese de que Madre Teresa, ali, realmente cometeu o grave pecado da idolatria. Ainda assim, eu não me atrevo a contestar sua santidade (ainda que ela não tivesse sido ainda canonizada). Ela pode ter se arrependido disso depois, pode ter se confessado... enfim.

Moisés pecou contra a fé. Jeremias beirou a blasfêmia. Tiago e João se mostraram vaidosamente interessados em cargos de destaque. São Pedro negou Cristo três vezes. Como já comentamos em um post anterior, Todo santo tem seu dia de Odete Roitman. E onde eles estão agora? Na glória do Céu! Quem seria imbecil a ponto de contestar a santidade desses nomes?

Talvez essa foto tenha registrado um mau momento de Santa Teresa. Se assim foi, tenho certeza que Deus já a perdoou, e que ela está nos Céus, porque ela muito amou. Gente, tô fora, não tô com moral pra tacar pedra numa mulher que resgatava pobres chagados no lixão.

6) Dando comunhão para as irmãs

teresa_eucaristia

Ora, em quase todas as nossas igrejas há ministros extraordinários da Eucaristia – e esses ministros podem ser mulheres. É bem verdade que esse serviço que deveria ser “extraordinário” está sendo erroneamente tratado como “ordinário” (corriqueiro), sem necessidade. Mas convenhamos, não estamos diante de nenhuma aberração.

Chegamos ao fim da nossa refutação. O artigo que pretendia “provar” que Madre Teresa não poderia ser santa não provou chongas nenhuma. Só provou que certos santarrões católicos conseguem se equiparar em maledicência aos ateus mais venenosos. Santa estupidez, Batman!

1936 Domingo, 23 Abril 2017 23:05

Comentários   

0 # Flor de Liz 28-09-2016 21:45
Não consegui entender ainda o item 1, não há nenhuma manifestação católica plausível aparentemente, com relação a estátua do buda sobre o Sacrário.Ninguém fez nada?
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0 # Antony 13-09-2016 17:03
Ola pessoal!! Queria saber porque vocês não usam não fazem videos usando essas mesma palavras escritas...acho que nos videos vocês se tornam os católicos muito bonzinhos!!
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0 # Aline Viani 20-08-2017 08:24
O pessoal do O Catequista PRECISA trabalhar com vídeos no Youtube. O que não falta é gente espalhando inverdades e difamando a Igreja por lá, enquanto poucos são os que disponibilizam vídeos que desmascaram essas mentiras e ajudam a evitar o desencaminhamento das pessoas...

Estamos sendo soterrados também pela idiotização e doutrinação dos jovens pelos ateus ignorantes e militantes marxistas que lá instalam suas "torres de comando". Precisamos de apoio verdadeiramente católico nessa plataforma que tem se tornado a principal doutrinadora da juventude atual. Quem não está no Youtube, hoje, é invisível às massas... NOS AJUDEM!
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0 # João Pedro Strabelli 13-09-2016 09:37
Tem horas que eu acho que a questão nem é tanto a Madre Teresa em si. É mais que fica difícil se posicionar e defender as atitudes da Igreja frente aos outros. Fica fácil para essa mentalidade de hoje dizer que ela não criou um hospital de ponta, não formou médicos, não desenvolveu pesquisa e vai descambando pras coisas mais absurdas que a gente vê por aí. Aí fica difícil pro católico que não está muito a fim de gastar seu tempo estudando para conhecer e argumentando para defender, explicar o que a Igreja fez. Dá a impressão que a atitude de Francisco ao canonizar Teresa mais dá trabalho e espanta mais gente da Igreja do que ajuda. Então, vamos procurar argumentos para desmerecer isso. E vale qualquer um nesse desmerecimento, inclusive aqueles que ultrapassam qualquer limite. Isso me lembra a nossa última campanha eleitoral, que a propaganda política ultrapassava todo e qualquer limite da argumentação, chegando a procurar o último sinônimo de uma palavra fora de contexto para acusar os outros.
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0 # Carmem Menezes 12-09-2016 09:04
Sobre o item 6, cito o seguinte trecho do livro "Madre Teresa: uma vida maravilhosa", de Leo Maasburg, padre que a acompanhou nas atividades diárias durante muitos anos. Na página 80, ele escreve: "Dado que na casa-mãe, em Calcutá, só se dispunha de um padre para trezentas religiosas, Madre Teresa e algumas Irmãs tinham autorização para ajudarem na Eucaristia."
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0 # A Catequista 12-09-2016 12:03
Obrigada! Muito importante essa informação.
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0 # Geraldo 12-09-2016 17:02
Eu não sei se vocês chegaram a acessar este artigo (link abaixo). Ele explicita bem a fonte e os motivos de uma pequena, mas barulhenta perseguição à santa de Calcutá, só que vinda dos manda-chuvas da TPC (Tirania do Politicamente Correto), ao passo que as críticas refutadas pelo blog, vem mais do lado tradicionalista (e não do tradicional, que é a própria igreja). E do lado esquerdista as críticas sempre tiveram uma conotação bem clara:a pequena madre sempre os incomodou , porque é uma figura de grande relevância humanista, admirada para além das fronteiras da igreja (foi Prêmio Nobel da Paz) e que, não obstante, jamais poderá ser contrabandeada para as causas do politicamente correto. Sua franca oposição ao assassinato das crianças vivas no útero (assassinato que é tido como sinal de emancipação - de quem mata, mas de quem é morto...) por exemplo, é bastante conhecida. Mas o texto explana bem essa perseguição esquerdista: http://www.breitbart.com/big-government/2016/09/03/why-the-left-hates-mother-teresa-of-calcutta/ O fato de a madre ser perseguida pelos extremos ideológicos é , para mim, um sinal de que ela é autêntica seguidora dAquele que jamais comunicou sua mensagem dentro dos parâmetros partidários do tempo e lugar em que se encarnou. Continuando pelo mundo e pela história afora, a presença e a obra de Jesus, os cristãos também não devem cair na armadilha do engavetamento ideológico à esquerda, direita, centro ou coisa parecida. Sei que é difícil nos dias tão polarizados em que vivemos, escapar dessa rotulação (e da quase obrigatoriedade de ter que se rotular) sem ganhar algumas pechas ("em cima do muro", "confuso", "indefinido",etc.). Mas como não é apenas um pedaço de nós que segue Jesus, mas todo o nosso ser, a nossa vida inteira, 24 horas por dia e em todas as dimensões e aspectos da vida, seria um total absurdo que a novidade radical de Cristo se manifestasse em nós, nos velhos moldes e parâmetros deste mundo caduco e suas habituais divisões. Nenhum dos partidos em disputa no tempo de Jesus (saduceus, fariseus, essênios, zelotes, etc.) pôde reivindicá-Lo como seu e ele se mostrou independente frente a todos eles. Uma independência que não o impediu de partilhar com os fariseus, por exemplo, da fé na ressurreição dos mortos, porém aprofundando-a muito mais: "Eu sou a Ressurreição e a Vida!" E certamente qualquer coisa de válida e verdadeira que houvesse em qualquer grupo, não deixou de ser reconhecida por ele, bem como total era sua liberdade para censurar qualquer erro de qualquer grupo. Por isso, a igreja e cada cristão, nem entra nas gavetas políticas criadas por esse mundo e nem expressa a realidade do seu mistério nessas pobres categorias (conservador, progressista, etc.). O que não significa a recusa de assumir posições - e posições claras e inequívocas - diante de cada questão e problema que apareçam. Essa necessidade do rótulo e do engavetamento, tem sido, por exemplo, um dos maiores obstáculos para o estudo e a prática da Doutrina Social da Igreja. Um liberal que assume a defesa assanhada e sem ressalvas do capitalismo, por exemplo, jamais encontrará respaldo nessa doutrina, e nem o encontrará, um socialista. Todos os lados são chamados a descobrir uma nova perspectiva, a se examinarem perante a luz dessa doutrina, que é o próprio Evangelho. Por isso (também) admiro imensamente a madre de Calcutá. Porque é impossível encaixa-la em rótulos e gavetas, a grandeza e independência da sua pessoa - que nisso segue a pessoa de Cristo - não cabe nesses cubículos tão estreitos, mas nos convida a ultrapassá-los (sem negar qualquer eventual coisa válida que possam ter), por causa de algo novo: o reino de Deus.Que não é deste mundo!
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0 # João Pedro Strabelli 10-09-2016 10:03
Tô meio decepcionado com a capacidade investigativa do blog que achou os 6 motivos para não canonizar a Santa. Como é que eles pegaram um dos motivos aqui mesmo d’O Catequista (o 4ª motivo) e não viram o maior deles? Aquele que ia acabar com qualquer dúvida muito mais que os outros seis juntos. Olha só: segundo Harun Salman, quando ele traduziu para a Madre a música Teresinha de Jesus, ela observou, prestem bem atenção, que “era um ensinamento sobre a Santíssima Trindade (“Acudiram três cavalheiros…”).” Barbaridade! Ou melhor: Barbaridade²!! Absurdo! Ou melhor: Absurdo³!!! Pegar uma música que menina canta berrando e rodando e comparar com a Santíssima Trindade?? Onde já se viu um absurdo destes? Alguém aviso pro blog deles corrigir esta mancada. A credibilidade deles está seriamente abalada depois disso. Ah, em tempo, avisa pra Veja também. Ela é que tem mania de publicar listas (como os 10 motivos pra seleção do Dunga fazer sentido, os 7 motivos pra você ser a favor de uma arma em casa e os 12 motivos pro ano ter 12 meses). Como eles gostam de listas com 7, é só plagiar os seis aí e acrescentar o sétimo. Bem estampado na capa. Vai ser um estouro de vendas.
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0 # Vini 09-09-2016 21:35
"Eles contestam a validade de sua cononização". Pode corrigir? rsrsrs
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0 # Francisco Silva de Castro 09-09-2016 14:16
Não se discute se Madre Teresa esta[a ou não no ceu. Se discute a sua canonização em relação com os outros santos que de ecumênicos nada tinham. Se as suas atitudes ecumênicas, que nunca foram negadas ou explicadas são para ser exemplo de um católico fiel a única religião revelada. Até porque não é preciso ser canonizado para ir para o ceu. A pergunta é: Teria sido Madre teresa canonizada sem o Vaticano II? Sem os seus documentos ecumênicos? Sem a sua postura dialogante com outros credos? E mais esta: concorda o Catequista que Madre teresa é uma santa para todos os credos, Budistas, hinduístas...Seria uma santa para todos os credos uma santa ainda unicamente e puramente católica? A canonização como fato não pode ser negada. Madre Teresa foi canonizada e pronto. A mídia pagã joga confete, católicos progressistas jogam confetes e muitos destes negam canonizações antigas e ficariam de cabelo em pé co ma canonização de uma Isabel a Católica e de um Pio XII. Estes possuem perfis iguais ao de madre Teresa? Houve santos ecumênicos no passado ao ponto de ficar em silencio perante as falsas religiões e considerar a conversão dos pagãos cosia secundária? Antes a canonização exigia pura ortodoxia do candidato em relação a fé. Seus e atos e escritos eram avaliados com extremo rigor e qualquer doutrina ou postura não católica era um empecilho para ser canonizado. hoje porem parece basta ser caridosos, fazer filantropia e já candidato a ser santo. Deste jeito daqui há algum tempo vão canonizar Ghandi e Martin Luther king. São estes os questionamentos que são feitos. Além disto, nenhum católico é obrigado a ser devoto de um indivíduo canonizado por mais famoso e midiático que seja.
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0 # Mariele 09-09-2016 10:51
EU ACHO QUE ESSA PASSAGEM DA BÍBLIA SEM ENCAIXA PERFEITO EM ALGUMAS ATITUDES DE SANTA MADRE TEREZA DE CALCUTÁ. OU SERÁ QUE ELES TAMBÉM VÃO QUESTIONAR A BÍBLIA E FALAR MAL DO APOSTOLO PAULO? "Porque, sendo livre para com todos, fiz-me servo de todos para ganhar ainda mais. E fiz-me como judeu para os judeus, para ganhar os judeus; para os que estão debaixo da lei, como se estivesse debaixo da lei, para ganhar os que estão debaixo da lei. Para os que estão sem lei, como se estivesse sem lei (não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo), para ganhar os que estão sem lei. Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns. E eu faço isto por causa do evangelho, para ser também participante dele. Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, uma incorruptível. Pois eu assim corro, não como a coisa incerta; assim combato, não como batendo no ar. Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado." 1 Coríntios 9, 19-27.
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0 # Geraldo 08-09-2016 19:04
O testemunho de Madre Teresa acerca de Jesus era tão evidente que ela foi acusada, por autoridades locais, de provocar a conversão de muitos indianos (coisa considerada crime em muitos lugares). A fala do bispo de Bhopal na Índia (abaixo) deixa claro que não há dicotomia entre o testemunho da vida, das ações, e a palavra explícita que anuncia Jesus aos outros. Na verdade, a palavra brota inevitavelmente dos gestos, quando a gente realmente procura viver a graça recebida e leva a sério a nova criatura que somos por causa da amizade de Cristo: “Chegaram até a culpar madre Teresa disso. Na verdade são as pessoas que nos perguntam por que as ajudamos e quando explicamos a elas que isso é o ensinamento de Jesus, querem abraçar a nossa fé.” Reportagem completa aqui: https://pt.zenit.org/articles/india-leis-anti-conversao-nas-maos-de-extremistas/ E por falar em Índia, veja que notícias bonitas: http://blog.comshalom.org/carmadelio/30558-india-curas-inexplicaveis-faz-catolicos-tornarem-se-40-da-populacao-ha-35-anos-atras-nao-existiam-catolicos-nessa-regiao Como gostava de dizer o cardeal Dom Serafim Fernandes: Deixemos Deus ser Deus!
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0 # Evandro 08-09-2016 17:28
Catequista, só uma crítica. Esse negócio de ficar rotulando as pessoas é um julgamento daqueles... Quantos erros foram cometidos por esse tipo de julgamento na história da humnidade? Não fique jogando mais gasolina na fogueira das divisões. Hoje somos bombardeados com esquerda vs direita, brancos vs negros, ricos vs pobres, aquela velha tática do "dividir para conquistar". Não fomente a guerra entre "tradicionalistas" e "modernistas". Cada um se acha dono da razão... A Verdade deveria estar acima de tudo. "Sem verdade, a fé não salva, não torna seguro os nossos passos": eis o ensinamento do Papa Francisco em sua primeira encíclica.
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0 # Padre Orlando Henriques 10-09-2016 17:34
É verdade que os rótulos nos limitam; mas também é verdade que dão jeito e, por vezes, se tornam até indispensáveis. Porque há coisas que são o que são, e ponto final. É um grande dilema!... Concordo consigo que rotular grupos ou pessoas como "conservadores" ou "progressistas", "de esquerda" ou "de direita", muitas vezes acaba por ser uma catalogação "quadrada" e redutora, tão redutora que não diz tudo o que a pessoa é. A variedade da complexidade humana nem sempre se deixa circunscrever por essas divisões: há quem tenha posições chamadas "conservadoras" em relação a um determinado assunto e posições chamadas "progressistas" em relação a outros assuntos... Por exemplo, às vezes pessoas que no campo político são da direita mas têm posições bem "esquerditas" dentro da Igreja... Depois, na política há o perigo de pensar que a direita é boa só porque a esquerda é má. É, realmente, um dualismo perigoso. Lá porque os partidos da esquerda são materialistas, abortistas, anti-Igreja, etc., isso não quer dizer que os da direita sejam bons: lá também há maçonaria, corrupção, anticlericalismo... Isto quando as coisas não se misturam, porque às vezes a confusão é tanta na política que já nem sabemos quem é que é de esquerda ou de direita... Ainda assim, como disse, os "rótulos" mesmo sendo redutores, dão jeito e são necessários. Por exemplo: como é que você chamaria a esses "tradicionalistas" (ranhetas ou não...) que «atiram pedras na Santa de Calcutá»? Se você tivesse que dar um título a este post, que título lhe daria? Arranje, então, uma palavra para dizer "tradicionalistas" sem entrar em dualismos que rotulem as pessoas... Claro que há muitos tradicionalistas; claro que não são todos iguais; claro que os tradicionalistas, como pessoas humanas que são, são muito mais do que apenas um rótulo. Mas, apesar de tudo isso, se eles são tradicionalistas, não vejo problema em a Catequista lhes ter chamado o que são. Até porque, exactamente por causa desse dualismo doentio que se instalou, muitos jovens, desiludidos com as facções "progressistas", "esquerdistas", "modernistas" se tornam uma presa fácil para o "tradicionalismo", esse "tradicionalismo ranheta" que, afinal, acaba por ser, por vezes, tão herético como o protestantismo. A Catequista sabia o que estava a dizer quando lhes chamou tradicionalistas.
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0 # Alex Hoffmann 10-09-2016 13:29
Então pelo seu pensamento, como agiríamos nós católicos?
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0 # João Pedro Strabelli 08-09-2016 14:55
Lembrei agora: tem gente que até hoje acha ruim Jesus Cristo ter salvo são Dimas, nosso querido bom ladrão, na última hora. Nem todos que pensam dizem, que não ia pegar bem desdizer Jesus Cristo, mas que tem gente que não engole isso, tem. E como tem! Desse jeito, não iam reclamar da Santa Teresa de Calcutá por quê? Sei não, mas depois de “corrigir” o papa, vai ter gente querendo “corrigir” Jesus Cristo também.
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0 # A Catequista 08-09-2016 15:05
Pois é, onde é que já se viu canonizar bandido (e bandido confesso), que ideia de Jesus né, rsrs
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0 # Vinicius 08-09-2016 10:49
De fato tem alguns pontos apresentados que não descem muito bem, e deixam dúvidas pela falta de fontes seguras, mas mesmo que algum fato apresentado seja verídico, diante do grande exemplo de vida da Madre e da autoridade da Igreja, como bons católicos não podemos ter dúvidas que ela é santa. Santa Teresa de Calcutá, rogai por nós!
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0 # Emanuel 07-09-2016 01:37
Quanto aos catolicos ''ultra-mega tradicionalistas'' ,creio que sejam bem intencionados...mas de boas intençoes o inferno esta cheio.As vezes , eles acabam sendo mais hereges do as pessoas que eles acusam de heresia...negando a autoridade e a infabilidade de praticamente todos os Papas pos -Vaticano Segundo ,e negando tambem dogmas e canonizaçoes que surgiram apos esse concilio.Alguns chegam no cumulo do atrevimento e chamam o Papa Francisco de ''Anti-Cristo'' , bem a la moda protestante.Ou seja se dizem catolicos-alias, se dizem mais catolicos do que a maioria -e negam sem vergonha nenhuma varios pontos da fe.Mas nao sao todos assim...mas existem varios. Porem,como destacado no post Roma falou ,ta falado.Madre Teresa foi canonizada , e pode chorar,espernear ,gritar,xingar ,bater ,que NADA vai mudar esse fato. Voçes ja falaram algo sobre o ''movimento ateistico anti- Madre Teresa'' ?Tenho que escutar essas coisas bastante , basicamente porque meu colegio inteiro e ateu.Ou quase inteiro.Ah,e ele e um colegio catolico. Mas a professora de Historia so fala de como a Igreja foi terrivel eo iluminismo foi maravilhoso.Eu mesmo fui um protestante fortemente anti-catolico POR CAUSA DAS AULAS SOBRE IDADE MEDIA. Quem me abriu os olhos foi um tio,um padre. Mas enfim...ate agora eu fiquei calado escutando o ''bafafa'' sobre Madre Teresa , mas queria fazer uma experiencia e tentar defende-la daquela bando de adolescente ateu revoltado se achando intelectual.Voçes tem algum material para eu começar a ''me armar''? Embora,OK...muita gente vai passar a me detestar de todo coraçao se eu fizer isso mesmo.
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0 # A Catequista 08-09-2016 14:22
Emanuel, temos mais dois posts aqui no blog defendendo a Madre Teresa das calúnias dos ateus. Coloca "madre teresa" no campo de busca do blog que vc encontra.
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0 # Robson 06-09-2016 23:49
Ótimo texto. Estou interessado no dogma da infalibilidade das canonizações, poderiam me informar a fonte?
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0 # João 06-09-2016 20:06
6) Dando comunhão para as irmãs Ela era Madre superiora do convento, não? A Madre de um convento não tem autoridade de pegar a Sagrada Comunhão e distribuir para as suas religiosas?
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0 # A Catequista 08-09-2016 14:14
Sim, ela tem! Boa observação.
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0 # Mons. Sérgio Costa Couto 06-09-2016 18:39
Somos homens do tempo que vivemos, alguns comportamentos de Santos do passado não se reproduziriam hoje, sem que possamos contestar a autoridade da Igreja que os apresenta como modelos (parciais, sempre) e intercessores. Santa Teresa de Calcutá foi uma mulher de sua época onde a colaboração entre grupos antagônicos tornou-se fundamental. Posso não ser muito animado com algumas práticas, mas não nego a retidão de intenções. Ademais, a fórmula é claríssima, se aproximando de uma definição dogmática. Canonizationis formula Il Santo Padre: Ad honorem Sanctæ et Individuæ Trinitatis, ad exaltationem dei catholicæ et vitæ christianæ incrementum, auctoritate Domini nostri Iesu Christi, beatorum Apostolorum Petri et Pauli ac Nostra, matura deliberatione præhabita et divina ope sæpius implorata, ac de plurimorum Fratrum Nostrorum consilio, Beatam Teresiam de Calcutta Sanctam esse decernimus et de nimus, ac Sanctorum Catalogo adscribimus, statuentes eam in universa Ecclesia inter Sanctos pia devotione recoli debere. In nomine Patris et Filii et Spiritus Sancti. C. Amen. http://g1.globo.com/globo-news/jornal-globo-news/videos/v/monsenhor-sergio-fala-sobre-a-canonizacao-de-madre-teresa-de-calcuta/5281920/
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0 # João Pedro Strabelli 06-09-2016 16:43
São Francisco de Assis, que creio eu não necessita de maiores apresentações, disse: “Evangelize sempre. Se necessário, use palavras.” Santa Teresa de Calcutá precisou de poucas palavras. Mas a evangelização dela…
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0 # Geraldo 06-09-2016 18:19
Cara, esse "se necessário, use palavras" é perfeito e sintético. Complementa e conclui muito bem aquilo que você expunha na resposta ao meu comentário (post: meu protestante favorito) e que eu estiquei mais um bocado. É exatamente isso, é a Dei Verbum! Seguindo os passos do Senhor, antes de tudo o cristão é e faz. Vivencia a graça de uma presença que o transforma. A palavra que não for iluminação acerca dessa realidade pode muito bem cair naquilo que Nosso Senhor nos alertou tão seriamente: "Até das palavras inúteis que disserem, vocês terão que dar conta." O próprio debate a que o post alude (acerca da suposta falsa santidade da madre de Calcutá) passa a forte impressão, de uma Torre de Babel, de um bafafá tremendo , diante do qual a pessoa de fora, muitas vezes, opta por sair correndo, chocada: "Eu hein, esses caras estão se comendo vivos! Eles que são brancos que se entendam, tô fora dessa bagunça!" E a evangelização - razão de ser da nossa vida, à cada dia que amanhece - que ocorre antes de tudo, por um acontecer da graça de Cristo em nós, se dá, para nós católicos, como presença visível de um fato palpável por todos que possam nos conhecer: A NOSSA COMUNHÃO FRATERNA em CRISTO. Ela é um verdadeiro milagre da graça de Cristo, pois normalmente as pessoas se congregam e ficam juntas, por afinidade ou simpatia mútua. O chamado de Cristo, porém, convoca e congrega no mesmo povo, pessoas que por motivações só humanas, jamais ficariam juntas. Lembra-se daquela freira osso duro de roer que Santa Teresinha de Lisieux teve que engolir no convento? Suportá-la a princípio, e por fim abraça-la alegremente, fez parte da sua pequena via de santidade, até o ponto de um dia poder dizer com toda sinceridade: "Sorrio assim, porque fico alegre quando lhe vejo!" (foi a sua resposta à freira que lhe havia perguntado com despeito e irritação: "Ei, porque você está sempre tão alegre e sorridente?"). Esse conviver fraterno por causa de Jesus (o que nos traz profundos questionamentos: quantas de nossas paróquias, estruturalmente, permitem um relacionamento ombro a ombro, que sendo visto pelos de fora os faça exclamar: "veja como se amam!" ?) é o principal fator da evangelização. Até quando falamos de Jesus, individualmente, uma comunhão de pessoas, deve transparecer em nossa fala, deve aparecer o milagre da nossa comunhão em Cristo que o Concílio Vat.II, chamou de sinal da unidade do gênero humano. Alguns pensam que isso é uma inovação de linguagem do concílio. Mas esse sempre foi o maior testemunho da fé católica no mundo, durante o maior tempo da nossa história. A gente visita a velha cidade de Ouro Preto lá em Minas , por exemplo, e praticamente vê uma igreja em cada esquina. São quatro, cinco minutos a pé, de uma para a outra. São sinais de um tempo em que as nossas paróquias eram pequenas e o Código de Direito Canônico (o antigo, o de 1917!) dizia que o tamanho delas devia ser tal, que permitisse a visita do pároco à cada família, pelo menos uma vez por ano! Cerca de 300 famílias, era a população de uma paróquia antiga ideal, segundo a regra canônica. As cartas de São Paulo terminam com aquele tom tão caloroso, que o fazia mandar beijos de cumprimento, citando nominalmente várias pessoas das igrejas com que ele se correspondia. E a própria etimologia da palavra paróquia remete à essa proximidade de um viver como irmãos: casa ao lado de casa, casas pareadas. A vida monacal, em boa parte, e toda a vida religiosa consagrada, surgiu também como reação à perda dessa dimensão da comunhão fraterna entre os cristãos, que é o principal testemunho evangelizador dado por eles ao mundo. E por mais que tenhamos críticas a fazer às congregações religiosas e seus membros hoje, não deixa de ser um sinal estupendo, essa convivência sob o mesmo teto, de pessoas irmanadas em Cristo e impulsionadas pelo carisma e missão que lhes foram dados pelo Espírito Santo. E ainda hoje, mesmo quando esse testemunho vai decaindo e se enferrujando, o mesmo Espírito tem suscitado novas formas de vida consagrada, novas comunidades onde vemos um certo frescor e sabor franciscano. A descoberta de Cristo, a conversão é claramente um fato pessoal, mas que nos coloca imediatamente em comunhão com quem fez a mesma experiência. Basta ver a história de São Paulo. Eu senti muito claramente, o calor desse testemunho fraterno, neste blog, quando faleceu um leitor chamado Harun Salomão. Ao se tocar no assunto, o modo afetuoso como se comentou sobre esse homem, deixou transparecer um senso de família que vai surgindo entre os autores do blog e os leitores, e que é muito importante. Não se trata de uma simpática socialização, nem de um clube de amigos e grande é o perigo de se reduzir o mistério da igreja à banalidade de algo como " a união faz a força". Trata-se da obra de Deus, que reúne em Cristo, quem estava disperso: "Jerusalém, Jerusalém! (...) quantas vezes eu quis reunir teus filhos como uma galinha que acolhe os pintainhos sob as asas!"
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0 # João Pedro Strabelli 06-09-2016 20:50
Oi, Geraldo Obrigado novamente. Como eu disse lá no outro post, eu preciso de respostas bem estruturadas e que observem os detalhes e a sequência de argumentos porque eu pulo tudo isso. Curioso que meu pai era assim, organizava perfeitamente o raciocínio, a argumentação e os dados que ia apresentando. Não herdei nada disso. Valeu!
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0 # alessandro 06-09-2016 15:42
sera que sao cegos para nao enxergar tamanha santidade na pequena grande madre.sera que de tanto eles lerem e relerem a suma de santo tomas,ELES FICARAM BURRO.ou e uma picuinha besta,porque ela esteve com hindus, com isso ela nao e santa.sera que eles dao conta de largar um pouquinho sua papelada e fazer 10% que ele fez para a igreja.que o orgulho nao faz, contestar uma tamanha santidade,que se eu fosse papa nao esperava nem milagre para canoniza-la.alias se SANTA THEREZA DE CALCUTA, nao tivesse feito obra nenhuma, SOMENTE SUA TERRIVEL NOITE ESPIRITUAL QUE BEIROU QUASE 50 ANOS,TALVEZ SEJA A MAIOR EM TODA A IGREJA, JA SERIA SUFICENTE PARA ELEVA-LA A HONRA DOS ALTARES. TRADICIONALISTAS E MUNDANOS RESPEITEM ESTA SANTA, especialmente aqueles que alegam ser da tradicao, vcs que dizem amar a igreja,PORQUE ELA SOFREU MUITO PELA IGREJA,E PELA HUMANIDADE TAMBEM. e eu fiquei muito feliz com sua canonizacao, agradeci muito a deus e agradeco ainda, por nos ter dado santa tereza.
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0 # Julio Cesar Dias Chaves 06-09-2016 14:44
Tem um certo formador de opinião por aí que adora posar de tradicionalista, mas que andou dizendo há algumas semanas para os católicos deixarem de ir à Missa dominical porque elas são sacrílegas e inválidas por causa da indignidade dos sacerdotes no Brasil. Ou seja, ele está colocando como condição para a validade dos sacramentos a santidade ou virtude pessoal dos ministros. Ora, dizer esse tipo de coisa nada mais é do que proclamar uma versão moderna do Donatismo, heresia condenada e combatida há cerca de 1600 anos por ninguém mais ninguém menos que Santo Agostinho. Chega a ser irônico, posa de tradicionalista, mas propaga uma heresia refutada e condenada há séculos. É rir para não chorar.
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0 # YURI 11-09-2016 04:27
Eu vi esses comentários do Olavo de Carvalho, mas me surgiu uma dúvida. Se o padre é comunista, então sofre de excomunhão automática. Então, a consagração feita por ele é inválida, não? Porém, se alguém vai pra missa desse padre excomungado sem saber, então a consagração, assim como a missa seriam válidas, né? Pelo menos pra ele.
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0 # Julio Cesar Dias Chaves 12-09-2016 15:25
Yuri, copio e colo a resposta do resposta do Felipe Nanini que a Catequista já tinha postado aqui: 1 – Excomunhão não é motivo para invalidar sacramento, exceto Confissão e Matrimônio e ainda assim para que o sacramento seja inválido é quase impossível, uma vez que na maioria dos casos existe a suplência eclesiástica. 2 – O número dos adeptos ao Comunismo não é tão grande assim não. 3 – Dizer que a maioria do clero pode estar apartado da Fé, é absurdo 4 – Se os Padres não sabem que aderir ao comunismo é motivo de excomunhão, não estão excomungados, uma vez que faltou pertinácia. 5 – Excomunhão não tira autoridade para dar Sacramento, uma vez que a autoridade está em Nosso Senhor e não no ministro. Isto ai é donatismo puro 6 – Você pode participar da Missa sem receber a comunhão. O que cumpre o preceito é a participação e não a comunhão 7 – Está negando o número 1 e se contradizendo. Além do mais não é o ministro que torna a comunhão digna e sim o próprio Sacramento. Deve ser um tipo de donatismo refinado isto ai. 8 – Pecado mortal de faltar da Missa no Domingo não leva para o Purgatório, mas direto para o inferno.
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0 # YURI 13-09-2016 02:29
Julio, eu sei que não invalida, mas para invalidar, pressupõe-se que houve consagração. Esse que é meu questionamento. Houve, ou não, consagração válida?
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0 # Julio Cesar Dias Chaves 14-09-2016 15:47
Não.
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0 # Geraldo 12-09-2016 23:48
Sem dúvida alguma, Yuri e Júlio, existe um grande risco de generalização quando falamos da contaminação marxista da cultura brasileira, sobretudo no ambiente universitário, de cuja tendência ideológica os nossos seminários não deixam de participar. Mas o perigo maior não é a adesão explícita ao comunismo (Julio diz no número não muito grande de adeptos, no comentário acima). Antes assim fosse! É muito mais fácil denunciar aquele que se declara explicitamente adepto de uma ideologia. O problema é a quantidade enorme de pessoas que tem uma mentalidade, uma visão da vida, determinada pelo comunismo sem o saber. Este é um capítulo que a Doutrina Social da Igreja certamente precisará desenvolver e incorporar em si, ouso sugerir. Já o faz de modo esparso, quando denuncia a Ideologia de Gênero, o abortismo e cia. Mas, como síntese explanatória, precisará denunciar e desvendar o fio condutor que liga essas remanescências e estratégias culturais do marxismo no mundo atual. A tremenda vigência da cultura marxista inconsciente no mundo contemporâneo (e aqui mora o grande perigo, mais que na adesão explícita à uma ideologia fixada) foi detalhadamente planejada, desde as perspectivas gramsciana e frankfurtiana, que lograram a hegemonia cultural em vários espaços socialmente determinantes (escola, universidade, mídia, igrejas), embora o povão mesmo (sobretudo os mais pobres) continue cioso dos seus grandes valores éticos e espirituais,conquanto fragilizados por tanta agressão externa. Esse é o grande trunfo , a influência implícita que leve muitos a apoiarem - sem nada saber - uma sociedade guiada pela perspectiva marxista, não necessariamente em termos econômicos (porque nisso ninguém aposta mais-nem a China - a não ser os chavistas), mas em termos culturais e espirituais. Aliás em termos econômicos, o socialismo até que tem se dado muito bem, com o lado mais podre do capitalismo, ambos vivem de mãos dadas. Em suma: o movimento comunista não logrou mexer no bolso do cidadão (e por isso, muitos o consideram inofensivo hoje) mas tem sequestrado cada vez mais a alma das pessoas. Dada a natureza implícita e sutil, manipuladora (inclusive mediante técnicas psicológicas de indução de comportamento) da atuação marxista contemporânea (que começa há mais de 60 anos), concordo que seja temerário falar de pessoas e eclesiásticos excomungados automaticamente e certamente o professor Olavo incorre nesse exagero. Pois a colaboração inconsciente a que muitos são induzidos quase que por osmose desde o ambiente cultural em que vivem, exatamente por ser inconsciente, não pode ser tida como fruto de uma culpa pessoal. Contudo, o mínimo que se espera de uma inteligência viva e de uma personalidade íntegra é, ao menos, alguma curiosidade diante de uma provocação tão grave como "você colabora - mesmo sem o saber- com a hegemonia de uma ideologia que fere profundamente a dignidade humana e os direitos das pessoas (sobretudo dos mais pobres)!" Eu escolheria dizer a mesma coisa que Odec diz (incluindo o que ele disse a Dom Odílio ou sobre ele), com a mesma franqueza, mas usando outros termos e outro tom. Mas o seu tom abrupto, não invalida de forma alguma a gravidade da questão que ele traz: uma colaboração inconsciente é muito pior (favorece muito mais o êxito da coisa) que uma colaboração consciente e assumida. E se eu fosse Dom Odílio e a CNBB, eu passaria por cima da casca grossa, da embalagem desagradável, e me deixaria questionar pela provocação em si: do que esse homem está falando? Que fatos traz para corroborar tão graves denúncias? Quão gravemente, tudo isso que ele denuncia (se recebe nosso inconsciente apoio) coloca em cheque o nosso amor preferencial pelos mais necessitados e injustiçados desse mundo? Que se cometa a injustiça de se declarar excomungado quem nem sabe onde está se metendo e quão usado está sendo, certamente é alguma coisa com a qual não devemos condescender. Porém, muito mais grave que isso, é que condescendamos, com uma colaboração que nem sabe o que está fazendo e por onde está sendo levada (e isso é objetivo declarado, assumido explicitamente pelos maiores ideólogos e estrategistas marxistas), pois essa, sem dúvida, é a maior colaboração que o marxismo pode obter para chegar aos seus objetivos de poder e dominação (não mais dos bens das pessoas, mas da alma, da consciência do povo). Não digo que não existam personalidades católicas (especialmente clericais) empenhadas nessa luta, não contra o comunismo de modo nominal e genérico, doutrinário (pois nisso creio que os bispos são quase unânimes) mas sabendo claramente onde ele age hoje, que roupas novas usa. Temos, por exemplo, um Monsenhor Cláudio Sanahuja, uma Eugênia Roccella, um Padre Paulo Ricardo (que aliás bebe muito na fonte olaviana e que nem por isso deixaria de assinar embaixo da denúncia grave que Júlio traz). Mas são ainda vozes isoladas e até marginalizadas, mesmo na igreja. O santo padre, a partir de muitas frentes, também tem atuado fortemente contra o marxismo cultural, mas sobretudo em suas consequências, mais nas consequências fragmentadas (ideologia genderista, abortismo, etc.) que nas causas e no conjunto de onde brotam as causas: a estratégia da dominação cultural como um todo. E aqui vou muito devagar e muito respeitoso, pois estou falando do sucessor de Pedro. Quem sou eu, em minha indignidade para ousar questionar o sumo pontífice, que aliás muito admiro. Mas tem algo aqui nesse pontificado que ficou como uma história meio mal contada: Não tenho a menor dificuldade com o ensinamento social do papa Francisco e o considero perfeitamente ortodoxo. Seguindo e retomando as claras indicações dos últimos documentos sociais de São João Paulo II, ele chama a juízo, o liberalismo econômico e o capitalismo, que não podem alegar uma tecnicista neutralidade ética e fugir das consequências e implicações morais das escolhas econômicas que seus agentes fazem. E creio que - sobretudo perante aqueles que o acusam de ser ideologicamente anticapitalista - sua posição ficará ainda mais clara com as beatificações que pretende fazer em breve, trazendo à tona os testemunhos de pelo menos três grandes capitalistas, que no entanto, vivenciaram as indicações da Doutrina Social da Igreja, que priorizam o bem da pessoa humana (do trabalhador) acima de qualquer lucro. A minha dificuldade é com um gesto de Francisco, que parece contradizer de algum modo, essa clareza do que ele quer, em termos de pensamento social. Pois se ele defende uma proposta de atuação social no campo da economia, que não sendo anticapitalista (contra o modo de produção capitalista que em si é algo técnico e, imoral ou moral será, dependendo das escolhas concretas que fazemos, por exemplo um dos futuros beatificados preferiu ter menos lucro que mandar pais de família embora da sua fábrica) tampouco é socialista, porque cargas d'água elegeu como interlocutores privilegiados, certas forças sociais que pretendem claramente a implantação do socialismo? Como o MST, por exemplo? Sendo que existem, organizações de trabalhadores sem terra, que claramente atuam a partir da Doutrina Social da Igreja, que não promovem invasões e nem uma dependência imatura dos poderes estatais. Que ele convide esses ditos movimentos sociais (como o MST) para uma conversa, não tem nada demais. Ele pode chama-los até mesmo para conhecer a Doutrina Social da Igreja e convida-los ao estudo de seus princípios, defendendo que são o melhor caminho para a resolução das questões sociais. E de fato, seus discursos nos dois encontros que teve com tais grupos, praticamente explanavam essa doutrina. Mas não foi só isso que ele disse.Sua fala, nos dois discursos, deram a entender que tais "movimentos sociais" são a melhor e mais genuína representatividade (senão a única) dos pobres trabalhadores em busca de pão, terra e trabalho. Ora, isso claramente não é verdade, pois em grande parte desses movimentos, os pobres são manipulados. Em alguns há sistemas de pontos, nos quais obtêm mais pontos (em vista da casa ou terra a ser adquirida) aqueles que apoiarem passeatas e manifestações de cunho ideológico que nada tem a ver com a luta pela moradia ou o terreno. E o santo padre (nos dois encontros) encheu esses grupos de elogios e nenhuma crítica, senão às suas práticas (que ele não é obrigado a conhecer),ao menos às suas filiações ideológicas que no caso do MST são claramente assumidas. Bom, foram dois encontros com os tais movimentos populares até agora, parece que haverão outros depois. E talvez seja cedo para eu tirar alguma conclusão e quando se trata do santo padre eu realmente vou muito devagar e com muito cuidado e respeito nas minhas pobres análises. Costumo ser muito mais o "gândula" que busca as bolas fora e assume a linha de frente da defesa do papa e do seu magistério. Toda a minha costumeira boa vontade é mais direcionada num esforço máximo de compreensão e adesão ao santo padre, do que de crítica. Mas creio que nem o papa quer uma adesão subserviente, mecânica e acrítica. E confesso que me incomodou o fato de (pelo menos) não ver entre aqueles movimentos sociais convidados a se reunir com o papa Francisco, conhecidas associações que labutam no compromisso com os mais pobres, mas na linha da Doutrina Social da Igreja e bastante distante de parâmetros socialistas de atuação. Quem sabe estarão lá numa próxima etapa, e quem sabe o santo padre e o Cardeal Peter Turkson (um dos mentores do evento) não promoverão uma partilha acerca dos métodos de atuação na área social, provocando a consciência acerca de meios dignos que qualificam justos fins e fins que sendo errôneos, também lançam mão de quaisquer meios sem qualquer avaliação moral? Assim espero e por isso rezo. Ou que o Espírito de Deus e os irmãos me ajudem a ter melhor compreensão dessas coisas, caso eu esteja equivocado em minha percepção.
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0 # Geraldo 13-09-2016 00:03
Por favor, relevem o monte de erros gramaticais que cometi no texto acima, pois escrevi isso com muita pressa.
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0 # A Catequista 06-09-2016 14:58
Julio, sobre esse tema, colo aqui a ótima resposta do Luiz Felipe Nanini: 1 - Excomunhão não é motivo para invalidar sacramento, exceto Confissão e Matrimônio e ainda assim para que o sacramento seja inválido é quase impossível, uma vez que na maioria dos casos existe a suplência eclesiástica. 2 - O número dos adeptos ao Comunismo não é tão grande assim não. 3 - Dizer que a maioria do clero pode estar apartado da Fé, é absurdo 4 - Se os Padres não sabem que aderir ao comunismo é motivo de excomunhão, não estão excomungados, uma vez que faltou pertinácia. 5 - Excomunhão não tira autoridade para dar Sacramento, uma vez que a autoridade está em Nosso Senhor e não no ministro. Isto ai é donatismo puro 6 - Você pode participar da Missa sem receber a comunhão. O que cumpre o preceito é a participação e não a comunhão 7 - Está negando o número 1 e se contradizendo. Além do mais não é o ministro que torna a comunhão digna e sim o próprio Sacramento. Deve ser um tipo de donatismo refinado isto ai. 8 - Pecado mortal de faltar da Missa no Domingo não leva para o Purgatório, mas direto para o inferno.
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0 # Geraldo 09-09-2016 01:07
Caro Júlio. Eu não sei se o famoso "tradicionalista" a que seu blog se refere é o professor Olavo de Carvalho e nem se ele se definiria como "tradicionalista" (digamos que sim, isso não importa muito e não vem ao caso). Comentários ao post do seu blog que você linkou aqui, levam a entender que se trata mesmo dele. Mas pelo post não dá para saber. Sendo ele ou não, concordo inteiramente com sua crítica, pois a retidão pessoal do ministro de fato não invalida qualquer sacramento ministrado por ele. Essa é a doutrina da igreja, mesmo. Todavia, penso que quando nos referimos a este homem tão singular e necessário, há que se fazer uma grande ressalva. Eu até inverteria, primeiro apresentaria seu grande trabalho e valor, e minha crítica é que seria minha pequena ressalva. Tentei dizer isso lá na área de comentários do seu blog. Mas não foi possível por que há um número máximo de caracteres permitido e eu tenho o defeito de ser muito detalhista em minhas reflexões. Todavia , trago aqui para este espaço, as minhas ponderações: O professor Olavo de Carvalho é um tesouro muito valioso para o Brasil e a América Latina, apesar dessa e de quaisquer outras eventuais opiniões equivocadas dele. Ele não só é valioso,como é muito necessário e até mesmo indispensável, por razões óbvias: Sua compreensão (fruto de grandes e longos estudos - coisa de mais de 40 anos) do comunismo, para além da definição estereotipada do dicionário que está na maioria das cabeças, inclusive de muitos intelectuais, nos mostra um movimento multidimensional e mutante (nos objetivos e nas formas) com ampla penetração na América Latina. A dimensão da influência cultural do marxismo não é novidade, já que os próprios marxistas ligados à perspectiva gramsciana e frankfurtiana assumem a hegemonia cultural e social (para chegar à política) como objetivo, desde sempre. Mas o professor Olavo desvenda, indo até aos detalhes, como isso tem ocorrido no mundo e especialmente na América Latina e no Brasil, há mais de 50 anos. Conhece a fundo os bastidores e os mecanismos (coisa que envolve muita manipulação, sem quaisquer escrúpulos éticos quanto aos meios) dessa história de ocupação de espaços (na educação em geral, especialmente a universitária, nas diversas organizações sociais, na mídia e na igreja) e dessa moldagem do comportamento alheio, sem passar pela consciência reflexa e pela escolha livre e informada, do povo e de cada pessoa por seu próprio destino. Ora, alguém que nos ajuda a enxergar algo de tamanha gravidade (trata-se da escravização mental das pessoas) merece não só imenso respeito, mas grande consideração e até gratidão. E mais que desvendar e denunciar, mostrando quais são as preciosas raízes culturais que foram sendo destruídas (patrimônio do povo todo, direito nosso!) para dar lugar às miragens socialistas (agora travestidas com a roupagem das causas desposadas pela tirania dos "especialistas" e donos do politicamente correto) o professor nos leva as fontes culturais e espirituais de enorme valor. Fontes valorizadas até pelos socialistas em países com boa tradição de cultura intelectual (como a França) mas completamente censuradas ou desconhecidas no Brasil, tão grande tem sido a ditadura do pensamento único entre nós. Partilho inteiramente da critica do post, mas se ele estiver se referindo mesmo ao professor Olavo, acredito que seria necessário e justo - antes da crítica - fazer esta grande ressalva acerca da contribuição ímpar que este homem tem dado à cultura brasileira. É uma semente de renovação cujo valor só o tempo revelará plenamente. A grave questão apontada pelo blogueiro não é a única falha do grande professor que, como humano e falível que é, certamente comete outros erros de avaliação. Mas dado o tamanho e importância da sua obra, e até mesmo dado à sua indispensabilidade para entender o nosso tempo, as correntes que nele influem, creio que é preciso falar desse homem noutro tom. Não me refiro à franqueza da crítica, pois esse é também o tom do próprio Olavo famoso por sua crueza e visceralidade de expressão e até por seus palavrões. Mas digo da necessidade de uma ressalva generosa que reconheça a grandeza do trabalho cultural do homem. Se o decreto de São João XXIII contra o comunismo (que ele aplicou a Fidel Castro) continua válido, se a Doutrina Social da Igreja é essencialmente anticomunista (assim como é contra a ideologização do capitalismo e sua prática sem atenção/sensibilidade a valores morais) então o imenso trabalho de Olavo de Carvalho é uma necessidade incontornável, para todos e, especialmente, para os cristãos. Se o povo e cada cidadão, deve ser autônomo frente ao seu destino e na escolha da forma de governo que melhor atenda à sua índole, valores e cultura , se o povo não deve ser levado à revelia de si mesmo para formas de governo que agridam profundamente sua alma, então a obra de Olavo é indispensável, não obstante quaisquer limites e defeitos que apontemos em sua reflexão e em seu estilo. Para mim, este homem deveria ser um dos interlocutores privilegiados , para as autoridades da igreja. Muito do que ele tem a dizer é de grande interesse para o futuro da fé cristã, especialmente para o futuro das práticas inspiradas na Doutrina Social da Igreja, se não queremos que a boa vontade da igreja para com a promoção/emancipação dos mais pobres, seja manipulada para fins que levem para bem longe desses objetivos. Uma interlocução, não para se conferir autoridade teológica e pastoral ao professor Olavo e não necessariamente para concordar com tudo o que ele diz. Mas para se avaliar as consequências culturais e sócio-politicas das escolhas pastorais que a igreja faz, sobretudo a CNBB, especialmente no campo social, no trabalho junto aos pobres e na área dos Direitos Humanos. Pois se não sabemos de onde vem e para onde vão, muitas coisas que consideramos dignas e boas para os mais pobres, podemos converter nossas ações em verdadeiras e decepcionantes armadilhas para eles, contradizendo a preferencial opção por eles, que tanto proclamamos. Creio que o PPR pode complementar ainda mais aquilo que eu disse. acerca de ODEC: https://www.youtube.com/watch?v=MGJn1IUzXUI https://www.youtube.com/watch?v=g4NoM8_r6yo
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0 # Julio Cesar Dias Chaves 12-09-2016 15:27
Ah, eu insinuei que ele é "tradicionalista" porque uma das modinhas entre os tradicionalistas é exatamente deixar de ir à Missa dominical alegando que ela é invalida na maioria das paróquias. E é exatamente isso que o Olavo tem feito
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0 # Geraldo 17-09-2016 13:51
Oi Júlio, eu estava caçando um campo de resposta e achei este aqui. Podemos sim, continuar o diálogo por e-mail. Evidentemente, antes que o trabalho do Prof.Olavo viesse à tona, nós tínhamos um Jackson de Figueiredo, um Gustavo Corção e outros. Só que a atuação desses homens já representava um remotíssimo passado, quando surgiu o professor. A sua percepção crítica acerca da contaminação ideológica da academia, infelizmente é uma rara exceção, que merece louvor. A maior parte dos estudantes recebia, por osmose (e continua a fazê-lo) a percepção ideológica da vida, como se fosse uma informação objetiva feita de conceitos científicos, necessidade intrínseca do progresso do mundo. Quem negasse tamanha obviedade, era tido como retrógrado e reacionário. E que você tenha tomado distância crítica também (ou sobretudo) a partir da fé em Cristo, da formação católica, é outra graça, que nos leva a louvar a bondade divina. Pois foi exatamente no ambiente eclesial que muitos sucumbiram, por razões assaz conhecidas. E com certeza, as fontes de onde o prof.Olavo pôde beber para construir seu posicionamento crítico, também são, em grande parte, fontes católicas de grande qualidade. Cito apenas o Padre stanislavs ladusãns e o Padre Antonin Sertillanges. Eu não sei qual seria a “roda” que você nega que ele teria inventado. Se é o anti-comunismo, com certeza ele não o inventou. Mas se é o desvendamento do comunismo como movimento multi-facetado, camaleônico, disfarçado e atualizado com outros nomes e rostos aí a história é outra, se falamos de Brasil. Se você também chegou, por outros caminhos, às mesmas conclusões que ele, só posso lhe congratular por isso. Mas publicamente, o que veio à tona aqui no Brasil, de modo pioneiro, foi o trabalho do prof.Olavo. E ele não insinua isso, mas o diz claramente, com todas as letras. Se o comunismo – na sua atual roupagem de deformação da cultura, de imposição legal dos dogmas politicamente corretos, de ocupação de espaços incidentes, e manipulação psicológica dos comportamentos e mentalidades – vai passar, antes que o Senhor volte, eu não sei. Mas sei, e concordo plenamente com sua afirmação nesse sentido, que existem realidades perenes e maiores que o comunismo: Cristo e sua obra. E com certeza, para um cristão, isso vem em primeiríssimo lugar, aliás em único e exclusivo lugar, sem qualquer concorrência com outro fator, seja este o trabalho do prof.Olavo ou qualquer outro. Por isso, concordo plenamente com a assertiva do Pe.Paulo Ricardo (e a endosso) de que ele não está , em momento algum, recomendando o prof.Olavo , sequer como catequista, senão como filósofo. As posições dele só podem levar ao cisma, se ele se pronunciar como pensador católico ou assim for (erroneamente) interpretado. Nem por um segundo, ele tem autoridade dogmática ou teológica, seu campo de estudo e discurso é totalmente outro. Tudo o que ele disser de proveitoso, ou de inútil e prejudicial, deve ser interpretado, pelo cristão, à luz da fé, exatamente como você fez e o fez muito bem. A fé é um pente fino, um crivo, um filtro, à luz do qual nós interpretamos tudo o que nos chega aos ouvidos, incluso o trabalho do prof.Olavo. Não é apenas naquele aspecto que você destacou (da validade dos sacramentos, independentemente da dignidade moral do ministro) que as posições do Prof.Olavo contrariam a doutrina e a visão de mundo católica, mas também em vários outros. O que não é nenhum problema para mim, já que não o ouço como mestre da fé. E quem o toma como referência de formação católica (que ele não quer ser) está equivocado. Ele sequer cogita de melhorar a igreja, não faz parte do âmbito de sua atuação. A gente vê, às vezes, no site O Antagonista, algumas postagens do jornalista Diogo Mainardi, bastante ácidas contra a igreja, o papa, a madre Teresa (das quais quase sempre discordo). Mas elas não tem o objetivo nem de melhorar nem de piorar a igreja, são simplesmente as posições do Diogo. Assim também são as posições do Olavo. E quem fizer das posições dele, orientação para a sua postura, como católico, não compreendeu bem o alcance do seu trabalho. A defesa que fiz – não do professor, e nem sequer da totalidade do seu trabalho, mas de aspectos essenciais dele, indispensáveis para a compreensão do nosso tempo – não contradiz por um segundo sequer, a defesa do santo padre e da igreja, e de Jesus Cristo sobretudo, com a qual gasto um tempo indubitavelmente maior. Importa que eu saiba discernir e separar bem, no estudo e na fala, que aspectos do seu trabalho eu estou acolhendo e valorizando. Tenho plena certeza de que esses aspectos da obra do prof.Olavo que valorizo , não afetam a fé católica, sequer de leve. Se um protestante fosse o inventor da penicilina, por exemplo, e eu destacasse e valorizasse a importância do seu invento para a humanidade, isso nem de longe significaria que eu estivesse “defendendo” esse protestante , na totalidade do que ele faz e diz. É preciso discernir e distinguir: uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Não tenho a menor dificuldade de criticar o que eu achar criticável no prof. Olavo. (Por que medo meu Deus, e medo de que? Da divergência? Mas que novidade existe no fato de que as pessoas divergem entre si? Do tom agressivo da divergência? E isso importa mais que o conteúdo substancial dela?) Por exemplo, endosso - como fiz desde o início da nossa conversa - sua mais que válida e justa observação quanto à questão da validade dos sacramentos, apontando a opinião errônea do prof.Olavo quanto a isso. E ainda acrescento outras críticas, como por exemplo, à visão que ele tem acerca de aspectos da Doutrina Social da Igreja. Quando a igreja compara a acumulação capitalista (sobretudo quando o seu resultado é a fome e a miséria imediatas do meu irmão) com os juros dos usurários medievais, ela não está de forma alguma desprezando (e criminalizando) a racionalidade da poupança, como Olavo de Carvalho parece interpretar. Na verdade ela valoriza a poupança previdencial, inclusive e sobretudo, para os mais pobres, como tão bem defendeu, o papa Leão XIII. Mas ela também lembra que, nenhuma racionalidade técnica em economia, deve ter a pretensão de uma neutralidade ética. E este tem sido o maior embate do Papa Francisco com seus adversários e críticos pelo lado do liberalismo econômico (entre os quais, certamente o prof.Olavo se filia). A futura beatificação do empresário Enrique Shaw (pelo papa Francisco) vai elucidar ainda mais essa dimensão ética como condição indispensável para que a economia seja administrada em consonância com a consciência moral. Pois Enrique, entre aquilo que parecia mais aconselhável em termos de "racionalidade técnica" e a imediata sobrevivência da pessoa humana (dos funcionários de sua fábrica) nunca hesitou em levar a sério a palavra de Deus: "Tive fome e me destes de comer!" Eu teria ainda outros aspectos do trabalho e do discurso do prof.Olavo, sobre os quais apontar minha discordância. Mas o espaço não permite. Todavia, como eu dizia desde o primeiro comentário que postei sobre este assunto, o faço com imenso respeito e valorização do seu trabalho único, pioneiro e necessário. Uma coisa não anula e não impede a outra. Dom Marcel Lefebvre esteve no centro de um cisma ou quase cisma com o catolicismo e é criticável sob vários aspectos. Mas também é admirável e digno de elogio, sob vários outros aspectos, aliás bastante censurados. Posso fazer as duas coisas: criticar o que for criticável e elogiar o que for elogiável, do mesmo modo como estou sujeito a ambas. O trabalho social de Dom Lefebvre em Dacar no Senegal foi fantástico e pioneiro, ainda antes do Vaticano II. Sem falar nos importantes alertas dele aos papas Paulo VI e J.Paulo II, quanto à perda do sentido da missa como sacrifício do Senhor sobre o altar, que ultimamente surtiram seu efeito. O mesmo se diga de Dom Sigaud que escreveu aquele lamentável livro (Acuso o Concílio!), mas que também realizou coisas admiráveis. Seu trabalho de promoção social entre os mais pobres em Diamantina (MG) dura até hoje e garante a sobrevivência digna de muitas famílias daquele sertão pobre de Minhas. Em suma, posso elogiar boas obras mesmo em vidas que no todo pareçam muito criticáveis. E posso criticar e apontar aspectos falhos em vidas e obras que , no todo, me pareçam muito admiráveis e preciosas. É assim , precisamente, que me posiciono ante a obra do prof.Olavo de Carvalho.
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0 # Geraldo 12-09-2016 20:12
Se esse pessoal deixa de ir à missa com esse "argumento" e faz isso, por influência do professor Olavo, é evidente que isso deve ser censurado e os nomes devem ser dados aos bois. Até porque isso cairia em contradição com aquilo que ele mesmo anda estimulando: ocupar espaços - de certo modo, invertendo o trajeto gramsciano - para ir desfazendo os estragos da cultura marxista em nosso meio. Se todo mundo cair fora das igrejas, que renovação espiritual pode acontecer, exatamente num dos espaços onde mais ocorreu a contaminação ideológica? É evidente que tal coisa merece crítica e alerta. Alerta esse que, repito, não me impediria de dar enorme importância ao desvendamento da ilusão comunista, não apenas como doutrina falsa, mas principalmente como movimento orgânico que nos cerca de todos os lados e possui mil rostos e nomes, e nisso, Olavo é de uma ajuda preciosa e única. É a sagrada dignidade humana dos mais pobres, que nos pede a defesa deles, contra todas as explorações que lhe são feitas em nome do lucro e da ambição, e mais ainda, a defesa contra as escravizações da sua consciência em nome de um suposto combate à pobreza (o que é exatamente o comunismo, ontem e hoje). E para defender é preciso saber onde está a ameaça, que disfarces ela usa, como se movimenta...etc. A doutrina social da igreja, não substitui a nossa ação, este trabalho é conosco. As investigações de Odec são um subsídio precioso nesse sentido.
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0 # Julio Cesar Dias Chaves 12-09-2016 15:23
Caro Geraldo, Eu não acho que a contribuição do Olavo de Carvalho seja tão impar assim não. Aliás, eu a conheço relativamente bem. Um cristão não precisa do Olavo para saber dos perigos do comunismo, basta conhecer a doutrina da Igreja. O OLavo é muito esperto e apenas faz uma compilação de ideias. De qualquer modo, eu diria que o "custo benefício" do Olavo não vale a pena. Mesmo que consideremos a batalha dele contra o comunismo útil, até que ponto isso seria o suficiente para justificar todos os outros erros dele? O comunismo, por mais perverso que seja,vai passar. As coisas que o Olavo nega e ataca na Igreja, não. O Olavo andou se referindo à hierarquia e ao Papa de maneira chula, ofensiva, com palavrões que eu não teria coragem de repetir aqui. O que ele fez com D. Odilo e com o Papa não são dignos de um católico de verdade. Aliás, você já parou para pensar porque ele adora atacar a hierarquia do Brasil, mas não diz um pio sobre a dos EUA - o local onde ele mora? Conveniente, não? Como se a hierarquia de lá não tivesse ataques de "esquerdice". E agora, para completar, ele resolve tentar convencer os católicos a não irem mais à Missa dominical e a propagar uma versão reciclada do Donatismo (eu tirei vários prints das coisas que ele anda falando nas redes sociais, se quiser, te mando). E nem vou comentar o envolvimento dele com astrologia e perenialismo, questão que nunca ficou totalmente resolvida a meu ver. Enfim, coloque a mão na sua consciência e me diga se realmente vale a pena tolerar todas essas posições heréticas e questionáveis do Olavo de Carvalho só porque ele combate o comunismo. Vale a pena continuar a louvá-lo e fingir que nada está acontecendo? Me parece que ele e seus seguidores caminham para um caminho sem volta, o do cisma. É bom tomar muito cuidado.
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0 # Patrick 14-09-2016 17:00
Como telespectador da conversa, peço, não vão para o email… rsrs O debate está edificador. Concordo com o Geraldo, mas os questionamentos do Julio são extremamente válidos. Debates e postagens públicas lidam com milhares de almas, e quando se lida com almas não há espaço para diletantismo (em matéria Doutrinal). E nisso o Olavo pode causar certa confusão naqueles que ainda “bebem leite”. Eu tenho minha opinião, que é mais ou menos a mescla da opinião de vocês dois, mas claramente vocês tem mais conhecimento do que eu, por isso gostaria de gentilmente solicitar que nos agraciem como telespectadores do debate. Ps.: Meu comentário ficou fora da ordem da conversa, por isso me desculpem por respostar.
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0 # Julio Cesar Dias Chaves 14-09-2016 16:02
Caro Geraldo, infelizmente ando muito atarefado e sem tempo para responder aos seus questionamentos como eu gostaria e como eles merecem. Se preferir, me mande um e-mail depois. Assim fica mais fácil. Gostaria apenas de fazer algumas observações: 1- Eu sou historiador, fiz uma graduação na área de humanas em uma universidade federal. Durante 4 anos e meio eu ia 5 vezes por semana à universidade. Eu conheço de perto a realidade do universo acadêmico brasileiro. Ninguém precisou me contar a respeito. E eu sobrevivi a tudo não foi graças ao Olavo, mas graça a formação católica, humana e cultural que eu havia recebido previamente e que continuei recebendo durante a graduação. Se tem gente que escapa disso por causa do Olavo, maravilha. O que eu quero dizer é que não foi ele quem reinventou a roda ou que descobriu tudo isso, como ele muitas vezes insinua. 2- Repito que, por mais perverso que seja o comunismo e ideologias correlatas, trata-se de uma realidade passageira. A Igreja existia antes do comunismo e vai continuar a existir após o comunismo (sim, após, porque ele não vai durar muito tempo). Os dogmas que o Olavo tem questionado, no entanto, são perenes. Não existe Igreja sem Papa e hierarquia. 3- As posições do Olavo são extremamente perigosas e podem conduzir ele e seus seguidores a um cisma. Isso é extremamente grave. 4- Como católico, eu devo ao Olavo o benefício da dúvida. Porém, eu estaria mentindo para você se dissesse que não desconfio fortemente que ele faz tudo o que faz não por ignorância ou com boas intenções em melhorar a Igreja. Se eu dissesse para você que eu não acho que ele é um charlatão que faz pose de bonzinho, mas que quer causar divisão na Igreja, eu estaria mentindo. Para mim, ele é muito esperto e apenas se apropriou de um assunto cada vez mais em voga entre os católicos (o anti-comunismo) para ganhar popularidade e com isso semear intrigas, discórdia e divisão dentro da Igreja. Mas, repito, eu lhe devo o benefício da dúvida. Estou apenas sendo sincero contigo. De qualquer modo, lembre-se que se conhece uma árvore pelos seus frutos. Xingar o Papa e um bispo é algo que vá gerar bons frutos? Encorajar católicos a deixarem de ir à Missa aos domingos gera bons frutos? 4-Já que você mesmo disse que talvez seja a hora de dar nome aos bois, porque não começarmos a fazê-lo desde já? Será que você estaria disposto a gastar 1/3 do tempo que você gastou aqui para defender Olavo para defender o Santo Padre e a hierarquia das calúnias e injúrias vindas do próprio Olavo? Já que o Olavo tem feito tanto mal à Igreja - apesar deste bem que ele aparentemente faz - não seria hora de começar a apontar claramente os erros dele? Sem medo da ira que ele frequentemente despeja contra aqueles que discordam publicamente dele (vide Rodrigo Constantino, Reinaldo Azevedo, Julio Severo, etc.)? Sem medo das Olavetes? Enfim, se quiser conversar por e-mail: Grande abraço.
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0 # Geraldo 12-09-2016 19:52
Oi Júlio. Você me pergunta se "vale a pena tolerar todas as posições heréticas e questionáveis do Olavo de Carvalho só porque ele combate o comunismo" E eu respondo que se trata de uma falsa alternativa, pois eu posso (e devo) combater as posições heréticas (se as houver) dele e de quem quer que seja e também, ressalvar e valorizar o seu combate ao comunismo. A doutrina da igreja (inclusive sua doutrina social) é suficiente para sabermos dos perigos do comunismo doutrinário. Mas ela nada diz sobre aquilo que os comunistas estão fazendo aqui e agora (sobre o que fizeram nos últimos 50 anos), sobre os outros nomes e disfarces e aparentes objetivos, que ele tem adotado e suas mil e uma estratégias. Tudo o que podemos encontrar aqui e ali, são pequenos acenos e breves reflexões sobre alguns dos últimos ocorridos (como a queda do muro) a partir do que já foi veiculado pela mídia convencional. E exatamente aqui, está a contribuição realmente singular do professor Olavo. Ele vê o comunismo não como uma doutrina fixa de contornos bem claros e delineados. Mas o vê como um movimento orgânico, vivo e multifacetado, que inclusive adota outras roupagens doutrinárias se lhe for conveniente. Os últimos documentos sociais de São João Paulo II, por exemplo, assumem a queda do comunismo no leste como algo efetivamente ocorrido e nos alerta (com toda razão) para que essa queda não nos jogue acriticamente nos braços do capitalismo. Olavo, contudo, junto com outros pesquisadores (não brasileiros) nos alerta para a farsa que foi essa aparente queda e nos mostra as roupagens novas que a velha ideologia foi vestindo e suas mil fragmentações e diluições no espectro do politicamente correto. Dom Odilo Scherer respondeu ao professor Hermes que o PT não é comunista (de certo modo, referenciando-se numa concepção estereotipada do comunismo como doutrina e ideologia imutável) para escapar das críticas que são feitas a setores da CNBB e da Arquidiocese de São Paulo claramente mancomunados com o partido. Eu jamais me dirigiria a qualquer ministro consagrado nos termos em que Odec se dirigiu a D.Odilo. Mas é fato certo (e grave) que - independentemente da forma de tratamento - a questão central levantada por Olavo, ficou - por parte do cardeal - totalmente sem resposta, causando não pouca perplexidade entre os fiéis. A objeção pode vir embrulhada na casca mais grosseira e desrespeitosa (o que merece uma censura à parte) possível, mas se é uma objeção verdadeira, procedente, não pode ficar sem resposta, sob pena de causar impasse nas consciências de muitos fiéis. O prefeito Hadad, comunista, comunga normalmente nas missas das cerimônias da arquidiocese (embora esteja automaticamente excomungado) sem nenhuma palavra da autoridade eclesial paulista, ao menos para dizer que essa comunhão é sem valor. A arquidiocese mantem pessoas e setores pastorais claramente ligados ao comuno-petismo (haja vista a posição de um de seus orgãos em relação à parada gay, que este blog denunciou). A objeção ao comunismo, continua sendo um elemento da disciplina canônica e da doutrina da nossa igreja. Ou a igreja decide cancelar essa objeção ou faz juz à ela, com toda a coerência e consequência. O desvendamento dos caminhos, disfarces e estratégias recentes e contemporâneas do comunismo (como movimento vivo e atuante e não como doutrina parada no tempo - e lhe é muito conveniente que a opinião pública o interprete assim) a partir do Foro de São Paulo - não há como negar isso - é em grandíssima parte , um trabalho de Olavo de Carvalho. Trabalho ímpar, singular, corajoso e por muito tempo, solitário, ridicularizado e perseguido. Evidentemente, todo o valor desse trabalho não nos deve impedir de fazer ao homem, toda e qualquer crítica, censura e objeção que sejam pertinentes , principalmente quando está em cheque, a fé cristã.
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0 # Geraldo 10-09-2016 17:22
Ops. A FALTA de retidão pessoal não invalida os sacramentos ministrados (pelo ministro indigno). Só para corrigir o lapso cometido acima. E reitero: caso o prof.Olavo de Carvalho tenha mesmo negado isso (e caso se esteja falando dele), penso que essa eventual falha sua não deve nublar a nossa visão acerca da sua contribuição ímpar e indispensável, pois ela aborda uma questão essencial: a autonomia de cada pessoa e da maioria do povo, na escolha dos próprios valores e do tipo de sociedade que melhor corresponda a tais valores. Denunciar a heteronomia, a manipulação das consciências, desvendar as estratégias e táticas dos poderes por trás disso tudo, é uma missão (assumida por Olavo de Carvalho, com riscos até para sua vida) de enorme valor cultural, social e político, que merece todo o nosso apoio.
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0 # Patrick 14-09-2016 16:57
Como telespectador da conversa, peço, não vão para o email... rsrs O debate está edificador. Concordo com o Geraldo, mas os questionamentos do Julio são extremamente válidos. Debates e postagens públicas lidam com milhares de almas, e quando se lida com almas não há espaço para diletantismo. E nisso o Olavo pode causar certa confusão naqueles que ainda "bebem leite". Eu tenho minha opinião, que é mais ou menos a mescla da opinião de vocês dois, mas claramente vocês tem mais conhecimento do que eu, por isso gostaria de gentilmente solicitar que nos agraciem como telespectadores do debate.
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0 # Natália 06-09-2016 15:09
A Catequista, fiquei com dúvida em dois pontos: Primeiro: Os ministros da eucaristia na Missa, na realidade, não deveriam estar lá? Segundo: Mês passado faltei em 2 missas, pois estava em um local que não vi nenhuma Igreja por lá, só descobri em cima da hora. E esse pecado mortal, então, não adianta nem confessar?
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0 # A Catequista 06-09-2016 15:47
Sobre a sua primeira dúvida: “Os fiéis, sejam eles religiosos ou leigos, que estão autorizados como ministros extraordinários da Eucaristia podem distribuir a Comunhão apenas quando não há sacerdotes, diáconos ou acólitos, quando o sacerdote está impedido por motivo de doença ou idade avançada, ou quando o número de fiéis indo receber a Comunhão é tão grande que tornaria a celebração da Missa excessivamente longa. Por conseguinte, uma atitude repreensível é aquela dos sacerdotes que, embora presentes na celebração, recusam-se a distribuir a Comunhão, deixando essa tarefa aos leigos.” (Sagrada Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos. Instrução Inestimabile Donum, 10) Repare que, em geral, o que vemos ser praticado em nossas igrejas se distancia muito dessa orientação claríssima da Igreja. Leigos instituídos como MECEs devem distribuir a Eucaristia SOMENTE QUANDO NECESSÁRIO, e DE FORMA EXTRAORDINÁRIA, como o nome de sua função indica. Infelizmente, na maior parte das vezes, agem (não por culpa própria, certamente, mas do sacerdote a quem auxiliam) como ministros ordinários. Segundo a página "Direto da Sacristia", a Arquidiocese de Bolonha só permite a administração da Santíssima Eucaristia por Bispos, Padres, Diáconos e Acólitos instituídos (sim, aqui há leigos assim, mesmo não sendo seminaristas). Ou seja, não há a função de Ministros Extraordinários da Comunhão Eucarística. “Somente por verdadeira necessidade se recorra ao auxilio de ministros extraordinários, na celebração da Liturgia. Porque isto não está previsto para assegurar uma plena participação aos leigos, mas sim que, por sua natureza, ou suplementação e provisoriedade.” (Sagrada Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, Instrução Redemptionis Sacramentum, 151) Sobre a segunda dúvida: você não pecou, porque faltou a missa contra a sua vontade. Não havia opção. Mas, se tivesse pecado gravemente (qualquer pecado), poderia certamente se confessar, e assim receberia o perdão de Deus, caso tivesse sincero arrependimento.
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0 # Natália 06-09-2016 17:09
Obrigada João e Viviane! Fiquei um pouco "chocada" referente aos ministros extraordinários da Eucaristia... Aquela sensação de "fui enganada a vida toda rs
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0 # João 06-09-2016 15:44
NATÁLIA, 1) O nome é "ministro extraordinário da Eucaristia". Ou seja, é um cara que deveria trabalhar ali apenas em casos emergenciais, incomuns, raros. Hoje acontece o contrário: o normal é a presença desses ministros. Isso é um abuso litúrgico, não chega a ser o fim do mundo. 2) Leia o Catecismo. Para ser pecado grave devem estar presentes três requisitos: matéria grave (mandamentos) + pleno conhecimento (saber que é grave) + pleno consentimento (faltei por que quis? Ou por força maior?). Se um deles não estiver presente, não é mortal. E mesmo que fosse pecado mortal, aí sim vc tem a OBRIGAÇÃO de se confessar. O sacramento da Confissão existe principalmente para isso: livrar o fiel dos pecados mortais.
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0 # Julio Cesar Dias Chaves 06-09-2016 15:06
Muito bom, Viviane. Obrigado. Eu escrevi no meu blog sobre isso também. Se quiser dar uma olhada: http://apocryphagnostica.blogspot.com.br/2016/08/o-cisma-donastista-e-os-cismaticos-no.html
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0 # João 06-09-2016 13:40
Eu apelidei os radtrads de protestantes de batina. São "católicos" (pra isso basta ser batizado validamente), mas na prática fazem Livre Exame e Sola Scriptura com os documentos da Igreja. É por esse motivo que são tão desunidos. Cada grupo radtraste odeia o outro e julga a si mesmo detentor da doutrina "pura" (opa, isso lembra gnose). É para evitar desunião que nos apegamos ao Papa, herdeiro de São Pedro. Por fim, pessoalmente, eu penso o seguinte: não gostou? Faz melhor. É muito boiola ser fariseu de Facebook, escrever em latim e não saber viver no meio do mundo. Não saber "perder"a si mesmo em favor do próximo. Curiosamente, esse pessoal todo acredita que basta "conhecimento" para ser salvo (opa, mais gnose). Eu não argumento com eles. Bloqueio eternamente. Pecadores obstinados estão além das graças que Deus me deu. Deixo essa cambada pra Ele tratar.
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0 # Geraldo 06-09-2016 13:23
Santidade não é sinônimo de absoluta perfeição e nem de inerrância total na fala. Mas parece ser esse o pressuposto dos críticos de Madre Teresa, de São João XXIII, de São João Paulo II, etc. São Pedro não teve lá suas posturas dúplices, corrigidas por São Paulo? Santo Agostinho - não obstante sua superior sabedoria - não disse lá umas bobagens sobre diabos íncubos e súcubos? E também parecia ter uma opinião sobre o sexo no matrimônio, que não era lá muito católica (pois a igreja vê o sexo como uma benção). São Marcelino Champagnat, expulsou com muita dureza, um candidato à marista, jogando suas malas pela janela afora, devido a algum tipo de pecado, parece que de ordem sexual. São Vicente, quando seminarista, teve vergonha de receber o pai, em visita ao seminário, pois ele era pobre e de aparência muito humilde. E assim vamos encontrar várias outras coisas feitas e ditas por santos, que não vão nos agradar muito. E não obstante eram santos. Se ser santo fosse sinônimo de ter uma perfeição moral acabada, que necessidade tiveram os santos da redenção que Cristo trouxe e do crescimento (às vezes sofrido e sacrificado) na graça do Senhor? Eu cá prefiro os santos que tiveram que vencer defeitos e imperfeições. Me sinto mais esperançoso em relação aos meus limites e pecados, mais confiante de que Cristo me ajudará a vencê-los. O Padre Giussani, também dizia que uma pessoa deve ser leal à tradição em que nasceu (budista, judaica, etc.). Um pouco parecido com aquilo que dizem ter sido dito pela Madre Teresa. O que não significa, de modo algum, recusa em anunciar Cristo à essa pessoa. A autenticidade é condição indispensável para que alguém ouça e adira ao convite de Jesus, senão a adesão pode ser mecânica e superficial. É assim que entendo essas falas de Don Giussani e Madre Teresa. Falas que, de algum modo, ecoam uma fala do Beato John Newman. Alguns de seus amigos protestantes, quando ele se tornou católico, quiseram imitá-lo. E ele lhes disse: "Não é porque eu me tornei católico, que vocês tem que vir atrás de mim.Obedeçam antes de tudo, à própria consciência." Ou seja, que a vossa conversão, se tiver que acontecer,seja autêntica, sincera. Se um budista não for autêntico, sincero e honesto diante da sua tradição budista, se não levar a sério a proposta dessa tradição que lhe foi dada, se não examinar sinceramente essa proposta, comparando-a lealmente com as exigências do próprio coração, como ele poderá ser honesto diante de Jesus? Pego apenas este exemplo, para dizer que a ORTODOXIA não é um gabarito de prova de múltipla escolha, onde vamos conferir o que foi dito pelo outro, para ver se há uma coincidência mecânica com ele. Foi em nome dessa interpretação mecânica e simplista da ortodoxia, que muitos rejeitaram o grande São Tomás de Aquino. O testemunho da Madre Teresa, me parece com aquele outro dos monges de Tibhirine na Argélia. Uma visão mecânica da ortodoxia, os condena por acharem que deveriam verbalizar mais explicitamente o anúncio de Jesus. Certamente, havia muitos catequistas na Índia, padres e leigos, que explicitavam a doutrina cristã (no que faziam muito bem) aos outros, aos indianos, aos membros das religiões locais. Mas não há dúvida de que as muitíssimas conversões (e também as muitas vocações à vida consagrada, sinal inequívoco de uma fecundidade gerada pelo Espírito Santo) geradas a partir da presença e do testemunho de Santa Teresa de Calcutá, se deram em maior número e qualidade que as conversões que resultaram de muitas pregações explícitas. E quer pregação mais explícita e clara do que um hábito religioso e uma cruz nele pendurada, do que um grupo de mulheres consagradas vivendo em fraterna comunhão (parece que depois, foi criado também o ramo masculino)? Uma coisa é ter respeito humano e vergonha de falar de Cristo, outra coisa é seguir um caminho peculiar de evangelização apontado pelo Espírito de Cristo. As inúmeras vezes em que o testemunho de amor dado por Teresa e suas companheiras, permitiu que dessem "as razões de sua esperança", abriram muito mais portas ao conhecimento de Cristo, do que mil palavras que poderiam ter dito, caso fosse tivessem recebido de Deus, esse carisma e modalidade de anúncio evangélico. Para mim, o carisma que Nosso Senhor deu à Santa Teresa de Calcutá, explicita bem o modo como Deus se revela a nós, segundo a Dei Verbum: Ações e Palavras. Palavras que mostram o significado das ações. Os gestos caritativos da madre, ensejaram muitas oportunidades que lhe permitiram mostrar o rosto dAquele que inspirava esses gestos: "Digam a todos que é por causa de Jesus que fazemos tudo isso", ela insistia muito nesse ponto. Falar de Cristo, não é seguir um roteiro predeterminado. Não é expor uma teoria. Mas é fazer acontecer a graça da sua salvação no mundo, segundo as indicações do seu Espírito Santo e a partir de uma experiência que eu mesmo faço desse acontecimento de salvação. Até hoje, bem depois de sua morte, o caminho peculiar de Evangelização que o Espírito Santo concedeu à Madre Teresa, continua a gerar conversões na Índia. Sua canonização vai contribuir ainda mais para isso.
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0 # Geraldo 06-09-2016 13:53
E mais: talvez não tenha havido nunca, na história da Índia, uma oportunidade tão larga de tornar Jesus conhecido e amado. Uma oportunidade supra-geracional que vai percorrer a história. Pois é inegável que ela se tornou uma grande personagem da história do país. E toda vez que se falar dela às futuras gerações, o nome de Cristo se tornará ainda mais conhecido. Veja como são surpreendentes os caminhos que o Espírito de Deus nos abre! Uma interpretação da ortodoxia (como figurino e gabarito mecânico) que não nos abre a um relacionamento vivo com o Senhor, à uma abertura às moções do seu Espirito, não é a verdadeira ortodoxia católica. A igreja se fez assim, no discernimento acerca dos caminhos que o próprio Senhor foi abrindo diante dos discípulos. A estrada e o método que Ele deu a São Paulo, também enfrentou, inicialmente, alguma resistência (com algum grau de conflito) entre as autoridades da igreja daquele tempo. A interpretação mais "ortodoxa" (naquele sentido mecânico e pobre que critico acima) , com certa influência de São Tiago, ia contra a posição paulina, que afinal, tornou-se mais e mais normativa na igreja. Recentemente, temos o exemplo de São Pio de Pietrelcina. Alguns guardiões da ortodoxia, o fizeram sofrer um bocado, até mesmo com punições severas. E hoje, quem ousa dizer algo contra sua fidelidade doutrinária? Foi com base nessa compreensão pobre e tacanha de certa "vigilância ortodoxa", que alguns católicos se rebelaram contra o dogma proclamado no Concílio Vaticano I (o da infalibilidade papal) e se tornaram uma nova religião: os vétero-católicos. Por isso , nosso esforço maior e boa vontade permanente, devem ir no sentido de não fazer uma leitura diacrônica que cria um divórcio entre o magistério vivo da igreja e sua tradição de sempre. Exemplos claros dessa boa vontade (de interpretação sincrônica e harmonizadora) são esse blog e o Padre Paulo Ricardo. Nosso Senhor disse "estarei com vocês até o fim dos tempos", e não só até antes do Concílio Vaticano II.
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0 # Victor Picanço 06-09-2016 12:43
Caríssimos, chequem isso: "Marian Horvat é católica, membro da TFP". Posso estar enganado, mas até onde sei a TFP aceita exclusivamente homens.
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0 # A Catequista 06-09-2016 13:03
Victor, membro talvez não seja a palavra mais exata. Esse site revela a ligação dela com a TFP: http://www.unitypublishing.com/Newsletter/ANF2nd.htm
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0 # Alex Hoffmann 08-09-2016 19:47
Pera um pinguinho aí, pelo que sei a TFP significa Tradição Família e Propriedade não é mesmo? A TFP foi fundada por Plínio Correia de Oliveira, ela "é" uma organização católica ou deveria ser pelo menos. Algum problema com esta dita TFP e quais os problemas?
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0 # Felipe Sérgio Koller 06-09-2016 12:17
Vivi, sobre o número 2: nesta fonte aqui quem diz que ouviu a frase da boca de Sta. Teresa é o próprio Navin Chawla, que escreveu uma biografia autorizada dela, publicada em 1992: http://blogs.economictimes.indiatimes.com/et-commentary/73995/ Isso é perfeitamente coerente com o número 4 do texto e até com a atitude da foto do número 5 - afinal, pelo que conhecemos dela, é evidente que ela não está adorando Buda ou rezando para ele, e sim rezando ao Deus verdadeiro com um coração compreensivo com as crenças dos que a rodeavam. Além disso, pensar assim é bastante compatível com o tom adotado por S. João Paulo II, Bento XVI e Francisco quando se dirigem a membros de outras religiões ou falam deles. Vai na linha do Concílio, que exorta os católicos "a que, com prudência e caridade, pelo diálogo e colaboração com os seguidores de outras religiões, dando testemunho da vida e fé cristãs, reconheçam, conservem e promovam os bens espirituais e morais e os valores sócio-culturais que entre eles se encontram" (Nostra Aetate, 2). Um abraço!
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0 # A Catequista 06-09-2016 12:30
Felipe, essa informação é preciosa, obrigada! Já fiz a devida atualização no post, que agora está mais preciso. Abraço!
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0 # A Catequista 06-09-2016 12:30
Felipe, essa informação é preciosa, obrigada! Já fiz a devida atualização no post, que agora está mais preciso.
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0 # Francis 06-09-2016 12:13
Um santo não é infalível. Ter cometido algum erro ou pecado em vida não basta para garantir que a pessoa não possa ser canonizada. Isso é óbvio. O acesso aos sacramentos, à penitência, às obras de misericórdia, a própria comunhão dos santos, muitos meios tem a Providência para assegurar a conversão/arrependimento/regeneração antes da morte. A canonização não reconhece que ela foi impecável (nenhuma criatura o foi exceto a Virgem), mas que, ao morrer, estava em estado de graça ou, se passou pelo purgatório, já dele saiu. Estou errado?
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0 # A Catequista 06-09-2016 12:16
Certíssimo, Francis!
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0 # Aline 06-09-2016 12:12
Sobre a foto "adorando" Buda. Eu percebi que o detalhe branco do tapete de uma foto é diferente do outro. A foto que mostra a Santa Madre Tereza tem detalhes mais trabalhados e a dos budistas, o detalhe é quadrado e mais espaçado. Tem também as flores próximos ao joelho da Madre, que aparece em uma foto, mas na outra não.
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0 # A Catequista 06-09-2016 12:35
Exatamente, Aline. Por isso dissemos que "os detalhes da foto em destaque de Madre Teresa não nos permitem afirmar que se trata da mesma situação".
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0 # Francis 07-09-2016 14:52
Ela podia estar naquele lugar quando o povo começou a adorar Buda e ela fechou os olhos e, de joelhos, elevou a Jesus uma prece pela conversão daquele povo, para que O reconhecessem como seu Senhor, para que abraçassem a verdadeira fé. Eu faria isso facilmente. Se eu estivesse no meio de centenas de pessoas rezando para um ídolo, eu me recolheria em oração, ainda que silenciosa, pela conversão delas.
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0 # Alex Hoffmann 08-09-2016 19:30
Então. Lá está ela no meio dos gentios, em um culto gentio, jogando o anzol com a isca para pescar algum gentio para Cristo.
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0 # A Catequista 08-09-2016 14:30
É bem possível!
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0 # Samara 06-09-2016 12:10
Alguém nos salve dos "tradicionalistas" que se consideram maiores autoridades que o Papa! Muito obrigada por mais este artigo, veio em momento oportuno. Podem, por gentileza, falar a respeito do respeito e obediência ao Papa em mais um texto? Há grupos que se dizem católicos espalhando por aí que o Papa é globalista, modernista e DEVE ser desobedecido. Ouvi críticas aos Amoris Laetitia, numa reunião presidida por uma pessoa que sequer leu o documento (baseou-se na opinião de um site "confiável"). Segundo eles, apenas doze pronunciamentos papais têm a característica da infalibilidade, até então, ao longo de toda a história do catolicismo. Quais e por que somente esses doze são considerados infalíveis, não souberam me dizer. Se deu treta? Muita! Teve gente ofendida ao ser comparada a Lutero? Teve, sim! Teve falta de confiança em Deus jogada na cara? Com certeza! Mas preciso de mais a respeito da infalibilidade, por favor. Parece que ser sucessor de Pedro e não ter permissão para agir contrariamente ao que Cristo deseja, ainda que muito queira, no comando da Igreja, é pouco para esses "tradicionalistas".
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0 # Geraldo 11-09-2016 01:15
Minha cara irmã, Samara, seu comentário me chamou a atenção porque, como outros mais abaixo, ele parece colocar a seguinte questão: Onde está o dogma de que o papa é infalível ao realizar canonizações? Penso que devido à gravidade dessa pergunta levantada aqui, em alguns comentários, provavelmente o blog (O Catequista) tratará desta questão em algum post futuro, com a competência e profundidade que lhe são peculiares. Mas, apenas gostaria de observar duas coisas: 1)O fato de que, por exemplo, o dogma da Assunção de Maria ao Céu tenha sido proclamado em 1954, não significa que antes disso, esse fato (da assunção da virgem) não fosse uma realidade. Lembro-me das boas risadas que dei diante da simplicidade de uma comadre minha, que disse certa vez: “Nossa Senhora foi assunta ao céu em 1954” (sic!). Que a infalibilidade do santo padre se estenda às canonizações é uma dedução/conclusão evidentemente necessária, independentemente de haver uma declaração formal da igreja afirmando isso. Basta a formalidade de cada bula de canonização que é uma sentença definitiva e irrevogável. A pessoa canonizada passa a receber culto obrigatório de veneração pública e universal, litúrgica, e é proposta como modelo para todos os cristãos dado ao grau heroico das suas virtudes (por isso canonizar é muito mais que declarar que a pessoa está no céu). Uma tamanha consequência pública da canonização poderia induzir os cristãos ao erro. Por isso, necessariamente, a infalibilidade tem que se estender a ela. E creio que isso (a infalibilidade em si, da canonização, do ato de canonizar em geral) só seria objeto de declaração oficial, formal e solene (Ex Cathedra) de algum papa, se essa fé - tranquila para a consciência da maioria dos católicos – começasse a ser clara e seriamente questionada a ponto de causar inquietação preocupante entre os fiéis. Até onde sei, a existência de Deus, por exemplo, nunca foi objeto de algum dogma solenemente proclamado. Seria necessário? Portanto, o documento maior da igreja – se queremos um – que fundamenta a infalibilidade e a , digamos, “dogmaticidade” da canonização é a própria bula escrita pelo papa em cada canonização. Vejamos, por exemplo, a bula de canonização de Anchieta. Ali o papa Francisco declarou – entre outras coisas - o seguinte: “Com nossa AUTORIDADE APOSTÓLICA declaramos a santidade de José de Anchieta e estabelecemos que seja inscrito no catálogo dos santos para piedosa devoção e seja invocado entre os Santos da Igreja (...). Queremos e DELIBERAMOS que nossa decisão seja sólida, imutável e IRREVOGÁVEL”. Basta isto. Nessa bula (e nas outras, de canonização) está todo o fundamento para afirmamos tranquilamente que a infalibilidade papal se estende às canonizações. A bula completa está aqui: http://www.santuariodeanchieta.com/mensagem/bula-papal-de-canonizacao Mas o primeiro site linkado abaixo, traz alguns textos pontifícios muito interessantes também (além de textos de grandes personalidades da teologia católica). E o segundo link, traz uma explicação muito boa do Padre Paulo Ricardo: http://www.veritatis.com.br/doutrina/a-igreja/sobre-a-infalibilidade-das-canonizacoes/ https://padrepauloricardo.org/episodios/qual-a-diferenca-entre-a-beatificacao-e-a-canonizacao 2) Além da autoridade do sucessor de Pedro, dada por Jesus, o próprio Deus em pessoa, aparece para validar as canonizações, para – como gosta de dizer o Padre Quevedo – assinar embaixo delas, com os milagres que Jesus realiza, atendendo a prece intercessora daqueles que serão canonizados. E a esse respeito, me parece muito valioso o testemunho abaixo, de uma cientista ateia que, não obstante o seu ateísmo, atesta a realidade desses milagres: http://pt.aleteia.org/2015/07/15/um-cientista-ateu-pode-acreditar-em-milagres/
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0 # Giordano 06-09-2016 12:00
Oi, Catequista! Achei a reportagem da Time citada no artigo, mas só se tem acesso à sua integralidade (legalmente) a pagamento. =( http://content.time.com/time/magazine/article/0,9171,962783,00.html
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0 # A Catequista 06-09-2016 12:14
Obrigada!
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0 # Luiz Fernando 06-09-2016 11:50
Como sempre, extremamente claros! Catequistas, tenho tido muito contato na minha cidade com os "rad-trads", que infectam a Igreja com seus erros e suas posições que beiram o farisaismo e a heresia! Tiram frases de santos de contexto, analisam textos do magistério a seu bel prazer e colocam fardos pesados sobre diversos jovens e adultos! Que o serviço que vocês realizam seja frutífero! Como catequista, já é complicado mostrar aos jovens a beleza da igreja, a profundidade da cruz e a doutrina de forma que seja palpável a eles; e ainda se espalham por grupos e movimentos jovens uma quantidade tremenda de pessoas que pesam sobre esses jovens um fardo que mais afasta do que atrai. Além deles, ainda existem aqueles que acreditam mais em dinâmicas bobas do que em aproximar a doutrina e a catequese da realidade dos filhos mais novos da Igreja! Jamais se afastar um pingo da doutrina, mas sem condenar aquilo que ela nao condena ou apoiar aquilo que ela nao apoia! Sempre basear-se no ensinamento dos santos e do magisério, mas à luz da doutrina! Rezo pra que vocês continuem esse apostolado corajoso e desbocado, do qual me identifico profundamente e fez parte profunda da minha conversão. Façam mais posts refutando (como já fazem), as posições farisaicas desse povo! Acredito que seria extremamente frutuoso. Mostremos a beleza da Igreja e da sua catolicidade plena, sem tirar nem por, sem heresia ou apostasia. Apenas a Igreja, simples assim! ❤️❤️
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0 # Alice 06-09-2016 11:50
Sou Catequista e gosto de ler tudo sobre catequese e sobre a Santa Igreja Católica. Leio seus artigos, mas penso que muitas vezes vocês também são agressivos, usando palavras não muito apropriadas:"porca e infernal",por exemplo. O Padre Zezinho rebate as diferenças com carinho e inteligência. O gesto mais provocativo de Jesus foi acolher os pecadores, os pagãos, cegos, surdos, doentes...Jesus nunca rebateu agressivamente os fariseu e doutores da lei, pois Ele sabia que o Pai não era um juiz severo e rigoroso, mas um PAI MISERICORDIOSO!
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0 # A Catequista 06-09-2016 16:57
Alice, Jesus chamou os fariseus de RAÇA DE VÍBORAS, HIPÓCRITAS, SEPULCROS CAIADOS... Como assim Ele nunca os rebateu agressivamente? E há também aquele episódio em que Ele expulsou os vendilhões do Templo a chicotadas. Muitas pessoas pensam que o cristão sempre tem que usar palavras meigas, senão é malvado e não temos caridade. Já contestamos isso em alguns posts: Católicos brutos também amam http://ocatequista.com.br/archives/3609 Porque Jesus não é o Profeta Gentileza http://ocatequista.com.br/archives/1937 São Jerônimo – 99% Anjo… Mas aquele 1% é zoeiro! http://ocatequista.com.br/archives/16678 A ironia na defesa da fé e o “discurso de ódio” http://ocatequista.com.br/archives/16620
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0 # Mateus S. 06-09-2016 11:33
excelente texto! Boa parte do site não concordo tanto, mas esse texto é no mínimo sensacional!! Parabéns aos envolvidos. Quanto a imagem dela rezando pelo buda, talvez fosse apenas em sinal de respeito a rezar pelas pessoas dos locais ou tudo mais, porque a situação dela era só Deus na causa mesmo. Ela "comandava" uma instituição católica no meio de um país Hindu, então como forma de respeito fez aquilo, posso estar enganado, mas é o que mais parece.
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