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A Catequista

A Catequista

O próprio Pai da Reforma Protestante – ou melhor, Deforma Protestante – reconheceu as mazelas geradas pela heresia que espalhou. Inebriado pela sua grande eloquência e carisma, Martinho Lutero imaginava que seria seguido pelos “reformados” como um verdadeiro Papa. Tanto, que escreveu:

“Quem não crê como eu é destinado ao inferno. Minha doutrina e a doutrina de Deus são a mesma coisa. Meu juízo é o juízo de Deus”.

(Weimar, X, 2 Abt., 107)

Mas Lutero ficou com cara de paspalho quando viu que o seu poder de controlar as massas não era absoluto. Graças a uma das ideias fundamentais da Deforma - o livre exame - qualquer zé ruela se achava capaz de interpretar a Bíblia, e até mesmo ousavam discordar de Lutero. Ele ficou tão transtornado que fez desabafos atônitos e hilários como este:

"Este não escuta sobre o Batismo, aquele nega o sacramento (...); alguns ensinam que Cristo não é Deus, alguns dizem isto e alguns dizem aquilo; há tantas seitas e credos quanto o número de cabeças. Nenhum caipira é tão rude quanto aquele que tem sonhos e fantasias, e pensa por si mesmo que foi inspirado pelo Espírito Santo, devendo ser um profeta."

(De Wette 3,61, Citado em O'Hare, "Os Fatos sobre Lutero")

Ao se ver contrariado, Lulu das Candongas perdia as estribeiras! Não é à toa que o pastor anabatista Mutzer (já falamos dele aqui) dizia: “há dois papas: o de Roma e Lutero, e este mais duro”. Lutero mandou os príncipes alemães reunirem as tropas e passarem o rodo no pastor Mutzer e nos seus milhares de seguidores. Foi uma verdadeira carnificina.

É Lulu... “Reforma” no fiofó dos outros é refresco!

A BOA INTENÇÃO DE LUTERO

Mesmo tendo reconhecido a besteira que fez, Lutero não se arrependeu e não renunciou aos seus erros. Perseverou até o fim na mentira, na heresia e na rebelião contra o legítimo sucessor de Pedro e contra a única Igreja de Cristo. Como se isso não bastasse, manchou as mãos de sangue, incitando a violência contra os cristãos reformados que não se alinharam à sua doutrina.

O movimento que ele iniciou pode até ter começado com uma boa intenção – como bem pontuou o Papa Francisco durante o voo Armênia-Roma –, mas o orgulho e a soberba emporcalharam tudo, levando o pretenso reformador a ser um instrumento do demônio para a divisão da cristandade e para a relativização do Evangelho.

Dividir para governar – todos conhecem esta máxima. Por meio de Lutero, o diabo dividiu a cristandade, que se tornou mais fraca, menos capaz de resistir aos duros ataques que se seguiram por parte dos iluministas, dos maçons e dos comunistas. E hoje, o Islã bate à porta de um Ocidente em franca decadência.

“Mas ele proporcionou um remédio para a Igreja”, disse o Papa Francisco. É verdade! Lutero surgiu do caos armado pelos Papas insensatos da Renascença e funcionou como um bom LAXANTE: foi o remédio amargo que os católicos tiveram que tomar para pagar por seus pecados e para purgar os muitos abusos cometidos por eles. Já publicamos diversos posts sobre essa questão: Sisto IV, Inocêncio VIII, Alexandre VI (parte 1)Alexandre VI (parte 2)Alexandre VI (parte 3)Júlio II (parte 1), Júlio II (parte 2), Leão X (parte 1), Papa Leão X (parte 2), Papa Leão X (parte 3) e Clemente VII.

Mas estamos doentes novamente. Não temos mais Papas insensatos (muito pelo contrário, graças a Deus), mas temos cristãos frouxos que não defendem sua fé. E, justamente por isso, Papa Francisco se lança na tentativa de um diálogo maior e mais urgente entre toda a cristandade. Se o Ocidente, em especial a Europa, não assumir suas raízes cristãs, em pouco tempo seremos tragados pela velocidade com que os Islâmicos se espalham e impõem sua cultura.

educacao_sexual Uma aula em que crianças de 7 a 10 anos são incentivadas a mostrar a genitália a outras crianças e a passar a mão no corpo umas das outras no banheiro. Também aprendem que acessar pornografia na internet é uma simples “brincadeira”. Acredite: essa aula foi proposta pelo Portal do Professor, do Ministério da Educação! No Portal do Professor do MEC, os professores podem encontrar sugestões de roteiros de aula. Para o tema “Quando as crianças querem falar de sexo”, foi proposta a historinha do João Futrica, um moleque tarado que em vez de brincar de Playstation, amarelinha ou qualquer coisa que o valha, vive brincando de sacanagem. O roteiro orienta os professores a “romper preconceitos e tabus”, levando as crianças a se identificarem com as “brincadeiras” do João Futrica. As crianças devem ser incentivadas a falar quais outras "brincadeiras" (leia-se: saliências) inventariam, se estivessem no lugar do personagem. Afinal, na escola, diante dos colegas de sala, é o lugar i-de-al para as crianças trocarem ideias sobre suas experiências eróticas, né nom? O roteiro de aula traz as imagens abaixo, acompanhadas das respectivas legendas: "O João Futrica contou da brincadeira de olhar o sexo do coleguinha e a brincadeira de passar a mão no corpo dos colegas no banheiro"; "O João Futrica contou da brincadeira de olhar vídeos de adultos namorando na internet". joao_futrica Não é difícil imaginar que choveram denúncias e reclamações, e no início deste ano o MEC acabou removendo esse conteúdo bisonho do seu site. Um roteiro de aula bem mais “light” foi colocado em seu lugar (veja aqui). Mas no cache do Google, ficou disponível por algum tempo o conteúdo original, com a historinha sacana do João Futrica (veja aqui). Você achou que isso é insano? Espera, que tem mais! A esquizofrenia dessa gente é tamanha, que eles ainda têm a cara-de-pau de fazer discurso contra a “erotização exagerada” das crianças. Veja só o que estava escrito no roteiro da aula original:

“As crianças expostas a uma erotização exagerada e à vulgarização da sexualidade vêm manifestando comportamentos sexuais cada vez mais precocemente, o que reforça a necessidade de receberem orientação adequada para esclarecer suas dúvidas e, no futuro, possam exercer sua sexualidade de forma responsável e feliz.”

Deixa ver se eu entendi: os “gênios” querem combater a erotização exagerada das crianças contanto para elas, sem oferecer qualquer juízo moral, a história de um moleque bulinador, que “brinca” de ver filme pornô? É isso mesmo, produção? nonsense O que pode ser mais nonsense que isso? Gorilas selvagens dançantes, talvez... non Na Alemanha, o ataque sistemático à inocência das crianças está em estágio bem mais avançado. É comum que as crianças nas escolas sejam expostas a "ensinamentos" sobre sexo oral, sexo anal e sadomasoquismo. Também colocam na cabeça das crianças pequenas que elas ainda não sabem se são menina ou menino (oi?!), e precisam refletir para decidir sobre isso. Se os pais alemães se recusam a permitir que seus filhos sejam corrompidos nessas aulas, VÃO PARAR NO XILINDRÓ. Foi o que aconteceu com a família Martens (vídeo aqui, em alemão). Mathias Ebert, fundador da Associação Besorgte Eltern (“Pais preocupados"), contou que “É um escândalo enorme, também, porque são justamente as crianças que querem sair da aula. Na cidade de Borken, por exemplo, em uma classe, a lição perturbou tanto as crianças que seis delas desmaiaram". As famílias brasileiras precisam acordar e tomar as rédeas da educação de seus filhos, enquanto não chegamos ao ponto avançado de totalitarismo em que estão mergulhados os países da social-democracia europeia.

Durante a coletiva de imprensa no voo Armênia-Roma, o Papa Francisco voltou a falar sobre a necessidade de acompanhamento pastoral das pessoas que sentem atração pelo mesmo sexo. Como sempre, o oba-oba da imprensa dá uma visão deturpada do evento; e mais um vez, a gente vem aqui colocar o preto no branco! Uma afirmação do Papa, em especial, deve nos provocar, nos fazer sair do comodismo: ele disse que nós cristãos devemos pedir desculpas aos gays.

"A Igreja deve pedir desculpas por não ter se comportado tantas e tantas vezes – e quando digo 'Igreja' entendo os cristãos; a Igreja é santa, os pecadores somos nós!" (Papa Francisco)

E você... O que tem feito para ajudar a Igreja na missão de acolher e anunciar a Boa Nova aos homossexuais? A sua paróquia possui algum grupo voltado especificamente para esse fim? Se não tem, você já falou com seu pároco sobre a necessidade de uma pastoral voltada para esses irmãos?

Quanto a nós de O Catequista, podemos dizer que nossa missão, nesse sentido, era inexistente. A revolução veio há pouco mais de um ano, quando tivemos a graça e a alegria de conhecer o Apostolado Courage, que ajuda as pessoas que têm atração pelo mesmo sexo a viverem casta e dignamente sua condição de filhos e filhas de Deus. Foi o Courage que nos levou a ver o lado humano dessas pessoas, que antes, para nós, eram todos como soldadinhos purpurinados do Jan Uílis, a quem tínhamos que combater.

A luta contra a agenda política gay e a nefasta ideologia de gênero é válida e precisa ser enfrentada. Mas se você só vê esse lado da questão, você está ficando de fora da melhor parte: viver a misericórdia e a missão!

Sinceramente, somos obrigados a dizer que a acolhida pastoral que nós católicos oferecemos aos gays é uma lástima! Falamos sobre isso no nosso Catecast “Gays, católicos e corajosos” (ouça aqui). Alexandre e eu já perdemos a conta de quantas vezes falamos – ou tentamos falar – com amigos padres e leigos sobre o Apostolado Courage. Mas pouquíssimos foram aqueles que se interessaram em convidar o Courage para promover ações em sua paróquia ou comunidade.

Enquanto os bons católicos desprezam esse apostolado, o demônio não perde tempo: proliferam grupos gays “católicos” que pregam um cristianismo sem cruz, um catolicismo deformado, que dispensa a mudança de vida e a conversão. Esses ganham espaço nas universidades católicas, nas paróquias, na mídia!

E a culpa dessa bagunça toda é de quem? A culpa é exclusiva dos maus pastores, traidores e mal-intencionados? Não! A culpa é também dos “bons” que cruzam e fecham os ouvidos aos apelos do sumo-pontífice para que os gays sejam acolhidos de braços abertos na Igreja. Em muitas paróquias, o acolhimento aos gays se resume a deixá-los a par da moral da Igreja e lhes dar uns tapinhas nas costas. E depois lavamos as mãos! Achamos que basta tacar a Bíblia e o Catecismo na cara das pessoas... atirar_livro

"Devemos acompanhar bem [os gays], de acordo com o que diz o Catecismo. O Catecismo é claro!"

Vejam o que disse o Papa: acompanhá-los DE ACORDO COM O QUE DIZ O CATECISMO. Ou seja: sem recuar uma vírgula na doutrina! O Novo Testamento e a Tradição não deixam dúvidas de que os atos homossexuais são pecados graves, que afastam as pessoas da amizade com Deus. E quem vier com papinho furado de “mas vocês cristãos não seguem todo o Levítico...”, leia o nosso post e pare de falar asneiras: Livro do Levítico – Aprenda a refutar os trolls.

E, não, não basta comunicar leis e regras! Nossa missão é ser o rosto e o abraço de Cristo para os demais. Como o Bom Pastor, que não sossega enquanto TODAS as ovelhas não estiverem seguras, no aprisco. Se 99 estiverem seguras, e uma estiver perdida, ele deixa as 99 e vai atrás daquela uma que está distante. E você? O que tem feito para imitar o Bom Pastor?

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Como é a face de Deus? Pela revelação bíblica, sabemos que duas das Três Pessoas da Santíssima Trindade já se apresentaram à contemplação dos olhos humanos: o Filho se encarnou como Homem e o Espírito Santo se mostrou em forma de pomba e em forma de línguas de fogo (como símbolo, não como Sua verdadeira forma, pois Ele é puro espírito). O Pai, por sua vez, ninguém jamais viu.

Diante disso, um leitor nos perguntou: “É errado fazer imagens de Deus barbudo, sendo que Deus Pai não mostrou sua face a ninguém?”. Não, não é errado, apesar de, eventualmente, causar alguma confusão teológica.

Vejamos o que diz o Catecismo:

AS SANTAS IMAGENS 1159. A imagem sagrada, o «ícone» litúrgico, representa principalmente Cristo. Não pode representar o Deus invisível e incompreensível: foi a Encarnação do Filho de Deus que inaugurou uma nova «economia» das imagens...

Como o próprio Catecismo ensina, é impossível representar Deus Pai na Sua FORMA. Mas para fins de catequese por meio de imagens, há uma "licença poética", digamos assim, para representar Deus Pai com uma imagem similar à imagem do Filho. Afinal, "Cristo é a imagem de Deus invisível" (Col. 1, 15), e Ele mesmo afirmou: "Aquele que me viu, viu também o Pai" (Jo 14,9).

Se Jesus mostrou Sua face, que mal haveria em representar o Pai como um homem parecido com o Filho? A princípio, não há mal. Por isso, o clero em geral permitiu a difusão de representações de Deus Pai em forma humana, inclusive a mais famosa delas: "A Criação de Adão", afresco de Michelangelo na Capela Sistina.

Só é preciso notar que a imagem de Deus Pai de barba branca, aparentando ser mais velho do que o Filho, pode passar aos fiéis a falsa ideia de que o Pai é mais velho e existe há mais tempo do que o Filho. Não, isso é uma heresia! Um padre chamado Ário, aliás, foi condenado e excomungado por pregar esse erro, no século IV. Pai, Filho e Espírito Santo existem desde sempre!

De qualquer forma, a representação simbólica Deus Pai como um homem mais velho não é errada, pois assim Ele se mostrou para o profeta Daniel:

Continuei a olhar, até o momento em que foram colocados os tronos e um ancião chegou e se sentou. Brancas como a neve eram suas vestes, e tal como a pura lã era sua cabeleira... (Dn 7,9)

Olhando sempre a visão noturna, vi um ser, semelhante ao filho do homem, vir sobre as nuvens do céu: dirigiu-se para o lado do ancião, diante de quem foi conduzido.  (Dn 7,13) Em alguns templos, porém, para representar a figura do Pai, os artistas sacros recorrem a imagens que são mais coerentes com a Sua figura misteriosa e velada. Um desses símbolos é a Mão de Deus, que surge em meio às nuvens.

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Em 1929, a Irmã Lúcia, uma das videntes de Fátima, teve uma visão sobrenatural do mistério da Trindade; nessa visão, Deus Pai aparecia com a forma de um homem, cujo busto aparecia sobre a cruz em que o Filho estava crucificado. Então, ao que parece, Deus Pai não se ofende ao ser representado em forma humana. Mas deve ser ensinado aos fiéis que essa é uma representação SIMBÓLICA, não histórica e material.

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Em 2012 (veja aqui), nós de O Catequista já havíamos cantado essa bola: por culpa do relativismo religioso dos noivos e da negligência dos agentes das pastorais do casamento (padres ou leigos), grande parte dos casamentos celebrados atualmente em nossas igrejas não passa de uma triste encenação. Agora, o Papa Francisco confirmou essa nossa análise, dizendo:

“Estamos também vivendo em uma cultura do provisório. (...) E por isso a grande maioria dos nossos matrimônios sacramentais são nulos, porque eles [os casais] dizem: ‘sim, por toda a vida', mas não sabem o que dizem, porque têm uma outra cultura. Eles dizem, e têm boa vontade, mas não possuem a consciência.”

- Discurso na Abertura do Congresso Eclesial de Roma. 16/06/2016

O rebuliço foi tão grande entre os teólogos e analistas católicos que o Vaticano achou mais prudente publicar a fala do Papa com uma versão menos pessimista, digamos assim. Na transcrição oficial publicada pelo site do Vaticano, a expressão “a grande maioria de nossos matrimônios” foi trocada por “uma parte de nossos matrimônios”.

Na operação “abafa”, as mídias oficiais do Vaticano deram chá de sumiço nos vídeos e áudios dessa declaração bafônica. Mas nós de O Catequista usamos nossa pá de ouro e desenterramos esse vídeo:

Vamos dar às coisas o seu devido peso: o Papa respondeu de improviso a uma pergunta. E ao falar de improviso, qualquer pessoa – até mesmo o bispo de Roma – corre o risco de não se expressar do modo mais preciso. Daí a posterior revisão de sua fala, que sofreu uma relevante alteração, provavelmente a pedido do próprio pontífice.

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Ok... Falando em relação à Igreja no mundo inteiro, talvez não seja exato dizer que a grande maioria dos casamentos é nula. E, também, isso pode acabar confundindo e desanimando as pessoas que estão lutando para levar adiante um casamento válido, mas difícil; elas podem pensar: "Ah, meu casamento provavelmente é nulo, então para que vou gastar minhas forças tentando mantê-lo?". Por isso, a transcrição da fala do Papa foi sabiamente editada. Mas é inegável que essa impressão – não um dado matemático, mas uma IMPRESSÃO – de que a grande maioria dos casamentos sacramentais é nula está gravada na mente do Papa.

E, falando de nossas vivências... o que vemos ao nosso redor acaso está muito distante da primeira fala bombástica do Papa? Quantos de nossos amigos e parentes que se casam na Igreja estão minimamente conscientes dos elementos essenciais de um matrimônio católico (como o dever de estar a abertos à vinda de filhos e a intenção de educá-los na fé católica, por exemplo)? Quantos estão muito mais preocupados com os detalhes mundanos do evento do que com sua dimensão sacramental?

UM CAMINHO PARA SOLUCIONAR O PROBLEMA

O Papa contou que uma senhora em Buenos Aires o repreendeu certa vez, dizendo:

"Vocês padres são espertos, porque para se tornarem sacerdotes estudam oito anos, e depois, se as coisas não dão certo e o padre encontra uma garota que ele gosta... no fim das contas pede permissão para se casar e ter uma família. E nós leigos, nós que devemos fazer o sacramento indissolúvel para toda a vida, nos participar quatro reuniões, e isso por toda a minha vida! ".

Quatro reuniões, ou até menos! E não é raro que tais reuniões sejam conduzidas por gente despreparada, que prega o contrário do que ensina a doutrina da Igreja.

O Papa concluiu:

"A preparação para o casamento precisa ser feita com a proximidade, sem ansiedade, lentamente. É um caminho de conversão, muitas vezes. Há meninos e meninas que têm um grau de pureza, um grande amor e sabem o que fazem. Mas eles são poucos. A cultura de hoje apresenta-nos esses jovens, eles são bons, e devemos nos aproximar e acompanhá-los, acompanhá-los, até que o tempo de maturidade. E então, que eles recebam o sacramento, mas alegres, alegres! É preciso muita paciência, muita paciência. É a mesma paciência que possui a pastoral das vocações."

Essas palavras são mais do que bem-vindas! Que elas possam sacudir todos os envolvidos com a pastoral do casamento, para que não mais permitam que os nossos templos sejam palco para a simulação de uniões sabidamente inválidas.

noivos

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Para quem quer saber mais sobre as questões de validade matrimonial e causas de reconhecimento de nulidade, clique aqui e ouça uma aula dada pelo professor Carlos Ramalhete.

O pecado, como nasce? Geralmente, nasce do desvirtuamento das coisas boas que Deus criou. Deus criou o alimento; o demônio incita à gula. Deus criou a santa ira; o demônio promove o ódio cego. Deus ensinou suas Leis; o demônio espalha o legalismo, o farisaísmo. Deus criou o sexo; o demônio planta nos corações a ideia de que o sexo pode ser pura diversão, barrando por meios artificiais qualquer abertura à vida.

Basicamente, oa católico CASADOS precisam saber que:

  • É dever de todo casal católico estar a aberto a receber os filhos que Deus quiser lhes enviar (essa promessa é feita no rito do matrimônio);
  • É PECADO GRAVE usar meios artificiais (cirurgia, medicamentos ou DIU) para evitar a gravidez;
  • Quem usa meios artificiais para evitar filhos não pode receber a Sagrada Comunhão e coloca a alma em risco de ir parar no Inferno;
  • A Igreja permite o uso de meios naturais muito eficazes para espaçar a vinda de filhos, se o casal possui MOTIVOS JUSTOS para isso.

"Ah, então os católicos casados têm que fazer filho sem parar, mesmo sem ter condições de criar?!". Não, irmão. Respira fundo, keep calm, coma uma torrada com Nutella pra relaxar e senta aqui pra entender melhor.

senta_aqui

Vou repetir: a Igreja permite o uso de meios naturais para espaçar a vinda de filhos, se o casal possui MOTIVOS JUSTOS para isso. Eu poderia citar vários desses métodos (como o uso do monitor de fertilidade digital Persona), mas vou me concentrar no mais popular e acessível de todos, o Método Billings. Para saber mais, confira abaixo o ótimo vídeo do casal Déia e Tiba!

 

"E A IGREJA VAI AJUDAR A SUSTENTAR MEUS FILHOS?"

Essa é a pergunta debochada que sai da boca daqueles que zombam da moral católica. Não é à toa que Jesus perguntou: "haverá fé quando o Filho do Homem voltar à Terra?". Afinal, até mesmo muitos dos que se dizem católicos endurecem o coração e renegam a doutrina da Igreja.

mais_filho

Vamos esclarecer algumas coisas...

A Igreja não está dizendo que é pra colocar filho no mundo a torto e a direito, mesmo que você esteja debaixo da ponte. O que a Igreja ensina é que devemos ter fé em Deus (vocês ainda lembram o que é isso... FÉ?) e confiar na Providência Divina. Ou acaso as palavras de Jesus sobre a Providência não merecem a nossa confiança?

"Não vos inquieteis com o que haveis de comer ou beber; e não andeis com vãs preocupações. Porque os homens do mundo é que se preocupam com todas estas coisas. Mas vosso Pai bem sabe que precisais de tudo isso. Buscai antes o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas por acréscimo." (Lc 12,27-31)

A Igreja também ensina que homem e mulher podem usar os meios naturais para espaçar a vinda de filhos, caso necessário (eu sei, já é a décima vez que repito isso aqui, mas acreditem, é preciso).

MAS O MÉTODO NATURAL TAMBÉM NÃO FERE O FATOR PROCRIATIVO?

Não, não fere - desde que o casal o esteja utilizando por motivos justos. Com os métodos naturais, o casal pode identificar e fazer uso daqueles dias que a própria natureza permite que se unam sexualmente, sem procriar.

Se fosse pecado fazer sexo nos dias inférteis, mulheres grávidas ou que já entraram na menopausa não poderiam se unir sexualmente com seus maridos. Mas elas podem, obviamente!

Já os métodos artificiais de contracepção deseducam o casal a estar aberto à vida, pois o casal se acomoda à facilidade de produzir artificialmente o estado de infertilidade. E assim o fator unitivo é desvinculado do fator procriativo, por meio de um mecanismo que a natureza não doou. Ou seja, usa-se algo que está fora do plano de Deus para a sexualidade humana.

Usando a imagem da cegonha... Usar anticoncepcional é como fazer sexo e enxotar a cegonha a paulada. Usar os métodos naturais é como fazer sexo enquanto a cegonha está descansando ou dormindo.

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"FIZ LAQUEADURA E NÃO CONSIGO REVERTER. E AGORA?"

Faça um exame de consciência. Se você pudesse reverter a laqueadura com sucesso, você o faria? Se seu arrependimento for sincero e se a sua resposta for sim, procure um sacerdote, se confesse e siga em paz. Deus perdoa e apaga os pecados bem confessados.

Ainda que uma laqueadura não possa ser revertida, acima de tudo, o que conta para Deus é um coração contrito e reto na intenção.

"O PADRE DA MINHA PARÓQUIA DISSE QUE POSSO USAR CAMISINHA E PÍLULA"

Nenhum padre tem autoridade para ensinar algo diverso do que está dito no Catecismo e na encíclica Humanae Vitae. Se o faz, terá que responder diante de Jesus, no Dia do Juízo Final, pelas almas que conduziu ao erro e à perdição.

"MAS HOJE NÃO É FÁCIL CRIAR UM FILHO..."

E quem disse que a vida tem que ser fácil? Jesus disse: quem quiser me seguir, tome a sua cruz e me siga. Rélôoooou... Não há cristianismo sem cruz!

O filho único faz parte da cultura destrutiva do bem-estar, diz o Papa Francisco, e a família numerosa é a célula mais rica da sociedade (saiba mais aqui). As pessoas querem ter só um ou dois filhos para satisfazer a si mesmas e ter o mínimo de sacrifício possível, como se a felicidade estivesse numa vida confortável, e não na doação de si, seguindo a vontade de Deus.

Ademais, do ponto de vista material, hoje é muito mais fácil criar filhos do que antigamente. Em outros tempos não havia antibióticos, vacinas, máquina de lavar roupa, fogão elétrico e a gás, geladeira, leite em pó, DVD da Galinha Pintadinha e mil e uma facilidades da vida moderna.

casamento_gay_criancas

"A legalização do casamento gay NÃO VAI MUDAR NADA na sua vida", garantiam eles. E um monte de católico vacilão acreditou, a despeito dos avisos dados pela Igreja. Resultado: as famílias estão de pés e mãos amarradas, impedidas de frear o trem carregado gayzismo e ideologia de gênero, que avança sobre as crianças nas escolas.

Há poucos dias, dois meninos de sete anos, na Bélgica, encarnaram na escola o papel de "noivos" em uma simulação de casamento gay (foto acima). Eles foram selecionados porque são melhores amigos, e assim estão sendo ensinados que não há muita diferença entre a amizade entre dois garotos e um possível romance entre eles. É simplesmente demoníaco abusar dessa forma da inocência infantil.

A Bélgica foi o segundo país a legalizar o casamento gay, em 2003. Como os militantes LGBT nunca estão satisfeitos e sempre avançam um pouco mais, não duvido nada que ano que vem a escola promova a simulação de um casamento surubesco, ou seja, de uma união "poliafetiva".

Partindo da ideia de que toda forma de amor (?!?) vale a pena, tá tranquilo, né memo? E as crianças crescerão achando que é natural formar uma "família" a partir da união de dois homens e uma mulher, três homens e uma mulher, duas mulheres e um travesti... Que fófis!

Quem duvida que, em breve, esse experimento social realizado na Bélgica estará sendo reproduzido em terras tupiniquins? Pra variar, o Seu Joaquin Teixeira lacrou mais uma vez:

joaquin_teixeira

A Igreja, durante o papado de São João Paulo II, determinou que "todos os fiéis são obrigados [ATENÇÃO: OBRIGADOS] a opor-se ao reconhecimento legal das uniões homossexuais..." (confira no site do Vaticano). E mais:

"Reconhecer legalmente as uniões homossexuais ou equipará-las ao matrimônio, significaria, não só aprovar um comportamento errado, com a consequência de convertê-lo num modelo para a sociedade atual, mas também ofuscar valores fundamentais que fazem parte do patrimônio comum da humanidade. A Igreja não pode abdicar de defender tais valores, para o bem dos homens e de toda a sociedade."

Eu sei, eu sei que tem padre famoso dizendo o contrário nos programas de TV e nas redes sociais, mas me parece que é mais prudente dar ouvidos à Santa Sé, concordam?

O Espírito e a Esposa dizem: vem Senhor Jesus!

Fonte: jornal El Español

Nos templos das igrejas do Ocidente, prevalecem as imagens de santos e anjos brancos. Qual a razão disso? Os insensatos e os eternos difamadores do cristianismo gritam: “racismo!”. Esse coro aumentou com a difusão de um vídeo de Muhammad Ali, em que ele comenta essas questões e diz que abandonou a fé cristã por se sentir discriminado em meio aos cristãos.

A representatividade étnica dos diferentes povos na arte religiosa é uma questão relevante; nesse ponto, a lenda do boxe tem razão. Em tudo o mais, nessa sua fala, se mostra profundamente equivocado.

Em primeiro lugar, é preciso dizer que Muhammad Ali, antes de se converter ao Islã, era protestante da Igreja Batista. E foram os protestantes que promoveram a segregação racial nos EUA e na África do Sul. Basta lembrar o que a organização racista Ku Klux Klan defendia: a supremacia dos protestantes americanos brancos. E a escritora americana Ellen White, “profetisa” da Igreja Adventista, desaconselhava a união matrimonial entre negros e brancos.

É fundamental notar isso, porque o catolicismo, como religião universal, abraça e integra muito bem as diversas etnias (katholikos significa universal, em grego). Então, que fique claro: Ali revoltou-se contra o cristianismo deformado protestante. Não contra o autêntico cristianismo, que, pelo visto, não conheceu.

Em segundo lugar, observe que a grande referência mundial das artes plásticas era – e ainda é – a Europa. Os artistas de todo o Ocidente tomam a herança artística europeia como inspiração principal. E na Europa, até há poucas décadas atrás, quase não havia negros. Os personagens das pinturas religiosas, naturalmente, eram quase sempre brancos e de olhos claros.

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Esse cenário muda profundamente quando nos referimos à arte religiosa nas igrejas católicas e ortodoxas do Oriente. Boa parte dos orientais têm os olhos, os cabelos e a pele mais escura; consequentemente, em seus templos são abundantes as imagens de santos e anjos com essas mesmas características (como os ícones acima). Também na Polônia, que faz parte da Europa oriental, é popularíssima a imagem da Virgem Negra de Czestochowska, com o Menino Jesus Negro.

virgem_czestochowska

Em Guadalupe, Nossa Senhora quis se apresentar como uma mestiça, encarnando a fusão dos povos indígenas e espanhóis. E no Brasil, a terra escura do fundo do Rio Paraíba enegreceu a imagem milagrosa de Nossa Senhora da Conceição Aparecida.

Na África, diversos templos católicos exibem imagens de anjos e anjos e santos negros. Entre elas, está a bela Catedral de Nossa Senhora das Vitórias, em Dakar, Senegal. Na fachada da igreja, inaugurada em 1936, há diversos anjos, todos negros e majestosos (foto abaixo). Também no domo (parte interna da cúpula) está pintada uma multidão de homens e mulheres, a maioria deles negros, buscando alcançar o Cristo Ressuscitado.

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Muhammad Ali não foi capaz de aprender e de reconhecer essas coisas, porque se deixou nocautear pelo seu próprio rancor. No vídeo a seguir, ele defende que negros devem se casar somente com negros, reforçando a ideia de segregação racial. Pior: ele fala das crianças mestiças com um tom de desprezo. Que golpe baixo, hein?

Mas nada como a boa e velha hipocrisia... A terceira mulher do maior boxeador de todos os tempos, Veronica Porsche, o que era? MESTIÇA!

muhammad_ali

E aê, amigão? Pra onde foi aquele papo de que a mistura de raças enfraquece a cultura negra e tals? E foi assim que a ideologia beijou a lona, quando levou um jab da paixão. Isso me faz lembrar uma cena hilária do filme Rapunzel: "Uoooou, chama a polícia aê, que essa morena acabou de roubar o meu coração!"...

Os ataques de Muhammad Ali contra o cristianismo, como demonstrado aqui, carecem de argumentos sólidos. São um misto de amargura, ressentimento e soberba. Que Deus tenha misericórdia de sua alma, e que ele descanse em paz.

Em 2013, Marte Dalelv, uma jovem norueguesa de 24 anos, viajou a trabalho para Dubai. Após uma festa, seu chefe se ofereceu para levá-la até o hotel. Segundo ela, o chefe se aproveitou que ela estava bêbada e a estuprou. Ignorando a cultura local (Dubai é um país muçulmano), a moça foi à delegacia e prestou queixa. Resultado: foi colocada atrás das grades, acusada de fazer sexo fora do casamento.

Depois de dez dias em cana, Marte foi libertada, graças aos esforços do consulado norueguês. Esse caso surreal é simplesmente impensável em um país de raiz cristã – mesmo naqueles países europeus profundamente secularizados, em que o cristianismo é uma quase uma lembrança do passado. Afinal, a cultura judaico-cristã, há milênios, promove uma cultura de proteção da dignidade sexual feminina.

Atualmente, em pleno século XXI, a lei de muitos países pune a mulher estuprada. Já Moisés, por volta de mil anos a.C., previa pena de morte ao homem que estuprasse uma mulher (Dt 22,26) e isentava a vítima de culpa e de qualquer penalidade.

O assédio sexual e a obtenção de sexo por meio de chantagem também são condenados na Bíblia, por meio da história da bela Suzana (Dn 13). A moça, sendo casada, era cobiçada por dois importantes juízes do povo israelita, que ameaçaram acusá-la de adultério no tribunal, caso ela se recusasse a satisfazê-los. Mas ela gritou quando eles a agarraram, preferindo ser exposta à infâmia do que pecar contra Deus. No fim, o profeta Daniel desmascara os velhos tarados, e Suzana obtém justiça.

Portanto, na Bíblia, fica clara a lição de que o testemunho de um homem diante de um tribunal – mesmo que seja um homem de grande prestígio na comunidade – não necessariamente é mais digno de fé do que a palavra de uma mulher.

Todas essas passagens são muito interessantes, mas é no Novo Testamento que Cristo vem nos dar um ensinamento sublime: aos homens, não é admitido nem mesmo OLHAR uma mulher alimentando pensamentos maliciosos (Mt 5,28). Isso, obviamente, fecha as portas para as cantadas chulas ou qualquer tipo de contato físico não autorizado.

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E quanto à Tradição da Igreja? Como os bispos e teólogos dos primeiros séculos viam a questão do estupro? Durante a invasão de Roma pelos bárbaros visigodos, no ano 410, muitas mulheres foram estupradas, inclusive as cristãs. Santo Agostinho afirmou que essas mulheres eram puras não somente no espírito, mas também no corpo, pois não tinham qualquer culpa da violação que sofreram (Cidade de Deus, cap. XIX).

Naquele tempo, os pagãos louvavam como virtuosas as mulheres que se suicidavam após terem sofrido um estupro (como aconteceu com a célebre Lucrécia). Santo Agostinho protestou contra essa mentalidade mórbida: não era justo nem lógico que a vítima inocente punisse a si mesma com a morte. Mesmo diante do julgamento temerário da sociedade, as mulheres cristãs vítimas de tais crimes deveriam manter a paz de espírito, pois “No seu íntimo, mantêm com certeza a glória da castidade e o testemunho da sua consciência”.

Durante a Idade Média, a Igreja se colocou fortemente contra a prática do rapto de donzelas, que eram tiradas de suas famílias e obrigadas a casar com seus sequestradores. Enquanto isso, até hoje, no Quirguistão (país de maioria islâmica), um terço dos casamentos são realizados mediante o sequestro da noiva, e a maioria delas é estuprada na noite de núpcias.

Como vemos, não é preciso abraçar ideologias mundanas e seus jargões ("cultura do estupro"; "todo homem é um estuprador em potencial" etc.) para combater o assédio indevido às mulheres. Basta pregar e viver os valores do Evangelho! Onde o cristianismo ganha raízes e se expande, a dignidade da mulher se eleva; e quando os valores cristãos são enfraquecidos em uma sociedade, a vida e a imagem das mulheres se degrada. Então, precisamos de Jesus e da Sua Igreja, não de ideologias impregnadas de marxismo.

O feminismo, especificamente, surgiu como um movimento necessário e positivo (podemos citar, por exemplo, o nobre movimento sufragista), mas hoje é acima de tudo um instrumento de ataque à família e aos valores cristãos. Em nosso canal no YouTube, já falamos sobre como o movimento feminista virou as costas para a verdadeira defesa da mulher, e se tornou apenas mais uma militância marxista:

Ela tinha quase 12 anos. Ele, um jovem de 20 anos, invadiu a sua casa e tentou estuprá-la. Como ela lutou e lhe opôs grande resistência, em sua raiva, ele esfaqueou Maria Goretti 14 vezes.

Preso e condenado, Alessandro Serenelli passaria os 27 anos seguintes na cadeia. A justiça foi feita? Sim. Mas Deus vai além da justiça: Ele acena com Sua misericórdia. Estava para ser escrita uma das mais belas e famosas histórias de perdão ocorridas no coração da Igreja.

Depois do ataque sofrido, a jovem santa não morreu imediatamente. No hospital, ainda estava consciente, e um padre veio lhe dar a extrema unção. Ao lhe dar a Sagrada Comunhão, perguntou-lhe:

– Maria, perdoa de todo coração teu assassino? Ela respondeu:

Sim, perdoo pelo amor de Jesus, e quero que ele também venha comigo ao Paraíso. Quero que esteja a meu lado... Que Deus o perdoe, porque eu já o perdoei.

Na prisão, durante os três primeiros anos, o criminoso não demostrava arrependimento; até o dia em que a sua vítima lhe apareceu em sonho, com um sorriso resplandecente e carregando 14 lírios (símbolos da pureza virginal). Alessandro, então, inicia seu processo de conversão, com a caridosa assistência do bispo local.

Depois de cumprida a sua pena, Alessandro passou a viver como irmão leigo em um convento franciscano. Ali, passou o resto de seus dias, trabalhando como porteiro e cuidando da horta. Era reconhecido como um bom cristão, e foi chamado como testemunha no processo de beatificação de Maria Goretti.

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O perdão da santa estava garantido... mas e a mãe da menina? Poderia perdoá-lo? Essa dúvida se desfez no Natal de 1937, quando Alessandro procurou Assunta Goretti. A senhora piedosa não só o perdoou, como disse que o aceitava como filho! Naquele Natal, a mãe e o assassino da vítima inocente assistiram a missa e comungaram lado a lado. Anos depois, em 1950, eles estariam juntos de novo, na missa de canonização de Santa Maria Goretti.

Podemos tirar algumas lições importantes dessa história...

ABRA SEUS OLHOS, NICE PEOPLE

No Dia do Juízo, muitos que se acham “gente boa” só porque nunca mataram nem roubaram e dão uma esmola pro mendigo de vez em quando ficarão surpresos ao se verem condenados, enquanto homens como Alessandro estarão recebendo a coroa da vitória. “Como um homem capaz de cometer esse crime hediondo foi salvo e eu, que nunca cometi crime algum, sou mandado ao Inferno?”.

É simples: Alessandro foi humilde o suficiente para reconhecer-se miserável, pecador e dependente da misericórdia de Deus. Já o fulano bonzinho se achava tão legalzão que se tornou incapaz de reconhecer seus pecados e de se arrepender deles. "Religião? Pra que?! Eu não preciso disso, sou perfeitamente capaz de ser bom sozinho!".

Mas pecados graves, que levam a alma à perdição, não se resumem a roubar e matar, viu, nice people? Abram seus olhos, enquanto ainda é tempo!

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PERDÃO NÃO IMPLICA EM IMPUNIDADE

Alessandro Serenelli foi condenado a 30 anos de prisão pela morte de Santa Maria Goretti. Cumpriu 27 anos de reclusão, e foi solto por bom comportamento. Depois disso, até o fim de sua vida, viveu de forma honrada.

O perdão foi dado pela vítima, pela mãe da vítima, por Deus... Mas isso não dispensou Alessandro de pagar pelo que fez, por meio da justiça dos homens, do caridade e da penitência. Fiquem atentos a isso, porque a elite política e cultural esquerdista propagandeia um conceito deturpado de misericórdia: fazem de tudo para abrandar as penas dos criminosos, justificando seus crimes como culpa de uma sociedade injusta.

É do interesse dos socialistas que o caos se implante, por meio de uma cultura de vitimismo e impunidade. Um dos exemplos mais recentes e mais bisonhos disso é o caso de Karsten Nordal Hauken, um norueguês que foi estuprado por um imigrante muçulmano. Karsten disse que chorou ao saber que o estuprador seria deportado, e que “o governo norueguês estava agindo de maneira vingativa”, pois o estuprador teria um destino incerto na Somália (Fonte: BBC).

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O diabo faz assim: pega os valores mais belos do cristianismo – como o perdão – e os transforma em uma caricatura grotesca. E o pior é que convence muita gente.

PRONTOS PARA RESISTIR AOS ATAQUES CONTRA A CASTIDADE?

Na homilia da missa de canonização de Santa Maria Goretti, o Papa Pio XII observou que nem todos os cristãos são chamados a ser mártires, mas todos são chamados a viver as virtudes cristãs. Depois, o Papa perguntou: "Jovens, prazer ao olhos de Jesus, vocês estão determinados a resistir a todos os ataques à castidade com a ajuda da graça de Deus?". Um grande "SIM" ecoou na Praça de São Pedro naquele instante!

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