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Segunda, 10 Junho 2013 06:00

O incenso: oração sensível aos olhos e ao olfato

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Uma pessoa pode até não saber bem significado do uso do incenso em celebrações da Igreja Católica, mas quando avista aquela fumaça, já percebe que o momento é especialmente solene. O uso do incenso nas celebrações é um ato de adoração. Como elemento litúrgico, ele favorece a criação de uma atmosfera sagrada, e inspira em todos uma atitude de reverência.

E o que é o incenso? É um concentrado de resinas de plantas; joga-se o incenso na brasa do turíbulo, e então seu perfume se espalha pelo ambiente por meio da fumaça. Simbolicamente, essa fumaça é a oração do sacerdote e dos fiéis que sobe aos Céus.

Nas celebrações em geral, percebemos a oração do povo somente por meio da audição. Porém, quando se usa o incenso, a oração se torna sensível para nós também por meio de dois outros sentidos: a visão e o olfato.

Assim, além de dar um tom de solenidade e embelezar as cerimônias, o incenso é educativo, pois nos mostra como uma oração deve ser feita para honrar a Deus. O nosso sentimento e as palavras usadas na oração devem subir ao Céu como sobe a fumaça: com respeito, com suavidade, com beleza, com humildade, buscando ser agradável.

Observando como a fumaça do incenso se movimenta e a sensação que produz, um católico percebe que não deve orar de forma desordenada e histérica, como um membro de uma seita neopentecostal. Nada de berros, nada de ficar lançando “desafios” a Deus ou de vomitar palavras de modo acelerado e excitado, como se fosse um locutor de partida de futebol...

Devemos viver a intimidade com Deus, mas essa intimidade não deve se desvirtuar na falta de reverência. Além dos católicos com cacoetes neopentecostais, fica também a dica pros baixinhos-da-Xoxa, que chamam o Senhor do Universo de “cara lá de cima”. O sujeito pode chamar Deus de Pai, mas, em vez disso, prefere usar essa expressão tosca. Tu merece ser chamado por Deus de “cara lá de baixo”. Sem noção!

E em que ocasiões se usa o incenso? Nas Missas e procissões, para mostrar a importância da festividade do dia. Incensa-se o altar, a Cruz, a Bíblia, a imagem da Virgem, as oferendas sobre o altar, os ministros, o povo e o Santíssimo.

Se você é daquele tipo que se arrepia todo só de ver o pequeno turíbulo da sua paróquia em ação, ia precisar tomar um calmante pra não ter um treco diante do Botafumeiro da Catedral de Santiago de Compostela. É um dos maiores turíbulos do mundo, com 1,60 de altura. São precisos vários homens para puxar a corda que o faz “voar” de um lado a outro da Catedral. Pra vocês terem uma ideia da sensação incrível de quem presencia esse momento, saquem só a expressão no rosto de Bento XVI na foto ao lado.

O visível encanto de Bento XVI com o Botafumeiro foi registrado em vídeo também:

 

 

5246 Domingo, 19 Novembro 2017 19:52

Comentários   

0 # Marcos Hiroshi 19-11-2017 21:11
Ponto para o catequista. Útil, necessário e oportuno.
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0 # Leonardo 13-01-2016 16:59
O incenso também poderia ser usado por nós leigos em nossas orações em casa? Se sim, como recomendariam esse uso?
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0 # Fábio 22-12-2015 17:05
Posso queimar incenso ao fazer minhas orações em casa?
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0 # Juliano 24-06-2015 00:37
Postem o link do vídeo de Bento XVI em São Tiago de Compostela
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0 # Egberto 23-06-2015 18:48
Em todas as missas da minha paróquia o padre costuma usar o incenso, a celebração, certamente fica mais rica.
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0 # Douglas Bonafé 25-12-2014 10:34
Tem um erro no post! Não se incensa a Bíblia, pois a Bíblia NÃO TEM LUGAR na Liturgia da Igreja. Tradicionalmente incensa-se: o altar, o Sacerdote, as oferendas, o Evangeliário, a cruz e o povo. Em tempos modernos tomou-se o costume de incensar-se também a imagem da Virgem Santíssima e do Santo do dia quando colocadas aos pés do presbitério (pois não há lugar para tais imagens também no presbitério). Há o péssimo costume em algumas paróquias de, ignorando a Liturgia da Igreja, incluir invencionismos como a entrada da Bíblia ou de se usar a Bíblia no lugar do Lecionário e até do Evangeliário. Isso é um abuso horripilante, pois levanta-se um questionamento sobre a sacralidade dos objetos litúrgicos e o que eles contém, como se fosse o livro o que há de sagrado e se precisasse usar a Bíblia (e geralmente uma tradução porca como a Pastoral). Para piorar, a tradução presente na Sagrada Escritura é diferente da tradução presente nos livros litúrgicos e, consequentemente, não aprovada para uso na Sagrada Liturgia. Se na sua paróquia entram com a Bíblia já saiba que o padre já não segue a liturgia da Igreja. Qualquer invencionismo na Sagrada Liturgia, seja feito por um padre ou pelo Papa é intolerável pois a Liturgia não é deles para que possam alterá-la como lhe é do agrado. A coisa é tão séria que se o Papa quiser fazer uma modificação na Liturgia - como colocar Lava-Pés de mulheres, ou incluir uma ópera de Mozzart - ele deve OBRIGATORIAMENTE legislar em nome da Igreja assumindo critério de infalibilidade. Em caso contrário ele estará usurpando do poder da Sé de Pedro. Estará errado. Imagina um padre!
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0 # Sidney 25-08-2014 15:43
O incenso esta presente em todas as grandes religiões e fraternidades. Não por acaso foi um dos presentes dos reis Magos ao menino Jesus. Assim Seja. TFA:.
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0 # Tainá 24-08-2014 20:33
Achei muito edificante saber o significado do incenso. E amei ver o turíbulo da Igreja de Santiago. É um traço histórico muito interessante e conhecer a história dos motivos da existência daquele turíbulo pode ser muito esclarecedor. Se souberem, queridos, gostaria de saber. Acho o esforço dos padres ao balançá-lo muito simbólico: penso que nossas orações "unidas" na Igreja devem partir do esforço de cada um e na Igreja, realmente nos unimos num só Corpo e um só Espírito quando em Comunhão... Queria aproveitar o post e perguntar o que O (A)Catequista acham das peregrinações que ocorrem em Santiago de Compostela, bem como aqui na minha terra, em Belém do Pará, durante o Círio de Nazaré? É válido à luz da Doutrina Social da Igreja? Agradeço desde já a resposta.
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0 # Daniel Esteban 19-05-2014 16:35
"Suba a minha prece como incenso à tua presença". (Sl 141, 2)
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0 # malvina 19-05-2014 01:55
Qualquer pessoa pode queimar o incenso na Igreja?
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0 # denise 22-01-2014 15:53
amo o cheiro do incenso e gosto muito de saber o significado das simbologias usadas na santa missa,parabens pelo artigo
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+1 # Gabriela Ribeiro da Costa 22-01-2014 12:30
Sou completamente apaixonada pelo incenso, pela beleza de seu simbolismo e como inspira a oração. Mas confesso que me senti mal ao ler o trecho da matéria que quase "condena" uma forma diferente de oração. Pela descrição, o autor se referiu à Renovação Carismática Católica (RCC) ironicamente como católicos com "cacoetes" neopentecostais. A RCC, através do International Catholic Charismatic Renewal Services (ICCRS) tem reconhecimento pontifício, e de maneira alguma tem cacoetes neopentecostais, mas vive a Cultura de Pentecostes. Mas independente de qualquer coisa, o respeito entre os movimentos da Igreja, a diversidade e a particularidade de cada um é caridade e amor ao próximo e a própria Igreja que é riquíssima e sábia. Não sejamos como os fariseus que apontavam o dedo e eram vazios. A matéria foi linda, queridos irmãos, mas essa parte foi desnecessária :/ "O PONTIFÍCIO CONSELHO PARA OS LEIGOS DECRETA O reconhecimento do ICCRS como uma entidade de promoção da Renovação Carismática Católica, com personalidade jurídica, de acordo com o Cânon 116, aprovando seus Estatutos, em sua forma original, depositados nos arquivos deste Dicastério. PAUL J. CORDES EDUARDO CARD. PIRONIO Vice-Presidente Presidente Do Vaticano, 14 de Setembro de 1993, Festa da Exaltação da Cruz" (Pontificium Consilium pro Laicis. 1565/93 AIC-73)
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+1 # A Catequista 22-01-2014 13:22
Gabriela, A RCC foi o primeiro grupo que me acolheu dentro da Igreja, e por isso tenho grande gratidão. Tenho respeito pela RCC e reconheço que ela é obra do Espírito Santo, mas, sendo composto por pessoas falíveis, qualquer movimento da Igreja, por melhor que seja, está passível de críticas. E se faço alguma crítica, é por desejar o seu aperfeiçoamento e melhor serviço ao Evangelho. Sim, há grupos de oração que parecem mais um culto de igrejola neopentecostal. Se assim não fosse, a CNBB e diversos bispos locais não teriam emitido documentos visando normatizar as atividades desses grupos, para que sejam efetivamente grupos de oração da RCC, e não cultos de crente. E nunca é desnecessário dizer: aprendamos a orar COMO CATÓLICOS, ou seja, como a fumaça do incenso se eleva aos céus.
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0 # Mariana Fonsêca 28-06-2013 20:04
Parabéns pela matéria e pelo site. Achei bem interessante o próprio nome do site, pois é justamente o catecismo que o povo de Deus está precisando.
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0 # Helder J. F. Lima 27-06-2013 12:25
Gostei da cara do Monsenhor Guido Marini, rsrsrs.
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0 # Anderson 17-06-2013 11:25
O problema é quando trocam o legítimo incenso por aqueles defumadores de macumba. Ou pior ainda, quando acontecem aqueles abusos litúrgicos escabrosos! Nestes casos, só podem ter trocado o incenso por cannabis!
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0 # Fernando Henrique 12-06-2013 15:25
obrigado pela dica do Facebook adorei o post parabéns. Vivi se possível, me responda a pergunta que coloquei no penúltimo post valeu.
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0 # Julio César 11-06-2013 17:10
Quando eu era coroinha adorava ficar com o turíbulo. Era maravilhoso!
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0 # Philipe Lucas 11-06-2013 10:28
Em Tribobó - São Gonçalo (Arquidiocese de Niterói) a Missa dominical (8hs) é fantástica! É uma das mais bem celebradas que já presenciei, muito atenta aos detalhes, me parece "melhor" inclusive do que algumas que contam com a presença dos Bispos. É utilizado o incenso, água benta, fazemos a oração de São Miguel ao fim da cerimônia, os catecúmenos saem após a liturgia da palavra, o batismo começa do lado de fora da igreja. Não há pressa na celebração, tudo é feito com um zelo, que a missa leva - pelo menos - 1:30 e não se sente! Teve um dia que, na hora de incensar o altar, o turíbulo apresentou algum problema e o Pe esperou consertarem para poder seguir a Missa! Achei demais o zelo deste verdadeiro Pastor de ovelhas! Há, as homilias são muito boas também!
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0 # Guilherme Souza 10-06-2013 17:44
Eu sou apaixonado pelo incenso. Ultimamente estou verificando que os sacerdotes tem deixado de lado ou quase não usam tal ação. E aqueles que usam parecem não entender o significado real. E o semblante de Bento XVI é magnifico!!! Um momento ímpar para ele, para a Igreja, para todos ali naquele momento não tem como não ficar feliz, alegre, dar uma "risadinha"!
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0 # Paulo Ricardo Costa Pinto 10-06-2013 15:23
Eu procuro fazer o seguinte: ficar no fundo da Igreja, ou, quando não possível, da saída de ar mais próxima. Mesmo assim, já teve ocasião de eu ter que, ao terminar a Missa, sair correndo para casa e tomar um anti-alégico daqueles brabos, que dá sono e derruba até elefante.
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0 # Luciana Dias 14-12-2013 15:25
Acredito não ser alérgica, mas quando estou perto do incenso, minha garganta arranha até não sentir mais o cheiro. E logo eu que canto nas Missas, é uma situação complicada... Linda matéria. Parabéns!
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0 # Paulo Ricardo Costa Pinto 10-06-2013 14:07
Uma pergunta(é sincera, não é piada). Sou absurdamente alérgico a incenso, desinfetantes, perfumes. É quase instantâneo, quando estou na Igreja, durante um ritual com incenso, meus olhos lacrimejarem e eu começar a espirrar. Meu nariz incha e eu, dependendo do tempo de exposição, tenho fechamento das vias aéreas superiores... fica muito difícil respirar. O que pessoas como eu devem fazer? Como devemos nos portar?
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0 # A Catequista 10-06-2013 14:28
Paulo, Eu nunca havia pensando nessa questão... Me parece que o mais razoável é a pessoa alérgica deixar o templo e voltar quando a fumaça estiver dispersado. Deus entenderá que ela não fez isso por falta de reverência, mas por uma necessidade de saúde.
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0 # Emanoel Tadeu 10-06-2013 14:02
qual o material utilizado para fazer o incenso?
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0 # A Catequista 10-06-2013 14:47
Emanoel, O incenso é obtido da resina de alguns tipos de árvores (se não me engano, são árvores que só existem na Somália e em algumas regiões da Arábia). Os coletores retiram as cascas dessas árvores e de lá tiram gominhos do tamanho de grãos de milho, que são os grãos de incenso. Se quiser ver como isso é feito, acesse o vídeo abaixo. A partir dos 4 minutos, mostra os coletores em ação: http://www.projetoboswellia.com/igrejas-incenso.html
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0 # Paulo Eduardo 10-06-2013 12:19
Graças a Deus, nas Missas Dominicais e nas solenidades, é regra o uso do incenso. Sem dúvida, o uso do turíbulo pelos acólitos e a solene "fumaça" que representa também a Santa Presença, como na antiga Tenda do Concerto, é uma bela experiência de Fé. Ao menos, na Paróquia em que participo.
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0 # Daniel Armenio 10-06-2013 12:04
Desculpa, mas me parece que o Bento XVI tá achando meio engraçado toda aquela gente pra balançar o turíbulo. Não é meio exagerado todo esse tamanho? Se é solene, é pra ser algo mais "tranquilo", sem alardes. Tira a atenção da missa e do significado. Como foi escrito, intimidade com Deus sem o berrero, e ai aparece isso? Me parece meio estranho e contraditório... Mas enfim, é só uma opinião. ' Pra quem tem rinite, (o meu caso), o incenso causa pavor... Parabéns pelo site/blog. De longe dos melhores da rede.
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0 # A Catequista 10-06-2013 12:45
Daniel, O Botafumeiro deve ser entendido dentro da cultura e do espírito do povo galego, e também da época em que foi instalado (se não me engano, o mecanismo do pêndulo foi colocado no século XVII). É claro que Bento XVI tava achando pitoresco! Simplesmente é um evento único, até onde sei não há nada igual em toda a cristandade, então é impossível ficar com uma cara blasé ao ver tal coisa pela 1a vez. Entretanto, o tamanho do Botafumeiro, o vigor dos homens puxando a corda, tudo isso é muito adequado se conhecemos e entendemos a cultura milenar da Galícia. Não, não tira a atenção da Missa, apenas a embeleza muitíssimo (até pq a incensação se resume a apenas um momento do rito).
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0 # O incenso: oração sensível aos olhos e ao olfato | Paróquia Santa Rita de Cássia 10-06-2013 11:46
[...] E em que ocasiões se usa o incenso? Nas Missas e procissões, para mostrar a importância da festividade do dia. Incensa-se o altar, a Cruz, a Bíblia, a imagem da Virgem, as oferendas sobre o altar, os ministros, o povo e o Santíssimo. Fonte: O Catequista [...]
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0 # Sidnei 10-06-2013 09:27
E amo aquele cheiro de incenso, pena que somente pela pascoa, natal e festas solenes, e olhem lá, é que se queima incenso na Igreja o qual frequento. Sobre as orações que vão das gritarias e a toda sorte de loucuras vindas dos fieis, não somente isto existe nas igrejas protestantes, mas na Igreja Católica, via RCC, infelizmente isto também há e muito, e chega a ser a ter irritante, ver programas nas Canção Nova e Século XXI com aquele pessoas todo chororô, todo sentimentalista e a base de uma gritaria sem sentido. Para mim a oração deve ser silenciosa e harmônica, como JESUS ensinou: "Quando orardes, não façais como os hipócritas, que gostam de orar de pé nas sinagogas e nas esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa. Quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora ao teu Pai em segredo; e teu Pai, que vê num lugar oculto, recompensar-te-á." (Mat. 6, 5-6). Para mim as orações públicas, com toda a assembleia reunida, deve ser única, e não um orando aqui, outro ali e outro a co lá, em um verdadeiro pandemônio, em que ninguém entende nada, e quem vê de fora, vão acreditar que seja um manicômio e não uma igreja. A respeito do incenso, só uma dúvida, quando na Igreja se incensa a imagem de algum Santo ou de Nossa Senhora, este incenso tem a ver com a oração e a reverência que prestamos a Maria ou ao Santo cuja a imagem o representa?.
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0 # Cadu Sindona 10-06-2013 09:08
Mons. Guido Marini estava muito mais jovem...
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