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Quarta, 24 Junho 2015 01:07

Católico juntar as escovas de dente com protestante, espírita, ateu... pode?

Postado por

Uma leitora nossa de Moçambique está namorando um rapaz muçulmano. Ela tem grandes expectativas de que os dois venham a se casar, e nos escreveu perguntando: “Será possível fazer uma família com religiões diferentes?”. A princípio, não é aconselhável, mas é possível. A Igreja prevê a possibilidade dos chamados “casamentos mistos”, desde que algumas condições sejam aceitas pelos noivos.

Vamos explicar tudinho neste post!

AS DIFICULDADES DO CASAMENTO MISTO

Antes de tudo, sem meias palavras, é preciso dizer: a Igreja desaconselha que católicos se casem com pessoas não católicas, e alerta sobre as graves dificuldades desse tipo de união. Se o noivo ou noiva não for nem ao menos cristão, as advertências da Igreja quanto às dificuldades de tal união são ainda mais fortes.

As diferenças ou a total disparidade de crenças introduz uma grave divisão na Igreja doméstica, ou seja, a família. Se marido e mulher não se unem na mesma fé, obviamente fica muito mais difícil para a parte católica ser fiel aos preceitos evangélicos, em especial no que diz respeito à participação no culto da Igreja e à educação dos filhos.

“Tenho certeza absoluta que Deus colocou o Anderson no meu caminho, na minha vida, para formamos uma família. Nos amamos muito, e ele é o homem certo para mim. Mas não vou negar, às vezes surgem conflitos por causa das religiões diferentes” – revela Kellyanny Alves, moradora de Brasília-DF. Ela é católica, e se uniu em matrimônio com Anderson (foto ao lado), membro da Umbanda; eles têm duas filhas, ambas educadas na fé da Igreja.

Kellyanny conta um exemplo de algumas das dificuldades que ela e o marido precisam lidar em seu dia a dia: “Muitas vezes, o horário das obrigações religiosas dele coincide com o horário em que tenho compromissos na Igreja, e então é necessário decidir o que fazer com as crianças, ou considerar se algum de nós pode abrir mão do compromisso... É preciso muito amor e diálogo”.

Como ensinou o Papa Paulo VI (no Motu Proprio Matrimonia Mixta), a Igreja entende que as dificuldades decorrentes do casamento misto podem ser superadas com a ajuda à vigilância e zelo dos pastores. É preciso que esses casais sejam devidamente acompanhados em sua caminhada na fé.

Como disse São Paulo "O marido que não tem fé, é santificado pela esposa e a esposa que não tem fé é santificada pelo marido que tem fé" (1 Cor 7, 14).

SUSPENSÃO DE IMPEDIMENTO PARA CASAMENTO MISTO

O casamento entre duas pessoas batizadas, uma das quais é católica e a outra não católica, é proibido pela Igreja. Afinal, a maioria das denominações os protestantes não reconhecem o matrimônio como sacramento, e muitos deles nem ao menos o consideram uma união insolúvel (isso sem contar a diferença de pontos de vista e interpretações sobre a moral e a doutrina cristãs).

O casamento entre uma pessoa católica e uma pagã – seja ateu ou membro de outra religião não-cristã – é inválido e também proibido pela Igreja.

Porém, tal impedimento não é inflexível: o Ordinário local (geralmente o bispo) pode suspender o impedimento, se julgar que há motivos justos e válidos para isso. Nesse caso, um pastor zeloso verificará se são cumpridas as condições necessárias à dispensa.

CONDIÇÕES PARA A REALIZAÇÃO DO CASAMENTO MISTO

Para obter a dispensa do impedimento do casamento misto, um católico deve estar disposto a:

  • tudo fazer para guardar sua fé católica;
  • prometer fazer todo o possível para batizar e educar os filhos na religião católica;
  • comunicar ao noivo (ou noiva) não católico as obrigações acima citadas.

O Ordinário local também deve se certificar de que ambas as partes estejam devidamente instruídas a respeito das finalidades e das propriedades essenciais do casamento. Por exemplo, um noivo não católico deve saber que não tem a opção de casar e criar cachorros, em vez de filhos. Tal união seria nula.

As conferências de bispos de cada país devem determinar a forma como esses compromissos devem ser firmados. Alguns padres aconselham que seja exigido que ambas as partes assinem um compromisso por escrito.

A CERIMÔNIA DE CASAMENTO NÃO PODE SER AVACALHADA

Cerimônias em que um padre e um líder de outra religião realizam, lado a lado, cada qual o seu rito de casamento, são pura presepada. O rito do casamento misto deve ser puramente e exclusivamente CATÓLICO. O ministro da outra religião pode até estar presente e proferir algumas palavras e orações (é preciso ter cuidado neste ponto), mas jamais para celebrar o rito do matrimônio simultaneamente com o sacerdote. Ou seja, CONSENTIMENTO dos noivos à união deve ser dado somente ao ministro católico, jamais a um ministro de outra religião.

Também é proibido aos noivos realizar, antes ou depois do rito católico, outra cerimônia de casamento, conforme os ritos de outra religião.

Caso a parte não-católica bata o pé e se recuse a participar de uma cerimônia católica, é possível comunicar essa dificuldade ao Ordinário local e pedir a dispensa da cerimônia.

otavinho

Fundamentos doutrinários:

Exortação Apostólica Familiaris Consortio, do papa João Paulo II, item 78;

Motu Próprio Matrimonia Mixta, do Papa Paulo VI;

Código de Direito Canônico (1983), capítulo VI.

UPDATE:

Como bem observou o Pe. Dirceu Belotto, Sdb, a situação dos cristãos que se casam com muçulmanos é especialmente complicada. Pela lei dos Islã, é impossível que um homem cristão se case com uma muçulmana: ele deverá se converter antes ao Islamismo. E se uma mulher cristã se casar com um muçulmano, ela deverá saber que os filhos serão criados como muçulmanos, jamais como cristãos. Além disso, é comum que as pressões sociais levem o marido a impedir que a mulher pratique a fé cristã.

7394 Quarta, 26 Julho 2017 14:48

Comentários   

0 # Paula 27-07-2017 22:16
Sou católica , me casei na igreja católica crio meus filhos na igreja católica. Meu marido resolveu se batizar na igreja evangélica , porém sempre soube que não largo minha igreja por nada sempre mantive minha posição e não abro mãe porém graças a Deus convivemos muito bem com isso. Mas assim que ele começou a frequentar a igreja evangélica conversamos logo que não íamos brigar por esse assunto. Somos bem resolvidos quanto a isso mas gostaria muito que ele me acompanhasse mas o respeito . Só não aceito provocações de irmãos da igreja e não dou abertura a isso. Ele já falou na igreja dele que tenho minha religião e sigo a Jesus como eles espero que continuamos assim é rezo muito por isso . Mas quem sabe um dia ele reconheça a verdadeira igreja .
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+2 # C. Ricardo 26-07-2017 17:27
Vou ser bem sincero a todos. Se você é católico mesmo. Se você está realmente alinhado com a Igreja eu afirmo: CASE COM UMA CATÓLICA. NÃO CASE COM ALGUÉM QUE PROFESSE UMA FÉ DIVERSA. Eu sou casado com uma kardecista e sei bem o que estou passando. Pensem muito, mas muito mesmo, mas se possível, evitem casar com pessoas que professora outra fé.
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0 # Vinícius Duque 24-09-2016 02:16
Olá, povo! Quero ver se entendi: eu estou permitido namorar uma moça, que seja protestante ou pagã, desde que eu tenha uma séria possibilidade de trazê-la o mais próximo possível da fé, e constituir uma família católica. Isso?
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0 # Kleverlande 26-07-2017 15:17
Não. Recomenda-se não casar. Mas se a pessoa quiser tem que deixar claro que irá criar os filhos e não abdicara da fé católica. Mas o principal do texto é a não recomendação. Dificilmente isso dará certo.
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0 # Dirceu Camargo 25-07-2016 18:59
Olá catequistas, agora fiquei na dúvida. Vivo essa situação. Sou católico e minha namorada vem de família evangélica, mas nunca foi batizada. Pelo que li, então não podemos casar. Mas no catecismo da Igreja fala da sanação radical (sanatio in radice, CDC 1161) é um documento que tem como finalidade resolver isso. Ademais, estou sendo abençoado porque minha amada está na catequese e está sentindo a importancia da fé em Deus. Ela está gostando muito, mas está um pouco receosa por causa da familia. Que Deus os abençoe sempre.
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+1 # A Catequista 25-07-2016 22:41
Dirceu, leia com atenção o artigo. Não dissemos que católicos e protestantes não podem casar; dissemos que, em princípio, não é aconselhável e é proibido - conforme afirma a doutrina da Igreja. Porém, dentro de algumas condições, sim, e possível, e a proibição pode ser retirada. O bispo local ou o vigário episcopal precisa conceder autorização especial. O CdC não é o Catecismo, é o Código de Direito Canônico. Quanto às condições de dispensa do impedimento (sanatio in radice), nós citamos em nosso texto.
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0 # Dirceu Camargo 26-07-2016 20:12
Catequista, me expressei mal. Custei a encontrar a norma do CDC e esqueci de retirar o trecho "catecismo da igreja", pois estava na dúvida de onde havia lido isso. Mas não consegui compreender como sanatio in radice pode ser aplicado. Poderia me explicar? Realmente estou com dúvida. É um tema muito importante para mim, pois estou muito triste vivendo assim e gostaria de resolver minha situação o mais breve possível e, caso essa seja a saída em detrimento da "conversão" dela, terei de aceitar. Digo isso porque prefiro vê-la de boa vontade participando da comunidade do que simplesmente não exercer nossa fé como casal. Não sei se me expressei bem, mas é uma angustia que sinto. Abs.
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+3 # Ana 25-07-2016 18:17
Eu fiquei noiva de um protestante, mas nós rompemos depois. Desde o começo do namoro eu disse que ele não tentasse me converter e eu disse não falar nada pra convertê-lo, apesar que ele foi varias vezes a missa comigo e eu nunca fui a um culto com ele. Quando falamos em casar, eu eu fui bem clara sobre a religião de futuros filhos, que eu não aceitaria criá-los como protestante e se ele não aceitasse, bom, não teria mais o que conversar. Ele aceitou. Infelizmente rompemos por outros motivos que não tinham nada a ver com religião. Mas o importante é que me impus, e fiz valer minha crença, pois, se não o fizesse no começo, depois eu não poderia exigir nada.
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-1 # Laura Mendes 25-01-2016 10:34
Infelizmente nao temos padres na paroquia para nos acompanhar assim... Tive um "casamento" misto, a Igreja pede a dispensa para a realizaçao...mas quem faz as perguntas sao a secretaria da paroquia...o noivo fala sim pra tudo(pra facilitar o processo), assina e la vai os dois se ferrarem sem nenhum amparo...eu, idiota, ingenua, acreditava que ele assinando iria cumprir com a assinatura....aiai
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0 # A Catequista 25-01-2016 12:03
É uma realidade desastrosa! Os padres não podem ser descuidados nesse atendimento aos noivos.
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0 # Guill 12-01-2016 22:08
Eu não vou deixar de namorar uma garota por ela ser de uma outra denominação religiosa. Ambos tem que respeitar a denominação religiosa do outro. Não é fácil, mas quando se gosta é possível.
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+4 # Alex Hoffmann 26-07-2016 16:30
Meu caro, se num matrimônio onde dois católicos se casam tem-se que matar um leão por dia mais meia dúzia de hienas, imagina num matrimônio onde uma das partes faz troça da fé do outro, tem náuseas e sente ojeriza da fé católica, isto será como tentar arrastar uma manada de elefantes deitados. Em todos os casos que conheço, a parte católica abandonou a fé. Contudo, se você tem total convicção da sua fé, crê e confia totalmente na Igreja Católica Apostólica Romana, sabe que a nossa Igreja está com toda a verdade e que ela é infalível e tudo o que fez até agora é puro e santo, digna do nome de seu fundador Jesus Cristo, então, boa sorte. Contudo a sua namorada deverá ser convertida ao longo do caminho.
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0 # Samara 26-07-2016 11:32
Boa sorte!
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-3 # ÉRICA SILVA 09-10-2015 16:39
Olá! Só queria saber onde fica o Amor de Deus nesta estória, não pratico nenhuma religião mas vi pessoas dizerem que vão denunciar padres, por qual motivo? Será que Deus quer isto das pessoas? Que elas prejudiquem a vida alheia e deixam de observar as suas próprias faltas. Não acredito neste Deus, acredito que ele quer que amemos uns aos outros e sejamos tolerantes, se ele deu o Livre Arbítrio para que cada um conduza seu caminho, quem sois tu homem para tira-lo.
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+1 # Juliana 29-06-2015 21:31
Muito bom o texto. Não me vejo casando com alguém de outra religião, meu sonho é ter uma família grande e quero que meus filhos tenham a formação religiosa que meus pais nunca me deram.
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+1 # Thaís 26-06-2015 14:39
Ótimo post !
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+2 # Lucia Araujo 25-06-2015 15:48
Sempre fui católica e, quando conheci meu esposo, ele era da Igreja Batista, mas não praticante. Ele morava na rua da Capela em que eu servia. Quando o relacionamento começou a caminhar para algo mais sério conversamos e fui clara em dizer-lhe que nunca me pedisse para escolher entre ele e a minha fé. Assim, ele fez a catequese, completou o rito do batismo e foi crismado. Hoje ainda está crescendo na fé, mas somos uma família católica. É importante que as pessoas não fiquem em cima do muro, precisam saber quem são e o que querem sem se deixar levar por convenções sociais.
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0 # Paulo 15-07-2015 11:18
Que belo testemunho, Lucia. Deus te abençoe.
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0 # Adriano Matos 25-06-2015 12:55
Como faço para enviar um email para vocês (Ocatequista)?
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0 # A Catequista 25-06-2015 13:01
Pode escrever para
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0 # Augusto Paiva 25-06-2015 01:59
Falando sem jujubice, é jugo desigual (II Cor. 6,14/ II Ts. 3,6). Sem mencionar Salomão, que, influenciado, acabou adorando outros deuses (I Rs. 11,4-6). O casal precisa antes se conhecer, até para saber se ambos são a cara metade um do outro, ou alma gêmea, como dizem, não é? Eu acabei descobrindo que minha irmã (católica) estava acompanhando o ''namorido'' na seita do Macedo, e lá ela me relatou que uma mulher sempre manifestava espíritos malignos, e que esta mesma mulher fazia ofertas ($) no altar. E eu apliquei-lhe uma reprimenda e ela nunca mais!... Ela teve uma filhinha linda fora do casamento, mas todos nós estamos cobrando que ela seja batizada logo. E que possam se casar na Igreja deixada por Cristo, no verdadeiro matrimônio (Prometo estar contigo na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, amando-te, respeitando-te e sendo-te fiel em todos os dias de minha vida, até que a morte nos separe). Credo in Unam, Sanctam, Cathólicam et Apostólicam Ecclésiam (Mt. 16,18). É como no filme ''Vermelho Brasil'': um católico francês se relaciona com uma compatriota calvinista e pede-lhe a mão em casamento, o que gera um redevu danado por parte da família da mulher. Parece que ambos não foram predestinados um ao outro. O casal, antes de ser uma só carne (Gn. 2,24/ Mt. 19,4-6/ Mc. 10,4-9/ Ef. 5,31), deve estar também num só espírito (Ef. 4,4-6), o Espírito Santo que se manifesta e se revela na Igreja Católica (I Tm. 3,15). De resto, é uma enrascada a mulher ter relacionamento com um muçulmano e, pior ainda, querer casar-se com ele. Há vários relatos de mulheres que se casaram com muçulmanos, tiveram filhos e nunca mais viram-nos, pois o marido fugiu com os filhos para outro país. Quantos relatos semelhantes eu já vi! E se a mulher não quiser apanhar de siwaak (palito em árabe = مسواك), como mandam a Sura 38:44 e várias passagens do Alcorão (que são relatadas com naturalidade pelos apologistas muçulmanos que não são nada esporádicos em citá-las), é melhor que ela se afaste de um muçulmano. Se alguém é cristão não deveria estar num jugo desigual com quem nega que Cristo é o Messias, o Filho Unigênito de Deus (I Jo. 4,2-3). A Paz do Nosso Senhor Jesus Cristo!
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+1 # Augusto Paiva 26-06-2015 00:36
''O marido que não tem fé, é santificado pela esposa e a esposa que não tem fé é santificada pelo marido que tem fé' (1 Cor 7,14)''. E vemos em Daniel 13 Joaquim, que morava em Babilônia, era rico e considerado pelos seus compatriotas, ele que foi, de certa forma, santificado por sua esposa fiel Suzana, porque esta havia sido educada segundo a lei de Moisés por pais honestos. E de certa forma Suzana santificou-o. Mas a passagem deixa claro que o casal não era um jugo desigual pois Joaquim desposou Suzana justamente por esta ser israelita e educada segundo a lei de Moisés. Mas de toda forma, é difícil conciliar um casal de fé diferentes, ainda mais quando um é pagão. Agora vejamos que interessante: Suzana foi inocentada da calúnia contra ela, mas no mundo islâmico vemos que muitas mulheres são culpadas injustamente. Vide que uma mulher foi condenada à forca recentemente no Irã por ter matado o homem que ''supostamente'' a estuprou. Em muitos destes países islâmicos, senão todos, as mulheres são tidas como as ''culpadas'' por sofrerem estupros, ou por causa das suas vestimentas — idéia tão absurda que também é recorrente em países do Ocidente, Brasil incluso. E no mundo todo a justiça já cometeu injustiças inominavelmente absurdas. O testemunho da mulher no islã vale a metade do homem. Ah, e sim: uma norueguesa foi presa em Dubai por... ter sido estuprada, o que causou repercussão mundial. O testemunho da mulher não vale nada no islã! E tem mais: Sobrevivente de estupro de 15 anos de idade, nas Maldivas, foi sentenciada a 100 chicotadas em público! Após ter sido estuprada por seu padastro, a jovem foi condenada a 8 meses de prisão e terá que levar 100 chicotadas ao completar 18 anos. Ela cometeu o crime de ter relações sexuais antes do casamento, e foi condenada por um tribunal do país, que segue os preceitos de lei islâmica. O interessante é que o padastro ainda não foi preso, apesar dele ter engravidado a jovem e ter matado o bebê. É repulsivo e revoltante! Enfim, o recado está dado. A Paz do Nosso Senhor Jesus Cristo! ___________________________ Notas: ''A cultura muçulmana do estupro'', Daniel Greenfield. ''Enforcada no Irã mulher condenada por matar seu suposto estuprador'', Folha de S. Paulo. ''Norueguesa que denunciou estupro é condenada à prisão em Dubai; Oslo promete ajuda'', UOL. ''Garota estuprada nas Maldivas é condenada a 100 chibatadas'', G1.
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0 # Janes 26-06-2015 10:47
E uma coisa que a gente precisa lembrar, Augusto e demais leitores,é o seguinte: Quando São Paulo fala do marido ou da mulher cristã que santifica com seu testemunho e oração, a companheira/companheiro, ele fala tendo em vista uma situação muito concreta e específica: fala de pessoas que aderiram ao Cristo, quando já estavam casadas! Com filhos, com responsabilidades graves já assumidas. Paulo não está se referindo a cristãos solteiros que pretendem se casar e portanto, podem conduzir sua vocação matrimonial segundo a fé e o amor a Cristo. Ele fala de gente que não tem como escapar de uma situação dada antes de sua conversão ao Senhor.
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+1 # Janes 26-06-2015 11:00
E a palavra VOCAÇÃO aqui é determinante. Se tem um assunto que não pode ser decidido sem Deus, é o casamento. Oração, discernimento, escuta interior do Espírito Santo que nos fala no coração e na voz da igreja (sem contradição entre ambos os lugares de escuta!). É preciso ter muito claro que o casamento é SACRAMENTO, sinal e mistério de uma presença viva e real entre nós. Não é apenas mero dado humano e sociológico. Em Cristo, o casamento é SINAL e CANAL de graça e é um sacramento que faz do casal , portador de um verdadeiro MINISTÉRIO PASTORAL na igreja e no mundo, ou seja o casamento existe também em função do anúncio da Salvação no mundo e da construção do reino de Deus. É uma dupla de pessoas que "junta as escovas" não apenas para a mútua comunhão e geração da vida, mas também para que Jesus e sua graça aconteçam no mundo, para que a salvação se estenda a mais e mais pessoas, através do testemunho dessa igreja doméstica que é a família, constituída em Cristo.
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0 # Eduardo 25-06-2015 00:53
Tem tanta gente no mundo meu Deus, e precisamos complicar a vida com outros tão diferentes? Eu vou ser sincero, já namorei uma descrente que não me incomodou em nada. Era uma 'atoa' tranquila. Mas evangélica, muçulmana e espiríta nem que a vaca tussa! Já descarto educadamente no primeiro encontro!
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-3 # Ana 24-06-2015 21:04
Sou católica, batizada, crismada e com primeira comunhão. Meu noivo é batizado na igreja catolica, fez primeira comunhão, mas optou por ser umbandista. Temos um consenso de casar na igreja católica e criarmos nossos filhos nesta religião, mas como tantos outros questionamentos que tenho, acho que toda essa burocracia para se abençoar o casamento de duas pessoas que se amam acaba afastando o católico. Já que se torna tão difícil fazer a cerimônia, acaba optando por não fazer. E quando faz expondo pra todo mundo que a outra parte é ou não é, nem todos que estão ali dentro da igreja aceitam as pessoas de outra religião, é doloroso mas nós sabemos que existe MUITA intolerância religiosa, não só dentro da igreja como em muitos lugares.
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+1 # Rafael Delanhese 25-06-2015 22:26
Não se trata de burocracia, se trata de zelo pela salvação das almas. Mais importante que qualquer casamento é a salvação das almas e se a Igreja estabeleceu uma série de exigências é para tentar minimizar o risco que a pessoa ao casar com alguém de outra religião abandone sua fé, o que é muito mais importante do que qualquer casamento. A celebração do sacramento do matrimônio é muito mais do simplesmente um rito que a pessoa "opta por fazer", é um compromisso de vida e o caminho para a santificação dos cônjuges... Parabéns ao blog por mais esta postagem excelente!
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+1 # Maryllian 24-06-2015 19:12
Olha, esse post veio no momento certo. Ainda essa semana eu tive uma discussão com meu namorado porque ele não é batizado em nenhuma religião e, apesar de as vezes ir ao culto, não se considera protestante. Ele diz que "não quer se associar a nenhuma religião". A questão é que vive falando em casamento, que quer se casar na Igreja Católica (porque acha a cerimônia linda). Sendo assim lhe expliquei que não sendo católico não seria possível; logo ele voltou atrás no que disse e agora não quer mais casar na Igreja. Pesquisei e tinha achado sobre o casamento misto, mas que ele tinha que ser batizado na protestante, só que nem isso ele quer. Estou mesmo num conflito. Porque o amo muito, de verdade. Mas me pergunto como isso vai dar certo assim. Obrigada pelo post e continuem com esse ótimo trabalho! Aprendo muito com vocês. Paz e bem.
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0 # Janes 26-06-2015 10:19
Olha que testemunho bacana, Marylan: http://www.religionenlibertad.com/manolo-si-no-compartimos-misa-y-rosario-tendre-que-dejarte-adela-28948.htm
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0 # A Catequista 24-06-2015 20:29
Maryllan, que tal presentear seu namorado com o livro fantástico do Scott Hahn - "Todos os caminhos levam a Roma"? Está vendendo neste site, com bom preço: http://loja.cleofas.com.br/todos-os-caminhos-levam-a-roma.html Se ele não abrir a mente lendo esse livro, é porque a situação é braba, mesmo. Paz e bem!
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0 # Gêneto Eugenio 24-06-2015 18:28
Olhem essa...Absurdo. http://m.oglobo.globo.com/sociedade/religiao/2015/06/24/615866-folheto-de-igreja-catolica-pede-enfrentamento-ofensiva-homofobica
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0 # Janes 26-06-2015 10:13
Sempre o Padre Luis enfiado nessas coisas! Já passou da hora de a CNBB chama-lo para uma conversa séria. Justamente em plena campanha da CNBB contra a Ideologia de Gênero, o sujeito vem e faz uma asneira desse tamanho. E num folheto de missa! A liturgia sendo instrumentalizada para panfletismo ideológico de quinta categoria!Para insuflar o ódio no meio do povo. Pois se tem algo que insufla o ódio e o preconceito à diversidade de pensamentos e posturas, é o discurso raso do jesuíta Luis Correa de Lima e não as opiniões cientificamente plausíveis e filosoficamente bem fundamentadas da igreja e de outros grupos e pessoas (até ateus) acerca da manipulação ideológica feita em nome das minorias sexuais, que também são vítimas e não deram procuração nem carta branca a nenhum desses ideólogos de plantão, para impor ditaduras e patrulhas ideológicas autoritárias e manipuladoras. O folheto subscreve feito ovelhinha submissa, terminologias que não passam de flatus vocis, sem qualquer substância real (ofensiva "homofóbica") tomando como ponto pacífico que uns poucos "iluminados" possam definir arbitrariamente a semântica. E o pior, não se dispõe a dizer do que se trata: que é considerado homofobia? Discordar da união civil ou bater num homossexual por causa de sua tendencia involuntária? As ditaduras todas fizeram questão de em primeiro lugar, dominar o campo da linguagem , determinar a semântica oficial e impo-la à toda a sociedade. Num primeiro momento decretam O RELATIVISMO , não existe verdade absoluta, ninguém é dono da verdade, etc. E no segundo momento, entram com suas VERDADES e DOGMAS ABSOLUTAS ("Uai, mas até ontem não era tudo relativo??? Como é que agora, vocês aparecem com termos decisivos para enquadrar todo mundo e criminalizar quem discorda?") E essa gente ainda vem falar de tolerância e aceitação da diversidade. Mas como se são os primeiros a impor um pensamento único, uma versão única dos fatos ao arrepio do pluralismo de visões de mundo. HOMOFOBIA, PRECONCEITO e DISCRIMINAÇÃO tem simplesmente uma concepção (a mais idiota possível) : é a atitude de quem não concorda com o modo de pensar daqueles quem detêm o poder de determinar como todos devem pensar e se expressar. Só isso e mais nada. Isso é simplesmente a morte da autonomia de pensamento e fala, que se volta inclusive contra os homossexuais que não se submetem à essa ditadura, como o casal gay Dolce Y Gabana!
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0 # Janes 26-06-2015 12:38
Falo da CNBB por causa da campanha contra a Ideologia de Gênero que tem envolvido toda a igreja no Brasil, também a partir das corajosas e inúmeras denúncias do Papa Francisco (inclusive na sua última encíclica. Aliás as denúncias do Papa Francisco contra essa ideologia tem sido muito mais numerosas e veementes do que as de Bento 16!). Mas na verdade é o bispo do Rio de Janeiro que tem que puxar a orelha do Pe.Luis e também o superior brasileiro e o geral (em Roma) dos jesuítas em Roma. Haverá o mimimi habitual de que o cara que estaria sendo perseguido pela hierarquia da igreja... (quando é ele, na verdade, que trabalha para forças mil vezes mais poderosas e persecutórias- econômica e politicamente - que inclusive tem feito um cínico assédio moral e clara chantagem econômica com a fome dos povos pobres, violentando sua cultura, como o papa vem denunciando fortemente e dando nome ao boi "COLONIZAÇÃO IDEOLÓGICA!!!" Tudo deve ser sacrificado no altar do deus ideológico da identidade de gênero, inclusive a fome e o sofrimento dos mais pobres da terra. Bela contradição de certas teologias "libertadoras"!!! Falando em pobre e servindo aos poderes colonialistas que massacram os povos pobres e os violenta culturalmente!! Gente cínica e hipócrita demais. Dá nojo! Mas tanto a paróquia de São Paulo como o Padre Luis devem ser claramente denunciados às suas respectivas dioceses e congregações, inclusive em nome do direito dos pobres, da sua cultura que alguns arrogantes iluminados julgam poder mudar a partir de cima para baixo a partir de teses pseudo-cientificas (nas quais tem todo o direito de crer, mas jamais de enfiar goela abaixo , autoritariamente como pensamento único, com a consequente criminalização e perseguição - que já vem ocorrendo, com prisões, demissões, ruína provocada de negócios com extinção de empregos, etc. - de quem ousa discordar e expressar publicamente a discordância.) baixadas como norma de ensino, por decreto. Será que essa gente não percebe que isso não tem nada a ver com direitos de minorias sexuais?? Será que não percebem o alcance da coisa, como ditadura, controle do pensamento e patrulhamento ideológico fanático e doentio? Será que não enxergam debaixo do próprio nariz, perseguiçoes ideológicas por todo o canto não é um CRIME de ÓDIO muito mais evidente do que a maior dos crimes que os próprios homosexuais (rapazes de programa) cometem com os próprios homosexuais e são maldosamente enfiados em estatísticas, para criar a farsa de uma sociedade "homofóbica". São muitas as contradições, as mentiras, as manipulações cínicas, que precisam ser denunciadas e é nisso que a igreja tem que centrar esforços como já vem fazendo (apesar do trabalho sujo dessa paróquia paulista e dese padre carioca, servos submissos dos poderes econômicos e ideológicos mais podres da terra). E é preciso denunciar tanto abuso de poder inclusive em nome das minorias sexuais que não passam de cobaias e massa de manobra nas mãos de ideólogos a serviço de poderes que não estão nem aí para os homossexuais concretos.
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0 # Sidnei 24-06-2015 23:12
Geneto, o que me assusta me história toda são duas coisas: 1º) O silêncio sepulcral do bispo. 2º) O apoio que este padreco recebe dos seus paroquianos e demais católicos: http://noticias.band.uol.com.br/cidades/noticia/100000757876/paroquia-defende-direitos-de-homossexuais-e-gera-polemica.html, (vide comentários). Dá para ver a bela porcaria que esta a Igreja Católica no Brasil.
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+1 # Janes 24-06-2015 17:13
Existem certas situações na vida que impõe perguntas cruciais: Quão grande é o meu amor a Cristo? O que significa concretamente, amar a Deus sobre todas as coisas? O Reino de Deus, perde ou ganha com as minhas escolhas? Jesus fica mais (ou menos) conhecido, amado e seguido a partir das minhas escolhas, inclusive afetivas? A EVANGELIZAÇÃO tornou-se ou não a maior (e até mesmo a única) razão do meu viver, o critério que ilumina tudo o que eu faço nessa vida? Quando respondemos a essas questões com o coração em paz e absoluta sinceridade, todo o resto se encaixa. Pois entre a nossa felicidade pessoal e a vontade de Deus a nosso respeito não há o menor conflito. O peixe só sobrevive dentro da água. E a nossa realização pessoal só ocorre quando cumprimos a vontade de Deus. Se começamos a ver conflito entre uma coisa e outra, devemos decidir sem vacilações pela vontade de Deus, conhecida pela Revelação que Ele fez ao mundo em Jesus e é comunicada por sua igreja. Teimar com Deus é buscar o caminho da infelicidade. Como diz tão bem o Padre Zezinho em sua conhecida canção: "Não diga não a Deus, MESMO QUE DOA não diga não. Quando é teu Deus que fala, meia resposta não vai valer, não diga não nem talvez, é do que tu disseres que vai depender...." A vontade do Senhor é a única paz possível para o coração humano, o resto é canto de sereia e miragem ilusória.
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0 # Naty 09-09-2015 13:52
Nesta reflexão, então, quer dizer que, se mesmo você ama a pessoa, a pessoa também te ama, há planos juntos e tudo mais... Deve-se largar a pessoa que se ama, pois ela não tem a mesma religião que a sua? E se no caso, uma das partes não pratica nenhuma religião, mesmo assim, tem de chegar nela e falar "Olha, não daremos certo. Eu sei que você acredita em Deus, em Jesus, mas você não vai a nenhuma igreja, então, estou terminando meu relacionamento de anos com você." É isso?
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0 # A Catequista 24-06-2015 20:27
Reflexão muito rica e verdadeira!
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0 # Janes 26-06-2015 09:52
Creio que um exemplo bem bacana (no link abaixo) pode ilustrar essa prioridade do AMOR MAIOR, do PRIMEIRO AMOR que deve ordenar e submeter todos os outros amores.E ao mesmo tempo está ligado ao tema anterior dos santos casados: http://www.religionenlibertad.com/manolo-si-no-compartimos-misa-y-rosario-tendre-que-dejarte-adela-28948.htm
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0 # P. Dirceu 24-06-2015 16:09
Sobre a observação do Rodrigo é isso mesmo, o cristão que deseja casar-se com uma mulher muçulmana deve converter-se ao Islã. ;)
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0 # Rodrigo 24-06-2015 15:39
Relacionado ao Update...No Brasil é um pouco diferente, pois o Islamismo é uma religião minoritária, tal pressão social varia de acordo com o envolvimento do muçulmano com a mesquita e as causas do Islã, quanto mais envolvido maior o contato com outras famílias muçulmanas, então maior a pressão social. Não se esqueçam: Um muçulmano pode casar com uma não-muçulmana, jamais o contrário.
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0 # samuel silvestre far 24-06-2015 14:01
Quanto ao casamento entre uma pessoa católica e uma judia, o procedimento é o mesmo que o usado para a união entre católico e muculmano?
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0 # A Catequista 24-06-2015 14:40
Sim. No caso, a parte judia deve ficar ciente das condições assumidas pela parte católica perante a Igreja, ou seja: manter a fé católica, batizar e educar os filhos nesta mesma fé. Mas é preciso dizer que os judeus não costumam impor sua crença ao cônjuge, como, em geral, fazem os muçulmanos.
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0 # André 24-06-2015 13:52
Pena que a igreja da américa latina não segue mais as leis da Igreja Apostólica Romana. As pessoas nem sabem o que são quando vão se casar, não conhecem a doutrina da igreja católica, muitos casam apenas para seguir a tradição, nunca vão a missa. No meu curso de noivos, um rapaz chegou a afirmar que só estava casando porque os amigos estavam querendo uma festa, e o Pai da noiva disse que só casando. Isso é o resultado do afrouxamento das leis da igreja, virou um samba do criolo doido. Eu mesmo por tempos fui um ateu apostata, procurando as respostas na seicho no ie, esoterismo, budismo, tudo quanto ismo e filosofias de vida, só agora estou acordando deste pesadelo, estudando e seguindo de forma reta e constante a doutrina e a verdadeira fé Católica. A bagunça é grande, mas se os Padres da minha paróquia me tivessem impedido de casar, talvez hoje não estaria me reconciliando com a igreja. Eu acredito que a igreja da américa latina deveria fazer um "revalida" com a igreja de Roma para continuar sendo Católica, perder o medo de perder fiéis e cultivar os fiéis verdadeiros. Chega de relativismo e passar a mão na cabeça de quem não quer se esforçar para seguir corretamente a doutrina.
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0 # patricia banhos 24-06-2015 12:55
PAZ E BEM! PESSOAL O EX PE BETO DE BAURU, JÁ FOI EXCOMUNGADO....ELE ATUA NUM CLUBE PARTICULAR EM BAURU...CELEBRANDO "MISSAS" COMO ELE DIZ....E ME INFORMARAM QUE A SEITA FUNDADA POR ELE LOTA DE CAÓTICOS, DIGO CATÓLICOS QUE FORAM A SEU FAVOR...RSRSR REZEMOS PELA SANTIDADE DE NOSSOS SACERDOTES.
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0 # José Camate 24-06-2015 12:54
Gostei do artigo, vou partilhar para os membros do meu grupo Pastoral de Luanda Movimento Solidario Juvenil ...
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0 # P. Dirceu 24-06-2015 12:46
Excelente artigo. Apenas gostaria de auxiliar um pouco fazendo uma distinçao. Embora comumente chama-se de "matrimônios mistos" também os contraídos entre um cristão batizado (católico) e um não-batizado (pessoa não cristã) recomenda-se evitar essa terminologia para evitar confusões, ao menos no âmbito canônico (jurídico). Assim teríamos a seguinte distinção: 1) Casamento misto: casamento entre duas pessoas batizadas, das quais uma tenha sido batizada na Igreja Católica (...) e outra pertencente a uma Igreja ou comunidade eclesial que não esteja em plena comunhão com a Igreja Católica (Evangélicos em geral, Luteranos, Anglicanos, etc entre outras especificações) - Cânones 1124 a 1129; 2) Casamento com "disparidade de culto": matrimônio entre duas pessoas das quais uma foi batizada na Igreja Católica (...) e outra não é batizada (ateia ou que tenha abandonado formalmente a fé cristã, judeu, budista, etc) - Cânon 1086. Todos os dois casos são impedimentos que precisam da dispensa do ordinário (bispo) respeitando-se o prescrito nos cânones 1125 e 1126. Há um conceito bem delicado nesses dois pontos: o "abandono por ato formal da fé" que é outra questão bem delicada. Pois uma das exigências da parte católica é que a parte católica declare que está preparada para afastar os perigos de abandonar a fé católica (Cân. 1125, §1). Ora e quando se tem certeza do "abandono da fé" por parte da pessoa católica, mas não existe o "ato formal" de abandono da fé? No caso da moça que pretende casamento com um muçulmano é de "praxe" que a mulher ao casar-se com um muçulmano deve assumir a fé do marido, assim como os filhos. O mesmo se dá quando uma muçulmana casa-se com um não-muçulmano. Isso pode gerar um conflito ainda mais delicado dependendo de como reagirá o namorado da moça.
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0 # A Catequista 24-06-2015 13:14
Agradecemos muito seus esclarecimentos, Pe. Dirceu! Fizemos um update no fim do post, inserindo essa importante observação sobre o casamento com muçulmanos.
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0 # Rodrigo 24-06-2015 13:02
Segundo Islã, é terminantemente proibido uma muçulmana se casar com um não-muçulmano. Não existe essa possibilidade ou norma flexível.
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0 # Karol 24-06-2015 12:16
Sidnei, como faz pra denunciar esse padre? Eu sou da Diocese de São Luís, dá pra fazer alguma coisa? E outra qual a Diocese dele e os contatos da diocese dele? Bora denunciar hue? O CDC nos assiste e é nosso direito.
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0 # Sidnei 24-06-2015 13:59
Karol, veja aqui nesta matéria: http://fratresinunum.com/2015/06/22/folheto-escandaloso-atribuido-a-paroquia-da-diocese-de-sao-miguel-paulista-causa-perplexidade-em-redes-sociais/, porém já vou alertando, tem gente que já denunciou isto ao bispo e não se fez nada até agora, acredito que será uma perda de tempo em denunciar. Se houvesse uma abaixo assinado pelos paroquianos da paróquia o qual este padre dirigi, talvez o bispo se mexeria, porém, até mesmo os próprios paroquianos já estão tão caóticos do que católico e apoiam o tal padreco, aí, só DEUS mesmo via dar jeito num troço desse.
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0 # Rodrigo 24-06-2015 12:05
"Como ensinou o Papa Paulo VI (no Motu Proprio Matrimonia Mixta), a Igreja entende que as dificuldades decorrentes do casamento misto podem ser superadas com a ajuda à vigilância e zelo dos pastores. É preciso que esses casais sejam devidamente acompanhados em sua caminhada na fé." Teoria! Colocamos nosso nome em uma lista para recebermos uma visita do pároco de nossa paróquia que fica há 20 metros de distância de nossa casa...e nada! Imagine só..."devidamente acompanhados em sua caminhada na fé"? No creo!
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0 # Rodrigo 24-06-2015 12:06
ah sim!! o nome está na lista há 6 meses e só tinham 4 pessoas na frente..que sucedeu?rs
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0 # Sidnei 24-06-2015 13:56
Rodrigo, espere sentado que em pé cansarás. Só tinha quatro na sua frente, o que aconteceu?, aconteceu que o padre como todos os padres, estão ocupadíssimos fazendo sabe DEUS o que. O clero no Brasil esta uma lastima, rezemos para que a coisa melhore, porque se não, nem DEUS dará mais conta.
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0 # Rodrigo 24-06-2015 12:01
"Também é proibido aos noivos realizar, antes ou depois do rito católico, outra cerimônia de casamento, conforme os ritos de outra religião." Conheço alguns casais que fizeram isso. E aí? O que acontece?
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0 # A Catequista 24-06-2015 12:25
A parte católica deve se confessar, pois cometeu pecado grave. Ao católico, é proibido terminantemente participar de modo atuante em ritos de outras crenças. Isso configura idolatria!
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0 # João Silva 25-06-2015 09:26
Pensei que isso só configuraria pecado se o católico retivesse que o rito realizado em outra crença também seria válido ou complementaria o rito católico ou que o rito católico seria incompleto. Tipo, se participasse apenas como uma convenção social (casamento protestante, por exemplo, é apenas convenção social não?), não teria maiores problemas, a não ser de confusão da comunidade de fiéis, mas não afrontaria a Doutrina Católica.
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0 # A Catequista 25-06-2015 10:46
Não, João. Casamento protestante não é mera convenção social, é rito religioso. Não sacramental, mas é.
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0 # João Silva 25-06-2015 17:02
Esclarecido. Obrigado. Deus abençoe pelo trabalho.
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0 # denise 24-06-2015 11:58
Gostaria de ter lido este post há 25 anos.
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0 # lisia 24-06-2015 12:04
porque irmã?
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0 # Rodrigo 24-06-2015 12:02
O_O
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0 # Sidnei 24-06-2015 11:47
Marcos, por falar em caótico que se haja católicos, o padre Beto de Bauru foi excomungado por defender as uniões e casamentos gays, e este padreco será excomungado quando: https://www.youtube.com/watch?v=MM_S7QXlI6U, https://www.youtube.com/watch?v=1hy97yiX2f4.
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0 # marcos 24-06-2015 10:32
hoje em dia tá uma zona... sujeito que se diz católico (na verdade é caótico, como diz meu pároco) casa pensando que se não der certo é só separar (casamento nulo), com gente que se diz evangélico, mas nem na própria igreja da qual se diz pertencer não vai... daí muda de religião por conveniência, se batiza, faz primeira comunhão, crisma, mas nem na missa dominical não vai... Que fazer para que as pessoas entendam que não se zomba de Deus, da fé, dos sacramentos etc?!? tem dia que eu fico pensando nisso, e quase entro em parafuso... ESSA QUESTÃO DE COMO A GENTE DEVE ENCARAR A FALTA DE FÉ - E A FALTA DE SERIEDADE COM A FÉ, E TAMBÉM O RELATIVISMO - ALHEIA DAVA UM POST, NÃO?
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0 # Vagner 24-06-2015 09:02
Muito esclarecedor...
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