Publicidade
Sexta, 15 Maio 2015 01:07

"A Missa torna presente o sacrifício da cruz" (S. João Paulo II)

Postado por

Como Jesus obteve a Salvação para a humanidade? Sofrendo na Cruz, derramando ali o Seu Sangue e morrendo. A partir de então, a dívida impagável de nossos pecados foi paga com o Sangue do Santo inocente. Em cada missa, esse mistério é misticamente renovado (atenção: não “relembrado”, mas sim RENOVADO).

No Antigo Testamento, o sacrifício de animais, para a reparação dos pecados, era apenas uma imagem que preparava o povo para compreender o verdadeiro e definitivo sacrifício redentor: a oferta de amor do Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo (saiba aqui porque Jesus é chamado de Cordeiro).

Cristo morre de novo? Cristo derrama Seu Sangue de novo a cada missa? Não, de modo algum! É aquele mesmo sacrifício do Calvário que volta a estar presente diante de nós mais uma vez, no altar. Isso é chamado de sacrifício incruento, ou seja, sem derramamento de sangue e sem sofrimento físico.

A duas únicas diferenças, portanto, entre o Sacrifício da Missa e o Sacrifício da Cruz são que, na missa, Jesus se sacrifica sem sofrimento físico e sem derramamento de sangue, e está escondido aos nossos olhos. Basta a nós ver o seu ministro, o sacerdote.

missa_sacerdoteTraduzindo essa realidade em termos bem banais, é como se, a cada missa, entrássemos em uma máquina do tempo, e assim pudéssemos estar diante do acontecimento da Paixão e Morte de Cristo. Especialmente no momento da consagração do Pão e do Vinho, estamos presenciando o sacrifício de Cristo no Calvário, aquele mesmo sacrifício ocorrido há 2 mil anos.

No momento da consagração, o sacerdote age na pessoa de Cristo (in persona Christi), oferecendo o sacrifício da missa ao Pai, pela remissão dos pecados do mundo inteiro. E assim o pão se torna realmente o Corpo de Cristo, e o vinho de torna Sangue de Cristo. Isso se chama transubstanciação.

Foi o próprio Jesus Cristo quem instituiu o Santo Sacrifício da Missa, quando instituiu o Sacramento da Eucaristia, na Santa Ceia. Mas reparem: não era uma ceia festiva, alegre, não; era um BANQUETE SACRIFICIAL. Jesus estava ali “adiantando” uma realidade dolorosa que aconteceria em poucas horas: a entrega de Seu Corpo e Sangue na cruz.

Diante das palavras claras e afirmativas de Cristo, só um coração duro pode afirmar que Cristo falava por metáforas – "Isto é o Meu Corpo” e “Isto é o Meu Sangue".

"Jesus tomou o pão e, tendo-o abençoado, partiu-o e, distribuindo aos seus discípulos, disse: 'Tomai e comei, isto é o meu corpo'. Depois, tomou um cálice e, dando graças, deu-lho dizendo: 'bebei dele todos vós, pois isto é o meu sangue, o sangue da nova e eterna aliança, que é derramado por muitos para a remissão dos pecados." (Mt 26, 26, 28)

As palavras de Jesus ditas um tempo antes, que escandalizaram e espantaram uma multidão que O seguia empolgada, não deixam qualquer margem de dúvida: não, Jesus não falava sobre “comer Sua carne” e “beber o Seu sangue” de forma figurada! Vejam:

"Eu sou o pão da vida. Vossos pais no deserto comeram o maná e morreram. Este é o pão que desceu do céu para que não pereça aquele que dele comer. Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem deste pão comer viverá eternamente. O pão que eu darei é a minha carne para a vida do mundo."

Os judeus discutiam entre si dizendo: 'Como este homem pode nos dar a sua carne para comer?'"

"Então, Jesus lhes respondeu: 'Em verdade, em verdade, vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. Quem come a minha carne, e bebe o meu sangue tem a vida. Pois a minha carne é verdadeiramente uma comida e o meu sangue é verdadeiramente uma bebida. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim, e eu nele." (Jo 6, 48-58) eucaristia_missa

A Ressurreição de Cristo também está presente na missa? Sim, mas de modo diferente da Paixão e Morte. Enquanto o Calvário de Cristo é realmente tornado presente, de forma sacramental, a Ressurreição se faz presente como recordação.

É Cristo Ressuscitado quem age na pessoa do sacerdote. Por esse motivo, a renovação do evento da Ressurreição é desnecessária, pois Cristo está vivo e sempre presente. Já a Paixão e Morte de Cristo devem ser misticamente atualizadas, pois Cristo já não está mais na cruz.

Por isso, quem usa a frase “a Missa também é Ressurreição!” para justificar algazarras, sacolejos, danças e todo o tipo de presepada circense na Missa está completamente errado. A MISSA É CALVÁRIO. Não é à toa que Jesus disse:

"Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome cada dia a sua cruz, e me siga” (Lc 9, 23).

Mas tem gente confusa por aí que jura que, em vez disso, Jesus disse: "Se alguém quer me seguir, esqueça esse lance de cruz, eu não estou mais na cruz! Lembre-se da minha Ressurreição e vamos sair por aí pulando e festejando! Uhú!!!". Não... acho que não foi isso!

Com base nisso, renovamos o apelo (clique no link): Na Missa, imite o Papa Francisco, e não o bonecão do posto!

Também relembramos as palavras do Cardeal Arinze: “Se você quer admirar uma dança, sabe aonde ir… Mas não na Missa!”

*****

Os ensinamentos aqui apresentados sobre a Santa Missa estão fundamentados no Catecismo Maior de São Pio X (Quarta parte, Capítulo IV) e na encíclica Ecclesia Eucharistia, de São João Paulo II.

Imagens retiradas da página The Catholic Clips.

2846 Quinta, 15 Junho 2017 14:42

Comentários   

0 # Fran 28-02-2017 14:47
É verdade que se o padre fala algo errado ou erra na liturgia (tipo permite bater palma na quaresma) é um dever do fiel procurar outra paróquia? Acho q li isso por acaso numa página rad-trad, mas queria saber se é verdade.
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Bruno Lopes 28-04-2016 23:15
Amigos de O Catequista, De antemão, gostaria de agradecer e parabenizar a equipe pelo excelente blog. Ele tem me ensinado a defender com mais vigor a nossa fé. Quanto ao post em tela, uma dúvida residual: qual seria essencialmente a diferença entre a remissão do pecados resultada do sacrifício incruento (na Santa Missa) e a absolvição concedida no confessionário? Desde já, grato pelo atenção. Abraços.
Responder | Responder com citação | Citar
0 # marcelo bernardes 24-11-2015 12:09
Não entendo porque o os sacerdotes não informam aos fiéis quem pode e quem pode participar do sacramento da comunhão. Certamente a GRANDE maioria das pessoas não estariam aptas, ou seja, utilizam preservativos ou outros métodos contraceptivos não naturais; faltaram a missa sem justificativa plausível; praticaram sexo sem estarem casadas na igreja, etc, etc. Seria por medo de perder fiéis que os padres se omitem? Marcelo
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Rafael 27-11-2015 11:53
O exame de consciência é responsabilidade de cada pessoa, não do sacerdote. O católico sabe que, com pecado mortal, não se deve participar da Eucaristia, e se quer participar em desobediência, ninguém vai impedi-lo...
Responder | Responder com citação | Citar
0 # João Marcos 04-06-2015 11:49
As passagens citadas pela Luhana mais enfatizam a renovação do que refutam, já que o que o que se renova é justamente o único sacrifício perfeito de Cristo. Não vejo nenhum paradoxo, nem aparente, a refutar.
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Sidnei 04-06-2015 01:15
Luhana, quanto a sua primeira questão se a renovação do sacrifício de JESUS na missa, contraria ao sacrifício único realizado na cruz que foi único e irrepetivel, sugiro que suba mais um pouco entre os comentários, e tem um comentário lá que é de mim mesmo o qual retirei de algumas notas explicativas da Bíblia de Jerusalém e que demonstra que o Sacrifício da Santa Missa é o mesmo é único Sacrifício de JESUS no Calvário, que atravessa o tempo e o espaço para tornar presente em nossos altares e ante nossos olhos, para dele tirar todos os frutos abundantes deste grande mistério de amor que JESUS deixou para nós na Eucaristia. Quanto a sua última questão, nunca ouvi falar ou nunca li nada a respeito que a palavra COMER seria um contrato de paz, porém, tenho um livrinho do falecido Dom Estevão Bttencourt chamado: "15 Questões de fé" e neste livrinho falando sobre a eucaristia ele coloca a passagem de João 6, 51-56 e no vers. 52 se diz: "Puseram-se então os judeus a disputar entre si: como pode esse dar-nos a comer (phagein) a sua carne?" e no ver. 54 então Dom Estevão colocou: "Quem come (ho trogon) a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna e eu o ressuscitarei no último dia"; então segue o comentário de Dom Estevam que colocou na linguagem original em João 6, 52 o qual phagein que dizer somente comer, porém no ver. 54 ho trogon que vem do verbo trogo, que traduzido significa: mastigar, dilacerar com os dentes. Não entendo nada de grego, mas Dom Estevão e muitos padre e estudiosos da Igreja sabiam e sabem, se de fato no texto original JESUS utilizou no vers. 54 dp capítulo 6 de São João ho trogon, que traduzido quer dizer: mastigar, dilacerar, foi para dar a entender que realmente nas espécies do pão estaríamos realmente comendo sua carne e no vinho tomando o seu sangue, e também Dom Estevão explicando nesta mesma matéria que comer a carne de alguém, de maneira metaforicamente ofender uma pessoa (Salmo 26, 1) e beber o sangue de alguém equivaleria a arder de ódio para com tal pessoa, o que seria estranho pensar que JESUS mandasse comer e beber o seu corpo e sangue sob as espécies do pão e do vinho, para odiá-lo ou ainda, para selar um contrato de paz com ELE. JESUS se deu por nós na cruz e nos dá como alimento na Eucaristia não é apenas para nos dar a paz, ele nos dá algo muito maior que nos garantirá a paz para toda a eternidade que é a nossa Salvação.
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Luhana 06-06-2015 11:37
Obrigada Sidney, pela ajuda.
Responder | Responder com citação | Citar
0 # LUHANA 04-06-2015 00:17
Olá catequistas, Obrigada por mais um ótima contribuição. Peço-vos uma grande ajuda. Como lidar com passagens biblicas que a priori refutariam a RENOVAÇÃO do sacrificio de Jesus, tais como: "Na qual vontade temos sido santificados pela oblação do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez." Hb 10,10 ou "Mas este, havendo oferecido para sempre um único sacrifício pelos pecados.." Hb 10,12 Pois Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, mas no próprio céu, para agora comparecer por nós perante a face de Deus; nem também para se oferecer muitas vezes, como o sumo sacerdote de ano em ano entra no santo lugar com sangue alheio; doutra forma, necessário lhe seria padecer muitas vezes desde a fundação do mundo; mas agora, na consumação dos séculos, uma vez por todas se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo. Hebreus 9, 24-26 Além disso, existe aquela velha alusão da palavra COMER a um contrato de paz. Existe alguma evolução das línguas originárias que refute isto?
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Janes 25-05-2015 16:39
E por falar em sacrifício eucarístico, o papa Francisco acaba de beatificar Dom Oscar Romero que deu sua vida pela fé, exatamente na hora da consagração, do dom redentor de Jesus. A quem queira identificar Romero com os desvios marxistas da Teologia da Libertação, segue um belo depoimento de seu maior amigo e secretário (Jésus Delgado): "teólogos da libertação o visitavam e sempre lhe deixavam um livro marxista, mas estes livros nunca foram tocados, nunca os abriu, jamais os usava, nunca os consultou”. “E, pelo contrário, todos os seus livros dos Padres da Igreja estavam muito manuseados e eram a fonte da sua inspiração”. FONTE:http://videos.religionenlibert ad.com/video/cruCriQguW/Liberacionista-Romero-Cruc ial-dato
Responder | Responder com citação | Citar
0 # João Marcos 25-05-2015 14:10
Parto do ponto inconteste: missa é calvário, é a renovação do sacrifício, e não tem que ter oba oba. Contudo, não seria menosprezar a realidade da Ressurreição dizer que a esta se faz mera recordação, quando o Mistério Pascal da Paixão, Morte e Ressurreição é indissociável? Claro, não se renova a Ressurreição, por óbvio, mas esta não estaria presente de modo diverso da renovação do Sacrifício mas com igual intensidade, já que é o próprio Cristo a se dar? Paixão e Morte por Renovação e Ressurreição por presença real de Cristo? Não sei se me fiz entender direito, mas me preocupo com uma realidade da Ressurreição ficar em segundo plano quando de fala em recordação, dissociando-a do Sacrifício.
Responder | Responder com citação | Citar
0 # João Marcos 26-05-2015 08:49
Ampliando, pelo que entendi na Ecclesia de Eucharistia, São João Paulo II dá o mesmo pessoa à Ressurreição quanto à Paixão e Morte de Jesus, conforme abaixo: 14. A Páscoa de Cristo inclui, juntamente com a paixão e morte, a sua ressurreição. Assim o lembra a aclamação da assembleia depois da consagração: « Proclamamos a vossa ressurreição ». Com efeito, o sacrifício eucarístico torna presente não só o mistério da paixão e morte do Salvador, mas também o mistério da ressurreição, que dá ao sacrifício a sua coroação. Por estar vivo e ressuscitado é que Cristo pode tornar-Se « pão da vida » (Jo 6, 35.48), « pão vivo » (Jo 6, 51), na Eucaristia. S. Ambrósio lembrava aos neófitos esta verdade, aplicando às suas vidas o acontecimento da ressurreição: « Se hoje Cristo é teu, Ele ressuscita para ti cada dia ».(20) Por sua vez, S. Cirilo de Alexandria sublinhava que a participação nos santos mistérios « é uma verdadeira confissão e recordação de que o Senhor morreu e voltou à vida por nós e em nosso favor ».(21) 15. A reprodução sacramental na Santa Missa do sacrifício de Cristo coroado pela sua ressurreição implica uma presença muito especial, que – para usar palavras de Paulo VI – « chama-se “real”, não a título exclusivo como se as outras presenças não fossem “reais”, mas por excelência, porque é substancial, e porque por ela se torna presente Cristo completo, Deus e homem ».(22) Reafirma-se assim a doutrina sempre válida do Concílio de Trento: « Pela consagração do pão e do vinho opera-se a conversão de toda a substância do pão na substância do corpo de Cristo nosso Senhor, e de toda a substância do vinho na substância do seu sangue; a esta mudança, a Igreja católica chama, de modo conveniente e apropriado, transubstanciação ».(23) Verdadeiramente a Eucaristia é mysterium fidei, mistério que supera os nossos pensamentos e só pode ser aceite pela fé, como lembram frequentemente as catequeses patrísticas sobre este sacramento divino. « Não hás-de ver – exorta S. Cirilo de Jerusalém – o pão e o vinho [consagrados] simplesmente como elementos naturais, porque o Senhor disse expressamente que são o seu corpo e o seu sangue: a fé t'o assegura, ainda que os sentidos possam sugerir-te outra coisa ».(24)
Responder | Responder com citação | Citar
0 # adriano 19-05-2015 11:17
"Imagina, durante a Santa Missa, que estás no monte Calvário, para ofereceres a Deus o sangue e a vida de seu adorável Filho, e, ao receberes a Santa Comunhão, imagina beberes seu precioso sangue das chagas do Salvador. Pondera também que em cada Missa se renova a obra da Redenção, de maneira que, se Jesus Cristo não tivesse morrido na cruz, o mundo receberia, com a celebração de uma só Missa, os mesmos benefícios que a morte do Salvador lhe trouxe. Cada Missa celebrada encerra em si todos os grandes bens que a morte na cruz nos trouxe, diz São Tomás (In Jo 6, lect. 6). Pelo sacrifício do altar nos é aplicado o sacrifício da cruz. A paixão de Jesus Cristo nos habilitou à Redenção; a Santa Missa nos faz entrar na posse dela e comunica-nos os merecimentos de Jesus Cristo." http://www.quadrante.com.br/artigos_detalhes.asp?id=45&cat=4
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Natalia Farias 18-05-2015 21:33
Alguém pode responder o Carlos? :)
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Vagner 16-05-2015 14:40
Em vista dos versículos: "E não entrou para se oferecer muits vezes a si mesmo (...) Do contrário, seria-lhe necessário padecer muitas vezes desde o princípio do mundo; quando é certo que apareceu uma só vez ao final dos tempos para a destruição do pecado pelo sacrifício de si mesmo" [Hb 9, 25-26], Penso que usar a palavra "atualizado" ao invés de "renovado" seja mais prudente*. Desta forma, pode-se evitar interpretações dúbias de que há um "re-sacrifício". A liturgia é sempre, literalmente, ATUALIZAÇÃO, nunca RENOVAÇÃO. *"Em cada missa, esse mistério é misticamente renovado/atualizado"
Responder | Responder com citação | Citar
0 # A Catequista 16-05-2015 14:51
Vagner, Conforme respondi ao leitor José Ferreira (veja o comentário mais acima) o termo "renovação" é consagrado pelo próprio Magistério.
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Carlos 16-05-2015 13:30
Eu queria saber se mesmo que a pessoa não comungue naquela missa o Sacrifício ainda é oferecido por ela ou só por quem comunga na ocasião. Obrigado.
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Sidnei 19-05-2015 22:12
Carlos, não sei bem a resposta, mas vou dar minha opinião, o sacrifício redentor de JESUS na cruz, foi para todos, assim também na Santa Missa, o qual este sacrifício redentor se torna presente, que é renovado a sua presença, esta será para todos, também, da mesma forma, independente se a pessoa irá comungar ou não, pois se a pessoa esta em estado de pecado mortal, ela deverá antes recorrer ao sacramento da penitência antes de se aproximar da mesa eucarística, ou se a pessoa se sentir não digna de recebe-la, os frutos da redenção serão associados a ela quanto maior será sua compreensão de receber ou não o SENHOR na eucaristia, por exemplo, uma pessoa que acredita não ser digna de receber o SENHOR naquele momento, enquanto outro o receberá mas não se preparou dignamente, qual dos dois os frutos da redenção terão mais efeitos em sua vida, na sua caminhada neste mundo, para sua fé e para eternidade?, aquele que obedeceu em não receber o SENHOR por não se hajar digno em recebe-lo na eucaristia ou aquele se hajou digno em receber mas não estava nem um pouco preparado?. Por isto São Paulo adverte: "Portanto, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será culpável do corpo e do sangue do Senhor." (1º Cor. 11, 27), em outra parábola JESUS assim disse, de forma semelhante: "9. Jesus lhes disse ainda esta parábola a respeito de alguns que se vangloriavam como se fossem justos, e desprezavam os outros: 10. Subiram dois homens ao templo para orar. Um era fariseu; o outro, publicano. 11. O fariseu, em pé, orava no seu interior desta forma: Graças te dou, ó Deus, que não sou como os demais homens: ladrões, injustos e adúlteros; nem como o publicano que está ali. 12. Jejuo duas vezes na semana e pago o dízimo de todos os meus lucros. 13. O publicano, porém, mantendo-se à distância, não ousava sequer levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem piedade de mim, que sou pecador! 14.Digo-vos: este voltou para casa justificado, e não o outro. Pois todo o que se exaltar será humilhado, e quem se humilhar será exaltado." Porém, volta a dizer, esta é minha opinião, para maiores esclarecimentos, também espero alguma resposta da Vivi ou do Pe. Orlando ou de mais algum que possa nos ajudar nesta sua dúvida.
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Sidnei 16-05-2015 12:10
Esta catequese, é bem esclarecedora, sobre tudo, para responder aos protestantes, que vivem dizendo que nós católicos repetimos o sacrifício de JESUS na cruz, haja vista que segundo o autor de Hebreus, o sacrifício de CRISTO na cruz foi único e irrepetível: 24. Eis por que Cristo entrou, não em santuário feito por mãos de homens, que fosse apenas figura do santuário verdadeiro, mas no próprio céu, para agora se apresentar intercessor nosso ante a face de Deus. 25. E não entrou para se oferecer muitas vezes a si mesmo, como o pontífice que entrava todos os anos no santuário para oferecer sangue alheio. 26. Do contrário, lhe seria necessário padecer muitas vezes desde o princípio do mundo; quando é certo que apareceu uma só vez ao final dos tempos para destruição do pecado pelo sacrifício de si mesmo. 27. Como está determinado que os homens morram uma só vez, e logo em seguida vem o juízo, 28. assim Cristo se ofereceu uma só vez para tomar sobre si os pecados da multidão, e aparecerá uma segunda vez, não porém em razão do pecado, mas para trazer a salvação àqueles que o esperam.(Heb. 9, 24-28) Cristo ofereceu pelos pecados um único sacrifício e logo em seguida tomou lugar para sempre à direita de Deus, (Hebreus 10, 12) Ora, onde houve plena remissão dos pecados não há por que oferecer sacrifício por eles. (Hebreus 10, 18) Que de fato o sacrifício de JESUS foi único e não se repete, nós católicos estamos de acordo, porém, o que ocorre na Santa Missa, não é uma repetição do sacrifício de CRISTO na cruz, mas o mesmíssimo sacrifício que atravessa o tempo e o espaço, para que tal sacrifício se torne presente em nossos altares, para daí podermos recolher os frutos de nossa redenção vindas deste único sacrifício que se torna presente ante nossos olhos de maneira incruenta. E foi o próprio São Paulo que elevou o banquete eucarístico ao mesmo nível de um banquete sacrifical quanto assim escreveu: "16. O cálice de bênção, que benzemos, não é a comunhão do sangue de Cristo? E o pão, que partimos, não é a comunhão do corpo de Cristo? 17. Uma vez que há um único pão, nós, embora sendo muitos, formamos um só corpo, porque todos nós comungamos do mesmo pão. 18. Considerai Israel segundo a carne: não entram em comunhão com o altar os que comem as vítimas? 19. Que quero afirmar com isto? Que a carne sacrificada aos ídolos ou o próprio ídolo são alguma coisa? 20. Não! As coisas que os pagãos sacrificam, sacrificam-nas a demônios e não a Deus. E eu não quero que tenhais comunhão com os demônios. 21. Não podeis beber ao mesmo tempo o cálice do Senhor e o cálice dos demônios. Não podeis participar ao mesmo tempo da mesa do Senhor e da mesa dos demônios." (1º Cor. 11, 16-21). Na Bíblia de Jerusalém, sobre o vers. 21 as notas explicativas traz o seguinte: f) Nos vv. 15-18, a comunhão eucarística com Cristo é comparado às refeições sacrificais do AT, em que os fiéis entravam em comunhão com o altar. No v. 21, a mesa eucarística é confrontada com a das refeições sagradas que se seguiam aos sacrifícios gentílicos. Paulo assim coloca nitidamente a eucaristia em uma perspectiva sacrifical. E também há uma profecia do profeta Malaquias que também coloca a Santa Missa como Sacrifício ofertado ao SENHOR: Porque, do nascente ao poente, meu nome é grande entre as nações e em todo lugar se oferecem ao meu nome o incenso, sacrifícios e oblações puras. Sim, grande é o meu nome entre as nações - diz o Senhor dos exércitos.(Mal. 1, 11) Na Bíblia de Jerusalém, traz a seguinte nota explicativa: c) Malaquias pensa aqui não no culto do "Deus do Céu" (Ne 1, 45s, 2,4, Esd 1,2, 5,11s. 6,9s; , 12.21.23; Dn 2,18; 4,34; 5,23) espalhado pelo império persa (cf. Esd 1,2+), culto que ele consideraria dirigido a Iahweh , mas no sacrifício perfeito da era messiânica, O concílio de Trento adotou esta interpretação.
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Rubens 16-05-2015 12:10
Deixo aqui uma homilia do Padre Gilson Sobreiro - fundador da Fraternidade O Caminho (PJC) - detalhando a instituição da Eucaristia: https://www.youtube.com/watch?v=fx9enb2EOJI. Vale a pena ver!
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Esteban 15-05-2015 23:15
Muito boa a explicação, Padre. Obrigado por enriquecer esse blog. Não foi JP II que disse "A missa é o céu na Terra"?
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Rodrigo 15-05-2015 18:57
Paz e bem. Ótimo post como sempre.
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Flavia Lima 15-05-2015 17:56
Boa tarde, vocês do blog poderiam fazer um artigo sobre os dez mandamentos? Minha psicologa é protesta, (daquelas que só vêem erro na Igreja Católica e só a biblia é importante) e ela me perguntou por que os dez mandamentos do antigo testamento estão diferentes do catecismo da Igreja. Poderiam me ajudar?
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Sidnei 16-05-2015 11:32
Flavia, diante de tudo que o Pe. Orlando escreveu e o link que a Vivi indicou do Veritatis, quanto sua professora que é protestante, parece que demonstram uma grande ignorância com relação a Igreja Católica e sobre tudo, com o Catecismo da Igreja Católica. Ela parece não ter lido o catecismo e por isto, soube pela boca dos outros, sobre tudo o paxtô, de que a Igreja alterou os mandamentos da lei de DEUS do A.T., mas como o Padre Orlando demonstrou nada foi alterado, mas tudo foi levado a perfeição a começar pelo próprio SENHOR e depois também pela Igreja. Queres um exemplo disto, e ver no Catecismo aonde há um paralelo entre o que há no A.T. e como a Igreja Católica recolocou estes mandamento de forma pedagógica como a Igreja apresenta hoje: http://www.vatican.va/archive/cathechism_po/index_new/p3s1cap3_1949-2051_po.html#OS_DEZ_MANDAMENTOS__, e verás que tudo se encaixa perfeitamente, e através disto, demonstra-se o quanto esta sua professora e todos os protestantes estão bem equivocados quando julgam a Igreja Católica de ela ter alterado os dez mandamentos.
Responder | Responder com citação | Citar
0 # A Catequista 15-05-2015 23:46
Sim, vamos escrever um post sobre isso. Por enquanto, indico este post muito bom do Veritatis Splendor: http://www.veritatis.com.br/debates/7411-a-igreja-catolica-alterou-os-dez-mandamentos
Responder | Responder com citação | Citar
+1 # Padre Orlando Henriques 15-05-2015 20:56
Porque é que são diferentes? Por todas as razões e mais algumas… … porque estamos no Novo Testamento, e não no Antigo… … porque Jesus veio levar a Lei à perfeição, veio completá-la (Mt 5, 17) … …porque o Catecismo não é a Bíblia e, por isso, não tem que ser igual à Bíblia, tem é que explicar a Bíblia, por isso é que expõe os Mandamentos de uma forma mais completa… …porque o Sangue de Cristo inaugurou uma Nova Aliança, para a qual os protestantes parece que ainda não acordaram… … porque tanto é fonte de Revelação a Bíblia (onde vêm os 10 mandamentos do Antigo Testamento) como o Magistério da Igreja (do qual faz parte o Catecismo da Igreja Católica), já para não falar da Tradição… …porque há coisas que são de Tradição Apostólica (como, por exemplo, celebrar o Domingo em vez do Sábado, isto em relação ao 3º Mandamento)… …porque não estamos agarrados à letra da Lei, mas sim ao Espírito da Lei. Até pastoralmente é muito mais importante explicar o sentido lato dos mandamentos e ir além da letra da Lei. Por exemplo, o 5º mandamento só diz “Não matarás”; mas a Igreja diz “Não matar nem causar qualquer outro dano no corpo ou na alma a si mesmo ou ao próximo”. Repare na riqueza desta formulação da doutrina católica! Ao ler o Antigo Testamento parece que só “matar mesmo” é que é pecado, mas isso é ficar na letra da Lei. Se passamos ao Espírito da Lei, percebemos que há outras maneiras de “matar”: a formulação da Igreja Católica inclui, para além da proibição do homicídio, também a proibição de todo o tipo de agressões, quer físicas (“no corpo”), quer psicológicas (“na alma”), quer sejam feitas “ao próximo”, quer sejam feitas “a si mesmo” (suicídio, auto-mutilação, etc…). Olhe só a quantidade de coisas que ficariam esquecidas se disséssemos apenas “não matar”! Da mesma forma, é muito mais rico dizer “guardas castidade nos pensamentos e nos desejos” do que dizer apenas “não cobiçarás a mulher do próximo”. Por isso é que Jesus veio completar a Lei (Mt 5, 17); e é por isso que a Igreja também se atreve a completá-la no Catecismo; e também é por estas e por outras que a Bíblia, embora seja a base, não pode funcionar sozinha, mas precisa de ser iluminada pela Tradição e pelo Magistério da Igreja, como bem lembra o último post aqui do blogue. Claro que a sua psicóloga protesta não vai aceitar a maior parte destas verdades, mas o que é certo é que se os mandamentos conforme vêm no Catecismo não são diferentes dos da Bíblia: apenas vêm formulados de maneira mais completa, porque «Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas. Não vim revogá-los, mas levá-los à perfeição.»
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Gustavo Araújo 15-05-2015 17:01
Depois que o padre dá a bênção final, pode-se dançar?
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Padre Orlando Henriques 15-05-2015 21:15
No final da bênção e no final de sairem da igreja. :) Esperar pela bênção só para dizer que não se dançou "durante" a Missa é legalismo, ou seja, é seguir a letra da lei e não o espírito da lei. Insistir em dançar dentro da igreja? Mas ele há tanto sítio bom para dançar fora da da liturgia!...
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Janes 15-05-2015 16:01
Li o seguinte, tempos atrás, num livro de um historiador e teólogo protestante: “Para os cristãos dos tempos pós-apostólicos e patrísticos (entre os anos 100 e 700 da era cristã) o pão e o vinho consagrados eram de fato o corpo e sangue do Senhor, assim transformados na missa que – para eles - era efetivamente o mesmo sacrifício de Jesus na cruz, tornado presente!” Assim, recebemos essa fé, da raiz mesma do fato cristão tal como ele emerge na história. Mas o mais grave não é que, até teólogos da igreja, neguem a natureza sacrifical da Eucaristia. Bem mais grave que isso, é que muitos deles negam a própria realidade da nossa salvação operada pela vida, paixão, morte e ressurreição do Senhor, descartando como mera superstição a natureza expiatória da morte de Jesus, por nossos pecados. Sem a menor cerimônia, nega-se o centro do anúncio cristão: Jesus morreu na cruz em nosso lugar, para nos salvar. E isso como se estivessem negando uma teoria qualquer e não o próprio CENTRO DA HISTÓRIA! E acham que isso é uma “teologia” mais profunda e inteligente, mais incidente na realidade, mais transformadora e libertadora. Grande engano e grande engodo. Pois isso simplesmente vê o drama do mal, como algo fora de mim, como algo externo a mim. Jesus é transformado, nessa “releitura” , em um mero modelo de comportamento ético-moral, disponível que esteve para assumir uma causa justa até ás últimas consequências. Tamanho fundamentalismo ideológico se julga muito esclarecido e lúcido, sem conseguir enxergar a própria cegueira. Relatar que alguém sofreu (Mandela, Ghandi, etc) e até morreu por determinado compromisso ético-moral, qualquer jornalista pé de chinelo pode fazer. E a isso se reduz a teologia de J.Sobrinho e cia... Mas apreender o sentido profundo dos fatos é outra coisa bem diferente (sem negar a exemplaridade moral do testemunho de Jesus). Ver por dentro os acontecimentos, em sua significação no conjunto da realidade, ver “radiograficamente” é outra coisa. Além de ser dom do alto, é algo que amplia profundamente o sentido do mundo e da história, o mistério do mal, o destino bom da realidade criada por Deus. Negar a expiação do Senhor por nossos pecados, sua morte no nosso lugar, é mais que não entender nada acerca de Jesus e sua missão, é perder o entendimento de nós próprios, é perder o próprio coração e o sentido de si. “Ninguém vê o cordeiro degolado na mesa, o sangue sobre as toalhas, seu lancinante grito, ninguém...” (ADÉLIA PRADO)
Responder | Responder com citação | Citar
0 # josias 15-05-2015 15:25
questiono apenas que você diz que a missa não é uma ceia festiva, pois várias citações bíblicas vão fazer alusão a alegria que nós devemos nos apresentar ao senhor e que também é oferecida no momento do ofertório, e também no catecismo da igreja católica, diz que a missa é uma ação de graças, enfim missa não é festa mas também não é velório.
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Alex Hoffmann 15-05-2015 20:02
Josias, apenas oferecendo meu parecer, que lá não é muita coisa, mas, se for de alguma valia, vejamos, e se o no Ato de Consagração a Ostia começa a sangrar lá na mão do padre eim? Se o sacrifício que é incruento, por algum Milagre extraordinário se tornasse Cruento ali sobre o altar? Só porque isto não ocorre não significa que não seja: o padre agindo in persona Christi, e não seja ali na Ostia Jesus Cristo presente verdadeiramente de Corpo, Alma e Divindade, se fazendo vítima em holocausto por nós, pois eu não tenho nada a oferecer a Deus Pai, sou eu que preciso que Jesus Cristo o faça para minha salvação. Isto é a única ação de graças que se oferece ao Pai. Digo sempre, não vou participar da missa, vou assistir a missa. Não é festa, também não é velório, é mais grave, se formos começar a pensar realmente no assunto, isto causa um temor que é enormíssimo, pois, ou é isto ou o inferno. E sei que alguns tentam colocar a alegria pelo viés da ressurreição, mas não tem nenhum apóstolo que ao ver Jesus Cristo Vivo, não se admirou e pôs-se de joelhos diante do Mestre. A alegria que se fala não é uma alegria banal, mas aquela que faz com que recolhemo-nos em temor, adoração e arrependimento de nossos pecados sabendo que, se não fosse Jesus estaríamos todos perdidos.
Responder | Responder com citação | Citar
0 # A Catequista 15-05-2015 15:55
Josias, a alegria da missa não é alegria de micareta, não é alegria efusiva. Por que, a missa, acima de tudo, é Calvário. Sobre essa triste confusão a respeito da alegria cristã na missa, São João Paulo II diz, na Ecclesia Eucharistia: “Se a ideia do ‘banquete’ inspira familiaridade, a Igreja nunca cedeu à tentação de banalizar esta ‘intimidade’ com o seu Esposo, recordando-se que Ele é também o seu Senhor e que, embora ‘banquete’, permanece sempre um banquete sacrificial, assinalado com o sangue derramado no Gólgota.” E Padre Pio é claríssimo: Padre, quero fazer-lhe uma pergunta. Dize-me, filho. Padre, queria perguntar-lhe que é a Missa? Por que me perguntas isto? Para ouvi-la melhor, Padre. Filho, posso dizer-te que é a minha Missa. Pois é isso o que quero saber, Padre. Meu filho, estamos na Cruz, e a Missa é uma contínua agonia. (Tirada de Tradition Catolica, nº 141, nov. 98 citando "Assim Falou o Padre Pio" (S. Giovanni Rotondo, Foggia, Itália, 1974) com o Imprimatur de D. Fanton, Bispo Auxiliar de Vicenza.)
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Janes 19-05-2015 23:57
Tem uma coisa Josias e Catequista, que me parece muito importante: a ALEGRIA é um fruto! E um fruto que dá trabalho cultivar! A alegria autêntica, foi e será sempre fruto da cruz: "Apenas se o grão de trigo morrer é que dará muito fruto" nos diz o Senhor. Mesmo nos termos mais humanos (sem contar ainda com a Divina Revelação) as coisas mais autênticas, duradouras, preenchedoras do coração nascem da dor lucida e maduramente assumida: O sacrifício de quem constrói a casa acolhedora onde se faz festa com os amigos. A luta pela conquista da pessoa amada. A beleza da Arte: "Para se fazer um samba com beleza é preciso um bocado de tristeza" (Vinicius de Moraes). O amor mais completo que nasce da paciência da castidade. O tempo todo, somos desafiados a cultivar pacientemente a semente TRABALHOSA da alegria sem cair na vertigem da moeda falsa do prazer efêmero e fácil que faz o rasgo interior do "tecido antigo" ficar ainda maior e faz o buraco do "odre velho" se romper cada vez mais. Isso que já é tão humanamente verdadeiro torna-se plena revelação em Jesus, o Deus que se faz homem e morre na cruz para que a alegria seja eterna e duradoura, rompidos que foram todos os grilhões que impediam a existência humana de chegar à sua plena realização e liberdade. O cristianismo é sim e com toda certeza, um caminho de alegria, é a fé de quem encontrou o cêntuplo prometido. Mas é a alegria de quem renunciou e tomou a cruz com o Senhor! Jesus, em sua divina genialidade e poder, quis que essa realidade estivesse permanentemente entre nós e por isso instituiu o mistério da Eucaristia como perpétua presença do seu sacrifício redentor. Não é um velório triste mas é a CONDIÇÃO SINE QUA NON para que a vida não seja um velório triste, para que não troquemos a autêntica alegria pela superficialidade rasa do prazer passageiro que aprofunda o buraco existencial às vezes ao ponto do desespero. Se tem algo que devemos ao separatista Dom Marcel Lefebvre (por mais que lamentemos sua desobediência aos papas pós conciliares) foi sua insistente e contínua cobrança feita inclusive aos papas: "se a missa não é o sacrifício redentor de Jesus em nossos altares, ela não passa de um culto protestante da palavra" ele dizia, lamentando o grande obscurecimento dessa realidade na igreja pós-conciliar. Então, caro Josias, a lúcida lembrança da catequista (e da igreja!) acerca do que seja de fato a missa, não é a negação da alegria cristã, mas o exato oposto: É UMA FORTE LEMBRANÇA E UM FORTE ALERTA ACERCA DA ÚNICA COISA QUE TORNA POSSÍVEL A ALEGRIA CRISTÃ!" O grão de trigo só dá muito fruto se morre!" E nisso a santa missa educa nossa maturidade humana e cristã! Nossa alegria não é a vertigem do prazer efêmero, não é algo pueril e infantiloide, não é uma masturbação psico-espiritual, um "barato" que se curte. E infelizmente, numa quantidade assustadora, transformaram a missa nessa ilusão passageira, a ponto de um quase sensualismo em muitos casos (mais ligados à experiencia da RCC) e de uma verborragia ideológica em muitos outros (ligados às CEBS e à Teologia da "Libertação"). Como é custoso o silêncio adorador nesses ambientes!!! Baterias e guitarras ensurdecedoras, imitações grotescas de rock, enfim uma imensa poluição a encher o espaço sagrado com nossas palavras, nossas ideias, nossas performances corporais. E quase nenhum espaço para receber o dom gratuito do Mistério Presente, para se maravilhar e contemplar , para sintonizar o coração. Não é um velório com certeza! É um DRAMA VIVO! É O DRAMÁTICO ACONTECIMENTO que ocupa o centro da história e do cosmos! E por isso O contemplamos emudecidos, recolhidos , reverentes, admirados e enternecidos ante tamanho AMOR."Não há maior amor do que dar a própria vida!" Se a ALEGRIA CRISTÃ não nascer dessa atitude, de nenhum lugar mais ela poderá nascer, muito menos daquilo que nós inventarmos para distrair a nossa atenção do MAIOR ACONTECIMENTO DA HISTÓRIA E DO UNIVERSO.
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Janes 20-05-2015 00:09
E sim, com certeza a Eucaristia é AÇÃO de GRAÇAS: um SACRIFÍCIO de AÇÃO de GRAÇAS, como aliás lembra o próprio texto litúrgico.
Responder | Responder com citação | Citar
0 # José Ferreira 15-05-2015 15:24
Apenas fazendo um adendo. O grande bispo de Palmares-PE, Dom Henrique Soares da Costa, disse numa catequese que, embora possamos perfeitamente a expressão "renovação" ou "atualização" do sacrifício de Cristo, ele particularmente não considera muito adequada, pois, segundo ele, "renovação" dá a idéia que algo ficou velho e voltou a ficar novo e "atualização" dá a entender que perdeu a validade e depois se atualiza. Para ele, a melhor expressão a ser usada é "presentificação" do sacrifício de Cristo. Quem quiser ouvir a fala do bispo, basta por no YouTube "o uso da batina dom henrique soares da costa". É um vídeo muito bom.
Responder | Responder com citação | Citar
0 # A Catequista 15-05-2015 15:50
José, entendo a colocação desse bom bispo. Entretanto, noto somente que os termos "renovação" é consagradíssimo no Magistério, acho estranho ele dizer que não considera adequado. É usado por São Pio X em seu Catecismo. Também é utilizado por Pio XII na Mediator Dei: "59. O mistério da santíssima eucaristia, instituída pelo sumo sacerdote Jesus Cristo e, por vontade sua, perpetuamente renovada pelos seus ministros...". Outro trecho: "72. O augusto sacrifício do altar é insigne instrumento para aos crentes distribuir os méritos derivados da cruz do divino Redentor: "toda vez que se oferece este sacrifício, cumpre-se a obra da nossa redenção".(...) Renovado cada dia...". Mais um trecho: "149. E assim como as suas acerbas dores constituem o mistério principal de que provém a nossa salvação, é conforme às exigências da fé católica, colocar isto na sua máxima luz, porque é como o centro do culto divino, por ser o sacrifício eucarístico a sua cotidiana representação e renovação...". "190. Todas essas coisas, veneráveis irmãos, pretendíamos escrever-vos e o fazemos a fim de que os nossos e os vossos filhos compreendam melhor e mais estimem o preciosíssimo tesouro contido na sagrada liturgia – isto é, o sacrifício eucarístico que representa e renova o sacrifício da cruz..." Também São João Paulo II usa o termo: "1. Ao celebrar esta primeira Eucaristia em terra brasileira, aos pés da Cruz, desejo professar juntamente convosco a verdade fundamental da fé e da vida cristã, que todo o Santo Sacrifício da Missa é uma renovação incruenta do Sacrifício oferecido na Cruz por nosso Senhor Jesus Cristo." (Brasília, 30 de Junho de 1980) Enfim, se eu continuar aqui citando os Papas, não paro mais.
Responder | Responder com citação | Citar
0 # João Marcos 26-05-2015 08:55
A questão é de semântica. Contanto que se entende que não é um novo sacrifício, mas o mesmo e único Sacrifício, talvez fique despicienda a diferenciação entre renovação, representação e atualização.
Responder | Responder com citação | Citar
0 # André Luiz 15-05-2015 14:51
Eis tenho dúvida. Há situações que dificultam a participação da missa dominical. Como posso saber que se estou cumprindo bem o terceiro dos 10 mandamentos? Se eu ficar muito doente e não poder ir a missa no dominical, ou quando estou fazendo viagem para os lugares onde não têm a igrejas por perto no domingo, estou pecando?
Responder | Responder com citação | Citar
0 # A Catequista 15-05-2015 14:54
Se a pessoa não foi à missa dominical porque realmente não pôde - tendo sido impedido por um motivo justo - não pecou.
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Wagner Souza 15-05-2015 14:25
A paz, salve Maria! Vejam aqui a opinião do nosso papa Emérito Bento XVI sobre a dança na liturgia. http://conhecimentodossantos.blogspot.com.br/
Responder | Responder com citação | Citar
0 # David S. Costa 15-05-2015 14:22
Boa tarde queridos amigos. A paz. Gostaria de retirar uma dúvida. Sempre amei a Santa Missa, e sempre reconheci o valor do Sacrifício incruento de Jesus nessa celebração. Acontece que na próxima missa de Pentecostes na minha Paróquia, vão fazer alguns momentos e um destes é a entrada da Bandeira do Brasil, na qual vão tocar aquela música do Roberto Carlos: "Verde amarelo" (em um dos trechos fala da beleza da mulher no meu país). Acontece que eu estou tocando na banda e agora fiquei sabendo que seriam incluídas essas músicas. Preciso saber, é errado?? E o que devo fazer Abraço.
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Amanda 18-05-2015 12:11
David e Vivi, Isso me fez lembrar de uma missa que participei em Conservatória - RJ. A "missa para os turistas"... Música do Roberto Carlos tocando a torto e a direito na Oração Eucarística. Eu deveria denunciar?
Responder | Responder com citação | Citar
0 # A Catequista 15-05-2015 14:37
Verde e amarelo? Dão, dãaaaaaaaaaaaao!!!! Missa é renovação do Calvário, não é lugar pra patriotada, muito menos pra cantar música secular do Robertão. E cantar a beleza da mulher do país? Nem verdade isso é, porque aqui tem mulher bonita pra caramba, mas tem um monte de baranga também, rsrs. Sim, é errado. Missa é pra cantar música litúrgica, ou seja, oração cantada. Pode ser até um canto popular, mas um canto popular sacro. O que você deve fazer é caridosamente orientar os responsáveis por esta escolha a desistirem desse abuso. Se eles não arredarem pé da ideia, você deve se recusar a participar disso, conforme a sua consciência. Como fundamento, você pode utilizar o capítulo VI da Sacrossantum Concilium, que fala sobre a música sacra: http://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_const_19631204_sacrosanctum-concilium_po.html Abraço!
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Denis Prudencio 15-05-2015 13:48
Tenho algumas dúvidas. Se a gente participar de uma Missa que não é celebrada corretamente como manda o Missal, ou seja, o Sinal da Cruz ser cantado pelos músicos e assembleia, invés de ser dito pelo sacerdote, no ato penitencial cantar uma música de perdão e ser dada a absolvição, o Glória ser cantada qualquer música de louvor, o diácono fazer da parte da oração do Pai-Nosso até o rito da paz junto com o povo, cumpro o preceito dominical com esta Missa? Quais são as palavras mínimas na consagração para a validade da Missa: Isto é o meu corpo, Este é o cálice do meu sangue; ou Tomai todos e comei... ( e segue conforme o Missal).
Responder | Responder com citação | Citar
0 # A Catequista 15-05-2015 14:19
Denis, os abusos litúrgicos, em geral, não invalidam a missa. Podem, é verdade, torná-la menos frutífera e menos edificante para os fiéis, na medida em que prejudicam o simbolismo da liturgia e não ajudam a assembleia a rezar melhor. Agora, de fato, as palavras da consagração devem ser exatamente as do missal, e o padre deve ter a intenção de realizar a consagração. Vou dar um exemplo imaginário bizarro: se o padre resolver dizer "Tomai todos e comei; isto SIMBOLIZA o meu corpo...", aí já lascou tudo, já não pode mais haver consagração.
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Denis Prudencio 15-05-2015 15:58
Olha o que encontrei no Catecismo de São Pio X: 598) Qual é a forma do Sacramento da Eucaristia? A forma do Sacramento da Eucaristia são as palavras usadas por Jesus Cristo: Isto é o meu Corpo: este é o meu Sangue. Portanto, entendo que para a validade da Missa basta Isto é o meu Corpo: este é o meu Sangue, caso esta norma vale até hoje, já que há outro catecismo mais recente.
Responder | Responder com citação | Citar
0 # André Luiz 15-05-2015 11:35
Muitos católicos não sabem da importância da Santa Missa, nem sabem o que é exatamente a Eucaristia. Pior que muitos comungam indignamente a Eucaristia. Também os católicos relaxam quanto ao sacramento de Confissão. Realmente, somos carentes de boa catequese.
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Istvan 15-05-2015 11:24
Fazem muito bem explicar isso.
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Larissa R.G. 15-05-2015 11:16
Muito bom. Parece-me que hoje em dia há uma crise na catequese, entender a Missa deveria ser o básico para cada católico... Um livro fantástico que li a respeito da Missa, e a associa com o Apocalipse é "O Banquete do Cordeiro" de Scott Hahn.
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Padre Orlando Henriques 15-05-2015 09:02
O meu professor de Liturgia também dizia que o sacrifício de Cristo não é repetido, porque é um acontecimento histórico e os acontecimentos não se repetem, mas é actualizado. Essa comparação com uma viagem no tempo é muito sugestiva, e também a costumo usar quando falo sobre este assunto. Esses padres e acólitos de poupa nas ilustrações estão muito fixes! :)
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Sidnei 15-05-2015 08:59
Se todo católico recebesse uma catequese como esta sobre a Santa Missa, acabariam a ignorância por parte de um monte de católicos por aí que nem sabem o que é realmente a Santa Missa. Perguntem, façam uma enquete, para os católicos sobre o que é a Santa Missa, eu aposto de 1 contra 1000 que 80% responderão que não sabem ou responderão errado, muitos não sabem o que é a Santa Missa, e é por isto que vemos tantas banalizações em nossas igrejas nos nossos dias, pois se a maioria soubesse, acabariam estas palhaças que ocorrem dentro dos templos e o povo iria assistir a missa com mais respeito e decência.
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Padre Orlando Henriques 15-05-2015 10:11
Pois, mas o problema é que muitos agentes de pastoral (padres, mas não só) têm um preconceito contra este tipo de ensinamentos, tipo: “Ah, tal… isso é muito tomista…”; “Ah, e tal, isso é S. Pio X…”. No entanto, esta é a “papinha” que faria os nossos cristãos crescerem fortes e saudáveis na fé.
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Sidnei 15-05-2015 10:37
É Padre Orlando, bem me lembro de um padre na Igreja o qual vou a missa, Monsenhor Valentim, já falecido, um homem sisudo que mau esboçava um sorriso, porém, quando o assunto era ensinar a doutrina católica, ele era imbatível. Foi por meio dele que soube o que era a Santa Missa, em um sermão que ele fez e explicou direitinho, tal como esta matéria apresentada aqui no blog, o que era a Santa Missa, e isto foi lá na minha juventude e nunca mais me esqueci. Queira DEUS e oremos para isto que surjam mais e mais padres, mais e mais catequistas que expliquem direitinho tudo sobre a doutrina da Igreja pois o povo esta carente em saber, pois a maioria vive na mais profunda ignorância, tudo porque há muitos dentro da Igreja que poderiam contribuir para que os católicos tivessem um pouco mais de conhecimento sobre sua fé e não fazem ou pior ainda, porque não querem.
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Padre Orlando Henriques 15-05-2015 08:57
Infelizmente muitos "católicos" continuam a achar que quando o sacerdote diz, in persona Christi, "Isto é o Meu Corpo" é apenas uma coisa simbólica...
Responder | Responder com citação | Citar

Adicionar comentário


Código de segurança
Atualizar

Publicidade
Publicidade