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Segunda, 04 Maio 2015 11:42

“A Igreja somos nós”. Sim, desde que unidos à hierarquia

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igreja_povo“Eu, sou Flamengo”, “Eu sou Vitória”, “Eu, sou Corinthians”, “Eu, sou Grêmio”, “Eu, sou Vasco”, “Eu, sou Cruzeiro”... assim dizem os torcedores dos diversos times. É correto dizer isso? Sim, são os torcedores que motivam a existência do clube. Mas um torcedor pode falar em nome no clube? (tipo: “Olha, eu sou Atlético Mineiro, e declaro que o nosso time só vai contratar jogadores nascido em Minas”). Não, claro que não! Cada torcedor é parte do clube, sim, mas não pode falar em nome dele, a não ser que integre a diretoria.

Da mesma forma, cada cristão pode dizer: “Eu sou Igreja”, mas essa sua identidade é condicionada à sua comunhão com a hierarquia dessa mesma Igreja. Um sujeito não pode dizer “eu sou Igreja” e em seguida, por exemplo, defender o sexo fora do casamento. Ele não tem qualquer autoridade para falar em nome da Igreja, e a partir do momento que se rebela contra a hierarquia, assume o risco de ser excomungado. Assim ensinou Jesus:

Se teu irmão tiver pecado contra ti, vai e repreende-o entre ti e ele somente; se te ouvir, terás ganho teu irmão. Se não te escutar, toma contigo uma ou duas pessoas, a fim de que toda a questão se resolva pela decisão de duas ou três testemunhas. Se recusa ouvi-los, dize-o à Igreja. E se recusar ouvir também a Igreja, seja ele para ti como um pagão e um publicano.” (Mateus 18,15-17)

Nesse trecho do Evangelho, duas coisas ficam evidentes:

  • ao dizer “Igreja”, Jesus aqui se refere de modo muito específico aos CHEFES da Igreja;
  • Jesus deixa claro que quem não obedecer à Igreja - ou seja, aos chefes da Igreja - fica sujeito a ser banido da comunidade de fé.

O que é a Igreja? Essencialmente, a Igreja é a comunhão sobrenatural dos que creem no Cristo. Cada fiel, pecador ou santo, é membro do Corpo de Cristo, que é a Igreja. Cristo é a Cabeça deste Corpo. Então, cada cristão pode dizer corretamente: “A Igreja somos nós”. O problema é tem muita gente viajando na maionese, pervertendo essa máxima para negar a existência de uma Igreja hierárquica.

O Evangelho se refere à Igreja com dois significados diversos e complementares:

  • Igreja “Povo de Deus” – e aí nós podemos dizer “A Igreja somos nós”;
  • Igreja instituição hierárquica – e aí já não vale mais dizer “A Igreja somos nós”, pois se refere somente ao Magistério exercido pelos chefes da Igreja, em especial, Pedro e seus Sucessores, além dos demais bispos.

Portanto, os meios de Salvação passam, necessariamente, pela Igreja visível, solidamente fundada em uma hierarquia. Então, é muita arrogância um cristão dizer "eu sou Igreja" como forma de negar a necessidade de seguir a Igreja institucional, (esse é o mesmo tipo que costuma dizer: "só a Bíblia basta para a minha salvação").

Ora, o próprio Cristo fundou a Sua Igreja sobre Pedro, e confiou a e esse servo mortal e pecador as chaves do Céu! Com essas chaves, Pedro - e, depois, seus sucessores, os Papas - julga e declara, de modo infalível, o que é conforme a vontade de Deus e o que afronta a vontade de Deus.

igreja_salvacao

O EXEMPLO DE SÃO PAULO

Há mil e uma evidências no Novo Testamento de que a Igreja é uma instituição visível, hierárquica, e não somente a comunhão invisível do “povo de Deus”. Reconhecendo essa hierarquia, São Paulo fez uma longa viagem até Jerusalém, para se reunir com São Pedro, São Tiago e os demais anciãos da Igreja, e defender a extinção da circuncisão obrigatória (Atos 15).

São Paulo poderia ter se poupado esse trabalho, dizendo: “Hierarquia é uscambáu! A Igreja somos nós! Se achamos que a circuncisão foi abolida pela Nova Aliança, vamos fazer conforme cremos e ponto! Vamos mandar Pedro e os demais Apóstolos se catarem!”. Mas, bem ao contrário, ele apresentou humildemente sua causa aos chefes da Igreja.

Portanto, Jesus instituiu uma Igreja hierárquica, em que os membros, para serem realmente cristãos, estão obrigados a escutar e obedecer ao ensinamento das autoridades por Ele estabelecidas. O conteúdo desse ensinamento se chama SAGRADO MAGISTÉRIO.

O EXEMPLO DO EUNUCO ETÍOPE

No capítulo 8 do livro de Atos, está explícita a doutrina do Sagrado Magistério, mostrando que a Bíblia não é suficiente por si mesma, mas se esclarece somente por meio do Magistério vivo dos Apóstolos.

Nesse capítulo da Bíblia, vemos que Filipe, o Evangelista, se aproxima do eunuco etíope – um alto funcionário, homem bem instruído – e percebe que ele está lendo o livro do profeta Isaías. Então pergunta:

– Porventura entendes o que estás lendo?

Humilde, o eunuco responde:

– Como é que posso, se não há alguém que mo explique? E rogou a Filipe que subisse e se sentasse junto dele.

A muitos cristãos, falta a sabedoria desse eunuco etíope. Acham-se plenamente capazes de interpretar a Bíblia sozinhos, pois julgam ter recebido o dom do Espírito Santo para isso. “A Igreja somos nós”, repetem, como papagaios. Qual seria a resposta deles a Filipe? Imagino que seria algo assim:

– Nãum priciza ermão, a briba é suficiênti por si mesma, para a nossa edificassaum. Todo crente recebi di Sheofá u Sprítu Santo pra intrepetá as Iscritura sózinhu. Ô grória!

Eu, interpretar livremente a Bíblia? Prefiro imitar como o eunuco etíope, e implorar que os chefes da Igreja, exercendo o Sagrado Magistério, me expliquem aquilo que eu, por meus próprios esforços, não posso entender. Os bispos, em comunhão com o Papa, são servos e guardiões da Sagrada Tradição que os antecede, aquela Palavra viva que foi comunicada pela boca dos Apóstolos.

3824 Terça, 27 Dezembro 2016 19:19

Comentários   

+1 # Augusto Paiva 28-10-2016 04:35
O verdadeiro declive escorregadio: desde a deforma protestante, conveio a se dizer: ''Cristo, sim; Igreja, não!'' Depois, com a Revolução Francesa e o ideal maçônico, diz-se: ''Deus, sim; Cristo, não!'' Por fim, o ateísmo do século XIX, com sua força no comunismo, dizia: ''Deus morreu. O homem é Deus!'' (cf. ''Senhor, dai-nos um novo São Pio X!'')
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0 # Augusto Paiva 26-10-2016 06:05
Há sim quem é maior do que o outro em cargo e dons na Igreja. São Pedro sempre está à frente dos apóstolos (cf. Mt 10,2/ Mt 17,1/ Mc 3,16) e é o discípulo mais íntimo de Jesus (Mt 16,18/ Jo 21,15/ At 15,7). A Bíblia é contra o igualitarismo, dizendo haver dons diferentes (Rm 12,6/ 1 Cor 12,4-10) e específicos em cada um (1 Cor 12,28-10). A religião cristã confere uma autoridade e hierarquia (1 Cor 12,28/ 1 Cor 14,40/ Ef 4,11-14), sim, sendo que a própria Palavra e o próprio Cristo e tradição é que conferem isso (1 Tm 3,15/ 2 Ts 2,15/ 2 Ts 3,6). Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo (Ef 4,5). Devemos ser submissos e obedecer aos que nos guiam (Hb 13,17/ 1 Pe 2,13-17). Saudai a todos os que vos guiam e a todos os santos. Os irmãos da Itália [berço da fé Católica] vos saúdam (Hb 13,24). São Paulo diz que a fé dos romanos será preconizada em todo o mundo (Rm 1,7-8). Santo Inácio de Antioquia, discípulo de São João, disse que Roma preside a Igreja na caridade, e onde estiver Jesus Cristo, lá está a Igreja Católica. https://pelafecatolica.com/2016/06/28/primado-supremo-pontifice/ ☩ ☩ ☩ A Igreja Católica, segundo ensinamento de São Pio X, é uma Igreja de desiguais. Uns foram instituídos para ensinar, governar e santificar. E outros para serem ensinados, governados e santificados. Estes últimos são os leigos. (cfr. Encíclica Vehementer, de 11-2-1906) Nesta sociedade de desiguais há uma hierarquia: Cardeais, Arcebispos, Bispos, cônegos, párocos e coadjutores. Em baixo, o povo fiel, que está para a Igreja, como a plebe para a sociedade civil. O protestantismo nega a autoridade doutrinária da Hierarquia eclesiástica. Cada qual tem o direito de interpretar a Bíblia como quer. A partir desse momento deixa de haver hierarquia. Todas as seitas protestantes têm esse denominador comum igualitário: não há mestres para interpretar o Evangelho, cada um é mestre de si mesmo. Fonte: As três Revoluções(*): etapas da destruição da Cristandade medieval.
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+2 # Augusto Paiva 26-10-2016 05:45
Cristo edificou a sua Igreja sobre São Pedro - e não sobre os heresiarcas Lutero, Calvino, Zwinglio, Henrique VIII ou seja lá quem surgisse depois -, conferindo-lhe as chaves do Céu, e as portas do inferno não prevaleceriam sobre ela (Mt 16,18), pois ele disse que estará conosco todos os dias, até o fim do mundo (Mt 28,20). Jesus rogou por São Pedro, para que a sua confiança não desfalecesse (perceba que em João 21,15-17 Cristo interpela Pedro TRÊS VEZES, confirmando-o na fé); e pediu-lhe para confirmar os seus irmãos (Lc 22,32). Jesus conferiu a São Pedro que apascentasse as suas ovelhas (Jo 21,15-17). São Paulo Apóstolo subiu até Jerusalém somente para conhecer Pedro (Gl 1,18), dado a sua primazia (At 15,7): ''Deus escolheu São Pedro dentre todos, para que da sua boca os pagãos ouvissem a palavra do Evangelho e cressem'', São Pedro que foi bispo de Roma. Todas as seitas que surgiram no Ocidente são oriundas, quer custem admitir ou não, da Igreja Católica Apostólica Romana (que é a verdadeira Igreja Primitiva). Isto é inegavelmente um fato histórico! http://www.apologistascatolicos.com.br/index.php/apologetica/papado/488-provas-irrefutaveis-do-episcopado-e-martirio-de-pedro-em-roma http://farfalline.blogspot.com.br/2015/10/50-razoes-biblicas-de-que-pedro-foi-o-primeiro-papa.html ☩ ☩ ☩ Seita é aquilo que se separa, facciosamente, segmento, partido, i.e., aquilo que se divide (cf. Rm 16,17-18). O protestantismo já está destruído por ser dividido (Mt 12,25). O que veio primeiro, o ovo ou a galinha? O protestantismo surgiu 15 séculos depois, saindo do seio da Igreja Católica com os heresiarcas (1 Jo 2,19), cujo ódio e mentiras são latentes até hoje por esses inimigos da Igreja. Como disse Santo Hilário de Poitiers, eles chegaram tarde demais e nasceram muito tarde para pretenderem ser Igreja de Cristo. Todas as tradições cristãs do Ocidente advêm da Igreja Católica, após a ''reforma''. Isto é um fato inconteste. '' ''A reforma introduzida por Lutero foi, antes de tudo, uma obra política, uma revolta suscitada por fatores econômicos. O que os príncipes desejavam era apoderar dos bens eclesiásticos e exercer uma autoridade absoluta, religiosa e política, em seus estados.'' (Grisar, II. 282-346 e Paquier Kol 1177). Quem destruiu a unidade cristã (Jo 17,21/ Ef 4,4-6) e a verdade foi o Protestantismo relativista (sic), que passou até a aceitar o homossexualismo, transformando em dissolução a graça de nosso Deus (cf. Jd 1,4) e negando artigos de fé tão claramente revelados nos Evangelhos. O protestantismo é um natimorto, mas nunca esteve tão pútrido e a cheirar mal. Pelos seus frutos os conhecereis (Mt 7,20). O protestantismo proveio de homens e por si mesmo se destruiu (At 5,38). Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a constroem (Sl 126,1). São cegos e guias de cegos. Ora, se um cego conduz a outro, tombarão ambos na mesma vala (Mt 15,14). Não devemos ser levados a qualquer sopro de doutrina [protestante], ao capricho da malignidade dos homens e de seus artifícios enganadores (Ef 4,14), quando sabemos que há um só Senhor, uma só fé, um só batismo (Ef 4,5) e uma só Igreja (Mt 16,18), e não várias seitas contradizentes, porém unas em atacar a verdadeira Igreja de Cristo, coluna e sustentáculo da verdade (1 Tm 3,15): assim, de ora em diante, as dominações e as potestades celestes podem conhecer, PELA IGREJA, a infinita diversidade da sabedoria divina, de acordo com o desígnio eterno que Deus realizou em Jesus Cristo, nosso Senhor (Ef 3,10-11). Se recusarem ouvir a Igreja, sejam eles para nós como um pagão e um publicano (Mt 18,17), por não ouvirem e rejeitarem a Igreja (Mt 10,40/ Lc 10,16/ Jo 13,20). São vacilantes, assemelhando-se à onda do mar, levantada pelo vento e agitada de um lado para o outro (Tg 1,6). ☩ ☩ ☩ Por fim, eis o que diz o heresiarca Lutero: “Reconhecemos – como devemos – que muito do que os papistas dizem é verdade: que o papado possui a Palavra de Deus e o ofício dos Apóstolos, e que recebemos as Sagradas Escrituras, o Batismo, o Sacramento e o púlpito deles. O que saberíamos nós acerca disso se não fosse por eles?’’ (Martinho Lutero, Sermão sobre o Evangelho de São João, cap 14 a 16, pregado em 1537; “Obras de Lutero’’, Vol 24, Sn. Louis. Mo.: Concórdia, 1961, pag. 304) ''Um recém pervertido, Möhler, perguntou-lhe certa vez se ele deixara definitivamente a Igreja Católica para seguir a sua próprio inspiração: “Não”, responde o herege, “Eu nunca deixei a Igreja Católica. No papado há muito coisa boa, é ali que se encontra o verdadeiro Batismo, o Sacramento do Altar, o Catecismo verdadeiro... É no papado que se encontra o verdadeiro cristianismo.” (Luther em Ochummenisckerr Sicht, Art. V. A. Hansen, pg. 92). ''Não agimos tão fanaticamente quanto os Schwärmer. Não rejeitamos tudo que esteja sob o domínio do papa. Porque assim, deveríamos rejeitar também a Igreja Cristã. Muito do patrimônio cristão pode-se encontrar no papado e dele descende.’’ (Martinho Lutero em ''Teologia dos Reformadores'', de Timothy George, Editora: Vida Nova, São Paulo, SP, 2004) “Os apóstolos, os Santos Padres e seus sucessores nos deixaram estes ensinamentos; tal é o pensamento e a fé da Igreja. Pois bem, é impossível que Cristo tenha deixado a sua Igreja errar por tantos séculos. Somente tu sabes mais que tantos homens santos e que toda a Igreja... Quem és tu para atrever-te a dissentir de todos eles e para colocar-nos violentamente um dogma diverso? Quando Satanás urge este argumento e quase conspira com a carne e com a razão, a consciência se aterroriza e desespera, e é preciso entrar continuamente dentro de si mesmo e dizer: ainda que os santos Cipriano, Ambrósio e Agostinho; ainda que São Pedro, São Paulo e São João; ainda que os anjos do céu te ensinem outra coisa, isto é o que eu sei de certo: que não ensino coisas humanas, mas divinas; ou seja, que [no negócio da salvação] tudo o atribuo a Deus e nada aos homens.” (Lutero, WA 40,1; pp.130-131). Credo in Unam, Sanctam, Catholicam et Apostolicam Ecclesiam. Ecclesia Dei Vivi, Columna et Firmamentum Veritatis.
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0 # Carlos 20-05-2015 22:15
Muito bom, bem esclarecedor!!! :) Deus abençoe vocês
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0 # William G. 08-05-2015 19:47
Ótimo post, Catequista! Gostaria de apresentar um artigo do Apostolado Veritatis Splendor intitulado "A Igreja por ser formada por homens é falível?" Eis um trecho: (Logo abaixo forneço o link com o artigo completo, que fortemente recomendo a leitura, é muito explicativa e catequética) "(...) No Antigo Testamento, o povo de Israel, quando foi liberto da escravidão no Egito para chegar à terra prometida, era guiado de dia por uma coluna de nuvem e de noite por uma coluna de fogo, que não eram Deus (Ex 13,21-22). Nisto consiste o Magistério infalível de Deus; precisamos de uma referência visível, que não é Deus, mas que guia o seu povo em nome de Deus. Moisés foi escolhido pelo Senhor para ensinar a Verdade ao povo, e a ele confiou a Lei e os Mandamentos, bem como a autoridade de legislar sobre o povo, definir o que é certo e errado, permitir ou proibir. A Lei, apesar de ter sido escrita, não era um manual de instruções da Verdade, que todo mundo podia ler e executar, mas era ensinada através do Magistério exercido por Moisés. Moisés, apesar de ter sido um homem falho e pecador, quando ensinava e legislava como líder do povo de Deus, isto é ex-Cathedra, jamais cometia o erro. Este Magistério de Moisés ficou conhecido como a "Cátedra de Moisés", isto é, a Cadeira de Moisés. Com a Morte de Moisés, esta autoridade foi confiada a Josué, que exerceu penamente este Magistério, que depois, o confiou a outro e assim por diante. Nos tempos de Cristo, este Magistério era exercido pelos fariseus e doutores da lei. Cristo atacou duramente a moral deles e por várias vezes os chamou de hipócritas. Já que eles eram pessoas de má conduta, será que eles eram capazes de ensinar o erro ao povo? Sobre isto o Evangelho nos relata que "Então falou Jesus à multidão e a seus discípulos, dizendo: Na Cadeira de Moisés, estão assentados os escribas e fariseus. Observai, pois, e praticai tudo o que vos disserem; mas não procedais em conformidade com as suas obras, porque dizem e não praticam" (Mt 23,2). Notem que Cristo se refere ao Magistério Divino como "Cadeira de Moisés", termo conhecido por todo o povo. Vejam que apesar dos escribas e fariseus possuírem uma conduta lamentável, quando falavam ao povo ex-Cathedra, isto é, da Cadeira de Moisés, como legítimos sucessores dele, eles eram incapazes de ensinar o erro. Esta é uma forte evidência da Assistência Divina. Cristo então, preparando a Nova Aliança que já havia sido pregada pelos profetas e que teria início após sua Ressurreição Gloriosa, anuncia a São Pedro que ele iria "sentar na Cadeira de Moisés", dizendo: "Tu és Pedro, e sobre esta pedra eu edificarei a Minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do reino dos céus, e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus" (Mt 16,18-19). (...)" http://www.veritatis.com.br/apologetica/igreja-papado/832-a-igreja-por-ser-formada-por-homens-e-falivel
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0 # jANES 07-05-2015 00:48
E vejam bem, não se trata de nenhum oportunismo do papa Francisco, nem de saída diplomática diante das fortes críticas que recebe quando denuncia a dimensão pecaminosa (ético-moral) de certas práticas do atual estágio (mais financeiro que produtivo e cada vez mais monopolista, favorecendo o meta-capitalismo que se julga até acima do próprio mercado) do sistema capitalista. De forma alguma! Ele introduziu o pedido de beatificação desse capitalista argentino quando ainda era bispo em Buenos Aires!
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0 # Janes 06-05-2015 12:48
Gostaria de sugerir um tema para alguns dos próximos posts: a questão das virtudes da CARIDADE e da JUSTIÇA aplicadas ao campo econômico em sintonia com as várias intervenções do Papa Francisco nessa área. Pensei muito nisso quando soube do concerto e banquete oferecidos pelos santo padre no Vaticano, onde os mais pobres ocuparão os primeiros lugares, como Jesus mandou. Jesus diz no Evangelho: "Quando você fizer um banquete não convide os ricos para que possam lhe pagar com outro banquete, mas convide os pobres que não tem como lhe pagar de volta!" Ou seja: crie em você uma ascese da gratuidade, para exercitar a bondade sem cálculos. Muita gente tem criticado as graves chamadas do santo padre à conversão na área econômica e social. Sem dúvida o cristão deve ter um pé atrás em relação à ideologias prometeicas e utopistas que prometem o paraíso da justiça econômica na terra, pois elas cometerem e tem cometido mil vezes mais injustiças e opressões do que os sistemas injustos que diziam combater. Quanto a isso, não há dúvida, a história tem documentado e vai documentar isso ainda mais fartamente. Mas jamais devemos usar as armadilhas ideológicas como pretexto para não converter o nosso coração ao amor começando de quem mais precisa , pois é exatamente nessa brecha de egoísmo e ganância que as trevas ideológicas penetram e prevalecem. Isso é um tiro no pé. E foi assim que o comunismo floresceu em muitos lugares, foi assim que ele gerou adesão entre tanta gente, provocando peso de consciência, mera chantagem emocional injustificada em muitos casos, mas real constrangimento para quem realmente vivia no egoísmo empedernido. Sim, com toda certeza o cristão diz um rotundo e claro NÃO ao utopismo ideológico de Bettos e Bofes, mas com igual clareza ele diz a Jesus: converte meu coração do egoísmo e do apego às coisas, do cálculo e da ganância e fazei-me amar sem medidas (como tu dizes no Evangelho, com um MEDIDA TRANSBORDANTE, transbordando além da medida, ou seja: sem cálculo e mesquinharia, generosamente) , fazei-me amar, começando de quem mais sofre e precisa, fazendo tudo o que for possível por ele (e isso inclui o esforço unido por procurar mudar ou criar, na transparência, na paz e na honestidade pública, até mesmo leis e estruturas que tornem concreto este "fazer tudo o que for possível".). E é claro, não só pedir a Jesus essa graça de transformar o coração ( e o coração se transforma mesmo quando Jesus é nosso único e sumo bem e através dEle pautamos nosso relacionamento com todas as pessoas e coisas) mas corresponder a isso diariamente, com gestos concretos, com um jeito de viver que realmente provoque o estupor do mundo circundante: "VEJAM COMO ELES SE AMAM! (Atos 2-4) , o que provoca a inevitável pergunta: O QUE OU QUEM OS FAZ AMAR ASSIM??? E este (e não o dinheiro e a comida partilhada) QUEM é o real tesouro! O comunismo explícito passou, ele agora reaparece - gramscianamente- sob novas e disfarçadas formas (e poucos pensadores - Olavo de Carvalho é um deles - desvendam suas recentes trajetórias, sofrendo todo tipo de humilhação (inclusive na igreja hierárquica) por causa dessa lúcida coragem de denúncia). E as formas disfarçadas são bem mais perigosas! Mas se a ditadura ideológica continuar se impondo, a ponto de não conseguirmos mais respirar como em Cuba e na Venezuela, boa parte da culpa também será nossa, quando não deixamos Nosso Senhor Jesus Cristo realizar em nós essa bondade firme e perseverante. Não digo isso pensando numa perfeição impecável, mas em uma retomada contínua do caminho entre quedas e erguimentos, de uma escolha decisiva e retomada após cada pecado e arrependimento, mas sem perigosas ilusões utópicas. Não é a ação praticada, o nosso tesouro, mas AQUELE que gera a ação em nós. A ânsia de querer mudar o mundo, até pode aparentar nobreza de coração, mas a história tem demonstrado como essa tem sido não uma fresta, mas uma porta largamente aberta para a arrogância, o farisaísmo, o cinismo, o fanatismo e novas formas de opressão ainda mais nojentas. Mas que esta indispensável consciência crítica acerca do pensamento revolucionário-utopista (a maior tentação diabólica dos últimos 200 anos, que seduz boa parte da igreja de Deus, até de bispos e cardeais) não nos sirva de pretexto para a falta de conversão e o egoismo, pois assim estaremos nós, sendo os principais parceiros e cúmplices dessas ideologias nefastas.
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+1 # jANES 07-05-2015 00:36
E só queria acrescentar que para aqueles que veem o Papa Francisco como inimigo ferrenho do sistema capitalista em si(mero modo de organizar a economia - que terá uma dimensão virtuosa ou pecaminosa - e até ideológica- a depender de ações e escolhas humanas, do pecado humano que é sempre pessoal. E nesse ponto estou com Olavo de Carvalho quando ele questiona a expressão "justiça social", pois a justiça é uma virtude humana e pessoal, que pode quando muito, ter uma DIMENSÃO social, econômica e politica) ...Mas enfim - para quem vê o papa como inimigo do modo capitalista de organizar a economia- e aliás, outra economia jamais houve nem há exceto a capitalista, inclusive dentro dos países comunistas, ser capitalista é uma característica técnica intrínseca, da economia, sem qualquer conotação ético-moral e juízo de valor. O que eu farei com isso é outra história e é o que eu faço que pode ter conotação ético- moral - mas enfim e finalmente (como meus parenteses são enormes!) para quem faz do papa Francisco a caricatura de um inimigo do sistema , é bom saber que ele está muito empenhado na beatificação de um empresário, de um rico capitalista, que viveu e morreu como capitalista!!! Isso para deixar claro que enquanto a igreja condenou o comunismo em bloco, jamais demonizou o capitalismo, a propriedade privada, a poupança de capital e sim o monopólio disso tudo por poucos privilegiados: propriedade privada sim, mas para todos, acesso a poupança para todos, oportunidades de ser proprietário de meios de produção para todos que tenham talento, liderança e espírito de sacrifício, sem privilégios monopolistas para as elites como esse governo atual tem feito,entregando o patrimônio público a quem já nada em grana, enquanto o pobre tem que se contentar com esmolas degradantes dos programas "sociais". Muitos TDLS de matriz marxista vão ficar decepcionados ao ver o papa beatificar um grande empresário capitalista, mas a mensagem vai ficar clara, tanto para aqueles que buscam instrumentalizar Francisco ideologicamente jogando na mão dele a bandeira utopista-revolucionária como para aqueles que sob pretexto de combate à essa mesma bandeira, não deixam Jesus e sua graça salvadora determinar também seu relacionamento com as coisas materiais e o dinheiro.
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0 # André Luiz 06-05-2015 12:28
Gostaria que a equipe "o catequista" esclarecer para os católicos a respeito dos boatos nas redes sociais sobre a implantação do chip na mão e na testa para identificação da pessoa. Isso está sendo interpretado pelos protestantes como a marca da besta, a chegada de anticristo. Os católicos mal informados ficam apavorados e confusos.
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0 # A Catequista 06-05-2015 12:59
Publicaremos um post sobre isso amanhã.
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0 # André Luiz 06-05-2015 12:24
Vejo a importância da hierarquia da Igreja Católica. Os católicos autênticos sabem ouvir a Igreja e não ficam vulneráveis a falsos pastores e a doutrinas esquisitas. Vivemos no mundo com muitas confusões ideológicas. Isso aumenta a necessidade de ouvir a Igreja para encontrar a verdade da fé e da moral.
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0 # marcos 05-05-2015 10:23
"a ingreja somos nozes"
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0 # Alex Hoffmann 04-05-2015 19:56
Realmente é exato o que está exposto aqui. Onde talvez posso acrescentar algo que penso, não é porque somos o povo de Deus que, Deus está conosco. Muitas das vezes, afastamo-nos Dele. Por isto, A Igreja está neste mundo, não por causa de mim, nem apesar de mim, ela está neste mundo porque Deus Quer. Para a salvação das almas. E isto não depende de mais ninguém, só de Deus. Nós, por nossa vez, aderimos ao Projeto de Deus e deixemos Deus usar nossas mãos, corações, e boca (se bem que até para isto, precisamos de Deus), ou rejeitamos e façamos parte das obras de satanás.
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0 # Marcos 04-05-2015 19:41
Concordo plenamente com o POST... Muitos acham que são igreja individualmente... Só SOMOS parte da IGREJA quando estamos UNIDO ao CORPO do fundador... ou seja, MEMBROS sem comunhão com a IGREJA CATÓLICA é um ramo desligado da videira. portanto, A IGREJA É HIERÁRQUICA: Deus INSTITUI uma Igreja (Mt 16,18) e estabeleceu uma HIERARQUIA, para ordenar A FUNÇÃO de cada membro nesse corpo. Rm 12,4: - “Pois, como em UM SÓ CORPO temos MUITOS MEMBROS e cada um dos nossos MEMBROS TEM DIFERENTE FUNÇÃO” 1Co 12,28” Na IGREJA, Deus constituiu PRIMEIRAMENTE OS APOSTOLOS, em segundo lugar os profetas, em terceiro lugar os DOUTORES[...]” - PRIMEIRO... Apóstolos (Hoje o Papa e os bispos seus sucessores); - SEGUNDO... Profetas; - TERCEIRO... Doutores; - QUARTO... Os que têm os diversos dons (carismas) de curas, milagres... etc.
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0 # Marcos 04-05-2015 19:38
A Igreja NÃO é um grupo de pessoas, a IGREJA É O CORPO DE CRISTO. Cl 1,18: "Ele é a Cabeça do CORPO, DA IGREJA" CRISTO SÓ FUNDOU uma IGREJA(Mt 16,18), portanto Ef 4,4: “Há UM SÓ CORPO” As pessoas BATIZADAS, são membros do CORPO e não uma IGREJA. “todos OS MEMBROS do corpo...” 1 Cor 12,12 Ef 5,30: “NÓS SOMOS MEMBROS do SEU CORPO” Todo batizado é templo Espirito Santo, MAS NÃO É UMA IGREJA, é simplesmente UM MEMBRO DA IGREJA: 1Cor 12,27: -“Ora, vocês são o corpo de Cristo, E CADA UM DE VOCÊS, INDIVIDUALMENTE, É MEMBRO desse corpo.”
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0 # Alexandre 04-05-2015 18:09
Prezado Eduardo, Não querendo polemizar,tanto mais que aqui somos todos amigos, tendo um fim comum: a glória de Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo, e de sua Santa Madre Igreja. De fato, NSJC é a Cabeça Invisível do Corpo Místico da Igreja, e o Papa, a Cabeça Visível. O excerto que encaminhei faz referência tão somente a esta. Forte abraço, e viva Cristo-Rei!
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0 # Henrique Souza 04-05-2015 17:34
Catequista, uma pergunta: E se eu não conseguir o auxílio de nenhum padre ou bispo para compreender a leitura bíblica do dia, não seria válida a interpretação pessoal? (Não a livre interpretação, por favor- isso é algo sem fundamento algum!- mas uma interpretação que possa se aproximar do que o Magistério da Igreja ensina.) Ajude-me a esclarecer essa dúvida, por favor! Aguardo resposta!
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0 # A Catequista 04-05-2015 19:38
Não, esse tipo de interpretação pessoal não é o que estamos falando aqui. Se ao ler a Bíblia sozinho, eu tento compreender seus ensinamentos, e o faço conforme as minhas capacidades, desejando estar em comunhão com a Igreja, não há mal algum nisso. Nos meus estudos pessoais da Bíblia, já interpretei muitas coisas certas (há ensinamentos óbvios) e interpretei coisas erradas tb, mas não há mal nisso, porque logo que me deparei com a interpretação certa (eu li um texto de Bento XVI explicando aquele trecho), abri mão da minha interpretação e abracei o que a Igreja ensina. O problema é a doutrina do LIVRE EXAME das Escrituras, que leva qualquer fulano a se declarar ôtoridade em Briba e contestar a interpretação dada pelo Magistério da Igreja. O protestantismo afirma que a Bíblia é suficiente por si mesma, dispensando o auxílio da Tradição oral e do Sagrado Magistério para o seu entendimento mais amplo.
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0 # Janes 05-05-2015 11:19
Gostei muito da sua resposta e da pergunta do Henrique, que permitem desfazer qualquer impressão de que pregamos a imaturidade do cristão como se ele fosse totalmente dependente de uma mediação humana para acessar a vontade de Deus e o próprio relacionamento com Deus. Com certeza não se trata disso. Jesus antes de tudo, vai ao encontro de cada pessoa e assim nasce a fé. O Evangelho está repleto de exemplos ( o encontro com a Samaritana, com Zaqueu, Mateus, com a prostituta, etc.). A aparição do Senhor a São Paulo enfatiza esse dado essencial da experiência da fé: o cristianismo começa da valorização da pessoa, da transformação da pessoa a partir do encontro com Cristo. Mas logo depois Paulo precisa do ministério eclesial e o mesmo Senhor Ressuscitado que lhe apareceu na estrada, lhe envia a igreja na pessoa de Ananias (para evangeliza-lo e batiza-lo). Depois ele passa um bom tempo de discipulado em Antioquia apenas ouvindo a tradição da boca da igreja. E por fim, como o post destaca, faz longa viagem para validar seu apostolado, junto às autoridades da igreja. De modo que a igreja de Deus não é nem um coletivismo, nem uma delegação da liberdade-maturidade pessoal à uma hierarquia que decide em lugar da nossa consciência e muito menos uma exaltação do individuo sobre a massa. Mas é comunhão! Dom livre de si aos outros!Não sufoca a liberdade do Espírito e nem permite a dispersão do cada um por si. Assim que o serviço da hierarquia, defende a liberdade e a maturidade da fé pessoal (veja a imensa quantidade de carismas na história da igreja, dando origem a instituições variadíssimas, quase todas elas surgindo a partir de um itinerário de fé muito pessoal e personalizado. As histórias de Francisco de Assis e de Teresa de Calcutá (para ficar com dois testemunhos típicos, um antigo e um recente) nos contam que eles ouviram pessoalmente a voz do Senhor pedindo que inaugurassem um novo caminho dentro da igreja. Se isso ocorresse em âmbito protestante, o usual seria uma ruptura da comunhão com os irmãos, com o novo fundador se julgando portador de uma maneira superior de viver o cristianismo (como já ocorreu milhares de vezes nos últimos 500 anos), mas no caso dos inúmeros "reavivamentos" católicos, a comunhão- ao contrário- se aprofunda, o amor à unidade que Cristo nos doou, aumenta ainda mais, haja vista a grande obediência de São Francisco ao vigário de Cristo na terra. Uma enorme liberdade pessoal, a ponto de a pessoa recapitular todo o cristianismo numa síntese nova, de acordo com o caminho e a direção que lhe dá o Espirito de Deus (caso de São Francisco, de Santa Teresa Dávila, de São Domingos e mais recentemente de Charles de Foucalt, Teresa de Calcutá, de Dom Giussani e de centenas de outros) em perfeita harmonia com uma plena aderência (ainda que sofrida às vezes) à unidade da igreja (e portanto a obediência aqueles as quem o Senhor delegou o zelo pela unidade) é fruto autêntico da ação do Espírito Santo. Por isso, a hierarquia da igreja é o maior fator de garantia e proteção da liberdade pessoal do crente, da relação pessoal do cristão com Jesus. Inversamente, aqueles movimentos que historicamente, tem exaltado e ideologizado essa liberdade pessoal (sem mediações " humanas!", costumam dizer) acabam quase sempre produzindo alienação da consciência pessoal em função da submissão do "rebanho" à nova interpretação do fundador do novo caminho. E é claro, uma consciência alienada da sua própria liberdade e capacidade de discernimento, é incapaz de gerar comunhão, ao contrário, aí está instalado de modo inevitável e irremediável, o vírus de uma divisão e fragmentação contínua e viciosa. Devemos todos os dias, louvar e agradecer ao bom Jesus, por nos ter deixado a hierarquia e o magistério da igreja que tanto impede a nossa despersonalização quanto integra a riqueza da nossa identidade pessoal na comunhão que o próprio Senhor cria entre nós.
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0 # Julio Cesar Chaves 04-05-2015 15:34
As ideologias marxistas causaram um estrago tão grande nos âmbitos político, cultural e até religioso - e principalmente na América Latina - que abriram espaço para o surgimento de doutrinas liberais, que não valorizam o ser humano, e, pior ainda, de uma extrema direita que tem se tornado cada vez mais forte. Essa extrema direita se traveste de católica, mas propõe soluções que estão longe do que ensina o Magistério. O mais grave é que temos hoje no nosso país representantes dessa extrema direita qur não passam de lobos vestidos de cordeiro. Fazem pose de católicos, mas não pregam o amor, somente ódio. Disfarçam sua ideologia de filosofia inquestionável e chegam até a desafiar o Papa e a hierarquia eclesiástica, rotulando ambos de comunistas. Julgam-se os salvadores da Pátria, no linguajar popular, apresentam- se como sendo mais católicos que o Papa. Um novo inimigo, sutil, mas sedutor, e que tem convencido muitos católicos, inclusive vários com boa formação. Muitas pessoas se julgam sábias, filosofas, acima do bem e do mal. Mas esquecem do básico: fidelidade ao Papa, ao Magistério e à hierarquia eclesiástica. Essa fidelidade é garantia. Ao longo da história, não faltou quem se julgasse superior a isso. Muitos deles eram até genais. Ário, Henrique VIII, Lutero... poderia citar vários exemplos. Mas creio que não haja necessidade de mais exemplos. O recado está dado. Quem fica ao lado da Hierarquia, instituída pelo próprio Cristo e liderada pelo Papa, está no caminho certo. Quem se opõe a isso, entra para a história como herege.
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0 # Bruno Pranzetti 05-05-2015 23:08
meu E-mail foi para este endereço:
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0 # Bruno Pranzetti 05-05-2015 22:54
Mandei esse E-mail em 24/04/2015 e ainda aguardo resposta até o momento. Boa tarde. Meu nome é Bruno Pranzetti, sou Católico Casado e tenho uma pergunta a fazer. A CNBB está apoiando direta ou indiretamente o Comunismo? Tendo como base o Caderno de Teses do 5º Congresso Nacional do PT (Partido dos Trabalhadores) que segue em anexo e o link está aqui: http://www.pt.org.br/wp-content/uploads/2015/04/TESES5CONGRESSOPTFINAL.pdf Podemos observar que o PT é um Partido que se não é Comunista Declarado é no mínimo um partido que tende ao comunismo. Portanto venho questionar se a CNBB está equivocada ao apoiar a mesma reforma politica que o PT? Observo também que muitas entidades que dão apoio a esta reforma politica são no mínimo suspeitas como CUT, MST, movimentos LGBT. Podemos notar também que o PT junto a partidos de esquerda, comunistas e terroristas se unem no Foro de são Paulo para discutir estratégias para implantar o comunismo na América Latina conforme Atas em anexo e exemplo abaixo. PARTICIPANTES DEL IX ENCUENTRO (2000) País Partido/Instit. Argentina Frente Democracia Avanzada Argentina Partido Comunista Argentino Argentina Partido Intransigente Brasil Partido dos Trabalhadores Brasil Partido Socialista Brasileiro Brasil Partido Comunista do Brasil Brasil Movimento Revolucionário 8 de Outubro Brasil Partido Popular Socialista Colômbia Alianza Democrática M19 Colômbia ELN Colômbia FARC-EP Colômbia Partido Comunista Colombiano Colômbia Presentes por el Socialismo Cuba Partido Comunista Chile MIR Chile Partido Comunista de Chile Equador Movimiento Diante das Informações apresentadas tudo me leva a crer que a CNBB está equivocada em seu posicionamento referente a reforma politica porém aguardo o posicionamento da Arquidiocese de São Paulo sobre o assunto. Deus Abençoe o Papa Francisco e todo o clero. No E-mail coloquei os documentos em anexo.
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0 # César Guerra 04-05-2015 19:50
Devemos ser fiéis à hierarquia em questões de fé e moral. Se essa hierarquia toma posições políticas contrárias à doutrina da Igreja, não estamos obrigados a segui-la, nem tampouco de nos calarmos. Não existe "extrema direita" no Brasil. É que estamos tão entulhados de esquerdismo que qualquer ideia contrária assusta. Acho que a CNBB chegou num ponto que corremos um risco de cisma na Igreja no Brasil entre os pró e os contra a CNBB.
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0 # Janes 05-05-2015 10:42
Só lembrando César (embora você não tenha afirmado isso) que a CNBB não é hierarquia. É uma associação para fomentar a comunhão entre os bispos e seu valor se restringe ao lugar, status e tarefas que lhe dão o Direito Canônico, mas ela não tem autoridade doutrinal.
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0 # Janes 04-05-2015 13:45
Só lembrando que a autoridade interpretativa dos bispos em comunhão com o papa ( e a do papa naturalmente) está por sua vez, sujeita à uma grande e viva tradição que os antecede. A relação entre o magistério perene e o vivo, atual-vigente, é essencial para nos guiar nos caminhos da fé. Por isso, fez muitíssimo bem Bento 16, quando lembrou que o Vaticano II não deve ser acolhido-interpretado como algo que foi jogado contra a tradição anterior a ele (talvez contra algumas tendências engessadas aqui e ali, mas jamais contra a grande tradição) .
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0 # A Catequista 04-05-2015 14:16
Ótima observação. Acrescentaremos isso.
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0 # Eduardo 04-05-2015 13:13
Alexandre Cristo é a cabeça então mesmo que não tenhamos um período sem Papa nunca seremos um corpo decapitado. Já houve períodos na história da nossa igreja que ficamos um bom tempo sem Papa por conta de perseguições falta de consenso mais nunca houve um corpo decapitado pois sempre houve anceio pela a escolha do sucessor de Pedro graças a cabeça de nossa Igreja que é Cristo.
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0 # Eduardo 04-05-2015 13:07
Belo post. Temos também o exemplo de Paulo que mesmo ter recebido o dom do espírito santo diretamente de Cristo foi a Jerusalém se apresentar aos Apóstolos e depois seguiu as ordens dadas se dirigido a região por eles indicada para pregar. O maior problema que vejo hoje é que se um cidadão esperto se diz apóstolo, bispo arrasta muitos porque eles pregam sempre o que o povão quer ouvir " prosperidade ".
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0 # vanessa 04-05-2015 12:31
Gostei muito desse artigo. A igreja feita de pedras vivas.
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0 # Alexandre 04-05-2015 12:20
Como acréscimo, este significativo texto de um conceituado teólogo e canonista, A. Dorsch (1928): “A Igreja, portanto, é uma sociedade essencialmente monárquica. Mas isso não impede que a Igreja, por um breve intervalo após a morte de um Papa, ou mesmo por MUITOS ANOS, permaneça DESTITUÍDA DE SUA CABEÇA. A forma monárquica da Igreja PERMANECE INTACTA também nesse estado…. Assim a Igreja fica, então, realmente um corpo decapitado…. Sua forma monárquica de governo permanece, embora então de um MODO DIFERENTE; isto é, permanece incompleta e a ser completada. A ordenação do todo à submissão ao Primaz dela está presente, muito embora a submissão em ato não esteja… Por essa razão, é corretamente que se afirma que a Sé de Roma permanece, depois que morre a pessoa que nela se assenta: pois a Sé de Roma consiste essencialmente nas prerrogativas do Primaz. Essas prerrogativas são um elemento essencial e necessário da Igreja. Com elas, ademais, o Primado continua nesse ínterim, ao menos moralmente. Já a perene presença física da pessoa do cabeça, porém, não é da mesma ESTRITA NECESSIDADE”. (De Ecclesia 2:196-7). Vivam Cristo e Maria!
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