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Sábado, 11 Fevereiro 2012 08:00

CateCine - "Quo Vadis?"

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Estamos de volta meu, ao seu, ao nosso... CateCine, aêêêê!

Hoje falaremos de um clássico absoluto, um filme grandioso, positivamente pomposo, uma aula de cinema, um filme que assobia e chupa cana ao mesmo tempo, um daqueles que eu amo puxar o saco: QUO VADIS?.

quovadis_2

Antes de mais nada, vamos nos situar. O Quo Vadis? ao qual me refiro é a mais clássica versão filmada, em 1951, do romance do escritor polonês Henryk  Sienkiewicz (ganhador do prêmio Nobel de literatura em 1905).  Isso é importante porque Quo Vadis? é uma das histórias mais filmadas de todos os tempos, existindo versões da mesma datadas de 1902, 1912, 1925, 1985 e 2001 além da já mencionada e mais conhecida de 1951.

Sem mais delongas, vamos falar um pouco do filme, que é o que interessa. Estamos em  64 de  Nossa Era. Nero, mais doido do que nunca, interpretado genialmente por Peter Ustinov, governa o império romano. O gordo e chato imperador, sempre cercado de uma corja de desprezíveis puxa-sacos, deplora o povo miserável (esse é o mundo maravilhoso que os ateus, desde a época de Voltarie, querem de volta) e apoia o regime de escravidão em que vivem os vampirazados habitantes do império.
Nesse contexto, a religião do "Galileu" começa a atrair a massa dos desvalidos (notinha "nada e tudo a ver": perceba-se aqui o quando Karl Marx é mau caráter, pois plageia descaradamente aquilo que o cristianismo ofereceu por sua própria natureza).
quovadis_amorEsse é o pano de fundo para a história de amor proibido do General romano Marcus Vinicius (Robert Taylor) e a escrava liberta, a ex-princesa  Lygia (Deborah Kerr). É um filme bem comprido, mas daqueles em que você nem sente o tempo passar, depois de três horas de projeção.
A casa de Lygia é frequentada por nada mais nada menos do que São Paulo, do qual é aluna.  Há muitas cenas legais, como quando São Paulo reza uma missa nas catacumbas e apresenta à Assembléia "só" o Príncipe dos Apostólos (Finlay Currie). Marcus Vinicius é peitudo e enfrenta o gordo maluco imperador. A cena do incêndio em Roma com Peter Ustinov, enlouquecido e demente, é magnífica.
Nero, ao ser acusado pelo populacho de ser o causador do grande incêndio, resolve culpar os cristãos como responsáveis e inaugurar o primeiro fast food para felinos esfomeados da História.
A produção do filme é do tipo "Uau! Que produção!", do patamar de Cleópatra, Ben-hur e Intolerância, só para citar alguns (não viu? Não conhece nenhum deles? Acompanhe o Catecine!).
Inicialmente, Quo Vadis? era para ser uma passarela para  Elizabeth Taylor e Gregory Peck, e as filmagens deveriam ser iniciadas em 1949. Clark Gable, o orelhudo, rei do mau-hálito, conforme disse Vivian Leight, com cinquentinha na fuça, foi sondado para fazer o papel de Marcus Vinícius e recusou por causa do saiote dos romanos (hum! Sei não, mas Gable tava muito ocupadinho em afirmar sua masculinidade... aquele cavalo devia ser égua). Falam que  Elizabeth Taylor acabou fazendo uma ponta. O mesmo se disse de Sophia Loren, vamos instituir um prêmio para quem ver as duas... eu não reconheci.
Nero_UstinovO saiote acabou então ajustado à cintura de Robert Taylor, que tirou o pé da lama com Quo Vadis?, embora hoje seja um dos mitos menos conhecido entre os grandes atores da era de ouro do cinema. Mas o filme mesmo é de Ustinov, numa interpretação tão perfeita do louco Nero que, até hoje, não foi sequer igualada.
Dirigido por Mervyn LeRoy, essa grande produção de cunho cristão teve oito indicações ao oscar, mas não ganhou nenhum.  Explica-se pelo fato que ele concorreu com os queridinhos da crítica e eternamente chatos "Um Lugar ao Sol " e "Sinfonia de Paris" .  E olha que não era só Quo Vadis?. Nesse ano ainda teve "Uma Rua Chamada Pecado"e "Chaga de Fogo".  Mas tudo bem, a lenda do Nero de Ustinov e do Petrônio de Leon Glenn está viva.
INDICAÇÕES E PRÊMIOS

Indicações ao Oscar 1952 (EUA) - Oito Indicações, que são nove:

Indicado nas categorias de melhor filme, melhor fotografia colorida, melhor figurino colorido, melhor ator coadjuvante (Leo Genn e Peter Ustinov), melhor direção de arte colorida, melhor montagem e melhor trilha sonora original de filme dramático ou comédia.

Enquanto isso no Globo de Ouro de 1952:

Venceu nas categorias de melhor ator coadjuvante (Peter Ustinov) e melhor fotografia colorida. Indicado na categoria de melhor filme - drama.

É isso aí rapaziada.  Até a próxima.

 

244 Quinta, 25 Maio 2017 00:34

Comentários   

0 # Paulo Ricardo 13-02-2012 11:20
Ateus, marxistas, gays e torcedores do Botafogo, ahahah. Falando sério, realmente o secularismo e a ganância tem impedido que se filme mais obras do quilate de Quo Vadis. Hoje só se gasta dinheiro em filmes de super-heróis; eu adoro filmes d super-heróis, mas sinto falta de produções como Quo Vadis.
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0 # Natália 12-02-2012 11:59
Esses senhores da Academia são um bando de ateus, --->prontofalei.
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0 # Everth 11-02-2012 15:23
Tenho que concordar com a Marisa, o livro é realmente fantástico. :)
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0 # Marisa 11-02-2012 12:16
Bem, mais bonito do q o filme é o livro!!
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0 # Paulo Ricardo 11-02-2012 20:24
Concordo plenamente. Mas literatura e cinema encontram-se e repelem-se o tempo todo. Os olhos que usamos para ver o cinema jamais podem ser os mesmos usados quando mergulhamos na literatura. Em breve, teremos surpresas aqui nO Catequista para os amantes da leitura.
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