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Segunda, 13 Fevereiro 2017 17:50

"Silêncio": o filme de Scorsese e a polêmica das apostasias

Postado por

Pega a pipoca, Povo Católico!

No início de março chega ao Brasil o filme "Silêncio" de Martin Scorsese, baseado no livro homônimo de Shusaku Endo. Eu sei que você já ouviu falar por aí que o filme seria contra a Igreja Católica, pois seria uma ode à apostasia (pra quem não sabe, apostatar é renunciar à fé católica). Bem, ainda não vimos o filme. Mas a julgar pela história do livro, não é bem assim não...

Pra começar, "Silêncio" é uma história de ficção, contada por um japonês católico e baseada em fatos e personagens reais. O livro é ambientado no século XVII, durante a violenta perseguição ao cristianismo no Japão. Naquela época, com medo de que o cristianismo fosse uma porta para a dominação cultural do Ocidente, os governantes do Japão decidem declarar a nova religião como ilegal e perseguem implacavelmente todos os fiéis, submetendo-os a torturas tenebrosas caso não participem de um ritual para negar a sua fé.

A treta toda começa quando dois padres jesuítas partem para o Japão na tentativa de confirmar a história inacreditável de que um de seus mestres, o jesuíta Pe. Ferreira, seria agora um apóstata. Na história real, o Pe. Ferreira existiu e realmente apostatou. Também houve uma missão de "resgate", mas em vez de dois padres, foram dez. Todos apostataram ou morreram.

Se na Roma antiga os cristãos eram convidados a queimar incenso aos deuses pagãos, no Japão eram levados ao ritual da e-fumi. Era apresentada aos cristãos capturados uma placa de madeira, chamada de fumi-e (é isso mesmo, o nome do objeto é o contrário do nome do ritual), na qual estavam gravadas as imagens de Cristo e/ou da Virgem Maria. Os fiéis tinham que pisar nas imagens e, eventualmente, gritar algumas blasfêmias pedidas pelos oficiais. Só assim poderiam ser libertados.

 Fumi-e

A principal malandragem que as autoridades usavam para convencer os cristãos era dizer que o ato de pisar na fumi-e poderia ser feito apenas "por formalidade", e que ele poderia continuar cultivando suas crenças em seu coração. Caso se recusasse a essa blasfêmia, eram mortos ou submetidos a torturas que fariam o Coringa parecer uma freira cantora (falaremos das torturas em outro post). Porém, no caso dos padres era um pouco pior... além de serem torturados, eram condenados a ver a tortura dos seus fiéis, até que apostatassem.

A consequência de toda essa violência foi o banimento do cristianismo, que foi empurrado para a clandestinidade, e a eliminação de todos os padres do país! Os sacerdotes que apostataram foram confinados em belas residências (se deram melhor que o pessoal da Lava-Jato) e obrigados a desenvolver trabalhos de refutação do cristianismo. Aqueles que resistiram e não apostataram na e-fumi, foram torturados e mortos.

Voltando ao livro... é nesse clima super convidativo que os padres Sebastião Rodrigues e Francisco Garpe (personagens de ficção que representam aquele grupo de dez pessoas) chegam ao Japão. Lá, descobrem que, mesmo diante de todos os perigos, existem comunidades inteiras de cristãos com uma fé surpreendentemente viva! Talvez mais viva do que nos nossos dias atuais. O que acontece depois é uma descrição comovente de como a missão de um padre é importante. É impossível não se emocionar diante da sede desse povo e da criatividade para se organizar e viver a sua fé. Só que tudo isso é frágil. Basta uma única denúncia para que todo o povoado caia em desgraça.

E, claro, como você já deve imaginar... é exatamente o que acontece! Por conta disso, a vida dessas comunidades e dos dois padres muda completamente. Daí em diante, passamos a acompanhar heróis nos quais a certeza da Salvação enfrenta a mesquinhez e crueldade do homem. Mas também veremos alguns fracos caindo pelo caminho...

Olhar o drama de quem apostata e o heroísmo de quem vai até o sangue no combate contra o pecado nos faz pensar. Quantas vezes somos apresentados às fumi-e do nosso tempo? E como caímos tão facilmente na tentação de pisá-la, removendo Cristo da nossa vida, do nosso trabalho, do nosso estudo, do nosso namoro, do nosso casamento, da nossa cultura, da nossa política? Quantas vezes não agimos como pagãos, e pensamos "Eu não estou renunciando a Cristo agindo assim, o importante é que tenho Ele em meu coração!". E isso tudo sem nem mesmo sermos ameaçados pelas terríveis torturas da perseguição japonesa!

Se o filme for fiel ao livro (e ao que realmente aconteceu na história), não teremos um final feliz. Mas histórias tristes e decepcionantes também carregam reflexões importantes (é só olhar a história de Judas Iscariotes, que, apesar de ser uma desgraça, não foi suprimida da Bíblia). Não se deve ler "O Silêncio" esperando pela famosa Jornada do Herói (fórmula dos filmes de Hollywood), em que, depois de muito sofrimento, o herói salva a mocinha e tudo acaba bem. Não... o livro narra a história verdadeira dos cristãos em terras nipônicas. 

No Japão do século XVII, homens de carne e osso se esconderam, fugiram, morreram, apostataram, se arrependeram... e entre heróis e fracos, nossa história foi até os confins do mundo. As derrotas do homem não são derrotas de Deus. Ele nunca desiste de nós. "O Silêncio" nos ajuda a pensar na grandeza do heroísmo, na desgraça da nossa fragilidade e na misericórdia que o Senhor tem para com todos.

Bem, agora você já sabe que o livro é altamente recomendável. Só nos resta esperar que Scorsese tenha feito um bom trabalho e não avacalhe a obra de Shusaku Endo. Óbvio que sempre rola um pé atrás com Hollywood, mas vai que dessa vez acertam? Seria uma ótima chance de mostrar a todos os mimizentos de hoje o que verdadeiramente significa ser segregado e perseguido.

Enquanto esperamos pra ver o resultado, curta o trailer do filme!

 

65797 Segunda, 13 Fevereiro 2017 03:56

Comentários   

0 # Carlos 28-02-2017 00:28
A fé deve ser respeitada. Cada indivíduo tem o direito a praticar sua fé independente de lugar, regime de governo... O filme é um fato histórico, uma obra que tem como objetivo apenas descredenciar a fé cristã. Por que Hollywood não faz um filme dos inúmeros cristãos que morrem sem negar sua fé em países do oriente médio?.
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+1 # João Pedro Strabelli 01-03-2017 00:59
Hollywood é uma indústria e age como uma. Antigamente, bater de frente com o público católico significava perder público, então eles tinham uma boa vontade maior. Hoje eles contam com duas coisas: nossa tolerância e nossas críticas mal feitas, que acabam atraindo mais público, entre os laicos e agnósticos. O dia que nossa resposta incomodar, o padrão Hollywood de filmes muda mais a vez, com certeza.
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+1 # Sidnei 28-02-2017 13:59
"Por que Hollywood não faz um filme dos inúmeros cristãos que morrem sem negar sua fé em países do oriente médio?."

Sabe quando que Hollywood vai fazer um filme assim, nunca!.

Engraçado, que há vários anos atrás, até que Hollywood fazia filmes de cunho religiosos, sendo que alguns tinha até como pano de fundo a fé católica, como em A Cação de Bernadete, e olha que os produtores de Hollywood eram judeus e a grande maioria dos: atores, diretores, roteristas, e tudo mais eram em sua maioria protestantes, porém, recentemente só tem havido filmes que atacam a fé católica de uma maneria explícita, sem nenhum pudor.

Nós católicos temos que estar atentos a ver qual o rela motivo de tantos ataques a Igreja Católica via filmes hollywoodianos, e verificar, quem está promovendo estes filmes.
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+1 # João Pedro Strabelli 25-02-2017 00:14
Machado de Assis foi acusado de racismo pelo conto “Pai contra mãe”, em que um caçador de escravos fugidos, para não entregar seu filho à adoção, captura uma escrava grávida que acaba abortando o dela. Segundo os acusadores, Machado deveria ter deixado pelo menos uma frase contra aquilo. Como ele era um excelente escritor, ele faz o leitor sentir raiva daquela situação. Raiva, amargura, dor, tristeza e um sentimento doído de impotência contra aquela situação — e outras do tipo que a gente encontra pela vida afora. Ele não falou, ele fez o leitor sentir, e não em um texto simplista, mas em um conto complexo.
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0 # João Pedro Strabelli 25-02-2017 00:20
E o que isso tem a ver com o “Silêncio”?

Bom, não li o livro nem li o filme (e pelo meu tempo, não vou fazer isso tão cedo), mas o tipo de reflexão é semelhante. Se o filme mostrar que mesmo cometendo um pecado destes ainda há caminho de volta, com muito sofrimento e angústia, ele é válido. O que Pedro fez foi bem pior. Se ele mostrar uma volta fácil, não é válido. Se mostrar as angústias de quem deixou a religião, é válido. Se mostrar como algo tranquilo, não.

Não posso falar do “Silêncio”, mas a evangelização nestes casos só funciona com críticas isentas (isentas não quer dizer eu aceitar qualquer coisa), pois a maioria que vê não é católica e, se não for bem feita a crítica, vão achar que a gente não sabe analisar as coisas.
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+2 # João Carlos 19-02-2017 02:35
Vocês tem em (Maomé), o Mensageiro de Alá, um belo padrão de conduta para todos seguirem [Alcorão 33:21]. (Um pedófilo e assassino)
- Não-muçulmanos são os mais vís dos animais [Alcorão 8:55]
- Sejam misericordiosos uns com os outros, mas sejam sem perdão com os não-muçulmanos [Alcorão 48:29]
- Quão perversos são judeus e cristãos! [Alcorão 9:30]
- Corte fora as cabeças dos não-muçulmanos, bem como a ponta dos seus dedos [Alcorão 9:30]
- Lute contra os não-muçulmanos que estejam perto de vocês [Alcorão 9:123]
- Não-muçulmanos criadores de problemas devem ser assassinados ou crucificados [Alcorão 5:33]
- Elimine os infiéis, até o último [Alcorão 8:7]
- Mate-os! [Alcorão 9:5]
- Lute contra eles! [Alcorão 2:193; 8:39]
- Mate-os violentamente [Alcorão 9:5]
- Assasine-os [Alcorão 9:123]
- Roube-os! [Alcorão 8:69]
- Estupre-os! [Alcorão 33:5; 33:50]
- Venda-os em escravidão! [Alcorão 9:5; 47:4]
Quão pácificos!
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+1 # Fran 19-02-2017 01:59
Queria entender essa questão da apostasia, pois eu pensava que se tratava apenas do repúdio interno da fé, e não da negação externa. Tipo, se em um país onde o cristianismo é punido uma pessoa acusada de "cristã" não admite nem nega, apenas fica em silêncio... comete apostasia? E nos casos em que a pessoa é questionada por autoridades ilegítimas (como uma polícia secreta, por exemplo)?

Também é apóstata o sujeito que, processado por "homofobia", diz na frente do juiz que não é contra o casamento gay para não ir preso? Nesse caso, ele não nega a fé como um todo, mas uma parte da doutrina apenas.
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0 # A Catequista 19-02-2017 19:50
Se fica em silêncio, não comete apostasia, pois há lugares em que a Igreja só pode ser clandestina, como nos tempos da igreja primitiva.

Mas, se a pessoa for detida e questionada sobre a sua fé, não pode negar Jesus Cristo Cristo (como Pedro fez, três vezes).

O caso que vc citou sobre o casamento gay é de clara heresia. Mas não estou certa em afirmar que seria apostasia.
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0 # Fran 19-02-2017 20:06
E no caso do casamemento gay em que a pessoa uma restrição mental e diz: "não tenho nada contra gays e seus direitos" (a pessoa se refere aos direitos fundamentais, vida, propriedade, etc, mas pelo contexto a pessoa pode entender outra coisa)?
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-1 # Ana Salete 19-02-2017 20:17
E no caso das provas da faculdade? Tipo, um professor meu mandou ler um livro em que o autor defendia teses que foram usadas em sala de aula para defender o casamento gay, e ele sobrou essa explicação na prova. Tive que dizer que, "segundo o autor Fulano de Tal, o casamento gay deve ser permitido por isso, isso e aquilo". Isso tb é materia de heresia? Uma vez que só o professor (e talvez algum monitor etc) vá ler a prova.
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0 # Fran 19-02-2017 20:11
Como temos a ideia do "in dubio pro reo", uma pessoa que é detida por ser cristã pode ficar em silêncio e simplesmente não dizer nada? E como ficaria o papel do advogado num caso assim? O que ele poderia ou não alegar?
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0 # João Carlos 18-02-2017 12:38
Sei que não há conexão com o post mas gostaria de saber a opinião de vocês sobre Papa Francisco ter dito que não há terroristas mulçumanos. http://www.breitbart.com/national-security/2017/02/17/pope-francis-muslim-terrorism-not-exist/
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0 # João Pedro Strabelli 18-02-2017 19:11
É mais ou menos a mesma coisa que se dizia quando os grupos terroristas autodenominados católicas faziam um atentado. Eles eram verdadeiramente católicos? Ou pessoas que usavam este nome para jogar bombas no outros?
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0 # João Carlos 19-02-2017 00:28
A diferença é que um extremista cristão segue, acima de qualquer coisa, os 10 mandamentos e as coisas ensinadas por Cristo. Um terrorista é incompátivel com isso, se existe algum terrorista que se diz católico, ele não é. O extremismo nada mais é do que seguir à risca. Portanto, se um extremista islâmico mata, significa que o islamismo ensina a matar. Mas é claro que uma ideologia que trata um terrorista, ladrão, assassino, mandante de assassinatos, pervertido sexual, pedófilo, mercador de escravos e pirata como um profeta não será pácifica.
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0 # João Pedro Strabelli 25-02-2017 00:25
Faltou eu contextualizar a resposta: na década de 80 havia na Irlanda dois grupos, um se dizia católico e o outro se dizia protestante e a diversão deles era se explodir uns aos outros. Depois de muita bomba e muito tiro, foi feita uma declaração que eles não representavam nenhuma das religiões. Foi o começo do fim, já que eles perderam boa parte de sua desculpa. Penso que foi nesse sentido que ele falou.
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0 # Carlos Olavo Filho 17-02-2017 22:47
Gostaria de saber se vcs acham que há uma semelhança entre o que aconteceu com os cristãos japoneses e os marranos ou cristãos-novos.
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0 # A Catequista 19-02-2017 20:09
A Inquisição Espanhola, em conflito com o desejo e os protestos do Papa, cometeu grandes injustiças e causou grande sofrimento aos cristãos-novos. Mas não há grande semelhança com a situação dos cristãos japoneses. Em parte, essa comparação é válida, porque os Reis Católicos queriam garantir uma hegemonia religiosa e racial para manter os reinos espanhóis unidos e garantir a segurança contra uma nova invasão muçulmana. De forma similar, as autoridades japonesas temiam ter o seu poder ameaçado pelo crescimento de uma religião "ocidental" em seu país.

Mas a situação se difere muito, quando olhamos mais a fundo o contexto, e também a imensa brutalidade das torturas a que os cristãos japoneses foram expostos, que foi bem mais cruel. Além do mais, não havia cristãos japoneses, em massa, fingindo ser xintoístas ou budistas, promovendo, assim, sacrilégios e heresias. Porém, no caso dos reinos espanhóis, havia realmente judeus que não eram sinceros em sua adesão à fé católica. E houve de fato, uma conspiração por parte dos cristãos novos contra a coroa espanhola.
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0 # Eduardo Duque 16-02-2017 12:07
Uma dúvida: Apostatar para salvar a vida de alguém. Como Deus vê isso?
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+2 # A Catequista 16-02-2017 15:36
Eduardo, apostatar sempre é pecado grave, mesmo que seja para salvar a vida de alguém. Na Bíblia, no Antigo Testamento, vemos o exemplo de uma família, em que a mãe israelita se recusou a apostatar (o símbolo da apostasia era comer carne de porco), mesmo vendo os seus filhos sendo torturados e mortos. Cada um dos filhos viu o irmãos ser torturado e morrer, e ainda assim nenhum deles apostatou. Tal fortaleza, certamente, é sobre-humana, e ninguém pode bater no peito e dizer que faria exatamente o mesmo. É só pela graça de Deus que uma pessoa pode ser capaz de tamanha coragem.

De qualquer forma, racionalmente, sabemos que não se deve apostatar mesmo nessas condições extremas, porque se deve temer mais a morte eterna daqueles que amamos, do que a sua morte física. Bem piores do que os suplícios dessa vida terrena, são as dores do Inferno.

Também nos tempos da Igreja primitiva famílias inteiras foram jogadas às feras, pela recusa dos pais em apostatar. E o sangue deles semeou o campo em que floresceu o cristianismo no Ocidente.

Agora, se uma pessoa que apostata em tais condições é condenada por isso, não sabemos, ninguém sabe. Só quem pode julgar é Deus, que conhece os corações.
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+3 # Paulo Cesar 16-02-2017 00:12
Li o livro e de fato, é um bom livro. Não fui capaz de enxergar as armadilhas sutis que existem, nas mensagens e impressões que ficam apos lê-lo. Depois que li li o artigo sobre o filme no site do padre Paulo Ricardo, fiquei intrigado - como não fui capaz de atentar para os problemas apontados? Voltei a ler o livro. É um bom livro, mas desta vez enxerguei todos os pontos que o artigo cita. Tendo a lente certa, não há como não enxergar. Ter gostado do livro, não penso que seja uma ameaça para minha fé, dado que procuro vivencia-la e aprofundar-me nela continuamente, mas para aqueles que o fazem de forma mais superficial, acho que o joio pode ser plantado nas almas sim. De verdade: perdi o tesão de ver o filme. Não é por medo de ser contaminado, mas simplesmente não aceito dar corda a coisas que não tratam meu Deus com o devido respeito. Às favas com " O Silêncio" !
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+6 # Davi 14-02-2017 21:13
Pelo que li em críticas sobre o filme, ele passa a mensagem de que apostatar é um ato justo perante Deus.
https://padrepauloricardo.org/blog/silencio-uma-tragica-negacao-da-graca-de-deus
http://www.churchmilitant.com/news/article/scorseses-silence-pushes-apostasy
http://www.churchmilitant.com/news/article/silence-draws-loud-critique-from-catholics
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+4 # Rafael 14-02-2017 18:44
Também li o livro, e acredito que o romance condiz com a fé conturbada do autor. Quando foi lançado no Japão, em 1966, o livro foi criticado por bispos e teólogos por "incentivar a apostasia" (http://www.cathoshin.com/news/movie-silence/11335).

Segundo um bom site católico americano, "é mais sobre cristãos evitando o martírio, do que sobre mártires cristãos".

Aproveitando, pra quem interessar, são muito mais bonitos os contos "Memorando "Ryôsai Ogata"" e "O mártir", de Ryûnosuke Akutagawa, escritor japonês. O conto "Ogin" é interessante, mas é ambíguo também. Podem ler aqui:
http://download.uol.com.br/diversao/rashomon_e_outros_contos_akutagawa.pdf

Além disso, a Biblioteca Nacional de Portugal disponibiliza as cartas que os jesuítas escreveram da Índia, China e Japão (http://purl.pt/15229). Estão em português antigo, mas dá pra entender. E é bonito a coragem e a fé q os missionários mostram nessas cartas.
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0 # João Pedro Strabelli 14-02-2017 17:44
Quando saiu o filme “A última tentação de Cristo” muitos criticaram… erradamente. Afinal, Cristo descia da cruz sem morrer e ia se casar primeiro com Maria Madalena e depois com Maria e Marta e ainda discutia com Paulo que afirmava ser ele o caminho. Sinceramente, a gente não defendeu nem a fé nem a religião, porque o final mostrava o mesmo Cristo na mesma cruz e tudo que se passara na história foi uma tentação que ele recusou. Quem viu o filme achou que a gente não era capaz de fazer uma crítica sensata. Sim, o meio do filme parece fantasia de adolescente que está contra tudo e todos, e essa deveria ser a crítica. Crítica infundada não ajuda, pelo contrário, espanta.
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-3 # João Pedro Strabelli 14-02-2017 17:50
Só continuando, e agora sobre “Silêncio”. Qual de nós nunca teve dúvidas? Qual de nós já não se perguntou seriamente sobre até qual limite eu vou na religião? Qual de nós já não se irritou ou se indispôs com algumas coisas e pessoas dentro da religião (a Exortação e Dubia, lembram?)? Qual de nós já não se sentiu perdido e impotente frente a alguma situação?

Não sei se a gente levou tanta cacetada que já se defende antes, e se defende acusando, mas tudo que falar de religião a gente só aceita se for extremamente a favor. Acontece que extremamente a favor só convence quem já está na religião e, arrisco dizer, de modo superficial. Não atrai ninguém que está de fora. Se o filme mostrar isso que se falou do livro, ele presta mais serviços do que uma longa louvação. Afinal, quem está fora e com dúvidas vai se reconhecer nele e pensar. E quem está dentro não vai sair.
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-1 # Ana Salete 14-02-2017 03:32
Catequistas, queria encomendar um post. Posso? Poderiam falar sobre a ZOEIRA? Sim, as piadinhas, as zoeiras.

Tem uma parte da Suma Teológica que S Tomás fala sobre zombaria, e distingue casos em que ela é errada e em que tipos de pecado se encaixa. Óbvio que acredito ser pecado quando apela para a humilhação e para o bullying (fui vitima por 9 anos e sei como é), mas e nos casos em que se zoa o sotaque de um outro estado (eu faço piada até com o meu próprio rsrs), com cidades vizinhas, com memes, com pessoas caricaturadas na internet, etc? E o que falar de brincadeiras com santos (tipo aquelas de Sao Paulo dizendo "nao posso escrever isso, então escreve aí...)? Qual o ponto em que a zoeira passa a ser pecaminosa? Apenas quando se tem intenção de humilhar/profanar?
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0 # Adriano Ribeiro 16-02-2017 15:14
Oi Ana, Não sei se é a resposta que vc está procurando, mas é um vídeo curto então vale apena ver.

https://youtu.be/9Dq3cwEezjo
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-1 # Adriano Andrade 13-02-2017 22:54
Não se pode olhar pra "Silence" pensando na "Ultima tentação de Cristo", este é um filme ruim de um Scorsese de cerca de 30 anos atrás, baseado em um livro igualmente ruim. Silence é um filme profundo e transformador sobre a fé e seus limites, também sobre os limites dos Sacerdotes Católicos em situações extremas e também sobre o limite dos leigos que ajudaram a manter o Cristianismo durante toda a história. Na minha opinião Scorsese falhou(propositalmente) em mostrar o Silencio de Deus e criou uma película da confirmação da fé e da força do Cristianismo pressionado sobre o Estado e a maldade de homem, creio que o filme merece uma chance de ser visto e analisado com mais cuidado pra todos nós, principalmente o povo Católico.
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+3 # Paul 13-02-2017 20:26
Então vamos falar do livro : O autor "Endo sofria do problema de muitos japoneses sobre a autenticidade de sua fé , beirava às vezes a apostasia . Ninguém entendia os seus livros porque, no seu país, poucos queriam entender o cristianismo -uma religião que sempre foi malvista entre os japoneses.
Batizado aos 12 anos, por insistência de uma mãe agonizante, ficou com as marcas de uma fé que se alimentava de uma dúvida constante. Esta tensão impulsionou a sua obra, que, além de "O Silêncio", compõe-se de "O Samurai", "Admirável Idiota" e "Rio Profundo".
Sua simpatia não estava entre os crentes que têm a certeza da sua fé, mas sim entre os crentes que nunca pararam de questionar."
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+4 # A Catequista 13-02-2017 22:12
Você disse: "Então vamos falar do livro"... Fiquei esperando você falar do livro, mas você só falou sobre o autor.

O interessante é que todo o mundo no meio católico reconhece a grandeza de "A Paixão de Cristo", e ninguém usa as muitas mancadas do Mel Gibson para tentar desqualificar o filme (vício em álcool, divórcio, recasamento, fazer filho em namorada, meter a porrada na mulher etc.). Afinal, seria mesmo algo nada a ver.

Parece que você não se deu conta de que NÃO SE TRATA DE UM LIVRO DE TEOLOGIA, mas de um romance, uma ficção baseada em fatos reais. Não creio que um cara precise ser o Bento XVI ou o Santo Tomás de Aquino para escrever um bom e edificante romance católico, nesse sentido.
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+3 # Rodrigo 13-02-2017 20:02
O Liam Neeson não é o ator que emprestou a voz para a campanha do aborto na Irlanda? Se for eu não vou ver. Proponho um boicote à tudo o que ele fizer.
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0 # Sidnei 14-02-2017 10:11
Não entendi, o Liam Neeson, de fato emprestou sua voz para a campanha do aborto na Irlanda ou não?. Se for verdade, que decepção, tanto que gostava dele como ator e como católico, agora, descubro que ele apoiou uma campanha objeta, justamente ido contra os princípios da fé que ele diz comungar?. Espero que tenha entendido errado.
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0 # A Catequista 14-02-2017 13:41
Sim, Liam Neeson fez campanha pró-aborto. Ele se prestou ao papel de ser o locutor desse vídeo:

http://www.actuall.com/vida/amnistia-internacional-y-liam-neeson-piden-el-aborto-para-irlanda/
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-1 # Fernanda Viana 13-02-2017 23:14
Acho não, Liam Neeson é católico devoto até onde sei, e diz ele que recusou o papel de James Bond em respeito à esposa, por causa das cenas com a Hale Berry. O ator do "A Paixão de Cristo" é outro, Mel Gibson.
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-1 # A Catequista 13-02-2017 22:46
Sim, ele mesmo. Sendo assim, por coerência com essa sua decisão, nunca mais veja "A Paixão de Cristo", de Mel Gibson, porque, pelo visto, a Mônica Belucci (Madalena) também acha que aborto é direito das mulheres:

http://www.repubblica.it/2008/03/sezioni/spettacoli_e_cultura/monica-bellucci/shootemup/shootemup.html
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0 # Rodrigo Leite 13-02-2017 19:40
Os catequistas já perderam as digitais de tanto escreverem: "ão estamos falando do filme. ESTAMOS FALANDO DO LIVRO! E este nós lemos mais de uma vez e sabemos bem do que estamos falando."
E o povo continua a falar sobre o filme. Eita povo católico!
Senhor tende misericórdia de nosso entendimento!
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-2 # jb 13-02-2017 20:15
Nao li e nao gostei.
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+1 # JB 13-02-2017 18:52
Não vi e não gostei.
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+3 # Paul 13-02-2017 18:37
O bispo faz uma crítica contundente sobre o filme, o padre Paulo e sua equipe .Vocês relativizam a crítica . O fim do filme é trágico , poderia relatar os mártires de Nagasaki , mas não , ficaram com os covardes , que negaram sua fé . Verdadeiro Lixo
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+4 # Paul 13-02-2017 17:52
Revise o discurso de Ferreira a Rodrigues sobre o suposto cristianismo simplista do laicato japonês se duvida de mim neste ponto. Pergunto-me se Shusaku Endo (e possivelmente Scorsese) estava nos convidando a afastar o olhar dos sacerdotes e redirecioná-lo a esse maravilhoso grupo de piedosos, dedicados e pacifistas leigos que mantiveram viva a fé cristã sob as condições mais inóspitas imagináveis e que, no momento decisivo, presenciaram Cristo com suas vidas. Enquanto os especialmente treinados Ferreira e Rodrigues se converteram em leigos pagos de um governo tirânico, simples pessoas que seguiam sendo um espinho no lado da tirania.
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0 # O Catequista 13-02-2017 17:59
Paul, sei que hoje procuramos teorias da conspiração em tudo. Mas, desta vez, estamos falando de um acontecimento histórico. Aconteceu assim historicamente. Simples assim.
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+5 # Paul 13-02-2017 17:49
Comentário de um Bispo da Igreja Católica que viu o filme , eu concordo plenamente : "Minha preocupação é que toda a tensão na complexidade, multivalência e ambiguidade está a serviço da elite cultural de hoje, que não é tão diferente da elite cultural japonesa representada no filme.

O que quero dizer é que o establishment secular sempre prefere os cristãos vacilantes, inseguros, divididos e ansiosos por privatizar sua religião. E está muito disposto a desprezar as pessoas apaixonadamente religiosas, taxando-as de perigosas, violentas e, sejamos realistas, não tão brilhantes.
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-2 # Edmilson Santana - 13-02-2017 17:22
Quero, antes de tudo, dizer que estou muito satisfeito com este site. Tenho consciência de que estamos vivendo uma época muito difícil para os que têm fé e vejo que O Catequista oferece um verdadeiro serviço ao povo de Deus. Rogo para que o Cristo dê a vocês prosperidade e que continuem com vigor. Eu já li o livro e pelo que estou percebendo, vai ser um filme maravilhosamente provocador. Já estou divulgando em minha paróquia pois infelizmente estas coisas fica, sempre em segundo, terceiro lugar. A história daqueles homens nos inspire a buscar a Verdade do Evangelho com ardor e não nos deixe fazer do mesmo, um poeminha de consolação. Agradeço também aos responsáveis pela explicação constante no post; são riquíssimas. Obrigado mesmo,
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+3 # Thiago 13-02-2017 14:55
Vocês estão com um apego danado pra defender esse filme, acham as outras análises de rasas, mas vocês mesmo também não viram.
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+2 # O Catequista 13-02-2017 15:16
Oi Thiago!

Será que você entendeu esse post? Não estamos falando do filme. ESTAMOS FALANDO DO LIVRO! E este nós lemos mais de uma vez e sabemos bem do que estamos falando.

Sobre o filme, torcemos por ele. Reitero o que dissemos no post: tomara que seja fiel ao livro.
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+3 # Sidney Gozzani 13-02-2017 14:41
Cristóvão Ferreira foi o Superior Jesuita que apostou. Muitíssimos outros jesuítas foram ao Japão se sacrificar por ele. No final da vida ele se arrependeu. Muitos mártires houveram por esse homem. A verdade é muito mais honrosa do que um romance ordinário.
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-1 # O Catequista 13-02-2017 15:28
A verdade é realmente honrosa, mas por que o romance é ordinário? Onde ele erra?
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0 # Rodrigo Leite 13-02-2017 15:27
Ele não "apostou" em Cristo, ele arregou!rsrs
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-2 # O Catequista 13-02-2017 16:14
No livro, existem centenas de camponeses que "apostam" em Cristo. O Pe. Ferreira APOSTATOU... é outra coisa. De qualquer forma, não vejo como o romance possa ser ordinário. Se você leu, deve ter visto passagens sensacionais...
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-1 # A Catequista 13-02-2017 15:23
Mas o romance fala e mostra a coragem de centenas de mártires. Você não leu o livro, certo?
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0 # Sidney Gozzani 21-02-2017 11:14
Não li o romance, mas li o livro do Jesuíta Hubert Cieslik com a verdadeira história de Chistovão Ferreira, o qual logo no início cita esse romance "Chimmoku" (Silence) de Endo Shuzaki, assim como "Seido no Kirisuto" (The Bronze Christ) de Nagayo Hyoshiro, que são frutos da livre imaginação dos autores de romance.
Cieslik se deu ao trabalho de escrever a verdade exatamente para nos mostrar o quão mais digna ela é para a Igreja Católica, e não o silêncio que os ateus sugerem como resposta de um deus que não existe.
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+4 # Heloisa Araujo 13-02-2017 13:11
Excelente comentário ao texto no site do Padre Paulo Ricardo!
https://padrepauloricardo.org/blog/silencio-uma-tragica-negacao-da-graca-de-deus

Da qual eu destaco essa parte que resumiu, para mim, a intenção do filme: "Em outras palavras, Deus não pode silenciar-se face ao martírio, como afirma o "Silêncio" de Scorcese. Sua justiça não permitirá a uma pessoa ser tentada além dos limites de sua capacidade. Ele está intimamente unido àqueles que enfrentam o martírio. Ele lhes dá a graça — que é uma participação em sua própria vida divina. Enfrentar o martírio sem a graça é impossível. Ainda que Deus permita desafios, Ele nunca está em silêncio."
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+1 # A Catequista 13-02-2017 13:34
As pessoas estão imaginando que Padre Paulo Ricardo viu o filme pessoalmente, e depois escreveu esse artigo. Mas não é isso. O Padre ainda não viu o filme, muito menos a equipe dele. Apenas pegaram o texto de um site estrangeiro e traduziram para o português.

É uma interpretação muito rasa afirmar que fato de um dos personagens do filme afirmar que Deus está em Silêncio significa que o filme defende essa tese.
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-1 # O Catequista 13-02-2017 13:30
Heloísa, vale a pena frisar que nosso post é baseado no LIVRO!

No entanto, esse artigo do site do Pe. Paulo Ricardo não foi escrito por ele, foi uma tradução de um site americano.

Eu, sinceramente acho que o filme precisa deturpar muito a história pra realmente merecer aquela crítica. Prefiro esperar pra ver.
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-1 # Thácio 13-02-2017 12:48
Já assisti o filme, mas não li o livro, mas pela matéria aqui, segue sim a mesma premissa. Li também a crítica do site Return to Order e achei equivocada. O filme não tem um final feliz, mas o desenvolvimento é maravilhoso. A sede por Cristo do povo que se converte é mostrada de maneira emocionante. É claro que quando vemos o filme, gostaríamos que o final ou as coisas mostradas ali tivessem sido diferentes, mas é justamente por não trazer a fé de uma maneira simplista que o filme tem tanta força. Eu, particularmente, me sentia muito na pele dos protagonistas, que se questionavam e sentiam pesar por serem inseguros em sua fé. E o final traz uma reflexão profunda, diferente do que estão criticando, o filme aumentou muito a minha fé e vontade de Amar a Cristo. E vale observar o personagem Kichijiro, que chega a irritar ao longo do filme, mas que no fim, é o que mais se parece com o nosso fraco coração.
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-3 # O Catequista 13-02-2017 15:20
Perfeito, Thácio. Foi exatamente a mesma coisa que achei do livro.
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+2 # Pe.Orlando Henriques 13-02-2017 12:19
Em Portugal o filme já saiu nos cinemas, mas ainda não tive oportunidade de o ir ver. Aqui, longe da cidade, e com tanto que fazer, é difícil arranjar tempo para ir ao cinema... A minhas idas à cidade têm sido para tratar só do necessário e pouco mais. Ainda assim, queria ver se conseguia ir ver este filme.

De qualquer forma, já pude ler alguns comentários católicos que não vêem este filme com bons olhos, como é o caso do Padre Gonçalo Portocarrero de Almada: http://observador.pt/opiniao/um-silencio-ensurdecedor/
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-1 # ANA CASSIA 15-02-2017 17:20
Gostei muito do artigo indicado pelo padre. Não li o livro e não vi o filme, mas pelo que me parece as dúvidas e contradições de fé expostas pela narrativa são coisas bem comuns a grande parte dos fiéis, mesmo que em condições bem menos extremas. Isso faz eu pensar q deve ser uma obra bem pesada, mas bem interessante principalmente por se diferenciar as narrativas bem sucedidas que estamos acostumados.
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+6 # Rodrigo Leite 13-02-2017 11:37
A ideia de que esse filme é mais um ataque as concepções moral e filosófica da Igreja vem de quem já assistiu e emitiu opinião negativa lá na terra do tio Sam. Como por exemplo, o site católico "Return to Order", cujo artigo foi traduzido pela equipe Christo Nihil Praeponere.
Eles apontam detalhes que entregam ardilosos argumentos subliminares para minar a fé dos menos preparados:
"A primeira falsa premissa é a concepção moderna de que a vida é o valor supremo."
"Uma segunda premissa é a de que atos externos não têm significado algum. Eles significam o que quer que uma pessoa determine que eles sejam."
"A última falsa premissa vem de uma compreensão naturalista do mundo, em que as pessoas não compreendem o modo como Deus trabalha nas almas."

Artigo completo: http://padrepauloricardo.us1.list-manage.com/track/click?u=c25d5645c5ebe4f6b7148f667&id=545bc7b731&e=172151fe30
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+1 # Joao Marcos 14-02-2017 20:07
Eu encontrei um jeito fácil de resolver a "polêmica" do filme:

Vai ameaçar minha fé?

SIM: então não posso assistir. Nada justifica colocar a fé em risco voluntariamente. E cinema não é motivo grave que justifique tal risco. Lembra do 1° Mandamento?

NÃO: assistir sem problemas.

Esse teste vale para qualquer situação: namoro, amizades "coloridas", praia, bebida, livros, cursos, filmes....até para ESTUDOS. Tem muita gente que não pode estudar História da Igreja pra valer, pq o risco de perder a fé é grande.

Então, é tudo questão de maturidade. Existe infância espiritual, como diz S. Paulo. Não colocamos uma criança para assistir filmes violentos, por exemplo. Não podemos concordar que uma "criança na fé" assista um filme que pode fazê-la fraquejar.
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0 # O Catequista 13-02-2017 15:19
Não podemos falar do filme, porque não vimos. Mas, sobre o livro... não devemos ver a obra como um tratado de teologia. É uma história de ficção, baseada em fatos reais.

Toda a questão mostrada sobre as apostasias aconteceu de verdade. Agora, a grande mensagem do livro está dentro do seu desenvolvimento e não no final.

Vale a pena torcer pelo filme e se livrar dos preconceitos mais radicais pra ver se realmente vale a pena. A história é sensacional.
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-3 # Sidnei 13-02-2017 10:25
Interessante, que um file deste não foi levado ao Oscar, mas uma filme que baixa a lenha da Igreja Católica como foi a do ano passado (Spotlight – Segredos Revelados), aí eles colocam nas alturas e dão todos os prêmios que puderem, tudo porque em grande parte este filme só serviu para atacar a Igreja Católica.
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-2 # O Catequista 13-02-2017 15:17
Pois é, Sidnei! "Silêncio" foi indicado apenas para melhor fotografia. Não me parece coincidência que, logo depois do anúncio dos indicados, a estreia no Brasil tenha sido adiada pra março.
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