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A Catequista

A Catequista

Está em curso uma “guerra global” contra o matrimônio e a família. E as armas mais avassaladoras usadas nessa guerra são o divórcio e a ideologia de gênero (teoria segundo a qual cada um pode escolher ser homem, mulher, os dois ou nenhuma dessas coisas). Esse foi o alerta do Papa Francisco, durante sua recente visita à Georgia.

Ao sabe disso, muita gente deve ter ficado tonta como uma barata após ser borrifada com inseticida. “Ué... Mas o Papa não havia dito que ‘Quem sou eu para julgar os gays’, e que os casais de segunda união deveriam ser acolhidos?”. Sim, ele disse, e isso continua de pé! Quem sabe dessa vez o povo finalmente entende: não julgar os pecadores não é sinônimo de abandonar o ensinamento moral da Igreja sobre o que é certo e errado.

A mensagem do Papa Francisco é evidente, e espero que alcance um grande número de corações: é preciso firmeza para não relativizar a moral da Igreja, e a mesmo tempo usar de misericórdia para com todas as pessoas feridas pelas mais diversas e complexas situações de pecado. Não adianta somente atirar o Catecismo na cara das pessoas; é preciso amar e acompanhar cada um!

No voo de volta a Roma, saindo o Azerbaijão, um jornalista perguntou sobre essa questão. Confiram a iluminadora resposta do Papa.

O senhor falou do gênero que destrói o matrimônio. Como pastor, o que diria para uma pessoa que sofre há anos com a sua sexualidade e que sente que a sua identidade sexual não corresponde com a biológica?

“Eu acompanhei, na minha vida de sacerdote, de bispo e também de papa, pessoas com tendência e também com prática homossexuais. Acompanhei-as e as aproximei ao Senhor. (...) Quando uma pessoa que tem essa condição chega diante de Jesus, Jesus não dirá, certamente: 'Vai embora, você é homossexual!', não!

"O que eu falei foi sobre a maldade que hoje se faz com a doutrinação da ideologia de gênero. Um pai francês me contava que, à mesa, ele estava falando com os filhos (...) e perguntou ao menino de dez anos:'O que você quer ser quando crescer?'. 'Uma menina!'. E o pai se deu conta de que, nos livros da escola, ensinava-se a ideologia de gênero. E isso é contra as coisas naturais. Uma coisa é que uma pessoa tenha essa tendência ou essa opção, ou mesmo aqueles que mudam de sexo. Outra coisa é fazer o ensino nas escolas nessa linha, para mudar a mentalidade. (...)

"As tendências ou os desequilíbrios hormonais causam muitos problemas, e devemos estar atentos para não dizer que tudo é a mesma coisa: cada caso, acolhê-lo, acompanhá-lo, estudá-lo, discernir e integrá-lo. Isso é o que Jesus faria hoje." 

(Fonte: Site do Vaticano. Voo de retorno do Azerbaijão. 02/10/2016)

Note que o Papa usou os termos “tendência” e “opção”. Isso porque há realidades diversas. Os homossexuais escolhem sentir atração por pessoas do mesmo sexo? Muitos não escolhem, e simplesmente descobrem, ainda crianças ou no início da adolescência, que possuem essa orientação.

Mas há outra realidade, que os ativistas gays negam cinicamente: muitos são induzidos a praticar atos homossexuais por motivos totalmente alheios ao desejo homossexual profundamente arraigado. Os principais motivos são:

  • necessidade de tirar onda de moderninhos e serem melhor aceitos em determinado grupo (confiram aqui o depoimento da ex-feminista Sara Winter);
  • desejo de reproduzir um comportamento exaltado pela grande mídia, pelos professores e pelas celebridades (nesse caso, as crianças, naturalmente curiosas e influenciáveis, são as principais afetadas; não é à toa que a propaganda de cigarro foi proibida na TV).

Por isso, faz parte da agenda cultural e política gay expor as crianças, desde a mais tenra idade, a conteúdos que normalizem e exaltem o comportamento homossexual. Isso aumenta exponencialmente a probabilidade de que elas venham a se envolver nesse tipo de relacionamento – ainda que por mera curiosidade, e não necessariamente por um impulso originado de uma orientação homossexual.

Veja o exemplo grotesco da imagem abaixo, que ilustra uma revista sobre transexualidade, financiada pelo governo do País Basco (Fonte: Info Vaticana). A menina Ane diz para Laia: "Fiquei surpresa ao te ver no chuveiro com um pênis, e pensei que você era um menino. Mas logo percebi que me enganei". Laia reponde: "Sim, sou uma menina. Uma menina com pênis". transexual_banheiro Meninas compartilham banheiros com “meninas com pinto", e ainda ficam manjando os órgãos sexuais dos outros. Não é meigo? Super normal, né, zênti?

Por trás de tudo isso, está a meta de tornar quase impossível que as crianças e jovens a viver de acordo com a com a moral sexual cristã. Afinal, as meninas e mulheres perderão completamente o direito a se resguardarem de olhares masculinos, pois serão obrigadas a se exporem diante de "meninas com pinto" em locais que antes eram separados por sexo.

Uma associação de pediatras dos Estados Unidos afirmou em seu site que "a ideologia de gênero é nociva às crianças". A American College of Pediatricians lamentou o fato de que crianças com distúrbio de identidade (meninas que se sentem meninos, ou vice-versa) não estejam recebendo o tratamento adequado. Em vez disso, estão sendo expostas a intervenções químicas e cirúrgicas que tentam transformá-las em algo que nunca conseguirão ser: uma pessoa do sexo oposto.

Resultado: as taxas de suicídio são vinte vezes maiores entre adultos que usam hormônios do sexo oposto e se submetem à cirurgia de mudança de sexo. Essa é a consequência de se fazer experimento social em seres humanos, tendo como motivação uma ideologia desconectada com a realidade e desprovida de qualquer base científica.

Ainda assim, cresce o número de pais que estão criando os filhos de acordo com essa ideologia. O vídeo abaixo mostra um menino de apenas dois anos, cujos pais se recusam a criá-lo como menino ou menina: dizem que ele tem "gênero neutro". E a biologia, fica onde?

Hoje querem ensinar às crianças que relações homossexuais são normais, que trocar de sexo é normal. Depois vão querer normalizar o "poliamor" e o incesto. Pais e educadores cristãos, não recuem! Coragem!

*****

Você é padre ou leigo e gostaria de ajudar no acolhimento pastoral e evangelização dos irmãos que sentem atração por pessoas do mesmo sexo? Ou você sente atração por pessoas do mesmo sexo? Para qualquer desses casos, entre em contato com nossos amigos do Apostolado Courage (clique aqui).

Hoje, na Coreia do Sul, país de maioria budista, há quase 2 milhões de católicos. O mais interessante é que o catolicismo foi semeado na Coreia não por missionários religiosos, mas sim por leigos. Nós, leigos do Brasil, temos muito a aprender com esse testemunho!

Em meados do século XVIII, um grupo de estudiosos coreanos ficaram profundamente tocados pela leitura do livro título “O verdadeiro sentido de Deus”, do padre jesuíta Matteo Ricci. Eles tinham sede de conhecer melhor a doutrina de Cristo, mas naquele país não havia quem lhes pregasse a Boa Nova.

Malandramente, o jovem Yi Sung-Hun (vou chama-lo de Psy, porque esse nome aí tá muito complicado) foi à China em 1783 buscar catequese junto ao bispo de Pequim. Após algum tempo, Psy voltou à Coreia batizado, e cheio da graça do Espírito Santo. Oppa, Jesus style!

psy

Junto a seus amigos leigos, Psy fundou a primeira comunidade cristã. Pregaram o nome de Jesus aos parentes, aos amigos e de aldeia em aldeia. Em dez anos, já havia dez mil cristãos na Coreia!

Alguns desses cristãos coreanos abraçaram o sacerdócio, mas o número de padres era insuficiente diante do rebanho cada vez mais numeroso. A comunidade pediu ao Bispo de Pequim, por diversas vezes, que enviasse sacerdotes, porém isso só ocorreu 30 anos depois.

Nesse tempo, milhares de cristãos coreanos haviam sido martirizados pelo governo budista coreano - inclusive Yi "Psy", que foi decapitado em 1801. Já seu amigo Yi Byeok, outro grande pregador cristão, foi morto pelo próprio pai. Entre os que tiveram seu sangue derramado pela fé estava também o Padre André Kim Taegon, canonizado pela Igreja junto com seus 103 companheiros mártires.

Que lição nós podemos tirar dessa história? O Papa Francisco disse claramente, em homilia na Casa Santa Marta (17/04/2013): não é preciso fazer parte de uma elite clerical para sermos capazes de pregar a Boa Nova. Não mesmo! O BATISMO É SUFICIENTE PARA EVANGELIZAR.

papa_leigo

Muitos de nós latino-americanos ainda não compreendemos o centro da proposta do Concílio Vaticano II: o “chamado universal à santidade”, com grande incentivo ao apostolado dos leigos. Não devemos somente ficam esperando a ordem de algum padre para levarmos o Evangelho ao mundo. Isso se chama CLERICALISMO.

Em carta ao Cardeal Marc Ouellet, Presidente da Pontifícia Comissão para a América Latina, o Papa Francisco denunciou o clericalismo como “uma das maiores deformações que a América Latina precisa enfrentar”. Destacamos a seguir alguns trechos dessa carta.

PROTAGONISMO DOS LEIGOS

“Faz-nos bem recordar que a Igreja não é uma elite de sacerdotes, consagrados, bispos mas que todos formamos o Santo Povo fiel de Deus."

"Os leigos são parte do Santo Povo fiel de Deus e portanto os protagonistas da Igreja e do mundo; somos chamados a servi-los, não a servir-nos deles."

CLERICALISMO

"Esta atitude [o clericalismo] não só anula a personalidade dos cristãos, mas tende também a diminuir e a subestimar a graça batismal que o Espírito Santo pôs no coração do nosso povo. O clericalismo leva a uma homologação do laicado; tratando-o como 'mandatário' limita as diversas iniciativas e esforços e, ousaria dizer, as audácias necessárias para poder anunciar a Boa Nova do Evangelho..."

HIERARQUIA

"Não é o pastor que deve dizer ao leigo o que fazer e dizer, ele sabe tanto e melhor que nós. Não é o pastor que deve estabelecer o que os fiéis devem dizer nos diversos âmbitos." [Lendo a carta inteira fica claro que, aqui, o Papa Francisco não se refere ao âmbito paroquial ou às atividades oficiais da diocese, em que os leigos devem sempre se submeter ao que a autoridade clerical estabelece]

"Confiemos no nosso Povo, na sua memória e no seu 'olfato', confiemos que o Espírito Santo aja em e com ele, e que este Espírito não é só 'propriedade' da hierarquia eclesial."

CATEQUISTAS, HÁ UM PADRE AVALIZANDO O BLOG?

A história da Igreja na Coreia e as palavras do Papa Francisco sobre clericalismo nos ajudam a responder uma das perguntas que mais recebemos aqui no blog: “Uma página com tanto alcance conta com a análise e acompanhamento de algum padre ou diácono? Vocês falam em nome da Igreja?”.

padre_catequista

Não, não somos porta-vozes da Igreja Católica. O Catequista é uma iniciativa 100% leiga. Não há nenhum religioso em nossa equipe. Somos apenas catequistas fazendo uma bem-humorada “catequese de boteco” e buscando cumprir o que pede o Concílio Vaticano II:

“Segundo o grau de ciência, competência e autoridade que possuam, têm o direito, e por vezes mesmo o dever, de expor o seu parecer sobre os assuntos que dizem respeito ao bem da Igreja.” (Lumen Gentium, 37)

Em espírito de amor e obediência, nossos posts de catequese se fundamentam sempre na palavra segura das autoridades da Igreja: os documentos oficiais do Vaticano, a Patrística, o ensinamento dos santos, dos bispos e dos grandes teólogos.

Lá em casa, muitas vezes bebemos água em copo de vidro de requeijão. Mas quando chega alguma visita, tiramos do armário os melhores e mais bonitos copos. Se agimos assim para demonstrar apreço aos amigos, porque faríamos diferente em relação a Jesus?

Dói as vistas quando, em uma missa, vemos que não há zelo com a beleza e riqueza dos objetos litúrgicos. A gente olha o altar onde o sacrifício de Cristo se faz presente e vê um cálice de vidro ou argila, uma patena mondronga, uma toalha lazarenta.

Na foto abaixo, note que, além do cálice de vidro comprado numa promoção das lojas Americanas, o padre usou garrafa pet para colocar o vinho (e foi tão desleixado que nem ao menos se preocupou em tirar o rótulo da garrafa). É um insulto, um sacrilégio!

pet

Todos sabemos a força educativa que os símbolos têm. Os vasos e panos sagrados não estão fora dessa realidade. O cálice de vidro, por exemplo, é muito comum, muita gente tem um em casa. Mas o cálice que porta o Sangue de Cristo não pode ser vulgar. Precisa ser especial, precisa ser nobre, por causa da força visual, do poder do simbolismo.

Essa é a ordem da Igreja a respeito dos vasos sagrados:

“Os vasos sagrados, que estão destinados a receber o Corpo e a Sangue do Senhor, devem-se ser fabricados, estritamente, conforme as normas da tradição e dos livros litúrgicos. (…) Sem dúvida, requer-se estritamente que este material, de acordo com a comum valorização de cada região, seja verdadeiramente nobre, de maneira que, com seu uso, tribute-se honra ao Senhor e se evite absolutamente o perigo de enfraquecer, aos olhos dos fiéis, a doutrina da presença real de Cristo nas espécies eucarísticas.”

Portanto, reprove-se qualquer uso, para a celebração da Missa, de vasos comuns ou de escasso valor, no que se refere à qualidade, ou carentes de todo valor artístico, ou simples recipientes, ou outros vasos de cristal, argila, porcelana e outros materiais que se quebram facilmente. Isto vale também para os metais e outros materiais, que se corroem (oxidam) facilmente.”

- Redemptoris Sacramentum

Podemos resumir essa diretriz em quatro palavras: ABAIXO O PAUPERISMO LITÚRGICO!

Pauperismo litúrgico é quando se confunde a simplicidade evangélica com pobreza estética e material dos objetos litúrgicos.

ambula_vidro

Se uma comunidade é muito pobre, certamente Jesus não se ofenderá se os vasos sagrados forem improvisados ou de material de pouco valor. Ele fica honrado em ver nos ritos sagrados os objetos simples, conforme o que a comunidade REALMENTE pôde dar de melhor. Deus olha o coração.

A foto abaixo mostra o Padre Mario Benedetti celebrando uma missa em um campo de refugiados no Sudão. Apesar da simplicidade dos objetos litúrgicos, é possível perceber o grande zelo com a ordem e a dignidade do altar. Que lindo!

sudao

Também em situações de guerra, muitas vezes é preciso improvisar o altar. Assim, é comum que os sacerdotes usem o capô de um jipe como altar, caixas sobrepostas ou outros objetos. Está ok! Afinal, a zona de guerra é geralmente cheia de grandes privações.

guerra

Mas o que vemos em certas comunidades é algo bem diferente desses casos justos: nota-se uma O USO PROPOSITAL DE VASOS SAGRADOS DE MATERIAL VAGABUNDO, uma opção planejada pela pobreza estética, para tirar onda de “simples”. É a pobreza soberba, pobreza style, pobreza de ostentação!

“Ain, mas Jesus nasceu numa manjedoura”. Sim, mas se a Virgem batesse à sua porta, prestes a dar à luz, você não daria a ela o melhor quarto de sua casa? Ou acaso lhe diria: “Tá vendo aquele curral ali? Tem cheiro de cocô de vaca, tem uns carrapatos, mas dá pra senhora se abrigar. Pode ir pra lá, boa noite!”. Jura que você faria isso mesmo?

Quando os Reis Magos vieram visitar o Menino-Deus, só trouxeram mercadoria de primeira, coisa fina! E Jesus também aprovou a atitude de Maria, irmã de Lázaro, quando ela ungiu Seus pés com um bálsamo perfumado que custava ozôio da cara (Jo 12).

Vocês querem mesmo demostrar simplicidade – não aquela aparente, afetada, mas a simplicidade real? Comecem por ser obedientes ao que a Igreja manda. E guardem no coração essas palavras de São Francisco de Assis:

“Consideremos todos nós clérigos o grande pecado e ignorância que alguns manifestam com relação ao santíssimo corpo e sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo e seu santíssimo nome (…). Logo, todos aqueles que administram tão sacrossantos mistérios (…) considerem no seu íntimo como são vulgares os cálices, corporais e panos de linho sobre os quais é oferecido em sacrifício o corpo e sangue de Nosso Senhor.”

– Carta a todos os clérigos

“Peço-vos ainda com mais insistência do que se pedisse por mim mesmo, supliqueis humildemente aos clérigos (…) que prestem a mais profunda reverência ao santíssimo corpo e sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo bem como a seus santos nomes e palavras escritos, que tornam presente o seu sagrado corpo. Os cálices e corporais que usam, os ornamentos do altar, enfim tudo quanto se relaciona ao sacrifício, sejam de execução preciosa.”

- Carta I – A todos os custódios

Um leitor nos escreveu perguntando sobre as tais “missas sertanejas”. Segundo ele, o padre de sua paróquia afirma que a encíclica Sacrossantum Concilium permite fazer adaptações na liturgia, absorvendo elementos da cultura de cada povo. Sim, é verdade – e isso faz parte do processo de inculturação. Só que missa sertaneja não é inculturação, é abuso litúrgico!

A missa sertaneja virou modinha em várias regiões do Brasil, havendo também as variantes “missa caipira” e "missa do vaqueiro". O sacerdote assume o papel de cowboy ou animador de festa caipira, em vez de fazer a única coisa que é seu dever na missa: ser o rosto visível de Jesus Cristo, Deus invisível.

No período das festas juninas, os abusos se multiplicam. Essas festas são parte importante da vida da Igreja no Brasil, e sempre tiveram o seu lugar: a praça, o pátio da igreja, o salão paroquial. Mas agora estão fazendo festa junina dentro da missa, com fantasias típicas, dança de quadrilha e tudo!

Acreditem: a foto abaixo foi tirada durante uma missa! Pra que isso, gente!!?? Andaram fumando cigarro de palha estragada?

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No site de determinada paróquia, vemos a descrição do objetivo da missa sertaneja: “valorizar o homem do campo, que trabalha para produzir os alimentos que chegam às nossas mesas” e “exaltar a cultura sertaneja”. Note que, em vez de elevar as mentes para as coisas espirituais e divinas, a missa sertaneja exalta as coisas terrenas.

Para quem acha que esse assunto não é importante, que é coisa de fariseu, veja o que diz Bento XVI:

"Estou convencido de que a crise na Igreja, pela qual passamos hoje, é causada em grande parte pela decadência da liturgia (...). Quando, porém, na liturgia não aparece mais a comunhão da fé, a unidade mundial da Igreja, o mistério de Cristo vivo, onde, então, ainda aparece Igreja, em sua essência espiritual? Aí a comunidade ainda celebra somente a si mesma, mas isso não vale a pena.” 

- Livro "Lembranças da Minha Vida"

Tome um Engov antes de ler, a seguir, a descrição dos objetos levados ao altar no momento do Ofertório de uma missa sertaneja, publicada no site de certa paróquia:

"Um grupo de jovens trouxeram até o Altar algumas práticas e atitudes que não combinam com a preservação da natureza e da vida. O motosserra, a máquina de veneno e a espingarda simbolizaram os instrumentos e as práticas que necessitam ser combatidas e substituídas por politicas agrícolas que fortaleça a produção orgânica e de base ecológica. A sanfona, o violão, a viola e o carron embalaram os cantos em estilo e ritmo sertanejo."

As invencionices da missa sertaneja não favorecem uma liturgia voltada para Deus, mas sim para o homem. A comunidade celebra a si mesma, exaltando a vida no campo e ou “jeito caipira de ser”. Não foi para isso que Jesus tomou bofetada na cara e derramou Seu Sangue na cruz!

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São João Paulo II ensinou que “A Missa torna presente o sacrifício da cruz” (saiba mais aqui). E, em um discurso aos bispos do Brasil, em 1995, falando sobre a liturgia e a inculturação, o santo advertiu que “deve-se descartar ou não assumir aquelas formas e aqueles modos rituais que não correspondam à natureza do mistério que se celebra, mormente quando relacionados à Encarnação, Paixão e Morte de Jesus Cristo, para não citar outros Mistérios da Redenção”.

Ponham a mão na consciência: será que a Missa é mesmo um momento adequado para discutir práticas agrícolas? O que a pamonha da Vó Rosinha e a sanfona do Seu Sebastião ajudam o povo a refletir sobre os mistérios da Redenção?

E uma moça fantasiada de caipira coar cafézinho no presbitério, no momento que antecede a procissão de entrada do sacerdote? Isso leva o povo a rezar melhor? Não vou postar vídeo aqui, por consideração às gestantes e pessoas com problemas cardíacos.

O QUE ENSINA A SACROSSANCTUM CONCILIUM

A Sacrosanctum Concilium diz que nenhum padre tem direito de inventar, de acrescentar NADA na liturgia da Missa. A única autoridade competente para isso é a Santa Sé, por meio da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.

O bispo de cada diocese também pode atuar como regulador, mas de forma limitada, ou seja, DENTRO DOS LIMITES ESTABELECIDOS PELA IGREJA.

As alterações mais profundas no rito – e isso inclui, por exemplo, inserção ou subtração de paramentos do sacerdote – devem ser sujeitas à Santa Sé. Como chapéu de boiadeiro não é nem nunca foi paramento sacerdotal, nem foi aprovado por Roma, é óbvio que se trata de um abuso.

CADÊ O BOM SENSO? MORREU?

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Cadê o bom senso? Os particularismos culturais de cada região precisam passar por um filtro, pois muitas vezes distraem o povo das coisas espirituais, não cabendo em um rito sagrado.

Partindo do mesmo espírito que sustenta a existência das missas sertanejas, um padre ou bispo de uma diocese litorânea pode resolver fazer uma “missa surfista” - com direito a altar em forma de prancha de surfe, padre usando pé de pato, cocos verdes e barracas de sol enfeitando o presbitério etc.

“Como estão distantes de tudo isto quantos, em nome da inculturação, decaem no sincretismo introduzindo ritos tomados de outras religiões ou particularismos culturais na celebração da Santa Missa!” 

- Discurso do Papa Bento XVI aos Prelados da CNBB, em visita Ad Limina Apostolorum. 15/04/2010

Tudo o que foi dito aqui vale para as chamadas “missas afro”, “missas gaúchas”, “missa das crianças” e quaisquer outras liturgias piratas.

Fica a dica do Pe. Orlando Henriques, da Diocese de Coimbra: “Na Missa (e na liturgia em geral) não basta cumprir as rubricas (isso é ritualismo, cumprir só por cumprir não interessa muito), mas há que estar concentrado naquilo que é realmente importante: que Jesus está a tornar-Se realmente presente sobre o altar; e tudo o que nos possa distrair disso não interessa”.

Por milhares de anos, a escravidão foi parte essencial da Europa pagã. Os povos de Roma e Grécia Antigas entendiam que a existência de escravos era uma necessidade natural da sociedade. Até o dia em que começou a soprar a brisa de uma revolução suave, mas implacável, chamada Fé Cristã.

Eis o milagre: mesmo sem bater de frente com as leis e o poder público – afinal, a atitude de revoltadinho baderneiro bléqui-blóqui nada tem a ver com o espírito do Evangelho –, o cristianismo varreu a escravidão de um continente inteiro. Foi um processo de vitórias graduais e sucessivas, que levou séculos para se consolidar. Só na maciota, só no sapatinho!

O pensamento que sustentava o sistema escravista na Antiguidade Clássica era o de que o escravo era um ser inferior. Confira os escritos de alguns dos mais importantes autores pagãos:

  • Homero diz, na Odisseia (17): "Júpiter subtraiu aos escravos metade da mente";
  • Platão: "Diz-se que no ânimo dos escravos não existe nada de sadio e íntegro, e que um homem prudente não deve se fiar nessa casta de criaturas, coisa que atesta o mais sábio dos nossos poetas" (Diál. 6, Das Leis);
  • Aristóteles, na sua obra Política: "Assim não se pode duvidar que há alguns homens nascidos para a liberdade, enquanto há outros nascidos para a escravidão...".

Em vez de fazer oposição frontal ao sistema escravista – o que geraria guerra e caos –, a Igreja atacou as bases desse mal. Assim, promoveu a corrosão incansável e contínua da cultura de coisificação do escravo.

A Igreja não deflagrou nenhum movimento de desobediência direta às leis escravistas. Simplesmente se aplicou em difundir a doutrina de que em Cristo, todos são irmãos, e que Deus não faz acepção de pessoas. À medida que essa mentalidade ganhava espaço na civilização, a escravidão ia se tornando um vexame inaceitável.

Pontuamos, a seguir, algumas das medidas que fizeram parte da ação educadora da Igreja contra a escravidão, no período que precedeu a Idade Média (isso a Tia Teteca da escolinha e o fessô da facul não vão ensinar pra você!).

  • No Concílio de Age, em 506, ficou definido que a Igreja, quando necessário, deveria defender as pessoas alforriadas, que muitas vezes sofriam a ameaça de voltar à condição de escravos.
  • O Concilio de Epaona, ano 517, determinou que quem matasse seu escravo seria excomungado por dois anos.
  • No Concílio de Orleans, em 549, foi estabelecido que um se um escravo que cometesse alguma falta e se refugiasse em uma igreja, seria devolvido ao seu amo somente se este jurasse não lhe impor castigo físico. Se o juramento fosse quebrado, o amo perjuro seria excomungado.
  • O Concilio de Lyon, ano 566, previa excomunhão a quem capturasse pessoas livres para escravizá-las.
  • No Concílio de Mâcon, em 585, estabeleceu-se que os sacerdotes deveriam resgatar os cativos, usando os bens da Igreja (compra de alforrias).
  • No Concílio de Roma, em 597, o Papa São Gregório garantiu liberdade aos escravos que quisessem ser monges, desde que fosse constatada a autenticidade da vocação.
  • O Concilio de Reims, ocorrido no ano 625, previa pena de suspensão das funções ao bispo que vendesse os vasos sagrados (objetos usados na liturgia), mas fazia a ressalva: "...a não ser que pelo motivo de redimir cativos". Ou seja, a não ser que a venda tivesse o fim de obter dinheiro para pagar alforrias.

Segundo Hilaire Belloc (em seu livro El Estado Servil), no início do século IX a escravidão estava praticamente extinta na Europa cristã. O servo tinha acesso aos meios de produção, e, depois de pagar tributo ao senhor, podia negociar a produção excedente. Além disso, estava ligado à terra, não podendo jamais ser negociado como mercadoria.

Porém, mesmo no início da Idade Média, os mercadores de escravos persistiam com sua atividade perversa, em algumas localidades. E a Igreja não descansou em seu trabalho. No Concílio de Armagh (Irlanda, ano 1171), os bispos determinaram que todos os escravos ingleses deveriam ser libertos. A Igreja local apontou como causa de determinada calamidade pública o tráfico de escravos realizado pelos irlandeses, o qual teria atraído o castigo divino.

Na Europa oriental, porém, a relação servil foi degradada. Cismática, rebelada contra o Papa, a Igreja Ortodoxa perdeu muito de sua capacidade de irradiar os valores do Evangelho para as relações sócio-econômicas. Na Rússia, por exemplo, apesar de serem chamados de “servos”, os camponeses eram, na prática, escravos. Famílias eram separadas pela venda de “servos” a outros senhores, e as torturas e abusos eram rotineiros (sobre isso, veja o livro Catarina, A Grande: Retrato de uma mulher, de Robert K. Massie).

A História da Igreja nos mostra que, para construir uma sociedade mais justa, não precisamos nos agarrar a ideologias – que muitas vezes são recheadas de valores anticristãos. A nós, basta buscar a nossa santificação pessoal, pregar o Evangelho e servir com amor os mais sofridos.

*****

Para estudar mais a fundo esse tema, recomendamos o livro A Igreja Católica em face da escravidão, de Jaime Balmes.

 

Como se já não bastasse as calúnias espalhadas por ateus e haters anticatólicos em geral, alguns tradicionalistas católicos (não todos) estão espalhando textos infames sobre Santa Teresa de Calcutá. Eles contestam a validade de sua canonização, acusando a madre de ser herege e relativista.

O maior problema desses católicos ranhetas é a FALTA DE FÉ NAS PROMESSAS DO CRISTO. Jesus garantiu que as portas do Inferno não prevaleceriam sobre a Sua Igreja – Igreja fundada sobre Pedro, sempre é bom lembrar; mas essa gente infeliz teima em acusar Roma de apostasia (papai Lutero mandou um abraço para esses seus filhinhos).

Roma falou, tá falado! – ensinou Santo Agostinho. Mas os católicos neuróticos se sentem no direito de contestar Roma até mesmo em questões de grande importância, como as canonizações. Se dizem tradicionais, mas fecham os olhos para a Tradição, que ensina que AS CANONIZAÇÕES SÃO INFALÍVEIS. Não vou me estender sobre isso aqui, mas recomendo que confiram o post da fanpage “Eu quase fui rad-trad, mas a lógica me salvou”.

roberto_belarmino

Há vários artigos debilóides de sites católicos tradicionalistas atacando Madre Teresa. Mas vamos nos concentrar naquele que nos pareceu o mais canalha e estúpido de todos: “6 provas de que Madre Teresa de Calcutá não pode ser tida como santa”, de um blog chamado Rainha dos Mártires.

O artigo é de uma malícia porca e infernal. Usa fontes altamente duvidosas e distorce fatos. São seis pontos de acusação. Vamos colocar um a um na chón.

1°) Em 1986, no Encontro de Assis, onde entre outras aberrações, foi introduzida uma estátua de Buda no Altar, a Madre Teresa de Calcutá se referiu aquela dia como: “o mais belo presente de Deus” (Time Magazine, 10 de Nov. 1986).

Revirei o site da Time e não encontrei essa citação. Talvez minha busca não tenha sido bem-sucedida porque o texto é de uma matéria muito antiga, ou... talvez essa matéria simplesmente não exista. Não dá pra saber.

Sem ter acesso ao texto completo da Time, não podemos averiguar o que realmente foi dito pela Santa e – o mais importante – se ela realmente disse isso. Aliás, nem sabemos se Madre Teresa ficou a par da profanação do altar, sobre as relíquias do mártir Vitorino. E também o cardeal Ratzinger disse que o Encontro de Assis de 1986 foi “um esplêndido sinal de esperança” (Revista 30Giorni).

2°) “Eu sempre disse que nós deveríamos ajudar um hindu a se tornar um melhor hindu, um muçulmano a se tornar um melhor muçulmano, um católico a se tornar um melhor católico.” Prólogo do livro "Tudo começa pela oração" cita tal frase sendo da Madre Teresa de Calcutá.

O título correto é “Tudo começa com a prece”. A fonte primária dessa declaração é digna de fé: Navin Chawla, que escreveu uma biografia autorizada da Madre, publicada em 1992 (agradecemos a informação ao amigo Felipe Koller).

akihiroÉ perfeitamente possível compreender essa frase de um ponto de vista fiel à doutrina católica. Digamos que uma mulher hindu estivesse planejando abortar. Mas conversando com Madre Teresa, então, se convence a deixar a criança viver. Ora, essa mulher, assim, não se torna uma melhor hindu? E, sendo uma melhor hindu, não está em condições mais favoráveis de reconhecer e abraçar a Boa Nova do que se fosse uma má hindu?

Temos, nesse sentido, o testemunho do padre japonês Francisco Akihiro (foto ao lado). Ele era budista, e começou a trabalhar como voluntário nas obras de Madre Teresa. Tornou-se um budista melhor e, por fim, se converteu ao catolicismo (Fonte: CNS Service).

3)“Alguns chamam-no de Ishavara, alguns chamam-no de Allah, alguns chamam de Deus, mas nós temos que reconhecer que é Ele quem nos fez para coisas maiores: amar e ser amado. O que importa é que nós amamos. Nós não podemos amar sem oração, e assim não importa a religião que nós somos, nós devemos rezar juntos.” (citado por Marian Horvat, “What About the Orthodoxy of Mother Theresa?”)

Essa frase é realmente recheada pela heresia do indiferentismo religioso. Mas, ao saber que é a autora do artigo que afirma que Madre Teresa disse isso, eu realmente duvido que seja verdade.

Marian Horvat é católica, com certa ligação com a TFP. Mas é estranho vê-la contrariar um ensinamento do Catecismo (ponto 838), ao afirmar que os protestantes não são cristãos (confira aqui). Sou só eu que acho essa fonte pra lá de suspeita?

Já vimos a mídia distorcer mil vezes as declarações do Papa Bento XVI (chegaram até a dizer que ele liberou o uso da camisinha, elogiou Marx e Lutero) e do Papa Francisco. Porque não fariam o mesmo com Madre Teresa? É ÓBVIO que muito do que dizem por aí que ela disse é simplesmente caô.

4) “Uma ordem católica, As Missionárias da Caridade é todavia ecumênica em seu trabalho. (...)

"Chamávamos sacerdotes hindus e pândits quando necessário. Frequentemente, eles não vinham. Por isso, memorizei o “Garuda Purana”, um texto hindu, que fala do pós-morte, com o equivalente hindu de Céu, Inferno e Purgatório. Um senhor que estava no final da vida pediu-me que o recitasse. Recitei."

(Ironicamente, esta frase que será refutada pelos Papas a seguir, foi retirada de um artigo feito para DEFENDER a Madre. Fonte: http://ocatequista.com.br/archives/12200)

Aqui nós de O Catequista tivemos a honra (SQN) de ser citados no artigo. Vamos lá...

A grande maioria das pessoas atendidas na casa de acolhida aos moribundos era... moribunda! E esses moribundos eram quase todos não-católicos. Tente se imaginar no lugar da Madre Teresa. O pobre está morrendo, pede para receber as bênçãos do sacerdote de sua crença... o que você faz?

Talvez os tradicionalistas achassem apropriado dizer: “Converta-se, seu adorador de demônios! Peça o batismo e receba a extrema-unção de um padre! Ah, não quer? Então morra sem assistência religiosa!”. Que tal?

E você, se fosse parar à beira da morte numa cama de hospital na Arábia Saudita, acharia justo que lhe negassem a assistência espiritual de um sacerdote? Faça ao próximo o que você gostaria que fizessem contigo – é um ensinamento básico de Jesus. Tira o coração do freezer, gente!

A desonestidade intelectual do artigo é vergonhosa. Um trecho da história foi omitido malandramente para fechar com a versão do autor. Cortaram do testemunho do nosso falecido leitor Harun esse trecho, que narra a profissão de fé cristã daquele moribundo:

Recitei. Ele perguntou como eu sabia aquilo. E eu disse que Jesus também ensinava sobre Swarga (o Céu). “Quem é Jesus?”, ele perguntou, querendo evidentemente uma resposta filosófica (hindus são muito introspectivos). Eu respondi: “Jesus é o começo e o fim”. Ele suspirou: “Oh! Eu amo Jesus!”, e morreu.

5) A foto da Madre rezando diante da imagem de Buda é auto-explicativa.

buda_teresa

Essa foto também não me agrada nada. Mas eu não sei exatamente o que está acontecendo. A informação é escassa demais para possibilitar uma análise séria. Além disso, os detalhes da foto em destaque de Madre Teresa não nos permitem afirmar que se trata da mesma situação.

Mas vamos partir da hipótese de que Madre Teresa, ali, realmente cometeu o grave pecado da idolatria. Ainda assim, eu não me atrevo a contestar sua santidade (ainda que ela não tivesse sido ainda canonizada). Ela pode ter se arrependido disso depois, pode ter se confessado... enfim.

Moisés pecou contra a fé. Jeremias beirou a blasfêmia. Tiago e João se mostraram vaidosamente interessados em cargos de destaque. São Pedro negou Cristo três vezes. Como já comentamos em um post anterior, Todo santo tem seu dia de Odete Roitman. E onde eles estão agora? Na glória do Céu! Quem seria imbecil a ponto de contestar a santidade desses nomes?

Talvez essa foto tenha registrado um mau momento de Santa Teresa. Se assim foi, tenho certeza que Deus já a perdoou, e que ela está nos Céus, porque ela muito amou. Gente, tô fora, não tô com moral pra tacar pedra numa mulher que resgatava pobres chagados no lixão.

6) Dando comunhão para as irmãs

teresa_eucaristia

Ora, em quase todas as nossas igrejas há ministros extraordinários da Eucaristia – e esses ministros podem ser mulheres. É bem verdade que esse serviço que deveria ser “extraordinário” está sendo erroneamente tratado como “ordinário” (corriqueiro), sem necessidade. Mas convenhamos, não estamos diante de nenhuma aberração.

Chegamos ao fim da nossa refutação. O artigo que pretendia “provar” que Madre Teresa não poderia ser santa não provou chongas nenhuma. Só provou que certos santarrões católicos conseguem se equiparar em maledicência aos ateus mais venenosos. Santa estupidez, Batman!

Se você é daquele tipo de católico que no domingo vai à missa, mas quando tem algum problema corre pro centro espírita, este post é pra você. Se você acredita que Jesus Cristo é Deus, é impossível que, ao final deste texto, continue buscando o conselho de fantasminhas.

Se uma pessoa se declara cristã, qual palavra deve ter mais peso para ela? A palavra dos Apóstolos Pedro, João e Paulo, registrada na Bíblia, ou a palavra de Allan Kardec e Chico Xavier?

Essa pergunta é central, porque o que os Apóstolos dizem sobre Jesus conflita com o que os amigos de Gasparzinho dizem. São Pedro, São João Evangelista, São Tomé e São Paulo dizem com todas as letras que JESUS É DEUS. Já Kardec e Chico Xavier negam essa Revelação. São ensinamentos opostos, certo?

Então, de uma vez por todas, entenda: quando um espírita fala de Jesus, ele NÃO está falando do mesmo Jesus da Bíblia. Ele está falando do Jesus inventado pela crença espírita, que é um mero “espírito evoluído”. E, não sendo Deus, suas palavras não têm valor definitivo, podem ser relativizadas - e foi exatamente isso que Kardec fez em "O Evangelho Segundo o Espiritismo".

duvida_fantasmas

QUEM PEDRO, JOÃO, TOMÉ E PAULO DIZIAM SER JESUS:

"...pela justiça do nosso Deus e Salvador Jesus Cristo" (II Pedro 1,1)

"...e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus." (João 1,1)

"Meu Senhor e meu Deus!" (João 20, 28)

"... nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo" (Tito 2,13)

QUEM KARDEC DIZIA SER JESUS:

"Se Jesus, ao morrer, entrega sua alma às mãos de Deus, é que ele tinha uma alma distinta de Deus, submissa a Deus. Logo, ele não era Deus”.

"...é que ele não é Deus, mas, apenas, seu enviado, seu messias e seu subordinado."

- Obras Póstumas. Estudo sobre a natureza do Cristo, ponto III. Edição da FEB

QUEM CHICO XAVIER DIZIA SER JESUS:

"Do que posso pessoalmente compreender, dos ensinamentos dos espíritos amigos, consideramos Jesus Cristo como sendo espírito de evolução suprema, em confronto com a evolução dos chamados terrícolas que somos nós outros. Não o senhor do sistema solar, com todo o respeito que temos à personalidade sublime de Jesus, mas consideramo-lo como supremo orientador da evolução moral do planeta."

"...um grande engenheiro, de mente quase divina (...). Mas não consideramos Jesus como criador, conquanto o respeito que lhe devemos."

- Na Era do Espírito: 2º livro da série. Capítulo "Como consideramos Jesus". Entrevista a J. Herculano Pires

xavier_jesusOs católicos adoram Jesus como o Senhor do Universo. Porém, Chico Xavier diz que Cristo não é nem mesmo senhor do sistema solar... quanto mais do Universo!

“Noffa, será que isso é verdade meismu? Naum pode sê...”. Amiguinhos, as fontes estão citadas. O Google tá aí, para quem quiser conferir os textos e seus contextos.

Recapitulando... Já provamos aqui que Chico Xavier, em dois de seus livros, demonizou o papado, difamou Santo Inácio de Loyola, desprezou a adoração eucarística e atacou a crença na Santíssima Trindade. Agora, mostramos que o sujeito também negava que Jesus é Deus.

Aí vem a pergunta: por que raios muitos católicos incensam esse cara como santo?

É simples. Os textos de Xavier que atacam frontalmente o catolicismo são jogados para debaixo do tapete pelas lideranças espíritas. A estratégia é evitar a indignação e a rejeição dos católicos. Isso explica a razão de até mesmo muitos frequentadores assíduos de centros espíritas desconhecerem esses conteúdos.

“Jesus, a porta. Kardec, a chave”, escreveu Chico Xavier (“Opinião espírita. Pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz”. Cap. 2, item 4). O médium de Uberaba via o cristianismo pela lente embaçada de Kardec, que não era cristão, mas apenas um gnóstico racista (veja aqui).

As cartas estão na mesa, amigo católico ectoplasmiano! Seja honesto intelectualmente, tenha coragem de sair de cima do muro! Faça a sua escolha. Ou você é filho da Igreja Católica, ou você é ovelhinha de alma desencarnada.

“Eu sei que já ganhamos várias almas através do prazer. Ainda assim, o prazer é invenção d'Ele, não nossa”, confessa o demônio-chefe ao diabinho aprendiz, na célebre ficção de C.S. Lewis (“Cartas de um diabo a seu aprendiz”). O prazer sexual é um dom de Deus, mas o Inimigo tem sido eficaz em convencer as pessoas de que só pecando poderão encontrar alegria no sexo.

Como os jovens católicos namoram? Mesmo sendo participantes assíduos em atividades da Igreja, grande parte deles namoram exatamente como os pagãos: transando. E por quê? Porque sua mentalidade a respeito do amor e do sexo é formada pelas imagens dos filmes, das novelas e das séries TV, muito mais do que pela catequese.

E assim, dizem: “Eu amo meu namorado (ou namorada), então não há mal em fazer sexo com ele(a)”. Coitados, confundem o sentimento romântico com amor! E por isso estão sempre quebrando a cara.

Ao praticamente suplicar que os jovens sejam castos, em um de seus discursos, o Papa Francisco bem sabia que estava a dizer "uma palavra que não agrada, uma palavra impopular". Ele tinha a consciência de que seu ensinamento entraria por uma orelha e sairia pela outra, para muitos ali (reparem no vídeo o seu semblante pouco otimista).

Poucos jovens estão realmente empenhados em ser livres do condicionamento cultural da sociedade em que vivem. Querem ser da Igreja, mas sem abrir mão de agir como todo o mundo. Querem passar para seus amigos a imagem de espiritualizados, mas tirando onda de moderninhos.

Mas a culpa não é só dos jovens. Muitas catequeses são um verdadeiro fiasco! Certas lideranças de grupos de jovens nem sequer tocam na questão da sexualidade (e assim pecam por omissão) e outras insistem nesse ponto de forma patética e legalista.

Encurralados entre o mundo hedonista e os líderes igrejeiros incapazes de comunicar o sentido da castidade, os jovens perdem a oportunidade de experimentar as delícias dessa virtude. Sim, amigo: talvez ninguém tenha lhe contado, mas quem vive a castidade no namoro – vive de coração, não como um fardo – é premiado com um sentimento de gratificação inexplicável!

O maligno nos ilude com a ideia de que, se formos castos, estaremos perdendo algo. Ele coloca desconfiança no nosso coração, nos faz ver Deus como alguém que nos impede de viver o melhor da vida. Burros, caímos nessa lorota, e não percebemos que estamos nos distraindo com um prazer que é uma ninharia, perto dos verdadeiros e grandes prazeres que a castidade pode nos dar.

Mas essa é uma alegria que só quem tem fé pode tocar. É o “pote no fim do arco-íris”, que o Senhor reserva somente para aqueles que têm fé em Sua Palavra e a põe em prática. Nem falo aqui dos preciosos frutos que se colhe depois, no casamento (o post ficaria enorme).

A seguir, leiam com atenção um trecho que destacamos de um discurso do Papa Francisco aos jovens de Turim, em 2015.

*****

PAPA FRANCISCO

Visita Pastoral a Turim – Encontro com os Jovens

21 de junho de 2015

Mas o que é o amor? «É a telenovela, padre? Aquilo que vemos nos romances televisivos?». Há quem pense que é esse o amor. Falar do amor é tão bom, podem-se dizer coisas agradáveis, muito bonitas. Mas o amor tem dois eixos sobre os quais se move, e se uma pessoa, um jovem não tem estes dois eixos, estas duas dimensões do amor, não é amor. Antes de tudo, o amor está mais nas obras do que nas palavras: o amor é concreto. (...)

Não é amor dizer apenas: «Eu amo-te, eu amo todas as pessoas». Não. O que fazes por amor? O amor dá-se. (...)

E a segunda dimensão, o segundo eixo sobre o qual o amor se move é que o amor se comunica sempre, isto é, o amor ouve e responde, o amor faz-se no diálogo, na comunhão: comunica-se. (...) Estas duas dimensões são muito úteis para compreender o que é o amor, que não é um sentimento romântico do momento nem uma história (...).

E agora, eu sei que vós sois bons e permitireis que eu fale com sinceridade. Não pretendo ser moralista, mas dizer uma palavra que não agrada, uma palavra impopular. Também o Papa algumas vezes deve arriscar sobre as coisas para dizer a verdade. O amor consiste nas obras, em comunicar, mas o amor é muito respeitador das pessoas, não as usa, isto é, o amor é casto. E a vós jovens deste mundo, deste mundo hedonista, neste mundo onde só o prazer é publicitado, passar bem, levar uma vida descontraída, eu digo-vos: sede castos, sede castos.

Todos nós na vida passamos por momentos nos quais esta virtude é muito difícil, mas é precisamente a vida de um amor genuíno, de um amor que sabe dar a vida, que não procura usar o outro para o próprio prazer. É um amor que considera a vida da outra pessoa sagrada: eu respeito-te, eu não quero usar-te, não quero usar-te. Não é fácil. Todos sabemos as dificuldades para superar este conceito «facilitador» e hedonista do amor. Perdoai-me se digo uma coisa que não esperáveis, mas peço-vos: fazei o esforço de viver o amor castamente.

E Deus fez o homem e a mulher, e deu a eles o dom da atração mútua...

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E eles se desejaram e se uniram. E só assim era possível perpetuar a espécie...

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Até o dia em que o “eu te amo” e o olhar 43 puderam ser substituídos por uma série de atividades frias e solitárias, em uma clínica de reprodução assistida.

O homem vai a uma sala privativa cheia de material pornográfico e se tranca lá dentro. Depois, sai de lá com um vidrinho, que é entregue a um profissional uniformizado (no caso de homens que fizeram vasectomia, a coleta é feita por punção). Que coisa triste! Que constrangimento! Essa é mesmo uma forma digna de se tentar formar uma família?

No caso da fertilização in vitro convencional, não há aquela incrível corrida dos espermatozóides até o óvulo. Um técnico seleciona um espermatozoide e fecunda o óvulo com uma agulha. E assim a vida é gerada em uma placa de Petri, fora do calor do ventre materno.

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Se o procedimento der certo, nove meses depois nascerá a criança. Como um católico deve ver isso? Esse nascimento é algo bom e deve ser, sim, motivo de alegria. Porém, a técnica utilizada para gerar essa vida continua sendo imoral e má. 

Em grande parte, por culpa da nossa omissão (já que esse assunto é raramente abordado nas homilias ou catequeses), está ganhando força a cultura da morte e do provisório. As clínicas de reprodução assistida promovem amplamente a destruição de embriões fertilizados não utilizados.

Quando a implantação dos embriões ocorre com sucesso no útero (um ou mais bebês vingam), é comum que ocorra o descarte dos embriões não utilizados. Isso ocorre imediatamente após a implantação bem-sucedida, ou em algum outro momento no futuro, quando ninguém mais se interessa por armazená-los nos freezers da clínica.

Note: são seres humanos em estado embrionário, sendo despejados no ralo, como lixo! Ou então destinados a pesquisas com células-tronco embrionárias, como se fossem uma “coisa”. Quanta miséria, quanto desrespeito ao ser humano, e por quê? Para que casais realizem seu sonho a qualquer custo?

Os bebês de proveta são completamente inocentes e não podem ser culpados pela forma como foram concebidos. Talvez nem mesmo os pais sejam culpados – já que, muito provavelmente, não entendem a gravidade e as implicações da reprodução assistida. Mas os profissionais que realizam essa destruição de embriões humanos são automaticamente excomungados.

O Papa Francisco já se pronunciou sobre isso:

“O pensamento dominante propõe por vezes uma ‘falsa compaixão’, que considera uma ajuda para a mulher favorecer o aborto, um ato de dignidade proporcionar a eutanásia, uma conquista científica ‘produzir’ um filho considerado um direito em vez de o acolher como dom; ou usar vidas humanas como cobaias de laboratório presumivelmente para salvar outras. (...)

Estamos a viver num tempo de experimentos com a vida. Mas um experimento mau. Fazer filhos em vez de os acolher como dom, como eu disse. Brincar com a vida. Estai atentos, porque isto é um pecado contra o Criador: contra Deus Criador, que criou as coisas deste modo.”

- Discurso no Congresso da Associação de Médicos Católicos Italianos

Essa é a mensagem da Igreja: os filhos são um DOM, não um direito. Acima de tudo, não podem ser tratados como produtos, comprados a preço de ouro nas “fábricas de bebês”. Os casais com problemas de fertilidade devem ser ajudados, de modo que seu sofrimento não os deixe cegos para a verdade e insensíveis à moral. As crianças nos orfanatos mandam um abraço!

Ela já foi protagonista de uma longa matéria exibida no Globo Esporte. Agora, virou estrela de um comercial da Nike: Irmã Madonna Buder está dando o que falar. Afinal, é realmente inusitado uma freira católica ser triatleta! Mas o que causa verdadeiro estranhamento é vê-la usando shortinho ou se expondo publicamente de maiô.

Ok, a irmã é idosa e não vai tentar ninguém (se bem que tem gosto pra tudo). Mas isso não a desobriga a se vestir em toda e qualquer situação com o decoro apropriado a uma esposa de Cristo. A não ser que... a não ser que Madonna Burder não seja freira coisíssima nenhuma.

Eu diria que a americana Madonna Buder não é freira católica, mas sim “freira”, COM MUITAS ASPAS. Aos 23 anos, ela se tornou freira de fato, ao ingressar no convento das Irmãs do Bom Pastor (Sisters of the Good Shepard), em St. Louis. Porém, em 1990 ela deixou o convento para se unir a um grupo de mulheres que NÃO pertence à Igreja Católica.

Madonna Buder, hoje, é membro da Sisters for Christian CommunitySFCC, que nem mesmo se define como uma associação católica (Fonte: Cosmopolitan); elas dizem ser uma “comunidade ecumênica". Estranhamente, a grande maioria delas mora sozinha. Elas chamam isso de “vínculo espiritual”, pois não possuem um local para viverem juntas.

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Mais de 90% dos membros da SFCC são ex-freiras, que foram expulsas ou abandonaram suas congregações. Se dizem religiosas, mas não usam hábito religioso, não obedecem a nenhum superior (???) e não partilham bens em comum (???). É cada uma por si! No quesito “vida em comunidade”, os hippies dos anos 70 dão de dez a zero nessas “freiras”. Viva os Novos Baianos!

O documento que define a visão teológica das “freiras” da SFCC (veja aqui) afirma que a hierarquia é burocrática e distorce o verdadeiro sentido de obediência (Jesus, que escolheu 12 Apóstolos para liderarem a Igreja, não curtiu isso). Elas dizem obedecer diretamente ao Espírito Santo, sem precisar de superiores. Ah tá... Martinho Lutero mandou um abraço!

Mas senta aí, que lá vem mais doideira: segundo a SFCC, as religiosas de clausura são pobres confinadas e oprimidas pelo clero machista. A SFCC, então, garante trazer “liberação” para as mulheres, pois oferece às religiosas (oi??) a possibilidade de determinar seus próprios caminhos de uma forma que nunca antes foi possível para mulher alguma.

Será que essas mulheres ignoram que muitas abadessas não têm nenhum homem como superior, a não ser o Papa? Será que elas ignoram que várias religiosas na Idade Média lideraram não somente conventos femininos, mas também conventos masculinos (saiba mais aqui)?

É isso... nada de freiras católicas! Apenas uma associação de mulheres cristãs (não necessariamente católicas) que não vivem em convento algum. Muito espertinha, Madonna Buder não move um dedo para desfazer a confusão em torno de sua figura. É claro, a magia está no fato de todos pensarem que ela é uma autêntica freira católica. Se souberem que ela não passa de uma ex-freira que virou solteirona libertária, o encanto evapora.

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