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A Catequista

A Catequista

O tradicional presépio que é montado todos os anos no Vaticano, em 2017, traz uma belíssima novidade: a manjedoura do Menino Jesus está cercada por cenas que fazem referência às obras de misericórdia corporais. Entre elas:

  • Enterrar os mortos

  • Vestir os nus

  • Visitar os enfermos

  • Visitar os presos

(FOTOS DO SNC / Junno Arocho Esteves)

No Juízo Final, Nosso Senhor Jesus nos julgará levando em conta a nossa dedicação ou negligência em relação às obras de misericórdia:

Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: "Vinde benditos de meu Pai! Recebei como herança o Reino que meu Pai vos preparou desde a criação do mundo!

Pois eu estava com fome e me destes de comer; eu estava com sede e me destes de beber; eu era estrangeiro e me rece­bestes em casa; eu estava nu e me vestistes; eu estava doente e cuidastes de mim; eu estava na prisão e fostes me visitar".

Então os justos lhe perguntarão: "Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? Com sede e te demos de beber? Quando foi que te vimos como estrangeiro e te recebemos em casa, e sem roupa e te vestimos? Quando foi que te vimos doente ou preso, e fomos te visitar?".

Então o Rei lhes responderá: "Em verdade eu vos digo, que todas as vezes que fizestes isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizestes!".

Depois o Rei dirá aos que estiverem à sua esquerda: "Afastai-vos de mim, malditos! Ide para o fogo eterno, preparado para o diabo e para os seus anjos. Pois eu estava com fome e não me destes de comer; eu estava com sede e não me destes de beber..." (Mt 25, 34-45)

No vídeo abaixo, nosso editor Alexandre Varela explica o que é misericórdia e quais são as 7 obras de misericórdia corporais e as 7 obras de misericórdia espirituais. Confira!

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Segunda, 11 Dezembro 2017 16:57

A ditadura religiosa de Calvino em Genebra

Tendo o poder militar dos príncipes alemães a seu serviço, Lutero fez de tudo para exterminar e varrer da Alemanha os protestantes que não se submetessem à interpretação que ele fazia da Bíblia. Mas quem viveu sob a tirania de João Calvino certamente devia considerar Lutero uma flor de pessoa, o suprassumo da tolerância.

O líder da Deforma Protestante na Suíça não só se empenhava em reprimir violentamente as ideias de protestantes discordantes dele, como também se achava no direito de se intrometer nos hábitos mais banais dos cidadãos de Genebra. Criou-se uma cultura de vigilância permanente na comunidade, em que as menores faltas dos cidadãos eras denunciadas aos ministros calvinistas.

CALVINO, O FISCAL DE DECOTES E PENTEADOS

O Consistório criado por Calvino era uma o equivalente ao Tribunal da Inquisição católico, mas com duas diferenças essenciais: era muito mais severo e considerava crime as coisas mais ridículas, como o fato de uma mulher usar um estilo de penteado proibido pela igreja. Em dezembro de 1582, as filhas do Dr. Pierre de Lansard e do senhor Recolin foram repreendidas por seu penteado alto e extravagante.

Em janeiro do ano seguinte, um grande grupo de mulheres teve que comparecer ao Consistório para prestar satisfações sobre seus estilos de cabelo e vestimentas, sendo obrigadas a mudar a aparência. A senhora de Seynes foi especialmente advertida por usar um decote muito grande no vestido.

O Consistório também perseguia quem participasse de danças ou frequentasse tavernas. Muitas pessoas foram presas por dançar. Três homens que riram durante um sermão tiveram que amargar três dias na cadeia. Três crianças que saíram da igreja durante o sermão para comer bolo (quem nunca?) receberam castigos físicos. Mas nada foi mais estúpido e cruel do que o ato de decapitar uma criança que bateu em seus pais.

Quem não comparecesse ao sermão de domingo era punido com multa, e todos os cidadãos eram obrigados a estar em casa às nove da noite.

Um homem ousou enfrentar aquela implacável disciplina, e se recusava a aceitar o regime de supressão nas liberdades individuais: Jacques Gruet. Um dos seus diversos crimes foi usar calças com dobras na altura dos joelhos. Gruet foi preso em 1547. Sofreu as torturas mais atrozes por um mês inteiro, dia e noite. Jamais qualquer réu das Inquisições chegou perto de sofrer tratamento semelhante. O infeliz implorou para que lhe tirassem a vida, e finalmente foi decapitado, se tornando a primeira vítima fatal do Consistório.

SERVET: LIBERTADO PELOS CATÓLICOS, QUEIMADO PELOS CALVINISTAS

A vítima mais célebre de Calvino foi Miguel Servet, primeiro médico a descrever precisamente a circulação pulmonar. Ele se tornou protestante, depois gnóstico, e publicou um livro em que buscava refutar a doutrina pregada por Calvino. Suas heresias o levaram a ser denunciado e preso pelas autoridades católicas de Lyon, sendo entregue à Inquisição em 1553.

Além de ser o médico do Arcebispo de Vienne, Servet era muito querido e admirado por todos, sendo reconhecido por sua caridade. Ninguém desejava queimar um homem de tamanho valor, e acabaram deixando-o fugir no meio da noite – e depois todo o mundo fez papel de desentendido, tipo “nossa, ele escapou, que coisa né...”. Fizeram um boneco e realizaram a queima em efígie.

Servet obteve misericórdia quando esteve sob o poder da Inquisição Romana, mas não teve a mesma sorte diante das autoridades calvinistas. Meses depois de sua fuga, ele seguiu para Genebra – justamente a cidade que estava sob a mão de ferro de Calvino. O “reformador” o denunciou ao Consistório por heresia e blasfêmia. Servet foi preso, condenado e morto na fogueira.

A CAÇA ÀS BRUXAS PROMOVIDA PELOS CALVINISTAS

Calvino entrou de cabeça na onda da caça às bruxas. Em 1545 o Consistório enviou para a fogueira 31 pessoas condenadas por feitiçaria – ou seja, em um único ano, superou o que o total de vítimas da do Tribunal da Inquisição de Roma no século XVII inteiro! (Henry Kamen. A Inquisição na Espanha).

Ao migrar da Inglaterra para os Estados Unidos, fugindo da perseguição religiosa anglicana, os puritanos calvinistas trouxeram a paranoia na bagagem, e promoveram várias campanhas de perseguição e matança de “bruxas” na nova terra. O episódio mais famoso das Bruxas de Salém: em 1692, 21 pessoas foram condenadas pelo júri e executadas.

Livros que fundamentam este artigo:

Amy Nelson Burnett (editor). John Calvin, Myth and Reality: Images and Impact of Geneva's Reformer

Richard Taylor Stevenson. John Calvin: The Statesman

Mark Pattison. Calvin at Geneva. Artigo publicado em The Westminster Review - Volume LXX

Philip Schaff. History of the Christian Church - Volume VIII: Modern Christianity

Daniel-Rops. A Igreja da Renascença e da Reforma. Tomo IV

Henry Kamen. A Inquisição na Espanha

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Como vivem os negros no Brasil? Que lugares frequentam? Ora, vivem como todos os demais brasileiros de outras etnias, e frequentam os mesmos lugares dos demais! Aqui não existe escola afro, universidade afro, cinema afro, supermercado afro, shopping afro, parque de diversão afro... No máximo há salões de beleza afro, especializados em cabelos crespos. De resto, os costumes de brancos e negros em nada se diferenciam em nosso país. Até mesmo o Candomblé e Umbanda têm tantos adeptos negros quanto brancos.

Então, qual a necessidade de promover missas "afro", se os negros aqui vivem integrados com os brancos? Se os negros frequentam as mesmas lojas, escolas, locais de entretenimento que os brancos, por que precisariam de uma missa diferente do restante da população? 

A encíclica Sacrossantum Concilium permite fazer adaptações na liturgia, absorvendo elementos da cultura de cada povo. Isso faz parte do processo de inculturação. Só que missa afro não é inculturação, é palhaçada idelógica e abuso litúrgico!

AVISO: o vídeo a seguir contém cenas fortes. Não é recomendado para católicos fiéis com problemas cardíacos e gestantes. Tirem as crianças da sala!!! Trata-se de uma missa afro realizada em São Paulo, em 2007. As cenas que aparecem a partir dos 3:45 min. são especialmente toscas: um casal sacoleja diante do altar ao som de "Pérola Negra", de Daniela Mercury! De fato, uma pérola do sacrilégio nacional...

Essa "liturgia pirata" parte de uma caricatura: é como se os negros tivessem migrado ontem da África, e assim necessitassem de uma liturgia especialmente adaptada para que o anúncio do Evangelho seja viável.

O que será que São João Paulo II achava disso? Confiram suas palavras aos bispos do Regional Sul I, em 2003:

“Certamente, não é possível descurar aqui a consideração da cultura afro-brasileira (...). Trata-se da delicada questão de aculturação, especialmente nos ritos litúrgicos, no vocabulário, a nas expressões musicais e corporais típicas da cultura afro-brasileira. (...) “É evidente, porém, que se estaria distanciando da finalidade específica da evangelização, acentuar um destes elementos formadores da cultura brasileira, isolá-lo deste processo interativo tão enriquecedor, de modo quase a se tornar necessária a criação de uma nova liturgia própria para as pessoas de cor. Seria incomprensível dar ao rito litúrgico uma apresentação externa e uma estruturaçãonas vestes, na linguagem, no canto, nas cerimônias e objetos litúrgicosbaseada nos assim chamados cultos afro-brasileiros, sem a rigorosa aplicação de um discernimento sério e profundo acerca da sua compatibilidade com a Verdade revelada por Jesus Cristo. 

O problema mais grave é que ideia daqueles que promovem as missas afro não é convidar os não-católicos à conversão; é, sim, incentivar as pessoas a conciliar a fé cristã e o culto aos Orixás. É muito comum ver pessoas nessas missas com colares de contas (guias de Orixás) no pescoço, e até padres com o tradicional gorro de pai-de-santo sobre a cabeça (também chamado de filá, eketé ou bubú). Veja essa declaração infeliz de Dom José Maria Pires, arcebispo emérito da Paraíba:

“Acreditamos cada vez mais fortemente que é possível o negro ser discípulo de Cristo e viver na Igreja sem deixar de ser negro, sem renunciar a sua cultura, sem ter de abandonar a religião dos Orixás.” 

- PIRES, Dom José Maria. O Deus da vida nas comunidades afro-americanas e caribenhas. In: ATABAQUE – Cultura Negra e Teologia/ASETT – Associação Ecumênica de Teólogos do Terceiro Mundo. Teologia Afro-Americana. II Consulta Ecumênica de Teologia e Culturas Afro-Americana e Caribenha. São Paulo: Paulus, 1997. p.31

Entendeu agora? Esses caras acham que um negro que renuncia à crença nos Orixás é “menos negro”, pois sofre um prejuízo cultural ao renegar a fé de seus "ancestrais" (o detalhe interessante é que quase todos os negros brasileiros têm acentrais tanto negros quanto brancos). Definitivamente, padres sincretistas têm pipoca no lugar do cérebro, só pode! 

São João Paulo II ensinou que “A Missa torna presente o sacrifício da cruz” (saiba mais aqui). Missa é para cultuar nosso Deus, não para exaltar a negritude, o acarajé nem muito menos o líder quilombola Zumbi dos Palmares (que não era católico, era um assassino e ainda por cima tinha escravos negros). 

O QUE ENSINA A SACROSSANCTUM CONCILIUM

Sacrosanctum Concilium diz que nenhum padre tem direito de inventar, de acrescentar NADA na liturgia da Missa. A única autoridade competente para isso é a Santa Sé, por meio da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.

O bispo de cada diocese também pode atuar como regulador, mas de forma limitada, ou seja, DENTRO DOS LIMITES ESTABELECIDOS PELA IGREJA. Assim, nem mesmo o bispo tem direito de autorizar qualquer inovação litúrgica que leve o povo ao sincretismo!

“Como estão distantes de tudo isto quantos, em nome da inculturação, decaem no sincretismo introduzindo ritos tomados de outras religiões ou particularismos culturais na celebração da Santa Missa!” 

- Bento XVI aos Prelados da CNBB. Visita Ad Limina Apostolorum. 15/04/2010

Para terminar, compare as imagens ridículas do vídeo que mostramos acima com as imagens abaixo, que mostram a procissão de entrada de uma missa em Bié, em Angola. Vemos claramente os elementos da cultura africana sendo colocados a serviço da liturgia, e não usando a missa para fazer exaltação da cultura africana. Todos estão reverentes, não há ninguém rodopiando, não há ninguém trajando colares ou indumentárias de crenças pagãs. Não é uma missa afro, é uma missa de Rito Latino celebrada dignamente por africanos! 

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Na sua paróquia os fiéis fazem coreografia durante a missa? Sacodem os braços no ar como se estivessem numa micareta ou em um show sertanejo? Tem efeitos especiais com raios de luzes coloridas? O Papa Francisco não curtiu isso!

Na audiência geral de hoje, o Papa ensinou que “quando vamos à Missa é como se fôssemos a um Calvário, é a mesma coisa”. Confira o vídeo:

Muita gente ainda insiste em fazer da missa um lugar para extravasar o desejo de remexer o corpo, com a desculpa de que está expressando a alegria da Ressurreição. Entretanto o Papa Francisco disse que mesmo a alegria da missa deve ser manifestada em SILÊNCIO: “Nós, certamente estaremos em silêncio, no choro, e também na alegria de sermos salvos” (Fonte: Rádio Vaticana).

Para quem quiser se aprofundar no tema do significado da liturgia da missa, confira outros artigos que já publicamos:

Na Missa, imite o Papa Francisco, e não o bonecão do posto!

"A Missa torna presente o sacrifício da cruz" (S. João Paulo II)

Padres que fazem Missa Sertaneja dormiram na aula de liturgia

São João XXIII: "Não batam palmas na igreja, nem mesmo para saudar o Papa"

“Se você quer admirar uma dança, sabe aonde ir... Mas não na Missa!” (Cardeal Arinze)

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No livro “Todos os caminhos levam a Roma”, Kimblerly e Scott Hahn notam que, após as missas, a grande maioria das pessoas vai embora da igreja rapidamente, sem interagir com nenhum de seus irmãos de fé.

Assim que se converteu ao catolicismo, Scott notou com tristeza essa grande diferença em relação à comunidade protestante que ele integrava antes. Lá as pessoas da igreja permaneciam unidas durante um bom tempo após o culto, e assim se fortaleciam os laços de amizade e de solidariedade.

Em muitas de nossas paróquias a comunidade possui amplos laços de integração. Mas na grande maioria, os fiéis mal ouvem “Ide em paz e o Senhor voa acompanhe” e já viram as costas e vão embora, sem falar com ninguém. Como dizer com sinceridade que somos irmãos, se não temos laços firmes de amizade entre nós?

Um hábito que deveríamos resgatar é o de nos reunir ao redor da mesa após as missas (muitas paróquias já fazem isso com sucesso). A cantina ou lanchonete das igrejas pode ser um lugar privilegiado de acolhida e de evangelização!

COMO JESUS FAZIA

Nos Evangelhos, são numerosas as passagens que mostram Jesus comendo com as pessoas. Só para citar algumas:

  • Ele se sentava para comer com publicanos e prostitutas;
  • ao ver Zaqueu, Ele desejou ir comer na casa dele;
  • Ele foi comer na casa do fariseu Simão;
  • Ele se revelou aos discípulos de Emaús durante o jantar.

Nosso Senhor não se limitava a pregar para as pessoas em ocasiões formais. Ele fazia questão de se envolver com elas de modo mais íntimo, em um momento de descontração e amizade; e o lugar desse envolvimento era a mesa da refeição!

COMO OS CRISTÃOS PRIMITIVOS FAZIAM

Na Igreja primitiva era comum que, ao fim da missa, as pessoas reorganizassem o local, de modo a permitir que todos os fiéis se sentassem à mesa e se alimentassem. Afinal, estavam morrendo de fome, após longas horas de jejum eucarístico (hoje este jejum é de somente uma hora). É o que narra São João Crisóstomo:

“Nas igrejas havia um costume admirável: (...) Ao final da reunião, em vez de voltarem imediatamente para casa, os ricos, que haviam se preocupado em levar provisões abundantes, convidavam os pobres e todos se sentavam à mesma mesa, preparada na igreja, e todos sem distinção comiam e bebiam as mesmas coisas."

Com o grande aumento do número de fiéis, esse costume se tornou inviável, e acabou deixando de existir dentro do templo.

Hoje a maioria das nossas igrejas possui cantinas, mas são espaços subaproveitados. Muitos não enxergam o grande potencial que elas podem ter para acolher, reunir e fortalecer os fiéis no amor de Cristo.

Cito o exemplo positivo da minha paróquia: ao final das missas, o pároco frequentemente senta-se na cantina para comer e conversar com os paroquianos. E assim atrai mais pessoas para estar juntas, rir juntas, conhecer as histórias umas das outras.

Outro exemplo: uma das primeiras iniciativas missionárias da comunidade católica Shalom foi a abertura de uma lanchonete, para atrair os jovens de uma maneira nova.

E na sua paróquia? Veja se é possível que, nos avisos da missa, os fiéis sejam convidados a passar na cantina da igreja para comer alguma coisa. É importante o cuidado para que a cantina seja um lugar atraente!

Nesse momento, as lideranças da comunidade (inclusive os leigos) e pessoas com vocação para o acolhimento podem estar atentas para cumprimentar e integrar as pessoas que estão vindo pela primeira vez.

Esse tipo de iniciativa é bem melhor do que forçar momentos artificiais de integração na missa. Como quando o padre manda cada fiel olhar para o irmão (estranho) que está do lado, abraçar e dizer coisas como: “Você é especial”, “Jesus te ama”... Livrai-nos desse constrangimento, Senhor!

A conversa e o carinho devem ser espontâneos, não forçados. Ao redor da mesa, comendo e papeando, uma grande família em Cristo pode nascer!

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Aparecida

“Se matou!? Como assim se matou?” – quase todo o mundo já passou por esse momento de perplexidade, seja em relação a pessoas próximas ou mais distantes. E até mesmo um bom católico, vítima da depressão, pode vir a sofrer a tentação do suicídio.

A verdade é que nem sempre os padres e padres e leigos católicos sabem lidar da forma mais adequada com esse terrível problema. Como acolher uma pessoa com pensamentos suicidas, e ajudar na devida prevenção? Como dar apoio aos familiares de um suicida? O que a Igreja ensina sobre o destino final dos suicidas?

A resposta a essas perguntas está no livro E foram deixados para trás – Uma reflexão sobre o fenômeno do suicídio, da Editora Loyola. O autor, Padre Lício de Araujo Vale, sofreu na pele a dor dessa tragédia: seu pai se suicidou quando ele tinha apenas 13 anos.

O ABANDONO E O PERDÃO

A raiva atormentou Padre Lício por muitos anos: como seu pai, Elias, tinha sido capaz de abandoná-lo, sendo ele ainda só um menino? Padre Lício foi buscar a resposta a essa pergunta pesquisando melhor a história de sua família. E descobriu que seu pai também sofrera, na infância, o trauma do abandono.

Durante a grande seca de 1932, no nordeste, com sua mãe e seus irmãos, Elias migrava a pé, pela estrada. Um caixeiro viajante parou diante da família faminta, e ofereceu uma boa quantidade de suprimentos em troca de um dos seus seis filhos. 

Aquele caixeiro viajante não podia ter filhos. Então a mãe lhe entregou o caçula, Elias, que foi adotado pelo homem e por sua esposa. Apesar de ter sido criado com carinho, ficou para sempre marcado pela dor daquele instante terrível.

Então, lá estava meu pai, abandonado pela própria mãe em um momento de desespero, na cabine do caminhão de um desconhecido. A última imagem que meu pai guardou de sua família foi da mãe e dos irmãos chorando pela partida dele... (...) Essa tristeza nunca mais o deixou.

Ao ter conhecimento dessa história, Padre Lício finalmente foi capaz de perdoar seu pai, e alcançar a paz interior.

SUPERAÇÃO E ESPERANÇA

Além de contar sobre sua longa trajetória para superar o sofrimento pela sua herança suicida, o autor nos relata sua atuação pastoral diante do mesmo drama vivenciado por alguns de seus paroquianos.

Esse não é um assunto fácil, e merece o nosso estudo. Padre Lício é nosso amigo pessoal, e somos testemunhas do seu grande amor por Jesus, pela Igreja e por todo o povo de Deus.

Seu livro pode enriquecer muito a atuação pastoral de sacerdotes, seminaristas, leigos católicos e demais pessoas interessadas no tema. Está à venda na Loyola, na livraria da Canção Nova e na Cia. dos Livros (links abaixo).

Livraria Loyola

Livraria Cação Nova

Cia. dos Livros

A foice da morte ceifou um terço da população europeia em menos de seis anos (de 1347 a 1353). O continente foi assolado pela peste negra, causada por uma bactéria transmitida pelas picadas das pulgas de ratos.

Como tudo de ruim que acontecia na Idade Média, muitos autores modernos colocaram a culpa... na Inquisição! Segundo eles, os gatos começaram a ser hostilizados e exterminados graças à influência da Igreja, que acusava de bruxaria qualquer um que fosse visto na companhia de um bichano. Sem seus predadores naturais, proliferaram-se os ratos e as doenças.

A lorota não para por aí. Alguns autores tentam se fundamentar numa bula publicada no início da década de 1230 pelo Papa Gregório IX, chamada Vox in Rama, que teria classificado os gatos pretos como encarnações do demônio. Há sólidas evidências que mostram o quanto essa alegação é falsa.

Em primeiro lugar, a bula que o papa teria enviado ao Imperador alemão Frederico II e ao Arcebispo de Meinz pedia simplesmente providências para deter a heresia de adoração ao demônio na Alemanha. A bula não demoniza os gatos em nenhum ponto de seu texto. Seu alvo não eram os pobres gatos, mas sim as pessoas que praticavam um determinado culto satânico que envolvia gatos – mais especificamente, a estátua de um gato preto (ou seja, nem havia a presença do animal em si no citado ritual).

Em segundo lugar, a peste negra devastou não somente a Europa, mas também regiões não-católicas, como a Ásia central e o Oriente Médio. O seja, forçar a barra para relacionar a peste negra com o suposto "fanatismo católico" não cola mais!

É o que atesta o medievalista Tim O’Neill:

Em nenhum momento a bula condena os gatos em geral ou os declara animais satânicos, nem diz que eles devem ser mortos. Não há provas de que esta bula – que foi emitida localmente na área de Mainz e provavelmente era desconhecida em outros lugares – causou algum massacre geral de gatos ou qualquer homicídio de gato. E, portanto, a ideia de que a peste negra, que ocorreu um século mais tarde, foi de alguma forma causada por esse massacre de gatos inexistente não faz sentido. Nós também sabemos que a peste negra devastou a Ásia central e o Oriente Médio, bem como a Europa, então, a razão pela qual as pessoas que ultrapassam o alcance da Igreja Católica também estariam matando gatos é inexplicável. A praga não teve nada a ver com massacres de gatos. (Tim O'Neill. Is the Vox in Rama authentic? What effects did it have? Site Quora)

Alguns autores católicos dizem que há controvérsias sobre a autenticidade do documento. Afinal, a edição mais antiga que se conhece dele foi publicada mais de 500 anos após a suposta publicação do documento original: é a edição de 1748 da coleção Sanctorum conciliorum et decretorum nova, de Philippe Labbé. Porém, segundo Tim O’Neill, estudiosos modernos como Lambert, Brunn, Hergemöller, Tremp e muitos outros não expressa a menor dúvida sobre sua autenticidade.

Sendo verdadeira ou falsa, o fato é que a tal bula não foi responsável por nenhum massacre de gatos. Mito derrubado!

Muitas passagens da Bíblia parecem revelar que Deus muda de ideia: estava decidido a tomar determinada ação, mas diante das orações das pessoas, se comoveu e decidiu agir de outro modo. Mas atenção: essas narrativas bíblicas não devem ser entendidas literalmente. Porque o fato é que Deus não se arrepende nem muda de ideia nunca

Por exemplo, quando o livro de Gênesis diz que Deus se arrependeu de ter criado os seres humanos, devemos entender que esta linguagem era a mais adequada para que o povo hebreu, dentro de suas limitações, pudesse entender a mensagem que o Senhor queria lhes comunicar. É um modo humano de explicar as coisas que estão além do entendimento humano (linguagem antropomórfica).

A Bíblia diz:

Deus não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que se arrependa. (Núm 23,19)

Também a Glória de Israel não mente, nem se arrepende, porquanto não é homem, para que se arrependa... (I Sam 15,29)

Toda dádiva boa e todo dom perfeito vêm de cima: descem do Pai das luzes, no qual não há mudança, nem mesmo aparência de instabilidade. (Tgo 1,17)

Deus não se arrependeu de ter criado os homens, pois só se arrepende quem fez alguma coisa errada. Entretanto tudo o que Deus faz é perfeito! Se Deus mudasse de ideia, isso significaria que o que Ele estava pensando originalmente não era algo muito bom... E só depois Ele teria considerado outra solução seria melhor. Desse modo, Ele não seria onisciente, pois não saberia desde o princípio o que é o melhor a se fazer. E não sendo onisciente não seria... Deus!

Diante dessa verdade, surge uma questão importante: se Deus não muda de ideia, não seria perda de tempo rezar pedindo para que as coisas ocorram de determinado modo? Recebemos essa pergunta de uma leitora:

Se Deus é onisciente, sabe tudo o que vai acontecer, qual a importância da oração? Para que pedir algo, se Ele já sabe o que vai acontecer, e o que é melhor a ser feito? Nossa oração muda a ideia de Deus?

Antes de tudo, devemos considerar que há muitas coisas sobre Deus que não são essenciais para a nossa salvação, por isso não temos a necessidade de entender completamente agora. Uma delas é a relação de Deus com o tempo e o espaço - Deus não está sujeito a essas medidas, como nós estamos. Deus é eterno, e está FORA DO TEMPO. Não vou dedicar muito tempo aqui a explicar esse ponto, mas levem essa informação para remoer no travesseiro. (rs)

Vale lembrar que oração não é só pedido: é antes de tudo relacionamento com Deus. É desfrutar da companhia de Deus. Não falamos com as pessoas que gostamos só quando precisamos pedir coisas a elas, mas principalmente porque temos prazer em estar na sua presença. Quem ama dedica tempo a estar com o outro. Orar é dedicar tempo para estar com o coração em Deus.

Mas falemos agora especificamente das orações de SÚPLICA. O Evangelho deixa muito claro que elas são FUNDAMENTAIS para a nossa salvação. Jesus mesmo rezou para que as tentações de Satanás não levassem à queda de Pedro, e nos deixou o Pai-Nosso como valiosa herança. E Ele nos incentivou a pedir:

Pedi e se vos dará. (...) Se vós, pois, que sois maus, sabeis dar boas coisas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai celeste dará boas coisas aos que lhe pedirem. (Mt 7,7;11)

Como já dissemos antes, a oração é o relacionamento com ALGUÉM. Esse alguém é onisciente, então não devemos multiplicar inutilmente as palavras:

Nas vossas orações, não multipliqueis as palavras, como fazem os pagãos que julgam que serão ouvidos à força de palavras. Não os imiteis, porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes que vós lho peçais. (Mt 6,7-8)

Mas também não devemos ser secos e preguiçosos, como o sujeito da tirinha abaixo...

O que ocorre é o seguinte: desde sempre Deus sabe em que medida cada um de nós nos dedicaríamos à oração, e em que medida seríamos negligentes com isso. E Ele tomou suas decisões levando esse conhecimento prévio em consideração. Ele já contava com as nossas orações desde sempre! 

Deus sabe desde sempre quem será fiel na oração, e quem não será - e quando, e como. E com base nisso traçou Seu plano eterno para a nossa vida, plano esse que não muda - e nem faria sentido que mudasse. Em outras palavras:

  • as suas orações do passado, do presente e do futuro, antes mesmo que você as fizesse, já tocaram o coração de Deus desde sempre, e já pesaram na decisão eterna dEle sobre a sua vida;
  • as orações que você deveria fazer, mas não fez, já fizeram diferença no plano que Deus traçou para a sua vida, plano eterno e imutável, estabelecido desde sempre. 

Padre Pio de Pietrelcina entendia muito bem que Deus estava além do tempo. É o que mostra esse curioso momento de sua vida:

Padre Pio foi perguntado por que ele rezou pela feliz morte do seu bisavô, já que ele já estava morto há muito tempo. Ele disse: " para o Senhor, o passado não existe; o futuro não existe. Tudo é um presente eterno. Essas orações já tinham sido tidas em conta. Por isso, repito que, mesmo agora, posso rezar pela morte feliz do meu bisavô.

- Padre Pio - Histórias e memórias, de John McCaffery

Agora ajuda aí.... Diz que você entendeu minha explicação, vai!

Eu sei, pode dar um nó em nossa mente. Mas fique tranquilo. A única coisa que precisamos saber mesmo é que devemos orar muito e com fidelidade. E ponto!

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Se você não assistiu à nossa participação no programa Sem Censura, com Leda Nagle, confira no vídeo abaixo!

 

Depois de apresentar aqui no blog quem eram os cavaleiros da Ordem do Templo e como foi se deu a sua ruína, finalmente vamos falar da execução do grão-mestre Jacques De Molay.

Muitos católicos alimentam uma aura de devoção em torno desse homem. Mas o fato é que De Molay foi inicialmente egoísta ao abandonar seus irmãos Templários: se negou a abrir a boca em defesa deles, em troca da promessa de um julgamento brando para si (Henry Charles Lea. A History of the Inquisition of the Middle Ages, Volume III).

O Papa Clemente V havia designado uma comissão de bispos para tomar a frente do julgamento dos chefes Templários. A Ordem estava perdida, mas restava agora a missão de salvar a vida desses homens. A intenção foi boa, mas se mostrou inútil...

A comissão de bispos estava prestes a emitir um veredicto - que, pelo ador da carruagem, seria favorável aos chefes Templário. Antes do anúncio da sentença, o rei Felipe, o Belo, mandou raptar De Molay e o chefe dos Templários na Normandia, Geoffroy de Charny. Em seguida, os enviou para a fogueira em 18 de março de 1314, em uma pequena ilha no Rio Sena.

De Molay se redimiu de sua covardia anterior em sua morte: a compostura demostrada em meio a seu intenso tormento nas chamas lhe valeu a reputação de santo mártir entre muitas pessoas, que recolheram e guardaram suas cinzas como relíquias.

A reverência popular a De Molay aumentou ainda mais quando dois fatos muito intrigantes se seguiram à sua execução...

Apenas um mês após a morte do grão-mestre dos Templários, o Papa Clemente V faleceu, depois de muito padecer por causa de uma doença. Oito meses depois, foi a vez do Rei Felipe, o Belo, bater as botas: aos 46 anos, sofreu um acidente fatal, durante uma caçada. Em toda a Europa, o povo dizia que esses fatos foram o castigo imposto pela justiça divina pela culpa na ruína dos Templários.

A Inquisição não teve qualquer envolvimento com o assassinato de De Molay. Quanto aos demais prisioneiros Templários, nas regiões livres na influência do rei da França, eles eram tratados com muito maior respeito e legalidade – como é o caso dos Tribunais da Inquisição no Chipre e na área ibérica. 

De Molay não morreu excomungado, mas sim como cristão absolvido. Barbara Frale resume essa triste história com essas palavras (livro Os Templários e o Pergaminho de Chinon encontrado nos arquivos secretos do Vaticano):

Clemente V jamais lançou sentenças de condenação contra os Templários; em vez disso, procurou reverter a excomunhão que havia sido lançada contra eles. Aquela absolvição jamais foi revogada, e a sentença de suspensão das atividades da Ordem, sancionada no Concilio de Viena, permanece ainda hoje inalterada, mesmo após sete séculos, sob a forma de uma decisão não-definitiva.

A LENDA QUE ASSOCIA OS TEMPLÁRIOS COM A MAÇONARIA

Uma história muito popular é a de que a Ordem do Templo, após ser suprimida pela Igreja, teria sido continuada pelos maçons. A associação entre a maçonaria e os Templários se deve especialmente ao mito de que esses monges teriam ritos secretos.

Jace Stuckey desmente essa ideia: os Templários não cultivavam nenhum segredo, a não ser aqueles que envolviam informação militar. A morte dramática de Jacques De Molay tinha tons de romantismo e mistério, além da mensagem contra o fanatismo religioso; e assim, promover a sua conexão com a maçonaria pareceu muito interessante para os maçons. Porém essa associação é historicamente impossível (para saber mais: livro Seven Myths of the Crusades, editado por Alfred J. Andrea e Andrew Holt).

A maçonaria até mesmo patrocina e coordena uma Ordem juvenil chamada DeMolay, que tem o objetivo de "pescar" os jovens para se tornarem maçons. A maçonaria é condenada pela Igreja Católica, portanto, os católicos não devem se associar a ela nem à DeMolay.

Ontem explicamos a origem e a missão dos Templários, e hoje seguimos contando a história de sua ruína. Como dissemos, as doações recebidas e serviços bancários prestados pela Ordem a deixaram rica. E essa viria a ser a causa de sua desgraça...

O rei Filipe, o Belo, gastou somas imensas na guerra contra a Inglaterra, levando a França praticamente à falência. A crise era tão grave que o povo nas ruas queria linchá-lo. Ansioso para descolar uma grana que cobrisse esse rombo, há muito tempo ele tramava um golpe para se apossar do patrimônio dos Templários, que estava concentrados na França, em sua maior parte.

Em 1307, Filipe moveu um processo contra os membros da Ordem, acusando-os de crimes contra a moral e a fé católicas; antes desse ataque, ele difamou dos Templários junto às diversas cortes da Europa. O momento para isso era favorável, pois as Ordens militares tinham virado alvo da decepção dos europeus pelo fracasso militar das Cruzadas.

O rei impôs imensa pressão sobre a Igreja, e acabou tomando a frente de um perverso processo inquisitorial. Cerca de cinco mil Templários foram presos; muitos deles foram torturados sem qualquer piedade, o que os levou a confessaram crimes fictícios, conforme os interesses do que o rei.

Clemente V escreveu uma carta de protesto ao rei, pedindo muito educadamente que ele devolvesse os Templários aos cuidados da Igreja. Vale lembrar que o Papa não estava residindo oficialmente em Roma, mas sim na França, em Avignon – e isso o deixava muito mais vulnerável à força militar de Filipe.

Após meses de luta diplomática, finalmente o rei se viu obrigado a ceder ao Papa o direito de interrogar e de julgar pessoalmente os Templários. Um documento muito precioso revela exatamente como se desenrolou essa história: o Processus Contra Templarius, redigido após a investigação dos interrogatórios. O Pergaminho de Chinon faz parte do Processus.

A verdade é que o Papa jamais condenou os Templários como hereges. Em sua investigação, Clemente V constatou que muitos deles eram culpados por atos de imoralidade e por maus hábitos – na cerimônia de iniciação dos novatos, em especial, havia alguns trotes estranhos e imorais, típicos de grupos militares mundanos. Nesse rito, o preceptor testava a disposição do novato a obedecer qualquer comando de seus superiores, sem hesitar ou contestar; para isso, o expunha a atos humilhantes e indignos.

Eram abusos vergonhosos para uma Ordem nascida de modo tão nobre, mas não havia presença de heresia nem nada que motivasse a Igreja a extingui-la. A ideia do Papa era promover uma reforma espiritual e disciplinar, e unir os Templários com a Ordem Hospitalária de São João.

Em 20 de agosto de 1308, os chefes dos Templários foram absolvidos por Clemente V da acusação de heresia. Foram considerados culpados, porém, de outros pecados graves, pelo que pediram perdão e foram redimidos.

A monarquia francesa reagiu contra a sentença papal, e os homens Conselho real até mesmo discutiam seriamente a hipótese de se criar uma Igreja francesa autônoma e separada de Roma. Essa chantagem surtiu efeito: sofrendo de violentas hemorragias e estando gravemente doente, o Papa não tinha mais forças para levar em frente aquela batalha, e entregou os pontos.

Em agosto de 1309, Clemente V decretou a suspensão (não-definitiva) da Ordem dos Templários, que foi sacrificada para salvar a unidade da Igreja. Os bens dos Templários foram confiscados: uma parte deles foi destinada à Ordem dos Hospitalários e outra parte foi abocanhada pelos príncipes.

A partir aí, foi uma tragédia: ignorando e violando a autoridade papal, as autoridades reais atiraram dezenas de templários inocentes à fogueira. Outros tanto morreram na prisão, em consequência das pesadas torturas. “Na ocasião, os teólogos de Sorbonne haviam se manifestado contra a decisão, declarando-a completamente ilegal, mas este seu parecer jamais foi levado tem conta” (Barbara Frale. Os Templários e o Pergaminho de Chinon encontrado nos arquivos secretos do Vaticano).

Portanto, as evidências documentais provam que quem matou os membros da Ordem do Templo foi o rei da França, e não a Igreja!

E assim os Templários foram varridos da face da terra, o que culminou com o dramático sequestro e assassinato do grão-mestre Jacques De Molay na fogueira. Essa história nós vamos contar no próximo post. Fique de olho! 

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