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Segunda, 30 Novembro -0001 00:00

Santos do Céu - intercessores para os católicos, ociosos para os protestantes

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As Escrituras não deixam margem para dúvidas: os cristãos – vivos ou falecidos – participam da natureza divina como membros do Corpo de Cristo, e isso permite que eles intercedam uns pelos outros junto ao Pai. Agora, estudaremos mais detidamente quatro fatores presentes na Bíblia que fundamentam essa crença.

Antes de tudo, respondemos à uma objeção frequente: se os santos no Céu não são oniscientes nem onipresentes, como podem ficar a par dos pedidos que os fiéis lhes fazem, na Terra? É simples! Pensem a nossa cabeça: ela se comunica com todos os membros do nosso corpo, do contrário, não poderia comandá-los. Igualmente, Cristo (a cabeça da Igreja) se comunica com todos os membros de Seu Corpo Místico - os batizados - e em especial com aqueles que estão mais perfeitamente ligados a Ele, os santos.

Assim, os santos não tomam conhecimento de nossas súplicas por capacidade própria, mas sim por meio da onisciência e onipresença de Jesus Cristo, ao qual estão ligados. E assim são autorizados a saber tudo o que for necessário.

OS CRISTÃOS REZAM UNS PELOS OUTROS

No Antigo Testamento, a intercessão dos santos é explícita. Foi pela oração de Moisés que a sua irmã livrou-se da lepra (Num 12, 10-15); foi pelo clamor de Elias que o filho da viúva de Sarepta ressuscitou (I Reis 17,19-24); foi pela intercessão de Jó que o Senhor perdoou Elifaz e seus companheiros (Jo 42,8).

Ora, não poderia a mulher de Aarão ter orado diretamente a Deus? Sim, poderia... Mas seu marido pediu a intercessão de Moisés. E não poderia a viúva ter pedido pela vida do filho diretamente a Deus? Sim! Mas entregou sua angústia ao profeta Elias. E quanto a Elifaz, teve que pedir a intercessão de Jó, do contrário, Deus não o atenderia. Você não acha isso certo? Então senta e chooooooora!

Agora, vamos ao Novo Testamento. São Paulo e São Tiago recomendam vivamente que intercedamos uns pelos outros junto a Deus:

“Acima de tudo, recomendo que se façam preces, orações, súplicas, ações de graças por todos os homens...” (I Tim 2,1)

“Está alguém enfermo? Chame os sacerdotes da Igreja, e estes façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor. A oração da fé salvará o enfermo e o Senhor o restabelecerá. Confessai os vossos pecados uns aos outros, e orai uns pelos outros para serdes curados. A oração do justo tem grande eficácia.” (Tgo 5,14-16)

Está claro como cabelo depois de passar água oxigenada: os cristãos intercedem uns pelos outros. E mais: essa intercessão não cessa após a morte. No livro do Apocalipse, está dito que os santos mártires clamam a Deus para que o sangue que eles derramaram seja vingado (Apo 6,9-10). São João Evangelista também viu as almas daqueles que foram purificados pelo Sangue de Cristo, e eles ficam diante do trono de Deus, servindo-O dia e noite (Apo 7,15).

Ou seja, os santos falecidos não estão verdadeiramente mortos, mas estão alertas, conscientes, vivem e servem diante de Deus. Afinal, como disse Jesus, o Senhor "não é Deus dos mortos, mas dos vivos" (Mt 22,32).

apocalipse_joao

Eis outra evidência bíblica: Macabeus descreve sua visão de Jeremias, já falecido, orando e intercedendo pelo povo judeu (II Mac 15,12-14). Só esse trecho das Escrituras basta pra mandar pro espaço a tese protestante de que os santos falecidos não intercedem por nós. O efeito é similar ao dos "mísseis Jericho" do Tony Stark! Boooooooommmmm!!!! Le-van-tou poeira! Poeiraaaaaaaaaa...

tony_stark

OS SANTOS REALIZAM MILAGRES

Nos Evangelhos e no livro dos Atos, vemos que os Apóstolos expulsam demônios e realizam curas, usando o nome de Jesus. E mesmo depois de mortos, os santos realizam milagres: um morto ressuscitou após seu corpo tocar nos ossos do falecido profeta Eliseu (II Reis 13, 20-21). Já falamos aqui no blog sobre a questão das relíquias (ver aqui).

Eu vos garanto: quem acredita em Mim fará as obras que Eu faço, e fará ainda maiores do que estas, porque Eu vou para o Pai.” (João 14,12)

É escandaloso que pobres homens, cuja carne um dia a terra há de comer, realizem milagres iguais aos de Jesus... ou ainda maiores do que os d’Ele! Acaso esses homens podem algo por si mesmos? É evidente que não, o poder é todo de Cristo! Os santos são somente mediadores, ou seja, Deus realiza POR MEIO (com a mediação) deles.

TODO CRISTÃO EXERCE UM "SACERDÓCIO RÉGIO"

O sacerdócio comum dos fiéis batizados – que é diverso do sacerdócio ministerial, exercido pelos padres e bispos – está atestado no primeiro livro de Pedro. A “raça eleita” exerce um “sacerdócio régio” (1 Pd 2,9), diz o Apóstolo.

Sim, bem sabemos que o Único Sacerdote é Jesus Cristo, pois só Ele ofereceu o sacrifício perfeito e definitivo pelos pecados dos homens. Mas, se todo povo de Deus é povo sacerdotal, então todos também tomam parte de um mesmo sacerdócio, o sacerdócio de Cristo.

A CONFISSÃO DOS PECADOS

Antes de subir aos Céus, Jesus vinculou o perdão dos pecados à mediação dos seus discípulos (Jo 20,22-23). Só quem eles perdoassem teriam os pecados perdoados; do contrário, nada feito! O Sacramento da Confissão, obviamente, não cessou com a morte desses primeiros ungidos, mas teve continuidade por meio de seus sucessores, os sacerdotes da Santa Igreja Católica.

São Tiago reafirma essa ordem: “Confessai os vossos pecados uns aos outros” (Tgo 5, 16). Durmam com essa, vocês que dizem que o único mediador é Jesus, sozinho, isolado dos membros do Seu Corpo! Temos que confessar nossas culpas a pecadores como nós, e não basta confessá-los diretamente a Deus. Precisamos de mediadores humanos, participantes da missão mediadora d’Aquele que é o único mediador: Jesus Cristo!

Depois de tudo o que expusemos aqui, ainda vai ter crente capaz de dizer que esses episódios de intercessão na Bíblia não têm nada a ver com mediação. Gente, protesta, mas não apela! Se podemos rezar diretamente a Deus, mas em vez disso pedimos que alguém interceda por nós, esse alguém está necessariamente mediando a nossa relação com Deus!

Mas, tem gente que é assim: vê que o troço tem pele de crocodilo e se comporta como um crocodilo, mas ainda assim insiste em dizer que aquilo não é um crocodilo, e sim um tronco...

1206 Terça, 05 Setembro 2017 14:33

Comentários   

0 # Simone Alves 31-08-2016 16:50
Amei essa página! Parabéns. Deus os abençoe e que o Espírito Santo continue dando sabedoria e discernimento! Que Nossa Senhora, nossa Mãe e Rainha, interceda sempre por voces! E domingo, dia 04/09, ganharemos mais uma intercessora, Santa Madre Tereza de Calcuta! Paz e Bem!
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0 # A Catequista 31-08-2016 17:02
Obrigada, Simone!
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0 # Elisio de Jesus Sampaio 05-04-2016 22:01
Muito boa essa página!
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-2 # Alex 01-11-2015 14:51
Olá, sou católico, gostei de alguns textos desse blog. O que acho triste é o tom bem irônico que o autor utiliza para defender a nossa fé. Não importa o que nossos irmãos evangélicos falam da gente, muitos até nos respeitam (e é assim que deve ser, esse respeito mútuo). Sugiro, em forma de conselho, que o blogueiro, utilize de uma linguagem mais adequada, sem ironia, sarcasmo, pois fica a entender que defende/esclarece a fé Católica atingindo as outras denominações religiosas. Não é bem assim! Que sejamos capazes de esclarecer as coisas iluminados pelo Espirito Santo de Deus, cultuando-O até em nossas palavras.
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+1 # A Catequista 01-11-2015 21:56
Oi, Alex! Agradecemos seu comentário, mas o seu conceito de "linguagem adequada" é bem diferente do nosso. A ironia e o sarcasmo são elementos essenciais do nosso blog, e vamos seguir assim, a despeito de algumas incompreensões. Na Bíblia, o profeta Elias fez troça dos profetas de Baal, então está na Palavra de Deus: a ironia pode ser usada, com a devida prudência, como arma contra as heresias. Sobre a nossa linguagem, já publicamos um post: Católicos brutos também amam http://ocatequista.com.br/archives/3609 Nós da equipe do blog pensamos neste espaço como um local onde os católicos aflitos e acuados por todos os lados pudessem desabafar, e nada melhor do que desabafar com zoação. Costumamos dizer que isso aqui é como um papo de boteco! :-) Então, além de abordar os temas teologicamente, nossos posts funcionam como um alívio cômico para o drama que os católicos vivem em seu dia a dia: são achacados na escola, na universidade e no trabalho por ateus e protestantes malas (certamente, nem todos os ateus e protestantes são malas). É isso. Gostamos de responder aos ataques alheios à nossa fé com humor e, sim, com insolência! Abraço!
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0 # Marco 08-10-2015 14:57
Olá, Sei que o texto é antigo, mas apenas agora, por "acidente", tive a oportunidade de lê-lo. Enfim, ótimo texto, gostaria de contribuir relembrando-vos, ainda, da parábola do nosso Senhor, no evangélio de São Lucas 16, 19-28. Trata-se da parábola do rico e de Lázaro, onde após a morte o rico vai para o inferno e Lázaro vai para os braços de Abraão! O detalhe é que é uma parábola, ou seja, narrada pelo próprio Jesus Cristo, que poderia citar como exemplo, que Lázaro estaria em seus braços após a morte, ou nos braços de Deus, ou nos braços do Pai etc., mas citou como exemplo os braços de Abraão. No versículo 27 dessa mesma passagem, o rico ainda roga a Abraão que mande Lázaro à casa de seu pai para testemunhar sobre o céu e o inferno. Enfim, acho essa parábola ainda mais gritante do que a própria passagem de II Macabeus. Essa é minha contribuição. obrigado.
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0 # Janderson 17-10-2014 12:19
Eu não sei dizer o quão feliz eu estou por achar palavras tão embasadas quanto as suas! Simplesmente magnifico, vou repassar à outros colegas, grato. Abraço e que Deus nos ilumine.
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0 # João Silva 20-02-2014 14:05
Boa tarde galera. alguém sabe informar boas bibiografias ou escritos de santos para comprar? Tipo de Santo Antonio, Agostinho, são Francisco, Santa Clara, Padre Pio... entre outros.
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0 # Erico Rempel 10-02-2014 19:01
Muitos protestantes não teriam problemas com a maior parte do que foi comentado no blog, apesar do tom de deboche. Acho que o blog deveria se concentrar no que os protestantes de fato condenam: que se dirija orações aos que já partiram. Toda oração na Bíblia é dirigida a Deus. "A favor dos vivos consultar-se-á aos mortos?", Is 8:19
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0 # Jotacê 14-02-2014 13:30
Outra: em São Lucas, capítulo 16, o rico, do inferno, apela a Abraão. Abraão o ouve, mas não intercede por um simples motivo: o destino do rico já estava selado, e aos seus parentes caberia seguir fielmente a doutrina; estavam tão enredados no luxo e no ócio que qualquer coisa além disso, mesmo um morto ressuscitado, não lhes tiraria do torpor.
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0 # Erico Rempel 14-02-2014 16:03
Mais uma vez, isso é uma comunicação entre duas almas "no além". Não existe texto ensinando que os vivos devam se comunicar com os mortos. Falamos com o Deus vivo.
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0 # Sidnei 14-02-2014 23:16
"Mais uma vez, isso é uma comunicação entre duas almas “no além”. Não existe texto ensinando que os vivos devam se comunicar com os mortos. Falamos com o Deus vivo." E daí?, falamos com os Santos que estão nos céus e não estão mortos, mas bem vivinhos como todos nós, embora seus corpos, estes sim, estão mortos e repousando nas sepulturas a espera da ressurreição final, quando as almas dos Santos que estão nos céus se unirem novamente a estes corpos que serão transformados para saírem gloriosos das sepulturas. O problema dos protestantes como já citei uma vez, é que eles querem tudo mastigadinho, que esteja tudo conforme o que eles creem, se não estiver, não vale, mas o que eles não entende, e acredito que não vão entender nunca, é que muitas coisas que cremos não esta de maneira explicita na Bíblia mas de maneira implícita, como por exemplo: aonde esta que JESUS diz com todas as letras, "EU SOU DEUS", em lugar nenhum, se for ver, JESUS nunca disse nada explícito a este respeito, mas somente implícito, como quando ELE disse: "EU E O PAI SOMOS UM"; "QUEM ME VÊ, VÊ O PAI"; "O PAI ESTA EM MIM E EU NO PAI"; "TUDO O QUE O PAI POSSUI É MEU"; "ANTE DE VOCÊS EXISTIREM EU SOU", enfim, somente por estas frase de maneira implícita é que JESUS se declara DEUS, depois viriam os Apóstolos que iriam esclarecer um pouco melhor sobre isto, outros um pouco mais explícito como São Paulo e São João Apóstolo e Evangelista que começa seu evangelho dizendo: "No princípio era o Verbo, o Verbo estava junto de DEUS e o Verbo era DEUS", daí se depreende confirmar a divindade de JESUS CRISTO. Seguindo o mesmo exemplo, temos a fé na Comunhão dos Santos que mesmo não aparecendo de maneira explícita na Bíblia, esta contida tal fé amplamente amparada nas Sagradas Escrituras de forma implícita, porém tudo pode ser resumido como foi ditado no inicio desta mensagem: "Todos nós, vivos que estamos neste mundo e aos que já estão diante de DEUS, formamos um só corpo em JESUS CRISTO, um só Igreja, e portanto, um poderá auxiliar o outro, sobre tudo, nossos irmãos no céu que poderão orar intercedendo por nós diante de DEUS nosso Pai em nome de JESUS NOSSO SENHOR", isto não é suposição, isto é nossa fé, seguida pela Igreja em todos os tempos, somente protestantes teimosos é que não querem enxergar e não aceitar, paciência, mas vir aqui e dizer que não viu nada, que tudo e suposição, e bater o pé querendo se dizer dono da verdade (entre as várias que existem no meio protestante) e de não dar trela mesmo, e mandar andar.
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0 # A Catequista 14-02-2014 16:12
Erico, Seu último comentário foi apagado. A fé cristã, conforme está escrito na Bíblia, deve se fundamentar na escritura e na Tradição. Se você, contrariando a Bíblia, acha a Tradição digna de pouco crédito, aí é contigo. A autoridade apostólica não morreu com os Apóstolos, mas continua por meio de seus legítimos sucessores: o Papa e os bispos da única Igreja fundada por Cristo, conforme já explicamos nesse post: Fora da Sucessão Apostólica, pastor e bispo é tudo made in Paraguay http://ocatequista.com.br/archives/10517 Essa é uma página católica. Não daremos espaço para proselitismo protestante.
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0 # Erico Rempel 14-02-2014 16:37
Catequista (desculpe, não sei seu nome), não achei que meu post tinha sido ofensivo. Se você considerou assim, peço seu perdão. Minha intenção foi só colocar a posição protestante conforme eu aprendi e não conforme algumas igrejas protestantes ensinam. Já que você abriu a questão em um forum aberto, não sei porque minha opinião foi deletada, mas vou respeitar sua decisão.
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0 # A Catequista 10-02-2014 22:22
Erico, Já publicamos alguns posts sobre a intercessão dos santos: Intercessão dos santos – versão bíblica e versão crente http://ocatequista.com.br/archives/11796 Santos do Céu – intercessores para os católicos, ociosos para os protestantes http://ocatequista.com.br/archives/11817 Relíquias de santos: SIM, eu venero! http://ocatequista.com.br/archives/9739
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0 # Erico Rempel 14-02-2014 12:37
Desculpe, mas após ler os artigos mencionados verifiquei que nenhum deles menciona a base bíblica para orarmos aos que já partiram. Apenas especulam sobre possíveis intercessões que os santos fariam por nós no céu, mas não mostra a base bíblica para invocá-los e orar a eles. Não parece haver nenhum exemplo disso na Bíblia, ficando por conta da tradição. Temos base nas Escrituras para pedir oração aos vivos, mas não aos mortos. Toda oração na Bíblia é dirigida a Deus.
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0 # A Catequista 14-02-2014 13:34
"Ficando por conta da Tradição"... Erico, e acaso a Tradição é menos importante do que a Bíblia? Pois não foi a partir da Tradição que a Bíblia foi gerada? A própria Bíblia nos ensina que devemos aceitar a Tradição oral. Mas os protestantes não querem entender essa parte da Bíblia, aí fica difícil. Recomendo que leia: http://www.veritatis.com.br/apologetica/biblia-tradicao-magisterio/1303-a-biblia-indica-que-devemos-aceitar-a-tradicao-oral
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0 # Jotacê 14-02-2014 13:21
"Muitos protestantes não teriam problemas com a maior parte do que foi comentado no blog, apesar do tom de deboche." *** Sei, sei... Os protestantes diariamente, a cada hora, a cada minuto, insultam o que nos é mais caro (Eucaristia, Nossa Senhora, o Papado, etc.), mas quando um site católico utiliza um pouquinho de ironia, vocês vem com mimimi do tipo "ui, estão debochando de nós!". O nome disso é hipocrisia, meu caro. *** "Desculpe, mas após ler os artigos mencionados verifiquei que nenhum deles menciona a base bíblica para orarmos aos que já partiram." Conversa fiada. Se, por exemplo, São Mateus 22,32 interpretado à luz de Apocalipse 7,15 não comprovam a intercessão dos santos nos céus, você quer o quê? Uma carta (escritura) assinada e autenticada por Deus em três cartórios diferentes? São Mateus 22,32: "Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó (Ex 3,6)? Ora, ele não é Deus dos mortos, mas Deus dos vivos." Apocalipse 7,15: "Por isso, estão diante do trono de Deus e o servem, dia e noite, no seu templo. Aquele que está sentado no trono os abrigará em sua tenda. Já não terão fome, nem sede, nem o sol ou calor algum os abrasará".
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0 # Erico Rempel 14-02-2014 12:25
Obrigado pelos links.
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0 # Guilherme Albuquerque 13-01-2014 20:31
Salve Maria, Perfeitooo!!!!! Não há o que discutir.. A Catequista dá uma surra teológica nos nossos irmãos protestantes!! Aprendo cada vez mais, obrigado. O blog é perfeito e o trabalho é MELHOR AINDA. PAX.
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0 # Sandy 10-01-2014 01:21
Olá! Gostaria que você me tirasse duas dúvidas por favor. Mês passado fiz uma confissão. Fazia 12 anos que não me confessava. Para não deixar passar um só pecado, escrevi tudo e dei para o padre. Ele leu e fez suas reflexões. Porém, senti um certo repúdio da parte dele e no final ele não fez a oração da absolvição. Terminou e disse para eu ir em paz. Pergunto: Devo me confessar novamente os mesmos pecados com outro padre ou o erro foi dele? A outra é que vivo com o pai da minha filha a dois anos. Porém não somos casados. Devo parar de comungar? Obrigada!!!
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0 # A Catequista 10-01-2014 10:26
Oi, Sandy! Pela sua descrição, parece-me que você não foi acolhida por um bom confessor. Se ele não impôs as mãos sobre você e disse ao menos "teus pecados estão perdoados, em nome do Pai..." etc, então a absolvição não foi dada. E, se ele não deu a absolvição, deveria ter explicado o porquê. Para se confessar validamente, você deve se arrepender e se propor a abandonar todos os seus pecados graves. Nesse caso, é preciso que você sacramente a união com o pai de sua filha, na Igreja. Há algum impedimento para isso? Algum de vocês já foi casado na Igreja? Sim, Sandy, você só deve comungar depois de resolver essa situação. Ore e peça que Jesus te conduza a um bom pastor, um bom padre, porque esse aí foi péssimo! Grande abraço, fique com Deus!
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0 # carlos 09-01-2014 12:21
“Era como se eu lesse a continuidade do livro bíblico dos ATOS dos APÓSTOLOS, até chegar nos dias de hoje sem qualquer ruptura". Não sei se fui claro acima, mas esqueci de dizer que essa era a fala do meu primo convertido. Ele dizia isso, após a conversão.
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0 # Harun Salman 09-01-2014 15:32
Deu para entender, sim, Carlos! E que experiência emocionante a do seu primo! Que Deus o abençoe no caminho da verdade! Lembrou-me do relato do Scott Hahn, você já leu? Também ele um pastor protestante que converteu-se à Igreja de Cristo através do estudo da Patrística. Assim como a grande escritora, Gertrud Von Le Fort. E muito bacana na experiência dessas pessoas é que elas não precisaram renunciar a todo o tesouro de conhecimento e experiência adquirido antes das suas conversões: "Na casa do Pai há muitas moradas." Um grande abraço!
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0 # fran 08-01-2014 08:42
Muuito obrigadaa!
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0 # Roger Carvalho 07-01-2014 21:15
MUITO BOM
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0 # fran 07-01-2014 16:29
olá a todos, entrando nesse assunto sobre intercessores, já ouvi falar (fiquei meio na dúvida) sobre a intercessão ás Almas do purgatório, que se recorridas podem tanto como santos intercederem pelos cristãos, és vero?!
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0 # A Catequista 07-01-2014 16:41
Fran, Todos que fazem parte do Corpo Místico de Cristo podem interceder pelos demais irmãos. É claro, quem já está na glória do Céu, em tese, tem uma oração mais eficaz. Mas almas do Purgatório são membros da Igreja, então, podem interceder tb. Assim diz o Frei Josué Pereira: "Elas não podem fazer nada por elas mesmas, mas podem oferecer o sacrifício. E quem reza tem esse grande privilégio de receber auxílio em muitos momentos. E quando essas almas saírem do estado de purgatório e chegarem ao céu, à plenitude da salvação, verdadeiramente elas vão poder fazer mais por nós." Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/entrevista/entrevistas.php?id=957
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0 # carlos 08-01-2014 16:21
Sua resposta me fez lembrar de uma passagem um tanto " misteriosa" de uma das cartas de São Paulo que é pouco citada (eu não saberia dizer qual agora)mas que me parece (apesar de ser um tanto "obscura", por assim dizer) iluminadora, se é que a interpreto corretamente. Em determinado momento da carta, ele se refere à um costume dos primeiros cristãos, de "se deixarem batizar pelos mortos" (!). Eu entendi que seria algo como em nome dos mortos, no lugar deles, para que de algum modo a graça salvadora do Batismo os atingisse. O que faz lembrar a descida do Senhor à mansão dos mortos (sábado santo) do Antigo Testamento a fim de que também eles possam ser atingidos pela sua salvação. Eu jamais vi essa passagem ser citada em qualquer reflexão ou apologética acerca do purgatório (no caso, mais no sentido de nossa intercessão pelos que lá se acham, das missas que lhes oferecemos em sufrágio, as indulgências e tudo isso), mas (salvo engano interpretativo meu) sempre me pareceu uma passagem iluminadora acerca do intercâmbio espiritual que a comunhão dos santos faz acontecer entre nós. Aproveito para parabenizar, agradecer e incentivar o vosso proveitoso ministério. Já vi muita gente testemunhando o quanto ficou mais pertinho de Jesus por causa das palavras que vocês permitem que o Espirito de Deus, anuncie através do vosso blog. Que Deus os abençoe muito!
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0 # Sidnei 08-01-2014 21:44
Carlos a passagem que você citou é esta: "De outra maneira, que intentam aqueles que se batizam em favor dos mortos? Se os mortos realmente não ressuscitam, por que se batizam por eles?" (I Coríntios 15, 29), alguns vê aqui um tipo de sufrágio aos falecido que não conheceram o evangelho e ou que conheceram mas não foram batizados, vindo a falecer antes, por isto haviam aqueles que se batizam por eles. São Paulo parece não negar mas também não apoiar tal pratica, mas lendo I Corintos 15 veremos que São Paulo cita tal prática, por causa daqueles que não criam na ressurreição dos mortos, pois se não haverá ressurreição, então para que os corintios realizariam tal prática já que não houvesse ressurreição dos mortos?. Mas esta passagem também chama atenção para que aquilo que justamente estamos debatendo sobre este assunto, a respeito da intercessão do Santos e de todos os cristãos de uns pelos outros, e mais especificamente, sobre os sufrágios que os primeiros cristãos já realizavam em favor dos falecidos, talvez, aqui se encontre o embrião na fé de que hoje temos a respeito das orações que fazemos a nossos falecidos cujas as almas se encontram no Purgatório. Outra passagem que também se assemelha a esta, está em II Timóteo 1, 16-18 : "O Senhor conceda sua misericórdia à casa de Onesíforo, que muitas vezes me reconfortou e não se envergonhou das minhas cadeias!. Pelo contrário, quando veio a Roma, procurou-me com solicitude e me encontrou. O Senhor lhe conceda a graça de obter misericórdia junto do Senhor naquele dia. Sabes melhor que ninguém quantos bons serviços ele prestou em Éfeso.", muitos também vê aqui uma oração de sufrágio, haja vista que São Paulo pede misericórdia a casa de Onesífero, mas ao Onesífero ele pede misericórdia naquele dia (juízo final ou particular), o que parece que dar a entender que Onesífero já estava falecido, e que mediante a isto se prova que os primeiros cristãos já faziam orações de sufrágio em favor das almas tal como fazemos nos dias de hoje, além da influencia da passagem de II Mabeus 12, 39-46. Os mormons, até aonde eu sei, é que parecem ainda praticar este batismo pelos mortos, a igreja primitiva principalmente os corintos a realizavam, mas se abandonaram é porque não havia tanto sentido assim, em vez disto, passou a se fazer orações em favor das almas dos falecidos, sobre tudo daqueles que padecem no purgatório, e isto é o que conta também a Tradição da Igreja. Leia mais em: http://www.bibliacatolica.com.br/biblia-ave-maria/ii-timoteo/1/#ixzz2pjQjiHLb
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0 # carlos 09-01-2014 12:14
Bacana amigo, a reflexão acerca dessas passagens significativas das cartas paulinas. O Novo Testamento está cheio desses "embriões" daquilo que depois se tornou usual entre nós. E isso tem feito, muitos pastores protestantes que se apaixonam pela patrística e pelo tempo pós-apostólico, ficarem impressionados com o que descobrem ao estudar os tempos imediatamente pós-apostólicos (de Policarpo, Inácio de Antioquia, Ireneu, Justino e cia). Normalmente chegam à seguinte e óbvia conclusão: "A igreja do Senhor já nasceu católica, apostólica e romana!" Porque tá praticamente tudo ali nos comecinhos: a crença na presença real do Senhor na Eucaristia, a transmissão continua do episcopado, a primazia da Sé de Roma e do seu bispo, a devoção à Maria, etc. Toda a evolução posterior foi praticamente mais na forma que no conteúdo essencial e no sentido de compreender mais profundamente o conteúdo, a graça recebida. Como diz o Pe.Paulo Ricardo, "a bíblia não cai pronta do céu com ziper e tudo" como se fosse uma normatização decidida numa canetada divina única (como é o caso do Alcorão, por ex, que é assim interpretado) mas registra uma maturação, um aprofundamento, sob a guia Espírito, que vai criando duas coisas simultâneas: a consolidação de uma Tradição que o Espírito do Senhor vai dando à igreja ( a memória da fé) e exatamente por causa da solidez dessa tradição, uma grande capacidade inovativa e criativa, pois nada se cria no ar, mas a partir de alicerces firmes que dão segurança e vigor ao novo. Um primo meu, pastor metodista, resolveu estudar o cristianismo desde as origens mais remotas. De João Evangelista, ele passou a São Policarpo e Inácio, Ireneu até chegar a São João Newman no século 19(o famoso protestante inglês convertido ). Ele ficou tão impressionado com a coerência e a harmonia do crescimento da compreensão que o Espírito foi dando à sua igreja(apesar das muitas polemicas por que passou este crescimento) que acabou optando (ou melhor Cristo o escolheu e chamou!) pelo catolicismo e hoje é diácono permanente. Ele via por exemplo a descrição histórica que Justino faz da celebração eucarística dominical entre os primeiros cristãos ( o ofertório, a oração eucarística, o viático levado aos enfermos, tudo tão parecido com o que fazemos ainda hoje)que ele passou a se sentir muito familiar ao catolicismo. Sem desprezar alguns tesouros que seus irmãos protestantes ainda guardavam/cultivavam (como herança do tempo em que ainda estavam conosco antes de Lutero)e até por vezes, desenvolviam melhor que nós, ele começou a se sentir cada vez mais estranho no ninho entre eles. "Era como se eu lesse a continuidade do livro bíblico dos ATOS dos APÓSTOLOS, até chegar nos dias de hoje sem qualquer ruptura. Diversas igrejas diocesanas da Europa, Ásia e Africa (sobretudo a diocese de Roma), podiam traçar de frente para trás, a linha sucessória dos seus bispos até chegarem aos tempos apostólicos e, isso o deixava cada vez mais encantado. Foi realmente um tempo de graça que ele viveu e ele hoje vê a Bíblia com outro olhar, pois conhece intimamente a mãe da Bíblia.
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0 # Bruno 07-01-2014 14:30
Meus irmãos em Cristo, digo irmãos, pois quero todos evangélicos ou católicos como irmãos em cristo e ponto, o que a amanda falou (…que seus filhos sejam reunidos em torno de um só Pastor, que é Ele mesmo.) é algo pra se pensar, digo por mim, pois não defendo nem um lado nem outro nessa questão e sinceramente não estou preocupado em saber quem está certo ou quem está errado, mas ao que me parece, muitos estão preocupados apenas em defender a bandeira do catolicismo ou do protestantismo, deixando de lado o fato primário e o centro de toda a história desde a criação aos dias de hoje, ao meu ver o fato mais importante, todo homem é pecador e só pode ser salvo mediante a graça encontrada pela fé em Cristo. Cristo é tudo. Não sou doutor de nada, nem sábio, nem filosofo ou estudioso, mas o questionamento que reina em meu coração não é referente à intercessão dos santos ou sobre os livros tirados da bíblia pelos protestantes, mas é sobre o que a graça de Deus tem feito em mim, qual parte do meu ser ainda está apegada ao pecado e o quanto mais a cada dia eu sou transformado pelo Espírito de Cristo a ponto de aumentar a minha fé e meu reconhecimento diante da grandeza de Deus? O quanto minha fé tem aumentado? o quanto eu creio mais no poder salvífico de Cristo do que em minhas boas obras, que podem até ser boas, mas revelam que eu confio mais em minhas boas ações do que na morte e ressurreição de cristo que levou sobre si todos meus pecados e assim nos salvou. A bíblia nos diz que a fé é dom de Deus, portanto ninguém deve se gloriar por crer, mas toda glória e mérito é de Deus. Será que nós, ao olharmos no espelho da palavra de Deus, procuramos examinar nosso coração e seus desejos mais perversos e ocultos e trazê-los a Luz da Palavra para serem transformados ou procuramos virar o espelho pro lado pra tentar ver um pouco do reflexo externo da vida do outro? Quando vemos que em nosso coração existe tanto mal quanto possamos nos envergonhar em dizer, será que temos o mesmo arsenal de argumentos teológicos e bíblicos que temos para analisar os protestantes? Estou partilhando o que acredito, se este não for um canal adequado, é só dizerem. Será que temos a mesma perspicácia e empenho em examinar nosso próprio coração pra ver se ele está tomado por Cristo ou pelo pecado? Sou apenas um cristão partilhando o que lhe incomoda o coração com outros cristãos, que assim espero que sejam em sua essência e não apenas se intitulem como tal.
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0 # carlos 08-01-2014 15:08
E que bom, meu irmão Bruno, que você está empenhado em deixar que a graça de Jesus realize a salvação em sua vida! E que bom que você nos exorta a termos essa mesma abertura ao poder salvador da graça de Cristo. E que bom também que (muito mais que seu empenho em se abrir à gratuita salvação de Jesus e em nos exortar a fazer o mesmo)a comunhão que Jesus cria entre nós ( e a intercessão que vivenciamos por causa do DOM dessa comunhão em Cristo) é ainda maior força e incentivo a centrarmos nossa vida em Jesus, acolhendo-o como único e suficiente salvador de nossas vidas. Claro, uma multidão de gente que acolhe a salvação (e ainda ora em Cristo para que façamos o mesmo), uma "nuvem de testemunhas" como diz São Paulo, só pode reforçar e ajudar ainda mais o caminho da salvação. Não tenho a menor dúvida disso! Cada vez que ouço (ou vejo) um testemunho, uma palavra (mediadora!)que me exorta a estar aberto a Jesus, como a sua agora (e muito mais: como a dos santos experimentados nessa abertura à Jesus!) com certeza cresço na fé. De modo que não se trata aqui de estar argumentando contra protestantes ou a favor de católicos (até porque "católico" sequer é denominação ou nome de igreja, mas característica, adjetivo qualificador desse mistério e dom divino que é a igreja do Senhor. Aliás, ai do cristão que não for universal (isto é: católico) no zelo de atingir o mundo todo com a boa nova que salva e no empenho em acolher a totalidade da revelação divina. Trata-se simplesmente de anunciar a beleza do DOM de Deus, a comunhão que seu poder salvador cria entre nós, quando nos chama a salvação, a beleza que é o intercedermos uns pelos outros (estejamos na terra ou no céu) dentro dessa comunhão bonita que Ele nos dá. Não se trata de defesa intelectual da fé (pelo menos, não sobretudo) mas também (e aí, sim, sobretudo!) de anunciar o dom de Deus, a beleza do que Ele faz entre nós, de cantar suas grandes maravilhas, de louva-Lo e adora-Lo pela salvação que Ele tem feito acontecer em nossas vidas, pela santidade de vida que seu Espírito desperta na vida de todo aquele que se abre a seu poder e pela intercessão dos santos que só faz reforçar e aumentar essa abertura "dos santos" (ou seja, nós) ao dom da graça salvadora de Jesus. Testemunho e toco de perto essa realidade toda vez que leio a vida de um santo. Seja a vida de um São Paulo na Bíblia, testemunhando muitas vezes, o quanto o exemplo de outros santos (falecidos ou vivos)faz crescer sua fé no Senhor. Seja a vida de um Dom Bosco, sempre lembrando do incentivo que lhe vem em ser fiel a Cristo, quando se recorda dos exemplos daquele que outro seguidor fiel que foi São Francisco de Sales. É muito comum, na leitura da vida dos santos, ver o quanto cada um se sente incentivado a se abrir mais e mais ao Cristo Salvador,por causa do testemunho de outros cristãos santos, cuja lembrança eles carregam no coração. O exemplo ( e também a contínua intercessão dos santos) não só não é irrelevante e nem secundária, como é extremamente crucial para que a obra do Senhor Jesus seja o que ela é: DOM GRATUITO sem qualquer merecimento prévio da nossa parte. A missão cresce no mundo, o nome e a salvação de Jesus se espalham, porque os santos (na terra e no céu)continuamente intercedem, oram e imploram ao Senhor: VENHA A NÓS O VOSSO REINO!!!! SEJA FEITA A VOSSA VONTADE! A vida cristã em si, toda ela, é contínua intercessão para que a salvação aconteça, para que Jesus seja conhecido, amado e servido como único Senhor e mediador da nossa salvação. Não estamos aqui falando de uma versão ou interpretação da bíblia contraposta à outra! Não falamos de duas coisas contrapostas, mas estamos anunciando com humilde alegria e gratidão, uma realidade única e indivisa: a contínua intercessão que o Salvador faz pelo mundo diante do Pai e a beleza de estarmos intimamente associados (na terra e no céu!) à essa intercessão como CORPO MÍSTICO que DELE somos. Isso não é um troço intelectualista (não é um "arsenal de argumentos teológicos"). É o alegre anúncio daquilo que o bom Deus tem feito no mundo, é o louvor cheio de gratidão pela beleza da sua obra salvadora! E é claro, assim como é anúncio de uma graça sobrenatural e divina, sua recepção da parte de quem lê, não dependerá sobretudo de uma capacidade intelectual de penetração ou sutileza de raciocínio (embora creiamos com todo o ser: coração e razão). Será pura obra do Espírito de Deus que sopra onde e como quer e não depende estritamente da nossa capacidade argumentativa, dependerá da honestidade de quem "ouve" (lê) e da sua pureza e simplicidade de coração em acolher o que seu interior percebe como graça que passa! A paz do Senhor esteja com você.
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0 # Jotacê 08-01-2014 10:15
Bruno, com todo o respeito, você escreveu muito, mas foi bem pouco objetivo. Como pode a intercessão dos santos não ser relevante, meu caro? A não ser, claro, que você seja um protestante - ou seja, uma pessoa cujo objetivo é discordar de todos os ensinamentos da Igreja.
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0 # Bruno 08-01-2014 14:37
Realmente, não tinha intenção de ser objetivo da maneira que vocês querem, como disse, é um questionamento que vive em mim, não uma proposta e algo pronto que apresento. Jotacê, não sou protestante e muito menos tenho por objetivo discordar dos ensinamentos da Igreja, se leram com atenção o que escrevi devem ter visto o que escrevi na ultime frase "Sou apenas um cristão partilhando o que lhe incomoda o coração com outros cristãos, que assim espero que sejam em sua essência e não apenas se intitulem como tal." É isso meu amigo, meu questionamento, antes interno e depois aos outros "é sobre o que a graça de Deus tem feito em mim, qual parte do meu ser ainda está apegada ao pecado e o quanto mais a cada dia eu sou transformado pelo Espírito de Cristo a ponto de aumentar a minha fé e meu reconhecimento diante da grandeza de Deus? O quanto minha fé tem aumentado? o quanto eu creio mais no poder salvífico de Cristo do que em minhas boas obras, que podem até ser boas, mas revelam que eu confio mais em minhas boas ações do que na morte e ressurreição de cristo que levou sobre si todos meus pecados e assim nos salvou." e "Quando vemos que em nosso coração existe tanto mal quanto possamos nos envergonhar em dizer, será que temos o mesmo arsenal de argumentos teológicos e bíblicos que temos para analisar os protestantes?" "Será que temos a mesma perspicácia e empenho em examinar nosso próprio coração pra ver se ele está tomado por Cristo ou pelo pecado?". Entendo bem o propósito do site e é louvável, não questiono e nem faço bagunça contra isso, o que fico pensando é exatamente as perguntas citadas acima, porém cada um dentro de si examinando a sim mesmo. Só queria propor uma reflexão e não um assunto a ser debatido como num tribunal, não quero dividir, nem ser hostil ou ofensivo ou qualquer coisa do tipo.
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0 # A Catequista 08-01-2014 09:23
Bruno, Não estou entendo bem o seu objetivo com o seu comentário. Você parece sugerir - não sei se entendi mal - que o tema aqui discutido não é relevante. Ora, muitos católicos escrevem nos perguntando sobre ele, somos um site de catequese católica, então obviamente que é relevante! O fato de o poder salvífico de Cristo ser central e a intercessão dos santos ser secundária para a salvação não torna o tema pouco importante. Os questionamentos que você colocou são aprofundados em outros artigos nossos, mas este post especificamente vem esclarecer as dúvidas de muitos católicos. E sim, estamos aqui muito interessados em defender a bandeira do catolicismo! Afinal, defender o catolicismo é defender a única Igreja fundada por Cristo, e a única que detém a plenitude dos meios para a salvação de todos.
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0 # Bernardo Rodrigues Cesconetto 07-01-2014 13:42
Eu ouvi de um tio meu que é protestante que adoramos imagens e que a igreja católica não vive de acordo com a sagrada escritura e sim os protestantes que vivem de acordo com a sagrada escritura.
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0 # carlos 07-01-2014 15:52
Mais que viver de acordo com a Sagrada Escritura, nós ensinamos e nos esforçamos por viver de acordo com A PALAVRA de DEUS que é bem maior que a Sagrada Escritura (incluindo-a)e é o próprio Jesus, a PALAVRA ou o VERBO do PAI feito carne, feito homem que continua a atuar, vivo e ressuscitado em sua igreja. Mais que viver de acordo com essa PALAVRA que é Jesus, nós, pobres vasos de barro indignos que somos, carregamos conosco essa PALAVRA VIVA, somos dela continuação e presença viva no mundo e por isso que Cristo disse a respeito de nós, sua igreja: Quem ouve vocês ouve a mim! A Sagrada Escritura é um dos modos que utilizamos (no poder do Espírito Santo que nos move) para comunicar a PALAVRA VIVA que é Jesus presente e atuante através da nossa profunda comunhão nEle, mas essa PALAVRA vive conosco e fala através de nossa comunhão no mundo, de muitos modos: pela liturgia que celebramos (por isso fazemos questão de sermos cuidadosos com aquilo que celebramos e como celebramos de modo a não pregarmos um Deus e orarmos a um outro diferente daquele Anunciado por nós), pela constante tradição de fé em verdades e práticas antigas que nos acompanham desde os tempos apostólicos ainda que não estejam na Bíblia (um dos modos que nós inventamos, sob ação divina, de comunicar A PALAVRA que é JESUS) mas profundamente concordantes e coerentes com a sua mensagem central e total e não necessariamente com seus versículos isolados e destacados dessa mensagem total e dessa pessoa total de JESUS que vive em nossa comunhão eclesial e por ela se mostra ao mundo, também através da Bíblia. A PALAVRA, o EVANGELHO VIVO também se mostra ao mundo no testemunho de vidas transformadas pelo poder de sua graça amorosa e é o caso das vidas de tantos santos e santas (canonizados ou não, falecidos ou não) , demonstração prática,concreta e exemplar do EVANGELHO vivido. A PALAVRA VIVA de DEUS que é JESUS para muito além da Sagrada Escritura (sem tirar seu lugar central, já que ali nós católicos decidimos registrar o essencial das origens da fé que progride conosco ao longo dos séculos) vive e atua na igreja, apesar dos nossos muitos limites e pecados como filhos da igreja santa e indefectível que guarda impoluta a Revelação do Senhor. A Palavra é uma pessoa viva que me ama, que se aproxima de mim, através do olhar daquele seguidor de Jesus vejo vivendo e anunciando a sua Boa Nova, se aproxima de mim naquela comunhão dos seus seguidores (como os quatro irmãos que mantem este blog) que me faz exclamar: "Vejam com eles se amam! De fato Deus age aqui!" A Palavra de Deus é uma realidade que vive, move e comove a gente a segui-la, que cura e opera milagres entre nós, sobretudo o grande milagre da conversão do pecado para a graça. A igreja não só ensina (e busca viver de acordo com ela, apesar das muitas contradições) a PALAVRA DE DEUS, mas vive dela, vive com ELA. A PALAVRA que é JESUS é muitíssimo mais que "algo para se viver de acordo com" é presença íntima e familiaríssima entre nós, faz-se pão diante dos nossos olhos enamorados dia e noite, torna-se nosso alimento, preparando nosso inteiro ser para a ressurreição final. Caminha conosco em profunda intimidade, bebemos do seu sangue e comemos do seu corpo glorioso, tocamos o poder da sua misericórdia e da sua cura divina em cada confissão. Isso é muito mais que viver de acordo, isso é ser íntimo da PALAVRA, é andar com ela. E é por isso que ao lermos a Bíblia escrita, onde o Espírito nos inspirou a transcrever o essencial das nossas origens, ficamos profundamente comovidos ao reconhecer em suas páginas, a experiência que hoje vivemos, reconhecemos ali A PALAVRA que é JESUS e que já nos tocou até mesmo antes de lermos a Bíblia, quando o EVANGELHO nos foi anunciado e testemunhado na vida daqueles que o encarnam no seu dia-a-dia, daqueles que tem o olhar voltado amorosamente para o salvador, atraindo-nos como imã, a olhar para o mesmo ponto. Não seguimos um livro, mas seguimos uma pessoa viva e ressuscitada que vive aqui e agora, e transcrevemos para o livro (a Bíblia), lá no comecinho do nosso caminhar com ELE (por volta dos anos 50-100 da nossa era) uma boa parte dessa nossa experiência com ELE, sob a guia do seu Espírito. Os discípulos de Emaús nada entenderiam das Sagradas Escrituras, não fosse a presença viva do ressuscitado caminhando com eles na estrada, se não "o reconhecessem no partir do pão" como nos conta o Evangelho. É só a PALAVRA o VERBO de DEUS feito homem, ressuscitado e presente entre nós, íntimo do nosso caminhar pessoal e comunitário, que faz toda a Sagrada Escritura ter sentido como forma privilegiada de transmissão daquilo que o Senhor tem feito entre nós. Mas é uma forma (a escrita) que se dá no interior de uma presença viva que é JESUS mesmo agindo por seu Espírito na Igreja. E é por isso que os apóstolos tiveram enorme liberdade, no Espírito de Deus que os movia, de reler toda a Sagrada Escritura que tinham então (Antigo Testamento) em chave absolutamente nova e diversa da ortodoxia judaica então reinante. Se não fosse o próprio Jesus que caminhou com eles, ressuscitado, que lhes assistiu com o poder do Espírito Santo, não teriam um centésimo do entendimento do Antigo Testamento que tiveram. Foi esse mesmo Espírito que Jesus continuou a dar à sua igreja (conforme sua promessa) que lendo algumas proibições de imagens na Bíblia, soube também, no Espírito que a guiava, captar o sentido e o valor das tantas outras passagens em que a ordem divina de confeccionar e venerar imagens (venerar sim, já que compunham todo o rol dos objetos litúrgicos do culto de Israel) distava mil léguas da idolatria infantil e manipuladora de forças mágicas dos “baals e molocs”. Assim a veneração (já na Nova Aliança) de objetos como o lenço dos apóstolos, apareceu num contexto muito diverso do idolátrico, num contexto onde JESUS é o centro de tudo e as coisas todas tem valor à medida que com ELE estejam relacionadas. Assim numa imagem de Maria com o menino Jesus, está claríssimo que tudo ali é Anúncio de Jesus via ilustração, está claro que o menino é o centro de tudo. As primeiras imagens dos santos traziam (e muitas ainda trazem) a palma-símbolo do martírio sofrido por Cristo ressaltando de novo a centralidade DELE e, muitas outras trazem os santos com a Sagrada Escritura nas mãos, enfatizando ainda a centralidade dEle. O carinho que os primeiros cristãos tinham para com os lugares do martírio dos seus irmãos, com pedaços de suas roupas e até ossos, carinho que continuamos a ter com qualquer representação imaginária do seu testemunho, sempre foi claro testemunho de que JESUS é o centro e tudo na igreja aponta para ELE. Como olhar para a representação pictórica de Santa Luzia e vendo aqueles olhos em suas mãos, não lembrar o horrível martírio que ela sofreu (tendo os olhos arrancados) por JESUS. As imagens, as relíquias, só podem ser vistas de modo preconceituoso por quem não fez e faz A EXPERIÊNCIA DE EMAÚS , do Cristo vivo e presente entre nós, explicando o sentido real e profundo das escrituras. É por ter tido essa experiência que a igreja disse: Já que na NOVA ALIANÇA vimos o rosto do verbo divino que veio na carne humana, é justo e piedoso que ousemos representá-lo em pinturas e imagens e que tenhamos carinho venerante por elas por causa da ligação que guardam com Ele. Certamente os judeus se chocaram com essa liberdade interpretativa que o Espirito deu à igreja. Mas também se chocaram com a veneração dos ossos dos mártires (que teve lugar no tempo de Policarpo, um tiquinho de tempo à toa após a era apostólica, quase esbarrando no tempo de João Evangelista ainda vivo!). Mas também se chocaram (os atos dos apóstolos o registram à farta) com toda a interpretação do Antigo Testamento que os primeiros cristãos fizeram, a ponto de assassina-los por isso. Também se chocaram com o fato de tratarem e adorarem Cristo como Deus. E os apóstolos seguiram crendo e anunciando tudo isso, tendo como base, muito mais que a Escritura, a obra de JESUS no meio deles e a sua palavra: QUEM OUVE VOCES A MIM MESMO É QUE OUVE E ACOLHE!
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0 # A Catequista 07-01-2014 14:11
Bernando, Praticamente todos os protestantes nos atacam com essa mesma ladainha. Parece até disco de vinil arranhado! Sobre as imagens, já escrevemos esse post: “Ei, católicos, vocês adoram imagens!” “Ah tá. Fale com a minha mão.” http://ocatequista.com.br/archives/251 E, na nossa seção "Crente #Fail" você encontra diversos artigos que mostram o quanto os protestantes pervertem as palavras da Bíblia para justificar a sua hostilidade contra a Igreja Católica: http://ocatequista.com.br/archives/category/crente
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0 # Amanda 07-01-2014 10:37
Olá a todos, Penso que nem todos os protestantes estão abertos a discutir as verdades, até porque eles foram cismáticos e para sustentar isso criaram suas "verdades", com base em exclusão de textos bíblicos, como bem foi falado aqui. A melhor coisa nesse caso é deixar eles falarem e rezar pedindo o esclarecimento dos nossos irmãos, porque é isso que Jesus quer, que seus filhos sejam reunidos em torno de um só Pastor, que é Ele mesmo.
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0 # A Catequista 07-01-2014 14:03
Oi, Amanda! Não somos focados no diálogo ecumênico, portanto, nosso objetivo com esse post não é discutir com protestantes. Eventualmente, eles nos enviam mensagens, e respondemos, quando achamos pertinente. Porém, nosso foco é na formação de católicos, para que não se confundam e não se sintam tentados a duvidar do Sagrado Magistério, levados pelas calúnias protestantes. Além disso, bem formados, os católicos estarão mais capacitados para serem instrumentos de evangelização, sob a graça do Espírito.
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0 # Eduardo Fernandes 07-01-2014 07:32
Eu ainda continuo achando que o problema dos protestantes com relação a intercessão dos santos é o fato deles estarem mortos e por não serem oniscientes como Deus, como é que os santos ficam sabendo dos nossos pedidos? Acho que é essa a questão.
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0 # carlos 07-01-2014 11:23
E é uma grande pena que um dom tão rico como a comunhão dos santos seja assim colocado como uma questão tão pobre, de modo tão mecânico e artificial. Lembra a eterna questão das criancinhas de 5/6 anos: "Mas quem criou Deus??". A nossa comunhão no Senhor e a intercessão fraterna que necessariamente brota dela é um dom e fruto da salvação que Ele nos traz e os caras em vez de se darem conta, com gratidão, dessa graça que perpassa toda a Bíblia (a partilha das riquezas espirituais entre os irmãos que não conhece limites de tempo e espaço)ficam catando versículos isolados para contrapor aquilo que é parte da mensagem Maior da Bíblia: Cristo nos salvou para vivermos em comunhão com Ele e entre nós nEle, pois é essa a grande mensagem da doutrina da comunhão dos santos. Toda a insistência protestante revela uma impressão de que temos a intercessão dos santos como algo concorrente à única mediação do Senhor Jesus. Ao passo que ela é precisamente expressão concreta dessa única mediação que ele exerce, quando nos salva na cruz e ressurreição e deixa a igreja no mundo como continuação da sua presença mediadora. A obra inteira da evangelização, desde a pregação de Pedro no dia de Pentecostes até o dia de hoje é a expressão da única mediação de Cristo por seu corpo que é a igreja. Paulo não era onisciente nem onipresente como Deus e no entanto, em Cristo, ele viu o macedônio (à distância) e sua necessidade de evangelização com nos conta a Bíblia no Atos. É óbvio que Paulo não teve aquela visão da necessidade do homem macedônio por ser onipresente e onisciente. Foi o próprio Cristo (onisciente e onipresente) que lhe permitiu ver e saber da necessidade do macedônio. Nem nós na terra nem os irmãos do céu, veem e sentem coisa alguma acerca dos outros se Cristo não conceder. E no entanto Ele, por livre iniciativa, quer que a Salvação entre no mundo na forma da comunhão fraterna que Ele cria. Por isso enviou os seus de dois a dois e continua nos enviando, tendo dito acerca de nós: "quem ouve vocês é a mim mesmo que ouve!" A mediação é o próprio modo da ação divina no mundo, simplesmente porque essa ação consiste em criar a comunhão das pessoas em Cristo. Ele poderia ter aparecido à cada pessoa pessoalmente sem qualquer mediação humana, mas Ele próprio escolheu a comunidade, a comunhão dos santos como forma de sua manifestação no mundo e a intercessão dos santos está profunda e intimamente ligada à isso que é central na Boa Nova de Jesus. Dizer da intercessão dos santos é dizer da própria obra da salvação, da própria comunhão que o Senhor cria entre nós. Não é algo paralelo, aleatório ou alheio, é algo intrínseco à Vida Nova em Cristo onde Nele nos unimos uns aos outros, nos amamos e intercedemos uns pelos outros. Nele estamos VIVOS. Quando Paulo diz dos que "dormiram" no Senhor, simplesmente se refere ao fato físico da morte corporal. Seria infantil da nossa parte entender isso como se os santos estivessem inertes em profundo sono no céu. Não estão ainda na realidade nova (novos céus e nova terra) que será criada após a segunda vinda do Senhor no Juízo Final. E se estivessem nem faria sentido falar em orações intercessoras, pois Deus já seria tudo em todos. Mas precisamente porque ainda não se trata da realidade final consumada em Cristo, é que a intercessão existe para que se apresse o Dia do Senhor. Mas mortos e inertes, jamais! "Hoje mesmo você estará comigo no paraíso" disse Jesus ao bom ladrão. Jesus jamais induziria as pessoas a crer numa inverdade acerca da realidade celeste, mesmo que apenas contasse uma parábola como a do "rico epulão e do pobre Lázaro no seio de Abraão". E ali nessa parábola, Abraão está vivíssimo e Jesus fala da crença na sua intercessão sem condená-la em si. Abraão apenas se nega a mandar Lázaro alertar os parentes vivos do rico, porque uma vez firmada a incredulidade culpada de alguém, nem que um morto venha do céu exorta-lo ele iria crer. E toda a discussão de Jesus com os saduceus mostra que Ele se filia à vertente crente do judaísmo que acreditava na vida com Deus após a morte (e neste ponto ele estava com os fariseus, contra os saduceus, para quem a morte era o fim de tudo), exatamente a vertente cuja expressão máxima é precisamente o livro dos Macabeus, presente (como os outros 6) na versão bíblica referenciada por Jesus e os apóstolos em suas múltiplas citações, como pode ser facilmente cotejado. E além disso tudo, apesar das referências bíblicas e sobretudo da coerência com a mensagem bíblica total, sabemos que a Palavra de Deus é bem mais (mesmo incluindo-a) que a Bíblia escrita: é o próprio JESUS vivo, Verbo do Pai, presente,vivo e atuante em sua igreja, criando assim nela a grande tradição da presença do Espírito Santo prometido que nos recordaria "todas as coisas" e "a verdade completa" como havia dito Jesus. Aquela verdade viva que é Jesus, cujas obras e palavras se fossem todas registradas não caberiam em todos os livros do mundo, como diz João ao fim do evangelho. Nem de longe Jesus planejou que o acesso à verdade da sua pessoa e obra se daria exclusivamente através de um livro, mas planejou sim que se daria pelo testemunho vivo e pela palavra viva de sua igreja: "QUEM VOS OUVE A MIM OUVE " e "A FÉ VEM PELO OUVIR" atesta a própria bíblia, exortando também a "GUARDAR A TRADIÇÃO RECEBIDA" como tanto insiste Paulo. E essa viva tradição do Espírito atesta a crença na intercessão dos mártires desde os começos da fé. "Pedro ore por mim", "Paulo, lembre-se de mim", são inscrições encontradas ainda hoje nas catacumbas e lugares do culto dos primeiros cristãos. Essa é uma tradição que o Espírito de Deus vem mantendo na igreja desde praticamente a era apostólica. A grande comunicação do que Deus nos revelou é o testemunho, a voz da sua igreja presente no mundo, atestada pela tradição viva. Um dos meios que a Igreja do Senhor usa para comunicar essa tradição viva que o Espirito cria nela, é a Bíblia, mas não é o único meio. É meio fundamentalíssimo e essencial para nós, pois registra as origens da fé. Mas sem o olhar da ação do Espírito Santo na sua igreja ao longo do tempo, é impossível compreender a Bíblia Escrita, sem o contato com o Verbo de Deus Vivo (que é Jesus) sempre atuante na Igreja, a Bíblia vira livro morto. É ouvindo e seguindo o Cristo Vivo e atuante no seu povo santo, que podemos ver a semente lançada no tempo bíblico, amadurecendo e frutificando com a igreja ao longo de sua história. O próprio Novo Testamento, vai mostrando esse desenvolvimento da Palavra de Deus no meio da igreja, num aprofundamento coerente e harmonioso, cumprindo a promessa de Jesus: "O ESPIRITO VOS REVELARÁ A VERDADE COMPLETA!"
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0 # Dáltoni 07-01-2014 09:33
Paz Eduardo! Acrescento à contribuição do Sidnei um trecho do texto do post, em que acredito ter ficado claro esta questão: "os santos não tomam conhecimento de nossas súplicas por capacidade própria, mas sim por meio da onisciência e onipresença de Jesus Cristo, ao qual estão ligados. E assim são autorizados a saber tudo o que for necessário." Deus abençoe!
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0 # Sidnei 07-01-2014 08:13
Eduardo, você está lendo ou já leu os comentários que já forma postados aqui, garanto que a estas perguntas já foram respondidas, mas vou dar um atendo, não há problema algum de os Santos no céu em ouvir ou de saberem o que nós pedimos a eles, mesmo eles não sendo oniscientes como DEUS. O fato é que eles estão nos céus, portanto aí eles não estão mortos, inconsciente ou tirando uma soneca até a volta de CRISTO no qual se dará a ressurreição e o juízo final, eles estão bem vivinhos, bem mais vivos que nós, embora somente em espírito, porém vivos, e bem conscientes, e estão na eternidade, portanto, problema com o fator tempo não há, é por isto que eles tem tempo de sobra e até tempo algum, já que na eternidade tudo é eterno, portanto, o conceito de tempo até não existe. Está aí a resposta para a dificuldade de se crer que eles não possam ouvir e receber nossas preces e apresenta-las diante de DEUS NOSSO SENHOR, agora basta ter um pouco de vontade e de crer ou não, a Igreja sempre creu nisto, tem fundamento para crer e por isto nós cremos.
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0 # Eduardo Fernandes 07-01-2014 13:45
Sidnei, eu peço desculpas pois realmente eu não tinha visto os comentários do Renato no post anterior. Ele foi muito feliz citando Santo Agostinho, inclusive eu tenho esse livro (Cuidado devido aos mortos) mas ainda não li e estou mais animado para ler agora. Além dos anjos levarem os nossos pedidos ao conhecimento dos santos e eles participarem da natureza divina, eu acredito que, após ler o livro O Banquete do Cordeiro, de Scott Hann, eu vejo toda a Santa Missa no livro do Apocalipse. Com esse pensamento, eu acredito que o momento de intercessão dos santos por nós seria o momento das Preces da Comunidade da nossa Missa, aonde Deus e seus anjos colocam os pedidos às claras e os santos tomam conhecimento e passam a interceder pelos pedidos. Não sei se estou "viajando" nessa ideia, mas foi o que eu associei na minha mente. Só tenho 1 crítica a você e ao Carlos, que comentou logo abaixo: eu achei desnecessário o tom de ironia que vocês deixaram nos comentários. Afinal de contas sou católico e creio sim na intercessão dos santos, não tenho dúvidas disso. Mas assim como muito aqui, temos dúvidas que muitas vezes não nos foram explicadas e recorremos a lugares como esse blog para finalmente sanarmos nossas dúvidas. Enfim, se não foi intencional, tudo bem, só achei desnecessário. De qualquer forma, obrigado pelas respostas. Deus os abençoe!
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0 # Sidnei 08-01-2014 08:16
Se eu respondi a vocês em tom de ironia, peço desculpas, mas a sua questão pareceu não somente a dos protestantes, como também sua, porém, se vocês esclareceu que é católico e crê na intercessão dos Santos dentro da Comunhão dos Santos que é dogma de fé e esta no credo apostólico, louvado seja DEUS, e mais uma vez, peço desculpa por minha ignorância.
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0 # LUIZ DASCENZIO 06-01-2014 23:38
Falar da biblia e ler a biblia é muito facil, ate satanas é conhecedor da biblia ele le mas não sabe interpretar. os protestantes conhece tanto a biblia que ate excluiu alguns livros por se achar mais sabio que Deus. A Biblia dos crente parece que é resumida de acordo com seus intereces. Ler a Biblia e interpretar, somente a igreja cotolicas tem o poder de interpretar corretamente. O que os protestantes diz, não se escreve. o que os protestantes fala, não se ouve. Não ha dois caminho a ser seguido. O caminho é Jesus Cristo, se voce não sabe chegar ate ele, procura por Maria sua mãe santissima, ele te levar ate seu filho amado!
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0 # Junior 06-01-2014 22:00
Ops! Sidnei, acho que não estamos falando da mesma pessoa. Eu tenho o e-mail do Jaime Francisco: ele até me recomendou uma bibliografia completa contra o protestantismo, incluindo livros de sua própria autoria. Ele ainda colabora com este site de apologética católica. Veja:http://www.catolicoporque.com.br/index.php/co laboradores/jaime-francisco-de-moura/apresentacao- jfm Ah, e também possui seu próprio site de apologética: http://www.respostascatolicas.webnode.com.br Apenas para esclarecer o engano. Obrigado pelo comentário.
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0 # Sidnei 06-01-2014 23:18
É verdade, fui mau, me confundi com este cidadão aqui: http://beinbetter.wordpress.com/documentos/estultices-protestantes-refutadas-2/, me desculpe por esta pisada de bola.
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0 # nosXw 06-01-2014 19:21
Citar Macabeus ñ funciona com protestantes :(
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0 # A Catequista 06-01-2014 20:11
Citar a Bíblia inteira não funciona com os protestantes. Eles sempre dão um jeito de retorcer e distorcer tudo, para manter sua posição cismática. Por isso, nosso foco é informar o povo católico. Afinal, como diz o ditado, católico ignorante é futuro protestante.
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0 # Felipe dos Anjos 06-01-2014 16:56
Muuuito bom! Faltou lembrar que Cristo disse a Pedro "o que ligares na Terra será ligado no céu e o que desligares na Terra será desligado no céu". Precisa ter muita ignorância para não ver essas coisas, e não entender que os sacramentos da Igreja e sua fé são verdadeiros. E maaaais ignorância ainda pra não reconhecer que a Igreja Católica é a Igreja que Cristo deixou na Terra. Valeeeu dinovo O Catequista, tem me ajudado muito!
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0 # A Catequista 06-01-2014 17:13
Excelente citação, Felipe! Taí evidenciada a mediação de Pedro, que participou mais do que ninguém da única mediação de Cristo.
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0 # Junior 06-01-2014 12:10
O grande problema da Igreja atualmente é a catequese: nos cursos -- mesmo para adultos -- há uma carência de formação apologética; sequer somos introduzidos no tema ou recebemos qualquer orientação sobre o modo de dialogar corretamente com os nossos irmãos separados sem, contudo, reduzir as verdades da fé católica. Sei que encontros uma vez por semana no intervalo de um ano não seriam suficientes para uma formação sólida; entretanto, muitas vezes ficamos desorientados, pois nem mesmo os sacerdotes nos alertam quanto aos perigos das seitas, falam de diálogo e se esquecem de que não adianta dialogar quando se está vulnerável. É óbvio que existem igrejas protestantes sérias, onde há uma abertura maior para o diálogo. Mas, infelizmente, o Brasil se tornou alvo do "Mercadão de Zizuis", onde surgem seitas dos mais diversos naipes que só visam o poder e o lucro. Não citarei nomes, pois creio ser desnecessário. E o que é pior? Os fiéis ligados a estas seitas são treinados para falar, mas jamais para ouvir. Bem nos alertou Jaime Francisco de Moura em seu livro "Lavagem Cerebral e Hipnose nos Cultos Protestantes". Entretanto, continuamos...
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0 # Sidnei 06-01-2014 21:30
Junior, tirando a citação do falecido Jaime Francisco de Moura que renegou a fé católica um pouco antes de morrer, seu comentário foi oportuno para chamar a atenção do respeito que se tem dado quando a catequese que nós católicos estamos tendo, tirando alguns poucos exemplos de católicos abnegados como o pessoal aqui deste blog que se preocupam em orientar os católicos na sua fé, pouco se vê nas paróquias pelo Brasil a fora uma forte campanha de evangelização. Esperar pela CNBB vamos todos ter que sentar porque em pé vai cansar e muito, pois a CNBB esta mais preocupada com questões politicas e sociais do que a evangelização de todos, nós que teremos que fazer nossa parte em esclarecer aos católicos menos esclarecidos a respeito do que nossa Igreja ensina verdadeiramente. Sua penúltima frase me chamou a atenção quando colocasse que os fiéis ligados a estas seitas são treinados para falar, mas jamais para ouvir, isto é um fato notório, pois todas as vezes quando há uma notícia na internet ou em debates em blogs e sites apologéticos como por exemplo sobre a Intercessão dos Santos as passagens bíblicas que eles citam são sempre as mesmas, como neste assunto, a passagem preferida é 1º Timóteo 2, 5. o qual São Paulo diz só haver um único mediador entre DEUS e os homens, JESUS homem, mas eles se esquecem, e nós temos que sempre lembrá-los que eles devem ler não somente 1º Timóteo 2,5, mas 1º Timóteo 2, 1-6, para entender que São Paulo esta falando que a medição aí descrita não é toda e qualquer intercessão, mas a mediação salvífica, tanto que no vers. 6 São Paulo diz que JESUS é nosso mediador porque se entregou em regate por todos, portanto, e da Salvação por meio do Sacrifício Vicário de CRISTO na cruz é que São Paulo está falando, pois no inicio deste capítulo São Paulo pede que todos devem orar por todos os seres humanos, e orar pelos outros é papel de intercessor, portanto, todos nós devemos ser intercessores uns dos outros, não somente nós aqui na terra, mas os Anjos e Santos nós céus também continuarão a desempenha esta mesma função. Se de fato nesta passagem São Paulo quisesse dizer que somente JESUS é nosso mediado no sentido de intercessor, então soaria estranho quando a alguns versículos atras o mesmo São Paulo pede para todos os cristãos exercerem seus papeis de intercessores quando devemos orar por toda a humanidade, vejam que somente nesta passagem quanta contradição os protestantes entram quando citam um versículo fora do seu contexto, e não somente com esta passagem mas com outras também sempre teremos que rebater os protestantes, mesmo que eles não queiram ouvir, e esclarecer nossos irmãos católicos menos instruídos. Só lembrando que os protestantes como sempre, se apegam a letra mas não ao ESPÍRITO, e como bem lembrou São Paulo: "Porque a letra mata, mas o Espírito vivifica." (II Coríntios 3, 6b), ou seja, eles se apegam o que está escrito, o que está explicito, mas não enxergam o que está nas entre linhas, o que está implícito, e muitas vezes o que se encontra nas entre linhas o que esta implícito é que está verdadeiramente o sentido do que está escrito, e este conhecimento só teremos de maneira segura por meio do ESPIRITO SANTO e pelo Magistério da Igreja que recebe todas as luzes do ESPÍRITO SANTO, para nos dar o verdadeiro entendimento do que se encontra nas Sagradas Escrituras e não na interpretação individual de cada uma que é a base da Sola Escriptura protestante que desemboca em todo tio de confusão e desentendimento quanto a interpretação e do entendimentos a respeito do que está escrito.
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0 # Carlos 06-01-2014 11:20
Luis, meu irmão, se o livro de Macabeus, assim como outros, não existem na Bíblia do protestante, o problema fica pior para eles:"Àquele que tirar uma só vírgula deste livro, seu nome será tirado da árvore da vida"!!!
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0 # Luis Fernando Lemos 06-01-2014 10:59
o trecho de II Macabeus nao tem efeito pros crentes pq eles não tem esse livro na biblia deles
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0 # A Catequista 06-01-2014 11:12
É verdade, Luis! Para sustentar a heresia protestante, essa mutilação satânica da Bíblia foi muito conveniente. De qualquer forma, não somos focados no diálogo ecumênico, e sim na formação de católicos. Bem formados, os católicos ficam precavidos contra as heresias protestantes. Além disso, estarão mais capacitados para serem instrumentos de evangelização, sob a graça do Espírito.
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0 # Renato Louro 06-01-2014 11:39
É verdade, eles não gostam de Macabeus. Mas, os ditos 'reformados' ao menos gostam de Santo Agostinho. O que será que ele nos diz, numa frase só sobre Macabeus, Sagrada Tradição e, o inverso do que está sendo discutido -nós orando pelos mortos- numa tacada só: "Lemos no livro dos Macabeus ter sido oferecido um sacrifício pelos mortos. Entretanto, ainda que não deparássemos em parte alguma do Antigo Testamento, a mínima referência a este respeito, não é de pouco peso a autoridade da Igreja universal, na qual é manifesto este costume. Assim, nas preces em que o padre dirige suas orações ao Senhor Deus, junto do altar, é reservado espaço especial para a encomendação dos mortos." Em "O cuidado devido aos mortos" Só para constar, é o que ainda hoje a mesma tradição mantem em cada missa:"Lembrai-vos, ó Pai, dos vossos filhos e filhas que partiram desta vida, marcados com o sinal da fé." Bem mas vamos então tentar nos manter apenas nas partes aceitas por eles. Copiando para cá de um comentário que fiz para o post anterior: "Disse-me, então, o Senhor: Mesmo que Moisés e Samuel se apresentassem diante de mim, meu coração não se voltaria para esse povo. Expulsai-o para longe de minha presença! Que se afaste de mim!? (Jr 15,1). Perceba que no tempo de Jeremias, Moisés e Samuel já estavam mortos. Com isso podemos perceber duas coisas: 1o A possibilidade concreta de Moisés e Samuel intercederem mesmo após a morte pelos vivos. 2o Que o pedido destes dois tinha grande valor para Deus porque "ATÉ MESMO SE ELES" naquele caso excepcional, Deus não se moveria pelo povo. E claro, apocalipse, um outro trecho que não foi dito aqui: "Os quatro viventes e os vinte e quatro anciões se prostraram diante do Cordeiro. Tinha cada um uma cítara e taças de ouro cheias de perfumes, que são as orações dos santos" (Ap 5,8). "A fumaça dos perfumes subiu da mão do anjo com as orações dos santos, diante de Deus.(Ap 8,4). Estes versículos mostram claramente a oração dos santos sedo apresentadas à Deus. E a pergunta é óbvia: Em favor de quem estes santos estão rezando? Em favor deles mesmos que já estão salvos?
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0 # Sidnei 06-01-2014 13:01
Só chamo a atenção para termos cuidados com a interpretação de Ap. 5,8 e 8,4, os santos aí pode ser nós aqui na terra o qual também segundo as Sagradas Escrituras somos chamados de Santos, e só ler o livro do Atos dos Apóstolos e as cartas de São Paulo para ver que eles chamavam de Santos a todos os cristãos e não somente os que se encontram já nos céus, para mim nas passagens de Ap. 5,8 e 8,4 demonstram ser os santos e anjos intercessores aqueles que apresentam as orações dos santos (de todos os cristãos da terra) perante a DEUS, ou seja, os 24 anciões representam dos santos no céu assim como a anjo de Ap. 8,4 também demonstra que os Anjos assim como os Santos também desempenham um papel de intercessores. Nos debates que tenho com alguns protestantes sempre cito esta passagem para demonstrar que no céu não só apenas JESUS é nosso intercessor, mas que os Anjos e os Santos representados nestes 24 anciões também podem interceder por nós apresentando nossas preces em forma de incenso perante a DEUS, se fosse verdade que no céu somente JESUS é que intercedesse por nós, não faria sentido haver nestas visões Anjos e outras pessoas apresentando as preces dos santos na terra, e se há, é porque eles também participam na função sacerdotal de interceder pelos cristãos da terra, tal como o Sumo Sacerdote, NOSSO SENHOR JESUS CRISTO.
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0 # Renato Louro 07-01-2014 09:27
Verdade Sidnei. Esta linha de argumentação que tracei deixa esta possibilidade: estes santos podem ser os vivos. ;) Sem dúvida, mesmo sendo santos vivos, esta passagem mostra intercessão/mediação dos santos mortos, já que, suas orações, neste caso, passaram pela mãos destes anciões. Talvez eu tenha atribuído o milagre ao santo errado! XD Vou passar usar a sua leitura e argumentação a partir de agora. Forte Abraço!
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0 # carlos 06-01-2014 15:59
E mais do que "tal como o sumo sacerdote" mas precisamente NO sumo sacerdote NOSSO SENHOR JESUS CRISTO! É sempre POR CRISTO, COM CRISTO E EM CRISTO INTERCESSOR que os santos (nós e aqueles que se acham na glória) apresentam suas orações ao Pai no Espírito. A oração de Jesus e da sua esposa (a igreja) é sempre uma coisa só. É o Cristo todo que ora ao Pai, corpo e cabeça. Nós uma vez salvos e justificados por sua morte e ressurreição nos tornamos uma só coisa com Ele, de modo que já não somos nós que vivemos mas CRISTO que vive em nós, e em nós (que somos seu corpo místico) intercede junto ao Pai. Ai da igreja se sua oração não for íntima participação na oração do Cristo! Toda a liturgia da igreja é a incessante intercessão de Jesus, Jesus ora ao Pai com todo o seu corpo místico que com Ele forma uma só realidade, por isso Ele perguntava a São Paulo caído do cavalo: "Saulo! Porque me persegues?", quando este perseguia pessoas de carne e osso, ou seja perseguia a Igreja de Deus, nós em Cristo! Só pessoas de mente e coração fragmentados (como Leonardo Boff e grande parte dos protestantes) insistem em separar o que vem unido na ação divina: Cristo e sua esposa : a igreja, formando uma só realidade que nos salva e preanuncia o Reino de Deus. Só mentes que veem o Reino de Deus como mero projeto ético-moral a ser ainda construído (pelagianamente?) pela capacidade ética do homem fazem essa separação e ruptura ingrata no DOM de DEUS. Mas quem recebe com gratidão o dom do Encontro com Cristo na sua igreja, como graça imerecida, pode perceber que o limitado vaso de barro que somos carrega, como comunidade crente, o Mistério da Presença Divina, do Deus feito homem que habitou e continua a habitar entre nós e por nós, para se manifestar ao mundo e interceder pelo mundo. Somos limitados e pecadores, mas a presença dEle em nós nos justifica, santifica e associa à sua própria oração intercessora. Toda vez que, em estado de graça, rezamos e intercedemos pelos irmãos, é Jesus mesmo que reza e intercede em nós, nossa oração se torna uma só coisa com a dEle e é só por isso que ela tem força. Se isso já é uma realidade poderosa enquanto caminhamos cá na terra cheios de fragilidades, imagine como isso é forte e bonito em relação aos nossos irmãos que já estão unidos ao Cristo para sempre. Em primeiro lugar Maria Santíssima, como primeira e mais perfeita discípula e adoradora do Senhor e enfim todos os santos e santas de Deus. "HOJE MESMO VOCÊ ESTARÁ COMIGO NO PARAÍSO!" disse ele ao bom ladrão. Para que? Para dormir por lá? Não! Para ser uma só coisa com Ele, para estar em profunda comunhão de amor com Ele! E assim AMAR com ele. E quer mais alta expressão de amor que a intercessão pelos irmãos? E quer melhor modo de interceder, do que fazer da oração intercessora de Cristo a nossa própria oração? É portanto Ele, que nos associa à sua obra de Amor, e assim nos associa à sua única intercessão. E é por isso que desde sempre a liturgia católica ora ao Pai, por Cristo no Espírito Santo. Não são duas intercessões , a dos santos e a de Cristo, a da igreja e a de Cristo. É a única oração intercessora de Jesus cabeça e corpo!
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0 # Juliano A.R.P 06-01-2014 09:37
O pior de tudo é ver comentários de protestantes nas redes sociais chamando católicos de "analfabetos bíblicos"!!!!
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0 # Carlos Henrique 06-01-2014 09:28
Fantástica reflexão! Parabéns e obrigado! De fato a nossa comunhão fraterna em Cristo e portanto a intercessão e única mediação contínua que Ele faz diante do Pai com todo o seu corpo místico (que somos nós) é crucial para entendermos a Boa Nova da Salvação, já que a salvação é exatamente a nossa libertação do pecado e do maligno para vivermos a íntima comunhão com Deus e com os irmãos em Deus. Negar a intercessão dos santos é negar algo de muito essencial da Boa Nova de Jesus: a comunhão fraterna nEle e por Ele, que faz de nós um só corpo cuja cabeça é Ele próprio. Por outro lado, é preciso formar o povo católico, a partir da evangelização mais básica (aquele anúncio primeiro da salvação que provoca o encontro com Jesus que muda e salva a vida de quem ouve e vê!) até à catequese mais aprofundada, a ver a devoção aos santos nesse prisma católico e bíblico da nossa comunhão em Jesus. É isso que nos faz ver que a intercessão dos santos não é nenhuma concorrência com a única e suficiente mediação do Senhor Jesus, mas é sua realização. É a única e suficiente mediação de Jesus Cristo que atua com toda a sua força quando os cristãos oram uns pelos outros, é pela força dessa contínua súplica do único mediador junto ao Pai que nossas orações têm poder, especialmente quando já estamos na sua glória diante do Seu trono, com o nosso coração adorante pulsando ao ritmo do coração intercessor de Cristo, e por isso captando na largueza do seu coração as necessidades do povo cristão que ainda caminha na terra. Só Ele é onisciente e onipresente e com ninguém divide a sua glória divina como dizem as Escrituras. Por isso, é em virtude da sua comunhão profunda com Ele que os santos captam no Céu as necessidades do povo fiel na terra e nEle e com Ele intercedem como Ele mesmo mandou: "orem uns pelos outros!". Quando o Deus uno e trino nos salva em Jesus e assim nos introduz nessa comunhão, nessa vida divina (nos tornamos "participantes da natureza divina", afirma Pedro em sua carta)Ele não faz isso de modo que nossa relação com Ele seja individualista e exclusivista. De forma alguma! Entrar na vida divina é entrar imediatamente na comunhão entre nós e a mais bela expressão dessa nossa "COMUNHÃO DOS SANTOS" é nossa oração intercessora de uns pelos outros, através da qual nos unimos ao nosso único e suficiente mediador e salvador, sem cuja oração diante do Pai ("mostrando a Ele as chagas, as feridas da morte que na cruz sofreu por nós" como sempre recorda Papa Chico) as nossas orações intercessoras nada seriam nem aqui nem no céu. Portanto se queremos levar as pessoas a considerarem Jesus como único mediador e a viverem da graça poderosa dessa mediação salvadora, devemos reforçar a devoção aos santos, ou seja a consciência dessa realidade que Cristo criou que é a nossa profunda comunhão nEle, o fato de sermos um só corpo com Ele e portanto solidários e intercessores entre nós na força dEle. Isso implica também em ajudar o povo cristão a não ver os santos (e nem Jesus!) como gênios mágicos prontos a atender nossos pedidos porque amarramos uma fitinha no braço, ou acendemos uma vela de 7 dias, ou damos tanto para o dízimo ou para a "fogueira santa" de Israel. Nem Jesus nem os seus santos seguidores que nEle intercedem por seus irmãos, são forças manipuláveis. A devoção aos santos e sua intercessão deve ser sempre purificada de qualquer traço supersticioso e pagão que por vezes motiva as críticas protestantes. É preciso mostra-la como realidade profundamente evangélica, como parte essencial da Boa Nova de Jesus e realização concreta da salvação que Ele nos traz que é salvação da desunião/divisão do pecado para a comunhão profunda nEle e por Ele entre nós: A COMUNHÃO DOS SANTOS!
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