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Segunda, 05 Setembro 2011 09:00

Confessionários - uma treliça, pelamordideus!

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Confessar os pecados é uma prova de amor a Cristo. Só o amor (ok, e talvez uma pitada de medinho do Inferno) faz com que alguém exponha as suas piores debilidades a outra pessoa, muitas vezes a um estranho. Se o pecador tem um mínimo de vergonha na cara, confessar-se já é em si uma penitência.

Quando atrelou o perdão dos pecados à confissão dos mesmos aos seus Apóstolos (Jo 20:23), Jesus determinou que um gesto concreto de arrependimento deveria ser realizado. Pedir perdão ao Deus “escondido” e impessoal é muito fácil; mas declarar as faltas a outra pessoa é agulhada na nossa prepotência.

Eu confesso: tenho vergonha de me confessar. Já deixei de pecar muitas vezes, só pra não ter que me confessar depois! Não estou bem certa, mas algo me diz que eu não sou a única pecadora acanhada da paróquia. Quanto a isso, já ouvi algo do tipo: “Ah, mas na hora de pecar não teve vergonha de Deus, que estava vendo!”. Tudo bem, Ele sempre me vê, mas o oposto não ocorre; lamentavelmente, nem sempre eu me dou conta da Sua doce Presença.

confessionario_homer_simpson_trelicaAinda bem que tenho óleo de peroba aqui em casa: passo na minha cara-de-pau e saio pra me confessar, sempre que necessário. Mas imagino que a vergonha possa frear a intenção de muitas pessoas em buscar o perdão de Deus, desestimulando a sua ida ao confessionário. Estas pessoas estão erradas? Sim, é claro. Por outro lado, o ambiente em que a maioria dos confessores se propõe a confessar não é convidativo.

Atualmente, quase todas as paróquias dispõem de “salas de atendimento dos sacerdotes” ou algo do tipo. Você tem que ficar cara a cara com o padre, e não conta mais com aquela tão conveniente treliça, que vela o rosto dos penitentes nos confessionários tradicionais. Complacente com os vexados de plantão, o nosso inesquecível João Paulo II apresentou em 2002 o Motu Proprio Misericordia Dei (clique aqui para ler), em que determina que as sedes para as confissões devem estar munidas de uma “grade fixa”. Ora, se o próprio Papa mandou, porque muitos bispos e párocos fazem ouvido de mercador?

Nesse mesmo documento, o beato condenou “a tendência ao abandono da confissão pessoal", devido ao recurso abusivo à "absolvição geral" ou "comunitária”, que só deveria ser aplicada em casos extremos. Taí um puxão de orelha nos padres que não se dedicam a atender os fiéis em confissão, e perdoam os pecados coletivamente (sem justificativa grave), dispensando a acusação individual das faltas.

disfarce

Quanto ao confessionário de treliça, se o grande JP II foi solenemente ignorado pelo clero em geral, quem sou eu para ter a ilusão de que meus anseios serão atendidos? Póbi di mim. Mas, pensando bem, não é nada que não possa ser contornado com o nosso jeitinho brasileiro... Para resguardar o anonimato durante as confissões, os homens poderão usar bigodes postiços; já as mulheres poderão usar leque no verão e burca no inverno!

Nãaaaao, acho que não...

773 Segunda, 05 Junho 2017 18:17

Comentários   

0 # Luciana Dias 13-12-2013 11:08
Para mim é muito complicado ver o padre que você convive, trabalha (pastoralmente)... e no meu caso, frequenta minha casa rs. O padre acaba sabendo dos seus limites, erros, desvios de conduta por ficar tão próximo a você. Prefiro a confissão com outros sacerdotes, fica mais fácil você "desabafar". Imagina você confessar com um padre, onde o seu pecado tem a ver com ele???? Nossa que crueldade kkkkk Até mais Catequistas!
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0 # Afonso Tavares 12-12-2013 22:38
Interessante esse artigo. O confessionário sem a treliça tem suas vantagens. Mesmo que você esteja envergonhado à contar os seus pecados olhando nos olhos do padre, você pode encarar isso como uma pequena prova do seu arrependimento. Tipo: "O que eu fiz foi horrível estou envergonhado de contar para o padre olhando diretamente para ele. Mas eu ofendi a Jesus, e isso é que é vergonhoso. Então não ligo para o que o padre ou qualquer outra pessoa pense a meu respeito, só quero o perdão do meu Senhor." E interessante o fato de as treliças motivarem as pessoas a se confessar, mas, tomara que elas não se apeguem demais a isso, fazendo com que elas deixem de se confessar. Eis um conselho, se você é bem próximo do padre da sua paróquia e tem vergonha de olhar para ele e dizer seus pecados, procure um outro padre e se confesse com ele. Mas se não há um outro padre para se confessar, coloque a vergonha de lado e se confesse. Como mencionei acima, o fato de você ter pecado é imensamente maior que a sua vergonha, e o perdão que você pode receber do Nosso Senhor Jesus Cristo... nossa, é maior ainda. Deus abençoe a todos vocês.
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0 # Christiane 28-11-2013 10:14
O Sacramento da reconciliação é maravilhoso! Por ocasião de um evento da RCC aqui em Belém neste final de semana que passou, pude finalmente me confessar, depois de 9 longos meses sem fazer isso. A última vez também foi num evento da RCC, no carnaval. Pode isso? Infelizmente, sim. Porque os padres da minha paróquia exercem o sacerdócio em horário comercial: de 08:00 às 18:00. Horário de confissão sempre 1 hora antes da missa que é... às 18:00! E nos fins de semana... não há confissão, porque eles chegam para celebrar geralmente 10 min antes da Missa! Tudo bem que ele tem as reuniões na arquidiocese e os compromissos com sua congregação, mas daí a não atender nos fins de semana é o fim! Aí eu (e a grande maioria dos paroquianos), que trabalho de 08:00 às 18:00 de segunda a sexta... fico a ver navios. Isso até valeria um artigo aqui no site: Padres apenas em horário comercial. E sem falar num absurdo que ouvi de meu pároco: Que ele tem medo do fanatismo daqueles que toda semana vão se confessar, especialmente os jovens! Ele se aborrece porque é sempre o mesmo pecado. Acho que ele pensa que tá de bom tamanho se confessar por semestre(?!?!?!). Devia ter jogado na cara dele sobre S. Agostinho e sobre São João Maria Vianney, mas infelizmente só li sobre isso hoje. Oremos para que esses sacerdotes relativistas e tíbios abram o coração ao Espírito Santo, porque tá pegando, viu...
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0 # Marjory Pereira 17-09-2013 12:57
Queria que Deus me desse a graça de conseguir me confessar! Mudei de cidade, por conseguinte, de paróquia... infelizmente tenho sido i-m-p-e-d-i-d-a de me confessar. O termo é este: impedida. Busquei o padre, marco a confissão na paróquia e ele sempre tem imprevistos, não podendo me atender. Busquei mais duas paróquias na cidade e ainda assim não consigo encontrar um padre para me confessar. Enquanto isso, não posso receber a eucaristia e sinto o peso das culpas se acabrunhando sobre mim. É muito difícil ser católico em determinados locais e paróquias do Brasil. Tem que se ter muito amor a Cristo e à Santa Igreja! Paz e Bem!
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0 # A Catequista 17-09-2013 14:30
Marjory, que lástima! Mas seja perseverante, eu tenho certeza que você vai conseguir se confessar. Não desista! Coloque esse problema nas mãos de Jesus, Ele vai te conseguir um sacerdote, tenha fé! Paz e bem!
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0 # Rafael Rosa 06-08-2012 14:08
Na verdade eu já ouvi de um padre que o confessionário entrou em desuso para que a confissão se torne mais humana. Quando eu passei pela experiência de ter um confessor fixo (durante quase dois anos) realmente era legal não ter o confessionário, porque além de confessar meus pecados, eu também recebia orientação do Padre no sentido de caminhar rumo a uma vivência mais santa. E o Padre acabou se tornando um grande amigo, eu acharia estranho me esconder para dizer a este padre que eu (ficou curioso neh?) rs! Mas enfim, quando vou me confessar na atual conjuntura, realmente é complicado porque muitas vezes o Padre é estranho e não consigo contar completas situações onde o pecado ocorreu para que eu possa ser aconselhado: não dá! Mas não deixo de me confessar regularmente, e é uma prática que me faz muito bem! Alerto aqui para o fato de que a confissão auricular pode acabar se tornando algo corriqueiro e comum, e perder seu carater sacramental. Ter tempo para se arrepender, se envergonhar e tomar coragem pra mim faz parte, se confessar como se como pão no café da manhã pra mim não configura uma prática espiritualmente saudável!
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0 # Cadu Sindona 06-08-2012 18:12
Depende Rafa. Santo Agostinho discordaria de vc. Ele, todos os dias se confessa logo de manha. Era parte de sua conversão diária. Ele o fazia para chegar a perfeição e como eu gostaria de poder fazê-lo sempre mais vezes.
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0 # Cadu Sindona 25-01-2012 11:40
Eu Vivi to lendo o Compendio e me maravilhei ao chegar no Sacramento da Reconciliaçao. É simplesmente o presente mais maravilhoso q existe, pois por ele se pode voltar a entrar na comunhao perfeita com a Igreja, e viver na Eucaristia, o Corpo, o Sangue a Alma e a Divindade do Senhor q se imolou na Cruz. "Os efeitos do sacramento da Penitência são: a reconciliação com Deus e portanto o perdão dos pecados; a reconciliação com a Igreja; a recuperação, se perdida, do estado de graça; a remissão da pena eterna merecida por causa dos pecados mortais e, ao menos em parte, das penas temporais que são consequência do pecado; a paz e a serenidade da consciência, e a consolação do espírito; o acréscimo das forças espirituais para o combate cristão." Compendio do CIC nº310 A Confissao nos tira da morte eterna e nos da a vida eterna, q presente maravilhoso!
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0 # Cadu Sindona 24-01-2012 18:48
Vivi vc conseguiria me dizer se todo pecado grave é necessariamente mortal? Essas duas palavras se colocadas juntas me confundem um pouco.
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0 # A Catequista 24-01-2012 21:18
Sim, Cadu, pecado grave = pecado mortal; pecado venial = pecado leve.
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0 # Alan Vieira 18-09-2013 13:49
Olá, Catequista. Tenho que agradecer-lhes pelo trabalho de difusão da fé e da doutrina que fazem! Li vários textos e estou muito edificado com a precisão e a delicadeza em tratar a tantos temas - alguns espinhosos! No entanto, devo corrigir uma pequena imprecisão: estritamente falando, pecado grave não se identifica com pecado mortal. A divisão "pecado venial ou pecado mortal" diz respeito ao aspecto formal do pecado: à espécie teológica. Dito de outro modo, se o rechaço a Deus que todo pecado comporta é pleno ou não. Se rejeito a Deus "mato" a vida da graça na minha alma. Já a divisão "pecado grave ou pecado leve" diz respeito ao aspecto material do pecado: à espécie material; ou seja, o grau de separação que tal pecado leva consigo. Para que haja pecado mortal fazem falta 3 elementos: 1. Plena advertência (saber que algo ofende a Deus) 2. Pleno consentimento (querer livremente levá-lo a cabo) 3. Matéria grave (que a ação seja má em si mesma) Se falta qualquer um destes elementos, não há pecado mortal. Resumindo, todo pecado mortal é grave, mas nem todo pecado grave é mortal.
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0 # Cadu Sindona 27-09-2011 18:40
O Sacramento da Reconciliação é uma aventura extraordinária para levar cada um de nós ao encontro da cruz pessoalmente. O que o nosso grande Papa quis dizer é bom deixar de lado um pouco apenas o ato penitencial da Missa, e pegar o óleo de peroba para passar na cara-de-pau nossa. Sabiam meus amigos que lá trás a Confissão era dada comunitáriamente? Fora um grande Santo que agora me foge o nome, que propôs que o sacramento fosse dado na particularidade. Ah como Jesus soube e sabe que precisamos sempre ser perdoados no seu amor! É por isso que mais uma vez meu coração se cansa de pecar e grita: penitência, penitência, penitência! Santo Agostinho de Hipona, Bispo de Hipona e Doutor da Igreja, chegou ao ponto de acordar de manhã, fazer o sinal-da-cruz e já ir ao confessionário todos os dias. Imaginem se pudessemos ter sempre mais e mais sacerdotes no mundo? Jesus Eucarístico, Jesus Palavra e Jesus Reconciliação estaria e todos os lugares, e sempre pronto a parar tudo para cuidar de nossas almas... Viva o Santo Sacramento do Perdão!!
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0 # Ramiro 23-09-2011 15:49
A confissão, a acusação dos pecados... Eu confesso aqui, que já tive mais vergonha de expor minha cara para a confissão, fugia de padres conhecidos... rs rs rs. E olha que não eram aqueles pecados cabeludos não... kkkk... Mas, com a vivência foi ficando mais fácil olhar o pecado, o meu pecado; olhá-lo com positividade no sentido que, ao me arrepender, me faz sentir a necessidade de me aproximar mais de Deus, e quantas vezes não saí da confissão me sentindo acolhido, e em paz? E muitas vezes também, eu próprio, por moralismo, me culpava mais do que a falta merecia? Pois é, a confissão ajuda de forma única a minha humanidade. Mas, certas questõezinhas fica melhor serem olhadas na companhia de um psicólogo. Eis-me aqui senhor(es)! rs... Usem e abusem... Estou precisando mesmo usar minhas habilidades adiquiridas na Universidade. Abraços!
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0 # A Catequista 05-09-2011 16:14
Paulo Ricardo, você fez uma observação perfeita: muitos padres tão mais pra Freud de padaria do que pra confessores. A Igreja tem o maior tesouro do mundo: os Evangelhos, a graça do espírito e a Patrística, e isso basta para iluminar a mente e a caminhada dos fiéis.
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0 # Paulo Ricardo 05-09-2011 15:59
Nos Primórdios da Igreja a confissão era pública MESMO, ahahahaha, na porta da Igreja antes da missa o sujeito era instigado a confessar seus erros. Imagina como era pra rapaziada do adultério... Devia ser MUITO ENGRAÇADO! Depois de muito discutir seriamente chegou-se a conclusão de que a confissão feita a um padre por trás da treliça, alegoricamente falando, não perdia sua eficácia e era realmente válida. Muito legal imaginar a cara das pessoas tendo que confessar em praça pública. De certa forma os olhos do padre fitando você diretamente remete aos tempos dos olhares mil. Realmente, a confissão é uma confirmação do vínculo de Jesus com os homens, não com a psiquê de um padre tão pecador quanto nós. Um voto pela volta da treliça. Isso não seria também um retrato dos nossos tempos em que o Padre é visto como "psicólogo de pobre"? Sinceramente tem muito padre que faz aquela cara de conteúdo freudiana de quem parece reduzir nossos pecados a fase oral mal resolvida.
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0 # A Catequista 05-09-2011 15:54
Oi, Tiago! O confessionário não é estritamente necessário, não mesmo. Mas o Papa entendeu que ele é importante, pois ajuda os fiés a terem menos resistência ao Sacramento da Confissão. Então, é uma medida simples que ajuda a salvar almas. Lamentavelmente, boa parte do clero simplesmente ignora ou finge ignorar esta orientação. Sobre quem escreve os textos, estamos devendo uma página de apresentação! Mas já adianto que somos todos leigos: eu, Viviane catequista; Alexandre, também catequista; Paulo Ricardo, historiador. Abraço, e fique com Deus você também!
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0 # João Oliveira 16-08-2016 03:47
"O confessionário não é estritamente necessário, não mesmo." Oi??????????????? Diga isso para quem escreveu o Código de Direito Canônico então! Eles precisam saber dessa norma recém-descoberta por V. Exa. Cân. 964 — § 1. O lugar próprio para ouvir as confissões sacramentais é a igreja ou o oratório. (O lugar macro, geral, sem menção ao local específico, que é, conforme se verá no parágrafo seguinte, sempre o confessionário. O parágrafo seguinte, diga-se de passagem, obriga a que as Conferências Episcopais regrem o seu uso, sob a condição, aliás óbvia!, de que sejam em local visível e com uma tela fixa entre o confessor e o penitente!... É obrigatório haver confessionários e a possibilidade de usá-los os fiéis durante a confissão. Portanto, é estritamente necessário ao sacramento da Confissão a existência de Confessionários, salvo exceções.) § 2. No que respeita ao confessionário, a Conferência episcopal estabeleça normas, com a reserva porém de que existam sempre em lugar patente confessionários (!!!), munidos de uma grade fixa entre o penitente e o confessor, e que possam utilizar livremente os fiéis que assim o desejem. (Aqui, as conferências episcopais poderão estabelecer normas do tipo: os confessionários serão lilases, amarelos, roxos ou verdes. Ou ainda: eles serão feitos de ferro e madeira, medindo 2,0 m x 5,0 m. O que as Conferências Episcopais e, pois, os bispos não podem fazer é retirar confessionários ou manter igrejas sem confessionários em locais visíveis e com as especificações do parágrafo, a saber, grade entre o penitente e o confessor. Isso não!) § 3. NÃO SE OUÇAM CONFISSÕES FORA DOS CONFESSIONÁRIOS (!!!!!!!), a não ser por justa causa. Confissões fora dos confessionários não devem ocorrer, a menos que haja justa causa. E não, a "inexistência" de confessionários só pode ser considerada uma justa causa desde que não seja essa inexistência pré-ordenada ou causada pela negligência do Bispo, a quem cabe verificar o cumprimento disto. De outra forma, havendo justa causa, o confessor deve fazer o máximo para respeitar a escolha do fiel. NÃO SE DEVE OUVIR CONFISSÕES FORA DE CONFESSIONÁRIOS. Eles são necessários ao sacramento. São exigidos pelo decoro, pelos penitentes, pelo zelo aos fiéis e pelo Código de Direito Canônico. São, portanto, estritamente necessários sim!
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0 # Tiago 05-09-2011 12:27
** Bom dia! Mto interessante.. Não sabia que era necessário o confessionário. Uma dúvida, *quem escreve os textos? É uma pessoa, várias? É padre? Estudioso? Leigo? Obrigado Fiquem com Deu
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