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Quarta, 07 Janeiro 2015 00:21

Assassinato da liturgia católica: o Pai-Nosso modificado

Postado por

pai_nosso

O Pai-Nosso é a oração perfeita: eis um pensamento unânime entre todos os cristãos. Quem teria a empáfia de propor alterações em uma oração composta pelo próprio Deus Encarnado? Ninguém... A não ser algumas centenas de padres pelo Brasil afora!

Já virou modinha em diversas igrejas a substituição, na Missa, da oração do Pai Nosso por versões dessa mesma oração. As versões mais populares são:

Não há mal algum em compor músicas com versos inspirados no Pai-Nosso, sem necessariamente manter as palavras originais da oração. O problema é quando essas músicas são inseridas na Missa, substituindo o Pai-Nosso tradicional. Isso é um abuso litúrgico grave! Ou, nas palavras de Dom José Francisco Falcão, é um "assassinato da liturgia católica":

Dom José Francisco Falcão de Barros é bispo Titular de Augurus e auxiliar do ordinariado militar do Brasil.

A oração do Pai-Nosso pode ser cantada? Pode, desde que os versos sejam fiéis à oração tradicional do Pai-Nosso, sem NENHUMA alteração. No vídeo abaixo, vemos São João Paulo II cantando essa oração. Lindo!!!

O Pai-Nosso do Padre Marcelo é muito bonito, mas em hipótese alguma pode substituir o Pai-Nosso tradicional; a letra tem alterações discretas, mas muito relevantes, como o trecho em que se pede que o Pai perdoe os nossos pecados "de um modo maior com que perdoamos". Ora, Jesus disse mais de uma vez que seremos julgados com a mesma medida que julgarmos o próximo, e que seremos perdoados da mesma forma - e não de um modo maior - com que perdoamos quem nos ofendeu.

Com uma melodia ótima, tirada da canção "Sound of the silence", de Paul Simon & Garfunkel, o "Pai Nosso Tu que estás" tem uma letra bacana. Podemos cantarolar essa música o dia inteiro, mas não para substituir o Pai-Nosso na Missa. Mais uma vez, o texto não apresenta a oração do Pai-Nosso, e sim de uma versão. O mesmo vale para a bela composição do Pe. Zezinho.

Já o "Pai-Nosso dos Mártires" não passa de uma tentativa lamentável de misturar água e óleo, ou seja, cristianismo com ideologia marxista. Vade retro, Satanás! Sobre essa infeliz versão do Pai-Nosso, é interessante a reflexão do blog Deus lo Vult! (clique aqui).

O que tem que ficar claro é que, na sagrada liturgia, não se deve inventar: tem que ser fiel ao Missal Romano e às palavras de Jesus Cristo, Nosso Senhor.

2179 Sexta, 16 Junho 2017 21:27

Comentários   

0 # Daniela 20-06-2017 04:35
Excelente!!!!!vc me representa.
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0 # Eduardo Souza 14-12-2016 20:14
Tenho uma dúvida que não é sobre o Pai Nosso cantado, mas é sobre música na Igreja. Eu sou cantor em um dos ministérios aqui da paróquia e gravo as músicas que a gente canta/toca e deixo em áudio disponível para a gente poder escutar, relembrar, fazer análises do que precisamos melhorar, etc. As músicas são performadas em locais que não possuem intuito de lucro (igrejas) e elas são gravadas por mim, mas não são vendidas: apenas disponibilizadas para nosso uso. Será que eu sou enquadrado em alguma lei que fere os direitos autorais?
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0 # Reny 30-09-2016 11:53
Orar é falar com Deus. Jesus conforme a bíblia ensinou o Pai Nosso dizendo: Pai nosso que estais céu, santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade assim na terra como céu..... O importante para mim é está sempre em sintonia com o pai Celestial de coração e em qualquer lugar. Como orar Deus ouve cada um de acordo a sua intenção é conhece o coração de cada um de nós e se a intenção é verdadeira ou não.
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0 # Ir. Marco Antonio de Miranda SVD 12-09-2016 18:14
Gostei do artigo e a forma como foi composto em quase sua totalidade. O Pai-Nosso, assim como o Glória, o Santo e o Cordeiro de Deus são intocáveis na sua composição. Só discordo da demonização que o autor do artigo faz em relação a musica "Pai nosso dos martires". Conheço pessoalmente o autor dela, que por sinal não é o Zé Vicente e sim Pe. Cirineu Kunh, e o contexto em que fora composta. Fora escrita após o assassinato de um sacerdote que defendia direitos para os pobres. Isso tudo, ainda por cima, em um contexto de ditadura militar que quem estudou história sabe como foi um momento duro. Se clamar contra a injustiça e em favor da vida plena para todos em uma canção é demonizado por ti, caro autor do artigo, então com esses mesmos olhos avalie a pessoa de Jesus e dos profetas e verás que estás equivocado. Muito sangue foi e é derramado de pessoas que lutaram contra a injustiça, inclusive de muitos cristãos que nessa doação se motivam pela proposta do Reino de Deus que é transcendente e, ao mesmo tempo, fecunda a terra e é uma realidade pela qual devemos pautar a nossa vida na busca de vida plena para todos. No mais o artigo traz lucidas reflexões. Abraços.
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0 # José Egberto 12-09-2016 15:25
Na paróquia de Nossa Senhora da Graças, em Campina Grande/PB, o pároco está rezando todas as orações (ato penitencial, Glória, Santo, Pai-nosso, Cordeiro).
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0 # Lincoln 12-09-2016 15:03
Pai nosso - inspirado no gregoriano - música https://youtu.be/oDjy99QMxhg
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0 # denis 31-03-2016 19:45
sobre o ato penitencial da JMJ no Brasil, pode ser cantado nas missas aos domingos??
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0 # Pedro 04-02-2016 19:35
Padre Orlando à sua bênção! Eu fiz no passado algumas más confissões onde omiti certos pecados. No entanto contei esses pecados omitidos em outras confissões. Ocorre que eu nunca refiz essas confissões, no sentido de dizer ao sacerdote "que me confessei mal em tal ocasião e vou refazer essa confissão agora". Eu tenho que refazer essas confissões ipsis literis? Eu sou muito escrupuloso e sempre saio insatisfeito do confessionário..
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0 # Padre Orlando Henriques 01-04-2016 09:39
Pedro, desculpe só agora responder, mas não reparei neste seu comentário na altura em que você escreveu, só agora o vi. De qualquer maneira, se ainda vou a tempo de ser útil, o que me parece é que o mais prudente talvez seja você dizer «no passado fiz algumas más confissões onde omiti este e aquele pecado, que, entretanto, confessei em confissões posteriores, embora sem nunca ter confessado que os tinha omitido nessas confissões mal feitas». Sendo uma confissão mal feita, já por si mesma, um novo pecado, falta-lhe ser absolvido, pelo menos, desse pecado. Não sei se seria necessário voltar a ser absolvido dos outros pecados, uma vez que já os confessou, talvez não; mas, quanto mais não seja por prudência, se os voltar a confessar tem a certeza de que ficam perdoados. Além disso, nada nos impede de voltarmos a confessar os mesmos pecados e assim é um descanso para si, tanto mais se os escrúpulos o atormentam. É melhor ser atormentado por escrúpulos do que ser leviano e achar que nada é pecado, MAS temos que ter fé no perdão de Deus, acreditar que Ele, realmente, tem poder para nos perdoar: se você se confessou com sinceridade, saia tranquilo do confessionário, sinta-se livre, porque o Sacramento é libertação verdadeira! Uma vez mais, desculpe a demora, e desculpe também se não estive "à altura" do desafio na minha resposta. Deus o abençoe!
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0 # Alcides 29-08-2015 16:45
O interessante é que a pessoa que fala estas verdades é a mesma que, na missa diz: "Senhor eu não sou digno que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e (EU) serei salvo", ao invés de dizei uma palavra e meu semelhante será salvo,(curado), assim como disse o centurião ao Mestre. Só lembrando que este não é um caso de assassinato da liturgia, é um caso de egoísmo mesmo.
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0 # Juliana 20-07-2015 17:08
O problema é que as pessoas vão "pra curtir e pra dançar", uma coisa "xofem", pra se sentir bem, "levantar a auto-estima", "pegar umas energias positivas". É uma gritaria tb...
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0 # Geraldo 28-05-2015 13:05
Os provavelmente infiltrados na Igreja, padres rebeldes a serviço das ideologias ou deformados em seminários infiltrados, ou mesmo os da TL são os patrocinadores dos desvios litúrgicos para alienarem os católicos e promoverem a protestantização da Igreja católica ou caótizá-la, com ajuda do PT que sendo comunista, persegue-a, destesta a Igreja católica em particular ou seja, Satã X Jesus Cristo. Os autores desses desvios são os novos deuses do século XXI, fazendo-se de superiores ao próprio Jesus!
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0 # maria Lucia soares 27-05-2015 17:26
O pai nosso rezado, foi modificado! Não é como está na Bíblia! Porque modificamos algumas palavras no Pai Nosso???
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+1 # Padre Orlando Henriques 27-05-2015 19:38
O Pai Nosso não foi modificado em relação à Bíblia: nós somos fiéis ao Pai Nosso tal como ele vem em Mt 6, 9-13. A questão é que também existe uma outra versão do Pai Nosso, em Lc 11, 2-4. No entanto, se for à sua Bíblia confrontar as palavras que nós rezamos com Mt 6, 9-13, verá que são as mesmas palavras (quaisquer pequenas diferenças que haja são diferenças de tradução, e não do texto).
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0 # Magda 27-05-2015 13:55
Concordo com a matéria, mas eu acho que em vez de dar tanta enfase a isso, vamos sair como igreja ao encontro dos que sofrem, dos famintos, dos doentes, foi isso que Jesus nos ensinou, acaba até sendo hipocresia, nós católicos temos que respeitar sim a liturgia mas não podemos colocar acima dos nossos irmãozinhos que ainda não conhecem ainda Jesus.
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+1 # Padre Orlando Henriques 27-05-2015 16:33
E eu acho que em vez de dar tanta enfase à acção sócio-caritativa (que não é, de modo algum, a única vertente da acção da Igreja) deveriamo-nos lembrar que o que Cristo nos mandou foi sermos sal da terra e luz do mundo. Aliás, a última coisa mesmo que Jesus disse aos discípulos ao ser elevado ao céu foi “Ide e ensinai… baptizai em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. A Igreja não está cá para fazer mero assistencialismo: isso qualquer organização faz; limitar-se a fazer assistência social ainda não é ser sal da terra e luz do mundo. Sim, temos a obrigação de cuidar dos pobres, mas ISSO NÃO NOS IMPEDE de cuidar a liturgia, pelo contrário. A acção pastoral da Igreja tem 3 vertentes imprescindíveis: - liturgia (e tudo o que seja celebração e oração); - evangelização (catequese, primeiro anúncio, e tudo o que tenha a ver com formação); - caridade. Acredite que se estivéssemos só preocupados com a caridade, sem nos importarmos com a liturgia (ou com a catequese) estaríamos a TRAIR a nossa missão, porque solidariedade social e ajuda aos mais necessitados sem liturgia e catequese tornar-se-ia um simples assistencialismo que qualquer um faz SEM PRECISAR DE SER CRISTÃO. Não é por estarmos preocupados com uma liturgia bem celebrada que vamos deixar de fazer acção socio-caritativa.
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0 # Arlindo Filho 27-05-2015 12:19
Deixe o trabalho pesado para sites como o catequista e outros,pois se vc pensa que é dificil dialogar com herege e se irrita com suas colocações ,xingamentos e desrespeito.Na sua paroquia vc receberá 1000 vezes mais
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0 # Arlindo Filho 27-05-2015 12:07
O clero católico não é ruim, é péssimo, precisa melhorar muito pra ficar ruim. Sabendo disso, não devemos esperar nada de bom de padres mal-formados e/ou heréticos. Se quisermos nos informar sobre catolicismo devemos ler Catecismo, Código de Direito Canônico e Vida dos Santos. Devemos respeitar o clero , não por sua santidade , que está quase ausente , mas por amor a Cristo e como justa reparação por nossos pecados. Lugar de aprender sobre a fé católica é em casa com a família ou sozinho. A paróquia, atualmente, não é lugar para aprender nada sobre catolicismo. É para rezar e evitar que os hereges, ignorantes, fracos tornem impossível a existência do catolicismo. A paroquia é um lugar para manter as estruturas materiais da Igreja, rezar e evitar o fim do catolicismo e para ir lá é necessário uma fé forte e instruída. Se vc for fraco, se limite à missa dominical e aos sacramentos e entre mudo e saia calado. Pois lá é um campo de guerra onde talvez encontremos os piores hereges e que adoram sua heresia e eles podem fazer vc passar mal, ter crises de fé graves, te destruir moralmente e ainda te descriminar por praticar o catolicismo
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0 # Padre Orlando Henriques 27-05-2015 12:51
Bem… Perante um comentário como este,… eu, padre e pároco,… o que posso dizer? “Obrigado pela parte que me toca…” Eu compreendo, em parte, a sua revolta, mas a verdade é que uma paróquia é um grande caldeirão onde há de tudo. Aqui os Catequistas até têm um post sobre “causos de paróquia” onde falam exactamente disso, e onde alguém diz que “paróquia é para-raios de maluco”: http://ocatequista.com.br/archives/7469 Aliás, não é só cada paróquia individualmente falando, mas a própria diocese é uma espécie de arca de Noé onde há toda espécie de bicharada. Não estou a dizer todos os “animais” desta diversidade são bons, só estou a dizer que É INJUSTO FAZER UMA GENERALIZAÇÃO DESSAS. Na paz!
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0 # A Catequista 27-05-2015 12:17
Arlindo, não é bem assim. A minha conversão se deu graças às atividades de catequese da paróquia, bem como a continuidade da minha formação espiritual. Aliás, não seria possível que você pudesse colaborar com sua experiência cristã na catequese de sua paróquia?
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-1 # Tarcísio 08-02-2015 11:52
Tecer comentários críticos isolados sobre a "Oração do Pai Nosso" parece ser mais anti-litúrgico do que elaborar uma catequese, escola da fé, formação continua para os leigos que preparam a liturgia, na maioria das vezes sem a presença e o conhecimento do do Pároco. As regras litúrgicas não são propriedades de padres que desconhecem a inculturação e não fazem nada para manter uma celebração piedosa e serena que realmente leva a Assembléia a um encontro pessoal com o Cristo, Vivo e Ressuscitado, celebrado em cada Eucaristia. Não creio que o Pe. Zezinho e o Pe Marcelo Rossi tivessem composto uma Musica para ser obrigatoriamente cantada em cada celebração. Pior que essas letras que modificam as palavras, mas não o sentido da oração do Pai nosso, na minha opinião, ajudam a rezar melhor, são as musicas evangélicas cantadas durante a distribuição da Eucaristia "(COMO ZAQUEU)". Penso que da mesma forma que a Reforma Litúrgica trazida pelo Concilio Vaticano, II, muitos padres cometeram exageros. A clericalização, também, permitiu que muitos leigos em nome dos Padres ausentes por agendas diversas, continuam cometendo exageros litúrgicos nas celebrações, até nossos dias. Antes de tecer críticas clericais, deveríamos fazer uma "auto-crítica" e rever o nosso conceito e refletir mais. O que eu tenho feito para tornar a Liturgia mais "Ativa, Consciente e Frutuosa"na minha Igreja?
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0 # Victorio Gasparini 30-01-2015 12:38
Paz e bem! Muito boa e determinadamente esclarecedora matéria! Eu sempre gostei da versão "sound of silence" do Pai Nosso, e há alguns anos não ouço. Me disseram que ela tinha sido "proibida" por ser baseada em música "profana"... E colocaram tantas outras versões mais profanas e feias... E eu me achava o último dos pecadores por gostar da tal " versão amaldiçoada "... Em verdade pode ser cantada outra belíssima versão, em latim (Pater Noster)!? Seguem as mesmas palavras e deixa a missa muito mais solene!
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0 # Larissa 20-01-2015 18:12
Olá, estive lendo os posts e são muito esclarecedores e bem humorados, amei esse site! Eu já ouvi dizer que não pode bater palmas na missa, e queria saber se é verdade e se nem aquelas palmas mais tranquilas na hora do Glória, quando este é cantado? Muito obrigada.
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0 # A Catequista 20-01-2015 19:13
Oi, Larissa! Não é que as palmas sejam absolutamente proibidas na missa. Mas está havendo um grande abuso nesse sentido. Já escrevemos um post sobre isso: São João XXIII: “Não batam palmas na igreja, nem mesmo para saudar o Papa” http://ocatequista.com.br/archives/13571
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0 # Rafael Quaresma 15-01-2015 20:32
Certa vez, numa missa de uma vigília arquidiocesana, em que eu estava tocando, o padre pediu o pai-nosso cantado. Na hora, eu não sabia nenhum pai-nosso cantado e as meninas que estavam cantando também não. Uma delas se lembrou justamente do Pai-nosso do padre Marcelo. Cantaram mesmo sabendo que não era litúrgico, porém, no final da música, elas puxaram a oração pra não deixar a ausência do pai-nosso autentica :)
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0 # Marta 09-01-2015 07:12
Querem tanto "modernizar" que a música acaba tomando um lugar mais relevante do que deveria, ao ponto de, numa paróquia que eu frequentava, haver datashow pro pessoal acompanhar a letra das músicas.
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0 # adriano 08-01-2015 20:04
aqui na minha paróquia o negócio é feio. o meu pároco é afro descendente e acha que deve ''africanizar'' a liturgia. a casula parece mais uma camisola , e o glória louva não a deus , mas a áfrica: doidera pura!
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0 # antono carlos 08-01-2015 19:55
Voces tem razão. Essas variações litúrgicas cansam. Aqui na minha paróquia a gente não aguenta aquelas pessoas que batem palmas com eco. Doí nos ouvidos. Gostaria tanto que os padres, de vez e outra, ficassem nos bancos junto com o povo e tentassem entender como as palmas irritam, doem e distraem a gente. Nos últimos finais de semana frequentei outras paróquias, mas a praga das palmas está em todos os lugares.
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0 # sandro 08-01-2015 17:20
Catequista depois que eu vi um vídeo de um Padre, no ultimo dia de um Cerco de Jericó, derrubar uma muralha de isopor com o ostensorio, cena das mais toscas, eu ja não duvido de mais nada, graças a Deus o Padre daqui não aceita invecionices, principalmente dos rccistas, oh povo inventao
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0 # Sidnei 08-01-2015 14:57
"Legal! Com certeza será um artigo útil, pois nós, católicos, somos reis em levar bala perdida em confronto alheio." Jotacê, gostei, estou rindo até agora, pois se desgraça é pouco é bobagem, para algumas bestas, até parece que foram os católicos autores deste atentado.
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0 # Jotacê 09-01-2015 09:23
Valeu, Sidnei! :D Se um ateu militante se encher de acarajé e feijoada em uma barraca de praia, debaixo de um sol de 40°, e depois tiver uma congestão ou uma bela dor de barriga, não tenha dúvida: a culpa é dos católicos. TUDO É CULPA DOS CATÓLICOS.
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0 # Jotacê 08-01-2015 11:10
Assunto absolutamente "off-topic", mas ao meu ver, relevante: Depois da chacina ocorrida ontem no jornal humorístico ultra-esquerdista "Charlie Hebdo", pululam na internet (e não somente nas redes sociais) asneiras bem típicas da calhordada esquerdista... Comparações entre islamismo e Cristianismo, e acusações aos católicos do tipo "vejam o que a fé em Deus faz" (como se Alá e Javé fossem a mesma divindade) ou "vocês só não fazem isso porque não podem". Meu, como eu gostaria de poder magicamente enfiar meu braço na tela do computador e pegar esses "valentinhos de teclado" pelo colarinho, para uma conversa cara-a-cara.
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0 # A Catequista 08-01-2015 11:28
Vamos publicar um post sobre isso amanhã, Jotacê.
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0 # Jotacê 08-01-2015 13:22
Legal! Com certeza será um artigo útil, pois nós, católicos, somos reis em levar bala perdida em confronto alheio.
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0 # Sidnei 08-01-2015 10:38
Se vocês hajam que a coisa tá ruim em missas, então não fazem ideia do que sai em cerimonias de casamento. Lá tem de tudo, menos canções sacras, que deveria nortear a cerimonia, já que se trada de uma cerimonia religiosa.
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0 # Juliano 08-01-2015 07:58
Aqui na minha paróquia, na Missa de Natal, tocaram na música de Ação de Graças a Noite Feliz, ótimo, perfeito. Depois, cantaram "Então é Natal", da Simone (aquela que traduziram do John Lennon). Acho que não está certo, ou pode?
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0 # A Catequista 08-01-2015 09:51
Não, não pode, Juliano. Na Missa só devem ser tocadas músicas litúrgicas, mas parece que o povo perdeu totalmente a noção do que é música litúrgica, e acha que pode tocar na missa qualquer coisa que ache "bonitinho". Há um documento da CNBB sobre canto e música litúrgica que diz: e) Sejam evitados melodias e textos adaptados de canções populares, trilhas sonoras de filmes e novelas... " http://www.cnbb.org.br/component/docman/doc_view/336-canto-e-musica-na-liturgia É uma atrocidade tocarem na missa uma música adaptada de uma cação de J. Lennon, logo o sujeito que queria mais é que todas as religiões fossem para o espaço. Muita esculhambação!
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0 # Hitalo Felix 08-01-2015 06:00
Gostei muito da matéria, é sempre muito bom aprender sobre nossa fé que é tão rica, porém, me surgiu uma dúvida. Bom, antes de continuar quero me apresentar, me chamo Hitalo, sou católico e participo bastante da Igreja, sou coordenador da Juventude Missionária da Paróquia de Nsra. de Lourdes (Cavaleiro-Jaboatão-Pernambuco), sou representante da Juventude Missionária do Vicariato Recife Sul 1 (Arquidiocese de Olinda e Recife) e também faço parte de um ministério de música chamado Kairós. Pois bem, em geral, nas Santas Missas da nossa paróquia o Pai Nosso é rezado, porém, quando temos oportunidade de canta-lo, cantamos sempre o Pai Nosso do Pe. Marcelo e o Pai Nosso de Anjos de Resgate, porém, sempre no meio de ambas as músicas, rezamos junto com a Igreja enquanto o ministério toca, seria correto fazer assim ou ainda está errado, mesmo fazendo a oração conforme a Bíblia? Desde já agradeço a atenção e parabenizo os responsáveis pelo trabalho realizado! Que Deus os abençoe!
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0 # Camila 07-01-2015 21:50
Catequistas... eu queria dar uma sugestão de post, posso? Percebi que vocês escrevem muito para jovens neste blog. Bom, como jovem, a maior dificuldade que eu tenho hoje é seguir o quarto mandamento: Honrar pai e mãe. Amo muito eles, mas somos acostumamos a ser grosseiros uns com os outros. As vezes, respondo em um tom grosseiro e só depois percebo e me arrependo. Outras vezes, até sei que é errado, mas é algo mais forte do que eu. Ou porque eles são grossos comigo, ou porque fazem/dizem algo que sabem muito bem que eu odeio... Apesar de tentar "curar" isso, de pedir ajuda a Deus, eu ainda sou uma pessoa explosiva, com "pavio curto". Por mais que já tenha melhorado um pouco, ainda é algo mais forte do que eu. O catecismo não fala nada sobre quais são os pecados mortais (que impedem de comungar) contra este mandamento. Tenho que me confessar a cada mísera grosseria que disser para os meus pais? Ou apenas após xingá-los de um jeito bem mais grave? Não entendi, NA PRÁTICA, como uma jovem de 17 anos pode "honrar seu pai e sua mãe". Vocês podem me ajudar?
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0 # Padre Orlando Henriques 10-01-2015 10:04
Caríssima Camila Isso é uma questão de saber se a matéria do pecado é grave ou não. Talvez nos arreliemos todos os dias, mas há arrelias e arrelias… Se, com os nervos, falamos um bocado mais áspero, depende muito das palavras que dizemos: podem ser palavras muito ofensivas ou não. Não vamos deixar de comungar cada vez que há uma mínima falta de paciência, pois NEM TODAS SERÃO ASSIM TÃO GRAVES, mas, por vezes, também dizemos palavras (ou tomamos atitudes) mais graves, que magoam de forma significativa; então, aí faltámos ao amor de forma grave, rompemos a comunhão com Deus e com o próximo (com os pais, neste caso). A grande DIFICULDADE pode estar aqui: em discernir até ponto determinado gesto, atitude ou palavra foi suficientemente grave. Mas também me parece que nós o sentimos quando assim é. Há pecado mortal se houver matéria grave, plena consciência e total consentimento. O Catecismo da Igreja Católica, mesmo que não especifique todos os pecados mortais, explica a diferença entre o pecado mortal (que nos impede de comungar) e o pecado venial (que, embora enfraqueça a caridade, não chega a romper a nossa amizade com Deus, pelo que não nos impede de comungar). Veja os números 1854 a 1864. E saiba uma boa notícia: na Missa, logo ao início, no Acto Penitencial, podemos limpar-nos dos pecados veniais. Se houve alguma arrelia que não foi muito grave, recorde-se disso nesse momento, arrependendo-se e pedindo perdão, que ficará absolvida. E também há outras formas de receber o perdão dos pecados veniais: rezar o terço, tomar água benta e até mesmo a própria Sagrada Comunhão. E, claro, mesmo nesses pecados mais simples, podemos sempre (e devemos) se pedir desculpa e procurar compensar com algum gesto de atenção e amor. Vale também a recomendação de São Paulo de nos reconciliarmos à noite, antes de ir para a cama: «Não pequeis. Não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento. Não deis lugar ao demónio.» Ef 4, 26-27 Não desespere, que é sempre possível melhorar. Aliás, você mesma diz que já melhorou muito. É preciso termo a mesma fé do leproso da leitura da Missa de ontem, que disse a Jesus: “Senhor, se quiseres, podes curar-me.” Podemos fazer nossas essas palavras, que significam, pelo menos, duas coisas: - que queremos curar-nos; - e que acreditamos que o Senhor tem poder para nos curar (mesmo que a nossa fraqueza seja grande). Queremos ou não ser cuarados? E acreditamos ou não no poder do Senhor?
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0 # Francine 01-02-2016 23:08
Pe. Orlando, sua bênçao! Até que ponto desobedecer os pais é matéria grave? Sempre achei que não fosse nada de muito sério deixar de seguir o que eles dizem (sou maior de idade) em algo bobo, por exemplo, quando mandam levar um casaco quando acho que não é necessário.
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0 # Padre Orlando Henriques 03-02-2016 19:50
Penso que a gravidade da matéria do pecado estará, em princípio, directamente relacionada com a importância do assunto em que se peca. Enfim, se uma criança, que deve uma total obediência aos pais, desobedece num assunto de pouca importância, isso tem uma gravidade menor do que se desobedecer num aspecto que seja importante. Também não me parece que seja assim tão grave deixar de levar um casaco quando os pais dizem, até porque que tem 18 anos já sabe bem ver por si próprio se está frio ou não para levar um casaco. Nós sabemos que os pais, e, concretamente, as mães, às vezes exageram (são as chamadas “mães-galinha”, não sei se no Brasil também e usa essa expressão): não levar um casaco apesar da insistência da mãe não me parece que seja pecado grave. Penso que poderá ser pecado venial se se tratar de uma criança: se for menor, deve, na minha opinião, obedecer, quanto mais não seja, por uma questão de respeito; se for maior, penso que a questão, nesse caso, já não se se coloca, passa a ser mais um conselho que se pode aceitar ou não do que propriamente uma ordem a cumprir rigorosamente, já que a pessoa, chegada a idade adulta, passa a ter uma responsabilidade e um conhecimento das coisas que antes não tinha. Inclusivamente se se constipar é da sua responsabilidade… A pessoa adulta, mesmo que jovem, já tem cabeça para discernir por si mesma se precisa mesmo de levar casaco ou não, o que pode não acontecer necessariamente com uma criança, para além de que a obediência devida por uma criança é em grau muito diferente. A maioridade é aos 18 anos, mas, embora sejamos maiores com essa idade, há que ter em conta que, mesmo depois dos 18, muitos jovens continuam a viver com os pais e a depender deles sob muitos aspectos ainda durante algum tempo (até que se casem, ou que arranjem emprego, enfim, até que, de alguma forma, se possam considerar totalmente independentes). Não digo que aí o dever de obediência seja tão rigoroso como quando são crianças, mas o que me parece é que quem está nessa situação ainda deve uma certa obediência aos pais em muitos aspectos, quanto mais não seja porque depende deles, embora não vá até um certo ponto como se eles fossem crianças. Aqui também é preciso que os pais saibam dar espaço a esses filhos que são maiores mas ainda dependem deles, por lado zelando pelo seu bem, mas, por outro lado, lembrando-se que eles também já não são crianças. Há uma certa altura na nossa vida, seja aos 18 anos seja pouco depois, em que nos tornamos, de forma indubitável, totalmente independentes em relação aos pais (mesmo quem não se casa e até mesmo quem, eventualmente, continue a viver na mesma casa que os pais), mas nem por isso o 4º mandamento deixa de fazer sentido. Na verdade, o 4º mandamento não se refere só à obediência. À medida que nós crescemos e que os pais ficam mais velhos, a nossa obrigação de “honrar pai e mãe” continua de pé, mas com uma configuração totalmente diferente: a de amparar os pais na velhice.
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0 # Padre Orlando Henriques 04-02-2016 06:52
LOL! «Mãe coruja»! Não conhecia a expressão, mas também é muito sugestiva!
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0 # Alex Hoffmann 03-02-2016 22:28
Caríssimo Padre Orlando Henriques, sua bênção. Hehehehe, por estas bandas chamamos de mamãe coruja. Meu pais sempre me disse, dentro de minha casa mando eu, enquanto estiver debaixo do meu teto, segue e cumpre as minhas regras, pode ganhar 100 ou um milhão por mês, no meu terreiro você põe ovo. Quando tiveres tua casa, o faça como queiras. Tentei algumas vezes desafiar meu pai, adivinha o resultado, 3 meses com a orelha quente de tanto escutar, e não era pouco, era de orelhudo, burro, tanso, asno, jumento, comedor de grama, animal com orelhas grandes que anda de 4 e pasta. Graças a Deus, hoje em dia penso, poderia ter sido 6 meses de orelhas quentes ao invés de 3.
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0 # Francine 03-02-2016 20:14
Muito obrigada, padre! Sua bênção! Vejo que respondes muitas dúvidas dos leitores daqui do blog dos catequistas. Ajudas MUITO a todos nós, principalmente pessoas que, como eu, não possuem um diretor espiritual - no meu caso, as paróquias próximas não têm sacerdotes suficientes para atender os fiéis (ao que me parece, os padres estão atarefados além do razoável). Tens alguma rede social para que eu possa te pedir uma direção espiritual, alguns conselhos, quando tiver dúvidas? Acho que assim facilito a vida aqui no blog, não enchendo os comentários com questões pessoais.
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0 # Ludmila 07-01-2015 20:28
Olá Catequista! Parabéns post. Quais seriam os livros sugeridos para um melhor conhecimento da liturgia? Desde já agradeço.
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0 # Luiz Antônio Pereira 07-01-2015 19:58
Aqui na minha Paróquia de vez em quando fazem é teatrinho em alguma parte da Missa ou mensagens (tipo power point enviadas como correntes em e-mails) ao final da Missa, antes da benção. Às vezes queria apenas ouvir o Evangelho, participar dos Ritos e contemplar o mistério da Transubstanciação. Como tentam "enriquecer" demais a Missa com adições de teatros e mensagens, dá saudade das Missas que um outro padre fazia no início do dia, antes da galera ir para o trabalho, bem cedinho, que duravam uns 30 minutos, mas era sucintamente Missas.
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0 # Padre Orlando Henriques 07-01-2015 17:31
O meu professor de canto gregoriano dizia-nos que, uma vez em que o Padre Zezinho veio a Portugal, ficou desgostoso por ver que as pessoas cantavam as suas canções nas Missas porque, segundo o próprio Padre Zezinho teria dito, essas canções eram canções de mensagem, meio de evangelização para fazer chegar às pessoas o Evangelho através da música, MAS NÃO música para a liturgia. Conclusão: não é todo o tipo de música que serve para se cantar na igreja. Segundo os documentos da reforma litúrgica do Vaticano II, o canto gregoriano continua a grande referência: um canto que permite a oração e em que a música está ao serviço da letra (princípio fundamentalíssimo da música litúrgica: o que importa não é “abanar o rabo”, o que importa é a Palavra!). NÃO QUER DIZER QUE SÓ se possa cantar gregoriano, mas o gregoriano é REFERÊNCIA. Ora, os cânticos actuais que são verdadeiramente litúrgicos são herdeiros do canto gregoriano. Não sei que cânticos litúrgicos é que se cantam no Brasil, mas cá em Portugal (onde a liturgia é como deve ser, claro, porque abominações também não faltam por cá), cantam-se cânticos sobretudo destes compositores: - Pe. Manuel Luís (da Diocese de Lisboa; já falecido); - Pe. Carlos Silva (da Diocese de Leiria-Fátima, muito conhecido graças aos seus cânticos serem cantados em Fátima; falecido há poucos anos); - Pe. António Cartageno (da Diocese de Beja); - Pe. Ferreira dos Santos (da Diocese do Porto); - Pe. Manuel Faria (da Diocese de Braga; já falecido; considerado um dos melhores compositores portugueses do séc. XX, mesmo a nível profano); Etc… Todos estes autores escrevem (ou escreveram) cânticos belíssimos, em português, de base bíblica e litúrgica e com a música inteiramente ao serviço da letra. Normalmente, estes cânticos têm uma TOTAL LIBERDADE ao nível do ritmo, pois não estão presos a uma determinado compasso do início ao fim, não têm um compasso certo: mudam de binário para trenário de repente, e vice-versa, o que denuncia uma herança clara do canto gregoriano, que não tem compasso. É muito difícil (não dá jeito) acompanhá-los à guitarra por causa disso. As estrofes, normalmente, são recitativos, o que denota mais uma linha de continuidade com o canto gregoriano, para além de ser um dos exemplos radicais de uma música ao serviço do texto, ou melhor, da PALAVRA.
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0 # Padre Orlando Henriques 10-01-2015 10:22
Para quem quiser encontrar letras e/ou partituras de cânticos destes veja estes sites: http://www.canticos.org/ http://ocantonaliturgia.blogspot.pt/ O canticos.org é o que tem mais, mas têm que se registar para ter acesso às partituras.
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0 # Padre Orlando Henriques 07-01-2015 17:41
Se quiserem, podem ver excelentes exemplos destes cânticos no canal do Coro da Sé de Coimbra, no youtube: https://www.youtube.com/user/CoroCatedralCoimbra/videos Há lá muitas verdadeiras pérolas da música litúrgica!
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0 # Padre Orlando Henriques 07-01-2015 17:00
Andam a encher a Missa com “cantigas” que nem sequer vêm no missal (pai-nossos inventados, abraços da paz…) e depois dizem que “a Missa durou muito tempo porque o padre nunca mais se calava”…
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0 # Carlos 09-01-2015 20:23
Não seria isso padre, um sintoma de adolescência na fé? Uma certa infantilidade da nossa cultura que penetra até as igrejas, que quer fazer a fé basear-e em meras sensações? A igreja se torna assim não lugar de encontro com o Mistério do Senhor crucificado e ressuscitado por nós, mas um lugar de certa "masturbação" emocional fabricada. Eu creio que entrar nessa lógica da fabricação artificial da emoção é algo perigoso demais, pois impede a maturidade da fé. A fé não se sustenta de sensações e quem vive buscando isso, só faz aumentar o buraco do vazio que busca preencher.Lembro de um jornalista londrino chocado com a secura espiritual que Madre Teresa afirmou suportar por longos anos (em um diário então recém descoberto) como se isso fosse demérito moral e falta de fé da madre. Pois exatamente ao descobrir esse fato da vida dela, é que aumentou minha admiração por seu testemunho de fé. Rezar com persistência diária, servir os pobres com um largo sorriso, sem ser sustentada por emoções e sensações , para mim , isso sim é sinal de grande fé, é ser sustentado unicamente pela graça de Cristo.
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0 # Padre Orlando Henriques 10-01-2015 10:19
É verdade, Carlos, continua a haver pessoal à procura de “cócegas” espirituais (que de espiritual não têm nada, afinal): para eles a Missa vale pela homilia que o padre faz , ou pelos cânticos muito “animados”, mas não perceberam nada da Missa. Teria sido igual se tivessem ido a uma celebração protestante. A ideia deles é “vamos FAZER uma missa espectacular! A melhor missa”. São eles que fazem tudo, e as coisas valem por aquilo que inventam e fazem: Deus não é chamado para nada. Não se vê a liturgia como obra conjunta (entre Deus e o homem). Serão “adolescentes” na fé? Sim, talvez seja isso. Muitos cristãos ficaram com a catequese de infância, e alguns nem a fizeram completa, e, claro, se só crecemos no corpo e na fé não, a roupa da 1ª Comunhão não nos serve, só se for nas orelhas… Mas, para muitos também, esse estilo ultra “animado” já revelou cansaço, já deu o que tinha a dar.
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0 # Padre Orlando Henriques 07-01-2015 16:57
Fixe! Uma publicação sobre liturgia “avacalhada”, um a de que dá sempre que falar… Mas, acreditem, ISSO NÃO VAI SÓ DOS PADRES: estive numas paróquias onde havia grupos corais que cantavam “coisas” ao Pai Nosso, e FOI UM BOCADO DIFÍCIL acabar com isso. Quando temos leigos empenhados em fazer uma liturgia muito “animada”… Mas CONSEGUI! Nunca mais naquelas paróquias se cantou essa tralha que só vem encher a celebração. Cá em Portugal canta-se o muito o chamado “Pai nosso galego”… Que praga! A gente diz do altar abaixo “rezemos como o Senhor nos ensinou” e o pessoal “animado” da pseudo-nova-evangelização começa a cantar “Junto ao mar eu ouvi hoje, / Senhor tua voz que me chamou…”. E dá vontade de perguntar: Aquilo que o Senhor nos ensinou foi “Junto ao mar eu ouvi hoje”?
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0 # A Catequista 07-01-2015 17:41
Padre, fui pesquisar no google sobre o tal "Pai Nosso Galego", e realmente a letra mal faz lembrar o Pai Nosso original. Como nós católicos podemos ter tanta falta de noção, a ponto de trocar as palavras saídas da boca de Deus por essas cantigas humanas? Junto ao mar eu ouvi hoje, Senhor, Tua voz que me chamou E me pediu que me entregasse, a meu irmão. Essa voz me transformou, a minha vida ela mudou, E só penso agora, Senhor, em repetir-Te: Pai Nosso, em Ti cremos Pai Nosso, Te oferecemos Pai Nosso, nossas mãos De irmãos (2x) 2. Quando vá p’ra outros lugares, terei eu que abandonar, Minha família e meus amigos por seguir-Te. Mas eu sei que assim, algum dia, irei ensinar Tua verdade, A meu irmão e junto dele repetir-Te:
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0 # marcos 08-01-2015 09:35
uma correção À Catequista: Alem da expressão "Pai Nosso", não tem NADA que lembre o Pai Nosso!...
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0 # Padre Orlando Henriques 10-01-2015 09:52
Bem, na verdade, não cheguei a dizer que, antes de se cantar o refrão pela última vez, rezam o Pai Nosso… mas nem todos, porque há sempre um grupo dentro do coro que continua a “cantar” a melodia com a boca fechada, a fazer “hum, hum, hum, hum”… é mesmo do pior!!! Mas, mesmo que se reze o Pai Nosso lá pelo meio, continua a ser um atentado à liturgia (e à paciência!) pelas razões que já disse acima: - porque NÃO VEM no missal; - porque tem palavras que NÃO SÃO a oração “QUE O SENHOR nos ensinou”, frustrando o convite do sacerdote quando diz “ousamos dizer como o Senhor nos ensinou”; - porque DESRESPEITA O SACERDOTE ENQUANTO PRESIDENTE da celebração, usurpando-lhe a função de convidar a assembleia a rezar o Pai Nosso e de o começar, juntamente com todos; - porque, com mais um refrão no fim, CONTRA A LIGAÇÃO NATURAL que a liturgia tem entre as palavras “… mas livrai-nos do mal”, no fim do Pai Nosso, com as palavras que o sacerdote diz a seguir, pegando nas últimas palavras do Pai Nosso, “Livrai-nos de todo o mal, Senhor…”; - porque é MUITO CHATO colocarmos a celebração em “pause” e estarmos para ali parados a cantar coisas que são uma “seca” e tornam a celebração (que seria bela em si mesma!) um grande “pastel”, UMA COISA ENFADONHA.
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0 # A Catequista 08-01-2015 09:51
É mesmo!
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0 # Padre Orlando Henriques 07-01-2015 19:07
Ah, então quer dizer que aí no Brasil não conhecem o “Pai Nosso galego”? QUE SORTUDOS! Nem sabem do que se livram! Cá é uma praga, um pouco por tudo o Portugal, de norte a sul, se adultera o Pai Nosso da Missa com esse “Pai nosso galego” que até tem uns gestos para as pessoas fazerem no refrão!
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0 # Adriana 07-01-2015 15:48
E quando o Pai Nosso e cantado e ainda temos que dar as mãos para as pessoas ao nosso lado e ficarmos com os braços levantados e estendidos. É um teste de resistência física e pulmonar. Fico até pensando que e uma experiência de como Jesus se sentiu na cruz (obviamente que guardadas as devidas proporções e circunstâncias).
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0 # A Catequista 07-01-2015 17:20
E parte melhor é a do fim da oração, em que o irmão dá aquela apertada mais forte na sua mão e dá uma sacudidinha, para mandar aquela "vibe", aquela energia di amô!
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0 # Adriana 07-01-2015 18:45
Kkkkk ..... Por aqui ainda tem o plus de erguer e abaixar os braços na parte "que esta nos céus, que esta na terra" E muita energia di amor.
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0 # Padre Orlando Henriques 07-01-2015 17:34
Ah! Ah! Ah! Cá os miúdos também fazem isso, como se estivessem a jogar o "jogo da electricidade" e segredam uns aos outros: "Passa a corrente!..."
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0 # A Catequista 07-01-2015 17:58
Ahauhauhauhauh! Mega tosco! Temos que rir pra não chorar mesmo!
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0 # Roberta 07-01-2015 15:27
Olá, é permitido modificar a fórmula das orações como o Pai nosso e a Ave Maria mesmo no caso delas não estarem sendo recitadas durante a missa? como por exemplo acrescentar palavras no Pai Nosso sendo rezado durante o terço? Olá, já ouvi falar que orações relacionadas à Nossa Senhora não poderiam ser alteradas mesmo quando não são recitadas durante a Missa, é verdade? É que eu conheço uma comunidade que adiciona palavras à Ave Maria,isso seria correto?
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0 # Jose Luiz da Silva 07-01-2015 15:24
Qdo rezo a salva rainha não gosto de falar: para mais vos obrigar, prefiro dizer; para melhor vos agradecer. É errado isso?
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0 # Carlos Augusto 07-01-2015 14:31
Infelizmente essa realidade está tomando conta da maioria das paróquias pelo Brasil. Já tinha lido uma matéria a respeito no blog Salvem a Liturgia. Informavam que o único Pai Nosso cantado deveria ser em Latim como faz o Santo Padre. Se não fosse assim devia ser orado. Fico muito triste e sempre indignado quando ouço a versão cantada do Padre Marcelo na minha paróquia. As pessoas ainda pra piorar cantam com mais força o refrão "eu quase me esqueci, me esqueci..." e esquecem da parte da oração. Será que ninguém percebe que o Pai Nosso não tem refrão? É uma ORAÇÃO perfeita e deve ser orada e refletida, palavra a palavra, como nos ensina o Catecismo da Igreja Católica. Não sei se isso vai ter mudança. A tendência é só piorar porque querem cada vez mais adaptar ao gosto do povo. O pior de tudo é que o Padre da minha paróquia sempre vem com um discurso dizendo que muitos ficam se preocupando com a Liturgia enquanto tinha gente passando fome no Mundo. Vai entender.
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0 # Luan Neves 07-01-2015 12:22
Ótima pauta. Há tempo na minha paroquia de origem a liturgia foi esfacelada por uma padre/pastor que tem um modo um tanto quanto peculiar de celebrar as missas. Há dez anos atras quando ele veio para cá, recém-ordenado, achamos que seria por imaturidade, mas o tempo passou e ano passado em uma paróquia que agora frequento ingressou um também recém-ordenado sacerdote, muito jovem, carismático e que segue à risca toda a liturgia. Creio que o erro não seja de pessoa para pessoa, mas nos seminários também não deveriam ser feita uma melhor seleção de padres?! Uma formação mais tradicionalista?! Li nos comentarios anteriores e acho um bom assunto a se tratar sobre O caminho Neocatecumenal. Eu conheci um grupo grande de jovens na JMJ que contagiaram a todos, mas não temos muitas informações a respeito deles. Gosto muito do trabalho de vcs, parabéns e que Deus os abençoe.
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0 # Gustavo 07-01-2015 18:51
Luan, se quiser dar uma olhada respondi o Emerson um pouco sobre o que conheço do Caminho Neocatecumenal acima
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0 # Gustavo 07-01-2015 22:14
Catequista, só vi agora quão confuso ficou o texto. Agradeço se puder alterar por: "Luan, caso interesse, acima respondi o Emerson sobre o que conheço do Caminho Neocatecumenal" Obrigado
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0 # Eduardo 07-01-2015 12:04
Faço parte de um paróquia salesiana onde as palmas e as músicas fazem parte da missa e até mesmo a comunidade costuma acompanhar o padre em trechos que ele deveria disser. Mais acho que isto não é dos males o pior.
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0 # Paulo 07-01-2015 11:56
A tendência atual do alienante modernismo é relativizar, protestantizar ou socializar a doutrina da Igreja católica o quanto possa, idem seus fieis, como os arautos da esquerdo-marxista TL - o cantor Zé Vicente é um desses - afeitos a um cristianismo montando nas "sacristias" de Karl Marx ou de seus afiliados, como nas CEB, berço do PT. “Porque em verdade vos digo que, até que passem o céu e a terra, não será omitido nem um só i (iota=letra), uma só virgula da Lei, sem que tudo seja realizado” Mt 5,18. Assim, significa que a Palavra de Deus não pode ser usada de forma transmutada ou omitida, como tanto hoje se faz, a começar de varias S Missas, caso do Pai Nosso que, além de hilariantes, mais se parecendo shows de auditórios, vêm acompanhadas de homilias insossas, ainda por cima, repletas de invencionices a critério de certos celebrantes - mal formados, deformados ou infiltrados na Igreja - deixando de lado a catolicidade do ato litúrgico, verdadeiras profanações, a partir dos que mais deveriam zelar pelo culto.
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0 # Emerson 07-01-2015 11:47
Pessoal, amo esse blog! Vou mostrar esse post pro meu pai amanhã! Ele comemora em casa quando vamos na missa da nossa paróquia e o Pai Nosso não é cantado! São raras! Mudando um pouco de assunto, minha namorada me chamou pra ir numa Celebração da Eucaristia, mas é muito diferente. É do caminho Neocatecumenal. Pesquisei na internet e não consegui entender direito! Talvez se vocês puderem fazer um post com esse tema, ou pelo menos responder, creio q eu entenderia melhor o que é certo e o que é errado.. Muito obrigado e de novo, parabéns!!
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0 # Gustavo 07-01-2015 18:48
Emerson, Participo desde 2009 do Caminho Neocatecumenal, o que não é muito tempo, mas falo de acordo com o que conheço. Há de fato algumas divergências na Liturgia, sei que pelo menos algumas delas já são aprovadas pela Santa Sé; como a alteração do momento da Saudação da Paz e a Comunhão em duas espécies. O Movimento não é perfeito, conforme era de se esperar. Mas é riquíssimo, aprendi muito participando de uma Comunidade. Um dos focos que o Neocatecumenato traz é o resgate da Igreja Primitiva com a vivência em pequenas comunidades. O próprio nome vem relacionado aos catecúmenos, pessoas que se preparavam para receber o Batismo; de modo que busca a valorização do Sacramento pelos cristãos e busca trazer o amadurecimento da fé Tem muita coisa boa como o incentivo às missões, vocações religiosas, família etc. O papa João Paulo II gostava bastante do Movimento. Papa Francisco me parece que desde cardeal já tinha proximidade com o Caminho na Argentina. E um trecho do discurso do papa Bento XVI às comunidade neocatecumenais: "A vossa presença hoje é um testemunho visível do vosso compromisso jubiloso de viver a fé, em comunhão com toda a Igreja e com o Sucessor de Pedro, e de ser anunciadores intrépidos do Evangelho." No texto completo percebe-se também uma preocupação quanto à Liturgia (que deve estar sendo estudada, mas acredito que esteja autorizada a ser celebrada no momento), no entanto muito mais que isso se percebe o carinho do papa. É o que posso dizer, caso tenha mais alguma dúvida só falar que se puder ajudo. Para participar do Neocatecumenato você precisa ficar atento em alguma Paróquia que tenha comunidades que as pessoas são convidadas para fazer as catequeses iniciais. Ao "ocatequista", Parabéns ao Blog! Gosto muito de vocês! Ah, um ícone que representa o Caminho Neocatecumenal apareceu aqui no blog. Esse adesivo no violão é um ícone pintado por Kiko Arguello, fundador do Caminho: http://ocatequista.com.br/archives/8277
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0 # Rodrigo 07-01-2015 12:24
Eles fazem questão de guardar segredo de suas crenças, o que por si só já contraria a doutrina catolica, fora isso toda vez que as tais apostilas secretas vazam sai um monte de escandalo pelas crenças gnosticas que tem lá, sinceramente eu recomendo manter distancia deste movimento.
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0 # Henrique 07-01-2015 11:45
Eu também gosto da versão do Cantores de Deus. A melodia é linda, tecnicamente muito bem cantada, e a letra é original de Cristo. Se não tiverem ouvido ainda, sugiro que procurem-na, pois é linda! Fiquem com Deus!
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0 # Eduardo Fornaretti 07-01-2015 23:48
Verdade mesmo, Henrique! A dos Cantores de Deus caberia perfeitamente na Missa, pois segue como a oração de Jesus
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0 # Hilda 07-01-2015 10:53
Puxa..Deve-se tomar medidas imediatas quanto a isso!!!!!!!!!!!!
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0 # marcos 07-01-2015 09:49
eu só conheço o do Pe. Marcelo, e o do Zé Vicente. Aqui em nossa paróquia, faz tempo que nossos padres tem sido um tanto cuidadosos. Todos os exemplos que vcs deram são problemas litúrgicos... Mas o do Zé Vicente é o "top"!... enquanto os outros dão comichão se cantadas no momento do Pai Nosso (cantadas em momentos adequados são belas músicas), esse - dos "mártires" (com aspas mesmo) - dói até nos ossos só de se ler a letra!...
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0 # Paulo 07-01-2015 09:11
No caso do Pe Marcelo, eu já observei que depois de cantar essa musica sitada, eles rezam o Pai Nosso normal no final da musica, mesmo assim liturgicamente está errado ?
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0 # Padre Orlando Henriques 07-01-2015 16:18
Sim, Paulo, é sempre uma “caca” mesmo que, a seguir, se reze o Pai Nosso “a sério”. Cá vão 5 BOAS RAZÕES pelas quais esses cânticos (ou refrães de cânticos) que “emolduram” e/ou substituem o Pai Nosso são sempre BEM ESCUSADOS: 1. Quando o sacerdote convida “rezemos a oração que o Senhor nos ensinou”, espera-se, logicamente, que comecemos a rezar como o texto do Pai Nosso, que foi o que o Senhor nos ensinou, e não outras palavras como “junto ao mar eu ouvi hoje” ou “todo o mundo é um hino de glória”, etc. 2. Ao terminar juntos o Pai Nosso, com as palavras “…mas livrai-nos do mal”, o sacerdote pega nessas palavras para continuar: “Livrai-nos de todo o mal, Senhor, e dai ao mundo a paz…”. Inserindo aqui uma cantiga qualquer, corta-se esta unidade contínua de oração que vem no missal. 3. Quando se insere um cântico ou refrão ao Pai Nosso, há um certo desrespeito pelo sacerdote, pois há a tendência de ser alguém do coro a começar a rezar o Pai Nosso, usurpando um papel, nesse momento em concreto, a cabe ao Presidente da Celebração. 4. Além de tudo isto, cantar nesse momento cria um espaço morto e alonga extraordinariamente a celebração. Ao inserir estes cânticos, talvez com a intenção de “fazer” uma Missa mais “animada”, contribui-se, pelo contrário, para uma celebração desnecessariamente mais longa e enfadonha, isto é, uma “seca” ainda maior. 5. Pior ainda do que a adição destes refrães é substituir o texto do Pai Nosso por paráfrases do Pai Nosso! Concluindo, queremos o Pai Nosso puro e autêntico, aquele que “o Senhor nos ensinou”, sem adições que só distraem e enfadam. Temos direito a uma celebração mais simples e verdadeira. Esses cânticos são uma adição que vem completamente a despropósito e que atrapalha mais do que ajuda, para além de serem um atentado à liturgia.
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0 # A Catequista 07-01-2015 09:29
Paulo, é preciso que o sacerdote siga o Missal Romano, fielmente. O Pai Nosso OU é recitado OU é cantado. A liturgia da Missa não prevê que seja cantada nenhuma música antes ou depois do Pai-Nosso, então, fazer isso é errado. É uma violação do que a Igreja estabeleceu na Constituição Sacrosantcum Concilium: “…jamais algum outro, ainda que sacerdote, acrescente, tire ou mude por própria conta qualquer coisa à Liturgia.” (SC., 22 § 3)
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0 # Lucas Farias 07-01-2015 10:06
Verdade seja dita... Em questões de fidelidade a Liturgia, o Pe. Marcelo deixa muito a desejar. Sinto uma dor no corassaum quando vejo ele substituir o Salmo do dia por alguma música " dele "
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0 # Airton Lino 07-01-2015 08:21
E o Glória?! Tbm não eh uma oração? Poderíamos altera-lo para cantar na missa? E a Consagração a Nossa Senhora? Podemos alterar a oração para "como filho e propriedade" ou, como já ouvi, "como escravo e propriedade", ao invés de "como COISA e propriedade"?
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0 # A Catequista 07-01-2015 09:42
Airton, o Glória, seguindo a mesma lógica, deve seguir a letra apresentada no Ordinário da Missa, sem alterações. Sendo assim, está errado cantar as populares versões "pirata" do Glória, como aquele: "Gló-ó-ria, gló-ó-ria! Ao Pai o Criador, ao Filho o Redentor..." Quanto à Consagração a Nossa Senhora, deve-se dizer COISA. Claro que não somos coisas, mas é uma questão de humildade dizer isso. O Padre Paulo Ricardo tem um vídeo falando disso.
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0 # Lucas Farias 07-01-2015 10:12
Lendo e lembrando causos que já vivenciei. O Santo, by Padre Zeca : " Eu celebrarei cantando ao Senhor E só Nele me alegrarei" á la David Guetta !
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0 # A Catequista 07-01-2015 10:21
Boa lembrança! Ou melhor, péssima lembrança...
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0 # Sidnei 07-01-2015 08:11
"Ele assumiu nossas dores" do Pe, Zezinho é muito cantada pela quaresma mas no momento da distribuição da sagrada comunhão, na igreja o qual frequento. Não me lembro de algum dia ter ouvido nas missas esta canção ter sido realizada no momento do pai nosso.
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0 # José Zacarias 07-01-2015 08:04
Muito bom o texto. E podemos ver que São João Paulo II canta o Pai-Nosso em latim. O que vemos hoje na liturgia é fruto do antropocentrismo e da sociedade que está sempre em busca da novidade. Aquilo que é novo mesmo que sem sentido algum é melhor, o criativo é valorizado, e com isso caímos no ridículo.
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0 # Carlos 08-01-2015 11:51
Também penso como você José. A busca superficial por novidades é sintoma de um grande vazio interior que nunca se preenche, por mais novidades que encontre. Pois são novidades que envelhecem rapidamente e criam um círculo vicioso, sem gerar qualquer criatividade. No afã de buscar novidades, ficamos velhos e esgotados com enorme rapidez, justamente porque colhemos os desejos na superfície do nosso ser e não na profundidade do coração. Eis uma coisa que as pessoas custam a entender: Paradoxalmente a condição sine qua non para sermos de fato inovadores e criativos na vida, depende da permanência de certos elementos essenciais, elementos fonte. É como um ateliê de um artista, ali está estruturada uma certa rotina de tempo e espaço que se negligenciada, poe a perder a própria capacidade criativa do artista! Ele precisa de ritos e hábitos permanentes que são a condição mesma do ato criador. É engraçado que muitos católicos ditos "progressistas" e "libertadores", afirmam lutar para defender a identidade (inclusive ritual) de certas culturas minoritárias e oprimidas, valorizando a tradição quilombola, a indígena, até o candomblé. Mas querem estraçalhar com a nossa identidade ritual, fazendo dos sacramentos (sobretudo da missa) uma casa de mãe Joana onde cada um enfia a colher como bem entender. Percebem que a identidade cultural desses povos, está crucialmente ligada aos seus ritos, mas não usam o mesmo critério na hora de lidar com a nossa tradição litúrgica. Muito incoerente. Isso me faz lembrar uma mulher (poetisa e escritora) das mais criativas e inteligentes do Brasil, a grande Adélia Prado. Ela me faz pensar que é preciso ter sensibilidade para valorizar a perene novidade da liturgia. O mal maior dessas invencionices litúrgicas é que elas são sintoma de algo mais grave: corações impermeáveis à novidade de Jesus. Por não se abrirem ao imenso poder transformador do Evangelho, é que ainda estão febrilmente à procura de substitutos para ele, substitutos que correspondem às nossas ideias sobre quem seja Jesus (ideologias), Jesus como ideia, como discurso e não como pessoa viva e ressuscitada que nos encontra aqui e agora no HOJE do seu corpo que é a igreja. Mas é melhor deixar a própria Adélia Prado falar: "«A missa é a coisa mais absurdamente poética que existe. É o absolutamente novo sempre. É Cristo se encarnando, tendo a sua Paixão, morrendo e ressuscitando. Nós não temos de botar mais nada em cima disso, é só isso», enfatiza. A íntegra do lúcido testemunho de Adélia está neste link: http://www.zenit.org/pt/articles/missa-e-como-um-poema-nao-suporta-enfeite-nenhum-diz-adelia-prado Todas as equipes litúrgicas precisariam refletir sobre este testemunho de Adélia Prado.
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0 # Melhor Ficar Anônimo Pq Compartilhei o Post no Meu Facebook 07-01-2015 01:53
Amém! rs Ótimo ver esse texto aqui. Há uns dias atrás publiquei o mesmo comentário de Dom José Francisco Falcão de Barros no meu perfil pessoal no facebook. Inesperada foi a reação que isso teve. As pessoas que fazem parte da banda na minha paróquia se sentiram ofendidas pela forma como o bispo falou: assassinato; ou seja mimimi. Obedecer a liturgia? Ninguém quer ... Não sei se vocês já tem aqui, mas sugiro que falem do Kyrie, do Glória, do Santo, do Cordeiro. Gosto muito do blog. Parabéns!
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+1 # Marta 09-01-2015 06:48
Música na missa é legal, mas hoje estão musicalizando tudo: o ato penitencial, o Glória, antes da leitura, o salmo, o aleluia, o santo, o Cordeiro de Deus... Chega a ser cansativo. Até porque nem cantam músicas tradicionais (Kyrie eleison, Adoro te devote, Pange lingua) e sim umas inventadas, a missa fica parecendo uma micareta.
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+1 # A Catequista 07-01-2015 09:53
É triste, caro Anônimo! Na falta de argumentos, os cretinos recorrem ao mimimi vitimizante. Em vez que se aterem ao cerne da questão - afinal, isso que esse cara está dizendo é justo ou não? - querem ganhar o debate na base do "ui, você é malvado, me ofendeu!". Ué, quando fazemos algo errado, de modo deliberado ou não, e nosso erro é revelado por outros, é normal que a primeira reação seja nos sentirmos mal, constrangidos. O segundo passo, para quem ama a verdade, é pesar se a crítica é válida ou não; aí passamos da fase do mal-estar para a alegria por ter descoberto uma verdade, ou refutamos COM BASE EM ARGUMENTOS LÓGICOS, se concluímos racionalmente que a crítica é injusta. Mas há imensa geração de imbecis que se recusa a passar para a fase 2 do processo...
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