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Terça, 18 Abril 2017 21:59

Rosidalva, ter filhos é um ato de Fé!

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Oi Povo Católico!!!

Há pouco tempo, divulgamos um artigo sobre uma afirmação do Papa Francisco de que a opção por ter apenas um filho fazia parte da destrutiva cultura do bem-estar (leia o artigo aqui). O tema sempre gera discussões acaloradas, mas entre todos os argumentos, um me saltou aos olhos e, por isso, peço a licença de todos para dirigir esse post à Rosidalva.

Oi Rosidalva!

Seu comentário foi pontual e curto, mas foi humano. Não foi sobre regras ou finanças, mas sobre os nossos próprios limites. E essa é justamente a grande dúvida que todos os pais (e futuros pais) têm no coração: será que consigo criar meus filhos adequadamente?

Só partindo dessa pergunta é possível dizer que alguém está realmente empenhado com a paternidade/maternidade. Não é uma recusa, nem o estabelecimento de outras prioridades (como viajar ou “aproveitar a vida”). É uma pergunta realista, como a que Nossa Senhora fez diante do Anjo Gabriel.

"Maria perguntou ao anjo: Como se fará isso, pois não conheço homem?" (Lc 1, 34)

Nossa Senhora, diante de algo completamente fora do seu controle (e também relacionado à maternidade), não se negou a seguir o plano do Senhor, mas se preocupou com sua aparente incapacidade de atendê-Lo.

Rosidalva, nossos filhos também são grandes obras de Deus nas nossas vidas. São enviados por Ele. E, imagine... Nossa Senhora participou da História da Salvação, e nós, da Criação! Que imenso privilégio! Assim, olho para o seu comentário e penso que talvez a pergunta feita no seu coração tenha sido algo muito semelhante à dúvida de Nossa Senhora.

“Mas como? Se não tenho paciência... se criar filhos neste mundo é difícil...”

Às vezes olho os meus quatro filhos e penso a mesma coisa: tenho tantos limites... Como posso eu, do jeito que sou, ter a pretensão de servir ao Senhor?

A resposta está na Providência. A Providência não é uma magia que faz com que o dinheiro se multiplique, que as crianças se comportem e que eu tenha sempre a paciência de um monge beneditino, enquanto eles correm pela casa, rabiscam as paredes e aprendem ideologia de gênero na escola. A Providência não é mágica, ela não some com os problemas: ela te sustenta diante deles.

A Providência não faz o supermercado por você e nem acalma as crianças. Mas te mantém de pé para fazer tudo isso. Por causa dela, a sua humanidade ganha a força necessária para seguir em frente, mesmo diante de tudo o que está aí. Porque desafiar e vencer o mundo é a primeira missão da Igreja. A primeira missão de todos nós.

E, olha Rosidalva, isso não é discurso não. É a experiência de um pai de quatro filhos disposto a acolher quantos mais o Senhor enviar. Porque cada um deles é sinal concreto da Sua misericórdia e do Seu amor para com a minha família.

Vou contar para você algo muito pessoal.

Nossa família passou (e na verdade ainda estamos passando) por algumas dificuldades financeiras. Na Semana Santa de 2015, perguntei ao Senhor que caminho tomar. Queria objetivamente que Ele me respondesse para onde ir, o que fazer para sair daquela situação e dar uma vida melhor para os três filhos que tínhamos.

Em todas as atividades da Semana Santa rezei para ter essa resposta. Rezei muito. Passou o domingo de Páscoa e, na manhã da segunda-feira, acordei diferente. Olhei para a minha esposa e disse a ela com absoluta convicção: você está grávida!

E estava mesmo. Era a nossa quarta criança. E era a resposta que eu havia pedido.

Se Deus me enviou mais um filho, se Deus confiou à minha família mais esta graça, é porque Ele sabe que nós somos capazes de fazer o melhor, ainda que eu mesmo não acreditasse nisso. Porque não sou eu que supero os meus limites para cuidar dos meus filhos: é Ele que se aproveita de tudo (até dos meus limites) para construir o Seu Reino.

Eu só tenho que dizer SIM.

"Então disse Maria: Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo afastou-se dela." (Lc 1, 38)

Então, Rosidalva, assim como Nossa Senhora, com todos os medos que uma garota da idade dela poderia ter diante do anúncio do Anjo, devemos nós também dizer o nosso “sim”. E que seja feita a vontade do Pai, porque é Ele quem conduz tudo. Nós nunca estamos preparados!

Deixe que o Senhor use você e a sua família para a construção do Reino. Coloque tudo à disposição dEle. Até a sua falta de paciência. Ele sabe exatamente como aproveitar tudo isso.

E, a cada dia, o seu cuidado...

Força, Rosidalva, e que Deus continue abençoando você e sua família!

 

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Povo Católico! O Catequista está sendo objeto de uma tese de doutorado! Se puder, contribua para a pesquisa respondendo este questionário: https://goo.gl/forms/0irwYk4xheuFiN1l2. É bem rápido e, não se preocupe, nenhuma informação sensível será coletada! Muito obrigado!

18760 Segunda, 24 Abril 2017 16:05

Comentários   

0 # Geraldo 29-04-2017 16:24
Um filme de animação (infantil) que vi há pouco no cinema me pareceu muito pró-vida e pró-família.

O Poderoso Chefinho, é o nome. Não é grande coisa como arte, mas manda bem o seu recado crítico.

E o filme acaba sendo uma vacina contra a Ideologia de Gênero, pois a psicologia típica do sexo masculino, aparece bem delineada na personalidade do menino.

As ideologias tem atacado muito nessa área da produção cultural e do entretenimento,

Que é também o seu ponto mais vulnerável (tiro no pé!), se soubermos atuar aqui (Pastoral da Cultura! Urgente!) .

Pois a mentalidade ideológica é incapaz de produzir autêntica Arte (a não ser que o autor - até sem querer - traia seu esquematismo ideológico e seja leal ao próprio coração, como ocorreu no filme Central do Brasil).

Mas isso é assunto para outro (longo) papo...
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0 # Geraldo 29-04-2017 16:06
O grande sucesso (e maldade) da manipulação ideológica é fazer parecer que uma ideia imposta de cima para baixo, veio da convicção da própria pessoa que a verbaliza. Um pouco de pesquisa vai mostrar que o "ideal" da família minúscula, foi planejado em altos gabinetes do poder politico e econômico, como engenharia sociocultural .
Meus pais morreram bem velhinhos e bem cuidados pelos filhos (éramos vinte e dois, somos quatorze) e não entregues nas mãos de um estado frio que poderia lhes aplicar uma cômoda eutanásia como ocorre na Bélgica, hoje.

Atacar a família é favorecer a dependência de sujeitos atomizados e fragmentados frente a um poder estatal autoritário.
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+2 # Marcos 26-04-2017 13:58
Grande depoimento! Eu e minha esposa gostaríamos muito de passar pelo o que a Rosidalva passando, mas infelizmente, mesmo com acompanhamento médico de uma profissional da nossa Arquidiocese, a minha esposa não consegue engravidar. Melhor, conseguiu no final de 2015 e perdeu antes do carnaval de 2016.

De lá para cá procuramos diversas formas de entender o que acontece e por que ela não consegue mais. Ficamos até tentados, mesmo sabendo da questão ética e religiosa, de procuramos uma FIV mesmo sem condição financeira para isso. Não fizemos e descartamos depois que conversamos com um Padre especialista em Bioética da Arquidiocese, indicado pelo pároco da nossa paróquia e também pelas leituras deste blog.

Nesta semana mesmo choramos muito por falarmos que talvez o nosso destino, pela vontade de Deus, talvez seja de não termos filho(s) e que vamos ter que começar a aceitar isso, mesmo sem concordar. Não temos uma opinião formada sobre adoção. A Deus, que nos conforte neste nosso momento.
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+2 # Juliana 25-04-2017 02:30
Uau!!!! Esse texto é espetacular!!!! A sua percepção é algo que vem do Espírito! Tenho lutado muito pra combater esse pensamento pagão... Sou católica, graças a Deus, mãe de um filho de 1 ano e 8 meses e até então morro de medo de engravidar novamente. Quando ganhei o meu filho, meu marido e eu, decidimos que eu pararia de trabalhar por um tempo para ficar com o bebê. Nos meus planos eu ficaria em casa até que ele completasse 1 ano e isso não aconteceu. Até hj estou em casa, e mts vezes me pego reclamando por não poder comprar ou fazer algo. Mas consigo perceber a mão de Deus em tudo suprindo as nossas necessidades. Agradeço a Deus pela vida e o testemunho de vcs, que me faz querer lutar contra o que é "natural", buscando o sobrenatural. Deus os abençoe!
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+5 # Juliana 24-04-2017 19:55
Achei lindo seu testemunho. Sempre sonhei com uma família bem grande e católica. Mas descobri que estou doente e o meu único filho está com um aninho.

Gostaria de voltar a ser uma pessoa saudável como a Rosidalva e que meu único problema fosse minha falta de paciência...rsrs. Mais creio na providências divina e que seja feita a vontade Dele nas nossas vidas! Fiquem com Deus
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+2 # Nah 24-04-2017 19:34
Esse texto foi literalmente providencial! Estou grávida de cinco meses do meu primeiro bebê, eu e o marido sempre fomos abertos a vida e depois de 6 meses de casório, Deus nos enviou essa Graça.

Tenho consciência de que o Senhor tem os planos Dele e estes são melhores que os meus, mas tenho perdido muitas noites de sono pensando em como vamos fazer pra cuidar dessa criança. Ainda estou na faculdade e meu marido ficou desempregado e está trabalhando com os pais em outra cidade, o que não nos dá uma condição financeira estável. Não temos carro, nem casa própria... enfim, tenho MESMO que confiar que a Providência Divina irá nos mostrar um caminho...

Obrigada Catequista! Fiquem com Deus!
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0 # Liana 04-05-2017 14:44
Nah, confie que Ele vai lhe trazer o que for de melhor!
Eu me casei em 2013 e nós decidimos esperar um pouco para ter filhos, pois não tínhamos casa própria e eu estava terminando meu mestrado. Em 2015, eu já tinha me formado e queria começar meu doutorado e estava procurando emprego, meu marido estava empregado, tudo tranquilo. Daí engravidei, e na mesma semana que descobrimos, meu marido foi demitido e eu não consegui entrar no doutorado, ficamos bem preocupados, mas eu não perdi a confiança de que Deus tinha o melhor pra nós. Graças a Ele meu marido logo conseguiu outro emprego, mas eu não. Durante toda a gravidez eu fiquei em casa e depois que meu bebê nasceu eu ainda fiquei um ano só cuidando dele, era o que eu queria! E veja só, um pouco antes dele completar um aninho, eu passei na seleção do doutorado e consegui um emprego! Confia e espera, que Ele sempre tem um plano muito melhor do que o nosso! :)
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+3 # Julio Cesar Chaves 24-04-2017 17:52
Eu só queria dizer que não acho que seja difícil criar filhos nesse mundo de hoje não.
Difícil era criar filhos na época dos meus avós, quando não havia fralda descartável, pediatras, livros sobre a educação dos filhos, babá eletrônica, carrinho de bebê, desenho animado para distrair as crianças enquanto os pais faziam outras coisas. E por aí vai.

Ter filho hoje em dia é muito, mas muito fácil mesmo.

A gente é que está ficando mole.
Com todo respeito.

E antes que digam algo, eu tenho três filhos.
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+1 # Mariana 25-04-2017 01:44
Concordo. Fico imaginando o trabalho das mulheres de antigamente, com pencas de filhos e toda dificuldade do mundo. Dou graças por ter vivido a era da fralda descartável, do microondas, das vacinas...
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+1 # Bruna Caroline 24-04-2017 22:49
Acho que talvez o "mundo" que ela quis dizer, refere-se à outras questões, como a violência, drogas, a grande influência da mídia, internet, o fácil acesso aos mais variados tipos de perigos, ideologias (inclusive as destoantes de nossa religião) e etc... Enfim, "perigos" e preocupações que possivelmente nossos pais não tiveram conosco.
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+2 # Bruno 24-04-2017 22:22
Excelente comentário.
As pessoas acham difícil criar filhos hoje em dia porque não tem dinheiro pra fazer a compra do supermercado. Difícil mesmo era antigamente, quando mesmo se você tivesse dinheiro muitas vezes não tinha o que comprar com ele devido a escassez de comida.
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+7 # Adriana 24-04-2017 14:41
Parabéns pelo texto e pelo testemunho. Achei interessante a frase a qual preciso lembrar-me sempre: " A Providência não é mágica, ela não some com os problemas: ela te sustenta diante deles".
Gosto muito do trabalho de vocês. É bastante importante.
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