Publicidade
Quarta, 29 Março 2017 20:01

Comunhão aos recasados: chega de bafafá!

Postado por

Quer entender de uma vez por todas a treta da Comunhão Eucarística aos recasados? Vem comeeeeeego!

Desde que o Papa Francisco publicou a encíclica Amoris Laetitia, duas interpretações tortas se destacaram entre o povo católico:

  • uns entenderam que liberou geral, e que todos os divorciados recasados (em estado de adultério) agora podem comungar;
  • outros dizem que a encíclica não mudou nada do que São João Paulo II já havia dito antes.

Péeeeeeee! Tudo errado. Cês tão brisando nas drogas?

Divorciados recasados agora podem comungar? Não. Essa é a norma geral. Porém, pode haver EXCEÇÕES – com base no que o Catecismo ensina sobre atenuantes em certas situações de pecado grave.

Entre as exceções, estão os casais em segunda união que permanecem juntos por causa dos filhos, mas não fazem sexo – o que já havia sido permitido por São João Paulo II. A novidade é que o Papa Francisco ampliou os casos de exceção.

São João Paulo II, na encíclica Familiaris Consortio, já admitia que havia diferentes níveis de culpabilidade entre os casais de segunda união. Por exemplo, quem foi responsável pela destruição do próprio casamento tem um pecado e uma culpa bem maior do que quem sinceramente fez de tudo para salvar o matrimônio, mas foi injustamente abandonado.

Há recasados e recasados... Cada casa é um caso. O problema é que muitos de nossos padres e bispos se conformam em tratar a todos os divorciados recasados do mesmo modo, bastando pregar a eles uma regra geral. Mas não é assim que um bom pastor deve agir! “Saibam os pastores que, por amor à verdade, estão obrigados a discernir bem as situações”, alerta São João Paulo II.

Agora, PRESTE MUITA ATENÇÃO nesse ensinamento do santo polonês:

Saibam os pastores que, por amor à verdade, estão obrigados a discernir bem as situações. Há, na realidade, diferença entre aqueles que sinceramente se esforçaram por salvar o primeiro matrimônio e foram injustamente abandonados e aqueles que por sua grave culpa destruíram um matrimônio canonicamente válido. Há ainda aqueles que contraíram uma segunda união em vista da educação dos filhos, e, às vezes, estão subjetivamente certos em consciência de que o precedente matrimônio irreparavelmente destruído nunca tinha sido válido.

- Familiaris Consortio

Leu com atenção? Ok. Agora volte e leia de novo! Esse trecho é a chave de leitura para que você possa entender o que o Papa Francisco determinou sobre a Comunhão para divorciados recasados.

A LINHA PASTORAL DE SÃO JOÃO PAULO II

Como você viu, São João Paulo II reconheceu que nem tudo é preto no branco, e que há uma gradação de culpabilidade em cada situação de segunda união.

Sim, de modo geral, divorciados em segunda união estão em adultério (Jesus deixou isso claro m Mateus 15) e se arriscam a ir para o Inferno. Porém, em algumas situações bem específicas, devido aos atenuantes, alguns deles não estão em pecado mortal – estão apenas em situação não-ideal e irregular. 

Qual o fundamento para afirmar isso? O Catecismo da Igreja Católica (ponto 1735), que ensina que a culpabilidade de um ato pode ser diminuída ou até mesmo anulada, dependendo das circunstâncias atenuantes.

Eis aquele momento em que o católico fariseu abre o Catecismo e fica "perplecto"...

Nos casos em que a culpabilidade da segunda união não existe, S. J. Paulo II garantia que o Senhor, que conhece os corações, concederia ao casal a “comunhão espiritual” (S. Afonso Maria de Ligório, doutor da Igreja, explica que a comunhão espiritual “Consiste no desejo de receber a Jesus Sacramentado e em dar-lhe um amoroso abraço, como se já o tivéssemos recebido”). Mesmo tendo a convicção, em suas consciências, de que são inocentes, não deveriam participar da Eucaristia, pois poderiam escandalizar e conduzir outros fieis ao erro e à confusão.

É neste ponto que o Papa Francisco dá um salto pastoral: é possível que um casal em segunda união, EM CONJUNTO COM SEU PASTOR (não sozinhos!) chegue à certeza de que ele está livre de pecado mortal. Nesse caso, poderá ter acesso à Eucaristia, ainda que de modo discreto, para evitar escândalos.

Mas é bom o povo recasado não se empolgar: o acompanhamento dos casais em segunda união não tem por objetivo lhes dar a permissão comungarem. Muitas vezes, isso não será possível, como esclarece o documento dos bispos argentinos, que foi elogiado pelo Papa Francisco:

4) Este caminho, não termina necessariamente nos sacramentos, mas pode orientar-se para outros modos de se integrar mais na vida da Igreja: uma maior presença na comunidade, a participação em grupos de oração ou reflexão, o compromisso em diversos serviços eclesiais etc.

Fonte: InfoCatólica

A LINHA PASTORAL DO PAPA FRANCISCO

Enquanto São João Paulo II entrega essas situações difíceis e complexas ao julgamento exclusivo de Deus (que pode ou não conceder a comunhão espiritual aos recasados), o Papa Francisco coloca mais responsabilidade na mão dos padres e bispos (que podem ou não conceder o acesso à comunhão aos recasados).

Segurem essa batata quente, sacerdotes de Deus! Não é bomba, não!

Os sacerdotes são ungidos do Senhor: podem avaliar e julgar. E assim, eventualmente, podem permitir que determinados casais em segunda união comunguem – como Deus mesmo o faria. O Papa Francisco os convida “a escutar, com carinho e serenidade, com o desejo sincero de entrar no coração do drama das pessoas e compreender o seu ponto de vista, para ajudá-las a viver melhor e reconhecer o seu lugar na Igreja”.

Alguém pode questionar se essa abordagem pastoral de Francisco não é muito arriscada. Eis o que papa argentino pensa sobre isso:

...prefiro uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter saído pelas estradas, a uma Igreja enferma pelo fechamento e a comodidade de se agarrar às próprias seguranças. (...) Mais do que o temor de falhar, espero que nos mova o medo de nos encerrarmos nas estruturas que nos dão uma falsa proteção, nas normas que nos transformam em juízes implacáveis, nos hábitos em que nos sentimos tranquilos, enquanto lá fora há uma multidão faminta e Jesus repete-nos sem cessar: «Dai-lhes vós mesmos de comer» (Mc 6, 37).

- Evangelii Gaudium

Aos que preferem uma abordagem mais rígida, o Papa Francisco responde:

Compreendo aqueles que preferem uma pastoral mais rígida, que não dê lugar a confusão alguma; mas creio sinceramente que Jesus Cristo quer uma Igreja atenta ao bem que o Espírito derrama no meio da fragilidade: uma Mãe que, ao mesmo tempo que expressa claramente a sua doutrina objetiva, «não renuncia ao bem possível, ainda que corra o risco de sujar-se com a lama da estrada».

- Amoris Laetitia

O PAPA ESTÁ RELATIVIZANDO A DOUTRINA?

Não, não está. O que ele fez foi flexibilizar a pastoral, de modo a socorrer os pecadores que, por uma série de condicionamentos, se veem incapazes de viver o ideal proposto pelo Evangelho acerca do matrimônio.

Para evitar qualquer interpretação tendenciosa, lembro que, de modo algum, deve a Igreja renunciar a propor o ideal pleno do matrimónio, o projeto de Deus em toda a sua grandeza (...). A tibieza, qualquer forma de relativismo ou um excessivo respeito na hora de propor o sacramento seriam uma falta de fidelidade ao Evangelho e também uma falta de amor da Igreja pelos próprios jovens.

A compreensão pelas situações excepcionais não implica jamais esconder a luz do ideal mais pleno, nem propor menos de quanto Jesus oferece ao ser humano. Hoje, mais importante do que uma pastoral dos falimentos é o esforço pastoral para consolidar os matrimônios e assim evitar as rupturas.

- Amoris Laetitia

Um Papa que se refere à pastoral dos recasados como “pastoral dos falimentos” lhes parece um relativista? Viva o Papa Francisco!

11092 Quinta, 30 Março 2017 15:11

Comentários   

+1 # Cesar 05-05-2017 14:32
Francisco esqueceu que vivemos em tempos de sérias divergências dentro da Igreja, certamente os ratos da teologia da libertação irão esfregar as mãos e deslanchar no relativismo galopante sobre o tema.
Responder | Responder com citação | Citar
+1 # Cesar 05-05-2017 14:26
O Cardeal Robert Sarah novamente faz suas duras observações, tudo indica que irá aumentar o seu poder de fogo contra movimentos estranhos que estão ocorrendo na Igreja.


https://www.lifesitenews.com/news/card.-sarah-a-decentralized-church-would-face-confusion-then-dispersion-the?utm_content=buffer3347c&utm_medium=social&utm_source=+lifesitenews%2Bfacebook&utm_campaign=buffer
Responder | Responder com citação | Citar
-5 # Elias 11-04-2017 00:19
Vocês, como também outros, são uma benção em tempos de evangelização. Gosto muito dos texto irreverentes e fáceis de compreender ajuda muito. Ouso fazer comparação com as pregações de Cristo que era direcionada para o povo da época. Sou um fan do site. Parabens
Responder | Responder com citação | Citar
+12 # Pe. Messias 05-04-2017 19:12
"Pode-se sem dúvida admitir que as formas expressivas do Magistério eclesial por vezes não são vistas como facilmente compreensíveis. Elas devem ser traduzidas pelos pregadores e pelos catequistas numa linguagem, que corresponda às diversas pessoas e ao seu respectivo ambiente cultural. O conteúdo essencial do Magistério eclesial a este propósito deve contudo ser mantido. Não pode ser alterado por supostos motivos pastorais, porque ele transmite a verdade revelada. Certamente é difícil tornar compreensíveis ao homem secularizado as exigências do Evangelho. Mas esta dificuldade pastoral não pode levar a compromissos com a verdade. João Paulo II na Carta Encíclica «Veritatis splendor» rejeitou claramente as soluções chamadas «pastorais», que se colocam em contraste com as declarações do Magistério (cf. ibid. 56)."
Documento: http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_19980101_ratzinger-comm-divorced_po.html
Responder | Responder com citação | Citar
+14 # João Marcos 05-04-2017 00:13
Entendo o esforço do texto, mas de certa forma a argumentação se aproximou da hipótese Kasper.

O fato é que, por diversas circunstâncias, há situações que não permitem saída moral cômoda (às vezes nem há saída, vide por exemplo o caso dos embriões congelados). Sim, deve-se acolher a todos, e se o casamento anterior é válido e houve recasamento, ou se abstém de relações sexuais vivendo como irmãos, ou se abstém da eucaristia, sob pena de se franquear a "comunhão da própria condenação". Um acento excessivo na subjetividade, inclusive, aniquila o ensino dos atos intrinsecamente mals.

Caminhos para integrar as pessoas precisam ser criados, mas não necessariamente vai conduzir à comunhão eucarística. Se essa é a dura realidade, não dá para ignorá-la. E falo isso tudo sendo filho de um casal de segunda união. A verdade é dura, mas é o "aceita que dói menos". Qq raciocínio que autorize a comunhão a um recasado de união anterior válida é contrária a fé.
Responder | Responder com citação | Citar
+12 # Pe. Messias 05-04-2017 19:04
"Qq raciocínio que autorize a comunhão a um recasado de união anterior válida é contrária a fé." Mais do que isso,ainda que a primeira união fora inválida, nenhum católico pode assumir uma vida conjugal - ter atos maritais - fora de um matrimônio sacramental SEM COMETER PECADO GRAVE. Se a pessoa está convicta de que seu primeiro matrimônio é inválido, então precisa primeiro passar pelo tribunal eclesiástico, receber a dispensa - SE CASAR NA IGREJA novamente, caso seja esse o seu desejo, para então SIM estar numa vida conforme ao Evangelho... e poder receber os Sacramentos...
Responder | Responder com citação | Citar
+6 # João Marcos 10-04-2017 12:58
Eu tinha restringido o campo do argumento, mas é fato que a presunção de validade do matrimônio impera até reconhecimento em contrário, declarado expressamente pela autoridade eclesiástica competente.
Responder | Responder com citação | Citar
+11 # Evandro 04-04-2017 16:48
Tudo muito bonito, muito lindo. No papel tudo funciona e tudo dá certo. Na letra tudo é maravilhoso. Mas na prática...

Já ouvi com meus próprios ouvidos (só para ser mais enfático) alguns divorciados dizendo que agora está tudo mais fácil na Igreja e que a anulação sai rapidinho. Do jeito que as coisas estão na Igreja, é só questão de tempo para que se oficialize o divórcio canônico.

Tome-se de exemplo os anticoncepcionais. Qual padre fala atualmente que não pode usar contraceptivos? Cri-cri-cri... E a Igreja condena ou não condena tais práticas?

O esforço maior é colocar a roda pra girar, porém daqui há um tempo a roda já vai estar girando e tudo ficará mais simples e aceitável. Onde passa boi, passa boiada. Até onde sei, para Cristo disse: "Seja, porém, o teu sim, sim! E o teu não, não! O que passar disso vem do Maligno".

Onde está aquele sacrifício heróico? E onde estão aquelas virtudes pelas quais muitos derramaram o seu sangue? Esse cristianismo aguado é de lascar...
Responder | Responder com citação | Citar
+4 # Eliane 20-04-2017 01:27
vejo isso e muito mas é de doer alma e dilacerar o coração de ver como as pessoas e até os padre tratam a sagrada eucaristia, Deus pode tudo por nós, mas nós não podemos nem queremos sacrificar nada por ele. Esta é uma época de grandes ofensas a Deus, deveria -se fazer tudo pela eucaristia mas o contrário é o que se vê, faz se tudo por essa vida, que passa enquanto pela eterna quer se dar um jeito de se ter os prazeres da terra e os premeios eternos. Em quanto muitos morrem no oriente por causa da fé, no ocidente ninguém sacrifica nada, e acham que podem ter tudo.
Responder | Responder com citação | Citar
-10 # Edson Luiz Sampel 01-04-2017 12:09
Prezados amigos.

Parabéns pela sua interpretação da Amoris Laetitia no que diz respeito ao problema de os recasados poderem ou não receber a sagrada comunhão. Foi a melhor análise que já li até o momento! Que Deus os abençoe!

Edson Luiz Sampel
Doutor em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade Lateranense, de Roma.
Membro da Sociedade Brasileira de Canonistas (SBC).
Responder | Responder com citação | Citar
-8 # Geraldo 31-03-2017 20:54
Só um relacionamento ombro a ombro, cotidiano, permite o ACOMPANHAMENTO pessoal proposto pelo papa. Portanto, AL pede uma profunda renovação da igreja.

O velho Código de Direito Canônico, de 1917, dizia que uma paróquia não pode ser tão grande que o pároco não possa visitar CADA FAMÍLIA, ao menos uma vez por ano.

Assim, AL, pede um mergulho na TRADIÇÃO católica mais genuína e uma fuga radical da paróquia como burocracia formal e fria.

2) E ao pedir DISCERNIMENTO dentro do ACOMPANHAMENTO, certamente, AL vai obrigar o padre a se formar com mais afinco não apenas na doutrina da igreja, mas na escuta do Espírito Santo.

São Tomás de Aquino, já dizia: decorar a regra moral geral é fácil, o mais difícil e decisivo é sua aplicação prática, ou seja: se por à escuta do Senhor que fala comigo, aqui e agora. Sem isso, não há vida cristã.
Responder | Responder com citação | Citar
+11 # Thiago 31-03-2017 02:50
Se a análise deve ser feita pessoalmente em cada casa por qual motivo havia conferências nacionais por aí querendo permitir a comunhão para recasados de forma geral?
Em minha cabeça ainda é um pouco confuso tudo isso, pois não consigo imaginar um caso concreto em que uma pessoa que tenha tido um casamento válido e que agora está em segunda união pode não estar cometendo adultério.
Tudo bem que a grande maioria dos casamentos hoje em dia são inválidos mas mesmo assim são pessoas com vida sexual ativa sem o sacramento do matrimônio.
Mas na prática o acompanhamento pessoal é algo na realidade pelo menos da minha arquidiocese algo beirando a impossibilidade extrema, pois nem os próprios padres aqui não conseguem um diretor espiritual que os acompanhem, é algo rarissimo imagine se todos os recasados (que são um número imenso) irão conseguir. Mas pode ser uma brecha utilizada por pessoas mal intencionadas para justificar uma liberação geral.
Responder | Responder com citação | Citar
+1 # Eliane 20-04-2017 01:36
Pois eu te conto um caso que vai te fazer chorar. Minha vizinha é casada no civil, ou seja, não é casada coisa nenhuma, pois o que Deus não uniu...

Enfim, ela vai a missa e comunga com a permissão do padre, pois segundo ela o padre entende que ela vive com essa pessoa e não sei por que ela pode receber a comunhão, pois nada impede que se casem. Parece-me que o cara não quer casar na igreja.

Enfim, seja qual for o motivo, não acho justo que comungue, pois está em pecado grave consciente. Mas por causa do padre ela pensa que está tudo bem viver assim. Não seria logico que estando eu em pecado grave impedida de comungar um ex. o padre lhe aconselha-se a escolher a comunhão ou permanecer amasiada? Pois é uma ofensa muito grave!ninguém quer escolher uma coisa ou outra todos querem pecar e ir para o céu...
Responder | Responder com citação | Citar
-2 # geraldo 06-04-2017 16:47
Bispos que fazem isso, Thiago, ( caso das Filipinas) vão contra a letra e o espírito da AL.
Mas você toca num ponto que me parece ser o mérito maior de AL: ela nos obriga a sermos igreja de fato, a buscarmos isso.

Você vai a Ouro Preto (MG) e vê uma igreja em cada esquina. Sinais de um tempo em que cada pároco era um pai de família próximo à cada fiel.

Sem entrar no mérito de certos números do capítulo oitavo da AL, toda ela pede que a igreja não seja apenas um prédio para ritos depois dos quais , o povo se dispersa.

O sabor de familiaridade que sentimos nas cartas paulinas, mostra o que é o corpo místico de Cristo: gente em profunda comunhão interpessoal, reuniam-se nas casas, eram irmãos!

Amoris Laetitia toca nessa ferida ainda que indiretamente. Tudo o que ela pede supõe que o nosso encontro com Cristo, tenha gerado íntima comunhão entre nós.
Responder | Responder com citação | Citar
+15 # Sidnei 31-03-2017 00:07
Uma dúvida: Mesmo que não haja culpabilidade por parte dos casais em segunda união, e que deste modo, eles podem comungar, no entanto, não faltam a eles as bençãos do Sacramento do Matrimônio? sendo assim, se eles não vivem em estado de pecado grave, devido ao adultério, no entanto, não estão vivendo em fornicação já que não estão unidos pelos laços sagrados do matrimônio?.
Responder | Responder com citação | Citar
+12 # Pe. Messias 04-04-2017 20:32
Eu gostaria que a ou o Catequista explicassem o que significa: "É neste ponto que o Papa Francisco dá um salto pastoral: é possível que um casal em segunda união, EM CONJUNTO COM SEU PASTOR (não sozinhos!) chegue à certeza de que ele está livre de pecado mortal. Nesse caso, poderá ter acesso à Eucaristia, ainda que de modo discreto, para evitar escândalos."

Como uma pessoa que vive maritalmente com uma pessoa que não é seu legítimo cônjuge, NÃO vive em pecado mortal? Isso não é mudar a Doutrina da Igreja? Claro, que estou pressupondo que o grande "salto" se refere a uma vivencia conjugal, marital entre pessoas que não têm o sacramento do matrimônio, porque se não for isso, não há novidade nenhuma, salto nenhum...
Responder | Responder com citação | Citar
+8 # Pe. Messias 04-04-2017 20:30
Olá Sidnei! Exatamente o problema é muito mais sério e de difícil solução...

Até agora, em todos os documentos da Igreja não há outro caminho para as pessoas que vivem numa situação matrimonial irregular - para se abeirar dos Sacramentos - que aqueles já previstos por São João Paulo II - a saber, a separação, e no caso, da impossibilidade de separação, devido aos filhos, «a obrigação de viver em plena continência, isto é, de abster-se dos actos próprios dos cônjuges». Sobre isso, fica a pergunta, se de fato fosse possível "ampliar a exceção" - como parece que o pessoal do site aqui "descobriu" - será que SJPII não teria visto isso, uma vez que ele foi e continua sendo o maior estudioso da questão Família - dos últimos anos? E que exceção seria essa?
Responder | Responder com citação | Citar
-3 # João Pedro Strabelli 01-04-2017 16:14
Se não há culpabilidade, não. Se alguém casa com uma mulher para dar o golpe do baú, o casamento é inválido, mas nunca vai sair declaração se ele não admitir claramente, e duvido que vá. Então, ela sabe, ele não confirma, a declaração de nulidade não sai. Mas o casamento é inválido. Se todas as consciências pudessem ser analisadas a fundo, ela teria todo o direito de se casar com outro.

Acho que tem semelhança com o batismo por desejo, que pode ser consciente ou até inconsciente (como é que um esquimó de 15 séculos atrás ia saber disso?). Deus aceita.

É por isso que o caso tem que ser bem acompanhado por um sacerdote. Dá um certo medo da pessoa mentir, mas é a mesma questão da confissão: como é que o padre sabe que aquele que confessa está realmente dizendo a verdade? Se não for por clarividência divina, não sabe, age de acordo com o que a pessoa fala. Isso vai funcionar muito para os bons cristãos. Para os maus não vai mudar nada.
Responder | Responder com citação | Citar
+4 # Pe. Messias 04-04-2017 20:36
Esses documentos são essenciais sobre o tema:
http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_14091994_rec-holy-comm-by-divorced_po.html

http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_19980101_ratzinger-comm-divorced_po.html
Responder | Responder com citação | Citar
+9 # Sidnei 03-04-2017 11:14
Com todo respeito que tenho pelo Papa Francisco, mas ainda bem que isto tudo se trata de um tema pastoral e não doutrinal, e por isto estou livre de não concordar com tal ideia, pois passar a impressão que está sim, liberando a comunhão aos divorciados, pode até vir com frase de efeito como foi colocado no final da matéria e dito pelo próprio Papa, mas que ficou algo estranho para trás, ficou.

Neste ponto sou mais favorável ao que o Papa São João Paulo II colocou, comunhão aos casais em segunda união sim, desde que vivam como irmãos e sem relações sexuais, e o que o cardeal Piacenza já colocou, refutando ao cardeal Kasper: "Nunca poderá haver oposição entre ação pastoral e doutrina”, e convenhamos, nunca se viu algo tão contraditório entre a ação pastoral em dar a comunhão aos casais em segunda união mediante ao acompanhamento pastoral de um sacerdote, e a doutrina pregada por CRISTO com relação ao divórcio.
Responder | Responder com citação | Citar
+8 # Sidnei 03-04-2017 11:06
Então se um homem e uma mulher que não estão unidos pelos laços sagrados do matrimônio, mas vivem como marido e mulher, e não tem culpabilidade pelo fracasso do casamento anterior, então está liberado a comunhão para eles?.

Porque não liberam então de uma vez aos casais que vivem amasiados ou aos casais de namorados que vivem o sexo antes do casamento, porque para mim, parece tudo a mesma coisa.

E outra, que eu me lembro, quem vinha com este papo de liberar a comunhão aos casais em segunda união, sobre tudo ao cônjuge que não tem culpa pelo fracasso do casamento, eram os simpáticos da T.L. (Leonardo Boff, Frei Beto, Padre Zazinho),e todo mundo eram contra e criticavam, hoje, por ser o Papa quem defende isto, agora todos juntam as mãozinhas e dizem um sonoro: AAAAmmmééémmm...
Responder | Responder com citação | Citar
+4 # Sidnei 01-04-2017 15:59
Alguém poderia responder a minha dúvida?
Responder | Responder com citação | Citar
-5 # geraldo 06-04-2017 16:20
Documentos da igreja em geral, não toleram confusão e ambiguidade. Tudo é bem medido e pesado para expressar apenas o que foi pensado.

Quando - raramente - a ambiguidade trava a interpretação, a passagem ambígua acaba sendo esclarecida depois ainda que demore, sobretudo quando ocorrem impasses pastorais graves.

Alguns números do capítulo oitavo da Amoris, certamente terão o mesmo destino do famoso SUBSISTIT IN da Lumen Gentium: seu sentido precisou ser clarificado pela autoridade doutrinal da igreja, bem depois.

É próprio do catolicismo, mais a SINCRONIA da tradição que vive e cresce harmoniosamente, do que a DIACRONIA da ruptura brusca que cria incoerências inconciliáveis.

Nada no corpo adulto é negação do que ele foi quando mais novo, mas desenvolvimento do que ali estava em potência. Assim é o reino de Cristo.Se a ambiguidade travar a vida do corpo eclesial, não dá para varre-la p.debaixo do tapete.
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Sidnei 21-04-2017 16:49
"Quando - raramente - a ambiguidade trava a interpretação, a passagem ambígua acaba sendo esclarecida depois ainda que demore, sobretudo quando ocorrem impasses pastorais graves.

Alguns números do capítulo oitavo da Amoris, certamente terão o mesmo destino do famoso SUBSISTIT IN da Lumen Gentium: seu sentido precisou ser clarificado pela autoridade doutrinal da igreja, bem depois."

Eu tenho a impressão que o esclarecimento sobre isto tudo só virá, se algum dia virá, somente após o pontificado do Papa Francisco.
Responder | Responder com citação | Citar
+7 # Paulo Izidoro 30-03-2017 23:32
Mas o que que é isso?!? Desde quando esse clero repleto de modernistas tem condições de julgar "casos específicos" ? Ouçam bem: tá tudo liberado, desde já!
Esperar o que de um papa quem tem como um de seus conselheiros, o cardeal Kasper, notório herege?
A visão de João Paulo II é a mais sábia e prudente.
Responder | Responder com citação | Citar
+13 # Juliano A.R.P 30-03-2017 20:45
Em novembro, dois meses depois de estarmos vivendo na castidade, resolvemos falar com o nosso diretor espiritual e ele discerniu que devido a nossa situação específica, se nos comprometêssemos a viver em pela continência, ele nos daria a absolvição e poderíamos retornar à Eucaristia desde que longe da paróquia. E assim o fizemos.

Nesta semana, saiu a declaração da nulidade. E vamos nos casar no dia que completará 2 anos de continência!!

Tivemos o devido acompanhamento e esta experiência foi de suma importância para nós. Porém, como foi dito, é preciso discernir cada caso. O nosso foi bem específico, mas conseguimos!!
Responder | Responder com citação | Citar
+4 # Juliano A.R.P 30-03-2017 20:44
Boa tarde. Quero dar brevemente meu testemunho aqui sobre o caso.

Conheci minha noiva há cerca de 6 anos, porém, ela foi casada na Igreja, mas sempre tivemos muito amor, e então resolvemos entrar com o pedido de nulidade um ano depois que nos conhecemos (2012), pois ela foi obrigada a casar na Igreja por sua mãe devido à gravidez.

Na espera angustiante, cerca de 1,5 anos atrás resolvemos dar um passo a frente vivendo a castidade (foi exatamente durante a quaresma), porém, apesar das tentativas, caíamos. Em setembro do mesmo ano, resolvemos tentar novamente.
Responder | Responder com citação | Citar
+3 # Mariele 30-03-2017 19:14
Não sei se eu sou difícil de entender as coisas. Mas continuei confusa. No que eu entendi, é que se o Bispo/Padre avaliar a situação do Casal e achar que eles podem Comungar, então eles vão e Comungam.

Mas se não houve anulação, e também não houve um novo Casamento. Eles não estariam em Pecado ainda. Mas se eles podem Comungar que é o "Fator Importante disse tudo", então eles podem Casar na Igreja também?

Se entendi errado, me ajudem por favor.
Responder | Responder com citação | Citar
+5 # Rafael 30-03-2017 18:25
Muito bem explicado, muito bem esclarecido. Não se trata de mudança de doutrina, mas sim de pastoral.

Provavelmente a grande massa dos comungantes, que não lêem encíclicas, não lêem catecismo, não lêem exortação nenhuma, continuarão suas vidas como antes. Provavelmente, padres que já davam a Eucaristia pra recasados, sem discernimento nenhum, continuarão a fazê-lo do mesmo modo, agora com a possibilidade de se justificarem dizendo "agora a Igreja deixa". E a grande massa não vai ter o menor interesse em se aprofundar e verificar se é isso mesmo.

Será que a possibilidade que essa pequena abertura pastoral dá a esses padres para fazer propaganda a seu favor, não causa um dano muito maior que o benefício que é sua verdadeira finalidade?
Responder | Responder com citação | Citar
-8 # João Pedro Strabelli 30-03-2017 17:06
Gostei muito e mando os parabéns a vocês. Mandaram bem!

Quando a Igreja disse que a Teoria da Evolução de Darwin não ofende a fé católica, muita gente se arrepiou e viu naquilo que se estava jogando o Gênesis fora. Quando a Igreja disse que a Teoria do Big Bang não ofende a fé católica, mais gente ainda disse que se estava jogando a Bíblia e a palavra de Deus fora. Nem Darwin disse que não foi Deus que criou o homem (podem ler) e o Big Ben (proposto por um padre) trata da evolução, não da criação do universo. Se amanhã alguém achar algum verminho rastejando num planeta perdido por aí, não foi a Igreja que disse o contrário.

Guardando as diferenças, quando um papa diz que é possível sim comungar em certas situações, o terremoto foi o mesmo. A diferença é que agora tem bem mais gente para explicar as coisas.
Responder | Responder com citação | Citar
0 # A Catequista 30-03-2017 16:56
A leitora Vera nos perguntou, na fanpage:
"Qual a diferença de situação irregular e pecado mortal? Não vejo diferença."

RESPOSTA:
No Evangelho, Jesus cita Davi, que comeu os pães da preposição no Templo: isso é um ato irregular - ou seja, fora da regra. Entretanto, dadas as circunstâncias atenuantes, Davi não pecou. Entendeu agora a diferença entre situação irregular e pecado mortal?
Responder | Responder com citação | Citar
-15 # Maria do Carmo Perei 30-03-2017 16:09
Muito oportuna essa reportagem! Num mundo moderno cheio de conflitos interpessoais, é muito importante a intervenção da Igreja católica na crise dos casamentos religiosos. Se o casal errou uma vez, se o casamento não deu certo, acho que eles merecem uma segunda chance. Senão onde fica o perdão e a misericórdia de Deus!
Responder | Responder com citação | Citar
+2 # A Catequista 30-03-2017 16:22
Sim. Só é preciso deixar claro o que o Papa Francisco ensina: a "segunda chance" dos casais em segunda união não necessariamente se dará com a autorização para que acessem a Eucaristia. Há muitos outros modos de participar da vida da Igreja.
Responder | Responder com citação | Citar
+8 # Carlos Filho 30-03-2017 16:08
Na prática já existem paróquias que há décadas dão comunhão a recasados. Achar que bispos e padres vão avaliar com carinho cada caso é de uma ingenuidade incrível. Veja quantos bispos temos que só se "preocupam" com a reforma da previdência, reforma política e etc. Não estão nem aí para isso.
Responder | Responder com citação | Citar
-3 # A Catequista 30-03-2017 16:28
Sim, existem paróquias que há décadas dão comunhão a recasados, incitando ao sacrilégio. Entretanto, nem por isso podemos chamar S. J. Paulo II de "ingênuo", quando ensinou que essas pessoas não deveriam receber a eucaristia, certo?

Há muitos padres que não são fiéis ao celibato, e nem pretendem ser. E nem por isso podemos dizer que a Igreja está sendo ingênua ao reafirmar repetidamente o ideal do celibato sacerdotal, certo?

Portanto, seu argumento, que se baseia na infidelidade de muitos, não tem serventia para desmerecer o ideal proposto pelo pela: que os bispos e padres acompanhem cada ovelha com amor, discernimento e responsabilidade, como faria o Bom Pastor.
Responder | Responder com citação | Citar
-5 # A Catequista 30-03-2017 15:29
Para quem ainda não se convenceu sobre a harmonia doutrinal entre a Familiaris Consortio e a Amoris Laetitia, basta ver o que a Igreja ensina sobre a comunhão espiritual.

Muitas vezes, uma pessoa em situação irregular - e, assim, séria desconfiança de estar em pecado mortal - não se aproxima da Sagrada Comunhão, por zelo de cometer sacrilégio. Porém, Deus, que sonsa os corações, pode julgar que essa pessoa, de fato, não está em pecado mortal. E, assim, ela recebe a comunhão espiritual - que é menor proveitosa do que a comunhão eucarística, mas também é um grande meio de receber graças.

Quem quiser saber mais, leia o que diz São Leonardo de Porto Maurício:

http://www.ofielcatolico.com.br/2005/05/da-comunhao-espiritual-excelencias-da.html
Responder | Responder com citação | Citar
+9 # Armando 30-03-2017 15:21
Bom Dia. A decisão de um padre/bispo favorável ou desfavorável servirá para toda a Igreja Católica? Para um padre/bispo decidir sobre um caso ele deverá ouvir os dois lados? Em vista dos milhares , milhares de casais, separados, divorciados, juntados, recusados, casados em outra igreja, casados em outra religião,..., quantos casos o padre/bispo formados em seminários de nível, formados em seminários bem frágeis; deverá analisar por dia para dar uma solução tão séria? Se a decisão do padre/bispo for favorável a comunhão, mas frágil ou delituosa; quem será condenado no fim dos tempos?
Responder | Responder com citação | Citar
-5 # A Catequista 30-03-2017 16:38
Oi, Armando!
Não. A Amoris Laetitia não propõe que os bispos e padres "legislem" sobre essa questão para a Igreja toda. Para a Igreja toda, já existe a regra geral, ensinada pelo próprio Cristo: quem se separa de sua esposa/ marido e se une a outra pessoa, comete adultério.

O que a Amoris Laetitia pede é que os nossos pastores acompanhem e façam o devido discernimento CASO A CASO.

"quantos casos o padre/bispo formados em seminários de nível, formados em seminários bem frágeis; deverá analisar por dia para dar uma solução tão séria?". Aí é um outro problema. Se nem todos os nossos pastores têm capacidade de apascentar o rebanho, isso não invalida de modo algum o ideal proposto pelo Papa.

O fato é que, há décadas, muitos desses pastores mal formados (ou simplesmente cínicos e desobedientes) já têm o hábito de autorizar todo e qualquer casal em segunda união a comungar. Então, esse problema da má formação de muitos pastores não é novo, e nem foi trazido pela Amoris Laetitia.

"Se a decisão do padre/bispo for favorável a comunhão, mas frágil ou delituosa; quem será condenado no fim dos tempos?"
O pastor que induzir a ovelha ao sacrilégio deverá responder por isso em seu Julgamento. se será condenado ou não, vai depender de sua disposição interior (se o fez por ignorância ou por maldade deliberada). Se o casal mal orientado não tiver consciência de que recebeu uma orientação errônea, não será culpabilizado por isso diante de Deus.
Responder | Responder com citação | Citar
+7 # Sidnei 03-04-2017 11:24
Para mim o Amoris Laetitia só venho piorar o que já estava ruim, se antes haviam Bispos e padres que não estavam nem aí para casais em segunda união que comungavam, com o Amoris Laetitia parece que agora eles estão mais aliviados em saber que podem dar a comunhão aos casais que vivem nestas situações, era tudo que o pessoal da T.L. tudo queria, pois a anos eles vinham questionando isto, e agora, o Papa deu o aval para tanto.

E ká entre nós, vocês hajam que haverá padres e bispo que vão correr atrás de seu rebanho para ver se algum casal em segunda união vão estar aptos ou não para receber a eucaristia?. Não sejamos ingênuos, não tenho lá grandes esperanças no clero atual, um ou outro se salva, mas a maioria?.

Não sejamos ingênuos, por favor.
Responder | Responder com citação | Citar
-4 # Daniel 30-03-2017 13:55
É por isso que aqui tem Vaticanista!

Viva o Papa!
Responder | Responder com citação | Citar
-15 # Lourival Demetrio 30-03-2017 13:54
Sempre fui católico:Porém casado com com uma companheira ótima a 23 anos,ela divorciada quando me apaixonei,ela já tinha um filho de 5 anos. Com ela tive 2 filhas lindas e maravilhosa. Respeito os 4 de todo meu coração, como eu posso ser penalizado pela minha própria igreja por amar demais uma divorciada, quem me deu 3 filhos maravilhosos, Jesus veio para resgatar a ovelha perdida, não as ovelhas direita. Felizes os convidados para ceia do Senhor, eu fui a ceia e sou impedido de participar porque a igreja proibi, Jesus convida e oferece o pão, já a igreja me proibi, me condena, diz que vivo no pecado. Que atire a primeira pedra quem não tem pecado.
Responder | Responder com citação | Citar
+2 # Eliane 20-04-2017 02:01
Eu sou filha de mãe amasiada, mas nunca vi minha mãe receber a comunhão, e está certo pois não vivia segundo a vontade de Deus, mas por causa da fé dela todos somos católicos, pois nunca deixou de ir a missa quando eramos pequenos. A sua situação não impede que passe a fé para suas filhas e as ensine a buscar um estado de vida que agrade a Deus.

Com certeza se vc zelar pela salvação da alma de suas filhas, Deus na sua misericórdia salvará a sua, pois todo aquele que ensinar um pequenino o caminho do céu sera acolhido por Deus.
Responder | Responder com citação | Citar
+2 # Eliane 20-04-2017 02:00
negar o pão? vc disse fosse pão seria simples, estamos falando do corpo do próprio Deus feito homem, não é qualquer coisa, é melhor não comungar do que correr o risco de ofender a Deus.
jesus quando convida os pecadores e os perdoa sempre diz vá e não peque mais, a misericórdia de Deus perdoa tudo quando estamos dispostos a mudar. Não devemos usa-la para justificar que podemos tudo.
muitas vezes o que nos falta é colocar Deus em Primeiro Lugar veja a vida dos santos ele faziam tudo por Deus,
Responder | Responder com citação | Citar
+13 # Sidnei 30-03-2017 16:12
A Igreja é mãe e não madrasta ou mãe relapsa, qual a mãe que tendo seu filho machucado e que esta doido para ir pedalar com os amigos chega e diz: "vai meu filho, queres ir pedalar com os amigos, mesmo com a perna machucada, vai", nenhuma mãe iria fazer isto, mas a mãe de verdade dirá: "espere que sejas curado e depois vá pedalar com seus amigos", encare esta sua impossibilidade de comungar, não como uma proibição por parte da Igreja, mas, um cuidado todo especial por parte dela, para que sua situação e de sua esposa não tende a ficar pior que supostamente já está.

Eu digo, supostamente, pois como a matéria coloca, pode haver atenuantes que anulem qualquer culpabilidade da situação em que vocês se encontram, mas, por via das dúvidas, é melhor seguir o conselho da Igreja do que seguir nossos próprios caminhos
Responder | Responder com citação | Citar
+11 # Sidnei 30-03-2017 16:09
A Igreja não proibe nada, quem disse que quem se divorciasse a cassasse com outra cometeria adultério, e a mulher repudiada que viesse casar com outro também cometeria adultério (Mateus 19,9; Marcos 10, 11-12; Lucas 16, 18), e se São Paulo já havia advertido: "Portanto, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será culpável do corpo e do sangue do Senhor." (1º Cor. 11, 27), portanto, se não podes comungar o corpo e o sangue do SENHOR na Eucaristia, comungue espiritualmente.
Responder | Responder com citação | Citar
-9 # Edson Aguiar 30-03-2017 13:50
Caro catequista,
acho que os fariseus não ficarão perplexos com o catecismo(1735) porque simplesmente eles não seguem este catecismo, mas sim o de São Pio X, eles não aceitam Francisco como papa, nem Bento XVI ou São João Paulo II e voltando até São João XXIII, devido ao CVII, se esta mesma passagem existe no catecismo de São Pio X aí sim eles ficariam perplexos, se vc conhece poderia publicar aí, eu não achei.
Responder | Responder com citação | Citar
+10 # Victor 30-03-2017 13:41
Boa tentativa, mas é a questão é que se os casais em segunda união mantém relações sexuais, eles não podem se aproximar da comunhão, pois praticam um ato intrinsecamente pecaminoso. E este ponto vocês não enfrentaram. O relaxamente da regra geral em casos de atos intrinsecamente maus não é possível, como consta do n. 56 da Veritatia splendor. A comunhão para casais em segunda união requer a observância do n. 84 da Familiaris consortio. SM!
Responder | Responder com citação | Citar
-7 # A Catequista 30-03-2017 14:38
Enfrentamos esse ponto, sim. Repare que a Familiaris Consortio admite a possibilidade de que​ alguns casais de segunda união, que têm vida sexual ativa, possam receber de Deus a comunhão espiritual. Ora, se recebem a comunhão espiritual, obviamente, não podem estar em pecado mortal!

São João Paulo II reconhecia esses casos de exceção, mas sua decisão pastoral era não permitir que eles comungassem, para evitar confusão e escândalo (ainda que fossem dignos de comungar). Já o Papa Francisco diz que os sacerdotes têm capacidade para identificar esses casos de exceção, e autorizar o acesso à Comunhão.

Óbvio que não há exceção para atos intrinsecamente maus, como o adultério. Será então, que São J P II errou ao dizer que certos casais em segunda união (com vida sexual ativa) poderiam receber a comunhão espiritual? Acaso alguém em adultério poderá receber a graça santificante de Deus? Não! Então, se o santo falou isso, é porque reconheceu que alguns casais em situação irregular não estão, efetivamente, em adultério. Por exemplo, o casamento anterior é efetivamente nulo, mas pode ser um caso quase impossível de provar no tribunal eclesiástico (o sacerdote que acompanha o casal, porém, conhece bem a história e pode chegar à certeza dessa nulidade).
Responder | Responder com citação | Citar
+7 # Pe. Messias 05-04-2017 22:14
O que lemos ali é: "exorto vivamente os pastores e a inteira comunidade dos fiéis a ajudar os divorciados, promovendo com caridade solícita que eles não se considerem separados da Igreja, podendo, e melhor devendo, enquanto baptizados, participar na sua vida. Sejam exortados a ouvir a Palavra de Deus, a frequentar o Sacrifício da Missa, a perseverar na oração, a incrementar as obras de caridade e as iniciativas da comunidade em favor da justiça, a educar os filhos na fé cristã, a cultivar o espírito e as obras de penitência para assim IMPLORAREM, dia a dia, a graça de Deus. Reze por eles a Igreja, encoraje-os, mostre-se mãe misericordiosa e sustente-os na fé e na esperança..."
Responder | Responder com citação | Citar
+7 # Pe. Messias 05-04-2017 22:13
Boa noite Catequista!Onde o Papa JPII na FC diz que "alguns casais de segunda união, que têm vida sexual ativa, possam receber de Deus a comunhão espiritual."?
Responder | Responder com citação | Citar
+7 # Juliano A.R.P 30-03-2017 20:52
Assim foi comigo e com a minha noiva Vivi. O nosso diretor espiritual discerniu bem o problema, já que se eu me separasse dela, ela não teria condições de sustentar a casa, visto que seus pais haviam se separado e ambos estavam cada qual com seus companheiros, e ela estava desempregada, entre outros fatores.

Ademais, o nosso diretor viu de cara que o casamento era nulo, visto que ela foi obrigada pela mãe a se casar devido a gravidez. Recebemos há pouco tempo a decisão da nulidade, que declarou a inexistência do sacramento. Até mesmo o ex-marido dela afirmou que nunca desejou casar na Igreja.

Essa semana ela pegou a certidão no Tribunal Eclesiástico para darmos entrada no matrimônio. Já estamos há 1,5 anos em castidade para receber a comunhão e ficaremos assim até o dia do nosso casamento que será em setembro.
Responder | Responder com citação | Citar
-8 # A Catequista 31-03-2017 11:45
Obrigado por seu testemunho, Juliano! Realmente, o pastor que te acompanhou fez aquilo que o Papa pede, evitando a "moral de escritório" e se interessando pela vida e pelos problemas de vocês, como um pai faria.

Deus seja louvado por esses anos em que vocês viveram em castidade. Que seus filhos sejam santos!
Responder | Responder com citação | Citar

Adicionar comentário


Código de segurança
Atualizar

Publicidade
Publicidade