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A Catequista

A Catequista

Gente, será que estão distribuindo bolsas Louis Vuitton e cosméticos M.A.C de graça nos seminários? Pô, sacanagem, ninguém me avisou!... Só isso pode explicar a grande afluência de rapazes afeminados aos institutos de formação de sacerdotes.

O babado tá tão forte que a Igreja precisou elaborar uma instrução com orientações específicas a este respeito (veja aqui). O documento, publicado em 2005 por Bento XVI, estabelece que o reitor e os demais diretores espirituais dos seminários têm o dever de:

  • avaliar cuidadosamente se o seminarista apresenta tendências homossexuais;
  • cuidar para que os seminaristas homossexuais não permaneçam de modo algum dentro dos seminários.

A instrução especifica ainda a responsabilidade do diretor espiritual, que eventualmente pode receber a confissão de um candidato ao sacerdócio de que pratica a homossexualidade ou de que apresenta fortes tendências homossexuais. Nesse caso, o confessor está vinculado pelo segredo, mas tem a obrigação de dissuadir o seminarista de prosseguir para a Ordenação.

Essa orientação foi reafirmada durante o papado de Francisco. A Congregação para o Clero publicou em dezembro de 2016 um documento chamado "O dom da vocação presbiteral", que apresenta diretrizes gerais para a formação sacerdotal. A norma que proíbe a permanência de candidatos homossexuais no seminário está no capítulo VIII/ponto C desse documento (veja aqui).

Qualquer profissão tem os seus pré-requisitos; há, naturalmente, uma definição básica de características físicas, mentais e comportamentais para que o indivíduo seja aceito, cumpra bem as suas funções e obtenha sucesso. Na Igreja, não é diferente: para ser padre, é preciso ter algumas qualidades, entre elas, ser bem resolvido com sua sexualidade.

Tem muito católico que diz: "Tudo bem o padre ser gay, contanto que seja casto". Mas não é isso que a Igreja ensina. Em 1986, o então Cardeal Ratzinger escreveu um documento aos bispos de toda a Igreja, aprovado por São João Paulo II, dizendo:

"...é necessário precisar que a particular inclinação da pessoa homossexual, embora não seja em si mesma um pecado, constitui, no entanto, uma tendência, mais ou menos acentuada, para um comportamento intrinsecamente mau do ponto de vista moral. Por este motivo, a própria inclinação deve ser considerada como objetivamente desordenada." (clique aqui para ver o documento na íntegra, no site do Vaticano).

Imagine essa situação hipotética e maluca: um jovem hétero que tem a vocação para ser padre, e deseja sinceramente ser casto. Só que, em dado momento de sua formação sacerdotal, o reitor do seminário o envia para passar uma temporada em um convento feminino, convivendo alguns anos com jovens moças candidatas à vida monástica. Alguém acha que isso pode dar certo? Pois é nessa mesma situação que se encontram os seminaristas que sentem atração por pessoas do mesmo sexo! Eles inclusive, muitas vezes, compartilham o quarto com um colega seminarista. Ainda que deseje ser casto, não é tentação demais não, gente?

No seu livro-entrevista Luz do Mundo, lançado em 2010, Bento XVI afirmou claramente que "a homossexualidade não é conciliável com a vocação sacerdotal". Segundo ele, não se pode correr o risco de "fazer do celibato uma espécie de pretexto para fazer entrar no sacerdócio pessoas que não podem se casar". Porém a condescendência de muitos diretores espirituais e reitores de seminários - que insistem em permanecer surdos às orientações da Igreja - tem gerado grandes males e constrangimentos. Ou ninguém aí reparou que os comediantes multiplicam as piadas que associam padres e cultura gay?

Sem meias palavras, Bento XVI expôs a sua preocupação em relação a isso:

"A seleção de candidatos ao sacerdócio deve, então, permanecer muito atenta. É preciso o maior cuidado para evitar uma confusão deste tipo fazendo com que o celibato dos padres seja, por assim dizer, assimilado à tendência à homossexualidade." (livro Luz do Mundo)

O sacerdote é o representante de Cristo. Considerando essa imensa responsabilidade, a Igreja entende que “o candidato ao ministério ordenado deve atingir a maturidade afetiva”. Ainda que esteja sinceramente comprometido com a vida celibatária, a inclinação desordenada do homossexual o coloca em condição desfavorável para assumir o sacerdócio. Os homossexuais devem ser acolhidos pela Igreja “com respeito e delicadeza”, mas admiti-los nos seminários e ordens religiosas é uma temeridade.

Tenho uma dica pra acabar de vez com esse problema. Não é muito original, mas certamente é eficaz: manda o seminarista pruma sala com bola espelhada e põe It’s raining men na agulha. Se o cara jogar as mãozinhas pro alto e apertar os olhinhos, já sabe...

Voltaire, o mais famoso intelectual iluminista, se tornou célebre por defender ardentemente os direitos humanos em seus escritos. Ele foi um dos críticos mais ferrenhos das Inquisições, e um dos principais responsáveis pela difusão a lenda negra da Inquisição, que foi criada pelos protestantes.

Ao final de todas as suas cartas, ele escrevia: "Esmagai a infame". A referida "infame", no caso, era a Igreja Católica. 

Em seu Tratado sobre a tolerância, Voltaire diz: “Vejamos agora se Jesus Cristo estabeleceu leis sanguinárias, se ordenou a intolerância, se mandou construir os calabouços da Inquisição e se nomeou os carrascos dos autos-de-fé” . Argumentos como esse parecem ter muita lógica e convencem facilmente. O problema está na distorção dos fatos, induzindo o leitor a uma conclusão distorcida da realidade histórica.

Voltaire era um loroteiro tão talentoso que conseguiu a proeza de contar cinco mentiras em uma só frase!

  1. Não foi a Inquisição que exigiu que os hereges fossem punidos com a pena de morte: foram os governantes seculares.
  2. Não foi a Inquisição, nem tampouco a Igreja, que gerou o contexto de intolerância à diversidade religiosa: foi o contexto político e econômico.
  3. Quanto aos “calabouços da Inquisição”, muitas vezes ofereciam condições mais humanas do que os cárceres seculares.
  4. Não era a Inquisição que nomeava os carrascos que torturavam e queimavam os hereges.
  5. Os autos-de-fé não tinham carrascos, pois não eram cerimônias voltadas para a queima de hereges.

 

Especificamente sobre a escravidão, ele escreveu o texto de uma peça chamada Alzira, em que um escravo peruano clama o povo a lutar por sua libertação. Tudo muito lindo, mas era tudo da boca para fora: algum sábio zoeiro deveria ter colado um papel em suas costas, com a frase: “FAÇA O QUE DIGO, MAS NÃO FAÇA O QUE EU FAÇO”.

Voltaire financiava e lucrava com o tráfico de escravos. Comprou uma ação de 5 mil francos de um navio negreiro que sairia de Nantes para capturar negros da África. Como se não bastasse a falta de escrúpulos em enriquecer com o comércio seres humanos, o “Doutor Tolerância” ainda tinha a cara-de-pau de dizer que estava fazendo uma grande caridade! É que ele sinaliza em uma carta ao traficante Michoud:

"Congratulo-me convosco pelo feliz êxito do navio – o Congo – chegado oportunamente à Costa d’África para livrar da morte tantos negros infelizes. Sei que vão embarcados em vossos navios e são tratados com muita doçura e humanidade, e por isto me felicito de ter feito um bom negócio praticando, ao mesmo tempo, uma bela ação."

- Couto Moura. Dicionário da escravidão negra no Brasil

Ele adorava condenar a escravidão nas Américas, mas sobre a escravidão promovida em seu próprio país, ele ficava caladinho... Certamente, não desejava contrariar a elite francesa, que o incensava e o ajudava a ser um homem rico (Alain Gresh. Escravidão à francesa. Site Le Monde Diplomatique Brasil. 1 de abril de 2008).

[Este artigo contém spoilers]

Eles começaram devagarinho, comendo pelas beiradas. Primeiro, o governo de diversos países europeus legalizou a morte opcional e assistida para doentes terminais. Agora, já permite que até mesmo pessoas fisicamente saudáveis façam eutanásia: basta alegar que está deprimido e que seu sofrimento é insuportável.

No ano passado, a eutanásia foi legalizada no Canadá. Os agentes da cultura da morte agora voltam sua atenção para os Estados Unidos, uma das nações mais influentes do mundo. A estratégia é fazer aumentar a demanda pela eutanásia, levando os cidadãos a pressionarem o governo a modificar a lei.

A forma mais eficiente de fazer isso é por meio da cultura de massa. E não há nada mais pop nos EUA do que os filmes de Hollywood. É por isso que a temática da eutanásia ganha cada vez mais espaço nesse campo – o que atinge não somente o público americano, mas também as pessoas de todos os países que consomem esses filmes.

Mesmo os cristãos mais devotos, ao verem esse tipo de filme de forma desprevenida, correm o risco de acabar comprando a ideologia imoral e ateísta que eles vendem. Não acho que não devemos assisti-los; só é preciso estar alertas, pois atrás de cada cena cativante pode haver um engodo imoral e anticristão.

Há diversos filmes que abordam esse assunto, mas vamos falar de dois, que são bastante populares: Menina de Ouro e Como eu era antes de você.

 

“MENINA DE OURO” (2005)

Um dos filmes mais premiados e mais vistos que propagandeia a eutanásia é Menina de Ouro, estrelado por Clint Eastwood. A personagem Maggie Fitzgerald é uma jovem como milhões de outra no mundo: é pobre, tem uma vida dura, trabalha em um emprego que não lhe dá nenhuma perspectiva de crescimento profissional. Sua família não lhe dá nenhum suporte afetivo ou material.

A esperança de Maggie é o boxe. Ela consegue convencer um treinador veterano a treiná-la, e faz um incrível avanço. Após vencer várias lutas importantes, ela vislumbra o seu sucesso e a mudança para uma vida melhor. E é justamente nesse momento que ela fica tetraplégica, e vê todos os seus sonhos se tornarem pó.

O pior é que sua família, que só tem gente cretina, se aproxima dela para sugar os poucos bens que ela conquistou com suas lutas. Na cama do hospital, ela implora que seu treinador lhe aplique uma injeção letal, e é o que ele faz.

 

“COMO EU ERA ANTES DE VOCÊ” (2016)

Will Traynor tinha uma vida “perfeita”: era jovem, rico, advogado talentoso, viajava o mundo, tinha pais carinhosos e uma linda namorada. Um acidente, porém, o tornou tetraplégico, de modo irreversível.

Sem qualquer esperança de ser feliz nessa nova condição de vida, ele planeja se submeter à eutanásia em uma clínica na Suíça.

Sua cuidadora, a jovem Lou Clark, se apaixona por ele, e faz de tudo para convencê-lo a continuar vivo, ao lado dela. Eles passam muitos bons momentos juntos, e isso a leva a crer que terá sucesso em fazê-lo mudar de ideia. Mas a resposta dele é categórica: “Eu entendo que podia ser uma vida boa, mas não é a minha vida. Não chega nem perto”.

A única coisa que Traynor aceita como “vida” é a “perfeição” de antes do acidente. Uma vida cheia de limitações e dores não faz nenhum sentido para ele.

 

UM MUNDO SEM CRISTO, UM MUNDO DE ODEIA A CRUZ

Além da temática, esses dois filmes têm muitas outras coisas em comum. É óbvia a intenção de ganhar a opinião do público por meio da narrativa sentimental. E, basicamente, são filmes em que Deus está ausente, Cristo é uma abstração.

Até existe religião (em ambos, há referência ao catolicismo), mas apresentada de uma forma que não apresenta respostas nem ajuda objetiva para que os personagens resolvam seus dramas.

São basicamente filmes contados do ponto de vista ateu, e dessa forma, realmente o sofrimento não faz sentido algum. Só resta às pessoas buscar o Paraíso aqui e agora. Se a vida contraria esse desejo e apresenta uma via de sofrimento, em nenhum momento se cogita que abraçar a cruz pode ser um caminho de libertação pessoal e realização de si mesmo.

Assistir esses filmes com a consciência correta nos aguça ainda mais o sentido de urgência de anunciar Cristo ao mundo. Sem Jesus, toda dor é completamente idiota, sem objetivo, sem sentido. E a única opção diante do sofrimento é o desespero e o desejo de pôr fim a tudo.

Fiquemos atentos a essa mentalidade de ódio à cruz: ainda que rejeitemos a eutanásia, muitos de nós cristãos absorvemos a ilusão materialista de que vamos construir nosso Paraíso aqui na Terra. E assim muitas vezes fugimos da cruz que Jesus nos apresenta, mesmo aquelas cruzes mais pequeninas.

E assim vamos à missa, temos lá nossos momentos de devoção, falamos de Cristo, mas não somos realmente capazes de anunciá-lo. São servos que querem ser maiores do que o Senhor: não querem sofrer perseguições. Quem não toma a sua cruz, pode ser digno do Crucificado? Quem não toma a sua cruz, poderá participar com ele da alegria da Ressurreição?

A charge acima é da página The Catholic Clips.

Uma leitora nos fez uma pergunta muito interessante sobre o sacramento da Confissão:

"Jesus deu aos Apóstolos a autoridade de perdoar os pecados. Essa ordem não seria válida apenas para os Apóstolos? Por que acredita se que ela vale até os nossos dias?"

A resposta está em um fator chamado SUCESSÃO APOSTÓLICA. Nos Atos dos Apóstolos, vemos que, ao se darem conta de que está faltando um Apóstolo (Judas Iscariotes havia se matado), os Apóstolos se reúnem e elegem Matias para o seu lugar. Então, Matias SUCEDE Judas, assumindo o seu lugar e a sua missão.

Os textos dos Padres da Igreja primitiva provam que isso aconteceu não só com o posto de Judas, mas com o posto de todos os Apóstolos: quando um deles falecia, outro era eleito para lhe suceder, ou seja, para ocupar o seu lugar. Esses textos provam, por exemplo, que o bispo de Roma é sucessor de Pedro, o líder de todos os Apóstolos.

Além da evidência bíblica e nos textos da Tradição (saiba aqui o que é a Sagrada Tradição), há também uma questão de lógica. Se Jesus deu aos Apóstolos o poder de perdoar os pecados em Seu Nome, é porque eles seriam Seus representantes visíveis na Terra, já que Ele subiria para junto do Pai e não seria mais visível. Era preciso deixar ao povo lideranças visíveis da Igreja, agindo com o poder do Deus invisível.

Ora, não faria sentido Jesus oferecer essa graça somente aos homens daquela geração: era preciso que os cristãos de todos os tempos e lugares também pudessem ter acesso a homens com autoridade para perdoar seus pecados - e também ensinar a correta interpretação do Evangelho, e ministrar os demais sacramentos, entre outras coisas.

Hoje, o Hospital Pediátrico Bambino Gesù (Menino Jesus), administrado pelo Vaticano, publicou uma nota dizendo que sua equipe está pronta para acolher o bebê inglês Charlie Gard, condenado à morte pela Corte Europeia. 

A "Justiça" negou aos pais do menino o direito de ir para os Estados Unidos buscar um tratamento alternativo para a sua doença, apesar de eles terem recursos próprios, recolhidos por meio de doações. É o poste mijando no cachorro!

Mas voltando ao hospital pediátrico do Vaticano... A presidente da instituição, Mariella Enoc, pediu ao hospital onde Charlie está internado, em Londres, que informe se existem condições sanitárias para transferir o bebê para o Bambino Gesù.

Não há terapias disponíveis para Charlie no Hospital Bambino Gesù; mas certamente esse seria um local tranquilo para manter o menino até que ele possa ser transferido para os EUA, sem ameaças de desligamento de seus aparelhos.

Mariella (foto abaixo) mandou uma mensagem consoladora aos pais de Charlie: "Estamos perto dos pais na oração e, se for esse o seu desejo, dispostos a aceitar seu filho conosco, durante todo o tempo que lhe resta de vida".

Essas informações são do site italiano AdnKronos (veja aqui), cujo artigo foi compartilhado pela fanpage do próprio Hospital Bambino Gesù.

 

Pensem numa bola de neve: quanto mais ela rola montanha abaixo, maior ela vai ficando. Assim é a heresia protestante: lá pelo século XVI, ela explodiu com Lutero e Calvino, mas não ficou só nos erros de sua origem: quanto mais o tempo ia passando, novos erros iam se somando à heresia original.

Por exemplo: os primeiros reformadores deformadores protestantes ensinavam que Maria é Mãe de Deus e acreditavam em sua virgindade perpétua. Mas como a onda do protestantismo é protestar e dividir, já no tempo de Lutero começaram a surgir protestantes discordando desses ensinamentos.

E é assim até hoje. Enquanto a doutrina Católica permanece sempre íntegra e fiel à herança dos Apóstolos, as seitas protestantes inventam uma heresia nova a cada dia.

Tem dado muito o que falar um vídeo do pastor Claudio Duarte, figurinha fácil em programas de TV. No tal vídeo, falando a um grupo de protestantes, ele se gaba de ter atacado os dogmas marianos dentro de uma igreja católica (uma paróquia em BH), na qual teria sido convidado a pregar.

O pastor despreza a crença católica na virgindade perpétua de Maria e fala que ela não poderia ser Mãe de Deus, pelo simples fato de que ninguém pode ser mãe de alguém que é mais velho do que ela.

Achei que todo o cristão deveria estar acostumado com o fato de que os mistérios de Deus nem sempre são tão óbvios assim. Naquele tempo, ninguém poderia ser mãe sem fazer sexo, e, no entanto, os protestantes também creem que Maria engravidou de Jesus sendo virgem. #Receba!

Um cristão que nega que Maria é Mãe de Deus deve, necessariamente, achar que Isabel estava errada disse: "Donde me vem esta honra de vir a mim a MÃE DO MEU SENHOR?" (Lucas 1,43). Os protestantes se gabam tanto se seguirem a Bíblia, mas não conseguem aceitar essa revelação tão clara da Palavra? Estranho...

O próprio Lutero explica de forma muito simples que não se pode separar a natureza humana de Cristo de sua natureza divina. Se Jesus era Homem e Deus ao mesmo tempo, é lógico que Maria não carregou em seu ventre somente o “Jesus homem”: ela gerou e deu à luz o Deus Encarnado. Quem quiser, pode chorar!

“Deus não recebeu sua divindade de Maria; todavia, não segue que seja consequentemente errado afirmar que Deus foi carregado por Maria, que Deus é filho de Maria, e que Maria é a Mãe de Deus. Ela é a Mãe verdadeira de Deus, a portadora de Deus. Maria amamentou o próprio Deus; ele foi embalado para dormir por ela, foi alimentado por ela, etc. Para o Deus e para o Homem, uma só pessoa, um só filho, um só Jesus, e não dois Cristos. Assim como o seu filho não são dois filhos...”

- Martinho Lutero. Nos Conselhos e na Igreja. Ano 1539

Sobre a virgindade perpétua de Maria, Lutero esclarece:

"Agora, a questão sobre a qual que temos que nos debruçar é sobre como Cristo poderia ter irmãos, se Ele era o filho único da Virgem Maria, e a Virgem não teve outros filhos além dele. Alguns dizem que José foi casado antes de seu casamento com Maria... Mas eu estou inclinado a concordar que 'irmãos' realmente significa 'primos' aqui, pois a Sagrada Escritura e os judeus sempre chamam os irmãos de primos.

- MARTINHO LUTERO. Luther’s Works, Vol. 22. St. Louis: Concordia Publishing House, 1957. Translated by Martin H. Bertram. pp. 214-15

“E ele não a conheceu até que ela deu à luz um filho”: muitos protestantes usam essa passagem para argumentar que o ATÉ QUE indicaria que dali em diante José “conheceria” a sua esposa Maria. Calvino explica que essa conversa é furada:

"Houve certas pessoas que quiseram sugerir a partir desta passagem [Mt 1,25] que a Virgem Maria teve outros filhos além do Filho de Deus, e que José se relacionou intimamente com ela depois; mas que estupidez! O escritor do evangelho não teve a intenção de registrar o que aconteceu depois; ele simplesmente quis deixar bem clara a obediência José (...). Ele, portanto, nunca habitou com ela nem compartilhou de sua companhia (...). Além disso, Nosso Senhor Jesus Cristo é chamado o primogênito. Isso não é porque houve um segundo ou um terceiro filho, mas porque o escritor do Evangelho está destacando sua precedência."

- João Calvino. Sermão sobre Mateus 1,22-25. Ano 1562 (Max Thurian. Mary: Mother of All Christians (translated by Nevill B. Cryer, New York: Herder & Herder, 1963, pp. 39-40)

Bem, mas vocês sabem: a bola de bosta, quer dizer, a bola de neve de heresias vai continuar rolando ladeira abaixo, até se espatifar. Enquanto isso, vamos seguindo firmes na barca de Pedro, que balança mas nunca afunda!

*****

Em vez de chamar um pastor protestante para pregar na sua paróquia, convide O Catequista! Somos 100% católicos, temos um vaticanista na equipe e não cobramos nada. :D

Na Bíblia, os Apóstolos são chamados de “colunas” da Igreja, pois receberam de Cristo a missão especial de ensinar e guiar o povo de Deus. Porém entre eles havia um que foi colocado por Cristo como pastor máximo da Igreja, com autoridade acima de todos os demais: São Pedro.

Jesus mudou o nome de Simão para “pedra” (Pedro), e disse:

“Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra eu edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do reino dos céus, e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligardes na terra será desligado nos céus.” (Mt 16, 17-19)

O poder das chaves é a autoridade de ensinar, com inspiração divina, o que é da vontade de Deus e o que não é (ligar e desligar as coisas dos Céus). Cristo não fundou várias igrejas independentes, mas sim UMA ÚNICA IGREJA, baseada na autoridade de um homem pecador e mortal.

Para saber qual é, hoje, a única Igreja que Jesus fundou, é só buscar aquela que e governada pelo sucessor de Pedro. Uma dica: começa com C e termina com A!

No desespero de negar essa verdade bíblica, os protestantes alegam que, no texto original do Evangelho, escrito em grego, Jesus chamou Simão de “resto de pedra”, “cascalho” ou “pedrinha”, e não de pedra.

Os protestantes também juram que quando Jesus estava se referindo a Si mesmo quando disse “e sobre esta pedra eu edificarei...”, e não de Pedro. Não forcem a barra! Estudiosos protestantes ilustres, como Nicolaas Ridderbos, concordam que Ele estava se referindo, sim, a Pedro:

As palavras "sobre esta pedra [petra]" se referem a Pedro. Por causa da revelação que recebeu e da confissão de fé que ele fez, Pedro foi nomeado por Jesus para estabelecer as bases da futura igreja. Somente Pedro é mencionado neste verso, e o trocadilho com seu nome se aplicou somente a ele.

- H. N. Ridderbos. Matthew. trans. by Ray Togtman (Grand Rapids: Regency Reference Library, 1987), 303

Vamos conferir o agora o que diz D. A. Carson, um respeitado teólogo protestante (sim, protestante!). Carson afirma que se Mateus quisesse dizer que Pedro não passava de uma pedrinha, enquanto Jesus era a rocha, então a palavra grega mais adequada seria lithos. Além do mais, Jesus não teria feito nenhum trocadilho (D. A. Carson. "Matthew," in Expositor’s Bible Commentary. Ed. Frank E. Gaebelein, J. D. Douglas, and Walter Kaiser, vol. 8 [Grand Rapids: Zondervan, 1984], 368).

Nas cartas de São Paulo, em grego, o novo nome de Simão não é citado como Petros, como em Mateus, mas sim como Cefas. Isso não é grego, mas uma transliteração do aramaico Kepha para a forma helenística.

E o que significa Kepha? Uma pedra grande e maciça, o mesmíssimo que petra. A palavra aramaica para uma pequena pedra ou pedrinha é evna. O que Jesus disse a Simão em Mt 16,18 foi ‘tu és Kepha e sobre esta kepha construirei minha igreja’”. (Site Veritatis Splendor).

Para quem quiser se aprofundar no estudo desse tema, recomendamos um artigo do site Apologistas Católicos (clique aqui), que responde detalhadamente a todas as objeções protestantes a respeito dessa passagem de Mateus.

Leiam também o nosso artigo Os papas pecadores e a santidade da Igreja.

Quarta, 31 Maio 2017 13:50

A Pequena Vendedora de Fósforos

"Porque para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro" (Fil 1,21), diz São Paulo. O apóstolo dos gentios confessa que partir para junto do Senhor seria "imensamente melhor", apesar dele amar a vida, pois estando vivo pode servir aos irmãos. Como eu estou diante dessa Palavra? Eu me identifico com São Paulo, ou estou a mil anos luz desse desprendimento?

Fiquei muito sensibilizada pela análise que apresento a vocês abaixo, sobre um conto de Hans Christian Andersen. Muitas vezes gastamos a maior parte do nosso tempo buscando garantir a felicidade - ou ao menos a estabilidade e segurança - nesta vida aqui, quando Cristo e toda a Bíblia nos ensinam que essa vida passa logo, que os servos de Cristo são perseguidos e sofrem muito neste mundo, e que o nosso verdadeiro lar não é aqui.

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A PEQUENA VENDEDORA DE FÓSFOROS

por Rodrigo Figueiroa

Em uma fria véspera de Ano Novo, uma menina pobre, jovem, tenta vender fósforos na rua. Ela já está tremendo de frio e hipotermia precoce, e ela está andando descalça tendo perdido seus chinelos. Ainda assim, ela tem muito medo de ir para casa, porque seu pai vai espancá-la por não vender nenhum fósforo. A menina toma o abrigo em um recanto de um beco e senta-se cabisbaixa.

A menina acende os fósforos para aquecer-se. Em seu brilho, ela tem várias visões encantadoras, começando com um fogão, depois uma festa de ceia onde o ganso assado quase salta para ela, e então uma árvore de Natal maior do que a da casa de um comerciante rico. Logo ela percebe que as luzes da árvore são na realidade as estrelas.

A menina olha para o céu e vê uma estrela cadente; Ela então se lembra de sua avó falecida dizendo que tal estrela cadente significa que alguém está morrendo e vai para o Céu. Quando ela acende o próximo fósforo, ela vê uma visão de sua avó, a única pessoa que a tratou com amor e bondade. Para manter a visão de sua avó viva por tanto tempo quanto puder, a menina acende todo o pacote de fósforos de uma só vez.

Depois de ficar sem fósforos, a criança morre e sua avó leva seu espírito para o céu. Na manhã seguinte, os transeuntes encontram a menina morta no recanto, congelada com um sorriso no rosto, e o monte de fósforos queimados ao lado dela. Eles sentem piedade por ela, embora não tenham demonstrado bondade com ela antes de sua morte. Eles não têm como saber sobre as visões maravilhosas que ela teve antes de sua morte ou como gloriosamente ela e sua avó estão agora celebrando o Ano Novo no Céu.

Esse pequeno conto de 1845 foi escrito por Hans Christian Andersen, o criador de A Pequena Sereia e O Patinho Feio. Durante o início do séc 20, na Revolução Industrial, as pessoas não ligavam para os pobres. Com as "muitas oportunidades" da indústria (como trabalhar em minas de carvão), a pobreza era considerada um traço de personalidade, a pessoa era pobre porque não "trabalhava o bastante". E mendigar era ilegal no país e época de Andersen, então os pobres vendiam fósforos e outras quinquilharias na rua como recurso ou uma forma de mendigagem "justa".

Abuso infantil também era comum nessa época. As alucinações da menina são sinais da hipotermia. Mas a aparição de sua vó é ambígua. Pode ou não ser uma alucinação como as outras. De toda forma, a aparição de um ente falecido é um sinal da proximidade da morte em muitos casos de "quase-morte". Nesse caso, é importante notar que Hans Christian Andersen achava que esse conto teve um final feliz. Muitas pessoas não entendem ou se sentem extremamente desconfortáveis com esse pequeno conto, porque ele parece triste e sem esperança. Isso mostra o contraste de como nosso tempo é sem fé.

Pois esse conto trata não apenas da dura realidade, mas da fé. O final da pequena vendedora de fósforos é para todas as pessoas de fé um final feliz, junto de seu único ente amado e de Deus. Para nós, que achamos a vida a última bolacha do pacote, mesmo quando nos consideramos pessoas de fé, só acreditamos nessa fé quando ela serve à vida.

Contraste sua fé com a de Andersen e de seus contemporâneos, e com a fé da pequena vendedora de fósforos, e verá que a sua talvez não seja tão forte. Todas as esperanças da menina eram em bens dessa vida que temos por "garantido" e que ela nunca teve; e morreu sem ter; e no final sua recompensa foi maior do que as que ela esperava. Ainda assim, para nós, isso parece um faz de conta para consolar quem não tem nada. Não parece algo de substância.

Pensar em uma criança morrendo na Véspera de Ano Novo é incômodo, mas acontece todos os anos. Aqueles que têm tudo ignoram uma pessoa que pede por moedas.

Muitas pessoas "perdem a fé em Deus" porque Deus não fez o que elas queriam, não ajudou no que elas acreditam merecer. Esse tipo de pensamento é de alguém que realmente não tem nem nunca teve fé ou compreensão da natureza das coisas espirituais, a partir do princípio de não entender Deus como a causa da Criação, mas como um Papai Noel, que dá presentes aos bonzinhos e castiga os levados.

A nossa era não vê substância no final, porque não tem fé. A fé em nossa era se resume em esperança por coisas boas que possam ser desfrutadas em vida. Mas Andersen nos lembra, como era entendido pela maioria das pessoas em sua época, que a fé deve ser em coisas boas no ESPIRITUAL, e que as coisas da vida, seriam bem menos piores se não ignorássemos ao longo do ano as pequenas vendedoras de fósforos.

O final da vendedora de fósforos foi bom, e essa é a parte que cabe à Deus. A vida dela foi ruim, e essa era a parte que cabia a nós.

Em 2013, o Papa Francisco já havia mandado uma indireta negativa sobre as supostas aparições da Virgem Maria em Medjugorje, na Bosnia-Herzegovina (confira aqui). Agora ele mandou uma diretona mesmo!

No voo de retorno a Roma, vindo de Portugal, um jornalista lhe perguntou sobre essas aparições. O papa respondeu que a investigação e o relatório que ele recebeu do cardeal Ruini foram muito bem-feitas.

"O relatório Ruini afirma que é preciso distinguir as primeiras aparições, quando os videntes eram crianças, e diz que é preciso seguir as investigando. Sobre as supostas aparições atuais, a relação apresenta dúvidas."

- Papa Francisco. Voo Portugal/Roma. Fonte: site do Vaticano

O cardeal Ruini concluiu que os relatos atuais aparições são duvidosos, mas o papa é ainda mais duro a esse respeito, e não tem dúvidas de que as aparições são falsas. Confira:

"Eu pessoalmente sou mais malvado [no sentido de que é mais cético do que o cardeal Ruini], prefiro a Virgem Mãe do que a Virgem que é encarregada de uma agência dos correios e envia uma mensagem a cada dia. E essas pretensas aparições não têm tanto valor: isto eu sigo como opinião pessoal."

Que fique claro: a Igreja NÃO RECONHECE como autênticas as aparições de Medjugorje. Há a hipótese de que as primeiras aparições, de quando os videntes eram crianças, talvez possam ser verdadeiras – e isso ainda pode ser investigado. Porém os atuais relatos de aparições, provavelmente, são uma enganação.

Isso não quer dizer que a Igreja proíba as peregrinações a Medjugorje. Como o papa disse na entrevista no avião, não se pode negar que muitos peregrinos se convertem e encontram Deus lá. São milhares os testemunhos nesse sentido.

O que foi proibido foi somente que os videntes continuem a embromar o povo, com a palhaçada de fingir que recebem mensagens diárias da Santa Mãe de Deus.

O que me parece é que as mensagens insossas diariamente divulgadas pelos videntes de Medjugorje serviram, acima de tudo, para distrair as pessoas da mensagem essencial do Evangelho e desviar a atenção das aparições legítimas, como a de Fátima

"Penitência, Penitência!" - pedia o anjo em Fátima. E a Virgem de Fátima sempre ordenava: "REZAI O TERÇO TODOS OS DIAS".

*****

Conheça o Livro “Quem sou eu para Julgar”, da Editora LeYa, com textos e falas do Papa Francisco sobre os mais diversos temas. Todas as tretas estão lá! Clique na figura abaixo!

Um leitor do nosso blog, estudante do primeiro ano do Ensino Médio, nos perguntou se era verdade que a Igreja Católica no passado debateu a existência da alma nas mulheres. Ele nos enviou a seguinte imagem, do livro de História que integra o seu material didático:

O autor desse delírio é José Arbex Jr. Esse texto foi retirado de um livro seu (Islã, um enigma de nossa época) que defende a tese de que a extrema perseguição e violência sofrida pelas mulheres no mundo islâmico não tem nada a ver com a religião islâmica, mas sim com um “problema de cultura” machista mundial.

Ah, sim... Porque nos EUA até hoje as mulheres não podem dirigir, né? Ih, não, isso é na Arábia Saudita! E no Chile, se uma mulher denuncia um estupro na delegacia, é presa e processada, certo? Ah, não, isso é em Dubai! É, mas tem a Austrália, onde é comum o casamento de meninas menores de 12 anos. Ah, não isso é no Iêmen!

Todas essas desgraças (e muitas outras), impensáveis em países de raiz cristã, são rotina em países de maioria muçulmana!

Mas para embasar sua tese do mundo da fantasia, Arbex busca demonstrar como o judaísmo e o cristianismo estão repletos de episódios de extrema injustiça contra as mulheres. Como não há nos dias de hoje algo que sequer se compare à situação surreal dos direitos da mulher em países muçulmanos, ele tenta, num ato de desespero, recorrer a um tempo anterior à Idade Média, quando vivia Maomé.

E, adivinhem? Arbex tombou! Tombou o cérebro dos que confiam em seu texto.

A Igreja Católica JAMAIS levantou qualquer dúvida sobre as mulheres terem alma. A grande historiadora Régine Pernoud, ao refutar essa calúnia, classificou simplesmente como “tolice” (livro Idade Média: O Que Não Nos Ensinaram, Capítulo VI).

Porém essa tolice tem uma origem: a distorção do significado de um texto de São Gregório de Tours. O santo conta que no Concílio de Mâcon de 585, um dos sacerdotes presentes defendia a ideia de que o termo “homo” (homem, em latim), não deveria designar genericamente todos os indivíduos humanos, ou seja, não deveria ser usado para as mulheres.

Por exemplo, quando se diz: “O homem precisa encontrar o sentido da vida”, estamos usando o termo “homem” para designar a mulher também. O tal bispo não achava isso certo. Como vemos, a discussão girava em torno de uma questão linguística, e nada tinha a ver com dizer que a mulher não era um ser humano ou não tinha alma.

“Houve neste Sínodo um bispo que dizia não poder a mulher chamar-se homem. No entanto deu-se por satisfeito, quando os bispos lhe apresentaram as razões, recordando-lhe o que ensina o livro do Antigo Testamento (...) Graças a estes testemunhos e a vários outros, a questão ficou liquidada e a discussão terminou”.

- São Gregório de Tours. "Histoire des Francs" (História dos Francos), capítulo 9

Como se vê, os demais bispos rebateram a ideia do bispo que levantou a questão, ele se convenceu, e parou por aí. Nem sabemos se esse debate realmente aconteceu, pois São Gregório não participou do tal Concílio e escreveu só o que ouviu falar. Mas se aconteceu, não teve importância alguma, deve ter sido um papo de corredor, pois não foi citado em nenhum dos documentos do Concílio.

PROTESTANTES, PAIS DESSA MENTIRADA TODA

Os difamadores mais profissionais do mundo – os protestantes – não perderam a oportunidade de usar esse episódio irrelevante para atacar o catolicismo.

No final do século XVI, um luterano chamado Lucas Osiander (O Velho) escreveu, comentado o episódio narrado por São Gregório de Tours:

"Além disso, confundido neste sínodo o bispo, que afirmou que a mulher não pode ser chamada de humano (non posse mulierem DICI hominem). Este é um problema sério e bem digno de ser discutido em um sínodo. Eu teria colocado este bispo para cuidar de porcos. Porque, se sua mãe não era um ser humano, ele havia aparentemente nascido de uma porca."

- Epitomes Historiae ecclesiasticae, Centuria sexta, l. 4, ch. 15, Tübingen, 1598, p. 285

Bem... aqui para nós parece bem evidente quem é o porco dessa história!

Cerca de 100 anos depois, a lorota ganha novo ímpeto. Em 1697, Pierre Bayle, um célebre estudioso calvinista, escreveu em sua obra “Dictionnaire historique et critique. Après avoir parlé de la Disputatio nova”, ao citar outro autor protestante (Johannes Leyser) que havia citado Osiander: "O que eu acho mais estranho é ver que em um concílio [Mâcon] se tenha seriamente questionado se as mulheres eram um ser humano, e que isso se decidiu somente depois de um longo exame".

Realmente, criatura, era mesmo estranho... porque era mentira!

A partir de então, nos séculos seguintes, esse preconceito seria passado adiante por muitos outros escritores e poetas influentes, como Victor Hugo.

Só mais recentemente, o respeitado historiador Jacques Dalarun denunciou a cagada: “Somente o emprego abusivo de uma alusão de Gregório de Tours († v. 594) ao concílio de Mâcon de 585 poderia fazer crer que o clero discutiu seriamente se as mulheres tinham alma” (l'Histoire des femmes en Occident, vol. II, Le Moyen Âge).

O mais louco disso tudo é que os mesmos protestantes que inventaram que a Igreja no passado questionou se as mulheres tinham alma são os mesmos que nos acusam de "idolatrar" a Mãe de Deus, a Virgem Maria. 

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