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Sexta, 06 Julho 2012 08:30

Allan Kardec: jejum e mortificação não valem de nada

Postado por

jesus_tentacao_deserto_jejum

A lábia de Allan Kardec e de seus adeptos seduz demais os brasileiros, inclusive muitos daqueles que frequentam as missas dominicais e não perdem uma procissão. É a religiosidade sentimentalista, em que há pouco espaço para a razão. “Falou bonito de Jesus, é de Deus, tá valendo!”. E qualquer jerimum azedo com a Bibra embaixo do sovaco ganha aura de mestre espiritual.

Em um post em que analisamos o absurdo da doutrina do karma, nossa leitora Ana Cris comentou:

"Mas o Evangelho Segundo o Espiritismo é baseado no Evangelho que vem de Cristo, certo? Não seria uma doutrina Cristã, portanto?"
Bem, a resposta está clara como água límpida, em uma carta de São Paulo à comunidade dos Gálatas:
Estou admirado de que tão depressa passeis daquele que vos chamou à graça de Cristo para um evangelho diferente. De fato, não há dois (evangelhos): há apenas pessoas que semeiam a confusão entre vós e querem perturbar o Evangelho de Cristo.

Mas, ainda que alguém – nós ou um anjo baixado do céu – vos anunciasse um evangelho diferente do que vos temos anunciado, que ele seja anátema. Repito aqui o que acabamos de dizer: se alguém pregar doutrina diferente da que recebestes, seja ele excomungado! (Gal 1, 6-9)

Precisa dizer mais alguma coisa, minha gente? Não há outro Evangelho, senão aquele pregado pelos Santos Apóstolos! O resto é lixo. LI-XO.

Quem lê "O Evangelho Segundo o Espiritismo", se tiver um mínimo de conhecimento sobre exegese e doutrina católica, se dá conta muito facilmente de que, de evangélico, ele não tem nada. Para enganar os desavisados, ele traz alguns conceitos cristãos genéricos, de aprovação geral – amar o próximo, fazer caridade etc. – e, no meio disso, empurra pela goela abaixo uma dose imensa de veneno anticatólico, de mentiras, distorções e heresias.

Vamos aqui destacar um exemplo dentre as muitas ideias anti-evangélicas divulgadas no mais famoso livro de Kardec: a questão do jejum e das mortificações. Vamos ver o que a bibra espírita diz sobre o tema (grifos nossos):

“...há mérito em procurar aflições, agravando suas provas com sofrimentos voluntários? A isso responderei muito claramente: sim, há um grande mérito quando os sofrimentos e as privações têm por objetivo o bem do próximo, pois isto é a caridade por meio do sacrifício. Não, quando visa apenas favorecer a si mesmo (...).

"Não enfraqueçais vosso corpo com privações inúteis e mortificações sem objetivo, pois tendes necessidade de todas as vossas forças para realizar vossa missão de trabalho na Terra. Torturar voluntariamente e martirizar vosso corpo é transgredir a Lei de Deus. (...)

"Se quiserdes um sacrifício, aplicai-o sobre vossa alma e não sobre vosso corpo; mortificai vosso Espírito e não vossa carne;...”

(O Ev. Seg. o Espiritismo, cap. 5, item 26)

Peraí, deixa ver se eu entendi, Seu Kardec: quer dizer que quando Jesus fez jejum durante 40 dias no deserto Ele estava transgredindo a Lei de Deus? E São João Batista, que só se alimentava de gafanhotos e mel silvestre, perdeu toda a sua vida com “privações inúteis e mortificações sem objetivo”? E todos os profetas e santos que se mortificaram e jejuaram... eles estavam errados?

Aham, Cláudia, senta lá!

Contrariando os ensinamentos de Cristo, Kardec nega o bem que a mortificação do corpo pode nos fazer:

  • quando expomos o nosso corpo a algum desconforto (mortificação) estamos “treinando” o nosso espírito para que este fique mais disposto a realizar as boas obras, mesmo aquelas mais penosas;
  • as práticas de jejum e mortificação podem trazer muitos méritos e graças espirituais para quem as realiza;
  • o jejum torna a oração mais poderosa e nos ajuda a ser mais capazes de combater toda espécie de mal, conforme nos ensinou Jesus: "Quanto a esta espécie de demônio, só se pode expulsar à força de oração e de jejum" (Mateus 17,20).
Por essas e outras, um católico que dá crédito à pregação de Allan Kardec – e a de Chico Xavier ou de qualquer outro que siga a sua cartilha cínica e anti-evangélica – cospe na vida de Cristo, cospe da vida dos santos e profetas que muito se mortificaram e jejuaram.

E aí, você fecha com o Evangelho pregado pelos Apóstolos, herança eterna da Igreja, ou prefere seguir um cara que chegou 18 séculos depois dizendo que a sua "bibra dos fantasminhas" é que era o Evangelho top de linha?

884 Segunda, 01 Agosto 2016 14:28

Comentários   

-1 # Natália 15-09-2016 16:53
Existe diferente entre jejum e mortificação?
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-1 # marta ap 17-04-2016 19:26
O caso não jejuar ou não, o caso é que muitos fazem jejum mas não fazem jejum da lingua afiada, não faz um nada ao proximo, então jejum sem amor á Deus e ao proximo, nada adianta!!!!
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-1 # Malu 21-01-2016 00:32
Moisés, instituiu a prática de jejuar, e disse que era pedido divino, proclamando que Jeová castigaria aqueles que não a observassem. Como acontece com todo culto exterior, em breve o jejum deixou de servir à religião para servir ao religioso. Os judeus submetiam-se ao jejum, não por empenho de purificação, mas apenas para mostrar que observavam com rigor os pedidos divinos. Os fariseus, por exemplo, jejuavam duas vezes por semana. Nesses dias, para evidenciarem que isto representava sacrifício para eles, apresentavam as vestes mal arrumadas, barba e cabelos em desalinho, expressão torturada . . . É provável que nem mesmo estivessem jejuando, já que o importante era a aparência. Jesus combate o comportamento hipócrita, recomendando que o jejuante se mantenha sereno, dentro da normalidade, em sua apresentação pessoal, buscando não a apreciação dos homens, mas a aprovação de Deus. Jejum não se trata da mera abstenção de alimentos. Algumas horas ou todo um dia ingerindo apenas líquidos é prática saudável que desintoxica o organismo, se bem orientada, mas não tem nada a ver com nossa edificação espiritual. Se fosse assim, multidões que estão abaixo da linha da pobreza, submetidas a um jejum permanente, não por opção, mas por carência, seriam criaturas santas. Pelo contrário, fome e agressividade, geralmente, dão-se as mãos. O jejum a que se refere Jesus é de ordem MORAL. Se quisermos nos renovar, é necessário combater nossas mazelas, cultivando a Virtude e o Bem. Então, nos períodos de jejum é preciso seguir a recomendação de Jesus: erguer a cabeça, mantendo expressão serena, calando a própria dor, confiantes em Deus. E Ele, que tudo vê, encontrará em nós a posição ideal para que nos possa ajudar.
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-1 # Jotacê 08-11-2013 11:08
Esse papinho "jujuba" de "somos todos 'ermãos'" é o grande anzol que fisga muitos católicos pela boca. Foi assim que perdi 20 anos da minha vida nessa aberração chamada Espiritismo. Até hoje, 6 anos depois de abandonar completamente essa seita, não consegui me livrar totalmente de sua influência perniciosa, nociva. Muitos católicos caem feito patinhos nas lorotas do trio Kardec/Chico Xavier/Emmanuel por conta dos espíritas praticarem a caridade. Sim, praticam a caridade, mas nos afastam dos sacramentos!!! Hoje, tendo noção da importância destes, principalmente da Sagrada Eucaristia, vejo como o Espiritismo é perigoso! Se pudesse voltar no tempo e dizer algo para mim mesmo naqueles dias de cegueira, seria curto e grosso: "Sua besta, você não vê que o Diabo trocaria - e com muito gosto - algumas cestas básicas por várias almas iludidas?"
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-1 # Luciana Carvalho Oliveira 07-11-2013 21:29
Boa noite a todos. Conheci o blog hoje, uma colega mandou o link. Na verdade penso que todos nós cristãos, filhos de Deus da mesma forma, não temos motivos para ficar disputando razão, trocando comentários agressivos. Penso que o mundo é muito grande e todos têm direito de cultivar sua fé da forma que se sentir bem e desde que seja para o bem. Não vejo porquê atacar outras religiões como protestantismo e espiritismo. Ora, sejamos católicos, evangélicos, desde que estejamos em paz, que deixemos luz por onde passarmos, que possamos conseguir espalhar amor, através das nossas atitudes com os nossos irmãos, através do respeito e amor, não vejo problema em seguirmos a nossa fé livremente. Palavras agressivas contra pessoas de credos e ideologias diferentes, infelizmente passa uma imagem negativa dos católicos, o que me entristece, pois penso que é uma religião digna de respeito e com muitas coisas boas como todas as outras.
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-1 # A Catequista 08-11-2013 10:34
Oi, Luciana! Temos muitos motivos para dizer essas coisas, da forma como dizemos. Vou citar dois dos principais: 1) reerguer o ânimo dos católicos humilhados e achacados nos diversos ambientes - escola, universidade, trabalho - munindo-os de informações para que defenda a sua fé e fique em paz, sabendo exatamente quais calúnias difundem sobre a Igreja. Quer dizer que somos desrespeitados dia a noite por ateus, evangélicos e todo o tipo de gente, e não podemos reagir? Me poupe. Não temos sangue de barata. 2) impedir que católicos mais imaturos na fé caiam nessas mentiras e percam a fé, virando ateus, ou até mesmo abandonem a Igreja para abraçar uma seita protestante. Isso acontece muito, e é nossa obrigação informar nossos irmãos para que não caiam em mentiras. Amar uns aos outros não significa sempre dizer palavras fofas uns aos outros. Me parece que você está fazendo uma grande confusão. Pelo visto, você acha que ser caridoso é sempre falar mansinho, e nunca dizer uma palavra dura a ninguém. Às vezes, é justamente a palavra dura que nos salva de nossas mentiras, que nos dá a paz. E, ademais, quem quer respeito, tem que respeitar. Não somos obrigados agir com "finura", com palavras meigas, quando vemos alguém caluniando nossa mãe biológica. Da mesma forma, se alguém calunia a nossa Santa Mãe Igreja, vamos responder com as palavras que acharmos mais adequadas. E nem sempre elas serão simpáticas. O que você chama de "ataque" e "agressividade", na verdade, é a defesa justa de um povo culturalmente acuado e perseguido, os cristãos católicos. E, no mundo, milhares de nós são assassinados a cada ano, por causa da fé. Como você vê, temos outras prioridades, muito mais relevantes do que ser meiguinhos nas palavras. Recomendo que leia os nossos posts: Católicos brutos também amam http://ocatequista.com.br/archives/3609 Porque Jesus não é o Profeta Gentileza http://ocatequista.com.br/archives/1937
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-1 # Pierson Sena 16-10-2013 16:04
Achei muito interessante a maneira como abordaram o tema, mas destoante das palavras do Cristo: “Eu, porém, vos digo que se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra”. Mateus 5:39 Já pensou se o Cristo tivesse dito assim: "Se alguém lhe bater no rosto, bata nele também! Se alguém ofender a sua religião, ofenda a dele também! Se alguém contrariar a sua religião, contrarie a dele também!"!? Ninguém acreditaria em Suas palavras e Ele não serviria como exemplo da mais pura e elevada moral que todo cristão deveria seguir. Que cada um se preocupe em amar o próximo como a si mesmo, aprenda que é "Fora da caridade não há salvação" e não fora da igreja, aprenda também a não julgar o próximo, porque somente a Deus é permitido julgar o homem segundo o espírito e o mundo será um lugar bem melhor para se viver. Jesus em todo seu evangelho jamais suscitou a discórdia, a intriga, a maledicência, a violência, a intolerância e o radicalismo religiosos, mas sim pregou o amor entre os homens, o perdão as ofensas e a caridade. Pensem nisso. Fiquem em paz irmãos.
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-2 # A Catequista 16-10-2013 16:51
Pierson, Você este corretíssimo quando diz que Jesus “jamais suscitou a discórdia, a intriga, a maledicência, a violência, a intolerância e o radicalismo religiosos”. Porém, está se equivocando gravemente ao nos colocar nesse balaio. Você comete dois erros: o primeiro, é achar que nossa intenção aqui é fazer “vingancinha”, do tipo, “ah, ofenderam a nossa religião, vamos ofender a deles também”. Eu tenho mais o que fazer pra gastar tempo com isso. O que pretendemos aqui não é fazer intriga de comadres, não é maldizer a religião de ninguém: é defender a fé católica dos erros das demais religiões. E, você ache isso simpático ou não, não há como fazer omeletes sem quebrar os ovos. Não temos como alertar os católicos para não se envolverem com espiritismo sem mostrar os erros dessa doutrina. Diferente do que você pensa, isso é caridade, sim. Aqui não tem cabimento, por tanto, “dar a outra face”, porque não se trata de responder a uma ofensa, e sim de fazer catequese. É um alerta aos irmãos sobre o quanto é impossível ser católico espírita ao mesmo tempo. Ou bem se escolhe um caminho, ou se escolhe outro. Agora, eu lhe pergunto, Pierson: quando São Paulo diz que quem pregasse um Evangelho diferente do que os apóstolos anunciavam deveria ser excomungado. Você acha que ele estava sendo violento, intolerante? Ele estava incitando o “radicalismo religioso”? Se você é cristão – imagino que seja – seria muito bom que revisse seus conceitos de caridade (que nem sempre é sinônimo de fala mansa, palavras doces), intolerância e radicalismo religioso. Eles vêm do mundo, não de Cristo. Fique em paz, e obrigada pelo comentário.
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-1 # frederico 24-04-2013 23:46
curti muito essa !!!
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-1 # Kelly 24-04-2013 18:33
Acho que também é questão de interpretação. Quando diz-se “Não enfraqueçais vosso corpo com privações inúteis” acho que é no sentido de sacrificar o nosso corpo para tentar conseguir coisas fúteis, matérias, como um carro, um emprego melhor, sei lá! Existem pessoas assim.
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-1 # A Catequista 24-04-2013 19:25
Kelly, Entendo a sua colocação. Porém, para a questão ficar mais clara, vou colocar aqui mais um trecho desse cap. 5, 26, item do Evangelho Segundo o Espiritismo (grifos meus): "Mas vós, que vos retirais do mundo para evitar suas seduções e viver no isolamento, que utilidade tendes na Terra? Onde está vossa coragem nas provas, uma vez que fugis da luta e desertais do combate? Se quiserdes um sacrifício, aplicai-o sobre vossa alma e não sobre vosso corpo; mortificai vosso Espírito e não vossa carne; castigai vosso orgulho, recebei as humilhações sem vos lamentardes; pisai em vosso amor-próprio; resisti à dor das ofensas e à calúnia mais torturante que a dor física. Eis a verdadeira penitência, cujas feridas vos serão contadas, porque atestarão vossa coragem e vossa submissão à vontade de Deus." Note que Kardec faz uma crítica evidente aos religiosos católicos de vida contemplativa (monges e monjas), que, habitualmente, jejuam e se mortificam. Ele não tem pudor de dizer que eles fazem esse sacrifício por vaidade, e sugere que eles são uns covardes que estão apenas fugindo da luta e desistindo do combate. Aí bota nesse saco de "covardes" Santa Teresinha do Menino Jesus, São João da Cruz, Santa Rita de Cássia, Santa Clara, a Irmã Lúcia (vidente de Fátima)... Então, Kelly, não há margem para dúvidas sobre a interpretação. Kardec está atacando o jejum e a mortificação que os profetas, que Jesus, que santos e fiéis devotos católicos sempre fizeram.
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-1 # Danilo da Silva Fernandes 24-04-2013 13:05
Estava procurando um artigo assim. Gostaria de saber se existe algum livro que aponte as outras heresias no evangelho gasparzinho.
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-1 # Paulo Ricardo Costa Pinto 24-04-2013 15:52
Procure o livro "Espiritismo e Fé" do Frei Boaventura Kloppenburg, O. F. M.. Faz parte da coleção "Temas Cristãos", da Editora Quadrante, é pequeno, cerca de 60 páginas. Mas é precioso demais para quem estuda esse tema ou quer conhecer mais a respeito.
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-1 # A Catequista 24-04-2013 13:10
Danilo, Se existe algum livro (deve existir), eu não conheço. Mas nós aqui já publicamos um estudo bíblico mostrando os numerosos pontos em que a doutrina kardecistas está em desacordo com o autêntico cristianismo. É só vc acessar o post abaixo e baixar o pdf, cujo link fica no final do post: "Quem tem Jesus não precisa de Gasparzinho" component/k2/item/31
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-1 # Ju Fidélis 24-04-2013 12:56
Além de tudo explicado, não esqueçamos que temos uma mãe que nos alerta sobre as ciladas que temos que enfrentar... e ainda tem gente que não acredita. Daqui a pouco Deus vai ter que desenhar pra gente entender. Valha-me! Fonte: wikipedia "A Virgem cita o ano de 1864 num contexto de "multiplicação de maus livros sobre a terra" e a "pregação de um evangelho contrário ao de Jesus Cristo negando a existência do Céu e do Inferno". Seu alerta, embora parecesse confuso à época, aparentemente previra o lançamento, em 1864, do livro "O Evangelho Segundo o Espiritismo" de Allan Kardec, versão dos ensinamentos de Jesus, contextualizada em passagens dos Evangelhos e aduzida de mensagens atribuídas aos Espíritos, pregando ideias na forma contestada pela manifestação de Salete, e relatando os mesmos "prodígios" que Maria alertara dezenas de anos antes."
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-1 # Cadu Sindona 06-07-2012 13:51
O espiritismo é uma seita terrivel, é uma mentira que a muitos desvia do caminho da salvaçao. O livro do Deuteronomio ja avisa que o espiritismo é uma coisa abominavel. Oremos amaos pra que muitos voltem para casa, lembremos as palavras do Catecismo: "esta Igreja peregrina na terra é necessária à salvação."
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-1 # Leilah 06-07-2012 11:09
Não só a "mortificação e jejum não valem nada" para os espíritas. Jesus e sua salvação, também não valem absolutamente nada, já que somos salvos e purificados por sucessivas reeencarnações e não pelo dom de Cristo na cruz. Muitos líderes espíritas se vangloriam de não fazer prestígio falando mal das outras religiões: "acolhemos todos aqui sem discriminação e sem julgamentos acerca da fé de ninguém". Contudo, vários centros espíritas promovem um curso chamado DESESCATOLIZAÇÃO. Se só este nome não é em si discriminação deslavada, o que é isso então? Um grande líder espírita, tido como muito ecumênico e respeitador da diversidade religiosa, disse numa palestra: "Os caras (católicos) ficam lá achando que o homem ainda morre no altar todo domingo". Isso é respeito à diversidade?? Por isso concordo em grau, número e gênero com o termo que voce usou para definir o espiritismo: CINISMO. Cinismo sim e pretensão. Pretensão tola de achar que estão propondo uma visão de mundo mais inteligente, lógica e racional. Primeiro, desenham uma caricatura e chamam a essa caricatura desenhada por eles de "DOUTRINA CATÓLICA". Depois oferecem sua visão de mundo em troca dessa caricatura que desenharam e que não é de modo algum a igreja do Senhor, mas uma deturpação fabricada: um "deus monstruoso, cruel e vingativo que joga os pecadores num inferno de fogo" (essa é a caricatura fabricada por eles que eles propagam como sendo "católica") é trocado pela "lógica" inteligente da progressiva evolução dos seres humanos via sucessivas reencarnações. Simplificar a realidade e seu mistério, para que ela caiba na pobre e limitada lógica humana. Desculpe-me Sr.Kardec, mas eu não me prostro diante de um "deus" que se encaixa na minha pobre lógica, pois Deus é muito maior do que ela. Eu não simplifico a realidade e o mistério da vida ( o mistério da opção humana pelo mal, o mistério da liberdade e suas consequências e isso no fundo é o drama realista do inferno) para que isso seja mais digerível pelo meu limitado entendimento. Simplesmente assumo e acolho a realidade em toda a sua complexidade e mistério que me ultrapassam e fogem à minha tentativa de enquadrá-los nos limites estreitos da minha lógica. E acolho inteiramente a responsabilidade pessoal de, nessa (única) vida que tenho, usar totalmente da minha liberdade para acolher a salvação. E é isso que a mensagem acerca do inferno me diz, ela não me fala de um deus monstruoso e vingativo, mas me fala forte, acerca do precioso e frágil dom da liberdade humana, do sim ou do não que posso dar, nessa liberdade, e das consequências desse sim e desse não. O Evangelho me fala de um Deus infinitamente amoroso e bom, mas que não me programou como um robô ou computador, para aceitar seu amor sem sentir, sem escolher, e portanto, sem entrar num relacionamento realmente interpessoal. Ele me fala que um relacionamento só é autentico na liberdade, na escolha livre e por isso ele, como nada mais, me faz pessoa, respeita minha inteireza de pessoa livre e consciente. Sei que posso usar mal da minha liberdade e optar contra Deus e seu amor. Gostaria muito que não fosse assim, que não houvesse essa possibilidade de inferno, ou seja de opção pessoal livre contra Deus e seu amor. Mas não é simplificando esse mistério da liberdade humana, com uma teoria barata e digerível, que vou fazer a realidade deixar de ser o que ela é. E muito menos, não é vendendo uma caricatura tosca desse mistério da liberdade humana (um deus vingativo e cruel...ainda que muitos cristãos, possam ter dado espaço para que se criasse essa caricatura) que vou diminuir a dramaticidade real da liberdade humana e da responsabilidade que cada um de nós tem diante da própria vida, pois é isso que a realita e lúcida doutrina do inferno me lembra o tempo todo: A DECISÃO É TUA, A DECISÃO É TUA, ESCOLHA A VIDA! EXERÇA E REALIZE SUA LIBERDADE! Eu poderia racionalizar, fantasiar, criar teorias que minimizem o drama da realidade humana, das consequências de ser livre. Mas não é negando o que está diante dos meus olhos diariamente, que vou fazer a realidade deixar de ser o que ela é. Quem entra debaixo de um carro em movimento, fatalmente morre, quem escolhe colocar a mão no fogo, fatalmente se queima. É absurdo que alguém opte pelo mal,sabendo das óbvias consequencias, mas não é negando essa possibilidade infernal que se resolve o problema. Isso não é ser realista, é simplesmente fuga. Jogar as coisas para uma vida reencarnada da qual não tenho memória é uma simplificação infantil que evita por os olhos naquilo que está diante dos olhos: o terrível drama da liberdade humana e o fato concreto e óbvio de que posso usar mal dessa liberdade, optando pela escravidão do pecado. Só que nessa realidade crua e nua, da qual não quero desviar os olhos, entrou um fator novo e inédito: uma amizade forte que pega na minha mão e me ajuda a viver o drama dessa escolha livre, me fortalece e me impulsiona a dizer sim ao infinito amor. Não nega a realidade, ao contrário, me recorda com todo realismo, o fato do mal, e a possibilidade de escolhas definitivas pelo mal ("haverá choro e ranger de dentes" se você escolher o mal, essa escolha não é sem consequências como tudo na vida...), mas sobretudo me diz que é possível ser livre e escolher pela liberdade e só é possível isso, no dom da sua amizade salvadora. Por isso com todo o realismo, esse amigo me diz: EU SOU O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA, EU SOU A PORTA, SEM MIM NADA PODEIS FAZER, QUE EM MIM NÃO CRER, JÁ ESTÁ CONDENADO. Por crer e acolher essa presença que não tirou do mundo a dramaticidade e o realismo do mal (e da possibilidade de cairmos nele por escolha, isto é, inferno) mas deu-me uma companhia, forte e calorosa (sua graça salvadora em mim) que me faz capaz de dizer sim, de exercer minha liberdade e por isso estou já num caminho chamado SALVAÇÃO. Que eu jamais saia dele (condenando-me por escolha própria) é minha prece diária e minha escolha retomada a cada manhã, mas só sou capaz dessa escolha renovada a cada manhã, porque está comigo a companhia dEle, em cada encontro, em cada comunhão eucarística e confissão, em cada homilia, na fraternidade e irmandade que Ele me deu como casa e abraço (a igreja, a união dos seus amigos e seguidores a caminho). E é isso que habita minha existência, não a lembrança de um deus vingativo como aquele pintado na triste caricatura que o espiritismo vende como sendo "católica". Habita minha existência uma companhia amorosa, viva e presente, que longe de transferir para um futuro remoto a minha salvação/purificação/realização/evolução faz da minha vida, aqui e agora, o REINO de Deus a caminho da plena realização, a SALVAÇÃO, porque ela não é a minha perfeição moral, a minha evoluçao moral, o meu sucesso, mas é o abraço acolhedor dessa PRESENÇA VIVA que me envolve apesar da minha imperfeição moral. E porque essa BONDADE me envolve, é que mesmo tropeçando e levantando, vou dizendo SIM a cada dia, mas me ergo e digo sim, não por exigência de perfeição e êxito moral e sim, como resposta a uma PRESENÇA extremamente atraente e envolvente. Me movo a cada dia, por um grande AMOR, por uma grande AMIZADE , viva e presente, e este é o meu DEUS e SENHOR, que tendo me dado já aqui o cêntuplo a mais do que deixei por Ele, deu-me só um aperitivo do que ainda me está reservado eternamente, mas esse "aperitivo" já foi o bastante para me agarrar e prender no seu olhar amoroso, na sua companhia cheia de graça e beleza, que apesar de encher minha vida de letícia (alegria no Senhor) e sentido, não me ilude e não me tira os pés do chão, pois ainda me lembra que sou pó e barro, que minha liberdade (talvez mais que nunca) ainda é golpeada fortemente, e que, voltar atrás, optando pelo inferno (nessa vida e na outra) ainda é uma possibilidade concreta e real. Ou seja Ele ainda me lembra que sou uma pessoa e não um robô programado para comer sem sentir gosto, para amar sem experimentar a alegria dessa comunhão e que portanto, meu sim é não só uma graça, mas uma responsabilidade grave, livremente retomada a cada manhã. Nada neste mundo, me traz o infinito mistério (DEUS) tão, próximo, companheiro e íntimo de mim (JESUS, através do seu corpo: a igreja) do que o catolicismo e por isso nada valoriza tanto a minha natureza de pessoa realmente humana, pois pessoa humana é sobretudo, RELAÇÃO, AFEIÇÃO. E o desejo de afeição, de relação que habita o coração humano, é INFINITO, só podendo portanto, ser preenchido pelo INFINITO, A INFINITA PESSOA DE DEUS. Só que toda relação, só o é de fato, se for livre, e eu não me torno livre por uma automática e inevitável lei do carma. Eu me torno livre por escolhas livres, a mensagem do inferno, longe de me impor a visão de um deus vingativo e mau, me diz da maravilhosa possibilidade do RELACIONAMENTO AUTENTICO, de encontrar Aquele para o qual meu coração é feito ( o único que me preenche por inteiro) e necessariamente me diz da possibilidade desse relacionamento se frustrar por escolha minha e portanto, da minha responsabilidade por minhas escolhas. LIBERDADE E RESPONSABILIDADE, PARA ENTRAR NUM RELACIONAMENTO EFETIVAMENTE COMO PESSOA E NÃO COMO COISA, só a doutrina do inferno do catolicismo coloca os meus pés no chão dessa realidade, dessa tensão da escolha, portanto só ela respeita e valoriza minha estatura e estrutura de pessoa humana.
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-1 # Luis 06-07-2012 10:44
"Não enfraqueçais vosso corpo com privações inúteis e mortificações sem objetivo, pois tendes necessidade de todas as vossas forças para realizar vossa missão de trabalho na Terra." Quando o apelo é trabalhar para o paraíso na terra, e exclusivamente para as obras (materiais) da terra, então a fonte não é Deus. Para mim isto é claro como água. As obras na terra são fruto da caridade (que cresce no jejum e na mortificação) e não o contrário.
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-1 # Cadu Sindona 06-07-2012 13:45
Luiz deixemos claro uma coisa: o jejum e a mortificaçao sao formas de oraçao e penitencia que nos ensinam a ter temperança e Fé. Como a A Catequista bem apontou Nosso Senhor fez jejum nao pra se penitenciar mas para se preparar para sua vida publica. Se Ele o Cordeiro de Deus fez errado entao toda a nossa fé é em vao. O fato é: se privar de certos prazeres que nos causam certa alegria sao maneiras de louvarmos a Deus. É um ato santo que nos aproxima da misericordia divina pois prova uma vontade de mudança.
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-1 # A Catequista 06-07-2012 14:25
Caduzito, presta atenção! rs O Luis não está discordando do conteúdo do post, nada disso. Ele só citou, entre aspas, um trecho do Evangelho Segundo o Espiritismo, e comentou suas lacunas. Abraço!
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-1 # Cadu Sindona 06-07-2012 15:54
Ahhhh perdaooooo verdade rsrsr Luis perdao Vivi brigado. ^^
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-1 # Luis 07-07-2012 11:20
não tem mal, eu percebi o engano.
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-1 # Marcos 06-07-2012 09:48
Parabéns ao site, mais uma vez, o sincretismo é culpa do silêncio dos católicos, vais ser sincrético lá no oriente médio pra vc ver o que acontece. Vai escrever o Corão segundo o espiritismo pra ver o que acontece... Os pressupostos desta seita professa argumentos de seitas orientais que eram execráveis no mundo ocidental, então maquiaram esses absurdos com pitadas do evangelho católico e deu essa mercadoria que vendem por aí (pra dizer pouco isso é desonesto). Pois é povo católico, e de dar nojo o empenho que os tais espíritas tem de se travestirem de católicos, recentemente por curiosidade fiz uma busca na net sobre o que eles pensam sobre este sincretismo, e pasmem, desde o tempo do Sr. “ K” já havia a preocupação de travestir esta seita de Ciência compatível com a Igreja católica, o que é de um absurdo sem base. Há no youtube um vídeo ridículo de um ator vestindo batina falando com um sujeito na frente de uma lareira, é a encenação (de péssimo gosto) de um texto do Sr. K, que encena um diálogo de um padre com um espírita. São inúmeros os fóruns e sites que dizem que vc pode ser espírita e católico ao mesmo tempo, usam de uma lógica tão besta como se água e óleo fossem iguais só por serem líquidos, eles partem de um pressuposto de que achar Jesus legal é ser católico, e o pior, qualquer tentativa de argumentar com estes caluniadores eles vem arrotando que os dogmas isso e aquilo, como se fossem Doutores da Igreja. Esse povo não tem nem noção do que é dogma. Pra concluir, recomendo 02 vídeos do Padre Paulo Ricardo, é só colocar na busca o nome do padre e espiritismo que aparece. E peço aos amigos que estão na Barca de Pedro: - Vamos dar uma remadinha?! Pois não podemos ficar inertes. Aos leitores, divulguem (o site) e a verdade, pq os católicos do Brasil já ficaram quietos demais.
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-1 # A Catequista 06-07-2012 10:00
"Vai escrever o Corão segundo o espiritismo pra ver o que acontece…" (2) Pois é, Marco... Valeu pelo comentário!
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-1 # André 09-07-2012 00:45
"os católicos do Brasil já ficaram quietos demais."(2) Em grande parte essa atitude dos leigos se dá - pasmem - por influência de sacerdotes!! Semana passada, fui à Missa numa paróquia onde o padre é filiado ao pr (aquele do tiririca), aliás o bispo já até escreveu uma carta aberta pedindo seu afastamento da política! Nem precisa dizer q ele tá sendo mto criticado por qq católico que tenha meio neurônio! Aí o padre coitado disse na homilia que estava muito triste de ver "católicos atacando a própria Igreja" - acho que ele se define sendo a Santa Sé inteira sozinho - e que "uma coisa bonita dos nossos irmãos evangélicos é que eles nunca falavam mal do seu pastor" e que "deveríamos, como leiggus, tentar a experiência de passar uma semana sem falar mal de nenhum padre"! pelo jeito eu não cumpri tal "experiência", peraí que vou aqui me confessar... kkkkkk ps: vcs falam mto dos TLs, mas - salvo engano meu - nunca abordaram com mais afinco a RCC, tão sacrílega quanto! Tiro pela fé de meu pai, arrecadador da cancão nova, e pelos poucos programas que assisti nessa TV vulgo católica vulgo sem intervalos comerciais! É muita gritaria, louvor, língua dos anjos, agitacão, palma na Missa toda hora, parecem um bando de crente fundamentalista, cruz credo!! Isso aí fica como dica pra um futuro post, mas além disso tenho uma dúvida rápida: vocês conhecem o Movimento dos Focolares? (certamente sim, ainda mais pq o Alê coordena a JMJ e um dos intercessores é Chiara Luce :p Enfim, Minha mãe é enfincada nele e eu estou me aproximando muito de uns tempos pra cá, até a retiros interregionais já fui e percebo uma espiritualidade muito ímpar, sem aquela barulheira e algazarra dos grupos de jovens tradicionais; porém, pesquisando um pouco, supus que a famigerada EdC proposta pela ainda-não-canonizada-mas-santa Chiara Lubich - amiguíssima do Beato JpII - tem uns certos lampejos marxistas! Foi impressão minha ou vocês também já notaram isso?! Além do mais, o ecumenismo do movimento não seria meio exagerado?? Nos encontros de 400 pessoas, pra Missa não iam nem 40, tinha muuuuito crente, budista, espírita, agnóstico, e, principalmente, católicos ligados ao movimento em demasia, mas não-praticantes na "Igreja propriamente dita"(aliás, penso que era essa predileção pelo diálogo interreligioso que unia Chiara ao papa) Também não gostei de as focolarinas não usarem hábito e de ver uns focolarinos de "sexualidade duvidosa" (se bem que os irmãos leigos de hoje "são assim" em sua maioria, e do jeito que os seminários atualmente estão as próximas geracões de sacerdotes pode sim também dar suas desmunhecadas a mais...) ps2: vivi, a única vez que eu vim postar um comentário aqui, depois que paulo me escreveu aquele post rebatendo meu prof de hist, foi em março falando de um excelente artigo de Frei Betto sobre o Dia da Mulher cujo único - mas gravíssimo - defeito foi a defesa que ele fez à abertura do "sacerdócio, episcopado e papado a mulheres"! À época, deixei o link do texto e indaguei se um padre - pois, por pior que seja, Frei Betto ainda consagra legitimamente as espécies eucarísticas - tem a faculdade de defender opiniões complemente díspares à doutrina da Igreja em um meio de comunicacão de massa... como fazem "apenas" 4 meses desse episódio, deduzi que esquecestes e vim te lembrar ;]
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-1 # Paulo Ricardo 13-07-2012 11:06
André, Não, o tal de Betto (não vou mais chamá-lo de "Frei") não é um intelectual do alto gabarito. O que ocorre é que num país de toupeiras e semi-analfabetos com diploma de "dotô" qualquer um que saiba o que é uma oração subordinada subjetiva parece ser muito inteligente.Dessarte (antes que alguém queira esfregar um dicionário na minha cara: "dessarte" é uma forma arcaica da expressão "dessa arte" que originou a palavra "destarte" ou seja dessarte = destarte), a Igreja, ao contrário do que disse a sua "Tia Teteca", não vai estar dando um pé na bunda de qualquer sumidade intelectual. Não concorda com a Igreja? Rua! Simples assim. Esse débil infeliz já devia estar no olho da rua faz tempo! Quanto ao medo de ter a opinião pública contra, quando é que vamos por na cabeça que ficar contra a Igreja é ficar contra Jesus Cristo? Ou seja, não é a dita opinião pública que fica contra a Igreja é a Igreja que fica contra a opinião pública. Não tem ninguém nessa terra com culhões? Esse papo de ser católico morre toda vez que meia dúzia de intelectuaizinhos bate o pezinho, diz que Deus está morto e a Igreja é fascista? Não cobro de você o devido enquadramento da criatura que lhe dá aula. Até ter preparo e saber muito bem o que está se fazendo, o ideal realmente é calar a boca. Mas se ela está falando é porque não tem ninguém para mandar um "cala a boca burra!" onde deveria haver.
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-1 # André 14-07-2012 00:49
"Não, o tal de Betto (não vou mais chamá-lo de “Frei”) não é um intelectual do alto gabarito" Eita, aí vou ter de discordar de você, mas sou o fazer uma vez pra não perder meu tempo defendendo esse dito-cujo, se não se convenceres, tudo bem: todos os textos deles que eu li e foram analisados pela minha prof (sinto informa-lhe, a melhor de Natal em Redacão, com turmas de trocentos alunos e 27 anos de experiência com vestibulares, pena que é TL, mas não posso mandar-lhe um 'cala a boca, burra', ela não é uma Tia Teteca, e eu digo pq já tive muitas, inclusive aquela professora, ops, professor de história que resumiu a idade média a uma Dama de Ferro e a uma Pêra Anal) estavam recheados de operadores, encapsuladores, modalizadores, relacões lógico-semânticas potencializadas, com coesivos elaborados; além de uma tessitura textual exemplar, argumentos bem enquadrados à tese, postos em progressão, com imprevisibilidades; conclusões sólidas, com sugestões concretas; introducões persuasivas, títulos criativos, autoria textual etcetcetcetcetcetc (só lembrando, fiz uma análise técnica, desconsiderando completamente qualquer raiva dele em quesito religioso, se mesmo assim você não acha bom os textos dele, por favor me mande um link do texto de um autor que você considera "bom"! Não é sarcasmo, esse ano estou catando autores de artigos de opinião feito um doido - sinônimo de vestibulando hahaha)
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-1 # A Catequista 09-07-2012 19:02
Oi, André! Estamos devendo aqui há um tempão um post sobre os movimentos eclesiais, que foi encomendado pelo Tato Diego. Mais do que apresentar a nossa opinião sobre as coisas, temos aqui a intenção de evidenciar os ensinamentos da Tradição e do Papa. Neste sentido, falamos muito sobre a TL, já que as atitudes de João Paulo II e as declarações de Bento XVI quanto a determinados segmentos desta teologia deixam tudo muito claro. Quanto à RCC, seus estatutos foram aprovados pelo Papa. Agora, se todas as comunidades ligadas à RCC seguem o estatuto à risca ou não, isso já são outros 500... De qualquer forma, vamos aumentar nossa dívida: ficamos devendo aqui um post sobre oração em línguas, já pedido por outro leitor. Quanto aos Focolares, conheço só de ouvir falar mesmo. Nunca frequentei e não faço muita ideia do que se trata. Então, não tenho base alguma pra opinar. Em relação ao fato dos focolarinos e focolarinas não usarem hábito, eu não vejo problemas. Veja, eles NÃO são o equivalente a freis e freiras. Não são religiosos, são leigos. Eles têm empregos comuns, trabalham no mundo, em empresas comuns. Imagine: fica meio estranho, se você é um engenheiro, uma jornalista ou um analista de sistemas, ir pra uma entrevista de emprego vestida de freira ou frade... Na verdade, eles se propõe a viver a castidade, a obediência e a pobreza, vivendo em comunidade, mas como leigos. No Movimento que faço parte - Comunhão e Libertação - há um grupo de leigos que vive desta mesma forma, e não usa hábito. São os Memores Domini. Mas, até hoje, nunca vi ninguém lá de "sexualidade duvidosa", graças a Deus! kkkkkk Vou dar uma procurada no comentário que vc citou, e te responder. Às vezes a gente acaba comendo umas moscas por aqui, rs. Valeu, abraço!
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-1 # André 13-07-2012 00:27
Tem lógica, vivi, muita Lógica! Minha prof de redacao, Católica mas TL, através da qual tive contato com esse e muitos outros textos (aliás, por mais que o critiquemos, Frei Betto é um articulista de alto gabarito, intelectualidade e convincência argumentativa de dar inveja a Eugenio Bucci, Guilherme Fiuza... não entendo porque ele não usa esse dom dele em prol da Igreja =/) e ela disse quase gritando para uma sala de 85 alunos: "Leonardo Boff já foi excomungado e Frei Betto já tem processo de excomunhão! Será que a Igreja quer perder todos os seus intelectuais?!" Deu vontade de interromê-la na hora e explicar a fundo o porquê da 'perseguicão' a eles, mas o contexto de sala lotada e a minha timidez não permitiram '-' Enfim, embora concorde que a Igreja teme em criar um novo ídolo 'perseguido', não vejo motivos para se deixar um sacerdote, um frade, publicar em revistas e jornais de renome, textos com ótima análise da conjuntura social do país, mas TODOS, TODOS, com uma crítica embutida à fé Católica! (percebeu que nesse ele se mantém "comportado" o texto todo e só no finalzinho solta a bomba da ordenacão de mulheres?) Se não excomunhão, pelo menos sancão, reclusão, silenciacão, afastamento dos sacramentos, infelizmente não gostaria de me confessar com ele nem de comungar o Corpo de Cristo de suas mãos!
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-1 # André 12-07-2012 01:32
Não é necessário buscar o comentário, ele é antigo: só leia o texto e diga se um Frade tem o direito de se posicionar de tal forma: http://www.correiocidadania.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=6909:freibetto120312&catid=17:frei-betto&Itemid=55 Obviamente, o que ele defende vai de encontro a doutrina da Igreja, a questão é: um sacerdote tem o livre arbítrio para tanto ou a atitude dele foi abusiva? É o que eu não sei! =/
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-1 # A Catequista 12-07-2012 10:50
André, Não sei bem o que dizer. A Igreja um dia já obrigou outra criatura similar a esta - o ex-franciscano Boff - ao "silêncio obsequioso". E o que aconteceu? O cara virou pop-star no meio católico, e passou a vender livros e divulgar suas ideias como nunca. Eu considero que seria muito adequado que Frei Betto fosse expulso de sua Ordem e/ou recebesse alguma sanção da Igreja, já que, em vez de ajuntar, ele espalha. Mas fico imaginando porque cargas d´água isso não é feito... Será que as autoridades eclesiáticas imaginam que ele poderia virar um novo Boff, um novo ídolo "perseguido" dos católicos desmiolados e dos inimigos da Igreja?
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-1 # André 09-07-2012 00:46
o ps1 ficou maior do que o comentário em si hahahaha
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