Publicidade

Terça, 01 Maio 2012 08:00

“Se você quer admirar uma dança, sabe aonde ir... Mas não na Missa!” (Cardeal Arinze)

Postado por
Em 2002, na Cidade do México, durante a Missa que celebrou a canonização de Juan Diego, índios realizaram danças diante do Papa João Paulo II. Deem uma olhada no vídeo, que pitoresco!

E aí, o que vocês acharam da dança e dos trajes do corpo de baile indígena? Eu achei o máximo, lindíssimos. Só me incomodei com um detalhe: os dançarinos estavam na hora e no lugar errados. O templo de Deus - no caso, a Basílica da Virgem de Guadalupe - não é lugar para esse tipo de coisa, muito menos durante uma Missa. Além do mais, a apresentação lembra muito mais um ritual pagão (se é que não o foi, de fato) do que um rito cristão.

Eventos como esse acabaram por abrir um precedente desastroso. Milhares de sacerdotes e leigos em todo o mundo se acharam no direito de inserir os mais variados e bizarros remelexos na liturgia. Já ouvi falar de gente fazendo dança do ventre na Missa e já vi jovens de mini-saia sambando em frente ao altar (ué, se os dançarinos mexicanos podem exibir coxas e barrigas na igreja, porque não elas?). Em um post sobre as "missas avacalhadas", mostramos um vídeo em que um casal com pouca roupa requebra em uma Missa ao som de "Pérola Negra", de Daniela Mercury.

Diante de tanta zona, é um alento ter acesso às orientações do Cardeal Francis Arinze, Prefeito da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos entre 2002 e 2008. Em um evento, ele respondeu com muito bom-humor a perguntas sobre a "dança litúrgica". No vídeo, que vimos no blog Missa aos Domingos, o Cardeal nigeriano enfatiza que “A dança é algo estranho ao rito latino da Missa”, e não deve ser realizada em nenhum momento da liturgia. Ele pondera, porém, que os povos de cultura asiática e africana podem realizar alguns movimentos refinados, típicos de sua cultura, no momento do ofertório, por exemplo.

MAS ATENÇÃO: o cardeal falou que os bispos – em especial aqueles dos países africanos e asiáticos – devem avaliar a possibilidade de autorizar movimentos REFINADOS na Missa, não danças. NÃO É PRA DANÇAR NUNCA!

O Papa Bento XVI, em seu livro "El espíritu de la liturgia - Una introdución", já havia esclarecido esta questão (tradução e grifos nossos):

"A dança não é uma forma de expressão da liturgia cristã. Houve círculos docéticos-gnósticos que pretenderam introduzí-la na liturgia cristã, por volta do século III. Para eles, a crucificação era só aparência (...), de tal maneira que o baile podia ocupar o lugar da liturgia da cruz (...). As danças cultuais das diversas religiões têm finalidades diversas: encantamento, magia analógica, êxtase místico; nenhuma destas figuras corresponde à orientação interior da liturgia do 'sacrifício da palavra'.

"O que é completamente absurdo é quando, com a intenção de fazer com que a liturgia que seja mais 'atrativa', se introduzem pantomimas [gestos teatrais] em forma de dança. Quando é possível, se realizam inclusive com grupos de dança profissionais que, frequentemente, terminam com aplausos (...). Quando se aplaude pela obra humana dentro da liturgia, nos encontramos diante de um sinal claro de que se perdeu totalmente a essência da liturgia, que foi susbstituída por uma espécie de entretenimento de inspiração religiosa."

Na contramão das orientações do Papa, sacerdotes e leigos, por orgulho, por vaidade ou por pura desinformação, continuam a promover essa porcaria chamada "dança litúrgica", que só serve para transformar o templo de Deus num circo de bizarrices ou num arremedo de culto pagão. Pior ainda é quando o presbitério vira um cabaré de carolas, onde rapazes saradinhos aproveitam a desculpa da "arte" para fazer performances sem camisa e moças fazem movimentos sensuais com roupas colantes.

danca_liturgica_ministerio_danca

É preciso considerar que, muitas vezes, os realizadores desse tipo de abuso não o fazem por maldade; há entre eles cristãos sinceros e bem intecionados. Porém, isso não anula o fato de estarem incorrendo em um grave erro, que fere a dignidade do templo e a sacralidade da liturgia. É preciso mostrar a estas pessoas o seu engano, e ajudá-las a compreender mais a fundo o significado sacrificial da missa. É preciso fazê-las entender que a "liturgia da cruz" não suporta esse tipo de firulas. Muitos católicos estão com um pé no paganismo; se ninguém fizer nada, não tardarão a enfiar os dois pés.

Os grupo de dança paroquiais podem ser muito bons e úteis, desde que saibam o seu lugar. Podem atuar nos salões paroquiais, como disse o Cardeal Arinze, mas não devem continuar a fazer o presbitério de palco. O Senhor derrama Seu precioso Sangue sobre o altar a cada Missa... Será que é tão difícil de entender isso?

Os sacerdotes e leigos que desejam ser fiéis ao magistério da Igreja devem se perguntar com honestidade: essa dança ou teatro que estamos planejando é uma expressão autêntica da liturgia cristã, ou não passa de um "entretenimento de inspiração religiosa", como disse Bento XVI? É preciso ter humildade e amor pela Verdade; assim, poderemos nos desapegar dos nossos gostos e opiniões pessoais sobre a liturgia e ser mais fiéis àquilo que a Santa Igreja determina.

Pra encerrar, #ficaadica do Cardeal Arinze pros sacerdotes e leigos membros de “ministérios da dança” espalhados pelo Brasil afora:

“As pessoas que estão discutindo dança litúrgica deveriam usar o seu tempo rezando o Rosário, ou (...) lendo um dos documentos do Papa sobre a Sagrada Eucaristia. Nós já temos problemas suficientes. Por que banalizar mais? Por que dessacralizar mais? Já não temos confusão suficiente?”
485 Segunda, 01 Agosto 2016 14:28

Comentários   

0 # Maria 29-02-2016 19:23
Obrigado pelos conselhos, vou realmente procurar isso. Deus abençoe seu trabalho. Muito obrigado!
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Maria 24-02-2016 19:48
Eu queria saber uma coisa. Dança na missa é inviável, mas fora dela pode ou não? Estou em dúvidas sobre o que São João Maria Vianney disse sobre dança. Eu queria muito ser dançarina, mas se isso for ofender Nosso Senhor não quero jamais.
Responder | Responder com citação | Citar
0 # A Catequista 27-02-2016 12:57
Maria, São João Maria Vianney certamente tinha bons motivos pastorais para condenar os bailes em sua diocese. Mas, falando de modo geral, a verdade é que a Igreja não condena nem jamais condenou a dança. Tanto isso é verdade que o Vaticano recebe frequentemente companhias de dança, especialmente danças folclóricas típicas, que se apresentam para o Papa. Recomendo que você procure um bom diretor espiritual, que lhe ajude a discernir essa questão. A profissão de dançarina possui muitas vertentes. Algumas danças são indecentes, ferem o recato. Outras , penso eu, não ofendem ao Senhor. É preciso discernir.
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Vagner 06-11-2014 19:25
Show, Brigadao.
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Vagner 01-11-2014 20:03
Boa noite, gostaria de saber se na entrada da palavra pode haver dança. Na verdade, nem sei se há esse termo "entrada da palavra", mas na paróquia onde participo tem. É o momento anterior a primeira leitura logo após a oração. Não vejo nada demais pois o foco é a palavra de Deus, mas entendo q minha opinião não pode sobrepor os ensinamentos da Igreja, sobretudo ao q se refere a Sagrada Eucaristia. Abraços
Responder | Responder com citação | Citar
0 # A Catequista 02-11-2014 10:42
Vagner, não pode haver dança em momento nenhum da missa. Este nosso post foi baseado, como você pôde ver, nos pareceres claríssimos de Bento XVI e do Cardeal Arinze. A dança na missa é um abuso litúrgico, que é introduzido por pares e leigos que desejam imitar os cultos protestantes das denominações neopentecostais. Esse povo não se dá conta de que os crentes podem fazer a dança e o espetáculo que quiserem em seus cultos, pois ali não se realiza nem se atualiza nenhum sacrifício. O altar deles é fake, é tão somente um objeto da cenografia: ali não se apresenta nenhum cordeiro imolado. Já nos templos católicos o altar relmente acolhe o sacrifício do Deus Vivo para a nossa salvação. A missa é banquete sacrificial. É realmente constrangedor fazer danças diante do altar onde o Cordeiro de Deus ao apresenta ao Pai seu sacrifício de amor, a cada missa. Leia também: Quem critica a dança na Missa é intolerante, obscuro e hipócrita, diz leitora http://ocatequista.com.br/archives/6657 Na Missa, imite o Papa Francisco, e não o bonecão do posto! http://ocatequista.com.br/archives/14238 Abraço!
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Thales 06-06-2014 15:53
Olá, pessoal! Vejam este vídeo da missa final da JMJ de Sydney, em 2008. (a partir de 32 minutos...) http://www.youtube.com/watch?v=hjgLMkm9j4A E aí?! Dança ou movimentos refinados? Fiquei na dúvida... Abraços!!
Responder | Responder com citação | Citar
0 # A Catequista 06-06-2014 16:19
Certamente é uma dança! Essa concessão indevida foi similar à que aconteceu na missa de canonização do Juan Diego, celebrada por São João Paulo II. Não podemos ter certeza se Bento XVI aprovou previamente essa entrada exótica da Bíblia. A coisa provavelmente foi pensada e organizada pelos líderes da igreja local, e o Papa pode ter achado que seria uma grande desfeita cancelar a dancinha, depois de tudo ter sido preparado... Enfim, não há como saber. Porém, por tudo o que Bento XVI já declarou sobre liturgia e dança na missa, creio que ele realmente não aprovaria tal coisa, se tivessem pedido a sua opinião antes. Abraço!
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Sem palmas na missa por favor! | Pro Ecclesia Catholica 31-05-2014 11:27
[...] Por que banalizar mais? Por que dessacralizar mais? Já não temos confusão suficiente?” (fonte, Grifos [...]
Responder | Responder com citação | Citar
0 # André 25-02-2014 12:52
Olá! Gostaria de saber sobre utilizar danças, fora das missas, porém no espaço da Igreja... Participo de pequenas comunidades, que, fora das missas, porém no espaço em que elas ocorrem (dentro da Igreja), realizam danças, teatros e etc.. Qual o correto? No caso, não temos outro espaço próximo à comunidade para fazê-los.
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Harun Salman 25-02-2014 13:13
André, minha opinião é: se a apresentação for algo decoroso, fora da missa, com o propósito de evangelizar e não se utilizar do presbitério como de um palco para shows, eu acho válido. Ainda mais se vocês não têm um outro espaço disponível. Não sei se há alguma orientação oficial a esse respeito, mas os critérios que eu mencionei me parecem razoáveis. Já vi apresentações assim acontecerem e nunca me senti agredido por elas, que sempre me pareceram respeitosas e produtivas. Um abraço!
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Felipe 13-09-2012 17:11
Eu vejo que existe uma tendência em alguns lugares de se resumir todo o trabalho pastoral da Igreja à missa. Dessa forma, tudo o que poderia ser feito em inúmeras outras ocasiões acabam sendo inseridas inadequadamente na celebração litúrgica. E tome de padre fazendo grupo de oração na missa, adoração ao santíssimo, músicas mais adequadas a um show que à missa... Gente, vamos levar essas coisas para a animação pastoral, não para a Santa Missa!
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Lavínia 17-07-2012 20:26
Ai gente, dançar é tão bom! Eu tenho longos anos dentro do ballet clássico, da dança de salão e de danças culturais como a dança cigana mas na missa não! Vamos em um teatro, em uma cia de dança... mas na missa? :P
Responder | Responder com citação | Citar
0 # “Se você quer admirar uma dança, sabe aonde ir… Mas não na Missa!” (Cardeal Arinze) | Bíblia Católica News 17-06-2012 18:25
[...] (Cardeal Arinze) 16 junho 2012 Autor: Bíblia Católica | Postado em: Doutrina CatólicaFonte: O CatequistaEm 2002, na Cidade do México, durante a Missa que celebrou a canonização de Juan Diego, índios [...]
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Thiago 13-06-2012 23:12
Na verdade a dança nem foi longa, pareceu-me mais uma pequena marcha.
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Douglas Sandy Bonafé 13-06-2012 14:37
Olá... sou aluno de engenharia da computação na Federal de Itajubá, membro do Motus Liturgicus (ando meio afastado por conta de eu querer me formar) e da Una Voce Brasil. Sou dono do site Caritas in Veritate (http://veritatis.x10.mx) que mandei pra vocês. Quando comecei meu apostolado, minha intenção era algo parecido com este, mas meu humor é bem mais pesado, mais satírico, irônico, enfim... meio "negro" heheeh... Então hoje, meus artigos sobre o assunto são mais sérios. Acho muito bom uma abordagem como a de vocês, contanto que seja fiel aos ensinamentos da Igreja, e, pelo que li até agora, vocês o são. Sem relativismos, sem baboseiras infantis que os catequistas costumam dizer. Sei porque fui catequista também e sei como funciona nas paróquias. Venho passando para parabenizá-los e saber se não topam fazer uma parceria entre nossos apostolados pessoais. Abraço.
Responder | Responder com citação | Citar
0 # A Catequista 13-06-2012 14:58
Oi, Douglas! Vamos olhar com muito carinho o seu site e te repondemos por email. Obrigada e abraço!
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Cadu Sindona 04-06-2012 15:08
Só uma observação: Cardeal Arinze é um genuíno Príncipe da Igreja.
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Leniéverson Azeredo 07-05-2012 14:31
Olá, Viviane e Alexandre, eu tenho um assunto que vocês e os demais comentaristas, poderão achar que é "off-topic", em relação a este post, mas não é.Leiam isso:http://blog.opovo.com.br/blogdoeliomar/casal- processa-padre-em-bh-por-recusa-de-batismo/?utm_so urce=feedburner&utm_medium=feed&utm_campai gn=Feed%3A+OPovoOnline-BlogDoEliomar+%28Blog+do+El iomar%29 Nós blogueiros temos que falar sobre esse assunto a luz do Código de Direito Canônico.O Padre que rejeitou o batismo está errado?A outra paróquia está certa em ter autorizado o batismo?Representante da arquidiocese está equivocado ao apresentar uma espécie de desculpa a imprensa?Polêmico, não?
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Felipe 13-09-2012 17:02
Leniéverson, até onde eu sei o padre, de fato, está errado. Se alguém precisa ser casado conforme a Igreja são os padrinhos e não os pais.
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Isayas 02-05-2012 21:39
A SOLENE CELEBRAÇÃO DA SANTA MISSA DE SÃO PIO E MAUS EXEMPLOS DE OUTROS LOCAIS O mundanismo e o relativismo infiltraram-se na Igreja sob vários disfarces, oriundos de interpretações proposital-fraudulentas do Vaticano II: sincretismos religiosos, conotações protestantes inclusive de música apropriadas aos seus cultos, tentativa de nivelar o povo a Deus e muitas adaptações e interpretações pessoais secular-sectarizantes. É om frisar que note-se a Igreja possui sérias infiltrações da Internacional Socialista e outras sociedades secretas; um dos subfrutos atuantes e nocivos é a Teologia(Heresia) da Libertação - TL - que, por meio de alguns membros ordenados e apostasiados socializam a doutrina e banalizam a liturgia da Igreja e ainda a mais desvirtuam a sociedade. Porém, mais um desses é a dessacralização do Mistério Eucarístico na Santa Missa, transformando-o apenas em ceia fraterna - TL - deixando de lado o respeito, devoção e recolhimentos, tão necessários à sacralidade e sacrificialidade do Memorial da Paixão e Morte incruento de Jesus na cruz. Ao acaso a SS Virgem Maria junto à cruz batia palmas, alegrava-se àquele momento, em tão dolorosíssima situação? Há, por sinal, muitos católicos de comportamentos superficiais, desvirtuados e alienados à fé, adeptos das seguintes idéias: gosto de ir a uma missa animada...cheia de situações atraentes... um cantor e orquestra lindos... que "missa boa" do padre fulano, choro de emoção, isso é que é missa!; a do outro padre, nem me falem, monótona demais, cansativa... Vejam abaixo o atual e oportuníssimo comentário do S. Padre Bento XVI da Carta Apostólica do S. Padre e Beato João Paulo II - Domenica Coena - datado de 24/02/1980. • “A liturgia não é um show, um espetáculo que necessite de diretores geniais e de atores de talento. A liturgia não vive de surpresas simpáticas, de invenções cativantes, mas de repetições solenes. Não deve exprimir a atualidade e o seu efêmero, mas o mistério do Sagrado. Muitos pensaram e disseram que a liturgia deve ser feita por toda comunidade para ser realmente sua. É um modo de ver que levou a avaliar o seu sucesso em termos de eficácia espetacular, de entretenimento. Desse modo, porém , terminou por dispersar o propium litúrgico que não deriva daquilo que nós fazemos, mas, do fato que acontece. Algo que nós todos juntos não podemos, de modo algum, fazer. Na liturgia age uma força, um poder que nem mesmo a Igreja inteira pode atribuir-se: o que nela se manifesta é o absolutamente Outro que, através da comunidade chega até nós. Isto é, surgiu a impressão de que só haveria uma participação ativa onde houvesse uma atividade externa verificável: discursos, palavras, cantos, homilias, leituras, apertos de mão… Mas ficou no esquecimento que o Concílio inclui na actuosa participatio também o silêncio, que permite uma participação realmente profunda, pessoal, possibilitando a escuta interior da Palavra do Senhor. Ora desse silêncio, em certos ritos, não sobrou nenhum vestígio.
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Humberto Oliveira 02-05-2012 11:17
Aqui em Recife há uma paróquia em particular, Nossa Senhora do Rosário de Pompéia, bairro da Mustardinha,onde o antigo pároco, um canadense jesuíta e doutor em liturgia, chamado Jacques Trudel, implantou a "dança litúrgica" há mais de 30 anos. Fui ministrar um curso de liturgia lá e quase fui apedrejado ao explicitar o ensinamento da igreja a esse respeito. É profanação em cima de profanação, seja nas danças, nos cânticos, etc. Dêem uma olhada no youtube a esse respeito e verão também.
Responder | Responder com citação | Citar
0 # David A. Conceição 01-05-2012 19:12
É preciso levar em consideração que, com a doença e fragilidade do Papa João Paulo II, a alcatéia aproveitou ainda mais para colocar fogo no circo e expandir mais o "espírito do Concílio". Graças a Deus, o Papa Bento já faxinou a Cúria Romana e agora tá minando o modernismo pelas bases. E ele conta conosco, a sua geração ratzingeriana. Não é a toa que esses liturgistas de bosta odeiam a Missa Católica, como o liturgo da paróquia da Maite, porque é mais fácil pisar no coração de Jesus fazendo palhaçadas no rito fabricado de Bugnini que dá brechas para essas ações horripilantes acontecerem. Reforma da Reforma já! O seu povo anseia sacralidade Senhor! Manda o Missal reformado para a tua Igreja, fazei nossas lágrimas pela tua dor se transformar em gozos de alegria! Amém!
Responder | Responder com citação | Citar
0 # A Catequista 01-05-2012 19:16
Excelente observação, David, obrigada. Realmente, é preciso considerar que o nosso amado JP II já estava bem debilitado na ocasião da tal dança indígena mexicana. Não adianta romancear: quando estamos velhos e doentes, a nossa capacidade de reagir às coisas é bem menor.
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Maite 01-05-2012 16:16
Parei de frequentar a paróquia onde me batizei pois o Movimento Eucarístico Jovem começou a apresentar "dança litúrgica" na Missa, com o aval do pároco e de um mestrando em liturgia que disse que isso é possível pois segundo ele a Igreja primitiva fazia isso... e sempre com aquela história de que o Rei Davi dançou diante da Arca, bla bla. Dizem que o Arize expressou "somente uma opinião" e que não é vinculante... difícil, né?
Responder | Responder com citação | Citar
0 # A Catequista 01-05-2012 16:36
Esse pároco e esse tal liturgo, Maitê, já não têm a desculpa da ignorância: são desobiedientes e cínicos mesmo. O Cardeal Arinze não expressou uma mera opinião pessoal, mas sim a orientação oficial da Congregação para o Culto Divino. Além disso, temos o posicionamento bem definido de Bento XVI, no livro que citamos no post. De fato, não são declarações infalíveis, mas isso não significa que esse povo cara-de-pau tenha o direito de desconsiderá-las. Entendo demais o seu descontentamento, Maitê, e o fato de ter deixado de frequentar essa paróquia.
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Maite 01-05-2012 16:13
Prezado Túlio, é possível que o Papa tenha sido surpreendido pela dança e não tenha sido possível fazer nada na hora...
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Túlio Galvão 01-05-2012 13:53
Ótimo texto e ótimo trabalho! Gostaria de saber se o Papa João Paulo II fez algo com relação a esta dança indígena no México .
Responder | Responder com citação | Citar
0 # A Catequista 01-05-2012 14:26
Oi, Túlio! Não temos nenhuma base para afirmar que nosso saudoso João Paulo II tenha desaprovado ou aprovado a tal dança. Mas... ele foi ator antes de ser padre, e vc sabe, artistas costumam uma visão mais tolerante com essas coisas. Porém, foi durante o pontificado dele (justamente no ano dessa dança mexicana, em 2002) que o Cardeal Arinze assumiu a liderança da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos. E, como todos podem ver, o Cardeal desaprova todas essas coisas. Então, talvez, possamos interpretar a eleição do Cardeal Arinze para esse cargo como uma providência de JP II para barrar este tipo de coisa. Mas isso fica por conta da minha interpretação pessoal, não é possível fazer uma afirmação explícita. Em suma: a opinião de JP II sobre a dança na Missa, pelo visto, não ficou muito clara.
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Pacceli 04-02-2014 01:37
Olá gostaria de pedir para a equipe do blog, que façam um post também sobre o modo "correto" de se adorar o Santíssimo Sacramento, como a Igreja nos orienta nessa questão? Pois é notório que essas danças são realizadas também diante do Corpo de Cristo, geralmente acompanhadas de músicas de autores como Pe. Fábio de Melo e até mesmo de evangélicos como Ana Paula Valadão.
Responder | Responder com citação | Citar
0 # Túlio da Silva Galvão 02-05-2012 11:00
Muito obrigado, A Catequista, pela explicação. Att. Túlio Galvão
Responder | Responder com citação | Citar

Adicionar comentário


Código de segurança
Atualizar


Publicidade
Publicidade