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Segunda, 15 Agosto 2011 09:00

Judite: “boa noite cinderela” por uma boa causa

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Era noite. A jovem viúva Judite investiu num visual glamuroso e saiu vestida pra matar – alegoricamente e literalmente falando. O Senhor, vendo que a sua causa era justa, “aumentou-lhe a beleza”. (Jud 10:44).

A tribo de Judá estava sitiada pelo impiedoso e teoricamente imbatível exército assírio, que contava os dias para barbarizar. Os israelitas, acuados, planejavam se entregar para evitar o massacre. Judite, cheia de moral, recriminou o povo por sua falta de fé e recomendou oração e penitência.

cervejaAo chegar ao acampamento inimigo, a moça disse que desejava revelar o meio mais fácil de vencer os israelitas, cuja derrota era certa. E ela, afinal, não queria fazer parte do time dos perdedores... Abobalhados diante do seu charme e simpatia (ah, os homens!), os assírios engoliram numa boa esse papinho: “Quem poderia desprezar os hebreus que têm tão belas mulheres? Não são elas uma razão suficiente de lhes fazermos guerra?” (Jud 10:18).

Just fallen in love, o marechal Holofernes chamou a beldade pra um banquete no seu cafofo, crente que ia se dar bem. Fingindo condescendência, entre um sorriso e outro, ela ia enchendo o copo do homi, que, feliz da vida, “bebeu vinho como nunca tinha bebido” (Jud 12:20). Tonto pela birita, o marechal caiu desacordado, sem ter tocado um dedo na bela viúva.

Judite pediu forças a Deus, cortou a cabeça de Holofernes com uma espada e guardou-a em um saco. Depois, fez cara de paisagem e saiu do acampamento calmamente, como se fosse orar. De volta à cidade de Judá, exibiu a cabeça do homem arrogante que Deus feriu não por meio de fortes guerreiros, mas “pela mão de uma mulher” (Jud 13:19). Com a confiança renovada por esta façanha, os israelitas atacaram o acampamento dos assírios, que, abalados pela morte de seu líder, fugiram atordoados. A vitória de Israel foi completa.

O grande valor deste livro é nos lembrar que Deus tem o curioso costume de fazer uso de pessoas aparentemente fracas e impotentes para cumprir os seus desígnios; ele as capacita, e converte até mesmo os seus limites em vantagens. Assim, uma única mulher pôde precipitar a derrota de um exército inteiro, tendo como armas somente o seu olhar 43 e algumas taças de vinho. Judite também nos ensina que não devemos perder as esperanças, mesmo diante das situações de aparente derrota: Deus sempre vence na nossa vida, contanto que tenhamos e coloquemos os nossos dons humildemente ao seu serviço.

Moral da história: homens, não recriminem suas filhas, namoradas ou esposas quando elas passarem hooooras se arrumando para sair. Brincadeirinha...

549 Segunda, 01 Agosto 2016 14:28

Comentários   

0 # Janislei 31-01-2014 14:36
Ah...Quanta coragem Deus proporcionou à linda Judite!
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0 # Cadu Sindona 28-10-2011 14:29
Taí uma história que eu não conhecia... boa Vivi! Gostei. =)
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0 # A Catequista 21-08-2011 20:09
Você colocou duas dúvidas muito relevantes, Jobis. A dúvida 1 se resolve com o conceito de "guerra justa", previsto na doutrina da Igreja. É algo do tipo: se um bandido invade a sua casa, você tem todo o direito de agredi-lo para defender a você e à sua família. Então, no caso de Judá, que estava prestes a ser invadida, a desgraça era iminente: estupros, mortes, saques... A atitude extrema de Judite se justificava, então, pelo nível brutal de violência que seria dispensado ao seu povo. Dúvida 2: sobre a beligerência do Velho Testamento, te aviso assim que publicarmos um posto sobre o assunto, que é complexo demais para respondermos em um comentário.
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0 # Jobis 21-08-2011 14:30
Hmmm, certo. Mas, algumas dúvidas, para perceber melhor a análise: 1 - Onde fica o não matarás, dentro de tudo isso? Será que não havia um jeito mais "dez mandamentos" de decidir a questão? Eu a beligerância do Velho Testamento e, comparando às atitudes / conselhos do próprio Deus no novo, fica difícil não notar a diferença, como se, a partir da era cristã, as pessoas estivessem mais ligadas às bases, mesmo dos 10 mandamentos originais, que antes. Forte abraço!
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