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Quinta, 19 Março 2015 01:02

Novo Testamento: saiba como foi compilado o texto mais influente do mundo

Postado por

sola_scriptura

O Novo Testamento é essencial para a vida de qualquer cristão, e também influi fortemente na vida de todos os ocidentais, mesmo os não-cristãos e ateus. Então, é muito interessante que saibamos como foram selecionados os textos que eram dignos de compor esse cânon, e quais critérios foram utilizados pela Igreja para isso.

Já explicamos antes a diferença entre os textos canônicos e os apócrifos (confira aqui). Os apócrifos ficaram fora do cânon do Novo Testamento por diversos motivos, nenhum deles político, como muitas vezes nos é sugerido pela mídia pela e indústria do entretenimento. E, sempre é bom lembrar, o Imperador Constantino jamais meteu o bedelho nesse assunto (saiba mais aqui).

Os escritos de alguns autores da Igreja primitiva – Papias de Hierápolis, Justino Mártir e Irineu de Lyon – nos permitem assegurar que os Quatro Evangelhos já eram lidos na Liturgia cristã nessa época, e que os cristãos já atribuíam a esses textos um caráter sagrado.

Irineu, bispo de Lyon, nos fala do "Evangelho Quadriforme" (Contra as Heresias III, 11,8). Ele usa essa expressão para designar os Quatro Evangelhos canônicos que conhecemos hoje (Marcos, Mateus, Lucas e João), alertando os cristãos para a existência de outros evangelhos que já começavam a circular na sua época, mas que não eram dignos de confiança - ou seja, nessa época, já haviam surgido alguns apócrifos.

Vamos agora buscar informações junto à obra do célebre historiador, Daniel-Rops. Ele explica como a Igreja fixou a escolha de quais livros eram inspirados (canônicos) e quais livros não eram inspirados (apócrifos):

"A escolha não foi feita de forma rígida, a priori, ex cathedra: a decisão nasceu da própria vida, com serena naturalidade. Houve certamente hesitações, reflexões e talvez discussões. (...)

"O certo é que a Igreja se mostrou extremamente rigorosa nos métodos que presidiram à sua escolha. Tertuliano conta, por volta do ano 200, que uns trinta anos antes aparecera na província da Ásia um livro dos Atos de Paulo, em que se via o Apóstolo converter uma jovem pagã chamada Tecla e esta pôr-se logo a pregar admiravelmente o Evangelho. Como o relato parecesse suspeito, procuraram o seu autor, um sacerdote mais cheio de boas intenções do que de prudência, e imediatamente o degradaram."

- Daniel-Rops, "A Igreja dos Apóstolos e Mártires". Ed. Quadrante

Portanto, fica claro que os bispos da Igreja eram muito criteriosos, e não saíam gritando “Ô grôria!” pra qualquer livro que contasse uma história maravilhosa sobre os Apóstolos . O principal critério de canonicidade é a inspiração; para que um texto faça parte do Cânon, é necessário que ele seja inspirado.

E um texto só era admitido como “inspirado” quando todas as comunidades da igreja, em toda a parte, o reconheciam como fiel à verdadeira tradição e à Boa Nova. 

Na medida em que as décadas passavam, os Quatro Evangelhos se difundiam e eram cada vez mais lidos e consumidos pela cristandade, sendo usados na Liturgia. E o mesmo foi acontecendo com os demais textos do Novo Testamento (somente o caso do Apocalipse é peculiar, pois esse texto demorou para ser aceito no Oriente, mas isso é assunto para outro post).

Alguns apócrifos – como o venerável texto do Pastor de Hermas – também foram lidos, difundidos e usados em liturgias específicas, mas nunca de maneira universal. Esse é um dos critérios de estabelecimento do Cânon, portanto: a universalidade (catolicidade) da aceitação por parte dos cristãos da Antiguidade. Nenhum apócrifo chegou a gozar de uma autoridade e aceitação universal como o Evangelho de Mateus, por exemplo.

Nesse processo de estabelecimento do cânon, foram fundamentais as testemunhas vivas, pessoas que foram discípulas dos apóstolos e, assim, podiam atestar que aquelas palavras provinham mesmo de Jesus, e que os textos foram compostos pelos Apóstolos e pelos discípulos diretos dos Apóstolos.

Os bispos que haviam sido discípulos diretos dos Apóstolos - ou discípulos daqueles que haviam sido evangelizados pelos Apóstolos - carregavam o Evangelho com todo o seu frescor. Eles podiam identificar um texto sagrado de olhos fechados, tipo aquele garotinho do comercial antigo do Presunto Sadia...

Esse fato histórico é um golpe mortal na doutrina protestante da Sola Scriptura (somente as Escrituras como autoridade de fé): a Tradição oral, comunicada pelo testemunho das autoridades da Igreja, precedeu a Bíblia. A Igreja, portanto, gerou Bíblia, e não o contrário. Afinal, quando Jesus subiu aos Céus, Ele não deixou Bíblia alguma; deixou, isso sim, a Sua Igreja, com uma liderança visível e incontestável: os Seus Apóstolos.

Os Quatro Evangelhos, como sabemos, contém aparentes divergências sobre pormenores. Teria sido fácil para os Padres Primitivos harmonizá-los em um texto único, e de fato, Taciano, discípulo de São Justino, compôs um Evangelho único, fazendo uma síntese dos quatro: o Diatessaron.

Apesar de ter grande apreço pelo Diatessaron, a Igreja nunca o adotou de forma universal, preferindo compor o Novo Testamento com os Quatro Evangelhos um após o outro, com suas individualidades e diferenças. Rops tem razão ao dizer que essa atitude "é uma das mais belas provas da verdade dos vinte e sete textos”, os 27 livros do Novo Testamento.

No fim do século II, a escolha dos textos inspirados estava feita, de modo definitivo. A prova está no Cânon de Muratori, escrito por volta do ano 200, em Roma. Esse documento, que contém o índice das matérias da Sagrada Escritura, mostra que, naquela época, a Igreja Católica possuía o mesmo cânon de hoje (com exceção das Epístolas de São Tiago e de São Pedro, que foram aceitas no cânon um pouco depois).

No séc. IV, ao menos um documento eclesiástico define o Cânon de maneira institucional e oficial. Vejam bem, estamos falando de maneira oficial e institucional, porque, na prática, para a grande maioria dos cristãos, o Cânon já era conhecido.

Um desses documentos é a Carta Festiva de 367 de Atanásio. Nessa carta, o Bispo de Alexandria fornece uma lista dos livros canônicos. No tocante ao Novo Testamento, essa lista tem exatamente os mesmos textos do Novo Testamento hoje.

Ainda no séc. IV, o Papa Dâmaso ordenou que São Jerônimo normatizasse a tradução Latina da Bíblia. Essa versão ficou conhecida como "Vulgata", e tornou-se, de certa maneira, uma versão oficial da Igreja Latina, com os mesmos textos do Novo Testamento que até hoje são considerados canônicos pelos católicos.

Os textos do Novo Testamento compilados pela Igreja Católica são exatamente os mesmos presentes na bíblia mutilada dos protestantes. A diferença da bíblia protestante para a católica está no Antigo Testamento, do qual eles arrancaram sete livros (saiba mais aqui).

A formação do Cânon envolve não somente o Novo Testamento, mas também o Antigo. Portanto, seria impossível tratar de todas essas questões de maneira satisfatória em único post. Para quem quiser saber mais sobre o assunto, sugerimos a leitura do livro do Julio Trebolle Barrera, A Bíblia Judaica e a Bíblia Cristã: uma Introdução à História da Bíblia.

Co-autor: Julio Cesar Chaves, historiador e escritor no blog Apocrypha Gnostica

618 Sexta, 16 Junho 2017 21:22

Comentários   

0 # Esteban 04-08-2015 08:08
Bom dia Paulo e demais amigos. O livro "Curso Bíblico" da escola Matter Ecclesiae de D. Estevão Bettencourt apresenta uma versão diferente. Para ele, o Cânon do NT só foi definido em 393 no Concílio de Hipona. Isso porque o catálogo de livros do NT também foi objeto de dúvidas. Os livros controvertidos eram: Hebreus, Apocalipse, Tiago, Judas, 2Pedro e 2/3 João. Só para exemplificar, a Carta aos Hebreus "não indica autor nem destinatário. Os Cristãos orientais a tinham como Paulina, ao passo que os ocidentais não. Entre os latinos, em meados do séc III, os novacianos rigoristas (que ensinavam haver pecados irremissíveis) valiam-se de Hb 6, 4-8 para propor sua tese errônea. Por isso, os autores ortodoxos relegaram Hebreus para o esquecimento a té a segunda metade do século IV, quando S. Ambrósio e S. Agostinho a reconsideraram".
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0 # Hélio jose 23-03-2015 17:32
Grande catequista, é dificil entrar em contato contigo, no fim da pagina e nem em nenhum canto há um "fale conosco", então tive de apelar para comentar algo. Ontem estava conversando com um amigo meu que é protestante, (se eu te mandasse o print, voce com certeza iria rir muito), ele será padrinho de batismo de uma criança, catolica, e ai ele disse que nao entede porque a gente batiza criança, se joao batizava na biblia pessoas crescidas, usei a argumentação que um dia escutei o padre la da paroquia usa, - para as crianças entrarem no reino de Deus. E bem, ele me perguntou onde estava isso na biblia. cara como odeio essa perguntinha... mas o que digo da proxima em que eu for questionado? Agradeço desde ja e rezo por voce, porque voce anda ajudando um cabeça oca de um amigo meu protestante a entender Maria *-*.
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0 # A Catequista 23-03-2015 19:03
Hélio, meu email é: No site Veritatis Splendor tem vários bons artigos explicando o batismo de crianças: http://www.veritatis.com.br/apologetica/protestantismo/549-o-batismo-de-criancas http://www.veritatis.com.br/apologetica/graca-justificacao-pecado/664-a-doutrina-catolica-do-batismo-infantil http://www.veritatis.com.br/respostas-catolicas/7486-respostas-aos-protestantes-sobre-o-batismo-de-criancas http://www.veritatis.com.br/biblia/7835-o-batismo-infantil-e-as-escrituras
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0 # João Manoel 21-03-2015 13:41
https://www.facebook.com/video.php?v=1006767302673756&fref=nf não sei se chegaram a ver esse vídeo, num dado momento fala que Constantino nunca se converteu e sim foi um politico brilhante e talz e tbm a respeito da bíblia!... o que dizer a respeito dessa parte que fala do constantinho?
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0 # Guilherme Ruiz 20-03-2015 23:49
Olá, só mais uma dúvida, vcs tem algum post que responde a seguinte pergunta: Quem criou Deus?;tento convencer um amigo a se a aproximar da igreja,mas esbarro em alguns pontos :(
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0 # João Manoel 21-03-2015 13:38
"Eu sou Aquele que sou" disse no antigo testamento e depois veio Jesus e disse " Eu sou o caminho, a verdade e a vida", " Eu sou a videira e vós os ramos", “Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue, não andará em trevas, mas terá a luz da vida"... sim Jesus é Aquele que É!
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0 # A Catequista 21-03-2015 00:35
Guilherme, Deus existe desde sempre, ninguém o criou. Ele é o Ser por excelência. Quando Moisés perguntou seu nome, Ele simplesmente respondeu: "EU SOU AQUELE QUE SOU". Deus é Aquele que é, Aquele que sempre foi e que Aquele que sempre será.
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0 # itiara 20-03-2015 20:19
Não consegui responder lá em cima. .. mas é isso mesmo que estou dizendo. Não são os mesmos textos porque os deles são adulterados.. Infelizmente :/
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0 # André Marques 20-03-2015 17:11
Hum, os protestantes agora são hackers também é? kkkkkkkk, isso deve ser pecado irmão, o pastô não deixa.
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0 # Mayal 20-03-2015 16:35
Deixei essa mesma dúvida na página do face, é sobre a infalibilidade papal: "A igreja teve uns papas bem terríveis, não teve? Eles também eram infalíveis em fé e moral? Falo de gente como Sérgio III, Leão VI, João XII, Inocêncio III, Nicolau III, Clemente V e outros. Ou tudo o que se fala deles é mentira?
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0 # A Catequista 20-03-2015 17:49
Sim, tivemos papas de péssimo caráter, em especial no século X e no terrível período da Renascença. A essa verdade se soma o fato de que nenhum pecado pessoal dos Papas causa qualquer arranhão no dogma da infalibilidade papal. Seja o papa santo ou pecador, ele é sempre infalível quando trata de questões de fé e moral, ensinando a toda a Igreja (ex-catedra). Sobre isso, já publicamos em nosso blog a série sobre os papas do século X: http://ocatequista.com.br/archives/3040 E, nos últimos posts da série sobre os Papas, estamos abordando os papas da Renascença: http://ocatequista.com.br/archives/category/papas-2
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0 # Guilherme Ruiz 20-03-2015 15:51
Olá,admiro muito o seu blog e gostaria de saber se vocês não poderiam fazer um post relacionado ao documentário do zeitgeist sobre Jesus,onde o mesmo divulga "fatos" históricos, mas que fazem muitos acreditarem e perderem a sua fé(se é que isto é possível). Agradeço desde já!!!
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0 # A Catequista 20-03-2015 17:51
Oi, Guilherme! Já fizemos um post sobre isso: http://ocatequista.com.br/archives/5868
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0 # Paulo Carvalho 20-03-2015 15:44
Colegas, Excelente abordagem!! Exprime, de forma concisa, porém, irrefutável, a construção do Cânon do Novo Testamento. Gostaria de apenas acrescentar o pronunciamento oficial da Igreja através do Sínodo de Roma sob o Papa Dâmaso em 382 a.C.(Decreto Gelasiano), replicado no Concílio de Hipona (393 d.C.) e no Concílio de Cartago III (397 d.C.). Mas, como o colega Alex Hoffman frisou, a cabeça de um protestante não muda mesmo diante de tantas verdades históricas...Já li artigo de um "teólogo" protestante tratando desse assunto e de outros temas patrísticos, e, frente à toda verdade histórica, ao final, reafirmar a lenga lenga Sola Scriptura... Paz e bem a todos.
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0 # Paulo Carvalho 20-03-2015 17:54
kkkkkkkkkkk....Rir é bom demais....
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0 # A Catequista 20-03-2015 15:51
O pobrema, ermão endólatra, é ki neça época do Cínodu di Roma (çékulo 4) a Ingreja Católica já tinha pevertido a dôtrina, e já era uma ceita pagã. Tinha se vendido a Roma prostituta, e quem daterminô esse cânon foi Constantinu.
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0 # Alex Hoffmann 24-03-2015 00:54
Olha, o que já li em página de ermão çábiu e intindidu chega a dar câimbra no cérebro, e eu pergunto-me, como é que uma pessoa que estuda, lê, procura a verdade expõe uma mentira deslavada como sendo séria? Não lembro o site, não lembro mesmo, por isto, se quiserem desconsiderar, que assim o seja, mas li numa página protestante que as igrejas particulares é que foram romanizadas, pois o papa impunha a inquisição para este fim, ou seja, até os meados dos anos 1490, todas as igrejas e comunidades do mundo eram independentes, respondiam apenas ao seu padre local que respondia apenas ao seu bispo local, e a mais ninguém, elas eram as Igrejas Católicas Apostólicas. Então com o passar do tempo uma instituição maligna foi se erguendo e se auto intitulando a verdadeira Igreja, a Igreja do Papa, que ficava em Roma, foi neste tempo até o surgimento de Lutero que a Igreja Católica Apostólica acabou adquirindo um novo nome Romana. Lutero descobriu isto e protestou, e por fim, estão aqui novamente uma autêntica Igreja Católica Apostólica, mas desligada do Imperador César Pontífice Romano Francisco. É mole ou quer mais? Mas como disse, não tenho como provar em que site está isto porque não salvei o link, nem marquei como favoritos. Mas dou fé no que escrevi. Obvio que o grande pesquisador e historiador protestante fez como meu aluno: nao compa calela en po no micado pocue si tu goga calela en po é macado fata. Pior que tem um garoto que é um desespero no português, na leitura, escrita, interpretação zero, matemática um nó, até em artes e educação física não vai, mas o sonho dele é sê paxtô.
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0 # Leniéverson 20-03-2015 03:25
Legal a postagem.
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0 # Alex Hoffmann 19-03-2015 18:47
Ouço vozes, parecem aumentar: bbbbbbbbbbbbbbbbbbuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuáááááááá.. .BBBBBBBBBBBBBUUUUUUUUUUUUUUUUÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁ´... ÓÓÓHH HH, são os protestantes choramingando dizendo que eles também tem tradição, o paxtô pertence a um grupo tradicionalista gaúcho, são da tradição héhéhé. Vou contar uma coisinha, semana passada apliquei uma prova sobre as regras de futsal numa turma de 8ºano, para dar uma ajudinha resolvi contar a seguinte piadinha: "meus caros, irei lhes ajudar na oitava questão, prestem atenção: se eu for no mercado, comprar um frasco de canela em pó, por no bolso, ir jogar futsal, e, durante o jogo eu tirar o frasco de canela do bolso, abrir a tampa e jogar isto nas pernas do adversário será falta". Ao que um aluno me indagou:-jogar canela em pó nas pernas dos outros é falta professor? Respondi: -sim, é uma canelada. A turma inteira riu da analogia, a grande maioria disse: ha já entendi o que é, teve um que riu e até falou:"canelada entenderam, dar canelada é falta, não pode chutar nas pernas do adversário". Ainda eu disse bravo, eis uma falta, agora descrevam as demais. Até ai tudo certo, a prova seguiu, no final, quando todos tinham entregado um garoto veio e me indagou: mas é sério isto? Eu disse sim, a canelada é uma falta de tiro livre direto e expliquei a turma. Boa parte tinha entendido, mas quando corrigi a prova em casa, vários tinham escrito que é falta comprar canela no mercado. Eis que, se nos falamos algo a um protestante, ele pega linha por linha para nos interpretar, isola uma linha e tenta refutar, não consegue enxergar a ideia do que se diz, se você explicar a ele e ele não tiver saída, ele pega algumas palavras e refuta toda a ideia por uma palavra desprendida do texto. Exemplo da piada acima, mas com o resultado mais desastroso, o cidadão vai te refutar dizendo que não existe falta por causa do mercado, mercado nem entra na regra.
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0 # Rafael Ribeiro 19-03-2015 14:46
Isso me faz lembrar um belíssimo escrito apócrifo da literatura extra-bíblica: o pastor de Hermas. Uma interessante histórica de cunho parenético sobre a conversão. Mas ficou fora do nosso Cânon oficial, pois há um trecho em que as pessoas da trindade são confundidas.
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0 # Rogério Nantes 19-03-2015 14:16
Essa criança do comercial representa os representantes das comunidades cristãs nos Concílios convocados pela Igreja! Muito bem colocado como parábola atual para o assunto! :-D (y)
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0 # Eduardo 19-03-2015 13:29
Os protestantes não aceitam a tradição porque, se aceitarem, terão que aceitar a verdadeira Igreja de Cristo
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0 # A Catequista 19-03-2015 14:14
Na verdade os protestantes reformados, das comunidades mais tradicionais, aceitam a Tradição... mas não como se deve. Eles têm os Pais da Igreja em grande conta, o problema é que, assim como fazem com a Bíblia, eles não os interpretam corretamente. Ademais, eles consideram a Tradição, mas não com o mesmo peso da autoridade das Escrituras.
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0 # Larissa R.G. 19-03-2015 13:20
Fantástico! amo estudar a história da igreja, além de conhecer nossas raízes, ainda prova que as doutrinas protestantes são heresias. Se Sola Escritura fosse digna de fé, os primeiros cristãos estariam perdidos. Tenho uma dúvida que não tem a ver com o post, mas... Uma amiga me disse que encontraram textos mais antigos que os da Bíblia que afirmam que Adão teve uma esposa antes de Eva, a tal de lilith, que ela não se submeteu ao poder masculino e por isso foi expulsa e blá, blá, blá... existem mesmo esses textos? como posso explicar para ela que eles não são dignos de fé se existirem? Obrigada, o blog de vocês é um dos melhores que já vi! Parabéns pelo trabalho incrível! Pax et Bonum.
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0 # Sidnei 19-03-2015 14:00
Larissa, tem uma matéria no site Veritatis Splendor explicado sobre isto: http://www.veritatis.com.br/inicio/espaco-leitor/577-lilith-criada-antes-de-eva
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0 # Larissa R.G. 19-03-2015 14:58
Muito obrigada Sidnei. A matéria ajudou muito.
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0 # Luiz 19-03-2015 11:59
Bom dia , Muito bom o trabalho que esta sendo realizado , tenha fé e continue a mostrar a historia e a verdade . Sou católico e sei que temos muitos erros em nossa igreja , porem temos sem sombra de duvidas muito mais acertos . Como uma inspiração para o vosso trabalho , poderia ser escrito um estudo sobre as imagens , eu não gosto , e entendo que muitos irmãos as veneram como um "Deus", o que é um grande erro . Outra situação que nossa igreja poderia avaliar de forma mais assertiva são as crianças na igreja , ter espaços apropriados como nossos irmãos protestantes fazem , desta forma a ida ate a igreja se torna menos desgastante para os pequenos ,pois eles ainda não entendem que este é o caminho para a salvação . Mais uma vez agradeço e fico aberto ao vosso contato .
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0 # Janes 20-03-2015 17:54
Olha só Luís, quando você diz "sei que temos muitos erros em nossa igreja" é preciso ter muita clareza do que você quer dizer com isso. Para não gerar confusão, o correto é dizer "erros das pessoas que compõe a igreja". Pois, tudo que na igreja é de instituição divina (A DOUTRINA REVELADA, OS SACRAMENTOS) é indefectível e gera santidade, missão, profecia e martírio. Agora os erros são nossos, erros dos membros que somos nós. O mistério que nos envolve (o mistério da Igreja) é totalmente santo, pois trata-se do CORPO de CRISTO. E no momento exato em que pecamos (mortalmente) não se pode atribuir isso à igreja, pois justamente nessa hora de algum modo "deixamos de ser igreja" e só voltamos a fazer parte de sua comunhão pela confissão, que nos devolve vida da graça perdida pelo pecado. Temos que descer a lenha em nós membros apodrecidos, quando fugimos da graça que é a vida da igreja (e membros somos, o papa, os bispos, os leigos, eu e você, todos nós) e sermos profundamente gratos ao Senhor pelo mistério santo do qual participamos: a sua igreja! É sempre bom distinguirmos uma coisa da outra.
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0 # Alex C. Vasconcelos 20-03-2015 08:58
Bom dia, Luiz... Eis os textos aqui do blog sobre a questão das imagens: - “Ei, católicos, vocês adoram imagens!” “Ah tá. Fale com a minha mão.” (http://ocatequista.com.br/archives/251) - Ainda acha que católicos adoram imagens? Continue falando com a minha mão… (http://ocatequista.com.br/archives/13732) Ah, e pessoal d'O Catequista... Estava meio que desaparecido, mas aqui estou, e gostaria de dizer que, mais uma vez, vocês botaram pocando (rsrsrs... como dizemos aqui em Alagoas). Deus os abençoe!!!
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0 # A Catequista 20-03-2015 10:15
"Botaram pocando"? ahuahuhauahshua, essa eu não conhecia! Bom te ver aqui de novo, abraço!
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0 # Caroline 19-03-2015 17:00
Luiz, Essa semana eu li um texto que falava sobre levar crianças à Igreja (o texto é esse: http://www.aleteia.org/pt/educacao/artigo/o-que-fazer-quando-meu-filho-se-comporta-mal-na-missa-5032092199026688) Eu acho que as crianças devem sim ser levadas desde cedo, para já irem se acostumando com a Igreja. Meu irmão mais novo uma vez foi à igreja com um amigo dele (a família é evangélica) e no espaço para crianças tinha até xbox. A meu ver, isso não leva as crianças a entender a importância de ir à missa,de participar da Igreja e tal... pra mim essa não é a solução. Não tenho filhos, mas como catequista vejo a importância que a participação das crianças desde cedo desperta maior interesse nas crianças durante a catequese.
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0 # André Marques 19-03-2015 11:45
A questão é que protestantes não têm jeito não, no blog chamado a ciência confirma a igreja um anônimo comentou: "O cânon do Antigo e Novo Testamento já haviam sido estabelecido bem antes da igreja católica exister "ver história da igreja". Os apócrifos foram livros rejeitados no cânon e depois acrescido pelo concílio da referida igreja." Reproduzi o comentário na integra, agora durmam com um barulho desses. Vejam que são cegos como os fariseus da época do ministério do Senhor Jesus.
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0 # Itiara 19-03-2015 11:39
Na verdade os textos infelizmente não são os mesmos já que houveram também adulterações de sentido com tradução de palavras modificadas. Paulo Leitão em um de seus vídeos prova essa mudança como também qualquer um pode pegar as bíblias para comparar. É uma triste realidade que só podemos avaliar como diabólica :(
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0 # A Catequista 19-03-2015 11:56
Itiara, Paulo Leitão publicou vídeos denunciando as adulterações maliciosas nas bíblias PROTESTANTES, não na bíblia católica.
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