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Quarta, 30 Abril 2014 01:06

A Igreja não faz santos, apenas os reconhece

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No livro do Apocalipse está escrito que uma multidão incontável de almas será redimida no Juízo Final (Apo 7,2). Toda pessoa que está no Céu é santa e, assim, há muitos santos anônimos. Porém, entre essas almas que alcançaram a glória, há aqueles que praticaram as virtudes cristãs de forma heroica, e por isso, durante sua vida e após a morte, são aclamados como santos pelo povo. Esses são fortes candidatos a serem canonizados pela Igreja, ou seja, inscritos no cânon, a lista de santos reconhecidos.

Mas o que é uma canonização? Quais os critérios que a Igreja utiliza para declarar que uma pessoa é santa?

A canonização é o reconhecimento oficial da Igreja de que um determinado cristão está na glória dos Céus. Assim, é elevado à honra dos altares e poderá servir de exemplo para todos os fiéis. A vida do santo não é isenta de pecados (vide na Bíblia as falhas de Moisés, de São Pedro, de São Tomé etc.), porém, a sua amizade com Deus é tão profunda que se torna evidente para muitos.

"Virtude heroica não quer dizer que o santo seja uma espécie de 'atleta' da santidade, que consegue fazer coisas que pessoas normais não conseguiriam fazer. Quer dizer, em vez disso, que na vida de um homem se revela a presença de Deus, e se torna mais patente tudo aquilo que o homem não é capaz de fazer por si mesmo (...). Virtude heroica não significa propriamente que alguém faz coisas grandes por suas forças pessoais, mas que na sua vida aparecem realidades que não foi ele quem fez, porque ele só esteve disponível para deixar que Deus atuasse."

- Cardeal Ratzinger. “L’Osservatore Romano” (06/10/2002)

Quando uma pessoa santa falece com fama de santidade entre uma parcela considerável de fiéis, esses podem solicitar que a Igreja canonize o falecido. Na Igreja primitiva, para que uma pessoa falecida fosse reconhecida como santa, bastava que o povo católico o aclamasse santo, contando com o apoio do bispo. E, pela Tradição oral, a crença na santidade daquela pessoa ia passando de geração em geração.

Com o imenso crescimento do número de fiéis, a Igreja viu a necessidade de estabelecer um processo formal antes de permitir que uma pessoa fosse cultuada como santa pelos católicos de todo o mundo. No andamento da causa de canonização, a vida do candidato a santo é cuidadosamente investigada. Muito resumidamente, esse é o fluxo do processo:

fluxograma_canonizacao

Beato é aquele que é bem-aventurado, ou seja, que alcançou uma boa ventura; em outras palavras, é alguém que se deu bem. Para a beatificação, que não possui caráter de infalibilidade, a Igreja exige que se comprove que uma pessoa recebeu uma cura milagrosa depois de pedir a intercessão do Venerável. Tal cura deve, necessariamente, ter sido analisada por médicos e cientistas (inclusive ateus e membros de outras crenças), sendo considerada como inexplicável à luz da Ciência. Os fiéis da igreja local poderão, a partir de então, prestar homenagens públicas (culto) ao beato.

Já para a canonização, que é infalível e definitiva, é preciso que um segundo milagre seja comprovado. Os católicos de todo o mundo serão autorizados, daí em diante, a prestar homenagens públicas (culto) ao santo.

Em alguns casos raros, o Papa pode decidir dispensar a comprovação dos milagres para decretar a beatificação e a canonização de uma pessoa. Esse foi o caso de São José de Anchieta, que foi canonizado com base na sua fama de santidade e nos relatos históricos de suas virtudes e milagres realizados em vida.

Para saber mais, leia “Onde se Onde se encontra a canonização dos santos na Bíblia?”, do site Veritatis Splendor. E para conhecer em detalhes o processo de canonização, acesse a instrução Sanctorum Mater.

10449 Quinta, 23 Março 2017 16:37

Comentários   

+1 # Fellipe Tiburtino 23-06-2016 09:54
Me desculpa a ignorância, mas só por caráter de informação mesmo, onde eu encontro a parte que diz que quando o Papa declara algum santo é de forma infalível ? isso esta no catecismo, ou no CDC ? E outra coisa, quando se torna Beato já se pode fazer imagens deles e prestar um culto de veneração, ou isso é somente para os Santos ? e o que seria “ Virtudes Cristãs em estado heróico ? Um grande Abraço a todos !
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+1 # A Catequista 23-06-2016 12:00
Fellipe, a infalibilidade das canonizações é um parecer comum entre os teólogos católicos mais célebres. Mas não é uma sentença definida em nenhum documento da Santa Sé. Sim, um beato pode ter sua imagem venerada, mas só em cultos locais. Por exemplo, não pode haver uma procissão em homenagem à Beata Madre Teresa de Calcutá fora da Índia. Não enquanto ela não for canonizada. Outra questão: a imagem de um beato não deve ser colocada dentro dos templos, diante do altar, mas apenas em espaços secundários: átrio, jardim, sacristia etc. Quanto à virtude em grau heroico: tudo o que é heroico revela uma doação de si, uma coragem, uma generosidade acima do que vemos normalmente. Quem pratica virtudes cristãs em grau heroico mostra, então, que sua bondade é mais do que humana, não é um simples esforço pessoal: é ação de Deus no coração humano, é graça. O santo, então, é uma pessoa obviamente arrastada pela graça divina, e demonstra isso em suas ações, de modo mais intenso e constante do que os demais.
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0 # Paulo Eduardo 10-05-2017 13:31
Em minha Cidade (Bayeux-PB) existe uma Capela dedicada a São José de Anchieta. Ocorre que essa Capela é bem antiga, ao menos, desde a Década de 1980. Quer dizer: ele ainda era beato, porém já tinha uma Capela dedicada à sua Memória.
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0 # Fellipe Tiburtino 24-06-2016 11:04
Nossa, perfeita explicação, muito obrigado mesmo e parabéns pelo site !!!
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0 # elaine bianch 23-06-2016 00:44
Eu tenho uma dúvida. Vi que falavam lá em cima nos comentários algo relacionado a ultra-tradicionais. Poderia me ajudar a entender um pouco sobre os tradicionais. Tenho acompanhado um grupo que defende a tradição, ou seja, parece que tudo o que sempre vivi e conheço não faz sentido com o que eles defendem, inclusive falam mal de JPII. Como assim ?
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0 # Padre Orlando Henriques 23-06-2016 14:01
Não se meta nisso, que isso é algum grupo de sedevacantistas danados. Um grupo que diz mal de S. João Paulo II ou de Bento XVI não pode ser coisa boa, se tivermos em conta eles os dois foram, aliás, a grande dupla de combate ao relativismo. Há dois tipos de grupos que contestam a grande dupla Wojtyla/Ratzinger: - os progressistas chanfrados, que os acusam de terem travado a alegada revolução do Vaticano II que, alegadamente, não terá ido tão longe como eles desejariam porque a dupla Wojtyla/Ratzinger a travou; - e esses ultra-tradicionalistas delirantes que inventaram que estamos em "sede vacante" desde a morte de Pio XII e que dizem todo o mal possível mesmo até desta dupla, esquecendo o quanto ela foi demolidora para o relativismo reinante.
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0 # A Catequista 23-06-2016 14:27
Obrigada pela resposta, Padre Orlando! Perfeito. Há "católicos" que são verdadeiros protestantes, por sua rebelião contra o sumo-pontífice.
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0 # Padre Orlando Henriques 23-06-2016 14:36
Sim, sim, esses sedevacantistas de tão católicos que querem ser, acabam por sê-lo... FORA da Igreja Católica, numa "Igreja" idealizada por eles: tal e qual Lutero ou Henrique VIII. Elaine, Não se deixe impressionar: eu sei que eles parecem ser católicos "muito a sério" e que a primeira sensação que temos quando os ouvimos é de que tudo o que aprendemos e vivemos está errado, como se, de repente, se abalassem todos os fundamentos da terra e o mundo estivesse para desabar... Calma! É apenas o canto da sereia.
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0 # Oberon 31-08-2017 02:03
Alguém poderia pelo amor de Deus me responder o que justifica o santo papa João Paulo II ter beijado, em 1999, o Alcorão???
Livro que prega pedofila, estupros, mortes de Cristãos e Judeus. E por favor, nao me digam que foi política ou que o livro é da paz, porque sabemos que a religião da serpente e que o messias deles é o nosso anticristo. Deixo também uma citação do Santo Tomas de Aquino: São Tomás de Aquino, Summa Theologica, Pt. II, Q. 12, Art. 1, Obj. 2: “… se alguém fosse... orar na tumba de Maomé, ele seria considerado um apóstata.”
Alguém com o Espírito Santo consegue me orientar por favor? obrigado desde já.
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0 # Gabriela 21-02-2016 13:25
pode-se pedir a intercessão desses santos "desconhecidos" ou não canonizados pela igreja? ou não é aconselhado?
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0 # luci 08-02-2015 13:09
Boa tarde... É disso que a humanidade precisa, "ESCLARECIMENTOS"
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0 # Lucas Matias 13-06-2014 23:26
Deixo aqui meus PARABENS equipe do "Catequista" muito bom muito dinâmico muito bom continue assim meus parabéns mesmo senhores ajudam muito ao povo de Deus e assim a Esposa de Cristo juntamente. vlw
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0 # Márcio 19-05-2014 17:54
Muitíssimo obrigado! E quanto à pergunta acerca da “revogação” da canonização em caso de a ciência explicar um fato que antes fora considerado milagre? Fiquem com Deus e Nossa Senhora! Parabéns pelo blog!
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0 # Márcio 08-05-2014 17:17
Muitíssimo obrigado! E quanto à pergunta acerca da "revogação" da canonização em caso de a ciência explicar um fato que antes fora considerado milagre? Fiquem com Deus e Nossa Senhora! Parabéns pelo blog!
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0 # Márcio 08-05-2014 15:29
Oi, amigos, vocÊs poderiam me tirar as dúvidas acima? Abraços! Paz e Bem!
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0 # A Catequista 08-05-2014 15:45
Márcio, sua pergunta é bem relevante! Desculpe, eu esqueci de responder antes. Sim, é lícito pedir a intercessão de pessoas que já morreram e não foram canonizadas. O que não podemos é sair por aí prestando culto público a essas pessoas, como se fossem santos canonizados. Ainda que a pessoa falecida não esteja no Céu, e sim no Purgatório, ela pode oferecer seus sofrimentos pelos vivos. Essa não é uma crença dogmática, mas é o que afirmam muito teólogos repeitáveis. Naturalmente, quando chegarem ao Céu após a sua purificação, essas almas benditas terão maior capacidade de intercessão. Para saber mais sobre a intercessão realizada pelas almas do Purgatório, leia esse testo do Frei Josué Pereira: http://www.cancaonova.com/portal/canais/entrevista/entrevistas.php?id=957 Da mesma forma, é lícito que você peça a qualquer um de seus amigos cristãos (vivos) que rezem a Deus por você. E algum desses amigos, eventualmente, pode oferecer jejuns a Deus pelas suas intenções, ou outros sacrifícios. Isso é intercessão! E quando morrem, tais amigos ou parentes continuam conscientes, e podem continuar intercedendo pelos vivos, assim como faziam antes de morrer. É claro, seja viva ou falecida, quanto mais íntima de Deus uma pessoa é, ou seja, quanta mais santa e amiga de Deus, mais ela tem méritos para interceder. Por isso, a Igreja apresenta os santos canonizados como modelos de santidade e como intercessores eficientes das nossas orações. Paz e Bem!
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0 # Márcio 02-05-2014 18:37
Outra pergunta (essa é dúvida minha mesmo): é lícito pedir a intercessão de alguém que já morreu antes de ser canonizado ou beatificado? Explico: caso isso não seja lícito e considerando que o processo de canonização e de beatificação requer a comprovação de um milagre após esse pedido, como podem ser reconhecidos novos santos se só pudermos pedir a intercessão dos que já o são. Muitíssimo obrigado! Fiquem com Deus e com a Mãe Santíssima!
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0 # Márcio 02-05-2014 18:19
Prezados, Uma vez um amigo me fez uma pergunta que eu não soube responder porque certamente envolve um conhecimento mais profundo acerca do direito canônico. A pergunta é a seguinte: se posteriormente, com o avanço da ciência, os milagres forem plenamente explicáveis pela ciencia o que acontece? Em outras palavras a santificação é "revogável"? Abraço e parabéns pelo blog! Deus lhes abençõe!
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0 # Margarida Hulshof 25-11-2014 12:11
Prezado Márcio, por acaso li hoje essa sequência de comentários e resolvi responder sua pergunta. O milagre tem pouco a ver com a ciência, em sua essência. Nos milagres Deus "subverte" a natureza para mostrar que o fato ocorrido é obra de Deus, e não dos homens no uso de suas capacidades. Portanto, o que importa é que, NO MOMENTO DO MILAGRE, o fato não seja explicável pela ciência, pois, com isso, obtém-se o objetivo de comprovar que a ação é divina. Se, depois de muito tempo, a ciência encontrar uma explicação natural para o fenômeno, isso não mudará o fato de que, na época do milagre, o fato ocorrido estava além da capacidade humana. Deus nos deu a inteligência para buscar compreender cada vez melhor as maravilhas que ele criou, e qualquer nova descoberta científica nada mais é do que um avanço na compreensão da obra divina. Mas Deus permanece sendo sempre o Senhor de sua obra e dela se serve segundo sua vontade. Para Ele, tudo é "natural", porque tudo lhe pertence. Portanto, o que importa nessa questão não é tanto que o fenômeno seja "explicável" ou não, mas sim, que por esse meio Deus se manifestou e se fez reconhecer, naquele momento específico. Em cada tempo ele se manifestará de uma forma adequada para que sua ação seja reconhecida como divina. A única finalidade do milagre é dizer: aqui não foi mão humana que agiu, mas sim a mão divina. Entendido o recado, o resto não tem mais importância...
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0 # lucas 01-05-2014 22:43
olá, pessoal d'o catequista essa é a segunda vez que vou comentar (já tô contando), mas a minha duvida é essa:muitos crentes falam que uma pessoa só pode interceder ou fazer milagres quando está viva, como o caso do homem que foi curado pela sombra de são pedro, e que uma pessoa morta não pede interceder ou curar um vivo, então, eu gostaria que voces me tirassem essa pequena dúvida que infelizmente eu ainda tenho sobre a intercessão dos santos
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0 # Sidnei 02-05-2014 12:13
Lucas, o fato e um cristão esta morto fisicamente para este mundo não esta espiritualmente para DEUS, tanto que na Bíblia se fala muito de pessoas estão vivas neste mundo mas mortos espiritualmente, pelos pecados, para DEUS:"Jesus, porém, lhe respondeu: Segue-me e deixa que os mortos enterrem seus mortos." (São Mateus 8, 22); "E vós outros estáveis mortos por vossas faltas, pelos pecados" (Efésios 2, 1); "quando estávamos mortos em conseqüência de nossos pecados, deu-nos a vida juntamente com Cristo - é por graça que fostes salvos!" -, (Efésios 2, 5); "Mortos pelos vossos pecados e pela incircuncisão da vossa carne, chamou-vos novamente à vida em companhia com ele. É ele que nos perdoou todos os pecados," (Colossenses 2, 13); "Ao anjo da igreja de Sardes, escreve: Eis o que diz aquele que tem os sete Espíritos de Deus e as sete estrelas. Conheço as tuas obras: és considerado vivo, mas estás morto." (Apocalipse 3, 1), veja que exemplo de morte espiritual o qual uma pessoa mesma viva neste mundo esta tão morta quanto um cadáver em um sepultura por causa de seus pecados e de seus corações impenitentes é que não faltam. Portanto, não é a pessoa que estando morta fisicamente para este mundo que ela perde o vínculo de comunhão que há conosco mediante a CRISTO, o qual nos faz estarmos todos unidos em um só corpo que é a Igreja em seus três diferentes estágios que são a Igreja Militante (o qual se encontra nós, peregrinos neste mundo), a Igreja Padecente (O qual se encontram aqueles que estão no purgatório) e a Igreja Triunfante (O qual se encontram no céu), todos estes estágios diferentes pertencem a mesma Igreja, porém, ninguém destes estágios dentro da caridade cristã irão um se esquecer de outro. São Paulo em 1º Cor. 12, vers. 12 a 27 escreveu o seguinte: "12. Porque, como o corpo é um todo tendo muitos membros, e todos os membros do corpo, embora muitos, formam um só corpo, assim também é Cristo. 13. Em um só Espírito fomos batizados todos nós, para formar um só corpo, judeus ou gregos, escravos ou livres; e todos fomos impregnados do mesmo Espírito. 14. Assim o corpo não consiste em um só membro, mas em muitos. 15. Se o pé dissesse: Eu não sou a mão; por isso, não sou do corpo, acaso deixaria ele de ser do corpo? 16. E se a orelha dissesse: Eu não sou o olho; por isso, não sou do corpo, deixaria ela de ser do corpo? 17. Se o corpo todo fosse olho, onde estaria o ouvido? Se fosse todo ouvido, onde estaria o olfato? 18. Mas Deus dispôs no corpo cada um dos membros como lhe aprouve. 19. Se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo? 20. Há, pois, muitos membros, mas um só corpo. 21. O olho não pode dizer à mão: Eu não preciso de ti; nem a cabeça aos pés: Não necessito de vós. 22. Antes, pelo contrário, os membros do corpo que parecem os mais fracos, são os mais necessários. 23. E os membros do corpo que temos por menos honrosos, a esses cobrimos com mais decoro. Os que em nós são menos decentes, recatamo-los com maior empenho, 24. ao passo que os membros decentes não reclamam tal cuidado. Deus dispôs o corpo de tal modo que deu maior honra aos membros que não a têm, 25. para que não haja dissensões no corpo e que os membros tenham o mesmo cuidado uns para com os outros. 26. Se um membro sofre, todos os membros padecem com ele; e se um membro é tratado com carinho, todos os outros se congratulam por ele. 27. Ora, vós sois o corpo de Cristo e cada um, de sua parte, é um dos seus membros." São Paulo nesta passagem fala sobre os dons espirituais distribuídos aos membros da Igreja, mas, quem ler nas entre linhas verá que São Paulo atirou no que viu e acertou no que não viu, ou seja, na profunda comunhão que há entre os diversos membros da Igreja em seus estágios o qual citei anteriormente, principalmente na parte aonde ele diz: "21. O olho não pode dizer à mão: Eu não preciso de ti; nem a cabeça aos pés: Não necessito de vós. 22. Antes, pelo contrário, os membros do corpo que parecem os mais fracos, são os mais necessários. 23. E os membros do corpo que temos por menos honrosos, a esses cobrimos com mais decoro. Os que em nós são menos decentes, recatamo-los com maior empenho, 24. ao passo que os membros decentes não reclamam tal cuidado. Deus dispôs o corpo de tal modo que deu maior honra aos membros que não a têm, 25. para que não haja dissensões no corpo e que os membros tenham o mesmo cuidado uns para com os outros." Veja que lição maravilhosa podemos tirar deste texto, São Paulo quando fala que os membros da Igreja que parecem os mais fracos, aqueles que nada podem por nós, são o que mais podem nos socorrer, como por exemplo: uma criança, um ancião, uma pessoa debilitada por uma doença, alguém muito pobre e provida de estudos, e até os falecidos, que hajamos que nada podem por nós porque estão mortos, justamente estes é que podem nos socorrer com suas orações de intercessões, diante de DEUS. Por isto não podemos, traduzindo as palavras de São Paulo dizer: Santo Antônio eu não preciso de vós, São José eu não preciso de vós, Maria mãe de JESUS, eu não preciso de vós, Santa Catarina de Sena eu não preciso de vós, Santa Luzia eu não preciso de vós, São Jorge eu não preciso de vós (ladainha as avessas), pois estes e a multidão de santos que estão nos céus podem mais recorrer por nós do que qualquer um que se encontram neste mundo pois estão bem vivinhos perante a DEUS. JESUS também dirá nos evangelhos: "34. Jesus respondeu: Os filhos deste mundo casam-se e dão-se em casamento, 35. mas os que serão julgados dignos do século futuro e da ressurreição dos mortos não terão mulher nem marido. 36. Eles jamais poderão morrer, porque são iguais aos anjos e são filhos de Deus, porque são ressuscitados. 37. Por outra parte, que os mortos hão de ressuscitar é o que Moisés revelou na passagem da sarça ardente (Ex 3,6), chamando ao Senhor: Deus de Abraão, Deus de Isaac, Deus de Jacó . 38. Ora, Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos; porque todos vivem para ele." Nesta passagem JESUS diz claramente que antes da ressurreição do corpo que haverá no último dia aqueles que são dignos de receber o século futuro ( os céus) serão como anjos (imortais) e portanto estes estarão vivos perante a DEUS pois para DEUS todos estes vivem, também JESUS em João 11, 25 disse a Marta irmã de Lazaro: "25. Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá.26. E todo aquele que vive e crê em mim, jamais morrerá. Crês nisto?", nesta passagem JESUS diz claramente que aquele que viver neste mundo e acreditando NELE mesmo que vier a experimentar a morte física, tal pessoa jamais padecerá a morte espiritual, que é a morte eterna, o inferno, mas estará para sempre junto do SENHOR nos céus, antes e depois da ressurreição final. Neste sentido podemos afirmar com toda clareza, que nossos irmãos falecidos estão tão e até mais vivos que nós pois estão na presença perene de DEUS e unidos a nos na Comunhão dos Santos através de JESUS NOSSO SENHOR, o qual através desta comunhão é que se torna possível de os Santos ouvir e acolher nossas preces e de interceder por nós junto ao PAI em nome de JESUS. Eu sei que os protestantes adoram citar Ecleciastes 9,5 que diz: "Com efeito, os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem mais nada; para eles não há mais recompensa, porque sua lembrança está esquecida.", porém, deve-se lembrar que esta era a condição das almas dos falecidos antes da vinda de CRISTO o qual depois de sua morte, quando descendo a mansão dos mortos, ao Cheol bíblico o mundo inferior aonde se encontravam as almas dos justos falecidos ELE tirou daí para leva-los a todos para o céu como está em Efésios 4, 8-9: "8. Por isso, diz a Escritura: "Subiu às alturas levando prisioneiros; distribuiu dons aos homens."9. Que quer dizer "subiu"? Quer dizer que primeiro desceu aos lugares mais baixos da terra." Foi nestes lugares mais baixos da terra, o grande abismo, aonde se encontravam as almas dos justos do Antigo Testamento, que JESUS desceu e levou estes para o céu, e agora na luz beatifica de DEUS eles tem acesso ao que se passa sobre a terra a medida que DEUS os concede a saber o que se passa neste mundo, sobre tudo daqueles que se dirigem a alguns deles pedindo suas preces e orações perante a DEUS intercedendo por nós. Então Lucas, não ligue para que os crentes que falam que não seja possível haver a intercessão dos santos por nós porque eles estão mortos e os pedidos de intercessão que alguém faz a outra pessoa só poderá ser entre pessoas vivas, quando as Sagradas Escrituras mostram claramente que pessoas vivas neste mundo por seus pecados e impenitências poderão estar mais mortas (espiritualmente) do que os santos que estão falecidos fisicamente mas bem vivinhos espiritualmente perante a DEUS, e eles estando perante a DEUS podem mais por nós do que muitos que se hajam salvos, santos e justos mas que como esta em Ap. 3, 1b: "Conheço as tuas obras: és considerado vivo, mas estás morto."
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0 # lucas 03-05-2014 21:22
obrigado pelas suas respostas d'a catequista e principalmente a do sidnei,que apesar de ser um pouco grande eu consegui ler tudo, gostei muito das suas citações que vc tirou das cartas de são Paulo que explica a comunhão dos santos como está no nosso credo, e ainda tirou essa grande pequena dúvida que eu tinha, mas mesmo se eu mostrar a sua resposta para um protestante eu acho que mesmo assim ele não vai acreditar em nada que dizer, porque infelizmente a ignorância de muitos não os deixa ver a verdade,e sobre o post que a catequista me recomendou, eu vou ler ainda hj, e também quero parabeniza-la pelo blog que tirou muitoas dúvidas que eu tinha e não tenho mais, eu estou começando a interceder por vcs(comunhão dos santos)
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0 # Sidnei 04-05-2014 11:48
Obrigado Lucas, e realmente não se deve perder tempo com protestantes teimosos que não querem ver a verdade, ao invés disto, devemos rezar por eles e pedir a intercessão de Maria Nossa Mãe, e de todos os Anjos e Santos que também orem por nós e junto a nós para que eles reconheçam a única e verdadeira Igreja é a Católica e não igrejinhas fundadas por pastores e que se tornam cada vez mais pequenas igrejas grandes negócios.
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0 # A Catequista 02-05-2014 11:38
Oi, Lucas! Se pessoas eram curadas pela sombra de São Pedro vivo, da mesma forma, um homem ressuscitou quando seu corpo tocou nos ossos de Eliseu (II Reis 13, 20-21). Este post vai te ajudar a compreender melhor a intercessão dos santos falecidos: Santos do Céu – intercessores para os católicos, ociosos para os protestantes http://ocatequista.com.br/archives/11817
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0 # Ilda Zangui 01-05-2014 09:59
Muito bom! Já tenho como saber explicar aos meus catecúmenos...
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0 # Mariano 01-05-2014 02:17
Agora qualquer um pode ser canonizado,pra eles todo mundo que é salvo é santo.
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0 # Alessandro 30-04-2014 16:29
Olá amigos, Em primeiro lugar, parabéns pela postagem realmente rica e esclarecedora. Parabenizo vocês também pelo blog com um todo, um dos poucos veículos católicos da internet que consegue utilizar bem a linguagem do jovem internauta, cada vez mais atraído pelo humor. E, além de tudo, faz isso sem perder um conteúdo. Admiro demais o trabalho de vocês. Pertenço a equipe do "Oficina de Valores", e falo sempre com o Levi (que vocês já conhecem) sobre "O catequista". Embora, tenha utilizado este comentários para elogiá-los, a intenção original não é essa. Quero propor uma questão sobre o assunto deste post... O Beato é um "santo local" (por falta de expressão melhor), alguém cuja devoção se restringe a uma área ou porção da Igreja Universal. A questão que me passa pela cabeça é se esta definição ainda é aplicável hoje. Explico-me. Durante a maior parte da história, um beato dificilmente seria conhecido, fora de sua diocese, se não houvesse uma divulgação. HOje não é assim. Pensem no caso do próprio JP II. Dificilmente poderíamos dizer que sua devoção era local...Desde a beatificação já prestavam um "culto autorizado" a ele. A própria procedência dos milagres mostra isso. E aí, o que acham? Fraterno abraço
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0 # A Catequista 30-04-2014 16:38
Reflexão interessante, Alessandro... Também andei pensando nisso. A questão que permanece imutável, porém, a despeito das mudanças na questão da divulgação, é que a canonização é infalível, e a beatificação não. Mas, de fato, o culto a alguns beatos, como Frassati e Madre Teresa de Calcutá, está mesmo universalizado, ainda que de modo informal. O "culto autorizado" ao qual você se referiu, entretanto, permanece com algumas prudentes limitações. Abraço!
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0 # Thiago Puccini 30-04-2014 13:01
Catequista, Gostei muito do fluxograma. Bem didático! (...) Novamente uma pergunta fora do tema: quais livros são básicos, iniciais para ser um catequista. Obrigado por sempre esclarecer dúvidas. Grande abraço!
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0 # A Catequista 30-04-2014 15:21
Thiago, Além, obviamente, do Catecismo da Igreja, eu tenho alguns livros básicos para indicar. 1 - "O senso religioso" Aborda de forma brilhante e incomparável aquela 1a parte do Catecismo, que fala sobre o sentido da vida e a busca do homem pela realização de si. Livro fantástico, lindo, maravilhoso, tudibão, coisa ryca. Está à venda no site da Estante Virtual. 2 - "Na origem da pretensão cristã" Depois de ler esse livro, uma pessoa entende muito bem as razões de crer, com certeza, que Jesus é Deus, e que o cristianismo é único caminho para o Pai. Vende aqui: http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/131424?PAC_ID=25371 https://www.livrarialoyola.com.br/detalhes.asp?secao=livros&CodSub=1&ProductId=133475&Menu=1&ljcod=9 3- "Por que a Igreja" Explica as razões de crermos que na Igreja está a integridade da graça e da doutrina cristã. Está à venda no site da Estante Virtual. Esses três primeiros livros são do padre Luigi Giussani, fundador do Movimento Católico Comunhão e Libertação. Esses livros compõe o seu curso básico de cristianismo, o chamado PerCurso. 4 - "A Missa parte por parte”. Ele explica de forma bem facinha tudo sobre esse rito sacratíssimo. Está à venda nesta loja virtual: https://www.livrarialoyola.com.br/detalhes.asp?secao=livros&CodId=1&ProductId=137530&Menu=1 5 - "Como a Igreja Católica construiu a Civilização Ocidental", de Thomas Woods http://www.quadrante.com.br/livrariavirtual_detalhes.asp?id=672 Abraço!
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0 # Thiago Puccini 01-05-2014 22:57
Muito Obrigado!
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0 # Daniel 30-04-2014 12:38
Sidnei, o significado do beijo de São João Paulo II no alcorão foi o de um beijo na cruz dos cristãos que são perseguidos por professarem sua fé em países muçulmanos. Foi o sofrimento conjunto do santo com esses cristãos, cujas cruzes são infinitamente mais pesada que a minha. Abraços.
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0 # Cadu Sindona 30-04-2014 14:22
Daniel, uma coisa não tem a ver com outra. Querer associar a foto do beijo com o sofrimento dos cristãos perseguidos, é forçar a barra tão somente. Em verdade, aquele gesto de João Paulo II, foi NADA MAIS do que respeito do Papa aos muçulmanos que querem viver em paz sua religião. Os rad-trads associam isso a apostasia e a um suposto consentimento com o erro, o que mais uma vez não passa de forçar a barra e qualificar um ato pelo que ele não é. Quem estudou SJPII sabe que o homem não era apenas santo, mas um ortodoxo intransigente com as teses acatólicas e pai extraordinário de uma humanidade que se afastou muito de Deus.
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0 # Sidnei 30-04-2014 10:52
Pena que nem todos os católicos estejam felizes com as canonizações dos Papas João Paulo II e João XXIII, principalmente estes sede vacantistas sem noção. Esses caras pegam no pé até no suspeito beijo que o São João Paulo II deu no alcorão, cujo suposto beijo é bem controverso, haja vista que alguns afirmam que sim e outros que não, porém, mesmo que houve o tal beijo e daí?, este pessoal queriam que o Papa tivesse feito o que?, rasgado o alcorão?, e pergunto para esta cambada: se o Papa tivesse feito isto teria deflagrado uma guerra entre cristãos e muçulmanos, entre o ocidente e o oriente, se assistiria uma onde de mortes e massacres de islamitas contra cristãos principalmente em países ande os cristãos são minorias e os muçulmanos maioria, e estes pessoal que baixa a lenha no Santo Papa João Paulo II será que iriam na linha de frente em um batalha contra os islamitas?, duvido!, este mesmo pessoal seriam os primeiros a correrem para debaixo da cama como covardes, para não derramar sangue algum, agora, botar lenha na fogueira para ver o mundo pegar fogo, aí ele são bons, mas enfrentar os inimigos nas linhas de frente em uma guerra correriam todos como umas galinhas. Será que este pessoal não sabe que os Papas muitas vezes tem que agir com prudência para que não haja males piores, vide o Papa Pio XII na 2º guerra mundial, teria sido bom se ele tivesse batido de frente com Hitler?, e assim foi o Papa João Paulo II, se realmente houve o tal beijo no alcorão, este beijo foi um sinal e respeito aos muçulmanos e não uma confirmação de que o alcorão seja um livro tão sagrado quando a Bíblia ou o islamismo seja uma religião tão verdadeira quanto o cristianismo, esta atitude do Papa mesmo que seja questionada, porém não são as atitudes que devam ser questionadas, mas a intenção, se a intenção for a de ter sido de sinal de respeito aos muçulmanos, não vejo porque tanta celeuma, pois diante de um livros sagrado vindo de uma religião o qual há uma grande número de seguidores na terra, qual atitude mais sensata a ser feita?, de ignorar, de rasgar ou de respeitar?. A escolha de uma delas, poderá levar a um determinada consequência, mas duvido que se tomasse a atitude de ignorar ou até de rasgas teria sido a atitude mais sensata, como gostariam que os sedevacantistas tivesse tido.
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0 # Jotacê 30-04-2014 11:14
Sidnei, sei como você se sente. O depósito de malas do site "Frates In Unum" virou um muro de lamentações por conta das canonizações. Patético. O que esses arrogantes não entendem é que, além de líder religioso, o Papa é um Chefe de Estado.
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0 # Jotacê 30-04-2014 10:50
Olha, vocês são fo... go do Espírito! Excelente artigo, e adorei as charges e o espetacular infográfico. É por essas e outras que, quando estou online, sempre deixo a página de vocês aberta, para ir checando de tempo em tempo. Parabéns!
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0 # A Catequista 30-04-2014 12:56
E pra quem contesta as canonizações, vale o recadinho: “Aquele que ousasse afirmar que o Pontífice teria errado nesta ou naquela canonização, e que este ou aquele santo por ele canonizado não deveria ser honrado com culto de dulia, qualificaríamos, senão como herético, entretanto como temerário; como causador de escândalo a toda a Igreja; como injuriador dos santos como favorecedor dos hereges que negam a autoridade da Igreja na canonização dos santos; como tendo sabor de heresia, uma vez que ele abriria caminho para que os infiéis ridicularizassem os fiéis; como defensor de uma preposição errônea e como sujeito a penas gravíssimas.” (Bento XIV, De Servorum Dei Beatificatione) Claro, os ultra-tradicionalistas vão dizer que esse documento não é infalível, e blablabla... Coitados.
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0 # Jotacê 30-04-2014 17:29
Coitados, mesmo. E vejam só o naipe dos sedevacantistas: http://ceifadores.com.br/noticia/4025 E quem também se diz católico, porém é sedevacantista (duas coias excludentes entre si): http://ceifadores.com.br/quem_somos/#a Contestam Francisco, mas seguem o “confidente” Bento da Conceição (Profeta Pedro II). Crazy, crazy people.
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0 # Cadu Sindona 30-04-2014 10:36
A beatificação não é infalível, mas não se reza pela alma do beato mais. A beatificação já é garantia de que a alma do candidato a santo, se encontra no céu. A canonização é infalível em sentido estrito: quando o Papa declara solenemente que tal cidadão merece a glória dos altares, o Espírito o assiste.
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0 # Christiane Vilhena 30-04-2014 10:10
Muito legal! Ainda mais as ilustrações, amei! Parabéns!!!!!
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0 # Augusto Santos 30-04-2014 04:31
[off] por favor, façam uma artigo sobre o MMA. Certa vez eu pedi para um padre me falar se MMA pode ou não pode para um católico. Ele disse que não há proibições. Mas aí eu vi essa parte do catecismo e agora estou confuso: 419) É também proibido o duelo, quando é excluído o perigo de morte? Sim, é também proibido este duelo, porque não só não podemos matar, mas nem sequer ferir voluntariamente a nós mesmos ou a outrem. a paz.
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0 # Alvaro Mendes 07-02-2015 11:07
Bem colocada a questão. Porém, duelo aí deve ser entendido como briga de rua, não como esporte. Afinal, o MMA é um esporte recente e não existia na epoca do catecismo. Por este seu raciocinio, o boxe, caratê, muay thai, todos os tipos de luta estariam proibidos. Se não me engano, o boxe sempre foi muito popular na Italia, com padres que praticavam. De qq forma acho que não tem uma posição oficial da Igreja e se ela afirmar que é pecado então ferrou... vou ter que parar de ver rsrsrs
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