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Domingo, 19 Novembro 2017 16:31

Evangelizar pelo estômago: um hábito a resgatar

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No livro “Todos os caminhos levam a Roma”, Kimblerly e Scott Hahn notam que, após as missas, a grande maioria das pessoas vai embora da igreja rapidamente, sem interagir com nenhum de seus irmãos de fé.

Assim que se converteu ao catolicismo, Scott notou com tristeza essa grande diferença em relação à comunidade protestante que ele integrava antes. Lá as pessoas da igreja permaneciam unidas durante um bom tempo após o culto, e assim se fortaleciam os laços de amizade e de solidariedade.

Em muitas de nossas paróquias a comunidade possui amplos laços de integração. Mas na grande maioria, os fiéis mal ouvem “Ide em paz e o Senhor voa acompanhe” e já viram as costas e vão embora, sem falar com ninguém. Como dizer com sinceridade que somos irmãos, se não temos laços firmes de amizade entre nós?

Um hábito que deveríamos resgatar é o de nos reunir ao redor da mesa após as missas (muitas paróquias já fazem isso com sucesso). A cantina ou lanchonete das igrejas pode ser um lugar privilegiado de acolhida e de evangelização!

COMO JESUS FAZIA

Nos Evangelhos, são numerosas as passagens que mostram Jesus comendo com as pessoas. Só para citar algumas:

  • Ele se sentava para comer com publicanos e prostitutas;
  • ao ver Zaqueu, Ele desejou ir comer na casa dele;
  • Ele foi comer na casa do fariseu Simão;
  • Ele se revelou aos discípulos de Emaús durante o jantar.

Nosso Senhor não se limitava a pregar para as pessoas em ocasiões formais. Ele fazia questão de se envolver com elas de modo mais íntimo, em um momento de descontração e amizade; e o lugar desse envolvimento era a mesa da refeição!

COMO OS CRISTÃOS PRIMITIVOS FAZIAM

Na Igreja primitiva era comum que, ao fim da missa, as pessoas reorganizassem o local, de modo a permitir que todos os fiéis se sentassem à mesa e se alimentassem. Afinal, estavam morrendo de fome, após longas horas de jejum eucarístico (hoje este jejum é de somente uma hora). É o que narra São João Crisóstomo:

“Nas igrejas havia um costume admirável: (...) Ao final da reunião, em vez de voltarem imediatamente para casa, os ricos, que haviam se preocupado em levar provisões abundantes, convidavam os pobres e todos se sentavam à mesma mesa, preparada na igreja, e todos sem distinção comiam e bebiam as mesmas coisas."

Com o grande aumento do número de fiéis, esse costume se tornou inviável, e acabou deixando de existir dentro do templo.

Hoje a maioria das nossas igrejas possui cantinas, mas são espaços subaproveitados. Muitos não enxergam o grande potencial que elas podem ter para acolher, reunir e fortalecer os fiéis no amor de Cristo.

Cito o exemplo positivo da minha paróquia: ao final das missas, o pároco frequentemente senta-se na cantina para comer e conversar com os paroquianos. E assim atrai mais pessoas para estar juntas, rir juntas, conhecer as histórias umas das outras.

Outro exemplo: uma das primeiras iniciativas missionárias da comunidade católica Shalom foi a abertura de uma lanchonete, para atrair os jovens de uma maneira nova.

E na sua paróquia? Veja se é possível que, nos avisos da missa, os fiéis sejam convidados a passar na cantina da igreja para comer alguma coisa. É importante o cuidado para que a cantina seja um lugar atraente!

Nesse momento, as lideranças da comunidade (inclusive os leigos) e pessoas com vocação para o acolhimento podem estar atentas para cumprimentar e integrar as pessoas que estão vindo pela primeira vez.

Esse tipo de iniciativa é bem melhor do que forçar momentos artificiais de integração na missa. Como quando o padre manda cada fiel olhar para o irmão (estranho) que está do lado, abraçar e dizer coisas como: “Você é especial”, “Jesus te ama”... Livrai-nos desse constrangimento, Senhor!

A conversa e o carinho devem ser espontâneos, não forçados. Ao redor da mesa, comendo e papeando, uma grande família em Cristo pode nascer!

*****

Aparecida

7188 Quarta, 22 Novembro 2017 14:45

Comentários   

0 # Rodrigo Leite 22-11-2017 14:44
"Cito o exemplo positivo da minha paróquia: ao final das missas, ele frequentemente senta-se na cantina para comer e conversar com os paroquianos."
Ele quem?!
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0 # A Catequista 22-11-2017 16:32
O pároco. Já corrigi, obrigada!
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0 # João Pedro Strabelli 21-11-2017 07:55
Até onde me lembro, a ideia original das CEBs não era ruim, mas acabou sendo mal implementada que só. É que cada lugar tinha lá suas lideranças leigas e muitas delas, com delas, apesar dos cursos de formação, confundiam Igreja com política. Quem já viu grupos que se acham donos da Igreja e os únicos salvadores do mundo vai entender. Mas a alternativa a isso era aqueles jovens irem pra algum grupo comunista. Não sei se posso dizer dos males o menor, mas a Igreja vivia um esvaziamento maior que hoje é talvez tenha sido a única solução dentro dos conhecimentos da época.
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0 # Demétrius Gomes 20-11-2017 19:39
Tudo bem, agora eu tenho uma dúvida. Boa parte das pessoas comungaram após a missa, portanto, estão com Jesus sacramentado dentro de si. Tudo bem você comer e beber antes de as aparências de pão serem digeridas?
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+1 # Everton 29-11-2017 10:17
Creio que seja conveniente fazer a ação de graças após a Santa Missa, por no mínimo 15 minutos para depois partir para os comes e bebes.
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0 # Sidnei 20-11-2017 15:23
Saindo fora , um pouco do assunto, mas, se isto for verdade, preparemos para a guerra que estará por vir, ou os católicos, que tomem vergonha na cara, e boicotem de uma vez a Record:

https://pt.aleteia.org/2017/11/20/nova-telenovela-da-record-atacaria-igreja-insinuando-que-o-papa-e-o-anticristo/
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0 # Cristiane 02-12-2017 09:34
No final das contas não sobra quase nada que preste na tv. Melhor procurar outro passatempo!
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+2 # João Pedro Strabelli 20-11-2017 23:28
A gente nem precisa de muita coisa para resolver o problema. Basta apoiarmos o papa de maneira breve (ninguém lê muito por aqui) e fundamentada. Aliás, o problema maior não são outros falarem mal do papa, que isso existe desde Pedro. O problema é que muitos de nós vão procurar alguma coisa que Francisco falou para jogar a culpa nele. Aquela frase tipo: “mas ele também não ajuda em nada. Olha lá o que falou!” que eu estou cansado de ver. De preferência, pede pro Espírito Santo tirar as suas (e as minhas também!) palavras e colocar as d’Ele. Vai dar certo que só!
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0 # Sidnei 21-11-2017 22:41
João Pedro Strabelli, eu discordar do Papa em alguma coisa, é totalmente diferente de eu considerar ele a besta do Apocalipse e a Igreja a grande prostituta do mesmo livro. Eu posso discordar em alguma coisa de meus pais, mas jamais vou permitir que alguém venha os insultar na minha frente, o Papa é a mesma coisa, embora eu discorde algumas coisas do Papa Francisco, assim como discordava dos papas anteriores, isto não dá ao direito de os protestantes dizerem desaforos contra eles, e neste aspecto, todos nós católicos teríamos que unir para dar resposta para este pessoal que adora chama o Papa de besta, a Igreja de prostituta e nós todos católicos de idolatras, ou seja, somos insultados o tempo inteiro, e o máximo que muitos fazem, é se calar (quem cala consente), ou da de ombros, quando, não muitos católicos, por sua ignorância concordam com estes ataques todos.
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0 # Samara 06-12-2017 13:23
O Papa é a autoridade máxima da Igreja, aqui na terra. Espanta-me quando são feitas críticas, das mais leves às mais pesadas, a ele. Pior ainda quando feitas publicamente, por perfis e pessoas que se declaram católicas.
Sabe qual é a importância da opinião de protestantes ou de que ignorante seja a respeito do catolicismo? Qual é a relevância do juízo que fazem a meu respeito, por seguir a verdadeira e única? Nenhuma. Nem sempre convém rebater, discutir, ainda mais quando se percebe que a outra pessoa quer apenas ofender, não tem a menor intenção de dialogar. Longe de consentir, calar-se nessas ocasiões é não perder precioso tempo. Salve Maria!
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+1 # geraldo 20-11-2017 14:16
Em Ouro Preto (cito essa antiga cidade para mostrar que isso não é invenção pastoral moderna) há quase que uma igreja em cada esquina: sinal da extensão territorial e da população total que cada paróquia costumava ter outrora (não mais que mil pessoas). No famoso livro Minha Vida de Menina que conta o cotidiano de Diamantina (MG) no século 19, a menina Helena narra um dia-a-dia, onde os párocos conheciam cada pessoa pelo nome e eram íntimos das famílias. O antigo direito canônico dizia que a paróquia não pode ser tão grande que o pároco não possa visitar cada família ao menos uma vez por ano. São Lucas conta nos Atos: "ELES PARTIAM O PÃO PELAS CASAS TINHAM TUDO EM COMUM, ETC". A vida cristã como vida fraterna cotidiana de irmãos em Cristo (e não como encontro semanal, depois do qual é cada um por si) não é novidade moderna nem restauração primitiva. Ela perpassa toda a história da igreja. Tem sido sufocada agora PRECISAMENTE pela MODERNIDADE.
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0 # Elton 20-11-2017 13:43
Que legal, vou partilhar essa ideia com o pároco da minha cidade!
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0 # Sidnei 20-11-2017 10:09
Continuação

Eu sou flamenguista e odeio os vascaínos, não importa que somos batizados na mesma fé, minha paixão pelo time de futebol é maior que meu amor ao próximo, e assim relativizo a minha fé, a ponto de desprezar meu irmão na fé, pelas bobagens deste mundo.

A Igreja deveria começar a trabalhar sobre este aspecto, colocando para cada católico, que o que une os católicos em todo mundo deve ser muito mais forte do que aquilo que nos separa, sejam os nacionalismos exacerbados, seja a paixão pelo time de futebol, seja diferenças regionalistas que há em algumas nações, enfim, se a Igreja começasse a trabalhar sob estes aspectos, garanto, que muitos conflitos, originados destas picuinhas, iriam diminuir muito pelo mundo afora.
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0 # Maria Elza 20-11-2017 20:02
Você é IGREJA! Comece na tua comunidade!
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+1 # Sidnei 21-11-2017 22:36
Não eu não sou a Igreja, eu com todos e que eu sou Igreja, eu sozinho não sou ninguém, mas com todos aí sim, é que eu serei alguém. Dizer que eu sou IGREJA, ISTO me faz lembrar mais dos protestantes, que não precisam de ninguém para chegar ao conhecimento da Verdade, do que os católicos, que humildemente, reconhecem, que sem a graça de DEUS, a luz do ESPÍRITO SANTO, e a comunhão com a Igreja, não se chegará a lugar nehum.
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0 # Sidnei 20-11-2017 10:06
Outra coisa que observo entre os católicos, é como os católicos preferem colocar seus nacionalismo, regionalismo e até seu time de futebol acima de sua fé católica. Geralmente o católico não enxerga em outro católico um irmão na fé, mas dependendo das circunstâncias, é um inimigo que deve ser eliminado a qualquer custo.

O eu sou brasileiro e o outro sujeito é argentino, não importa que somo católicos, batizados na mesma fé, o tal argentino, por motivo futebolisticos e diversos, é um inimigo que odeio a todo custo.

Eu sou do sul do Brasil, e outra pessoa é nordestina, não importa que somo católicos e somos batizados na mesma fé, o nordestino é malandro, não quer trabalhar e eu quero a separação do sul do resto do Brasil.

Continua
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0 # Sidnei 20-11-2017 10:00
Na Igreja Católica, entre os católicos, não cabe a frase: "Um por todos e todos por um", mas a frase mais pagã que exite, e pasmem, como disse um dia o Padre Zezinho, que além de ser pagã tem DEUS no meio que é: "Cada um por si e deus para todos", coloquei deus em letra minúscula mesmo, porque o DEUS verdadeiro não fica com gente egoísta que só pensa para si e não nos irmãos.
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0 # geraldo 20-11-2017 02:26
Hoje em dia - muito por causa da partidarização politica das CEBs (que apoiaram os responsáveis pela maior roubalheira da história humana que defraudou os pobres e pela gigantesca corrupção moral e intelectual que agride o povo brasileiro - fator acerca do qual a CNBB nunca fez a devida mea culpa diante do povo) - essa sabedoria pastoral da pequena comunidade tem se perdido muito e tem sido preterida à pastoral de multidões (que já nem são tão grandes assim) que se não for seguida de outras etapas que levem à vida fraterna em Cristo, faz a pertença católica se diluir num anonimato e o cristão ficar atomizado frente à instituição (não é isso que tanto criticamos nesse estatismo autoritário e frio que está aí?) . Até os protestantes tem descoberto o valor da igreja em células. E de resto, essa é a grande tradição cristã: vide as cartas de São Paulo onde ele costuma nomear os membros da igreja a qual se dirige, com toda familiaridade.
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0 # geraldo 20-11-2017 02:08
Fui criado numa paróquia dirigida por um dos grandes discípulos de Don Giussani. E ele fez da paróquia uma rede de comunidades pequenas (cerca de doze capelas) além das comunidades por rua ou quarteirão. Às vezes isso é confundido com as famosas cebs com suas ambiguidades e graves problemas em face da doutrina, tradição e magistério da igreja. Mas a orientação da CNBB ("multiplicar e diversificar as comunidades", de modo que haja tantas quantos forem os ambientes de proximidade cotidiana - trabalho, escola, vizinhança, etc. - sem perder a centralidade e coordenação da paróquia) sempre foi vivenciada naquela paróquia como companhia gerada entre nós por causa da presença viva de Jesus que nos irmana nEle. As doenças, o desemprego, as alegrias de cada irmão, tudo era (e é) vivido como numa família que busca se amar por causa DAQUELE que nos ama primeiro.
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+1 # ANA CASSIA 19-11-2017 23:37
Feliz é quem já teve a oportunidade de vivenciar a missa como o encontro com Jesus e,depois, com os amigos. Nada melhor que aquelas conversas intermináveis na frente da igreja, até alguém disponibilizar a casa pra uma jantinha ou "só pro mate" ( mate=chimarrão=desculpa pra ficar junto com as pessoas). E assim sem fortalece a os laços, a fé, o corpo e a vida. Realmente, comunidade sempre foi uma baita estratégia de Deus.
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0 # Alex Hoffmann 19-11-2017 22:09
Nossa, vocês são gênios trouxeram uma ideia das boas.
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0 # geraldo 21-11-2017 14:36
Ideia boa sim. Mas apenas como um mínimo começo. Basta olhar o retrato da vida cotidiana das primeiras comunidades católicas que São Lucas nos mostra nos Atos, para ver o quanto estamos distantes de nossa identidade profunda. Ali fica claro que a Eucaristia era o ápice de uma vida fraterna de íntima comunhão pré existente. Não só ali, mas durante quase dois mil anos de história essa identidade nos marca: a palavra PARÓQUIA significa casas ao lado de outras casas. Na idade média, o sino que tocava reunia várias vezes por dia, os vizinhos que trabalhavam no campo e os artesãos das guildas nas cidades. As ordens e congregações aprofundavam ainda mais essa comunhão vivendo-a sob o mesmo teto. A igreja do Senhor nunca se reduziu a um breve encontro semanal, mas sempre foi UMA VIDA COTIDIANA de feições tão concretas que provocava o estupor dos outros: "Vejam como se amam!"A modernidade, a centralidade do dinheiro e do estado é que vem matando isso em nós.
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0 # João Pedro Strabelli 21-11-2017 18:58
Concordo, Geraldo

Queria conseguir participar mais, mas tem horas que não dá tempo. Não é jeito de dizer, é que não dá tempo mesmo. Já não assumi alguns compromissos pensando naquela passagem que Jesus diz que o homem que quer construir uma torre tem que pensar muito antes para não acontecer de parar no meio. Grupos de canto mesmo, sinto muita falta, mas se assumir este compromisso é certeza que terei que faltar várias vezes.

Mas sinto uma falta enorme de participar mais.
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0 # Geraldo 03-12-2017 08:07
3. (numerei para facilitar a sequência): É evidente que isso não acaba com a centralidade do templo sagrado e da liturgia que ali nos alimenta, ilumina e santifica, tudo brota dali e culmina ali; mas para incidir na vida cotidiana. Se no meu ambiente de trabalho, encontro pelo menos um católico, já somos dois para rezarmos juntos no horário do almoço, para nos encontrarmos num sábado e aprofundar as razões da nossa pertença a Cristo, etc. Com certeza, nossa comunhão mostrará aos colegas do trabalho que um fator novo está gerando um relacionamento diferente ali, ALGUÉM está nos fazendo mais irmãos: "vejam como eles se amam". E isso gera perguntas (mesmo que não verbalizadas) : QUEM os faz ser assim? PORQUE são assim? E é São Pedro que lembra: "estejam prontos para dar a razão da vossa esperança." É assim que a igreja de Cristo cresce, por impacto, quando o rosto da vida cotidiana é mudado por uma presença e sustentado por ela.
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0 # Geraldo 03-12-2017 07:53
2. Quando comecei a ouvir falar dessa forma de ser igreja no próprio ambiente cotidiano em que vivemos, trabalhamos e estudamos, ali no frigir dos ovos dos nossos relacionamentos mais próximos e cotidianos, aquilo me soou como novidade total, moderníssima e revolucionária (eu tinha uns 22 anos). Depois fui vendo que essa é a tradição constante da igreja que nunca deixou de ser assim e que veio abandonando esse seu rosto próprio, exatamente na modernidade, espremida que foi pela nova forma de ocupar o tempo e o espaço ditada pela centralidade do fator econômico. Tudo o que o poder do estado quer, é ver os cristãos espremidos nas sacristias e templos sem nenhuma incidência na vida cotidiana, ele quer que o espaço do cotidiano esteja totalmente vazio para ser preenchido pelas formas de vida, de comportamento e de valores que sua ideologia quer moldar em nós. Mas o cristianismo ou é uma presença no COTIDIANO ou simplesmente não é nada, não incide, não acontece.
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0 # Geraldo 03-12-2017 07:35
Oi João. Creio que a ênfase maior da atual orientação pastoral da igreja (que busca o âmago da nossa tradição de dois mil anos) não é tanto o ir à igreja, mas ser igreja. E ser igreja, não no tempo extra que sobra depois do tempo principal dedicado ao trabalho, à família, aos estudos, etc., mas precisamente DENTRO desse tempo principal e dentro do espaço onde ele decorre, fazer acontecer ali o mistério de Cristo e sua igreja. Foi exatamente isso que o Senhor fez e São João é bem concreto ao narrar isso: "HABITOU entre NÓS (...) NOSSAS MÃOS apalparam o VERBO!". O Evangelho nos mostra uma companhia cotidiana, um relacionamento contínuo de Jesus com os discípulos que depois, nos Atos dos Apóstolos , se torna um partir do pão PELAS CASAS. Os autores desse site são filhos espirituais de um padre que levou a presença cristã para dentro de um ambiente de convivência ombro a ombro: a escola. Assim nascia "Gioventu Studentesca", hoje: Comunhão e Libertação.
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