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Segunda, 20 Março 2017 22:29

Se aparecer um “trans” na sua paróquia, você saberá como acolher?

Postado por

A última onda do marxismo cultural é nos obrigar a aceitar que um homem é uma mulher, pelo simples fato dele “se sentir” mulher; ou que uma mulher é do sexo masculino, bastando ela “se sentir” assim.

Pessoas que alegam ser transexuais sofrem de disforia de gênero, também chamada de transtorno de identidade de gênero – um transtorno psicológico. É quando a pessoa sente que seu corpo é incompatível com a identidade sexual que ela diz ter. Porém, em vez de direcionar essas pessoas ao suporte psicológico, a cultura atual alimenta as suas ilusões. E muitos chegam ao extremo de submeter à cirurgia de "mudança de sexo".

Com base nessa insanidade, em alguns países da Europa, já é comum que as escolas e pais estimulem meninos a adotarem comportamento tipicamente feminino, e vice-versa. Uma escola na Bélgica até mesmo simulou um casamento gay entre crianças de 7 anos (veja aqui).

O vídeo abaixo dá uma boa noção do ponto em que as coisas já chegaram. E, pelo visto, o Brasil está indo pelo mesmo caminho.

PORQUE OS CATÓLICOS ESTÃO DORMINDO?

No mundo, sempre houve homossexuais. Mas estamos diante de uma realidade totalmente nova: uma cultura louca que afirma que o sexo das pessoas não é definido por sua biologia, mas sim pelo seu modo de sentir.

Diante dessa situação, precisamos perguntar: o clero e o laicato brasileiro estão dormindo? Pouquíssimos agentes de pastoral estão se empenhando em entender o fenômeno da homossexualidade e da transexualidade, para poder servir melhor esses irmãos.

O cenário é desolador. Em muitas paróquias, os transexuais são simplesmente desprezados. Em outras comunidades o povo acha que é suficiente “tratar bem” o transexual; não buscam estudar o assunto, ficam boiando e não sabem como fazer uma correta abordagem pastoral. Assim, não ajudam a pessoa a entender e a superar o seu transtorno de identidade.

Em outras comunidades, é ainda pior: hereges tomam a frente da pastoral de acolhida a pessoas LGBT, e tudo o que fazem é pregar que Jesus não vê nada de errado em seu modo de vida.

Foi exatamente isso que aconteceu com o ex-transexual americano Diamon Dee: quando ele começou a considerar a ideia de fazer cirurgia de mudança de sexo, todos à sua volta o incentivaram, inclusive os cristãos. “Se é isso que você quer, vá em frente!”. As pessoas chamam isso de "tolerância", mas na verdade é só um meio de tirar o corpo fora. Confira o seu testemunho:

 

Também é interessante o que diz o americano Walt Heyer, também ex-transexual. Segundo ele, a Igreja deve, de forma gentil, porém firme, desafiar as pessoas, em vez de confirmá-las na sua disforia de gênero: “Se nós confirmamos as pessoas na mudança de sexo, na verdade estamos desobedecendo a Cristo, pois isso não é o que elas são. Ele as criou homem ou mulher”.

Heyer diz ainda que aqueles que lutam com sua identidade sexual e acham que a cirurgia de sexo é uma solução "precisam ir a um psicólogo ou psiquiatra, começar uma terapia e cavar bem fundo para investigar o que está causando o seu desejo, porque, nesse assunto, sempre há uma raiz psicológica ou algum caso psiquiátrico não resolvido e que precisa ser explorado".

Por isso, é fundamental que os padres e demais líderes católicos trabalhem em conjunto com psicólogos e psiquiatras que compartilham da visão antropológica cristã – bem diferente da postura de grande parte dos psicólogos, que incentivam a disforia de gênero.

Há milhares de irmãos transexuais no nosso país – e muitos outros surgem a cada dia –, que precisam conhecer Jesus, e precisam amados e ajudados. O que você pode fazer por eles? E o que você tem a dizer aos pais cristãos, cujas crianças estão sendo ensinadas nas escolas a aceitar a transexualidade como algo saudável e normal?

Diante desse caos, você acha mesmo que está sendo um bom cristão quando se contenta apenas em dizer: “não julgueis”?

Se liga e agita, povo católico!

*****

Amanhã, publicaremos mais um post sobre esse tema, falando um pouco mais sobre a cirurgia de "mudança de sexo" e suas consequências. Não perca!

*****

Você é padre ou leigo e gostaria de ajudar no acolhimento pastoral e evangelização dos irmãos que sentem atração por pessoas do mesmo sexo? Ou você sente atração por pessoas do mesmo sexo? Para qualquer desses casos, entre em contato com nossos amigos do Apostolado Courage (clique aqui).

88778 Terça, 21 Março 2017 20:41

Comentários   

+4 # Fernando Roxo 30-03-2017 20:21
O texto é interessante e chama a atenção para o grande desafio deste seculo, mas ele não responde ou dá uma luz sobre o próprio titulo da matéria:
" Se aparecer um trans em sua paróquia você sabe como acolher?
E vou mais além e se for um jovem casal homossexual dizendo que gostaria de fazer a primeira comunhão e o crisma?
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+1 # João Pedro Strabelli 25-03-2017 18:46
Sabe aquela frase que diz que a Verdade nos libertará? Muita gente foi radicalmente contra estudos sobre o DNA por questões "religiosas". Não diziam, mas o medo era que, uma vez aprofundando na ciência, a religião ficaria obsoleta. É o mesmo medo que ainda aparece quando o assunto é evolução ou o Big Bang. Bom, como a verdade não fica escondida, é o mesmo DNA que assustou tanta gente a prova que nenhum trans é do outro sexo.
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0 # Miguel 25-03-2017 15:19
Eu acho a discussão deste assunto extremamente importante no mundo cristão, só acho que essa ambiguidade sobre o posicionamento de alguns religiosos a respeito do problema que motiva muita confusão.

Se eu considero o homossexualismo ou o transsexualismo uma doença, como a depressão, não cabe falar em mudança de estilo de vida ou escolhas, o que cabe é tratamento médicamentoso ou suporte psicológico.

Mas se eu considero como um pecado intrinsecamente ligado a natureza decaída do homem, que eu acho, deve ser o posicionamento da Igreja, eu posso de maneira solidaria atuar e contribuir de maneira significativa na vida das pessoas.

Entender a força destruidora e o poder do pecado na vida do ser humano é imprescindível para que aquela pessoa repense suas atitudes e se arrependa.Acolhimento, instrução e exortação por meio da palavra não são julgar. Oferecer um amor e misericórdia permissivos, sem que a Verdade seja oferecida, tão inócuo quanto ignorar o assunto. A porta é estreita mesmo.
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0 # Luciano Santos 23-03-2017 22:07
Era o ano de 2011 no Grupo Eu Quero Saber no Facebook, eu fui tocar no assunto Ideologia Marxista, e Ideologia de Gênero neste Grupo, e uma pessoa neste grupo com preguiça de se aprofundar no assunto disse que as informações na época era tendenciosas, ou seja não queria saber do assunto, as informações tendenciosas, já caíram no ENEM de 2015 e 2016, ainda temos que lidar com pessoas que adoram fugir do assunto, e não se aprofundar, haja paciência com este povo !
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+2 # Roseli de Carvalho 23-03-2017 21:10
Fico muito preocupada como nós tratamos este assunto e também a negligência das Paróquias. Se é transtorno e têm tratamento temos, então, um grande problema, pois o tratamento ou acompanhamento psicológico adequado não é acessível a todos. E como fica... Vamos internar todos em clinicas de recuperação como fazemos com os dependentes químicos...

Pelo que sei a Igreja não esta dando conta nem de atender a demanda dos que caem no flagelo das drogas.

Espero que a Igreja e as ciências (antropologia, psiquiatria, sociologia, etc) possam nos ajudar a resolver esta questão social. Pois Deus quer a vida em plenitude para todos e a felicidade é o que o gênero humana busca, independente da religião.
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0 # A Catequista 24-03-2017 13:45
Roseli, sim, é um grande problema, uma questão complexa. Mas não devemos comparar à situação dos dependentes químicos. Disforia de gênero não é caso de internação em clínica.

De fato, o acompanhamento psicológico adequado não é acessível a todos. Então, cada paróquia, com amor e caridade, deve fazer o que está a seu alcance. Talvez uma pessoa com disforia de gênero, pela falta de um bom apoio psicológico, nunca venha a resolver o seu transtorno. Mas ainda assim não devemos rejeitá-la, como fazem tantas comunidades.
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-3 # YURI 22-03-2017 16:43
Daqui a uns anos, disforia de gênero vai deixar de ser considerada uma doença assim como o homossexualismo já deixou de ser. E mais. Será taxado de preconceituoso e fóbico alguma coisa aquele que permanecer usando a razão.
Pouco a pouco as pessoas vão achando que essas coisas são normais e nós só aplicamos alguma resistência à uma nova investida, e não ao terreno que eles já ganharam.
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0 # Emerson 24-03-2017 23:05
Homossexualidade é doença?
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0 # A Catequista 25-03-2017 13:15
A Igreja não vê a atração por pessoas do mesmo sexo como doença. Segundo o Catecismo: "Apoiando-se na Sagrada Escritura, que os apresenta como depravações graves, a tradição sempre declarou que "os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados".

EIS TUDO O QUE O CATECISMO DIZ SOBRE ISSO:

§2357 A homossexualidade designa as relações entre homens e mulheres que sentem atração sexual, exclusiva ou predominante, por pessoas do mesmo sexo. A homossexualidade se reveste de formas muito variáveis ao longo dos séculos e das culturas. Sua gênese psíquica continua amplamente inexplicada. Apoiando-se na Sagrada Escritura, que os apresenta como depravações graves, a tradição sempre declarou que "os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados". São contrários à lei natural. Fecham o ato sexual ao dom da vida. Não procedem de uma complementaridade afetiva e sexual verdadeira. Em caso algum podem ser aprovados.

§2358 Um número não negligenciável de homens e de mulheres apresenta tendências homossexuais profundamente enraizadas. Esta inclinação objetivamente desordenada constitui, para a maioria, uma provação. Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á para com eles todo sinal de discriminação injusta. Estas pessoas são chamadas a realizar a vontade de Deus em sua vida e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar por causa de sua condição.

§2359 As pessoas homossexuais são chamadas à castidade. Pelas virtudes de autodomínio, educadoras da liberdade interior, às vezes pelo apoio de uma amizade desinteressada, pela oração e pela graça sacramental, podem e devem se aproximar, gradual e resolutamente, da perfeição cristã.
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+7 # A Catequista 22-03-2017 14:47
Colo aqui o ótimo comentário que a psicóloga Simone Nunes fez em nossa fanpage:

"Se é um transtorno (a transexualidade) deve receber sim uma abordagem terapêutica, pois entende -se como transtorno tudo que foge ao funcionamento fisiológico do organismo. No caso da transexualidade, está claro que existe uma dissintonia entre o gênero do organismo e a maneira como sua mente o ignora e até repudia. Alguns ditos 'profissionais de saúde' buscam retirar a palavra 'transtorno de identidade de gênero' quando se trata do tema da transexualidade, mas então deveriam retirar de todos os outros transtornos (bipolar, outras dezenas de tipos de transtornos de identidade etc) e deixar essas pessoas também sem qualquer abordagem terapêutica, para que se aceitem não como são, mas 'como estão'. Eu chamaria esses psicólogos de portadores de transtorno de identidade profissional."

"Dizer que o fato de o transexual se declarar 'feliz como está' basta para ignorar sua condição do ponto de vista psicológico não é relevante. A grande maioria dos pacientes com transtornos e problemas psicológicos vai alegar estar feliz no início do tratamento, muitos irão negar sua necessidade e mesmo assim o profissional insistirá na terapia. Por que com a transexualidade é diferente?? Difícil entender... obs: é comum que o transexual não tenha apenas um transtorno de gênero mas outro transtorno de identidade, (ele se deturpa em outras características além do gênero, pode haver manias como megalomania etc). Isso aponta no sentido de que o transtorno de gênero é na verdade uma subcategoria dentro do transtorno de identidade e deve receber a mesma abordagem dos demais pacientes, sem 'privilégios'."
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+1 # Thiago 22-03-2017 11:19
Eu acho os debates e toda forma de orientação sobre este assunto muito importantes.
Porém fiquei com uma dúvida. A matéria diz todos os casos são uma "disforia" ou que têm tratamento. Essa informação já é confirmada? Será que não existem casos em que realmente a pessoa nasceu biologicamente com uma diferente do corpo?
Pergunto isso porque eu acho importante combater a imposição ideológica, essa que é bombardeada em nossas casas (pela TV, redes sociais etc.), mas e quando se tratam de indivíduos? Deixemos a ideologia de lado... será que eu posso (cientificamente falando) "jogar todos num mesmo saco" e indicar a "cura"?
Quando conversei com um psiquiatra num Seminário sobre Ideologia de Gênero na minha paróquia, perguntei não do caso de adultos, mas de crianças que apresentam traços de comportamento do sexo oposto.
Ele foi categórico em dizer que devemos olhar para o indivíduo com o olhar misericordioso de Cristo e para as ideologias com o olhar revoltado de Cristo.
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+1 # Thiago 22-03-2017 03:37
Olá, vocês conhecem e podem indicar algum bom livro que trata sobre o tema, sobretudo sobre a ação pastoral e sobre o posicionamento da Igreja diante desse cenário? (Materiais católicos, baseados na doutrina católica, não necessariamente produzido por padres). Eu não lembro de ter visto livros que tratem da ação pastoral neste cenário.
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+1 # A Catequista 22-03-2017 14:45
No site do Apostolado Courage há uma ampla lista de livros, sites e artigos sobre o tema:

http://www.couragebrasil.com/p/material-de-apoio.html
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+1 # Matheus 22-03-2017 01:39
Prezados, gostei muito do texto, mas restou-me uma dúvida.
No texto vocês afirmam que há "disforia de gênero, também chamada de transtorno de identidade de gênero".
Considerando todo o problema de ideologia de gênero, bem como o fato do termo gênero estar substituindo o termo sexo e isso ser favorável aos ideólogos de gênero, será que não seria mais correto dizer "disforia de sexo ou transtorno de identidade de sexo"?
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+1 # Anderson 21-03-2017 21:00
Gostei muito da matéria. Mas vejo que os padres têm um pouco de receio de trabalhar com este assunto. Eles comentam em homilias, mas nas paróquias em que costumo ir não existe uma preparação para saber recepcionar o público LGBT. E isto realmente ė muito triste...
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0 # Rodrigo Leite 21-03-2017 17:27
Complicado...
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+2 # Natália 21-03-2017 16:56
Realmente não estamos preparados... Mas acho que não estamos é por conta do medo mesmo.
Mas antes de tudo: Será que algum de fato procurará uma Paróquia?
Porque o que mais se faz dentro desse lobby é difamar a Igreja e qualquer um que lá dentro esteja e não seja adepto da jujubice.
De fato sempre existiu essas adversidades, mas acredito que antes não havia tanto "investimento" em propagá-la.
Não estamos preparados porque além de ser algo novo, veio como se fosse um tsunami: se você fala que é transtorno psicológico, te xingam; se você fala que a Igreja pode te ajudar, te chamam de preconceituoso; se você fala que isso não é biologia, te chamam te retrógrado.
Ou seja, te xingam de qualquer maneira, só não te xingam quando você fala o que querem ouvir.
Então, como seria uma preparação para padres e leigos no acolhimento de pessoas nessas condições?
Pois, como diria um santo (não me recordo qual deles): "Quem fala a verdade, perde amizades"...
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+3 # A Catequista 21-03-2017 21:53
"Será que algum de fato procurará uma Paróquia?". Sim, procuraria - e muitos de fato procuram. De onde tiramos essa ideia de que a pessoas homossexual é um tipo tão abominável de pecador que não tem possibilidade de conversão?

Há milhares de pessoas na Igreja Católica que sentem atração por pessoas do mesmo sexo, e estão sinceramente empenhados em viver castamente. E há tantos outros homossexuais que ainda estão "no mundo", e que precisam ser evangelizados.
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0 # Natália 22-03-2017 12:01
O que eu quis dizer é que com o lobby tão forte e a ânsia de várias militâncias em difamar a igreja, provavelmente eles só irão procurá-la quando estiverem já sem saber o que fazer; sendo que em nenhum momento foi negado algum tipo de ajuda à eles, e sim foi doutrinado a muitos que a igreja é opressora.

Só que é visível que as pessoas têm medo de falar, porque qualquer coisa que se diga é preconceito.
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+2 # Natália 22-03-2017 11:55
Quem sou eu para afirmar que eles são um tipo abominável de pecador que não tem possibilidade de conversão?

Meu tio: o último lugar que ele quer ir é numa Igreja, mas se for em Aparecida, ok (e pra passear e fazer uma "fézinha"). Não podemos falar nada para ele que ele já acha que estamos condenado-o ao inferno. Não podemos falar do evangelho perto dele que ele já nos acha preconceituosos. Não podemos falar que ele não pode frequentar umbanda e depois rezar uma ave-maria que ele já se sente ofendido.
Um rapaz da paróquia: ele coordenava o grupo de jovens, e até onde sei, ele "se assumiu" e começou a pregar coisas contrárias a doutrina da Igreja no encontro de jovens. O pároco o afastou, e ele simplesmente ignorou a doutrina da igreja e passou a odiá-la. Hoje acha que qualquer uma serve, menos a cristã, usa camiseta "não há cura para quem não está doente".
Eu vejo jovens com atração na paróquia, eu sei que eles existem.
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+1 # Lidia Neira Alves 21-03-2017 16:26
Gostaria de saber quem é o autor ou autora da matéria e o que é marxismo cultural.
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0 # Natan Holanda 22-03-2017 09:51
Já foi feita a recomendação de procurar o site do Padre Paulo Ricardo. Serei mais específico. Procure o curso "Marxismo Cultural" no site do Padre supracitado. São seis aulas -- um primor -- de 45 a 60 minutos cada.
R E C O M E N D O ! !
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+2 # A Catequista 21-03-2017 22:06
Lídia,
O marxismo cultural é a estratégia de avanço gradual e não-violento do marxismo, que usa os meios acadêmicos, a classe artística e suas atividades culturais e a mídia para promover o conceito de classes opressoras X classes oprimidas (no lugar da luta de classes, que colocava em oposição capitalistas X operários).

O fracasso completo das ditaduras comunistas, com suas economias planificadas, levou à descrença generalizada em relação a uma sociedade em que não há propriedade privada. Entendendo isso, os partidários do marxismo criaram uma nova modalidade de marxismo, muito mais sofisticado do que a luta armada, para espalhar destruir a cultural Ocidental, esfacelar a família, combater a religião e difundir o espírito de discórdia e subversão marxista pelo mundo: a Revolução Cultural.

Se quiser se aprofundar mais nesse tema, estude sobre Gramsci e a Escola de Frankfurt.
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0 # Fran 23-03-2017 21:10
Sendo assim, mesmo a proposta econômica sendo inviável, o movimento revolucionário abraçou outras causas para sua luta pelo poder -- aí entra o marxismo cultural. A luta não é mais pela sociedade comunista (o próprio Gramsci afirma que NÃO EXISTE COMUNISMO), mas pela transformação na qual eles estejam na liderança, a transformação cultural. Em todo o falatório revolucionário hoje, não existe UM projeto de construção do socialismo -- eles só falam de feminazismo, de movimento LGBT... é uma rede de protestos diversos e inconexos a ponto da incoerência completa, como defender os "direitos dos gays" e o Estado islâmico AO MESMO TEMPO. É incoerente, mas não importa, pq se trata de MANTER O PODER NAS MÃOS DA ELITE ESQUERDISTA, e não de criar um modelo específico de sociedade. O próprio Lula disse: "não sabemos o socialismo que queremos". Oswald de Andrade, comunista que ajudou a desmantelar a arte na Semana de Arte Moderna, diz: "Não sabemos o que queremos. Mas sabemos o que não queremos."
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0 # Fran 23-03-2017 21:03
Este video do Prof Olavo de Carvalho explica MUITO BEM a estratégia do marxismo cultural: https://m.youtube.com/watch?v=gsgELzoqO6w


Basicamente, é o seguinte: foi mais do que provado que a economia socialista (planificada) é uma ficção: numa economia planificada, sem mercado, as coisas não têm preço; se não há preços, não há cálculo de preços; sem esse cálculo não é possível fazer economia planificada. A URSS só sobreviveu durante 60 anos graças à ajuda que americanos deram e graças à propriedade privada (ilegal) que existia. É importante entender que o marxismo não é propriamente uma ideologia, mas uma CULTURA, e que ele muda de ideologia quantas vezes for necessária para conquistar o poder, de acordo com o que é melhor para eles no momento: primeiro, defendeu revolução armada; hoje, apoia o desarmamento e cria um discurso demonizando as armas, por exemplo.
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+3 # Expedito 21-03-2017 20:41
Marxismo cultural vc encontra no site www.padrepauloricardo.org.br
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0 # José Eudes 21-03-2017 15:44
Excelente artigo!
Só um detalhe: "[...] mas na verdade é só um maio de tirar o corpo fora [...]. A palavra seria meio, não é?! =)
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0 # A Catequista 21-03-2017 18:11
Sim! Já corrigi, obrigada.
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