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Quarta, 24 Agosto 2016 02:00

Meu protestante favorito - uma reflexão sobre os nossos irmãos separados

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Depois da animação "Meu Malvado Favorito", bem que os católicos poderiam produzir um filme chamado "Meu protestante favorito". Afinal, muitos de nós admiramos o testemunho cristão de ao menos um amigo, parente ou celebridade protestante (ainda que reconheçamos as graves lacunas de sua crença).

Tem uns sites católicos por aí dizendo que os protestantes não são nada além do que um bando de hereges completamente afastados da graça de Deus, e nem mesmo podem ser chamados de cristãos. Se você pensa assim, você está contra a doutrina católica, sim, amiguinho!

É preciso saber que:

  • a Igreja Católica reconhece como VÁLIDO o batismo ministrado em algumas comunidades protestantes (veja quais);
  • a encíclica Dominus Iesus afirma que os membros de outras religiões, ainda que de forma GRAVEMENTE deficitária, podem receber a graça de Deus – pois muitos não têm culpa de serem ignorantes quanto à verdadeira fé;
  • São Paulo ensina que até mesmo os pagãos, apesar de não terem tido contato com a lei de Deus, muitas vezes fazem o que a lei manda, quando são fiéis à sua consciência (Rom 2,13-15);
  • fora da Igreja não há salvação (já explicamos esse dogma aqui), e, junto a isso, também é verdade “para se obter a salvação, não se exige a incorporação real (reapse), como membro, à Igreja, mas é exigido, pelo menos, a adesão a esta pelo voto e o desejo (...). Se o homem sofre de ignorância invencível, Deus aceita um voto implícito, assim chamado porque contido naquela boa disposição da alma com a qual o homem quer a sua vontade conforme à vontade de Deus.” (Carta do Santo Ofício ao Arcebispo de Boston, 1949. Denzinger, 3866 -3872).

Diante de tudo isso, como é que se pode sustentar a ideia estapafúrdia de que os protestantes não são cristãos?

Nós católicos devemos saber conciliar a necessária luta contra a heresia protestante com o devido amor e respeito aos nossos irmãos separados. Até mesmo sabendo identificar as oportunidades de colaboração mútua em "questões sociais e técnicas, culturais e religiosas" (S. João Paulo II, Redemptoris Missio).

chuck_portao

Que a Deforma Protestante foi obra do capeta, isso nós temos que deixar claro (não foi reforma, foi deforma mesmo!). Ainda assim, algo de católico os protestantes conservaram – o Novo Testamento foi compilado pelos católicos, afinal (saiba mais aqui)! E é essa parcela de herança católica que Deus pode usar para realiza a Sua obra.

Aliás, nem todo protestante é herege, no sentido mais amplo do termo. Existe uma diferença entre crer em uma doutrina errada por ignorância invencível (heresia material), e entre rejeitar a verdade por puro orgulho, covardia e teimosia (heresia formal).

Nas comunidades protestantes, os pastores, bispos e apóstolos não possuem poder sacerdotal algum - pois não possuem sucessão apostólica. E, mesmo assim, muitos deles agem de reta consciência, buscando com sinceridade serem fiéis a Jesus.

Como bem observou nosso leitor Geraldo: “Uma coisa é o herege pai, fonte da heresia. Outra coisa são os membros das comunidades eclesiais herdeiras desse heresiarca (os batistas, os presbiterianos, assembleianos, etc.) que nasceram e cresceram nessa cultura sem nunca conhecer outra coisa E que, com aquilo que receberam (e que em grande parte é algo herdado do catolicismo de onde um dia se desmembraram) fazem o que podem, por vezes dando muito mais frutos que nós próprios que comemos à mesa do Pai”.

seitas_joao

Mas infelizmente, grande parte das denominações se afastaram de forma tão drástica do Evangelho, que já nem mesmo podem ser chamadas de cristãs: são paracristãs, ou seja, arremedos medonhos do cristianismo.

Como a igrejola do pastô que dá surra de terno...

surra_terno

As comunidades que abençoam uniões gay...

gay_evangelico

A comunidade evangélica sul-africana que come capim durante o culto...

A seita que promove a lipoaspiração di Zizuiz para emagrecimento...

Enfim, o rol de aberrações é interminável! Algumas comunidades chegam até mesmo a negar a divindade de Jesus, como é o caso das Testemunhas de Jeová. Não é à toa que Lutero reconheceu a besteira que fez, ao ensinar que qualquer um pode interpretar a Bíblia (confira aqui).

Também muitos protestantes fazem uma escolha livre pela ignorância; nesse caso, o caminho da perdição é quase certo. Mesmo assim, o julgamento está nas mãos de Deus.

Então, se você tem um protestante favorito, seja legal. Tem muitas coisas que podemos fazer juntos. Mas, como canja da galinha não faz mal a ninguém, não dê chance pro Coisa-Ruim! Trate de trabalhar e rezar para trazer o amiguinho para a única Igreja que contém a plenitude dos meios de Salvação!

36919 Segunda, 17 Abril 2017 14:32

Comentários   

0 # Ei, Protestante! 04-01-2017 22:52
Ei, Protestante! Blog inspirado no livro “Legítima Interpretação da Bíblia” de Lúcio Navarro. http://blog-ei-protestante.blogspot.com.br/?m=1
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+1 # A Catequista 28-11-2016 11:21
Na nossa fanpage, apareceu gente dizendo que a doutrina que afirma que os protestantes são cristãos é uma "heresia" inventada pelo CV II. Dizer isso é burrice e arrogância! Quer tirar onda de seguidor dos papas pré conciliares, e nem mesmo conhece seus escritos! O Papa Pio XI, ao escrever aos ortodoxos (não são protestantes, mas também estão rebelados contra a autoridade de Pedro), adota um linguajar amigável, busca destacar os pontos de concordância, e em nenhum momento os chama de cismáticos (ainda que eles o sejam). Na Rerum Orientalium (1928), ele afirma: “O remédio para os grandes males da separação não pode ser aplicado a não ser que se remova primeiro o impedimento da ignorância mutua, do desprezo e do preconceito (…). Os Católicos também têm às vezes falhado em avaliar com justiça a verdade ou, por conta de conhecimento insuficiente, em mostrar um espírito fraternal. Conhecemos nós tudo o que há de valor, de bom e de Cristão nos fragmentos da ancestral verdade Católica? Fragmentos separados de protominério de ouro também contêm o precioso minério (…)”. Também o Papa Leão XIII, bem anterior ao CV II, disse: “Muitos dos cristãos separados amam o nome de Cristo com todo o coração, se propõem a obedecer sua regra de vida, e por imitação buscam seguir seu exemplo sagrado.” Outro papa que veio antes do CV II, Pio XII, ensinou que muitos protestantes seguiam uma doutrina herética sem culpa própria, portanto, não são hereges no sentido pleno da palavra. Sobre os protestantes, ele disse, na sua primeira encíclica, Summi Pontificatus: “Não queremos que passe despercebido o grande eco de comovido reconhecimento que vieram suscitar em nosso coração os augúrios daqueles que, se bem não pertençam ao corpo visível da Igreja católica, não se esqueceram, em sua nobreza e sinceridade, de sentir tudo aquilo que, ou por amor à pessoa de Cristo ou pela sua crença em Deus, os unem a nós.”
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+1 # Junior 09-09-2016 17:17
Mesmo sendo protestante, tenho um profundo respeito e admiração pelos irmãos (assim os considero) católicos, mas há diversos pontos no catolicismo dos quais não consigo ver como sendo condizentes com a obra de Cristo na Cruz. Tentar me vincular à Roma não seria honesto nem com a igreja nem com a minha própria consciência. Tenho certeza que há um grupo grande protestantes que pensam assim como eu, e além do mais, ficamos tristes com o "testemunho" do evangelicalismo vulgar brasileiro os quais também consideramos hereges.
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+1 # A Catequista 09-09-2016 17:56
Junior, ao expor sua discordância com o catolicismo, você fez isso de modo delicado e respeitoso. Nos chamou de hereges, mas fez isso com categoria! rsrs Estamos à disposição, caso você deseje compartilhar conosco os pontos da doutrina católica que lhe parecem mais gravemente contrários à obra de Cristo. Não abrimos esse tipo de fórum aqui (o blog é um espaço fundamentalmente voltado para o esclarecimento de católicos), mas você pode escrever para:
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0 # João Pedro Strabelli 07-09-2016 09:26
Oi, Geraldo Bom dia Não se incomode nem um pouco em se alongar. Vão duas complementações aí. Gandhi, segundo um livro que tem na casa da minha mãe, tomou conhecimento do cristianismo e de Jesus Cristo quando esteve na Inglaterra e gostou muito. Se não me falha a memória, pois li o livro há uns trinta anos atrás, ele gostou da misericórdia, da bondade e das palavras de Jesus. Foi neste livro também que li sobre a resistência pacífica. Os indianos recusariam todos os produtos ingleses, lutariam contra, mas sem nenhuma violência. Morreriam se fosse preciso mas nunca agrediriam ninguém. Mas também havia outros movimentos de libertação que não se importavam nem um pouco em usar armas. Mas já andei vendo textos por aí que tentam esculhambar Gandhi para, indiretamente, esculhambar o que ele fez. Curiosamente, uma boa parte tem sobrenome inglês. Muuuuita coincidência… Se bem que na arte da esculhambação Gandhi ajudava um puco. Tinha umas maluquices difíceis de explicar, fora do contexto dele — ou fora de qualquer contexto, pelo jeito. Como a de achar que para ser totalmente livre dos desejos ele deveria ser capaz de dormir na mesma cama que uma moça bonita e não sentir nada. Aí, lá ia uma coitada ter que repartir o espaço com ele, inclusive a pobre de uma sobrinha. Não acontecia nada, mas devia ser um incômodo que só pra pobre (esta achei na internet mas não me lembro o site). E uma batida no peito: eu não conhecia Chesterton! Não conhecia…
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+1 # Geraldo 07-09-2016 20:34
Ah...Pois então não perca mais tempo, meu irmão! Chesterton é um tesouro muito precioso. É até difícil falar dele de tão multifacetada que foi a sua atuação neste mundo. Basicamente ele era um jornalista, mas isso diz tão pouco... Por minha conta, eu digo que ele era também filósofo e teólogo. Salvo engano meu foi o especialista em Tomás de Aquino, Étienne Gilson, que disse que daria um braço para escrever o livro que Chesterton publicou sobre o Aquinate. E ele era também escritor de ficção e poeta. E grande palestrante, apologista e debatedor. Em seus célebres debates, ele mesclava a profundidade dos argumentos com um humor delicioso. E muitas vezes saia abraçado com o oponente, para beber um vinho no restaurante mais próximo. A sinceridade do bem querer ao outro, de mãos dadas com uma clara e franca discordância acerca das ideias e ações desse outro, não representava nenhum problema ou contradição para ele, tão grande era sua liberdade interior. Falar de Chesterton é mesmo, como dizia, uma tarefa inesgotável. Mas a coisa que mais me impressionou foi o depoimento de Frans Kafka, que eu não sei bem se era ateu ou agnóstico, ou algo próximo disso e, não obstante disse acerca de Chesterton, algo parecido com isso: "CHESTERTON ERA UM HOMEM TÃO FELIZ, QUE PARECIA ESTAR SEMPRE VENDO O PRÓPRIO DEUS!" Mas eu me sinto muito pobre e limitado para apresentar uma personalidade tão cativante. Por isso deixo aqui alguns links, que levam a apresentadores/comentadores de Chesterton muito mais competentes (a lista é grande, para ser saboreada devagar): https://www.youtube.com/watch?v=dnjYh76P1l8 https://www.youtube.com/watch?v=yMbQd12_U2c https://www.youtube.com/watch?v=BmOd04EYkTc https://www.youtube.com/watch?v=XohAqlCGf5s https://www.youtube.com/watch?v=ytjYIxFSZRM https://www.youtube.com/watch?v=iyKfUTvTguk https://www.youtube.com/watch?v=JRt54imXJUo https://www.youtube.com/watch?v=z4etyYCFL10 https://www.youtube.com/watch?v=NOqj2mEFZMw http://videos.religionenlibertad.com/video/cbeMzoYkaF/Chesterton-lo-real-y-la-gratitud http://www.religionenlibertad.com/chesterton-fue-el-pasaporte-de-pearce-para-visitar-a-solzhenitsyn-tan-47680.htm http://www.religionenlibertad.com/por-que-me-hice-catolico-responde-chesterton-35689.htm http://www.midiasemmascara.org/artigos/cultura/14329-chesterton-e-a-solucao-para-o-mundo.html http://www.sociedadechestertonbrasil.org/artigos/ https://padrepauloricardo.org/blog/estrada-aberta-para-a-beatificacao-de-g-k-chesterton http://www.alobrandalise.com/2015/07/fe-alegre-tolkien-chesterton-campbell.html https://www.youtube.com/watch?v=kSeqmPQ43kI http://www.acidigital.com/biografias/vidas/chesterton1.htm https://www.youtube.com/watch?v=Vc9Di6Z03iI http://www.dailymotion.com/video/x18o2i2_padre-brown-t1e4-o-homem-na-arvore-leg-pt_shortfilms http://www.sociedadechestertonbrasil.org/educacao/a-educacao-pelos-contos-de-fadas/ Sabe que só agora notei uma coisa: parece que este blog (O CATEQUISTA) ainda não fez nenhum post dedicado a Chesterton (me corrijam, se eu estiver equivocado) e valeria muito à pena fazê-lo. Fica aí a sugestão. Eu sou meio suspeito para falar, pois o homem me cativou tão logo conheci sua vida, personalidade e obra. Torço e rezo vivamente, pela sua canonização. E creio que ele é indispensável ao nosso tempo, como testemunho de que a fé cristã, o encontro com Jesus, resulta numa tremenda ampliação da nossa inteligência (como compreensão do real) e da alegria e sabor de viver (mesmo com as cruzes). "Aquele que tudo deixar por mim, receberá cem vezes mais (com cruz e perseguição) nesta terra e mais a vida eterna" (Marcos 10, 29-30). Para mim, Chesterton ilustra essa passagem do Evangelho com toda a sua vida. A alegria de ser amigo de Jesus, é praticamente toda a sua história.
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0 # Geraldo 07-09-2016 22:14
Parece que o vídeo do primeiro link acima, está com o áudio mudo. Mas o segundo da lista retoma o mesmo assunto: uma proposta de iniciativa social e econômica inspirada na Doutrina Social da Igreja, que Chesterton desenvolveu.
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0 # João Pedro Strabelli 06-09-2016 20:58
Vou arriscar mais um comentário aqui, que tem a ver com o porque de algumas pessoas muito boas que são de outras religiões. Imaginem se Gandhi, um pouco antes de começar a sua resistência pacífica que libertou os indianos do domínio inglês sem o uso da violência, disse que tinha se convertido ao cristianismo e, em sequência, convocasse todos os indianos a resistir aos ingleses. Funcionaria? Se Deus deu essa missão para ele, só como hindu ele conseguiria. Isso não muda a minha fé, mas me faz entender um pouquinho mais alguns desígnios de Deus.
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0 # Geraldo 07-09-2016 01:15
É. A gente tem que compreender que Deus é o criador do mundo e que colocou nas pessoas criadas o desejo de busca-lo e pôs no coração de todos, o anseio pela verdade, o bem, a beleza. A Bíblia , inclusive os Atos dos Apóstolos, fala positivamente dos "tementes a Deus" que não eram judeus. E o nosso catecismo fala da aliança do Senhor com os justos da terra, sintetizada na história de Noé. Sem dúvida, pois, há um agir da Providência Divina no mundo, para além dos limites visíveis da igreja que o filho de Deus feito homem, congregou nessa terra. Na famosa carta de Pero Vaz de Caminha, vemos claramente a sensibilidade de um homem nascido numa cultura cristã (que naquele tempo, por causa da Renascença, já começava a sua marcha rumo à paganização que vemos hoje) quando ele observa e registra, admirado, as boas atitudes que viu entre os indígenas. O que não justifica qualquer recusa de comunicar o Evangelho a Gandhi e aos indígenas do Brasil (a canonização de Anchieta, pelo atual papa - malgrado os muxoxos dos politicamente corretos - deixa claro o apreço da igreja por essa semente da fé, plantada em meio à certas ambiguidades, mas também fruto de muita santidade). Compreendo que o fato de Gandhi ser hindu e partilhar da espiritualidade do seu povo, facilitou a comunicação da sua mensagem e a união das pessoas em torno de sua causa. Mas lembro duas coisas: 1) Ele foi capaz de partilhar suas convicções e entusiasmo também com os muçulmanos da Índia, membros de uma religião radicalmente diferente da sua e bastante preconceituosa com os hindus. Depois de sua morte (e parece que já no finalzinho de sua vida), recomeçaram os habituais conflitos entre as duas crenças. Mas por um bom tempo, ele conseguiu apaziguá-los em vista do objetivo comum da independência. Agora, se o fato de pertencer à uma minoria religiosa ínfima, caso ele fosse cristão, tornaria mais penoso o seu diálogo e persuasão junto à maioria hindu, me parece uma conjectura plausível. 2) Contudo, eu não tenho a menor dúvida, de que a independência teria chegado bem mais cedo, se a Índia fosse majoritariamente cristã. Bem como teriam sumido de seu meio, um monte de costumes contrários à dignidade humana e especialmente à dignidade da mulher. Sei que este é um ponto de vista que pode ser tido como eurocêntrico e preconceituoso, nesses tempos de tirania do politicamente correto (que é efetivamente a ditadura de um punhado de "especialistas" que vivem a criticar todo tipo de "imposição cultural", menos a deles). Mas parafraseando o muito lúcido Chesterton "gostamos de falar do “multiculturalismo”, ou seja, temos um expediente para evitar discutir o que é bom". http://scriptorium-ix.blogspot.com.br/2015/03/sobre-o-progressismo-chesterton.html Se é um fato histórico concreto, que a Europa, como resultado da novidade de Jesus que foi moldando sua cultura, logrou ser o primeiro continente do mundo a abolir a prática da escravidão, e também ser o lugar da invenção do hospital e da maior rede de solidariedade social jamais vista na história (isso para falar de apenas alguns frutos daquela árvore que brotou do grão de mostarda da fé lançada por Cristo, o que não implica em esconder as muitas traições e terríveis infidelidades que também ocorreram) não haverá escrúpulo politicamente correto, capaz de nos fazer negar a história e o agir da graça de Cristo em nosso meio. Não para nos vangloriar, mas para alegremente e com humilde gratidão, cantar e proclamar a bondade do Senhor que se dignou a olhar para a nossa miséria. Como gosta de dizer o papa Francisco, somos pecadores, a quem o Senhor tem olhado com misericórdia. De modo que, nossa grande boa vontade, em respeitar e abraçar tudo o que Deus tem feito de bom no mundo que ele criou, em nos alegrar com o diálogo que ele mantem com todos os seres humanos (protestantes, ateus, pagãos) não nos deve fazer esquecer daquilo que, São Tomás de Aquino, constatava com muito realismo: Eu não me lembro das exatas palavras dele, mas era algo com o seguinte sentido: Deus se comunica com suas criaturas, a reta razão humana por si, chega certamente ao conhecimento e à prática da verdade, do bem, da beleza e até de Deus. Mas apenas muito raramente, e sob circunstâncias muito excepcionais, isso ocorre de modo suficiente. Ou seja, o bem de que o ser humano é capaz sem Cristo, sem a graça da Revelação Divina (pois ao contrário dos protestantes, nós cremos que o pecado original não destruiu por completo a liberdade humana) não é qualquer coisa como mamão com açúcar. É um troço custoso, conseguido meio que às apalpadelas e em meio à tremendas ambiguidades e contradições. Certamente que constatar esse fato, não pode tornar a nós cristãos, uns metidos à besta cheios de vanglória. Muito pelo contrário: é com tremor e temor, que tomamos consciência do imenso tesouro que o Senhor permitiu que carregássemos no pobre vaso de barro que somos. Consciência que só aumenta a nossa responsabilidade: "Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque SE AS MARAVILHAS QUE FORAM REALIZADAS EM VOSSO MEIO, tivessem acontecido em Tiro e Sidom, há muito tempo elas teriam se arrependido, vestindo roupas de saco e cobrindo-se de cinzas. Por isso, no dia do Juízo haverá menor rigor para Tiro e Sidom do que para vós." (Lucas 10, 13-14)
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0 # Geraldo 07-09-2016 01:59
Me perdoe alongar isso mais um pouquinho, mas é que me parece importante registrar também isso: Nem que seja um pedaço pequeno, da alma de Gandhi, era culturalmente cristã. Não falo do "cristão anônimo" de Karl Rahner, uma bobagem que confunde cristianismo com retidão moral (quando a realidade cristã é a de pecadores em cuja mesa o Senhor quis se sentar e qualquer bem de que sejamos capazes, será correspondência a esse Amor que nos amou primeiro). Mas falo de uma influência cultural e moral explícita que o próprio Gandhi reconhece. Essa influência que teve lá seu papel na luta pela independência da Índia. E ela veio da leitura de Chesterton. Infelizmente, não pude encontrar nenhuma referência em português a não ser um breve comentário sobre tal influência no prefácio do livro Ortodoxia, de Chesterton (salvo engano meu). Mas encontrei este texto, muito bom, em inglês: http://americanchestertonsociety.blogspot.com.br/2009/01/gandhi-reference.html
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0 # A Catequista 08-09-2016 14:24
Perfeito, Geraldo. O que quase ninguém fala é que, se Gandhi não tivesse ido estudar na Inglaterra e não tivesse bebido intensamente da cultura ocidental, ele não teria feito o bem que fez para a Índia.
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0 # Cássio 29-08-2016 15:46
Obrigado Catequista pelas informações. Minha pergunta não foi sobre a tal ignorância invencível. E cada um pode gostar de quem quiser. Li C.S Lewis e achei "Cristianismo puro e simples" muito bom por sinal. Também gosto dos filmes do Denzel Washington... Tenho conhecidos que são protestantes. E conheço outros católicos que tem amigos protestantes. Questionei apenas que se a Igreja Católica é, digamos, a fonte de salvação e detentora da verdade, não seria uma missão a nossa, católicos, tirar essas pessoas dessa ignorância? Ou devemos deixar elas com a crença delas, tipo o que importa é ser feliz, e pronto? Devemos abdicar da nossa fé em favor e ser politicamente correto em não dizer a Verdade para eles nessa época de intolerância religiosa (intolerância contra a Igreja Católica diga de passagem)? O que é pior, falar a Verdade e perder o amigo em vistas aos respeitos humanos ou se calar e perder o céu (seremos cúmplices do erro)? Se é que falar de "céu" seja politicamente correto. Mas sua resposta me fez ver melhor o assunto e vi um texto de vocês chamado "No Céu só haverá católicos?". Lá diz o seguinte sobre a ignorância: "é assim que a Igreja nomeia essas condições extremamente desfavoráveis para o conhecimento e o acolhimento da verdadeira fé. É como um forte bloqueio, que impede a pessoa de dizer sim a Cristo e à Sua Igreja". Lá fala em condições extremamente desfavoráveis... Aproveito pra perguntar então por que cargas d'água os jesuítas foram catequisar os índios? Não precisava certo? Deixassem eles com a sua cultura e estariam salvos pela "ignorância invencível". No mesmo texto ("No Céu só haverá católicos?") diz que "nós católicos seremos julgados com muito mais rigor do que aqueles que ignoram a palavra de Deus". Então é preferível não ser católico. Aliás, é muito melhor não ser nada. Bingo!!! Ah se eu soubesse disso antes... Será que dá pra pular fora ainda? Me parece que essa "ignorância" não seja o caso dos protestantes, porque eles adoram jogar pedras na Igreja Católica, demonstrando que conhecem bem o assunto, mas tudo bem. Vamos comemorar com eles no próximo ano os 500 anos da desobediência, ops, digo da revolução protestante, ou seja lá o que for. Até o Papa vai.. Oba, festão. E os 100 anos da aparição de Fátima, nada!!! Mas tudo bem, festa é festa. E pra não encompridar o assunto, sinceramente, parece-me que esse negócio de religião é uma grande bobagem, pois seu eu fosse ateu, islâmico, budista, satânico, gnóstico, protestante etc, e cometesse as maiores perversidades e pecados estaria, mesmo assim, numa boa. Poderíamos dizer que é muito provavelmente Hitler e Santa Teresinha do Menino Jesus estejam juntos, lado-a-lado, na ceia do Nosso Senhor no céu.
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0 # Geraldo 04-09-2016 22:13
Olá Cássio, com certeza não são poucos os protestantes que tem seus "católicos favoritos". O de C.S.Lewis, por exemplo, era o grande Tolkien. Sem falar nos inúmeros teólogos protestantes que citam fontes católicas em seus livros, inclusive os santos padres. Alguns, como os luteranos e anglicanos, rezam com alguns dos nossos textos litúrgicos, como o Kyrie (Ato Penitencial), o Glória e o Agnus Dei. Não quiseram jogar fora esses antigos e preciosos tesouros da nossa tradição litúrgica, embora afirmem não levar em conta a tradição como norma de fé. Reconhecer pois, que algumas riquezas da fé cristã (litúrgicas, teológicas e morais) mesmo após a ruptura, não foram abandonadas por eles, de forma alguma significa negar que fora da única igreja de Cristo não há salvação. E quem vem confirmar este fato inegável é o próprio Senhor,ao realizar milagres autênticos apenas em âmbito católico. E muito menos, significa a recusa de anunciar a eles o Evangelho pleno e o caminho da salvação. Mas é o exato oposto: este reconhecimento daquilo que eles já conhecem e vivenciam, só facilita o anúncio, uma vez que não é preciso partir da estaca zero. É por esta razão que a igreja aceita como válido o batismo de certas comunidades protestantes e o faz desde antes do Concílio Vaticano II. Se a igreja enxergasse a experiência de Deus que eles fazem, como um copo vazio, jamais aceitaria o batismo deles. Ao aceitar o batismo de um convertido ao Cristo Total (isto é: à igreja) , ela está dizendo - e o disse desde sempre - que Nosso Senhor agiu ali, que o copo da sua vida - embora não cheio - tinha já, algum conteúdo cristão válido. Era um copo mais, ou menos, preenchido, a depender da tradição protestante a que o neófito tenha pertencido. Tomo um exemplo bem anterior ao Concílio Vaticano II, para deixar claro que isso não é doutrina nova na igreja e nem modismo recente: Do Beato Cardeal Newman, ex-protestante, (certamente futuro São João Newman, pois seu processo de canonização tem andado bem depressa) a igreja não exigiu nenhum tipo de "rebatismo" (e isso em tempos remotamente pré-conciliares!). De modo que sua conversão ao Cristo total (isto é, à única igreja que Nosso Senhor deixou no mundo) não foi um começar da estaca zero. Ele já tinha a fé em Cristo desde o tempo em que era protestante e com certeza, não jogou toda a sua experiência anterior de fé, no lixo. Corrigiu erros, por certo. Mas em boa parte, também completou buscas que já fazia e aprofundou riquezas que já possuía e foram dadas por Nosso Senhor que não despreza todo aquele que o busca de coração sincero. Não tenho a menor dúvida de que , quanto mais sincera for essa busca, mais ela tende a conduzir à verdade completa, pois como diz São João " Eles saíram de entre nós, mas não eram dos nossos; porque, se fossem dos nossos, teriam permanecido conosco!" De modo a que a conversão do Bem Aventurado John Newman, é uma volta ao lar. Mas não uma volta a partir do zero. Ecumenismo, pois, não é, de modo algum, afirmação de equivalência do valor salvífico das religiões. A declaração mais recente da nossa igreja sobre essa questão, chamada "Dominus Iesus" (ano 2000), mesmo valorizando enormemente o diálogo ecumênico, afirma sem qualquer vacilo, a "UNICIDADE E A UNIVERSALIDADE SALVÍFICA DE JESUS CRISTO E DA IGREJA". http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_20000806_dominus-iesus_po.html Por mais que possamos admirar virtudes que se podem encontrar num protestante (se até num pagão ou num ateu encontramos virtudes!), isso jamais dispensa o nosso dever de afirmar claramente que só Cristo salva e salva sendo quem ele é: o Cristo total, cabeça e corpo (corpo que é a sua igreja). Agora, isso não significa - e aqui me permito discordar de você - que a igreja é "a detentora da verdade". Talvez seja apenas um modo de dizer seu, uma força de expressão. Mas creio que há um modo de dizer que expressa melhor o mistério da igreja de Cristo: Nós fomos encontrados pela verdade que é Cristo! A verdade - que é Cristo - nos possui! Isso é mais rico e mais real, do que afirmar que detemos ou possuímos Cristo. Descreve e narra melhor a nossa história, que é a história de uma pequenez insignificante, que não obstante, foi encontrada e amada pelo Senhor: "Não temas, ó pequeno rebanho! porque a vosso Pai agradou dar-vos o reino!" (Lucas 12:32) "Deter a verdade" pode ser uma expressão que reduz muito a riqueza da nossa história como Povo de Deus e Corpo de Cristo, que diz pouco do relacionamento vivo que o Senhor mantem com seu povo. A verdade não é para nós, uma teoria, mas é uma pessoa que nos encontrou e tem nos salvado. E ele é muito grande, imenso em sua santidade, justiça e bondade, de modo que é Ele quem nos possui, que nos "detém" em seus braços,que veio ao encontro da nossa pequenez. Que continua pequenez,mas uma pequenez amada e redimida. É Nossa Senhora, como sempre, quem nos ensina a expressar corretamente a autêntica natureza daquilo que a misericórdia do Senhor, nos tem permitido conhecer e vivenciar: "A minha alma engrandece O SENHOR (...) , pois ELE olhou para a humildade da sua serva!" É assim que a igreja de Jesus anuncia ao mundo, o mistério que ela é e a graça que ela experimenta.
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0 # João Pedro Strabelli 05-09-2016 19:16
Geraldo Li alguns comentários seus e percebi que você tem um bom conhecimento e, por isso, vou pedir ajuda numa coisa que eu penso sobre a ignorância invencível. Há um bom tempo eu mudei o minha interpretação sobre ela. Do jeito que muita gente fala, dá a impressão que é mais desconhecimento invencível do que ignorância invencível. Fica parecendo que, depois que eu apresentei a verdade para alguém, este fica obrigado imediatamente a entender (sob o risco de desonestidade intelectual) e se converter imediatamente (sob o risco do inferno). Mas eu não vejo a questão exatamente assim. Se a pessoa nasceu em uma fé e sinceramente tenta seguir, não vai ser nossa palavra que vai mudar essa condição. Quem muda é o Espírito Santo e nós, no máximo, damos uma ajudazinha de servo inútil (se alguém quiser interpretar mal, não disse que a gente tem que largar para lá). Existem muitos processos internos na pessoa e não é eu mostrar na Bíblia ou justificar a Tradição que vai fazer a pessoa mudar. Até porque, quem se converte fácil não tem nenhuma firmeza na fé, nem na que segue e nem na que vai seguir. Também vejo um pouco de ignorância invencível no monte de críticas que os papas recebem dos próprios católicos, não todos, claro. Normalmente, quando o que o papa fala ou faz não vai de acordo com o que eu acho que ele devia ter feito ou falado, lá vai eu corrigir o papa e achar que todo mundo que discorda está errado (e aqui eu preciso bater a mão no peito, mas bater bem forte, e reconhecer que já fui assim algumas vezes, em relação a João Paulo II. Foram poucas vezes, não fiquei falando por aí, mas a verdade é que já fiz isso). Não posso falar por todos, já que Deus colocou cada um numa situação para fazer alguma coisa específica mas, no meu caso ficar discutindo, nunca mudou nada em ninguém. Já, ser exemplo funcionou, o que me espanta porque não sirvo de exemplo nem para mim mesmo. Mas já que alguém falou isso e foi bom, vou aceitar como elogio.
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0 # Geraldo 06-09-2016 10:51
Bom, João, não entendi o que seria a “ajuda” que você disse que iria pedir. Mas concordo inteiramente com o posicionamento que parece perpassar a sua reflexão, se é que o interpretei bem. A apologética e a defesa da fé – componentes importantes da evangelização – podem sim, ser facilmente distorcidas, podendo inclusive se tornar contraproducentes. Nosso Senhor, diz a Dei Verbum (documento do concílio sobre a Revelação Divina) fala conosco por meio de ações e então, por palavras que costumam esclarecer o significado das ações. A salvação é um ACONTECIMENTO. Deus faz, Deus acontece! “Mestre, onde moras? Vinde e vede!” Toda a nossa apologética corre o risco de cair no vazio – e por vezes, até de se tornar escândalo – se, de algum modo, não for reflexo de uma vida transformada pelo amor de Cristo, não for narração dessa vida tocada pela misericórdia salvadora do Senhor. O risco de estarmos pregando a nós mesmos, de cairmos numa exibição e competição verborrágica de conhecimentos, é grande. “Como essa pessoa conhece a fundo, a fé cristã, a bíblia, a doutrina!” Isso pode até ser um elogio válido. Mas muito melhor, muito mais sinal de que é Deus mesmo que está agindo é poder ouvir: “VEJA! COMO ELES SE AMAM!” (Atos dos apóstolos), pois, “NISTO, TODOS CONHECERÃO QUE VOCÊS SÃO MEUS DISCÍPULOS... (João 13,35). Não estou falando, sobretudo, de uma coerência moral nossa, pois até isso pode resultar em pretensão e exibicionismo. Mas falo, principalmente, de uma PRESENÇA entre nós: “Venham ver um homem que me disse tudo o que eu tenho feito!” (João 4, 29) anunciava a Samaritana. O que seus vizinhos poderiam dizer dela? Será que diriam algo como “Nossa! Que conhecimento profundo tem essa dona! Como ela é esclarecida e erudita sobre as coisas de Deus!” Não creio. Penso que a reação deles deve ter sido alguma coisa parecida com isso: “ Caramba! Ela realmente está tocada pelo encontro com aquele homem! O que será que ELE tem de tão especial assim, que a deixou tão impressionada? Até o seu olhar está mudado!” E certamente, naquele dia, aquela mulher, abraçou seus filhos de modo diferente. Pois quando um SENTIDO de viver invade a nossa vida, isso muda nosso relacionamento com todas as pessoas e todas as coisas. Mas não era uma coerência moral dela que sustentava o testemunho que deve ter comovido a tanta gente. O testemunho vivido, as atitudes novas, que comoviam aqueles que viam o modo de ser e de viver dos primeiros cristãos, claramente brotavam do enamorar-se de uma presença viva entre eles. Quem se sabe amado, tende a amar também. Por mais francos que devamos ser, na defesa da fé, a pessoa (protestante, ateia, espírita, pagã, etc.) que nos ouve – penso eu – deve poder sentir que está recebendo um presente nosso, que está sendo agraciada com o melhor que há em nosso coração e, que esse melhor é visivelmente um OUTRO que habita em nós; que estamos falando de alguém que se senta conosco à mesa e aquece nosso coração quando fala conosco. Afinal não foi assim que recebemos a graça de conhecer Cristo? Pois é assim que devemos comunica-lo ao mundo! E não falar do Senhor como quem está numa mera competição intelectual com o outro, provando isso e aquilo. Com isso, não nego o confronto, tão presente na história cristã, por vezes muito exaustivo, franco e combativo, que foi necessário para não deixar perder e para defender o tesouro (o depósito) da fé. Mas ainda assim, não se tratava da defesa de ideias, mas de não perder a memória das feições de um FATO, de um ACONTECER da graça de Deus. Não me lembro mais quem foi o padre da igreja, mas me parece que foi Santo Atanásio, que ao participar de um daqueles primeiros concílios que debatiam a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo e chocado com sua negação, exclamou vivamente no meio da assembleia: “ELE É DEUS, EU O VI!” Peçamos, pois ao Senhor, todos os dias, a graça de conhecê-lo cada vez mais intimamente, por experiência própria, de poder tocar de perto sua misericórdia que nos salva e de renovar a cada manhã, nossa amizade com ele. De modo que seja sempre o seu Espírito a falar em nós e por meio de nós, tornando Jesus próximo de quem nos ouve, para que este que nos ouve também possa dizer como a Samaritana: “Venham ver alguém (Jesus) que me disse tudo o que eu tenho feito!”
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0 # João Pedro Strabelli 06-09-2016 16:18
Geraldo Muitíssimo obrigado pela atenção e pelos comentários. Quando disse dúvida, na verdade queria isso mesmo que você fez: explicar detalhadamente. É que meu cérebro tem dois costumes que não consigo me livrar: um é o de sintetizar logo, muitas vezes passando do ponto A para o ponto C, não sei se intuitivamente ou por algum processo de lógica. Nisso, fica faltando explicações mais completas, pois sempre fica faltando alguns detalhes. Assim, sempre que acho alguém que possa suprir isso, eu peço ajuda. Esta foi de grande valia. Obrigado mesmo!
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0 # Geraldo 06-09-2016 11:46
E por falar nisso, olha que bacana: https://www.youtube.com/watch?v=m3lgHGanqfw As exigências mais profundas, as buscas mais insistentes do coração de quem nos ouve falar de Jesus (que é um coração como o nosso), devem poder encontrar correspondência com aquilo que anunciamos. Certamente não temos controle sobre a honestidade e liberdade do coração do outro (por vezes o efeito da Palavra de Deus dentro do outro é como aquilo que ocorreu com o pequeno Edmundo Pevensie, das Crônicas de Nárnia. Enquanto o anúncio de Aslan, pelos castores, aquecia o coração dos seus três irmãos, o dele se tornou ainda mais mesquinho), mas é na mais pura intenção e entusiasmo de quem comunica um tesouro, que devemos agir e falar. E isso com simplicidade e despretensão. Como você bem lembrou, o trabalho é do Espírito Santo. Somos semeadores. Não precisamos ficar vigiando o que o outro vai fazer com aquilo que comunicamos. A ignorância invencível é um troço que só Deus conhece, pois só ele sonda os corações. Mas me lembrei do que você disse acerca das reações às falas do santo padre. Mesmo não sendo pecado algum criticar o papa (naquilo que não for dever nosso acatar e obedecer: fé, moral e disciplina canônica) , aquilo que vejo sendo dito na maior parte das vezes, eu não chamaria de ignorância invencível. Pois o próprio adjetivo invencível indica uma exaustividade na busca da compreensão, um esforço grande de honestidade com a própria consciência e mesmo assim...não consegui ficar convencido. O que mais vejo são reações muito rápidas, por vezes levianas. Como se a pessoa já tivesse um gabarito de teste e conferisse rapidamente se a palavra do papa confere ou não com ele. Ele mesmo, o papa atual, chama isso de "alugar a igreja de Deus", em função de adesões ideológicas prévias. Isso não é pertencer à casa, mas alugar um cômodo nela. Ler as palavras do papa como confirmação ou não das minhas preferências pessoais, não é atitude de quem pertence à casa, à tradição. O que não quer dizer que os pontificados sejam perfeitos e irrepreensíveis sob todos os aspectos. Desde o de São Pedro,todos os pontificados tem lá seus pontos fracos. Mas concordo com o Clodovis Boff, quando instado a criticar Bento 16 e a Conferência Episcopal de Aparecida, numa entrevista, respondeu assim: "Vamos devagar com esse andor, pois aos nossos pastores devemos reverência." O próprio Código de Direito Canônico (tanto o antigo quanto o recente) estabelece as condições em que devemos alertar os bispos e o papa: profunda ciência e competência acerca do assunto a ser tratado e filial reverência. "Sobre a cadeira de Moisés sentaram-se escribas e fariseus", disse Jesus, que era franquíssimo com eles, mas jamais ele incitou quem quer que seja à rebelião contra a autoridade deles. Antes, ordenou a obediência: "observem e façam todas as coisas que eles vos disserem" (Mateus 23.1-3) A história da igreja está cheia de exemplos (até de santos) de fidelidade total ao santo padre, acompanhada de varonil franqueza: de São Paulo, passando por Santa Catarina de Sena,até o padre Lemaitre *(autor da teoria do Big-Bang). *: Pio XII, encantado com a tese do Big-Bang e sua coincidência com a revelação do Gênesis, quis usa-la como argumento teológico em favor da criação. E Lemaitre o atalhou prontamente: "Calma, sua Santidade. Cada macaco no seu galho. Ciência é ciência e teologia é teologia!" (certamente usou outras palavras e outro tom, estou só resumindo). E Pio XII, acatou direitinho a crítica.
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0 # João Pedro Strabelli 30-08-2016 17:05
Cássio Eu entendo essas questões pois já pensei nelas por muito tempo. Até achar essas questões na Bíblia. Jesus Cristo, que fundou uma Igreja e nos deu a missão de levar Sua palavra a toda criatura fez um dos maiores elogios, senão o maior, a um homem de outra religião: o centurião romano. Que ele era de outra religião até o próprio Jesus disse, quando falou que não entrou tanta fé nem entre os de Israel. E, além do mais, César não ia mandar um comandante que não fosse romano da gema justamente para Israel que só dava dor de cabeça para ele justamente por causa de sua religião. Eu fico imaginando o tanto de olho arregalado que teve entre seus discípulos naquela hora. Deve ter assustado muito, já que a maior briga religiosa ali era esta, entre os judeus oprimidos e os romanos opressores. Se nós foi dada a graça de receber a revelação plena, isso deveria ser entendido com um privilégio, não um castigo. Nossos irmãos de outras religiões talvez não tivessem condições de seguir essa graça plena, talvez fossem necessários em outros lugares e até sua missão na vida não desse certo no meio católico. Bach, que já foi citado no começo dos posts, só criou aquelas músicas sublimes lá na Alemanha protestante, pois nos países católicos as música barroca do tipo que ele fez não fez muito sucesso. Lá ele tinha condições de fazer, na Itália, não. Como saber se Deus não colocou ele exatamente lá por causa disso? Ainda acho que amar a Deus é desejar que a maior quantidade de almas vão para o Criador, não para o outro lado.
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0 # Cassio 29-08-2016 09:50
Bom dia Catequista!!! Toda vez que vejo um artigo como esse me pergunto se é para causar nos católicos vergonha de ser católico. Será que algum protestante escreveu sobre o "meu católico favorito"? Existe um axioma católico antigo diz que "fora da Igreja não há salvação". Como fica isso? Saiu de moda? Parece consenso que o protestantismo é um erro. Uma heresia. Estou certo? Se é e se a fora da igreja não há salvação, que espécie de cristãos somos que não trazemos esses nossos irmãos à Verdade? Vemos que estão na lama do pecado e das heresias e achamos bom? Belos "amigos" somos deles não é mesmo? Acredito que aqui estamos falando dos "respeitos humanos" e do "politicamente correto". Não temos que evangelizar pela Verdade de Cristo? E qual é essa Verdade? Agora, se o protestantismo for verdade, então andamos por 1500 no erro e o cristianismo é uma grande farsa. Com toda essa confusão, devemos pensar no quanto foram idiotas tantos mártires, que morreram à toa para defender a fé católica inclusive contra os erros protestantes? São Thomas More que o diga...
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0 # A Catequista 29-08-2016 13:08
Cássio, Bom dia. Creio que não poderíamos ser mais claros quanto à desgraça que o protestantismo é. Nosso texto não teve meias palavras nesse sentido. A reposta à sua pergunta sobre o referido dogma está em nosso texto, você viu? É a posição oficial de Roma: “...para se obter a salvação, não se exige a incorporação real (reapse), como membro, à Igreja, mas é exigido, pelo menos, a adesão a esta pelo voto e o desejo (…). Se o homem sofre de ignorância invencível, Deus aceita um voto implícito, assim chamado porque contido naquela boa disposição da alma com a qual o homem quer a sua vontade conforme à vontade de Deus.” (Carta do Santo Ofício ao Arcebispo de Boston, 1949. Denzinger, 3866 -3872). Ou você acha que o conceito de ignorância invencível é uma besteira? Se São Paulo viu boas obras entre os pagãos, porque não podemos ver boas obras entre aqueles que, ainda que mal e porcamente, conhecem o nome de Cristo e os Seus ensinamentos?
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0 # Luiz Antônio Pereira 28-08-2016 10:18
Edir Macedo Bezerra. O maior!!
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0 # Paulo 26-08-2016 10:38
Óbvio que há pessoas longe de nossa amada Igreja Católica repleta de boas intenções e que praticam boas obras aos olhos de Deus...Além de tudo, temos a obrigação cristã de respeitá-los... Já cantavam os anjos "Paz na Terra aos homens de boa vontade" (Lc 2,14)... Mas, na boa, pessoal, sempre, em primeiríssimo lugar leio/escuto/vejo, aprecio o que escrevem/falam/cantam as centenas de autores/pregadores católicos... Temos tanta riqueza e beleza em nosso próprio seio que fica até difícil ter tempo para ouvir/ler os co-irmãos. Já me irritei uma vez, ao ir comprar alguns livros na Paulus e me deparar com um enorme cartaz convidando os clientes para uma palestra de um pastor batista...Cacildis!!!
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0 # Geraldo 14-09-2016 00:00
E se nessa livraria , houvesse um cartaz anunciando não a a palestra de um protestante, mas um livro? Daria no mesmo, não? O vídeo ao final deste texto que estou escrevendo, traz um padre (pra lá de ortodoxo e muito crítico ao protestantismo) que está fazendo formação católica, tomando como referência principal, um livro protestante e citando ainda, outro protestante como referência secundária. Todo bom conteúdo protestante é também conteúdo católico, ainda que o protestante o tenha desenvolvido de modo particularmente exitoso, como é o caso do homem citado pelo padre no vídeo. E esta é a pergunta a ser feita diante de um livro protestante (ou uma palestra) circulando em meio católico: é um conteúdo diante do qual podemos assinar embaixo? Em outras palavras: é um conteúdo católico? Se é um conteúdo católico, ainda que indiretamente, estamos valorizando prata da casa.A riqueza e beleza que possamos encontrar entre os protestantes, é tesouro nosso, ainda que seja também deles, é tesouro comum! Alguém disse aí mais para cima, algo assim: "todo protestante sincero e correto em seu agir, no céu será católico, não tem como escapar". Pode parecer uma fala pretensiosa, mas para mim revela uma percepção profunda do mistério da igreja que Cristo introduziu na terra: ela já existe desde toda a eternidade no seio da Trindade Divina, onde o Senhor deseja introduzir todos os que ele criou e pelos quais deu a vida. Por mais marcas e características institucionais que a igreja traga consigo, ela é sobretudo mistério. Mistério, no sentido sacramental da palavra, sinal e presença de uma realidade maior que ela mesma, sobrenatural , divina. Não é o reino em sua totalidade, mas presentifica o reino de Deus no mundo, traz a vida de Deus, a vida que a própria trindade vive, no meio de nós. "O reino de Deus está aqui!" Dizia Jesus, e era ele mesmo, este reino presente. E para quem duvida que a igreja carrega o mesmo mistério consigo, ele diz, a Paulo: "porque você me persegue?" E São Paulo perseguia a comunidade cristã, gente de carne e osso, a igreja. Só que tem algo importantíssimo e muito grave que não podemos esquecer: É verdade que o Senhor disse acerca de nós: a MINHA igreja. E disse ainda: quem ouve vocês é a mim mesmo que ouve! As pessoas a quem ele disse isso, a história o demonstra claramente, constituíam uma comunidade visível, cuja continuidade histórica (testemunhada por inúmeros documentos) nos alcança aqui e agora, sem qualquer ruptura. Houve quem saísse fora dessa comunhão ininterrupta (muitos, até países inteiros) mas ela mesma jamais se desfez, desde o tempo em que Jesus chamou aqueles homens às margens do lago, até o dia de hoje. É palpável, a continuidade histórica do corpo de Cristo no mundo, garantida pela sucessão apostólica e petrina. Mas a verdade da igreja, se manifesta em algo muitíssimo maior que isso: "Nisso todos conhecerão que vocês são meus: se vocês se amarem uns aos outros!" A verdade da igreja de Cristo é mais que um proclamar, é um SER, um VIVER! Ela é sinal , sacramento, mistério que traz uma presença (a própria vida que há em Deus). O melhor serviço À "UNICIDADE E UNIVERSALIDADE SALVÍFICA DE JESUS CRISTO E DA IGREJA" (título que inicia a declaração Dominus Iesum), não é a proclamação verbal "fora da igreja, não há salvação" (que deve ocorrer) mas é que ela seja, efetivamente, no meio do mundo, um autêntico acontecimento de salvação, onde o "VINDE e VEDE" que "ELE ESTÁ NO MEIO DE NÓS", seja uma realidade acessível a todo aquele que topar conosco pelas estradas da vida. Receio que por vezes, uma ênfase ufanista, no fato de que Jesus mesmo nos congregou como sua única igreja, desde aquele momento em que chamou os primeiros seguidores às margens do rio (fato incontestável) nos torne bobocas e superficiais. Pois Jesus não fez isso, para que saíssemos por aí de nariz empinado, esnobando os outros, como se fossemos os reis da cocada preta. A igreja de Cristo, é, como bem disse o grande Santo Ambrósio, "MISTÉRIO LUNAR", ela é a lua que reflete a luz que vem totalmente de um OUTRO. Nosso grande cuidado, é o de não sermos como aquele Moisés que tocando a rocha com seu bastão (por ordem de Deus) viu brotar dela a água fresca e depois se vangloriou disso como se o milagre fosse mérito dele. Não entrou, pois, na terra prometida. O mesmo acontecerá conosco, se nos relacionarmos de modo superficial, com o fato de que Cristo fundou uma única igreja, como coluna e fundamento da verdade. Esse mistério deve nos encher de humilde tremor e temor e de muita consciência da nossa responsabilidade e indignidade. Alegria e gratidão sim, todo aquele que se sabe amado, carrega a alegria no coração, uma alegria marcada por imensa simplicidade. Mas não é na lua que nos comprazemos! E sim na luz que banha a lua, MISTÉRIO LUNAR é a igreja do Senhor! Toda vez que nos lembrarmos que o Senhor Jesus disse acerca de nós "Edificarei a MINHA igreja", com maior intensidade ainda deveríamos nos lembrar dessas suas graves palavras: "E tu, Cafarnaum, te arrogas subir até os céus? Pois serás lançada no inferno. Porque se as maravilhas que foram realizadas em ti houvessem sido feitas em Sodoma, teria ela permanecido até o dia de hoje" (Mateus 11: 23) https://www.youtube.com/watch?v=H2jcfqQQx_8
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0 # Patrick 14-09-2016 12:26
Outra coisa Geraldo, seus comentários demonstram profundo conhecimento, por isso gostaria de saber se você tem um blog, perfil, Medium ou qualquer outro lugar que poste seus textos? Caso tenha gostaria de segui-lo. Grato.
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0 # Patrick 14-09-2016 12:14
Poxa Geraldo, mandou bem. Eu também já me deparei várias vezes com livros protestantes em livrarias católicas e ficava muito chateado. Nunca havia olhado por esta ótica sua, que dentre autores protestantes, muitos serão católicos no céu. Ainda assim, fico triste em ver livros flagrantemente hereges (TL, Boff etc.), e outros ainda extremamente nocivos como livros de Marx e Nietzsche, ou livros espiritas ou gnósticos. Alguns tem conhecimento suficiente para não cair nessas ciladas, mas como a catequese em geral tem sido deficitária, fico imaginado que muitos podem se perder por causa de livrarias irresponsáveis, que só buscam ao que parece lucro. Mas é muito melhor enxergar as coisas com esperança e misericórdia, vejo isso na minha vida pessoal, pois quando só buscamos a justiça (para os outros normalmente), acontecerá que Deus ama a Justiça, e vai aplicá-la primeiro em nós. Não que seja ruim, mas somos fracos perante a Justiça Divina e sem esperança e misericórdia nada seremos e poderemos fazer. As postagens daqui são ótimas, e seus comentários Geraldo (e de outros participantes) tem enriquecido mais ainda o site. Paz e Bem!
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0 # Geraldo 26-08-2016 15:34
Oi Paulo, com certeza, nosso primeiro e prioritário alimento vem da nossa própria casa e ele é completo e suficiente. Quando apreciamos algo que venha dos protestantes, estamos ainda valorizando o que já é nosso, pois herdaram o que é nosso ( e é dado à toda humanidade, também a eles, na revelação divina) pois eles romperam com boa parte da herança deixada por Jesus, mas não com toda ela. No "pitaco" que dou ao comentário do Sidnei acima (se você tiver paciência de ler esse troço comprido - tenho que aprender a resumir mais meus textos) insisto na vantagem de conhecer a fundo o pensamento alheio, inclusive para fins apologéticos. Além de contribuir para uma convivência mais rica e menos conflituosa (embora não devamos fugir do conflito quando ele sobrevêm sobre nós em razão de nossa fidelidade e autenticidade) entre nós e quem discorda de nós, esse conhecimento nos dá pontes que permitem explicitar nossa posição, aproveitando alguma experiência válida que o outro tenha. E isso ajuda a diminuir a ignorância e desinformação que esse outro possa ter sobre aquilo em que cremos e Aquele em quem cremos. Em suma, conhecer melhor o que pensa o outro, facilita o anúncio do Evangelho, faz com que este anúncio dialogue com as buscas do coração do outro, exatamente como São Paulo fez com os atenienses. São Paulo, ao citar os versos do poeta deles (versos de um pagão!) certamente mostrou apreciação pelo senso religioso que tinham e pelo pedaço de sabedoria construído nessa busca (e que sem dúvida, vem de Deus que se comunica com a criatura que o busca, ainda que essa comunicação não se compare com a plenitude da revelação que é Jesus). E ao fazer isso, conseguiu mostrar que a novidade de Cristo que ele trazia, era a melhor resposta àquilo que o coração deles tanto buscava: "Venho lhes anunciar, pois, este Deus desconhecido que vocês tanto buscam!" De modo que, ao valorizar o que de bom existe entre os protestantes (e em qualquer pessoa, enfim) não o fazemos como quem tem lacunas a serem preenchidas (o que não quer dizer que não possamos crescer com aquilo que eles tem para partilhar, como cresço ao ler C.S.Lewis). Nosso alimento já é completo e suficiente e é com ele que nutrimos a nossa fé. Esse conhecimento e valorização daquilo que a graça de Deus, já faz na vida das pessoas, é em primeiro lugar respeito por aquilo que Nosso Senhor faz no mundo que ele criou. Mas não basta apreciar e ficar por aí mesmo como quem diz "Pronto, essa pessoa já tem certo conhecimento de Jesus, nada tenho para dizer à ela." Nada disso, recebemos a missão de anunciar o Evangelho e devemos cumprir essa missão, que deve ser a nossa principal razão de viver. Ao valorizar a experiência de Deus do outro, abro caminho dentro desse diálogo, para falar daquilo que Deus tem feito por mim, ou seja , para anunciar a fé completa. E creio que é assim que devemos evangelizar, não como quem expõe uma teoria, mas como quem convive com o Senhor e tem tido a vida transformada por sua graça. A doutrina é a síntese da reflexão (guiada pelo Espírito Santo) que fazemos, que a igreja faz, sobre aquilo que Deus tem feito entre nós. Mas é aquilo que ele tem feito, que é o conteúdo do nosso anúncio,sobretudo é AQUELE que tem feito, que anunciamos. Cada ponto da doutrina cristã, pode ser comunicado em conexão com aquilo que Deus nos tem feito experimentar e vivenciar, com aquilo "que ouvimos, vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam!" (1 JO 1,1). A evangelização dos irmãos protestantes (facilitada pelo conhecimento daquilo que eles já tem recebido de Deus e nisso se funda a aceitação que a igreja tem do batismo deles, como realidade válida) não é pois um partir da estaca zero. Lá no livro dos Atos dos Apóstolos, São Lucas nos conta o caso daqueles discípulos - encontrados por São Paulo - que ainda não conheciam a o batismo em Cristo, mas apenas o batismo de João Batista: "Chegando a Éfeso; e achando ali alguns discípulos, disse-lhes: recebestes vós já o Espírito Santo quando crestes? E eles disseram-lhe: nós nem sequer ouvimos que haja Espírito Santo..." (Atos 19:1-7) E São Paulo então, completou o trabalho iniciado por outros missionários, que tinham passado por ali, antes dele. Assim também, muitos protestantes convertidos ao catolicismo, narram sua conversão não como um começo da estaca zero, mas como um aprofundamento do caminho (que certamente implica também na correção de muitos erros) já iniciado. É este caminho já iniciado, que fazemos bem em conhecer a fundo, inclusive como parte fundamental da nossa missão evangelizadora.
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0 # Victor Viana 26-08-2016 22:36
Geraldo, simplesmente não resuma... rs
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0 # Cesar Augusto 26-08-2016 10:19
Como faço nos posts do blog, leio alguns comentários após a leitura.(Não tenho tempo para ler tudo). Dessa vez, saio enriquecido com dicas de boas músicas graças aos irmãos que comentaram. :) Obrigado.
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0 # Padre Orlando Henriques 26-08-2016 16:17
Então, fique com mais duas horas e meia bem acompanhado pelo meu protestante favorito: https://www.youtube.com/watch?v=Duhx8XI8Ldg Se achar que é protestantismo de mais, corte o sabor com mais meia-hora de música sacra catolicíssima, daquela que nos faz desejar o Céu: https://www.youtube.com/watch?v=hI8CsRT2EpQ
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0 # Gêneto Eugenio 25-08-2016 21:05
Os primos protestantes são muito esforçados, deve algum dia valer pra alguma coisa. Por um tempo até, na busca de ter paciência, ao conversar com eles cria na ignorância invencível que atingia um ou outro;agora de uns três anos pra cá, pra mim é digo pra mim, não aceito mais tão facilmente essa "ignorância". Falta boa vontade, se fecham...Rezo a Virgem Santíssima pela conversão de cada um dos primos. Tinha um favorito e de tão favorito agora ele é um dos catequizandos e pela Graça de Deus em breve receberá os Sacramentos...
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0 # João 25-08-2016 15:00
Existem muitos favoritos que não compartilham da minha fé católica. Entre os protestantes, lembro-me destes: > CS Lewis - seu "Cristianismo Puro e Simples" e "Screwtape Letters" foram jóias que me aproximaram da Igreja. > William Lane Craig - sua defesa incansável da fé cristã diante dos ateus é uma mina de ouro. Todo cristão deveria conhecer os argumentos e evidências utilizados por Craig. > John Newton - o autor da música Amazing Grace, que conta a história da conversão desse traficante de escravos.
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0 # Paulo 25-08-2016 15:00
Falar de C.S. Lewis anglicano me faz lembrar de seu amigo J. R. R. Tolkien, grande católico numa Inglaterra recheada de preconceito (ódio) ao catolicismo... Ele mesmo se converteu à Igreja Católica sensibilizado pelo exemplo de sua mãe viúva, Mabel Suffield, que após se converter ao catolicismo, perdeu toda a ajuda financeira da família e morreu à míngua de diabetes por falta de recursos para custear o tratamento, porém não abandonou a nova fé... Foi esse exemplo de fé que tocou o coração do jovem Tolkien...
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0 # Fran 25-08-2016 01:49
Meu protestante favorito é Ronald Reagan, que foi presidente dos EUA por dois mandatos, pelo Partido Republicano. Era próximo de São João Paulo II e foi, juntamente com Karol Wojtila, muito importante para a queda do comunismo na Polônia. Uma das melhores frases dele, que seria muito bem aplicada ao Brasil atual, diante da imposição da ideologia de gênero e da mentalidade abortista: "Man is not free unless government is limited." (o homem não é livre a não ser que o governo seja limitado). Espero que ele tenha sofrido de ignorância invencível e que, de alguma forma, esteja no Céu. Um dia quero agradecê-lo por ter ajudado a frustrar os planos comunistas. Que Deus o julgue por suas boas obras!
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-1 # Sidnei 26-08-2016 09:04
Se fosse para escolher três políticos como meu protestante favorito escolheria: Martin Luther King; Ronald Reagan e a atual chancelar da Alemanha, Angela Merkel.
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+1 # A Catequista 26-08-2016 10:52
Tenho minhas reservas com Martin Luther King (seu testemunho como esposo e pastor não era tão admirável quanto a sua luta pelos direitos dos negros). Quanto a Merkel, está totalmente alinhada com os interesses da elite global.
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0 # Sidnei 27-08-2016 14:08
Nossa não conhecia este lado obscuro do Martin Luther King, tenho que ler mais sobre a biografia dele.
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0 # Geraldo 24-08-2016 20:41
Dependendo do "católico" que você topar pela frente, às vezes você encontra muito mais pontos em comum com um protestante do que com ele. Dependendo dos ângulos dos quais você parte, no diálogo com um protestante, você se descobre muito mais irmanado com ele do que com tantos sedizentes católicos. Por exemplo se o assunto é a valorização da castidade, ou a defesa da vida humana desde sua fase intra-uterina, ou o casamento como união entre um homem e uma mulher visando a família, tem um monte de pessoas batizadas e crismadas que se posicionam como verdadeiros inimigos da igreja de Cristo (e inimigos da humanidade também, evidentemente) adotando uma postura pior que a de muitos pagãos, sem jamais abrir mão de se dizerem "católicos". Queira Deus que a maioria o faça por ignorância, porque o cinismo hipócrita é algo muito triste. E tem muitos protestantes, com quem nos sentimos completamente à vontade na defesa desses tesouros comuns. A atual guerra cultural contra os tesouros da civilização, contra as nossas raízes judaico-cristãs, é um campo de diálogo ecumênico muito fértil e de ação comum. A recente luta contra o colonialismo ideológico das teorias Gender, foi um exemplo forte dessa possível união em torno de lutas comuns. E aqui não deixa de haver um grande paradoxo: pois o laicismo ideológico que, de mãos dadas com o marxismo cultural, tem lançado toda essa guerra contra a herança civilizacional da fé cristã, é em grande parte algo que se enraíza historicamente no protestantismo, como este site teve ocasião de documentar. E agora são os protestantes que - muito mais que os católicos - no Brasil, cerram fileiras em defesa da herança cultural e social da fé de Cristo. Certamente, podemos questionar seus métodos e posturas (uma figura histérica como Silas Malafaia é tudo o que os laicistas pediram a Deus para ridicularizar a defesa dos valores do povo e até parece que a mídia lhe dá destaque de propósito, para parecer que do lado desses valores, só tem gente fanática e desequilibrada, quando na verdade tem muita gente sensata e capaz até mesmo de argumentar na perspectiva inclusive da laicidade, partindo de princípios aceitáveis até por ateus), mas é inegável que fazem, que se posicionam, que lutam contra a dominação ideológica do povo. Já a nossa CNBB...Bom, não podemos negar que na questão do colonialismo ideológico do Gender, Dom Leonardo mandou bem. Mas as omissões ainda são muitas. Mas voltando aos protestantes, eu creio que partir daquilo que é fé comum, é sempre o melhor caminho. E é pelo seguinte: por este caminho, o protestante autêntico, pode perceber que a igreja da sucessão apostólica e petrina, a igreja de Cristo que é católica (gosto de usar o nome católico assim, como adjetivo que ele é, pois do contrário fica parecendo que "católica" é uma denominação a mais entre tantas.) , bem compreendida, responde de maneira bem mais completa, a tudo aquilo que ele busca com sinceridade no protestantismo. Quanto mais for sincera e empenhada a sua busca da verdade, dentro do protestantismo,mais ele se aproximará da igreja que Cristo deixou. Por isso é importante que no nosso trabalho evangelizador junto aos protestantes (que é ecumenismo!) , nós mostremos apreço por aquilo que eles tem de cristão, que mostremos que estamos em comunhão com eles, nesse tesouro comum. Se eles dizem " temos acesso direto ao coração do Pai pela única mediação do Senhor Jesus!", nós não temos que apresentar a devoção à santíssima virgem como se fosse oposta a isso, como se fosse negação dessa grande verdade que eles, com razão, pregam. Mas devemos mostrar a intercessão de Maria como ela é, ou seja, como a mais perfeita realização e fruto da ação do único mediador que, portanto, produz mais adoração ao único salvador e não menos. Que Jesus seja mais conhecido, amado e aceito como único e suficiente salvador, É ASSUNTO NOSSO, É ALTÍSSIMO INTERESSE NOSSO! E que Maria Santíssima e a devoção à ela, só fazem aumentar o senhorio e a soberania de Cristo, é algo que precisamos ajudar o irmão protestante a compreender bem. Mas às vezes, nosso linguajar - parecendo se opor à uma verdade que devíamos reforçar (a única e suficiente mediação do Senhor Jesus, que Nossa Senhora só exalta e favorece!) - cria um estranhamento, num campo onde na verdade poderíamos e deveríamos nos reconhecer como irmãos, seguidores do mesmo Senhor. Então precisamos partir daquilo que já é valioso para eles, porque também o é ainda mais para nós: sim, que Cristo (com o Pai e Espírito Santo) seja o único digno de toda adoração é o maior interesse e desejo do católico neste mundo! É o maior interesse de Maria Santíssima (a maior e mais perfeita adoradora do Pai em Cristo) e seu maior empenho, é disso que ela se ocupa o tempo todo. De modo a que um protestante, sinceramente zeloso do nome e da glória de Jesus, possa afinal compreender, que a devoção à Santíssima Virgem, é a realidade que mais contribui para que Jesus seja o único a ser adorado e servido. Mas isso em grande parte, depende da nossa capacidade de sintonia com aquilo que ele já possui como valor, para que ele possa ver que nossa proposta fortalece e aumenta esse valor. Por exemplo, se dizemos a ele: "como não tenho intimidade com o chefe da firma, passo pela secretária, que intercede por mim (já vi muitos católicos "argumentarem" assim)", é óbvio que isso não ajuda em nada, além de ser um raciocínio profundamente anti-católico. Pelo contrário, nossa intimidade direta com o Pai, pelo poder do filho é tão profunda, que comemos o seu próprio corpo ressuscitado e Ele mesmo passa a habitar em nós; de maneira que apresentar a devoção a Maria como degrau - e degrau necessário - para chegar ao seu filho, é um disparate completo e não ajuda em nada, para que um protestante compreenda a nossa fé. A gente começa a explicar Maria, pelo mistério da comunhão dos santos, da nossa comunhão de crentes em Jesus, onde um trabalha pela fé do outro, se esforça para que Jesus seja o centro da vida do outro, com o próprio testemunho e a orante intercessão fraterna. Para então mostrar que na realidade da fé cristã, ninguém fez isso melhor e mais profundamente que Maria. De modo que ela se torna caminho para Cristo, não por uma lei da necessidade/obrigatoriedade, mas por causa do que aconteceu de fato, pelo agir da graça ao qual ela correspondeu mais perfeitamente que todos, tornando-se logo modelo maior e mãe de todos na fé, como João Evangelista tão bem reconheceu e registrou: "Filho,eis a tua mãe, e desde então O DISCÍPULO a levou consigo!". Não é porque tem que ser, como uma regra. Foi, aconteceu, como graça. A graça a gente não explica, acolhe! A família que Cristo constituiu na terra - sua igreja - se constituiu assim, desde os começos, com a graça de ter uma irmã mais velha na fé, uma mãe que luta para que todos tenhamos com ele a mesma intimidade que ela tem, a mesma fidelidade e plena abertura. É preciso falar de Maria, como quem conta as maravilhas de Deus e o poder do único mediador. Não é preciso usar a linguagem da oposição, mas do complemento e cumprimento, pois é disso que se trata. Maria cumpre essa verdade ao pé da letra, essa verdade de que Cristo é o único mediador. Em nenhuma vida humana isso se mostra tão real como na vida dela. Por isso seu grande empenho intercessor, é para que a mesma coisa aconteça em nós, e isso fundamenta toda a nossa devoção à ela. Eu estou convencido de muitas das nossas dificuldades com os protestantes, estão na linguagem que usamos. E na minha experiência concreta, não foram poucas as vezes, em que pude testemunhar a graça da conversão de alguns deles, porque puderam compreender melhor a nossa fé, seja no diálogo comigo mesmo ou com outros católicos.
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0 # Victor Viana 25-08-2016 23:22
Geraldo, só pra exemplificar, minha protestante favorita é minha esposa...! Eu gostaria que fosse fácil o que você muito bem explica sobre Maria Santíssima, para romper a "ignorância invencível" mas não é. Está corretíssimo, nós oramos para Maria e com Maria. Eu por um lado, não pratico uma devoção a Nossa Senhora muito particular, somente o terço, mas peço a ela seu auxílio, mas derramo o meu coração na presença de Deus Nosso Senhor, como bem sabemos que sim, podemos: Maria e os Santos não são intermediários, são Igreja conosco, são comunhão. Nem isso impedirá um protestante (nem minha favorita) de dizer "você não adora, mas os outros católicos adoram", e citam uma ladainha de versículos... e se num breve debate parece que você "ganhou", não importa: ele espera que alguém protestante mais "sabedor da palavra" vai encontrar mais uma coisa na bíblia que prove que o católico está errado. Ou dirá não concordo com você, porque não, acabou-se! Eis porque a ignorância é "invencível". E ponha o resto da nossa reta doutrina no pacote. Não obstante, um protestante dito pentecostal vai aderir fielmente ao que disser um pastor ou autoridade (quanto mais famoso ou que tiver "mais unção" melhor) ainda que seja LITERALMENTE ANTI-BÍBLICO. Exemplo, um pastor disse na minha cara que as pessoas perdem a benção porque ficam pensando na dificuldade, nas coisas pequenas, enquanto "Deus está mostrando uma PORTA LARGA", contrariando literalmente Mt 7,13; e que a gente só pode orar por alguém se estiver fortalecido, caso contrário a maldição passa para quem está orando, e que a gente tem que pedir a Deus e Ele tem que dar aqui nesta vida e agora, porque no céu não tem vaca nem abelha... e a doutrina deles segue por aí, onde o próprio bem estar vem primeiro e sofrimento é consequência da falta de fé ou castigo divino. Mas eu não troco minha protestante favorita, apesar de ter uma visão nublada do nosso fim último, que é amar a Deus simplesmente, e amar atudo e a todos através dEle e por Ele, e não o "leite e mel", as coisas deste mundo. Mas queria eu ter tantas horas na presença de Deus quanto ela, buscar tanto quanto ela. Paz e Bem.
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0 # Geraldo 26-08-2016 05:12
Fácil, com certeza não é.
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0 # João Pedro Strabelli 24-08-2016 18:21
Achei meio ambíguo: “Também muitos protestantes fazem uma escolha livre pela ignorância; nesse caso, o caminho da perdição é quase certo.” Tanto pode dar a entender que livremente o sujeito escolhe a ignorância (que creio ser a intenção do texto) quanto que ele faz uma escolha livro por causa de sua ignorância, já que a palavra pela pode indicar que tudo o que vem na frase antes dela (uma escolha livre) pode ser em razão do que vem depois (a ignorância).
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+1 # João Silva 24-08-2016 20:42
Prezado João Pedro Strabelli, permita-me, penso que se a pessoa escolhe por certa ignorância que possui, tal escolha não poderia ser definida como "livre".
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0 # João Pedro Strabelli 25-08-2016 19:50
Oi, João Obrigado pelo comentário. Faltou uma explicação na minha postagem, acho que é por isso que ficou meio difícil de entender. É que me pareceu que a frase citada dá duas interpretações. Uma é que a pessoa escolhe livremente por ser ignorante no assunto; a outra é que ela escolha livremente ser ignorante. Para mim há diferença nas duas interpretações, e foi isso que quis dizer.
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0 # Sillas Silva 24-08-2016 18:01
Ainda bem que os protestantes que são admiráveis e retos, serão católicos na eternidade!Não há como escapar dessa. Enquanto isso na minha cidade muitos protestantes ficam perdendo tempo jogando sal grosso em torno da paróquia e gritando em línguas na tentativa de tirar o capeta da cidade. Alguém pode me confirmar ou não se é verdade que nos EUA está acontecendo muitas conversões ao catolicismo? será possível? pois aqui vejo é uma enxurrada de gente indo para as seitas! Misericórdia!
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+2 # Rodrigo 24-08-2016 17:22
Meu protestante favorito é qualquer um já falecido. Maris Stella, ora pro nobis!
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0 # Julio Cesar Dias Chaves 24-08-2016 16:56
Apesar de toda a admiração que eu sinto pelo Lewis e por sua obra, sempre me intrigou o fato de ele ter permanecido anglicano e nunca ter se convertido ao catolicismo. Como uma pessoa com o conhecimento teológico e filosófico que ele tinha pode ter permanecido anglicano?
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0 # Maria 01-03-2017 10:38
Ele não era anglicano a vida toda. Foi ateu boa parte da vida e influenciado por Tolkien, seu grande amigo, descobriu o cristianismo. Para eterno lamento de Tolkien, ele acabou indo pro lado negro da força.
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0 # João 24-08-2016 16:03
Não esqueçam do Eric Voegelin!!!!
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0 # Melquiel Luiz de França Júnior 24-08-2016 14:35
Igual a vocês não concordo em muitos pontos com o protestantismo. Mas fui testemunha de uma amizade muito bonita entre pessoas de credos diferentes. É que o pastor da 1ª Igreja Batista e o pároco da minha cidade eram amigos. Quando o pastor completou 40 anos de pastoreado, o pároco foi assistir o culto na Igreja Batista. E quando o Pe fez 50 de vida sacerdotal o pastor foi a missa. A amizade só não continuou porque o sacerdote veio a falecer em 2015. Mas o pastor compareceu ao velório e deu um belo testemunho em relação ao amigo. Em um mundo tão complicado como o nosso este é um belo exemplo de fraternidade cristã. Mesmo seguindo doutrinas diferentes (apesar de alguns pontos em comum), o pastor e o sacerdote sempre se respeitaram e são um exemplo para nós. Como eles não precisamos deixar as nossas convicções de lado. Precisamos sim de respeito e de muito amor fraternal.
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0 # Geraldo 13-09-2016 22:49
Oi Melquiel, aconteceu exatamente a mesma coisa na paróquia onde nasci (e olhe que meu pároco é muito ortodoxo e fiel à sã doutrina): O meu pároco um dia chegou a se emocionar até às lágrimas , falando da bondade do pastor batista para com ele, assim que ele chegou no nosso bairro. E dificilmente se pode encontrar uma pessoa tão profundamente crítica em relação ao protestantismo do que esse padre. Na semana de oração pela unidade dos cristãos, nós íamos até à igreja batista e vice- versa, para partilhar os tesouros comuns. Ocorre esse mesmo intercâmbio no interior de movimentos e associações católicas muito fiéis ao magistério da igreja. Os focolarinos, os cielini (Comunhão e Libertação), e outros, não temem perder sua identidade , nesse encontro com o outro, antes reforçam-na ainda mais. Alguém ouviu falar de Jesus - ainda no tempo em que ele esteve entre nós - e, sem qualquer mandato explícito dele, acharam por bem anunciá-lo aos outros. Quando Jesus enviou os seus em missão, São João voltou chocado porque viu pessoas que não eram da igreja que Cristo estava congregando, anunciando também o nome do Senhor e realizando exorcismos: “Mestre, vimos um homem que, em teu nome, estava expulsando demônios e procuramos impedi-lo; pois, afinal, ele não era um dos nossos. Não o impeçais!”- ponderou Jesus. Pois, ninguém que realize um milagre em meu nome, é capaz de falar mal de mim logo em seguida." É claro que esse trecho do Evangelho, não fala do ensino distorcido da fé, em torno da qual certamente o Senhor deseja a unidade dos discípulos. E o Novo Testamento não hesita em dizer "anátema seja!" diante da distorção do ensino cristão o qual é guardado com fidelidade, naquela que São Tiago denomina de coluna e fundamento da verdade. Mas ver que o nome do Senhor é anunciado, mesmo por quem está fora da nossa comunhão (e muitas vezes, bem anunciado, contribuindo para um conhecimento mais profundo de Jesus) é algo que deve nos alegrar. E isso em nada contradiz a possibilidade e até mesmo o dever que temos de dizer à esse mesmo que anuncia tão bem o Cristo: mas nisso e naquilo vocês falham, compreendem mal, distorcem, ou estão incompletos. Conheço um padre bastante ortodoxo, que aliás é um dos católicos mais profundamente críticos ao protestantismo, ( quase todos aqui conhecem seu trabalho) e que, no entanto , neste vídeo do link abaixo, não vê nenhum problema em citar e elogiar e até mesmo em tomar como referência e subsídio principal para a sua palestra, as reflexões profundas de pelo menos dois protestantes. Veja só: https://www.youtube.com/watch?v=H2jcfqQQx_8 E do mesmo modo, esses dois protestantes citados por ele, por seu turno, beberam nas fontes católicas (é conhecido o profundo intercâmbio entre Tolkien e C.S.Lewis). A nossa conversa com os protestantes não é um tudo ou nada. Não é algo como "ou vocês aderem à totalidade da Revelação Divina, ou não tem conversa". Se o pedaço válido dessa revelação que o protestante não jogou fora (e por vezes até desenvolveu de modo feliz) ao se desligar da igreja fonte, é algo digno de louvor, não temos receio algum de elogiar isso e até de aprender com ele (foi exatamente o que fez o padre do vídeo acima, aprendeu com um protestante, e está comunicando o que aprendeu aos outros, aos católicos). Nada disso nos impede de desejar e de trabalhar pela plena conversão dos protestantes. Só que essa, será sempre uma conversão que jamais começará da estaca zero. Um bom trecho do caminho do Senhor já foi percorrido por um protestante, quando ele se torna católico, e muitas coisas bonitas aconteceram nesse trecho e nada disso será jogado fora. Da doutrina espiritual do Bem Aventurado Newman (que a igreja assume como tesouro seu) muita coisa foi construída (ou melhor, recebida de Cristo) no tempo em que ele era protestante e não foi jogada fora, quando ele se tornou católico. Enfim, é grande o campo, em que protestantes e católicos estão falando a mesma língua. Ou a evangelização (mais propriamente o aprofundamento de uma evangelização já ocorrida) do protestante começa daquilo que o Espirito Santo já deu a ele, ou não será, de modo algum, evangelização.
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0 # Gui DeJesus 24-08-2016 14:35
Meu protestante favorito é o Augustus Nicodemus. Acho ele sensato. Silas Malafaia pra mim é animador de auditório, não quer uma platéia que pense. Creio que nessas denominações neopentecostais do Malafaia é onde se encontra mais anti-católicos.
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0 # Sidnei 25-08-2016 09:08
Se fosse para escolher um pastor protestante que eu gostasse, escolheria Eber Cocareli, apresentador do programa vejam só da RIT. Pelo menos ele é imparcial em seu programa, e mesmo demonstrando certo ranço ao catolicismo (normal para todo protestante) no entanto nunca o vi ele faltar com respeito a nós católicos. Com relação ao Silas Malafaia , mesmo com suas defesas aos católicos, como nos casos de apresentação de imagens de santos nas paradas gays, dentre outros, no entanto isto só é uma política do morde a assopra, pois no fundo no fundo, eles odeiam a Igreja Católica e fazem de tudo para tirar o maior número de católicos da Igreja para leva-los para a igreja deles.
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0 # Everton Caiçara PB 25-08-2016 08:14
Com todo respeito, Gui DeJesus, mas Augustus Nicodemus é um verdadeiro desonesto intelectual e muito maldoso para com a Santa Igreja Romana. Se puder, veja esse vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=vgHFVr47t1k
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0 # Augusto Paiva 29-08-2016 21:52
Realmente, é muito sensato crer que Deus determinou o pecado (o que é uma blasfêmia sem tamanho, condenada pela Igreja, principalmente no Concílio de Trento). É muito sensato crer no ''uma vez salvo salvo para sempre'', mas ter dúvidas quanto a própria salvação e perguntar-se: ''Será que eu estou salvo mesmo?'' Só uma consciência culpada pode indagar isso, e o próprio São Paulo Apóstolo castigou o seu corpo e o manteve em servidão, de medo de vir ele mesmo a ser excluído depois de ter pregado aos outros (1 Cor 9,27), ele que, como fariseu, perseguiu a Igreja (1 Cor 15,9/ Gl 1,13-22/ Fp 3,4-7/ 1 Tm 1,12-13). Há uma certa tendência nas ''igrejas'' deformadas a negar o ''fazei penitência'' (Mt 4,17/ Mc 1,15), como se isso fosse semipelagianismo. É duma ignorância total confundir pelagianismo (condenado pela Igreja Católica) com ato penitencial. ☩ ☩ ☩ Nicodemus errou quanto a doutrina da graça no Catolicismo: http://veritasfidei.blogspot.com.br/2012/07/os-erros-de-augustus-nicodemus-sobre.html Mas ao menos ele foi honesto em reconhecer, talvez numa autocrítica, a decadência relativista do protestantismo frente à firmeza católica: https://www.youtube.com/watch?v=l509HAmk2Kc In Corde Jesu, semper!
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0 # A Catequista 24-08-2016 14:40
Sim, o Malafaia tem um discurso anticatólico bastante venenoso. Esse vídeo aqui é só uma amostrinha: https://www.youtube.com/watch?v=nmgb0e312B4
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0 # Adilson Marques 24-08-2016 12:52
Sou fã de Silas Malafaia! Ele vale por uma CNBB inteira.
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-1 # Adilson Marques de Sant´Ana Filho 24-08-2016 12:50
Meu protestante favorito é Pr. Silas Malafaia...sensacional!! A coragem dele vale por uma CNBB inteira!
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0 # Diego Gonzalez 24-08-2016 11:51
Excelente texto! Essa postura de saber acolher como cristão, mas sem compactuar com os erros de doutrina, trouxe muita gente de volta. Basta ver os exemplos de Scott Hahn, o próprio C. S. Lewis (que não virou católico, mas deixou de ser ateu por influência de alguns), entre outros. Mais prejudica do que ajuda a postura de algumas páginas católicas que só sabem ofender e usam algumas riquezas da Igreja, como a Eucaristia e a devoção a Nossa Senhora, como pedras de arremesso.
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0 # Geraldo 25-08-2016 09:30
O C.S.Lewis, não se tornou católico, mas seu testemunho e reflexão profundos - caro Diego - contribuíram enormemente para a conversão de um companheiro anglicano dele, o Walter Hooper, que hoje é padre. Veja: https://www.youtube.com/watch?v=QEX9Smwqg2Q
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0 # Robson 24-08-2016 11:17
Pow eu gosto do Denzel Washington sou fã dos filmes dele kk
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0 # marcos 24-08-2016 10:46
Mas o exemplo da imagem do início do post - C.S. Lewis - também é bem legal...
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0 # Sidnei 24-08-2016 09:28
Agora, além do meu protestante favorito, poderiam trazer também: meu judeu favorito (tirando JESUS é claro); meu homossexual favorito; meu ateu favorito, pois querendo ou não devemos reconhecer que muitos daqueles que não se coadunam com a Igreja Católica, no entanto, fizeram e realizaram trabalhos que foram magníficos para toda a humanidade, e o qual, nos usufruímos até hoje, e que não devemos tampar o sol com a peneira, negando o fato que tais pessoas que realizaram tais trabalhos não eram católicas, mas mesmo assim, gostamos delas pelas obras que fizeram. Fica a dica.
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0 # Geraldo 25-08-2016 00:35
Uma dica, Sidnei, que inclusive se torna uma ferramenta de apologética. Pois, como já diziam São Paulo e São Tomás de Aquino, várias coisas da verdade divina são acessíveis à razão humana. Daí a fraqueza do "argumento" laicista de que sendo o estado laico, não cabe, na esfera pública a defesa da vida humana intra-uterina e da família, que são causas religiosas. Como a igreja partilha da máxima de Terêncio que afirma "NADA DO QUE É HUMANO ME É ESTRANHO", ela também - talvez mais que qualquer outra instância pública -sabe comunicar suas convicções na linguagem da razão, da inteligência humana. Pois afinal foi ela mesma - mais que qualquer outro fator - que contribuiu para que a razão humana fosse socialmente valorizada. Lembremos que o estudo da teologia é precedido pelo da filosofia em nossos seminários, justamente para que esse crivo racional seja um critério e ajuda posterior, para tornar os dados da fé e da moral inteligíveis e comunicáveis à razão de qualquer pessoa humana, tenha ela fé, ou não. E a própria teologia supõe este crivo da razão, atuando meio que como uma "advogada do diabo", que põe a fé contra a parede o tempo todo. E por isso, buscar destruir a inteligência humana - como se faz hoje - é também um meio seguro de destruir a fé que é vertida nos vasos da razão. Conhecer pois , com profundidade, o pensamento de pagãos, ateus, agnósticos, inclusive o daqueles que coincidem com os posicionamentos da igreja, por outras vias de acesso, é algo de suma importância. O cristão se posiciona no debate público, também como cidadão que apresenta fatos e argumentos compreensíveis a quem não partilhe de sua fé e mesmo de fé nenhuma. Foi com base nisso que ocorreu o famoso debate entre Habermas e Bento 16. E se ele estuda com seriedade, está preparadíssimo para fazer isso, até com maior competência do que aqueles que dizem " a fé não tem que se meter na esfera laica". E isso tanto é verdade, que as famigeradas "católicas" pelo "direito" de "decidir" (eliminar a vida dos outros em seu estágio intra-uterino), fundaram seu grupo, exatamente por causa disso. Afirmam elas, que possuindo a igreja, profunda tradição de debate racional e filosófico, seria necessário haver alguém que a enfrentasse nesse campo do debate inteligente. É claro que até agora elas só tiram zero nesse quesito, embora tirem nota dez no quesito da manipulação, da desonestidade intelectual e da vigarice moral. Esse conhecimento das riquezas da ação e do pensamento alheio (de fora da igreja) é igualmente útil na evangelização dos protestantes e no diálogo ecumênico. Por exemplo: são inúmeros os teólogos protestantes que sustentam que após nossa morte, se morremos na graça de Cristo, estaremos vivos com ele no céu, embora nossos corpos (ou nossa realidade física) ainda aguardem a ressurreição final. Ora isso tem muito valor no diálogo com aqueles protestantes que negam a intercessão de Maria e dos santos por nós no céu, com base na crença de que os mortos "dormem" lá no céu. Bem como é útil saber que o protestantismo anglicano, crê nessa intercessão, embora não aceite que a supliquemos aos santos. De modo que essa ideia dos "favoritos" em todos os campos, é mesmo muito bacana, não só como estímulo da comunhão nossa com as pessoas, a partir de tesouros partilhados entre nós e elas, mas também como ferramenta de evangelização, catequese e apologética. O Deus salvador é o mesmo Deus criador, criador da inteligência humana que em todo tempo e lugar busca por Ele, mesmo sem saber e como quê às apalpadelas. Ele se comunica desde sempre com todo aquele que o busca e busca a verdade do mundo, com sincera abertura. | Por isso nós dialogamos e debatemos animadamente com toda gente, e fazemos a proposta da fé à toda gente, sem nenhum receio de não sermos compreendidos. Reconhecemos com alegria o rosto do Senhor que nos foi revelado em Cristo, em toda parte onde Ele se manifeste à sua criatura. E assim somos, os cristãos, sempre bem dispostos a acolher e valorizar qualquer mínimo pedacinho de bem, verdade e beleza onde quer que ele se encontre e de estabelecer esperançoso diálogo com os outros a partir desse pedaço encontrado. Nada disso é obstáculo ao pleno e corajoso anúncio do Evangelho. Pelo contrário, ajuda enormemente esse anúncio. Pois se sabemos nos comunicar com os outros a partir das buscas que eles já fazem, não raro acontece que eles reconheçam na experiência que fazemos e alegremente comunicamos, o pedaço que faltava no "quebra-cabeças" que os instigavam. "Estive observando como vocês são um povo religioso, e admiro vossa busca que até se expressa nos versos de um poeta vosso: "somos de sua raça". Aliás, até vi a estátua que vocês erigiram ao deus desconhecido..etc" Eram essas as palavras que São Paulo dirigia aos atenienses, justamente expressando essa sensibilidade e valorização daquilo que o outro pôde construir em sua sincera busca pela verdade e o bem. Esse é o diálogo evangelizador. Aqueles poucos gregos que se dispuseram a ouvir o apóstolo naquele dia e depois, também o fizeram, por causa dessa sua atitude e disposição de - como diz o papa Francisco - "andar um trecho do caminho com eles", partilhar de sua jornada e de sua busca, quiçá de suas dores... Padre Zezinho nos ajuda na compreensão dessa atitude evangelizadora que não vem com tudo pronto e mastigado para verter no vaso oco e vazio do coração e da mente do outro, mas valoriza o que ele já encontrou (e que veio do próprio Deus! Quem sou eu pra fazer pouco caso do que Deus tem feito?!). E o faz por meio dessa canção: https://www.youtube.com/watch?v=dVQG0TOd-4Y (o desenho no vídeo é meio "jujuba" como vocês dizem, mas a mensagem é séria e adulta). A segurança da nossa fé (como experiência vivida e como doutrina seriamente estudada) não nos mete medo de expô-la aos questionamentos dos outros. Pelo contrário, toda a história da nossa catequese e teologia, é a história desse confronto aberto e franco, nossa doutrina se forma e amadurece ao calor desse confronto e à luz do Espírito Santo que acompanha nossa busca de discernimento e compreensão. Por isso apoio inteiramente a sua dica e penso que o site faria muito bem se acolhesse. Olha aqui um exemplo do site Religion en Libertad, que aproveita da lésbica e ateia Camile Paglia, muitas riquezas humanas que em boa parte , coincidem com e reforçam - por outras vias de acesso - a posição cristã: http://www.religionenlibertad.com/camille-paglia-una-filosofa-lesbiana-critica-con-el-feminismo-lloron-y-47539.htm
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0 # Geraldo 25-08-2016 09:20
Ops....o pedaço que faltava no “quebra-cabeça” que os INSTIGAVA. Desculpe o erro de concordância e também a metáfora meio manca. Pois a fé - dom de Deus - não é , sobretudo e necessariamente, um problema intelectual, mas sim o relacionamento com alguém que vive e está presente e muda a vida. Só que, como ela não contraria a razão, mas a eleva e dignifica, ampliando muito o alcance da nossa inteligência, usei essa comparação do quebra-cabeças, para dizer dessa busca por razoabilidade, sentido e coerência, que caracteriza o ser humano que crê com todo o seu ser, com toda a sua inteligência.
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0 # Sidnei 24-08-2016 09:21
Padre Orlando, então somos dois, eu tenho também para mim que meu protestante favorito e Johann Sebastian Bach, só o seu "Jesus Alegria dos Homens", é uma obra tão linda, que parece elevar as pessoas do chão. Já em tempos olímpicos (o qual já terminou), mas mesmo assim vou eleger três dos meus protestantes favoritos, de: ouro, prata e bronze. A de outro é claro vai para Johann Sebastian Bach, a de prata vai para Abraham Lincoln e a de bronze para Georg Friedrich Händel . Agro seria de se perguntar: se nós católicos reconhecemos alguns de nossos protestantes favoritos, será que tem algum protestante que tem de seus católicos favoritos?. Eu acredito que sim, mas que há babacas em todo os cantos dizendo que se não são dos nossos não presta há, pois se há católicos deste naipe, haverá protestantes também, judeus, ateus, muçulmanos e por aí afora. Babacas haverão até o fim dos tempo.
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0 # Padre Orlando Henriques 24-08-2016 21:15
Sim, também tenho a certeza de que muitos protestantes têm os seus "católicos favoritos"; quanto aos tais "babacas dizendo que se não são dos nossos não presta", são como os tais sites católicos (de que fala a Catequista) que dizem que "os protestantes não são nada além do que um bando de hereges completamente afastados da graça de Deus, e nem mesmo podem ser chamados de cristãos"...
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0 # Padre Orlando Henriques 24-08-2016 08:31
O meu protestante favorito (sem impedimento de também poder gostar de outros) é, sem dúvida nenhuma, JOHANN SEBASTIEN BACH, o maior músico de todos os tempos! A pena que eu tenho de ele não ter sido católico! Se fosse católico seria "perfeito"! Imaginem se todo espólio de belíssima música sacra (e não só) que ele nos deixou fosse católico? Ainda assim, (talvez para nossa consolação Deus o tenha permitido), podemos contar com algumas géneros musicais católicos trabalhados pelo grande Bach, como Missas, ou este Magnificat (aqui dirigido por Harnoncourt, que Deus haja): https://www.youtube.com/watch?v=Vr5cKdC3v3E
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0 # João Pedro Strabelli 24-08-2016 18:13
Padre Orlando Meu parabéns! Muitíssimo bem lembrado! Eu não lembro o dia nem a hora, mas lembro quando me apaixonei pela música barroca pelo resto da vida. Foi o comecinho dos Concertos de Brandemburgo. Sem nenhuma mentira, aos 15 segundos da música eu já estava apaixonado por ela (quinze segundos é o tempo que dura a primeira apresentação do primeiro motivo).
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0 # Padre Orlando Henriques 24-08-2016 21:18
Boa! Realmente, Bach é mesmo assim. Até vou deixar aqui o link, para ver se alguém mais é "contaminado": https://www.youtube.com/watch?v=Ehbar90jHz8
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+1 # João Pedro Strabelli 26-08-2016 19:18
Obrigado, padre Orlando Esta versão eu não conhecia e gostei muito. Não disse antes, mas esta paixão minha já tem mais de 30 anos e foi sem querer. E pode passar o tempo o quanto for, o sentimento que a música passa me volta sempre que ouço novamente. Voltando à música, não tem como dizer que Deus não estava com Bach quando ele compôs essas coisas. Tem passagens ali que são divinas. Eu não sei e, para falar a verdade nem preocupo mais em descobrir, por que ele não era católico (se as músicas dele são tão…). Talvez de outra forma ou em outro lugar ele não fizesse essas coisas. Não sei. Mas me resta agradecer a Deus, e muito, por permitir que eu ouça essas músicas. Um pequeno parêntese: atualmente voltei a escutar Largo de Haendel.
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0 # Padre Orlando Henriques 27-08-2016 21:31
Sim, afinal é mesmo disso que nos fala o post: o valor que nós reconhecemos a alguns protestantes apesar de eles serem protestantes. E mais: os próprios músicos da época viviam isso! Independentemente da fé de cada um, eles admiravam-se e mutuamente e, acima de tudo, eles APRENDIAM UNS COM OS OUTROS: o próprio Bach admirava Vivaldi - talvez fosse o seu católico favorito… :) - e adaptou muitas das suas obras, bem como de Alessandro Marcelo e Pergolesi. O famoso Stabat Mater de Pergolesi ( https://www.youtube.com/watch?v=Vh5vR0UbPHU ) foi adaptado por Bach às palavras do Salmo 50 em Alemão ( https://www.youtube.com/watch?v=M6omy6qLse4 ). Hoje talvez alguém chamasse a isso pelágio, mas, na verdade, o que Bach fez, trabalhando e transformando, foi uma obra nova para o culto luterano aprendendo com o católico Pergolesi. E a época barroca tem isso de fascinante: eles aprendiam uns com os outros, e até se “reciclavam” a si próprios; é uma riqueza extraordinária podermos ouvir várias versões da mesma música trabalhada de formas diferentes. É belo um concerto para 4 violinos de Vivaldi ( https://www.youtube.com/watch?v=kO6CqW3imbo ), mas também é excelente a adaptação desse concerto que Bach fez para 4 cravos ( https://www.youtube.com/watch?v=Dkre0Qt7IPU ). É belo ouvir um concerto de Bach para oboé, mas também o mesmo concerto na versão que o próprio Bach fez para cravo ou violino. Sim, Haendel também é muito bom: pode ser o meu segundo protestante favorito!
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0 # André 24-08-2016 12:52
Verdade Bach também é meu protestante favorito, as cantatas são divinas também... Inda bem que temos Vivaldi, padre católico, que deixou grandes obras também !!
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0 # Padre Orlando Henriques 24-08-2016 21:24
Sim também gosto muito de Vivaldi. Embora enquanto padre fosse, segundo consta, demasiado mundano e amante do luxo, a verdade é que tem música é muito boa! Mas, não vamos mais longe, Portugal teve muitos compositores CATOLICÍSSIMOS (e nada metidos em "avarias") que também não são nada maus enquanto músicos: - logo a começar pelo carmelita Frei MANUEL CARDOSO: https://www.youtube.com/watch?v=CTuxHXPBh9k https://www.youtube.com/watch?v=lXhA9tVYE_Y https://www.youtube.com/watch?v=CIQIFZksV9U&list=PLE5fyS9J847Ykkdk-0ls31jHbqBN6fTsT - o Padre MANUEL RODRIGUES COELHO: https://www.youtube.com/watch?v=Ie7F5KD8mlU https://www.youtube.com/watch?v=K58OPWjWru0 - também leigos, como JOÃO RODRIQUES ESTEVES: https://www.youtube.com/watch?v=id51wmIttXc https://www.youtube.com/watch?v=ehXbvLQYWp8 https://www.youtube.com/watch?v=CX3eZGTLy-M https://www.youtube.com/watch?v=6gu_nEkGZrY https://www.youtube.com/watch?v=5WZQnFNTlBc - e CARLOS SEIXAS: https://www.youtube.com/watch?v=XsjSbfyWiV0 https://www.youtube.com/watch?v=R_c-WzfqyxI https://www.youtube.com/watch?v=aOocxj4bEO4 https://www.youtube.com/watch?v=bu1bKUX4rX8
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