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Segunda, 01 Agosto 2016 01:04

Linchamento virtual: você já cometeu esse pecado?

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Alguns cristãos se considerem espiritualmente muito superiores àquela turba citada no Evangelho, sedenta pelo linchamento da mulher adúltera.

Porém, quantos de nós que vivemos a dizer “não julgueis” não pensamos duas vezes antes de entrar na última onda de linchamento moral de algum “pecador” nas redes sociais? Não me refiro àqueles casos em que temos o dever moral de denunciar e rechaçar com força algum comportamento seriamente danoso – como crimes sexuais, corrupção, fraude, abuso de poder etc. Ou das graves ofensas à religião, como blasfêmias, sacrilégios e heresias. Não! Falo dos “anônimos” que são massacrados por terem cometido atos idiotas de pouca relevância, como publicar uma piada de mau gosto nas redes sociais. Acontece sempre assim: uma pessoa comum, cuja opinião tem pouco alcance (não é uma figura pública, um artista, um líder religioso ou político, nem mesmo uma celebridade qualquer) posta alguma piada ou foto imbecil. Ela merece ser criticada por isso? Talvez, mas somente pelas pessoas com quem normalmente interage, ou seja, seus poucos seguidores. Essa é a limitadíssima rede de influência de um anônimo. Mas aí vem um espírito de porco – um paladino da moral opinativa, um justiceiro da web – e joga o cocô virtual no ventilador. E dezenas de milhares de pessoas em fúria se juntam para destroçar a figura do infeliz Zé Ninguém, que de ilustre desconhecido passa, repentinamente, a figura odiada pela massa, alvo das piores pragas e xingamentos. E o que a criatura fez para merecer ser esculhambada por uma multidão de internautas? Matou? Roubou? Estuprou? Maltratou crianças, idosos ou animais? Deu spoiler de Game of Thrones? spoiler Explodiu a fábrica da Nutella? nutella Não... postou uma piada imbecil, que a princípio só a mãe dele, duas tias, seis amigos e um primo iriam visualizar. Um caso emblemático, de alcance internacional, aconteceu em 2013, com o linchamento moral da executiva americana Justine Sacco (sobre isso, veja aqui a entrevista de Jon Ronson, autor do livro “Humilhado”). Pouco antes de embarcar para a África do Sul, ela postou essa desgraça de tweet: “Estou indo para a África. Espero não pegar AIDS. Brincadeirinha! Sou branca”. justine_sacco A repercussão no Twitter foi tão intensa que, em apenas algumas horas, a vida de Justine virou de cabeça para baixo. Quando ela pisou os pés no aeroporto da Cidade do Cabo, já havia perdido o emprego. Um trem desgovernado chamado “patrulha do politicamente correto” havia passado por cima de sua reputação. Justine pediu desculpas pouco tempo depois, mas ainda assim continuou a ser hostilizada. Passou a ter frequentes ataques de pânico. Jesus Cristo, o Deus Encarnado, disse que todos os pecados serão perdoados (menos o pecado contra o Espírito Santo), mas os patrulheiros da Internet decretaram que postar chacotas cretinas é um crime sem perdão! Piadistas boçais, tremei! Vocês serão odiados no mesmo nível dos piores bandidos. ira Aqui no Brasil, a mais recente onda de linchamento virtual envolveu um jovem médico de Serra Negra-SP. Guilherme Capel postou uma foto sua debochando de um paciente que falou “peleumonia” (pneumonia) e “raôxis” (raio-x). Atitude babaca? Com certeza! Além da falta de noção ao expor dessa forma a marca da instituição onde presta serviço. peleumonia Quanto ao post que gerou tantas reações acaloradas, o fato é que o médico NÃO CITOU NOMES nem identificou ninguém. Ainda assim, como o paciente veio a público se dizer ofendido, o médico foi pessoalmente à casa dele e pediu desculpas. O paciente o perdoou, e disse: "Ele é uma pessoa boa, que teve um momento errado". Porém, muita gente ainda continua bombardeando Guilherme com comentários hostis. Avalie: o mal causado pelo post desse médico foi proporcional à ira que ele está atraindo? Sua postagem estúpida nos permite dizer que ele é um “lixo humano” (esse foi um dos comentários que vi sobre ele)? Ter a reputação arrasada é uma punição justa nesse caso? Se damos ao erro alheio uma dimensão maior do que ele realmente tem, nossos pecados serão avaliados com o mesmo peso e rigor, no Dia do Juízo. Porque "com a mesma medida com que medirdes, sereis medidos vós também" (Lc 6,38). Amar o próximo como a ti mesmo. Nós, cristãos, precisamos nos ajudar a viver esse mandamento. Gente... Não faz sentido desembainhar a espada para ferir mosquitos! Misericórdia, perdão, temperança! Imitemos o doce Cristo, sem frouxidão, sem jujubice, sem deixar de fazer - quando nos cabe - a devida correção fraterna.

864 Quarta, 21 Dezembro 2016 19:43

Comentários   

0 # Goretti paiva 18-08-2016 01:25
Peço o favor de me enviar um email de contato. Quero pedir autorizaçao para publicar o post da molly e a filha no aeroporto no jornal da nossa paroquia. Peço que me mandem o nome do redator. Grata
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0 # A Catequista 18-08-2016 12:39
Gotetti, meu email de contato é: Pode publicar no jornal da sua paróquia. Os créditos do texto são do site O Catequista
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0 # Luiz Antônio Pereira 17-08-2016 14:33
Acho que todos devem arcar com as consequências de seus atos. Internet não é terra sem lei. Falassem em público tais coisas, as pessoas ao redor creio eu, retaliariam também, e é o que vemos acontecer. Sem essa de vitimismo. Todos têm um senso de moral, ainda que a odeiem. Arquem com as consequências! Se um ato merece crítica, ainda que de um ser anônimo, ninguém pode censurar aqueles que o criticam. Daqui a pouco tudo será permitido! Fulano pode zombar á vontade, mas ai de quem o criticar? fala sério!
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0 # Letícia 17-08-2016 12:39
Ah, havia me esquecido...vira e mexe sofro esses 'ataques' em redes sociais, por causa da minha religião(Umbanda). As pessoas não conhecem 5% do que fazemos e em que acreditamos e saem falando asneira..."adoradores do demônio!" --'
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0 # Letícia 17-08-2016 12:36
Realmente não devemos dar ibope pra certas coisas, mas em casos de ofensa não podemos ficar calado. O maior problema, na minha opinião, é o fato de muitas pessoas não saberem direito o que está acontecendo e lançar sua opinião(que muitas vezes nem é dela mesma)e sair xingando. Exemplo daquela mãe que foi fotografada mexendo no celular enquanto seu bebê estava deitado no chão. Primeiro temos que ver e analisar os fatos, depois, talvez, dar nossa opinião. Digo 'talvez' pq nem sempre temos conhecimento necessário sobre alguns aspectos para opinar.
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0 # Francine 14-08-2016 14:33
Concordo com cada palavra. Muitas vezes, as mesmas pessoas que criticam que se faça justiça com as próprias mãos (e que costumam julgar até os policiais quando atiram em legítima defesa) são as que cometem esse tipo de linchamento virtual. Esquerda, se fosse coerente não seria esquerda...
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0 # João M. 10-08-2016 21:06
Tenho evitado entrar no facebook para o meu coração não se entristecer ou se irritar com algumas situações que vejo....acabo de ver uma notícia da arquidiocese que incentiva a busca de pokemons dentro da igreja, não sei se me entristeço ou se me encolerizo ahahhaha...pra evitar qualquer dos dois, tento não ler muito os comentários.
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0 # Alex Hoffmann 10-08-2016 19:27
Agora, o que aconteceu com o site que novamente não consegui acessar ontem? Novo ataque?
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0 # A Catequista 10-08-2016 19:49
Sim, novo ataque.
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0 # Alex Hoffmann 10-08-2016 23:23
Estou a desconfiar que isto é alguém ou algum grupo que está trentando fazer com que o blog seja deletado porque vai contra muita coisa que é dita ou feita neste país por alguns e muita coisa que é deixada de dizer por outros. Claro, vocês estão caçando treta. Isto é trabalho do tretamom go.
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0 # Alex Hoffmann 10-08-2016 19:26
Parabéns e obrigado a Deus por vocês: Alexandre, Viviane, Paulo Ricardo e a todos os que comentam e seguem. Por causa de todos, posso dizer que não sou uma pessoa melhor, mas descobri o quão mau eu sou e as vezes isto já é mais do que bom. Novamente parabéns e obrigado. Dois meses mais velho que meu filho, hehehe.
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0 # Gêneto Eugenio 10-08-2016 09:56
Cinco anos... Sei que estou a cinco dias atrasado rsrsrsrsrsrs mas enquanto a vida a esperança kkkkkkk PARABÉNS A TODOS!!! Que Deus continue a derramar sua Graça na vida de vocês, meus amigos. Minha família sempre os tem em oração. Um forte abraço.
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0 # A Catequista 10-08-2016 14:05
Obrigada, amigo! Abraço!
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0 # CasalCatólico 09-08-2016 12:51
Saudações à página. Vocês poderiam escrever um artigo sobre os católicos que querem se manter católicos, mas tem parentes de outras religiões e estes fazem pressão, direta ou indireta, para que você se junte a ela? Pois passo por uma situação chata, onde minha namorada está sofrendo pressão de parentes para que se junte ao espiritismo (na verdade Candomblé) porque, segundo eles, foi revelado em um jogo de búzios que foi feita magia negra e se ela não o fizer "a vida dela não anda". Grato.
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0 # A Catequista 09-08-2016 13:14
Oi! No caso específico de sua namorada, basta ela ter fé em Jesus Cristo, que o problema se esvai. Pelo que entendi, ela teme que a tal maldição seja verdade, certo? Pois eu lhe digo, com toda a certeza de meu coração: se sua namorada for fiel a Cristo, essa maldição será NADA. Como nada são os falsos deuses e falsas entidades pagãs. Sa Quem como Deus? - esse é o significado do nome do Arcanjo São Miguel. Quem é tão grande, tão com, tao poderoso como Deus? Sua namorada crê nisso? Se ela tem fé, não temerá essas ameaças vãs desses parentes chantagistas. Sugestão: compre para sua namorada uma medalhinha de São Miguel e sugira a ela que reze todos os dias a oração desse santo. Oração a São Miguel Arcanjo São Miguel Arcanjo, protegei-nos no combate, defendei-nos com o vosso escudo contra as armadilhas e ciladas do demônio. Deus o submeta, instantemente o pedimos; e vós, Príncipe da milícia celeste, pelo divino poder, precipitai no inferno a Satanás e aos outros espíritos malignos que andam pelo mundo procurando perder as almas. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amén.
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0 # CasalCatólico 09-08-2016 14:46
Muito obrigado pelo conselho. É que vivo uma situação, no mínimo complicada, do ponto de vista espiritual. Meus parentes são do Candomblé, e volta e meia vivem pedindo que eu tome banho de pipoca, reze para os orixás e peça o que eu precisar para os santos. Ainda mais que minha mãe é sacerdotisa da religião. Fico sem graça de dizer "não" à participar e causar cizânia na minha família, com os quais eu amo muito. Meus parentes não são pessoas más. Eles realmente acreditam que é possível conciliar o Candomblé com o Catolicismo romano e os que não fazem são vistos como fanáticos. Mas sei que, no fundo do meu coração, é errado fazer os "trabalhos" e continuar sendo católico.
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0 # A Catequista 09-08-2016 15:02
Veja, seja franco e firme com sua mãe. Ela deve amar você de verdade, então, se é assim, saberá respeitar sua liberdade religiosa. Diga a ela que não crê em Orixás e que não quer participar de nada relativo aos rituais do Candomblé. Ore muito o terço, vai dar tudo certo. Não tema. Se der alguma briga no início, melhor isso do que participar de rituais que ofendem ao único e verdadeiro Deus. Melhor desagradar sua família do que desagradar a Deus. Tenha a coragem de ser fiel ao seu coração.
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0 # Rosemary 06-08-2016 00:49
Pergunto se há provas de que ofenderam o médico são realmente cristãos, pois parece que a última moda é atribuir todas as delinqüências aos cristãos. A prudência é recomendada para os dois lados: para quem posta em redes sociais, e sabe que está exposto a todo tipo de comentários e aí não se tem controle. Com toda a misericórdia, fala sério: este médico, com a formação acadêmica, se mostrou muito mais ignorante e pobre do que o paciente que não soube escrever. O fato é que aprendemos achar comum as chacotas com determinados grupos (iletrados, portadores de necessidades especiais, afrodescendentes, etc.), só quem faz parte destes grupos sabe o quanto é doloroso passar por situações onde são considerados como inferiores pela condição, independente de ter seu nome publicado ou não. Até porque em determinados centros de saúde, pacientes que frequentam a instituição já são conhecidos por outros profissionais e ficam expostos sim ao comentário do público. Claro que devemos sim usar a educação mesmo quando nos manifestamos, mas diante desta situação, o médico deitou na cama que ele mesmo preparou.
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0 # Sandro 05-08-2016 18:53
Eu gostaria de saber o que os administradores desta página têm a dizer sobre esse tipo de notícia que eu vi hoje: https://br.noticias.yahoo.com/casamento-homossexual-era-permitido-na-idade-m%C3%A9dia-173652402.html Pelo que eu vi, o título é totalmente sensacionalista e não tem nada a ver com o conteúdo exposto no texto. Contudo, por ainda não ter estudado profundamente a verdadeira Idade Média (aquela exposta por fontes primárias e historiadores renomados, como Jacques Le Goff e Régine Pernoud) não sei dizer se a situação exposta nele é, até certo ponto, verdadeira (parcialmente verdadeira) ou se é uma completa invenção (como muitas que já fizeram a respeito da Idade Média).
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0 # Padre Orlando Henriques 06-08-2016 21:55
Dá vontade de rir essa "estória" de ter havido «casamento homoafetivo aceito e bem regulamentado pelos cristãos» na Idade Média! Ou melhor, daria vontade de rir se não fosse a maldade que vemos nesse artigo... Nunca tinha ouvido falar de tal coisa («adelfopoiesis»), mas, mesmo a ser verdade ter existido a dita «adelfopoiesis», o que está bem à vista no próprio texto é a abundância de perfídia e má-fé com que esse site distorce a informação. Penso, até, deviam ser penalizados pela forma tão mal intencionada com que enganam as pessoas. Repare, por exemplo, na malvadez mal disfarçada desta passagem: «o teólogo defende que esse tipo de casamento não tinha nenhuma relação com o amor erótico»; ou seja, atrevem-se a chamar «casamento» na própria frase em que citam alguém que esclarece de que aquilo não tinha nada a ver com amor erótico! Portanto, parece que o próprio site, uma vez desmascaradas essas manobras de distorção, contém a resposta, ao dizer que «não podia era praticar sexo» e que o tal teólogo ortodoxo que estudou o assunto «defende que [...] não tinha nenhuma relação com o amor erótico»; mas a perversidade de quem escreve o artigo é insistir em chamar «casamento» a uma união que nada tem a ver com isso. Mesmo o facto de haver uma «uma troca de beijos» nada revela de erótico nem esponsal. O cenário apresentado remete-nos para o mundo oriental, onde o beijo é uma forma de cumprimento normal entre homens. Uma vez mais, é a perversidade do texto a levantar insinuações para enganar os leitores interpretando elementos próprios de uma cultura diferente à luz da nossa cultura ocidental actual. De facto, a palavra «adelfós», em grego, quer dizer «irmão». Qualquer criança sabe o que a relação entre irmãos («adelfoi») é de uma natureza COMPLETAMENTE DIFERENTE da relação entre cônjuges. Parece que esses repórteres da treta se recusam a reconhecer aquilo que até as crianças sabem reconhecer (ou pelo menos sabiam, antes de lhes injectarem ideologia de género nas creches e escolas...). Se sempre for verdade que houve uma celebração cristã que, de alguma forma, “consagrou” a amizade, a ponto de criar entre duas pessoas um parentesco (tal como, no Baptismo, se gera um novo parentesco entre padrinho e afilhado), passando a ser como irmãos, isso não quer dizer mais nada a não ser isso mesmo: que aqueles dois passavam a ser “como irmãos”; e ser “como irmãos” nunca significou ser “como esposos”, mesmo que alguns pudessem perverter essa realidade para encobrir relações homossexuais.
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0 # Sandro 15-08-2016 17:18
Então tudo não passou de uma grande invenção perniciosa da mídia, como eu suspeitava. Realmente, pelo teor do conteúdo do texto, a impressão que ficou foi de algo semelhante ao de uma adoção de filhos, só que neste caso seria como uma "adoção de irmão", mas a distorção descarada que eles fazem é tão grande que pode confundir o entendimento de boa parte do público.
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0 # Rodolpho BaÊta 04-08-2016 11:47
Vocês poderiam fazer um post sobre um tal cantor chamado "BIEL", que está sendo massacrado por TODOS, por post's de 2011, quando tinha 15 anos.. e por um suposto assédio, quem nem julgado pela justiça foi!?
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0 # Lucas 03-08-2016 17:44
Gostei muito! Muitas pessoas xingam com termos racistas e "homofóbicos" quando estão assistindo futebol, ou quando estão jogando video-game, ou quando algo da errado, enfim, são inúmeras as situações. Mas quando a câmera flagra esse momento e vira notícia por todo o país, NOSSA... Daí todo mundo é "santo" e lincham essa pessoa, como se tivesse cometido o maior pecado do mundo. Mas quando você fala que aborto é pecado ou que "casamento gay" não é o mesmo que o verdadeiro matrimônio monogâmico heterossexual, essas pessoas que praticam "linchamento virtual" falam que você é fascista e que o Papa Francisco disse que "não pode julgar", além de tudo isso ainda usam as palavras do Santo Padre distorcidamente, as vezes na ignorância, as vezes na maldade.
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0 # Geraldo 04-08-2016 21:56
Olá Lucas. Gostei do "homofóbico" entre aspas. Nós precisamos criar uma resistência cultural diante dos donos dos conceitos que querem impor a todos suas terminologias . Estamos em pleno reinado dos especialistas e peritos. São eles que se arvoram o "direito" de determinar o que seja discriminação, preconceito, etc. E vão criando sua língua artificiosa e buscando influenciar legislações que enquadrem as pessoas que ousem pensar com independência e obedecer a seus próprios olhos e inteligências. Estamos diante de um neo-farisaísmo laico ou laicista, muito mais impiedoso, frio e cruel que o farisaísmo religioso. Gostei também da sempre oportuna lembrança da triste inquisição que foi contudo uma etapa felizmente superior e mais justa em relação ao que vigia antes. Vai demorar, mas pouco a pouco, a verdade dos fatos acerca de nossa história vai se firmando e ela tem vindo pelo testemunho dos próprios historiadores contemporâneos, das novas levas de historiadores mais científicos, imparciais, bem menos ideológicos e tendenciosos que vem inclusive reconhecendo o papel da propaganda - protestante, iluminista, socialista, laicista e politicamente correta - na divulgação, midiatização e escolarização de mitos e mais mitos acerca da história ocidental. O poder do amor de Cristo efetivamente mudou a face do mundo e deu um rumo novo à história humana. Não criou certamente um paraíso entre nós pois nossa história carrega muitas incoerências e traições, mas basta ir vendo o que foi sendo deixado para trás e a cultura nova que se foi criando, para ver quão grandes e belas foram as maravilhas do Senhor ao longo desse caminho de dois mil anos. Narrativas históricas segundo interesses bem localizados e até mesmo programados, criaram um imaginário desfavorável à história cristã. Mas basta fazer comparações simples: como eram as coisas antes que a fé influenciasse a cultura , a vida social , as instituições, etc. Como elas eram nos lugares onde a fé não havia chegado ainda e como elas ficaram depois que a influência sociocultural da fé cristã foi banida pelos poderes seculares. Uma mera comparação quantitativa, estatística e proporcionada, vai revelar uma enorme superioridade da cultura e da sociedade marcadas pela fé de Cristo, em termos de maior humanidade, generosidade, perdão, solidariedade, inteligência, beleza e bondade, sem que isso minimamente apague nossas muitas traições, maldades e ignorâncias. Mas para que a nossa avaliação histórica seja honesta, a palavra chave é comparação. Comparar com o que havia antes, alhures e depois. Se partimos unicamente do que seria ideal, se partimos dos sonhos de fraternidade humana que a própria mensagem cristã fez brotar em nós, a decepção será grande. Não podemos nos esquecer que foi a própria fé de Cristo, que nos deu essa medida grande que agora usamos para avaliar a própria história dessa fé. A gente não pode ser ufanista, vangloriando-se de uma vã superioridade e esquecendo nossas misérias históricas. Mas também não podemos ser ingratos com o Senhor que nos fez experimentar de modo tão forte sua graça transformadora. Há um movimento cultural e ideológico intenso, programado, proposital, pensado, para nos fazer complexados, inferiorizados, culpados e envergonhados de nosso passado e isso já dura séculos. Sem negar nossas traições históricas, não podemos cair em tamanha armadilha sob pena de sermos ingratos com a bondade de Deus que nos fez experimentar tantas belezas e graças. Não é mérito nosso. É graça e dom! Cabe a nós, a gratidão , o louvor e a proclamação das maravilhas do Senhor.
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0 # ronaldo 03-08-2016 11:18
a respeito de linchamentos morais e físicos a que as massas são tão afeitas, era justamente contra isto e por causa disto que a inquisição foi instituída. Sua finalidade era proteger o acusado prestes a ser massacrado pela turba. Ela visava, por meio de perguntas e respostas feitas ao acusado e dirigidas pelo inquisidor conseguir convencer ou não de sua inocência e aplaclar a sanha da multidão. A inquisição, em quatrocentos anos matou menos que o terror em 1792, e ela só condenava a morte por crimes de sangue, hediondos e cruéis.
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0 # Sidnei 02-08-2016 13:57
Saindo um pouco do assunto, mas, alguém sentiu dificuldade de entrar aqui no blog hoje pela manhã?. Não sei se o blog está sofrendo algum ataque virtual, mas hoje quando cheguei no trabalho, antes de começar a trabalhar, fui tentar entrar no blog, e fui destinado a um site que era uma verdadeira pouca vergonha.
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0 # A Catequista 03-08-2016 12:30
Sidnei, sofremos um ataque e já conseguimos impedir que mais problemas acontecessem. Porém, agora estamos reconstruindo todo o site para garantir que não haja nenhum problema e nenhum risco. Só que enquanto esse trabalho não terminava, ficamos fora do ar. Esperamos que tudo esteja resolvido.
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0 # Sidnei 03-08-2016 17:49
Que bom, pensei que tínhamos perdido o blog.
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0 # Isac 02-08-2016 11:32
A BOCA FALA DO QUE ESTÁ CHEIO O CORAÇÃO - Mt 12,34! Isso é a dita cuja chamada de perda de tempo, pessoas que se comportam como apreciadoras de futilidades, tais como exteriorismos, tipo de apreciados sexo-novelas da GRobo e de tititis de artistas; um interior vazio da verdade que o S Evangelho nos ensina, ao invés de cuidar do que nos une ao alto e deixar o mundanismo de lado! Comportar-se-iam idem como mexeriqueiras e futriqueiras!
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0 # Jotacê 02-08-2016 11:15
Eu fui um dos que, com todo gosto, apedrejou o médico. E com certeza fui EU que a Viviane viu interneticamente chamar o imbecil de "lixo humano", pois faço parte da lista de amigos facebookianos d'a Catequista. Eu sei que sou um pecador, um m*rda, menos que nada perante Deus, mas dessa EU NÃO ME ARREPENDO. Esse caso específico não foi uma típica intriguinha criada pelos malditos SJW por conta de alguma piada alvejando gays ou negros, ou o caso da mocinha gaúcha que bobamente chamou o goleiro Aranha (um mimizento que só tem esse apelido por ser NEGRO - ou alguém já viu aranha branca, amarela, azul?) de macaco - junto com o restante do estádio, aliás. Nesse caso específico foi de um médico, cujo dever é abraçar e ser caridoso com os pacientes, sobretudo os mais humildes, e agiu como um PERFEITO IMBECIL. O filhinho de papai RIU DA CARA DO PACIENTE NO CONSULTÓRIO, E DEPOIS CONTINUOU A RIDICULARIZÁ-LO NO FACEBOOK. Foi cruel e mesquinho. Depois que a bomba explodiu, o cretino foi incomodar o coitado do paciente na casa dele, para ver se descolava uma fotinha que limpasse sua barra. Ou alguém é ingênuo o suficiente para achar que o carinha realmente se arrependeu? Ele viu a c*gada que fez e tentou controlar os danos, isso sim. Na minha opinião, o linchamento virtual e a perda do emprego foi é pouco. O médico deveria ter sua licença para clinicar suspensa por algum tempo, para ver se aprende a ser gente. Aguardo agora comentários da turma do "Não Julgays".
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0 # Geraldo 04-08-2016 09:20
Bom, como não vi nenhuma resposta ao seu comentário até agora, me disponho a dialogar com você sobre o assunto em pauta. Quero crer que você não esteja incluindo a autora do post e aqueles que com ela concordamos, na turma do "não julgays", uma vez que não se trata de omitir juízos acerca de ações reprováveis. Ficou bem claro no post que as ações que foram objeto de linchamento são mesmo reprováveis. O que está sendo questionado é a desproporção exagerada da reação. E sobre isso, algo poderia ser acrescentado: 1) Não sei se é o seu caso, mas a maior parte desse linchamento vem sob o anonimato ou o pseudônimo. O que enseja uma pergunta: se a pessoa linchada fosse alguém do nosso relacionamento, reagiríamos da mesma forma? Ou a distância física (entre nós e o linchado) "encoraja" o linchamento, configurando pois uma atitude de covardia? 2) Que palavras e teor de fala escolheríamos para - mesmo usando de toda paulina franqueza - chamar a atenção do linchado, se ele fosse um irmão na fé? Não nego que existam situações que pedem um desmascaramento claro. Sempre que havia um claro fingimento, uma atitude hipócrita e dissimulada, sobretudo se isso resultava na humilhação do mais fraco e pecador, o Senhor não hesitava em ser especialmente duro. E assim também agiram muitos santos e nisso demonstravam uma personalidade adulta e independente, capaz de discernimento e feeling apurado sobre a condição humana e suas contradições. Mas não creio que o post esteja visando essas personalidades maduras, paulinas, capazes de imensa mansidão e longanimidade com o pecador humilde e arrependido, mas francas e diretas diante de toda hipocrisia. Visa antes, o espírito infantil - por vezes covarde - de "Maria vai com as outras", apressado em pegar as pedras e se juntar à multidão linchadora. Não estaria essa pessoa tentando exorcizar seus próprios demônios? É apenas uma hipótese... O risco grande aqui, é o de nos acharmos acima da espécie humana, imune a todo pecado. A franqueza da correção fraterna e até mesmo da denúncia corajosa do mal, deve ser um traço distintivo da personalidade humana e cristã amadurecida e experiente e não expressão de uma infantilidade superficial e apressada. Creio que é essa segunda postura que o post quis denunciar e não há dúvida de que o ambiente virtual da rede propicia muitíssimo essa postura. Tomara Deus houvesse na vida real e cotidiana, no face a face das relações humanas, um centésimo da "coragem" para enfrentar as injustiças, tão encontradiça na internet...Quantos pobres são frequentemente humilhados em nossos postos de saúde, sem que se encontre uma viva alma que se doa por eles e os defenda. E no entanto , muitas vezes, quando existe a proteção virtual do anonimato, do pseudônimo e mesmo da impessoalidade proporcionada pela rede, aparece uma multidão cheia de coragem e indignação. Eu não ousarei julgar cada reação singular de linchamento virtual vista na rede diante de cada caso concreto e nem creio que o post queira entrar nesse mérito. Mas que o efeito geral levante os questionamentos que o post coloca, disso não tenho a menor dúvida e por isso penso ser de grande pertinência o alerta feito. E é mais que um apelo ao nosso senso de misericórdia, é um apelo à nossa maturidade humana e cristã. Uma coisa é não ser um adocicado cristão "jujuba" como este próprio site sempre nos lembra que se esconde atrás do "não julgar" para ser conivente com um monte de injustiças. Outra coisa é ter uma postura policialesca, fiscalizadora, controladora do comportamento alheio e sobretudo, uma postura de covardia, de uma fingida coragem quando a distância física favorece isso, mas ter pouco empenho efetivo na vida cotidiana, em defesa de quem sofre ao nosso lado. E aqui me parece estar o critério maior para o nosso discernimento espiritual: quando a distância entre a nossa postura na vida cotidiana e nossa postura no mundo virtual, fica muito grande, algo está gravemente errado conosco. E embora eu não me atreva a julgar cada caso singular (a não ser que conheça bem a situação) é óbvio demais que, em geral, a coragem virtual é imensamente maior que a real. Discernir entre a mansidão da correção fraterna (que tem lugar ali onde se vê a simplicidade e sinceridade do empenho em ser cada vez melhor) e a denúncia clara do mal, do fingimento, é um dom de personalidades adultas, sinceras na presença de Deus e dos homens. A desgraça grande é quando eu me ponho a bancar o profeta cheio de parrhesia e franqueza, quando nem sequer aprendi a me humilhar diante do Senhor, como pessoa profundamente necessitada da sua misericórdia. E é quando fizer isso e experimentar a grandeza e paciência do amor de Deus para com a minha miséria, que terei aquela medida larga e transbordante de misericórdia para com os outros, sabendo também discernir o momento em que essa misericórdia assumirá a feição franca e corajosa que diz ao outro: tome vergonha na cara e mude de atitude, meu irmão!
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0 # Jotacê 04-08-2016 12:01
Geraldo, Não, não incluirei você, assim como nunca incluí a Viviane, nesse grupinho detestável chamado "Católicos Jujubas". Se eu pensasse isso dela - a quem muito prezo, aliás - nunca teria solicitado sua amizade no Facebook. Se quer saber, eu não discordo do artigo, embora considere que "O Catequista" tenha gasto ótima vela com péssimo defunto; houveram casos mais escabrosos de linchamento virtual que mereciam esse posicionamento do blog, mas não este (minha opinião). E também não discordo do seu longo, porém pertinente, texto. Também acho odiosa essa onda de linchamento virtual, onde neguinho não pode emitir um "a" fora da cartilha do politicamente correto esquerdista (pleonasmo), que os vagabundos comunas SJW (outro pleonasmo) caem matando em cima do infeliz, como um bando de hienas famintas. Só fui a favor do linchamento, NESTE CASO ESPECÍFICO, pelos seguintes motivos: 1) O médicozinho (epa!) agiu como um perfeito cretino DUAS VEZES, na frente do paciente e depois virtualmente; ou seja, foi de caso mais do que pensado, não foi um erro espontâneo; 2) Conhecendo como funciona a asquerosa saúde pública brasileira, se os parentes do doente apenas tivessem se queixado na ouvidoria do hospital (isso, quando existe uma), não TERIA ACONTECIDO P*RRA NENHUMA; 3) Médicos e profissionais de saúde (enfermeiras, auxiliares de enfermagem), se acham verdadeiros DEUSES, PRINCIPALMENTE NO BRASIL (especialmente do SUS). Tratam doentes e pacientes como gado, O TEMPO TODO. Então, é bom enxovalhar esses Mengelinhos de vez em quando, para ver se eles se tocam, descem do pedestal, e começam a prestar um atendimento mais humano. Tenho plena certeza de que esse episódio salvou vidas - ao menos durante algum tempo - fazendo essa raça pensar duas vezes antes de verem as pessoas sob seus cuidados como coisas.
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0 # Jotacê 04-08-2016 15:06
Geraldo, suas palavras são boas e ponderadas. Nada tenho a retrucar. Cordial abraço!
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0 # Geraldo 04-08-2016 14:49
Bom, como eu dizia, em casos específicos e pontuais eu não faria juízo de valor (acerca de quem linchou ou não) sem conhecer mais a fundo o caso. Só vejo o mérito e a pertinência geral do artigo. Assim, muito por alto e com as poucas informações que tenho, eu - correndo o risco de me equivocar redondamente pois não vi vídeo nem nadinha do caso em tela - diria que, se o médico de fato não citou nomes, ele me parece não ter agido de modo muito diferente desses humoristas que criam tipos caricatos nos programas de TV, imitando a fala caipira, o que muitas vezes é um estereótipo , pois conheço gente da roça com uma gramática ótima e gente da cidade que assassina a mesma, o tempo todo. Assim, se ele apenas riu do vocabulário pitoresco (como nós rimos tantas vezes) sem usar expressar expressões que humilhem quem assim falou, me parece algo muito menos grave do que o comentário da dona que insinuou (ainda que "kiding") uma maior chance de pegar aids na África.Minha mãe era semi-analfabeta e do interior, e nós em casa morríamos de rir (pelo efeito cômico que isso causava) de suas expressões e modos de cortar as sílabas das palavras (mordiáli para hemodiálise e coisas do tipo) e ela ria conosco e era uma festa só. É óbvio que há enorme diferença entre rir com a pessoa e rir da pessoa e os personagens caipiras da TV não visam ninguém em especial e nem posso dizer que visam o caipira em geral, mas apenas aqueles tipos cujas falas e tons são mesmo engraçados. A atitude do médico me pareceu mais infantil e impensada na intenção (embora cruel no resultado) do que qualquer outra coisa. Pode ser que eu mude de ideia ao ver o caso mais de perto e é claro, respeito o modo como a coisa tocou sua sensibilidade moral. E creio que isso costuma acontecer conosco vez por outra. Às vezes a gente solta uma asneira qualquer por pura inadvertência e depois é que se dá conta: "Putz, mas que troço infeliz que eu disse!". Uma vez eu disse um troço horrível: estava preparando um evento onde indígenas dariam palestras junto com outros palestrantes que não eram índios. Para diferenciar os dois tipos de palestrantes, de repente comentei: "vamos pois colocar ali as cadeiras para os indígenas e aqui as cadeiras para os que são gente."Na hora eu percebi a mancada e me corrigi: "Epa! Mas que asneira é essa que eu estou falando!?". Mas poderia não ter me corrigido tão rápido, e ter me dado conta só tarde demais, quiçá provocado pela reação indignada dos outros. Poderia a minha fala ser mera distração, uma infantilidade boçal, e até mesmo, quem sabe, sintoma de um fundo preconceituoso (para que me recusar em admiti-lo caso seja isso, quantos pecados culturais a gente não herda por osmose do ambiente onde somos criados e vamos nos purificando dessas coisas com o passar do tempo e a maturidade?) Mas eu tenho certeza que se minha fala caísse na rede, sem que eu tivesse tido tempo de me corrigir, eu seria totalmente massacrado e apedrejado.Como costumo dar maior importância ao conteúdo que ao tom da fala, certamente as reações me fariam rever minha atitude. Mas eu ficaria com uma impressão muito ruim acerca daquelas reações: "mas será possível que esse bando de otários e moralistas nunca vacilou na vida?!" Em suma, eu costumo ser lento nos juízos de valor que envolvem atitudes pessoais pontuais. Não que eu discorde de que se nomeie e se denuncie santo e milagre juntos.Apenas quero ter a certeza de que faço isso com pleno conhecimento de causa e com total retidão de coração. Eu poderia, por exemplo, ser surpreendido por fatos concretos e cotidianos, que mostrem aquele médico, como uma pessoa querida e humana, solidária e que daquela vez, pisou na bola e que por aquela única pisada na bola, teve sua carreira destruída. Quantas vezes já vi isso ocorrendo! Assim, acho mais prudente e honesto, partir de uma série de fatos, de um conjunto de atitudes, de uma constância e reincidência nessas atitudes, para formar uma opinião sobre a pessoa. Desse modo eu jamais diria, tal pessoa é Mengeli, ou é cruel, arrogante, se eu me visse apenas diante de uma atitude pontual e singular. Eu diria: essa atitude foi cruel ou desumana. Às vezes pessoas muito humanas, cometem pontual e isoladamente atitudes desumanas. Eu conheço uma pessoa capaz de dar a vida pelo seu irmão, que já deu tudo o que tinha para matar a fome dos outros, com uma generosidade que me levou às lágrimas. Entretanto, eu já vi essa mesma pessoa humilhando alguém de modo revoltante. Um pensamento que me ajuda a encontrar a justa medida em minhas reações é o seguinte: eu sou essa pessoa! Sou da mesma raça e do mesmo tecido podre. Essa consciência de que estou sujeito aos mesmos erros certamente não me impedirá de corrigi-lo fraternalmente e até de denuncia-lo francamente se for o caso. Mas me dará o modo evangélico de fazê-lo, o modo que torne efetivo em minha vida , o grave alerta do Senhor: "hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho!" "Irar-se é inevitável e por vezes necessário" , dizia o velho Aristóteles, "rara coisa, contudo, é que saibamos nos irar, na hora certa, com a pessoa certa, no lugar certo e pelo justo motivo!" Vinde Senhor, com teu Espírito de Sabedoria, Conselho, Discernimento e Fortaleza e julga e unge a minha palavra desde as intenções mais escondidas do meu coração. Separa e joga fora tudo o que em mim for pretensioso, superficial, leviano, fingido, infantil e insensato, tudo aquilo que põe a mim mesmo no centro. Que eu diminua e apareça a tua presença e tua graça transformadora. Dai-me a mansidão e doçura da correção fraterna sempre que ela for necessária, mas também a franca coragem da denúncia e do desmascaramento onde isso se fizer inevitável. Que minha palavra seja mais de LUZ que de atrito supérfluo, mas que também eu não tema assumir consequências e conflitos advindos da minha fidelidade a ti. Tu disseste para não julgarmos nosso irmão, e também nos disseste que nós julgaríamos o mundo. Que teu Espírito nos faça perceber a diferença entre essas duas atitudes que não são contraditórias: a primeira é mesquinha e leviana, autocentrada. E a segunda é o resultado da nossa intimidade contigo, da percepção do mundo segundo o teu olhar, onde a misericórdia é sempre justa e a justiça é sempre misericordiosa.
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0 # Vanderléia 02-08-2016 01:29
Gente, ótimo texto!
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0 # Victor Viana 02-08-2016 01:19
Hoje mesmo ganhei um hater por causa de um comentário banal que fiz sobre um vídeo no youtube há 6 dias. O caso era sobre eu duvidar da afirmação de um certo Dr. sobre a nocividade do forno microondas. Eis que recebo em resposta: "ENTÃO MORRE CARA ,PROBLEMA SEU !" Não foi um linchamento, mas a intolerância a opiniões ou críticas não alinhadas em nosso tempo é assustadora. No caso da jornalista Justine Sacco, para mim fica transparente uma outra leitura de CRÍTICA AO PRECONCEITO. Comentário infeliz? Sim, porque para a massa é preciso explicar a piada.
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0 # Daril 02-08-2016 00:20
Mas alias: CONTINUEM A SERIE OS PAPAS! Não a deixem completar um ano sem atualizações
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0 # Daril 02-08-2016 00:17
Bom post. Nós como catequistas temos que ter a perceção de analisar as novas bobagens que surgem no mundo e agir da forma devida.
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0 # Alex Hoffmann 01-08-2016 19:49
Exatamente foi o que ocorreu com o matador do leão cecil. O detalhe que ele morreu caçado por outro leão. Contudo, o pessoal da região onde o tal leão cecil estava não chorou a morte do lião, afinal, por aquelas bandas, leão come os filhos deles. Até porque os acusadores do americano que se puseram em marcha para seu linchamento ficariam efusivamente, euforicamente alegres se vissem seus próprios filhos servindo de mc'feliz do miau.
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0 # Alex Hoffmann 01-08-2016 19:55
Sem falar que os jornais fizeram a notícia parecer que tivesse sido o armagedom, coitadinho do leão, foi morto, degolado e sua pele arrancada, uuuuuuiiiiiii qui mardadi co probi bixinho, mas dos cristãos esfolados vivos pelos muçulmanos não sai um A. De mendigo que é queimado vivo uma nota de roda pé. Mas de um tatu que foi caçado, mooorrrtttoooo, arrraaannncccaaaaddddoooo seu casco e assado pra servir de comida, é judiaria demais, é o cúúúmmmuuulllooo so ser omano marvado. E assim vai o mundo ladeira a baixo.
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0 # Stéphanie 02-08-2016 13:24
Comentário muito infeliz o seu, Alex!
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0 # marcos 10-08-2016 10:17
infeliz por que? eu concordo 120% com o comentário dele...
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0 # Alex Hoffmann 03-08-2016 11:13
Qual infelicidade?
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0 # Julio Cesar Dias Chaves 01-08-2016 17:13
Post muito bom e pertinente. A comparação com a adúltera do Evangelho foi excelente.
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0 # Gustavo 01-08-2016 16:14
Ótima colocação! Parabéns pelo bom senso, coisa que todo cristão deve ter!
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0 # Sidnei 01-08-2016 14:15
O problema ao meu ver, que estes que adoram fazer linchamento midiático pela internet afora, são o mesmo que criticam a Igreja Católica o tempo todo pela Inquisição, sendo que eles mesmo, se pudessem, colocariam fogo em todos aqueles que adoram baixar o porrete. Estas pessoas que erraram, como nos exemplos desta matéria, reconheceram que erraram e pediram desculpas, mas para esta gente não quer nem saber: tem que ser linchados, expurgados, desprezados, mutilados, e até, mortos mediante execuções púbicas. Acredito, nem na época da inquisição não haveria tanto rigor assim.
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0 # Denise Rocha de Castro 01-08-2016 11:30
No início do ano comecei a participar de um grupo de cristãos católicos no facebook. Muitos posts acabaram me ajudando a conhecer a doutrina da Igreja, acabei por aprender muitas coisas. Mas um belo dia, postaram algo sobre o uso de calças jeans por mulheres, inclusive até escritos de Santos condenando o uso da mesma. Eu fiquei assustada com o rumo que a discussão tomou...chamaram uma mulher de (perdoe o uso das palavras) piranha, puta, filha de satanás, vai queimar no inferno...entre outros pq ela disse que usava calças jeans inclusive pra ir a Missa. Saí do grupo, pois acho que vc pode até orar em línguas, saltar no fogo, cuspir fogo, profetizar, levitar, operar milagre...mas sem caridade isso tudo se torna uma farsa. Mais amor por favor. Talvez eu até seja a próxima vítima dessa turma justiceira :/
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0 # Sidnei 01-08-2016 14:10
Fizeste muito bem, destes católicos ultras radicais, tem que ficar bem longe mesmo, não só deste tipo de católicos, como aqueles bem liberais, que se bobear, não vão achar nenhum pouquinho errado de uma mulher ir de biquíni e um homem de sunga para a Igreja. Tem que se evitar os dois extremos, o desleixo e a radicalização total, devemos ser moderados: não é pecado mulher ir de calça comprida a Igreja mas também não é certo ir de bermudas e shorts acima do joelho e calças collants.
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0 # Andre Alves de araujo 01-08-2016 11:21
Bom post
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0 # Sillas 01-08-2016 10:28
Alguém se lembra daquela mocinha no estádio de futebol que junto com a turma que gritava ela acabou chamando o jogador de macaco? Viram que a vida dela acabou? o mundo desmoronou em cima dela. Não estou defendendo a atitude dela mas penso que o povo, a mídia, exagerou. Quantas pessoas no futebol acabam xingando? é errado? é. Antigamente se saía nas ruas com foices e tochas, hoje é com a patrulha virtual e a ridicularização moral. A sociedade moderna não tem pudor nenhum para julgar atos do passado pois hoje faz o mesmo e pior. Me parece que muita gente tem prazer em acabar com a vida da pessoa em segundos, mas eu gostaria de ver se ela a algoz, e só ela como reagiria se conhecesse a história do seu perseguido. Teria tanta coragem assim ou é só atrás do computador?
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0 # A Catequista 01-08-2016 11:39
Sim, foi terrível. Mas nesse caso o primeiro algoz foi a equipe de TV que, diante de centenas de pessoas xingando o jogador de "macaco" nas arquibancadas, foca o zoom em uma só criatura infeliz, para que a humilhação de sua figura sirva de exemplo para a sociedade. Mas, entre tantos, porque só ela foi focada? Talvez porque era loira e de olhos claros. A moça era pobre, perdeu o emprego, teve a casa incendiada... E ainda por cima sofreu um processo criminal por parte do jogador, um cara rico e famoso. Um grupo de amigos negros da menina veio a público defendê-la, explicando que ela não era racista, inclusive já havia namorado alguns deles. Sinceramente? Juiz e jogador de futebol ESTÃO ACOSTUMADOS a ser chamado de tudo nos estádios. Pelé vivia sendo chamado de "crioulo" e outras coisas, e calava a boca dos idiotas com gols. Não é rei à toa. Árbitro de futebol tem a mãe mais xingada do mundo, isso é certo. Ao longo de sua carreira, será incontáveis vezes chamado de filho da p*#a. E nunca vi juiz ou programa de TV de mimimi por causa disso, pelo contrário: fazem até gozação. Quantas vezes o goleiro Júlio César tinha que aturar o coro: "Ô Júlio César... Seu viadinho... Sua mulher já deu o c# pro Ronaldinho!". Pesado, não? Mas nunca vi nem ele e nem a mulher (uma senhora hoje muito discreta, aliás) de mimimi. E o pobre do narrador Galvão Bueno, que nem jogador é? Não pode mais narrar uma partida sem ser homenageado com o coro: "ÃAAAAAO... TOMAR NO C# GALVÃO!". Ele já embarcou na chacota e fez brincadeira disso em um programa do Tiago Leifert. Torcedores xingam. Xingam para se divertir, e xingam na tentativa de irritar e desestabilizar o oponente. Sim, isso é parte importante do futebol!
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0 # André 01-08-2016 08:58
Como dizia George Orwel: O Grande Irmão está observando você. Polícia do pensamento facilmente implementada com a internet. É bom que todos saibam, ou pensam politicamente correto ou perdem o emprego. Liberdade de expressão é permitido apenas nas fronteiras do teu pensamento. Uma pena a ditadura do pensamento chegar a estes extremos, mas ainda bem que a SS acabou, senão o pelotão de fuzilamento estaria a todo vapor.
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0 # gui 01-08-2016 03:40
Pelo menos que sirva de lição.
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0 # YURI 01-08-2016 02:01
Texto muito oportuno. Algumas pessoas realmente postam fotos ou comentários bem infelizes, mas sem grande relevância e com minúsculo potencial danoso, porém, os justiceiros da internet fazem uma verdadeira tempestade em copo d'água. Esse médico mesmo, perdeu todos os empregos que tinha. Coitado. Fiquei com pena. Essa mentalidade do politicamente correto e da esquerda tem grande culpa nessa questão. Outro dia, vieram uns amigos aqui em casa, e uns amigos de amigos. Nisso, começou uma discussão sobre algo que um bbb (da última edição) falou na casa. Uma mulher ficou encolerizada por causa dele, e exigia que o cara se retratasse. Se não me engano, o que o cara falou nem tinha problema. Como eu não aguento gente falando besteira, fui retrucar. A mulher só ficou com mais raiva, e queria até que ele fosse preso (!!!) Liberdade de expressão é um direito previsto na constituição, mas ela achava que o comentário dele (que não fazia apologia a crime algum) deveria ser penalizado criminalmente. Ta feio o negócio.
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0 # Roninaldo Souza 03-08-2016 16:39
O que você quis dizer com "e da esquerda"?
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