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Segunda, 30 Maio 2016 01:56

Precisamos falar sobre Estupro... e sobre outras coisas também

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Sim, povo católico, vamos falar de estupro. Mas vamos falar de você também.

estupro

Todos nós estamos horrorizados com a desgraça ocorrida nesta última semana em que uma menina foi violentada por mais de 30 homens. É algo gravíssimo que deve trazer preocupação a todos nós. Agora, eu diria que tão grave quanto, é a reação da nossa sociedade diante dos fatos.

Algumas feministas (as “feminazi” de sempre) se apropriaram do caso e estão aproveitando a ocasião para falar as coisas de sempre: que os homens são “opressores, “estupradores em potencial” e que “a sociedade é machista”. Tenho medo de pensar em quanto estão torcendo para que essa menina esteja grávida e tudo se torne mais um “case” de sucesso para o aborto.

Por outro lado, a galera mais liberal, apesar de entender a gravidade, coloca a garota não apenas como vítima, mas como uma das “provocadoras” do problema. Pensa em punições maiores, em castração química e, também tenho medo de pensar, parece torcer para que os supostos estupradores (supostos porque ainda não foram condenados) sejam presos e devidamente “punidos” dentro da carceragem.

Bem. O fato é que pra onde a gente olha, vê barbárie. Aliás, diante do que aconteceu, sequer importa se houve ou não um consentimento. Mas quem tem a razão? Acho que ninguém. Não tem mocinho nessa história e todas essas atrocidades me parecem o cartão de visitas de uma sociedade que não tem mais Cristo como centro e nem a família como base.

Sim. A família é a raiz do problema. Não estamos falando de um crime isolado, estamos falando de moralidade, de valores. Uma semana antes, estava vendo a mesma coisa acontecer dentro de festas mostradas pelo “Profissão Reporter” da Rede Globo: duas garotas de 14 anos faziam sexo com rapazes desconhecidos dentro de carros e uma delas ainda disse que passaria a noite na casa de um deles. Onde estão as famílias dessas pessoas? Por que permitem isso?

Não vai levar a lugar algum fazer mais leis e aprovar punições mais duras. Quem não tem capacidade crítica pra entender que não pode transar com menores de idade no carro e depois levá-las pra casa, vai medir os riscos de ser flagrado pela polícia? Aliás, que polícia? Tem polícia nesses locais? Se tem, por que nunca se fez nada? O problema não está nas leis. Temos que olhar para as pessoas.

É um problema de educação.

Enquanto não restabelecermos a família como local privilegiado da educação dos filhos, mais e mais atrocidades irão acontecer, mesmo que coloquemos todos os nossos jovens na cadeia. Os filhos do Brasil estão sendo educados apenas para servir a interesses ideológicos, não pra pensar ou ter valores. Ah... claro. Isso quando tem escola.

Se estamos falando de estupros hoje, é porque antes permitimos que violentassem nossos valores e os corações e mentes da nossa juventude. E não é de agora não... desde os anos 60 com sua liberação sexual, o que era transgressão virou normalidade, o que era indecente, virou desejável. Os jovens daquela época já cresceram e muitos formaram arremedos de família que não têm a menor condição de sustentar qualquer tipo de educação. E continuam querendo piorar.

Mas como é que se resolve a confusão em que mergulhamos?

Atendendo ao chamado da Igreja para “plasmar” a sociedade. E pra isso, não podemos nos perder em refinar as formas de punir os infratores e nem gastar tanto tempo apenas para refutar gente tomada por ideologias. Ideologia é enchimento para quem tem a vida vazia de significado. É como a palha para os espantalhos.

E justamente para não ter uma sociedade apenas de espantalhos, temos que gastar toda a nossa energia em anunciar o verdadeiro significado da vida. Aquilo que verdadeiramente é capaz de preencher o vazio do homem: Cristo.

E só tem uma maneira coerente de fazer isso: buscando a santificação de nós mesmos e das nossas famílias. Porque a santidade não pode ser entendida como um prêmio post-mortem para os mais bonzinhos. A santidade é um serviço urgente à Igreja de Cristo. É pra agora, é pra ontem.

Se o estupro coletivo chocou você, mova-se. Pode ser que daqui há alguns anos não nos choquemos mais.

478 Quarta, 21 Dezembro 2016 20:02

Comentários   

0 # Maisa 01-10-2016 10:49
Teria como vocês criarem um artigo que explique que não tem como uma pessoa ser feminista e cristã?! Por caridade!
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0 # Larissa 13-07-2017 12:37
olá irmã, sinto muito mas não tem como!!! Pois o que o feminismo prega é ao contrário do Catolicismo.
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0 # Giovanny 12-06-2016 12:14
Muito bom post , parabéns !
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0 # Augusto Paiva 05-06-2016 21:31
Vejam como são ensinadas as nossas crianças na sociedade cristã: https://youtube.com/watch?v=5LlWXoIoVPs Já no mundo islâmico (nas sociedades tribais, de clã etc., como no Afeganistão, Paquistão e afins) é comum os pais e os irmãos repudiarem as mulheres com a morte, tudo isso em nome da honra. Dias desses no Egito uma idosa cristã teve as roupas rasgadas por muçulmanos cavernícolas e ficou nua. Eles também incendiaram casas de cristãos. Contra isso as feminazis não chiam. Paz e Bem.
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0 # Rafael (SP) 05-06-2016 16:43
Sem querer esgotar a questão, a televisão, as redes sociais e a música pop são instâncias decisivas no que aconteceu. Aliás, o nexo conjuntural dessas instâncias com o estupro coletivo são muito fortes, assim como a liberação sexual ocorrida a partir dos anos 60, como bem pontuou "O Catequista/A Catequista" neste artigo. Pois a liberação sexual só se tornou possível com a descristianização do meio cultural, e fez aflorar o que o romantismo traz subjacente em si: o endeusamento da parceira, em seu papel de "eterno feminino", até o ponto do êxtase bacanal. Em alguns ritos pagãos/gnósticos, o tal "eterno feminino" é consumido literalmente, com os participantes destrinchando o pobre cadáver da "sacerdotisa", em ato de canibalismo, após o estupro coletivo. Penso, em termos de música pop e sua influência cada vez mais diabólica, por exemplo, nas demonstrações de fãs de ambos os sexos à estátua de cera (de quatro) da cantora Nicki Minaj. Aquilo é apresentado como algo curioso e ousado, mas há perigo naquelas demonstrações e são a imagem do que poderia acontecer à cantora caso caísse nas mãos de uma turba de fãs enlouquecidos pela luxúria, pelas drogas e pelo obscuro transe que acomete as pessoas que se expõe muito à mídia eletrônica... Graças a Deus, o estupro ocorrido no Rio de Janeiro não chegou a essa etapa final, porém, é um acontecimento que mostra não apenas um crime contra uma pessoa humana, mas também o quanto a Igreja Católica é a única que efetivamente pode fazer alguma coisa a respeito, e na qual precisamos nos apoiar como obra da Santíssima Trindade, dispensadora de nossos Santos Batismo e Crisma e o mais bem-sucedido bastião civilizatório que o homem conheceu. O internauta "Geraldo" fez colocações muito boas em seu comentário de 31/05, em especial "Memória e cultura que não são algo museológico, mas pés com que ainda andamos" - ótimo aforismo, vou até guardar!
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0 # Rafael M. Jorge 11-06-2016 16:58
Se a "liberação sexual" é nexo causal para o aumento de estupro, então seria normal que o estupro fosse um fenômeno recente em nossa história. Obviamente ele não é. E é querer forçar a barra dizer que “se estamos falando de estupros hoje, é porque antes permitimos que violentassem nossos valores e os corações e mentes da nossa juventude". Então no século passado não tinha estupro? Era tudo lindo e maravilhoso! Fala sério, espero que você não acredite nesse tipo de coisa. Se você acha que eu estou errado eu lhe convido a apontar o meu erro.
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0 # Edison Minami 01-06-2016 16:11
Excelente reflexão. Parabéns!!!!
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0 # Um católico qualquer 01-06-2016 14:32
Se Santo Tomás de Aquino defende a pena de morte pra alguns casos, então creio que os católicos poderiam pensar, pois essa é uma questão em aberto pra a Igreja. Eu sou contra a pena de morte de um modo geral. Mas, SE NÃO HOUVE CONSENTIMENTO, eis um caso para se pensar. Porque se foi de fato um estupro o que aconteceu, isso foi mais do que um pecado ou crime: foi um ATENTADO À SOCIEDADE BRASILEIRA. Declaração de guerra. Imagina se, caso se confirme o estupro, esses desgraçados são condenados a 30 anos e saem em 6? Imaginem o mal exemplo que esses (caso o estupro seja confirmado) DESGRAÇADOS dariam para os mais jovens? E o fato dessa bestialidade clamar aos céus? Vcs leram o escândalo do estupro coletivo em Gibeá, descrito em Juízes 19-21? Vcs sabem o castigo que os benjaminitas sofreram por permitiram tal abominação? Às vezes, o gesto de maior misericórdia é impedir que um câncer social e moral continue se nutrindo da sociedade.
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0 # Rafael M. Jorge 02-06-2016 16:29
E você acha sinceramente que o nosso judiciário possui condições de julgar e condenar alguém a morte? Acho muito perigoso começar a querer cogitar essa prática. O próprio Cristo foi vítima de pessoas que apoiavam a pena de morte. Complicado não?
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0 # A Catequista 02-06-2016 16:52
De fato, Rafael, colocar muito poder nas mãos do Estado sempre dá m*.
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0 # Ana Cláudia Marques 31-05-2016 21:41
Esses degenerados não estão nem aí se suas vítimas vão engravidar ou não, o que eles querem é satisfazer o seu apetite podre abusando de toda e qualquer mulher que aparecer no caminho. Não importa se a mulher é "de família" ou não, se é mal comportada, se é isso-aquilo-ou-aquilo-outro. Estupro é crime e pronto!
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0 # Rafael M. Jorge 31-05-2016 15:29
Ola, boa tarde. Gostaria de fazer um breve comentário sobre a seguinte afirmação do artigo: "Se estamos falando de estupros hoje, é porque antes permitimos que violentassem nossos valores e os corações e mentes da nossa juventude. E não é de agora não… desde os anos 60 com sua liberação sexual, o que era transgressão virou normalidade, o que era indecente, virou desejável." Eu concordo com o texto de forma geral, contudo, acredito que esse parágrafo nos conduz ao erro. Ele sugere, com outras palavras, que a decadencia moral a partir da década de 60 ao diluir os valores cristãos nas famílias foi o responsável pela normalidade do estupro em nossa sociedade, ou talvez por fomentar a imoralidade a ponto do estupro ser banal e realizado com mais frequencia. Acho incoerente essa ideia pois o estupro é algo que já existia bem antes da década de 60, na verdade, toda a história humana é marcada por este inaceitável flagelo. No meu entender, não existe essa relação causal como o parágrafo tentou sugerir. Infelizmente o estupro não é nenhuma novidade na história humana. Se existe alguma relação causal, foi o fato de a chamada "revolução sexual" da década de 60 ajudar a consolidar o movimento feminista, que por sua vez é um movimento, que de sua forma, contesta, assim como os cristão, a "cultura do estupro". Quero deixar bem claro que não estou defendendo o movimento feminista, apenas afirmei que a "revolução sexual" não possui nexo causal com o aumento ou não do estupro. Por fim, gostaria por parabenizar pelo restante do texto. Espero que possamos em algum momento ver menos barbárie em nossa sociedade e um pouco mais de justiça e equidade. Abraços.
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0 # Rafael (SP) 05-06-2016 16:05
Você está errado.
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0 # André Bohn 31-05-2016 14:06
Sensacional, realmente ou agimos agora ou o futuro será triste para nossos filhos. Parabéns por mostrar as consequências de não ter Cristo como centro da nossa vida Obrigado
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0 # Albari 31-05-2016 13:26
Pior de tudo é ouvir essas besteira de CULTURA DE ESTUPRO.A cultura do Brasil é ANTI-ESTUPRO, ((CULTURA)) é uma palavra latina que engloba o conjunto de “HÁBITOS, VALORES, COSTUMES.” No Brasil, não existe NENHUM MOVIMENTO que cultive o estupro como hábito, valor ou costume. PORTANTO, o estupro NÃO É cultuado em nossa sociedade, SIMPLES ASSIM. É o CRIME mais REPUDIADO no nosso País. Exemplo disso são os casos de estupradores que foram LINCHADOS pela sociedade. Nem a escória que está na cadeia perdoa. Nenhum homem aprende a estuprar, pelo contrário, desde pequeno são ensinados a protegerem as mulheres. Estupradores são MONSTROS que devem ser tratado como criminosos, não é questão de gênero, é questão de caráter, o que não podemos é culpar TODA A SOCIEDADE MASCULINA por causa do erro de alguns covardes.O que existe no BRASIL é a “CULTURA da IMORALIDADE” e a “CULTURA DA IMPUNIDADE”Onde BANDIDOS e ESTUPRADORES são vistos como vítima da sociedade, e SEXO desregrado, IMORALIDADE, letras PORNOGRÁFICAS de duplo sentido, São exaltadas.
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0 # Rafael M. Jorge 31-05-2016 15:55
Não vejo nenhum problema em falar de "cultura do estupro", acho alias que você se contradiz ao em um primeiro momento defender um uso mais rigoroso para o termo cultura e no final da tua postagem você sai disparando expressões como "cultura da impunidade" ou "cultura da imoralidade". Gostaria de lembrar que o estupro não é algo que acontece fora da nossa cultura. Ele não é um incidente ou algo ocasional. Ele é uma dura realidade que acontece todos os dias e enquanto sociedade precisamos dar conta disso. Para ficar nas ciências sociais, poderíamos dizer que o estupro é um fato social, ele é mensurável, é um fato que infelizmente é frequênte. Quando falamos de "cultura de estupro" temos um incomodo lembrete que o estupro é uma triste realidade de nossa cultura. Diante disso, não é muito construtivo qualquer tentativa de minimizar o problema do estupro em nossa sociedade. Abraços.
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0 # Wellington Pablo 31-05-2016 09:10
https://m.youtube.com/watch?v=n3qfJlRqvZ0 já viu esse vídeo, o catequista?
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0 # Luis Gustavo 30-05-2016 17:13
Parabéns Alexandre! É sim preciso falar de estupro e outras coisas... é um refrigério ler a comparacao do espantalho. A melhor resposta que podemos dar ao mundo e as mundanas ideologias é mesmo uma busca por conversão sincera e santificação autêntica! NEste Caminho está o Ser e a Verdade...o resto é "fogo de palha" (kkkk...)e com algumas décadas ou séculos (na pior das hipóteses), se queimarão! Só a Palavra permanece ecoando! Contudo, precisamos nos defender de acusações revoltantes e toscas. As feministas tem alardeado que existe uma "cultura do estupro" e que qualquer um ao seu lado (quem sabe até vc?!), poderia ser um desses estupradores...já q esses caras não seriam "monstros", mas enculturados na sociedade machista, circunstancialmente podem praticar o crime...argh! Precisamos como O catequista, afirmar publicamente que a menina , a família e nao apenas os "machos" fazem parte da narração da barbárie ocorrida. Entrevista a rádio com uma líder feminista teve um telespectador q perguntou sobre o papel dos pais no ocorrido...ela teve a coragem de responder "os pais devem prestar todo apoio emocional no pós ocorrido!" O que as Nazies não aceitam é colocar a mulher como parte. Não é questão de consentimento apenas, mas de escravidao do pecado, do relativismo q não só a menina, mas os 30 e poucos parecem ter demonstrado viver...isso não arrefece o caráter hediondo do crime (caso seja confirmado)... paz e bem a todos!
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0 # Samara 31-05-2016 12:39
Luís, não acho que devamos adentrar as discussões "feministas". É uma loucura, elas têm criado (falo de inventar mesmo) e hiperbolizado problemas que não existem, feito sedutores discursos embasados em sofismas. E fazem barulho, relativizam até o hediondo estupro para validar suas afirmações. Colocam como centrais temas que definitivamente não são essenciais. Tratam o sexo como item de primeira utilidade, criam casos absurdos e fazem barulhos desnecessários. E muita gente entra na dança, perdendo tempo com discussões secundárias em vez de focarem no essencial. Estupro existe e é hediondo, sim, mas falar que é algo institucionalizado e aceito? Não! A título de exemplo, não vamos ficar discutindo o tamanho das asas do coelhinho da páscoa e protestando contra eles terem ou não asas e como são explorados esses bichinhos (algo imaginário e desnecessário), mas sim em falar a respeito do verdadeiro sentido da Páscoa e vivê-lo.
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0 # Vitor Borges 30-05-2016 14:33
Ainda aguardo a decisão da investigação, ja que tem a suspeita de não ser estupro, e o delegado por tomar posição de supostamente nas ultimas analises, pode ser que realmente ela não sofreu estrupo, e passa ideia que a ativista Sininho esteja por trás disso, mas com a ultimas alegações estranhamente a advogada da menor pediu e conseguiu que o caso fosse transferido para uma delegada. Eu realmente estou aguardando já que se o caso for comprovado que não foi estupro, vai ser um grande tiro no da grande mídia e das feministas. E ai saberemos o quanto são manipuladores. http://extra.globo.com/casos-de-policia/em-conversa-pelo-whatsapp-delegado-desqualifica-vitima-de-estupro-coletivo-19395615.html?utm_source=Facebook&utm_medium=Social&utm_campaign=Extra#ixzz4A98grcA9
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0 # Geraldo 31-05-2016 06:08
Cara, mas usar dramas pessoais reais ou produzidos, para moldar o mundo de acordo com a própria fantasia ideológica - se for esse o caso - é de um mau caratismo tão doentio que precisa ser denunciado e desmascarado desde as intenções, os métodos escusos e sobretudo o objetivo pretendido e a pretensão que ele esconde: alguns seres privilegiados se auto-proclamam messias do mundo e únicos depositários e interpretes da justiça e do bem no mundo. E o mal desse tipo de perversão da mente e do caráter é se colocar totalmente de fora do problema, todo o mal está nos outros, no sistema, na cultura, eu sou o puro , o único lúcido profeta que vê o mal e o único (com meu grupo) que porta a solução. Ora quem costuma portar esse tipo de pretensão é herdeiro teórico de gente que derramou rios de sangue neste mundo (os totalitarismos ideológicos) e continua querendo cheque e carta branca para representar setores oprimidos e se não derem essa carta branca eles tomam e usurpam assim mesmo. Juntam lá uma meia dúzia de mulheres e saem gritando "nós representamos as mulheres", e os mesmo com negros, jovens, pessoas com a experiência da atração pelo mesmo sexo, etc.etc. E muitas vezes são de uma truculência autoritária com as bases que costumam juntar: chantageiam, ameaçam, "quem não comparecer no protesto x, vai ter cortado o beneficio y". Ai chega um repórter no protesto e o sujeito nem sabe dizer o que foi fazer lá. Depois, fascistas são os outros , né? O autoritarismo e a manipulação em nome de "causas" é das coisas moralmente mais nojentas que possam haver no mundo. Simão o Zelote, teve que aprender com Jesus, a renunciar a essas pretensões de moldar o mundo. Leonardo Padura no belo livro O Homem que Amava os Cães, depois de narrar toda a miséria da perseguição obssessiva movida a Trotsky por Stalin e sua própria participação na ilusao marxista, conclui que absolutamente nada daquilo valeu à pena, que todo o vão esforço de moldar o mundo (às custas de tanto sangue) não vale um décimo da simples bondade interpessoal, daquele bem querer generoso que deve marcar nosso cotidiano. Por isso o Senhor deu valor infinito até a um copo dágua dado em seu nome. A sociedade contemporânea que largamente não é ateia nem laica, precisa se fazer representar mais politicamente não para exigir teocracia, mas para se questionar com toda honestidade: sobreviveremos como unidade de povo nos auto-mutilando culturalmente? Queremos a esquizofrenia de pretender viver num futuro sem memória? Memória e cultura que não são algo museológico, mas pés com que ainda andamos. Mas se são pés enferrujados , necessitados de ginásticas, que desengonço ridículo será o nosso caminhar!!! É assim que vejo nossa sociedade , ecoando a mensagem do post: um suicida esforço de pretender caminhar sem pé, de respirar sem raiz, de construir casa a partir do telhado. Nao se trata de obrigar todo mundo a ter fé, como acusa Leonardo Boff ao observar que a igreja se recusa a assinar a Declaração dos Direitos Humanos (sem discordar dos mesmos) pelo "mero" fato de que ali falta o santo nome de Deus. Mas trata-se de não ser árvore sem raiz, de não negar a organicidade da história e da cultura humana. Não é para acrescentar nada novo, mas para sermos nós mesmos, como povo, tirando entulhos que algumas poucas elites poderosas amontoaram em cima das nossas raízes (achando que cortaram as mesmas para sempre) . É impossível haver inovação e criatividade verdadeira e incidente no mundo, se vivemos essas esquizofrenia de negar o que somos como povo. Certa noção de preconceito imposta tornou-se um tabu, um apriori inquestionável e, ela impede a reflexão de qualidade: derrubam-se crucifixos de locais públicos sob o pretexto de não ser preconceituoso e discriminar quem não é cristão. Isso em si já é um preconceito imposto pelos donos do conceito, que sendo assumido aprioristicamente e sendo congelado como um tabu, um dogma imexível , impede coisas essenciais como o ato de inteligir o real. O sujeito fica paralisado e confuso entre inteligir algo óbvio que os olhos e a consciência lhe mostram e o medo de estar infringindo algo que os donos do conceito possam cismar de chamar de politicamente incorreto (NEM A LEI DO TALIÃO SUFOCAVA TANTO!) . Entretanto até um ateu como Diogo Mainardi, sabe que somos culturalmente cristãos e é também nesse sentido e contexto que o crucifixo está ali no tribunal. Agora tem cabimento mandar derrubar um busto de Platão de algum lugar público, sob o pretexto de que ele toma sozinho um lugar onde também teria direito de estar algo que represente também a filosofia de Derrida ou Deleuze?? Assim não dá, sem organicidade o caminhar de um corpo social é desconjuntado, e numa realidade orgânica há fatores que são raizes e raizes ainda vivas que ainda levam seiva ao organismo social. Como bem lembrou Clodovis Boff, é ínfima a minoria aristocrática tomada pelo ateísmo/agnosticismo/laicismo. Essa minoria não deve ser forçada à nada,mas também não é justo que todo esse povo crente tenha até seu cotidiano determinado pelo gosto ideológico de minorias privilegiadas de "iluminados" que pretendem decidir por nós, sem nós, o que seja bom para nós, amontoando seus lixos culturais (que tanta morte causaram e aqui devo excetuar os benefícios da modernidade/iluminismo e até do socialismo onde ele não foi poder total, mas acicate contra idolatrias capitalistas) em cima das nossas raízes que precisam respirar melhor, para que o corpo social que somos possa funcionar menos esquizofrenicamente sem negação de si, mais organicamente vendo o tanto de coisa boa que ainda move o mundo por causa dessa raiz cristã profunda, questionando o que de mal ocorre não por causa dela mas de traições a ela e assim nos abrindo à criatividade que só pode brotar de quem tem inteira consciência de si, das suas potencialidades e tesouros e dos limites que sabe que tem superar (não de defeitos que os iluminados inventaram como pretexto para avançar os projetos de poder deles, cujos frutos podres são conhecidos) e de toda a riqueza que mora nos outros também. Agora essa leitura ultrapassada, frankfurtiana, gramsciana, desconstrucionista que pretende ver gigantes culturais no lugar de moinhos de vento, que cria monstros caricaturais para bater neles, tem feito o inferno no mundo e ainda quer posar de moralista faxineira. Tenha dó!
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0 # César 30-05-2016 13:15
Lembrando que a menina era uma traficante e apologista de crimes e torturas. Participava de um bacanal, de uma orgia, aliás, algo muito comum nas favelas e comunidades pobres. Não acontece estupros em favelas, pois o próprio tráfico não permite. O que nós, cristão católicos podemos fazer é rezar pela menina, não só por ela, mas também pelos outros 30 envolvidos para que se convertam e encontrem o caminho da luz!!
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0 # A Catequista 30-05-2016 16:54
A esquerda tomou essa menina para mártir. Quanto mais os conservadores baterem nela, portanto, mais a sua imagem de mártir será fortalecida. Ficar batendo na tecla de que não foi estupro, sem aguardar que tudo seja muito bem esclarecido, é dar pano pra manga para as feministas. E ficar insistindo que ela era promíscua também só colabora com a esquerda, que está defendendo justamente a ideia de que nenhuma mulher deve ser criticada por usar roupa curta ou por se envolver em orgias, se assim quiser. Como disse um conhecido meu: "Estão tão preocupados em provar 'que não se deixaram enganar' que estão se prestando ao jogo. REALMENTE querem ser advogados de defesa de marginais de morro?". Crime houve sim, no mínimo, de exposição das imagens da jovem nas redes sociais. Quanto a bacanais e orgias, esse tipo de abominação está muito longe de ser prática exclusiva de comunidades pobres - aliás, nem mesmo vejo razão para afrmar que seja mais preponderante em comunidades pobres.
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0 # Rafael (SP) 05-06-2016 15:52
Sim, bacanais e orgias não são um mal de bairros pobres e afastados, haja vista os tais "clubes de swing", em que gente descolada e progressista, "público pagante", faz a mesma coisa.
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0 # gui 30-05-2016 13:03
O comentário do João julgando a moça é deplorável. Vamos torcer, vamos rezar para que ela busque o caminho para a santidade.
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0 # A Catequista 30-05-2016 13:23
O comentário dele foi deletado.
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0 # Geraldo 30-05-2016 15:26
Olá Viviane. Eu vejo a seguinte ordem de prioridades: 1) Profunda comunhão com Cristo: Sem mim nada podeis fazer! 2) Que gera a unidade entre nós, unidade que evangeliza o mundo: vejam como eles se amam! 3) Testemunho da nossa unidade como serviço e bondade no meio do mundo, em comunidade e pessoalmente no dia a dia, em todo lugar: vejam como eles nos amam, me amam, nunca fui olhado assim antes! Quem quer que seja, tenha a história de vida que tiver, encontrará entre nós e em cada um de nós a misericórdia de Jesus.Um algo mais! Creio que tudo isso seja a SANTIDADE pessoal e comunitária e assim entendi a mensagem do post alertando-nos para não priorizar ou não fazer apenas o combate ideológico, a apologética, etc. 4) O anúncio positivo de Jesus, como sentido da vida e alegria do coração humano, resposta que o coração busca desde sempre, não resposta teórica, mas água viva que mata a sede de sentido e amor. Esse anúncio será cheio de veracidade, de autenticidade (mesmo que sejamos fraquinhos) porque testemunho de uma vida, de uma transformação grande que Nosso Senhor tem feito em nós. E aqui entendo o perigo do ardor apologético sem essa vida transformada, não porque sejamos muito corretinhos, mas porque nos abrimos aquilo que Jesus quer fazer em nós. E será um anúncio marcado pela humilde alegria de quem se sabe agraciado (Evangelii Gaudium!), pois o Cristianismo cresce por atração e Bento 16 e Francisco insistem em que façamos brilhar no mundo esse face luminosa da fé. Mas a fé também é juízo sobre a realidade. Os vários posts que vocês publicam sobre temas morais buscam realizar essa dimensão da vida cristã, em dupla direção: A) O esclarecimento para quem tem boa vontade e sinceridade. 2) A denúncia de esquemas, ideologias, falcatruas intelectuais e políticas (e sem dúvida o mistério de iniquidade que atua por trás disso tudo). Essas dimensões todas se completam e nenhuma exclui a outra, concorda? Mas dou dois exemplos práticos: 1) Uma enfermeira buscar testemunhar essa bondade de Deus, essa santidade. Todos notam que ela tem algo de especial, é pecadora como todos, mas há nela um esforço por ser boa e íntegra e isso atrai as pessoas (colegas, pacientes, etc.) para Cristo. Cada dia peca menos e acerta mais na vida. Cristo cresce nela e ela prioriza o testemunho concreto. Mas certo dia, ela é chamada a colaborar num aborto, ou pelo menos a dar cursos comunitários onde sob o pretexto de "saúde reprodutiva" ela é obrigada a ensinar o aborto e a mentalidade que o subjaz, a ideologia anti-natalista. Me parece óbvio que ela deve se recusar a fazer essa traição aos Direitos Humanos e a Cristo. Mas se ela tem a oportunidade de clarificar e "dar as razões da sua esperança" aos chefes dela, explicando com argumentos racionais e evangélicos (e buscando tanto denunciar o que é trapaça como clarificar o que é fruto de desconhecimento, discernimento este nem sempre fácil), você pensa que ela deve fazê-lo? Ou seria uma insistência inútil dela no combate ideológico e no esforço apologético? Estou tentando visualizar e tirar implicações práticas da mensagem do post de hoje, para minha vida.
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0 # Geraldo 30-05-2016 15:29
Falei em dois exemplos, mas apenas este que citei, bastou para ilustrar o que quis dizer.
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0 # Ceci 30-05-2016 11:53
Muito bem colocado, O Catequista. Temos que buscar a santidade, sim, seguir o modelo de Cristo. Não vamos entrar no mérito de ter sido ou não consensual: não temos acesso aos autos, às provas colhidas, mas apenas alguns fatos divulgados pela mídia. De toda forma, trata-se de uma menina de 16 anos. Não importa o que digam, é uma menina. É um ser humano. Seja qual for o cenário (com ou sem consentimento, com ou sem drogas), trata-se de uma situação inaceitável. Os valores morais e familiares têm sido objeto de escárnio, ouve-se frequentemente que "ninguém é santo" e se tem a santidade como algo inatingível - mais para enganar os desavisados e degradar cada vez mais a sociedade. Ao nos sentirmos tentados, lembremos de um trecho da Segunda Leitura de ontem: "Será que eu estou buscando a aprovação dos homens ou a aprovação de Deus? Ou estou procurando agradar aos homens? Se eu ainda estivesse preocupado em agradar aos homens, não seria servo de Cristo." Gálatas 1,10
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0 # Suzete 30-05-2016 11:43
No Oriente as mulheres sofrem violência sexual e não vestem roupa curta... Mas estão inseridas na cultura do Ódio e a guerra. Essa garota tbm...está inserida na culturas do Ódio que hoje nos impede de sentirmos indignação por algo tão brutal..normal engravidar aos 13... (se tivesse abortado tbm seria normal) normal usar drogas na pre adolescência...normal ir aos bailes...e por isso pode ser abusada tbm. Vejo que ela possa ter jogado isso na mídia como um pedido e Socorro mal sucedido..quer sair dessa vida... Mas como?? Se a julgamos dessa maneira...quem a acolheu primeiro a sociedade..os cristãos ou o crime? Quem mora nos extremos e cidade sempre tem uma amiga que vai ao baile... Um amigo que se envolve no crime e reza por ele, mas só pq o conhece? Eu não quero q nenhum deles sofra violências e nenhuma forma nem mais conhecidos nem desconhecidos...quero preparar meu coração pra recebe los aqui fora e mostrar q vale a pena recomeçar e assim apresentar o Deus vivo q acolhe com nossos pecados e nos purifica. Galera obrigada pelo conteúdo maravilhoso de sempre
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0 # Isabel 30-05-2016 11:37
Muito bom! Não importa se a menina consentiu ou não foi errado !! Ambos estão errados, eles sao adultos, eles nao sabem que isso eh moralmente errado ?? Eh isso que as pessoas não entendem !
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0 # Vinícius de Carvalho Duarte 30-05-2016 11:23
Parabéns pelo artigo! As postagens estão cada vez melhores! Deus abençoe a missão de vocês.
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0 # Erik Lima 30-05-2016 10:49
Independemente de ter sido consensual ou não, o que a mídia de massa quis for causar comoção e ainda manipular a opinião pública. Mais infeliz que a "vítima" (ou seria "responsável"? Vão entender...) só uma boa parcela da população brasileira, que ainda não criou senso crítico e deixa-se levar fácil pelo o que a mídia de massa (isso inclui emissoras como a Globo e a Record, rádios com a Band News e revistas como a VEJA) tenta fazer engolir goela adentro. "Pelos seus frutos, os conhecereis", disse Jesus. Que todos tenham uma boa semana sob as bênçãos de Maria, Nossa Mãe Satíssima. Amém!
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0 # Pedro Vinicius do Nascimento 30-05-2016 09:48
Parabéns pelo Post! Está muito bom! Que Deus nos conceda o dom da santidade!
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