Jovens, levem sua alegria aos abrigos de crianças!

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Vinícius Assis (no centro) comemorando seu aniversário junto às crianças abrigadas do Educandário Romão Duarte (Rio de Janeiro)

No meu tempo de universitária, o meu diretor espiritual levava os jovens todas as semanas para visitar um abrigo de crianças (antes chamados de “orfanatos”). Lá, podíamos entender que o prazer se encontra não só na diversão, mas também na caridade, na doação de nós mesmos aos que precisam.

Lembro bem que experimentávamos muitas vezes o sentimento de querer levar um pimpolho pra casa. Diante desse desejo, alguns se sentiam frustrados e impotentes; sendo ainda muito jovens, não tinham condições de adotar. E, assim, não voltavam mais ao abrigo. Outros percebiam que amar não significa necessariamente resolver os problemas de quem amamos, mas sim estar ao lado e ajudar como pudermos, ainda que seja com pouco.

Então, é muito importante que os sacerdotes e os líderes dos movimentos e pastorais organizem visitas regulares e estimulem os jovens a passar algum tempo com as crianças nos abrigos. É bom demais para todos: os jovens aprendem a compartilhar uma parte de seu tempo com quem precisa; e as crianças se alegram ao receber gente animada pra brincar.

Tenha certeza: visitando uma criança carente de afeto, você estará visitando Jesus.

E não precisa fazer parte de um grupo católico pra isso. Um amigo meu, por exemplo, já comemorou alguns de seus aniversários em um abrigo. Ele alugou brinquedos e os convidados ajudaram com doações de comidinhas e guloseimas. E o melhor: muitos dos amigos que comparecem à festinha, católicos ou não, acabam entrando em contato com crianças abrigadas pela primeira vez.

Olhar uma criança nos olhos e não amá-la é muito difícil. Por isso, tenho convicção de que, se todo casal com problemas de fertilidade tivesse o costume de visitar abrigos, os lucros das clínicas de inseminação artificial cairiam drasticamente. E o coração de Jesus estaria muito mais consolado.

A respeito disso, recomendo demais os artigos (links abaixo) do nosso amigo Bruno Linhares. Após um ano de casamento, ele e sua esposa iniciaram o caminho de busca pela adoção. Que Nossa Senhora os conduza!

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9 comments to Jovens, levem sua alegria aos abrigos de crianças!

  • Deus abençoe! Já tive essa experiência também, mas foi na APAE. Deus é maravilhoso e o encontramos no sorriso do irmão.

    Ao meu irmão Bruno Linhares, O Andarilho: (1Cor 13,4-8a) “O amor é paciente, é benfazejo; não é invejoso, não é presunçoso nem se incha de orgulho; 5.não faz nada de vergonhoso, não é interesseiro, não se encoleriza, não leva em conta o mal sofrido; 6.não se alegra com a injustiça, mas fica alegre com a verdade. 7.Ele desculpa tudo, crê tudo, espera tudo, suporta tudo. 8.O amor jamais acabará.”

  • Momento *________* Own no blog do Catequista!
    Até me inspirou a levar os meus crismandos a fazer o mesmo!!! Vale pela inspiração ^^

  • Viva a caridade de todos que mantém e visitam abrigos! Deus abençoe a todos.

    Viviane, achei magnífica a iniciativa do seu amigo. Uma grande idéia mesmo!

    Essas crianças merecem toda a atenção. Não só por sua condição de estarem momentaneamente afastados do carinho familiar, mas porque elas carecem dos estímulos que normalmente receberiam do lado de fora, como os da escola. Em alguns casos os administradores de abrigos levam as crianças para a escola, mas receio que não seja o padrão, dadas as dificuldades.

    No abrigo que frequentamos, está sendo elaborada uma sala para estimulação de bebês, para tirá-los da rotina berço-colo-banheira. O mais que se puder fazer para que a vidinha deles não páre, não desacelere, melhor.

    Que este artigo estimule o resgate de seus leitores e reanime o povo católico! Na minha região, a assistência aos menores é majoritariamente conduzida pelos espíritas. Mas com a quantidade de paróquias que temos, a situação poderia estar ainda melhor. O costume precisa ser reavivado.

    Cadu, agradeço a indicação do versículo :)

    Paz e Bem!

  • Kamyla

    Louvado seja Deus!
    Fazer essas visitas é mesmo muito edificante.
    Eu e os jovens da minha comunidade visitamos um asilo de velhinhos e deficientes recentemente. Foi maravilhoso, acho que foi melhor pra nós que pros próprios visitados. O trabalho feito dentro das paredes Igreja é muito importante, mas a prática dos que se aprende lá dentro, fora delas é o que dá sentido a nossa caminhada. A grande maioria dos jovens que estavam comigo, inclusive eu, nunca tinha feito uma visita assim, sem pai, mãe ou professor por perto. No começo a gente não sabe exatamente o que fazer, mas logo descobre: agir com eles como se fossem nossos pais, avós, tios. E a conversa correu solta lá 😀
    A próxima visita já sei pra onde será: pro abrigo de crianças!

    A paz esteja com vocês!

  • Hoje cedo um rapaz deixou o seguinte comentário no primeiro capítulo da minha série de adoção:

    “Por que adotar uma criança? A vida que você tem com sua mulher é tão insuportável para você querer incluir uma terceira pessoa? Caramba, pegue sua esposa e viaje bastante, namorem muito jantem fora quase todos os dias… Viver assim é chato?”

    É esse tipo de pensamento que confina as crianças nos abrigos. E que encerra prematuramente matrimônios também, depois de envenenar o relacionamento com o egoísmo. Espero poder contribuir para mudar a visão desse rapaz.

  • Vanêssa Ribeiro

    Vivi,
    Amei o post!!!! Na minha adolescencia os jovens da minha paróquia fazíamos muitas visitas a abrigos e isso fez mt diferença na decisão que tomaria mais tarde…
    E Bruno, não liga pra isso… Vc ainda vai ouvir mt coisa por ter optado pela adoção..
    Meu esposo descobriu aos 17 anos que era infértil, nós namorávamos na época e isso não abalou o nosso relacionamento, só nos deu forças para planejarmos nossa família e uma maneira “diferente”.

    Quando tinhamos 4 anos de casados adotamos nossos 3 filhos!!! Optamos pela adoção tardia (crianças com idade acima de 5 anos) É uma história linda que não tem espaço pra contar aqui… Hj temos 13 anos de casados, meu esposo é diácono da Igreja, o nosso filho mais velho, hj com 19 anos é coordenador do grupo de jovens e os dois mais novos (são gêmeos) têm 15 e estão fazendo o curso de coroinhas. Tenho uma família bela e feliz e me sinto plenamente realizada como mulher e mãe! Mas na época da adoção ouvi até que “era melhor ter pego 3 cachorrinhos pq dá menos trabalho!” Mas essa coisas nunca abalaram a minha fé e a certeza de estar cumprindo o plano que Deus tinha para a minha vida. Hj só posso agradecer pelos 3 tesouros que Ele me deu de presente…
    Parabéns mais uma vez à equipe d”O catequista” sempre com ótimas matérias!!! Deus os abençoe!Paz e bem!

  • Ai, ai, como esse post me inspirou… Altas idéias!
    Obrigada pela partilha!

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