Espiritismo – os fantasminhas evocados não são camaradas

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E aí meu povo!

Voltamos com um assunto bem espinhoso, já que vamos mexer com a turma que acha que Chico Xavier foi um avatar e que Allan Kardec foi um cara muito legal. Numa série bem curtinha de posts (prometo) vamos mostrar a vocês algumas das discrepâncias do espiritismo, que fazem dele um abuso totalmente incompatível com a Sã Doutrina.

Nosso lance aqui não é atacar as pessoas (essas precisam de ajuda, e na minha própria família tem muitos espíritas), mas dar subsídios, em especial aos mais jovens, para responder corretamente quando questionados a respeito das diferenças, pra lá de inconciliáveis, entre a Doutrina de Jesus e as loucuras kardecistas.

Como fontes para esse trabalho temos os livros “Espiritismo – Orientação para católicos” (Ed. Loyola) e “Espiritismo e fé” (Ed. Quadrante), ambos de Frei Boaventura Kloppenburg, O.F.M. Ele inicia seu livro “Espiritismo e Fé” (P. 5) com a seguinte exortação:

“Peço ao Divino Espírito Santo que ilumine os que lerem essas páginas, para que vejam e entendam as razões por que o católico não aceita o espiritismo. Redigi-as movido pela caridade pastoral, pela urgência do esclarecimento solicitado por tantos fiéis católicos e pelo desejo de ser o ao mesmo tempo claro na exposição, rigoroso na argumentação, lógico na dedução e fiel à doutrina cristã. Seu gênero literário não é de diálogo com os espíritas, que merecem meu respeito, embora deles divirja, mas de orientação para católicos.”

Iluminou-me com certeza, e mostrou-me também que escolhi o caminho certo ao afastar-me dessa heresia medonha.

Espíritas e católicos concordam que:

  1. O mundo não é só matéria (entendeu, ateu?);
  2. Deus existe e é eterno, imutável, imaterial, único, onipresente, soberanamente justo e bom;
  3. Deus criou o Universo;
  4. Os valores do espírito são superiores aos valores da matéria;
  5. O ser humano não é só matéria;
  6. Depois da morte nossa alma continua viva e consciente;
  7. A vida após a morte está condicionada a forma como vivemos no corpo;
  8. Os falecidos não rompem com os que vivem ainda na Terra;
  9. No mundo do além nem todos são iguais;
  10. Há espíritos perfeitos que vivem com Deus, que podem nos socorrer e ajudar;
  11. Do mesmo modo, há espíritos maus que podem perturbar e prejudicar;
  12. Reconhecem ambos a extraordinária figura do Nosso Senhor Jesus Cristo;
  13. Que as leis morais do Evangelho são extraordinárias e que Jesus insistiu principalmente na caridade (entendeu crente?);
  14. Devemos fazer o bem e fugir do mal;
  15. Os pecados podem ser expiados;
  16. A virtude será premiada depois da morte.

Até agora, nada demais. Mas vamos começar a falar da lambança…

Sabemos que espíritos do além podem manifestar-se ou comunicar-se perceptivelmente conosco. A Igreja não nega isso. Tanto católicos quanto espíritas admitem dois tipos de manifestação dos espíritos: as espontâneas e as provocadas.

padre_pioAs manifestações espontâneas levam em conta que a iniciativa parte do além (saiba mais no post “I see dead people“). Como exemplo, podemos citar a difundida história de uma alma que veio pedir a ajuda de Padre Pio de Pietralcina para sair do Purgatório. Essas manifestações não afrontam a doutrina da Igreja.

Já as manifestações provocadas têm sua iniciativa em nós, os vivos. Citando as Escrituras, temos o episódio em que o rei Saul pede à necromante de Endor que evoque a alma do falecido Samuel (I Samuel 28, 3-25).

A Igreja aceita de bom grado as manifestações de espíritos do além, desde que sejam ESPONTÂNEAS, oferecidas pela bondade do Pai Eterno. Por outro lado, as manifestações provocadas, ou evocações, são divinamente proibidas. E são justamente essas evocações o meio principal para as peripécias do espiritismo, digo, “revelações”.

As manifestações provocadas estão entre as principais divergências entre a Igreja e os filhotes de Kardec (pra quem não sabe, ele adotou esse nome porque pensava ser a reencarnação de um sacerdote celta. Ah…tá.). O espiritismo é justamente isso: a evocação de gente morta.

A segunda e principal divergência entre nós e os espíritas é a questão da reencarnação. As consequências lógicas, sobretudo no modo de conceber a salvação eterna, tornam esses dois corpos doutrinários absolutamente irreconciliáveis (já falamos sobre isso no post “Se correr o karma pega. Se ficar o karma come!“).

Amanhã, veremos: como surgiu o espiritismo? Quem era Allan Kardec? Até lá!

capitao_kirk

A piada acima só os trekkies entenderão!!!

26 comments to Espiritismo – os fantasminhas evocados não são camaradas

  • Curti a idéia!

    Minha mãe é kardecista, e convivi com isso muito tempo antes de entrar pra Igreja. Vai ser legal ler isso tudo aqui nessa série =)

    E tem pelo menos 6 pessoas mortas na última foto. Que triste. =)

  • Guilherme Alberto

    Curti essa proposta de dar fundamentos, principalmente pros mais jovens (tipo eu) sobre esse assunto.
    Conheci o site a uma semana e estou gostando muito dos post.
    Cara, só uma dúvida, é só aqui no “Brazio” que crente é sinônimo de “evangélico”(protestante) ?
    Eu entendi o comentário ali no texto, mas isso vai de encontro com a forma que eu fui criado, sempre me falaram que crente é aquele que crê. Bem, nós cremos em Deus, cremos na Igreja Católica, somos crentes também :3

    • Oi, Guilherme!
      Que bom que você está gostando do conteúdo do blog.

      Quanto ao termo “crente”, ora, uma mesma palavra pode ter vários sentidos. Vai depender do contexto em que ela é usada.
      Quanto aparece num documento da Igreja, o termo “crente” significa a comunidade dos fiéis, aqueles que creem no Cristo. Então, os católicos são crentes.
      Mas, numa conversa ou texto informal, “crente” já está consagrado para se referir especificamente a evangélico.
      Aqui no Brasil, os próprios evangélicos se referem a si mesmos como “crentes”.

      • Cristiano Estolano

        E só para jogar mais uma pimenta na sua resposta, Vivi: o termo evangélico é uma usurpação, que dá a entender que só eles creem no evangelho… Nós também somos “evangélicos”, de certo modo… É melhor se referir a nossos irmãos separados como “protestantes”…

        Quanto ao texto, volta e meia meu pai (kardecista hardcore) e eu temos “embates” quando ele me provoca quanto à falhas humanas da Igreja e/ou questões doutrinárias – que segundo ele são “infantis”…

        Uma coisa que ele não consegue entender é a Misericórdia Divina… Seria interessante mostrar a incompatibilidade entre a Misericórdia de Deus e a crença espírita na lei do retorno…

        Abs e Parabéns a todos do site!

        • Guilherme Alberto

          Eu usei aspas para me referir aos protestantes/”crentes”/”evangélicos”.

          Bem, creio que não fomos convidados por Cristo para sermos “de certo modo ‘evangélicos'”, fomos ordenados por ele a efetivamente sair para proclamar o Evangelho.
          Um sacerdote que era pároco, aqui em Joinville, quando eu tinha uns 13 anos sempre dizia: “Ai de mim se eu não Evangelizar”.
          Quase que diariamente eu me lembro disso.

          • Cristiano Estolano

            Eu te entendi, Guilherme… Acho que não fui claro o suficiente (ou não deixei transparecer a ironia de maneira correta).

            Concordo com vc.

  • Alexandre Franco Mateus

    Bom dia, antes de começar a escrever sobre o motivo de discordar do artigo, quero dizer que não sou nenhum fanático religioso e que não vou me envolver em nenhuma discussão sem sentido. Se quiser argumentar comigo, apresentando “provas” estou aberto, caso contrário, eu vou ignorar.

    Atualmente eu sou espírita Kardecista e vim colocar a minha posição a respeito do artigo a pedido do Catequista no Facebook.

    Inicialmente posso dizer que não consideramos Chico Xavier um “avatar” como você disse, mas sim um homem santo que sempre pregou a fuga ao pecado, o bem ao próximo, e que em nenhum momento de sua vida visou lucro, pediu dinheiro, nem nada do gênero. Tanto que quando morreu, nem a casa em que morava estava em seu nome, havia sido doada há bastante tempo já.

    Quanto ao que diz respeito a Allan Kardec, ele não se considerava a “reencarnação de um guerreiro celta”, “o pseudônimo “Allan Kardec”, segundo biografias, foi adotado pelo Prof. Rivail a fim de diferenciar a Codificação Espírita dos seus trabalhos pedagógicos anteriores. Segundo algumas fontes, o pseudônimo foi escolhido pois um espírito revelou-lhe que haviam vivido juntos entre os druídas, na Gália, e que então o Codificador se chamava “Allan Kardec”” (http://pt.wikipedia.org/wiki/Allan_Kardec), ou seja, ele nunca disse que se considerava reencarnação desse guerreiro celta.

    Quanto ao que espíritas e católicos concordam, estou totalmente de acordo com o que você disse.

    No mesmo artigo, você disse que: “A Igreja aceita de bom grado as manifestações de espíritos do além, desde que sejam ESPONTÂNEAS, oferecidas pela bondade do Pai Eterno. Por outro lado, as manifestações provocadas, ou evocações, são divinamente proibidas”, certo?

    Errado!

    Leia este artigo: [a equipe de O Catequista removeu o link]. Ele fala a respeito do livro psicografado de Dom Helder Camara, “Novas Utopias”, e que foi reconhecido pela Igreja Católica, sendo inclusive que “os direitos autorais do livro foram divididos em partes iguais, na doação feita pelo médium, à Sociedade Espírita Ermance Dufaux e ao Instituto Dom Helder Câmara, de Recife, o que, aliás, foi aceito pela instituição católica, sem qualquer constrangimento.”

    Só para deixar claro, o livro foi escrito exatamente da mesma forma como Chico Xavier fez todas as psicografias e foi reconhecido pela Igreja.

    O que é proibido na Bíblia é a comunicação com os mortos com o intuito de adivinhação: [da equipe de O Catequista: para resumir seu comentário, vc citou Lev. 19:31; Deut. 18:10-12; Lev. 20:6]. Quando uma alma se virar para os adivinhadores e encantadores, para se prostituir após deles, Eu porei a Minha face contra aquela alma, e a extirparei do meio do seu povo.”

    Sendo que a comunicação com os mortos com o intuito de fazer o bem, não é proibida e é até incentivada pela Igreja, inclusive em entrevista com o Padre Gino Concetti (P.G.C), foi feita a seguinte pergunta:

    “P – Com que motivações um fiel pode encetar um diálogo com os trespassados ?

    P.G.C – «É necessário não se aproximar muito do diálogo com os defuntos, a não ser nas situações de grande necessidade. Alguém que perdeu em circunstâncias trágicas, seu pai ou sua mãe, ou então seu filho, ou ainda seu marido e não se resigna com a idéia do seu desaparecimento, ter um contacto com a alma do caro defunto pode aliviar-lhe o espírito perturbado por esse drama. Pode-se igualmente endereçar aos defuntos se tem necessidade de resolver um grave problema de vida. Nossos antepassados, em geral, ajudam-nos e nunca nos enviarão mensagens nem contra nós mesmos nem contra Deus.”

    No que diz respeito à reencarnação, esta é vista mais claramente na Biblia em João 3:1-12:

    “Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer? Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo.”

    O espiritismo é muito mais que “a evocação de gente morta”, o espiritismo é ensinamento da prática do bem, é doutrina onde se busca sempre nosso Senhor e onde o aperfeiçoamento espiritual é feito diariamente.

    Enfim, peço desculpas por ter sido tão longo e, como disse no começo, estou totalmente aberto a discutir qualquer dos assuntos, desde que seja com fundamentos e sem fanatismo. “A ciência sem fé é loucura, E a fé sem ciência é fanatismo.
    Lutero”

    • Alexandre,
      Quanto a Chico Xavier, daqui a alguns dias publicaremos um post dedicado a ele. Em relação à origem do nome de Kardec, de fato, ele não disse havia sido guerreiro, mas sacerdote celta – um druida (Fonte: a origem do nome Allan Kardec Publicado na lista da CEPA – Confederação Espírita Pan Americana, por Eugênio Lara). Apenas havíamos trocado o termo “sacerdote” por “guerreiro”. Obrigada, já corrigimos o post.

      Você diz que não é fanático, mas é interessante como engole facilmente a lorota ridícula de que a Igreja Católica reconheceu como autêntico o citado livro “psicografado” do espírito de Dom Helder. Ora, não é porque meia dúzia de católicos (sejam eles monges ou teólogos) acharam o tal livro “pisicografado” uma belezinha que isso indica o pensamento da Igreja. Só quem tem autoridade para falar em nome da Igreja é o Papa e os bispos, sendo que a palavra dos bispos deve estar em comunhão com o que ensina o Papa.

      Repare que o Instituto D. Helder Câmara simplesmente aceitou a doação do tal livro do “caboclo” do Dom Helder (tô zoando, kkkk), mas você quer forçar a barra para indicar que isso é o mesmo que aprovar o livro. Fala sério: o máximo que dá pra concluir é que eles foram educados. O que deveriam ter feito? Tacar fogo no livro? É mais inteligente aceitar com gentileza, e depois arquivar na sessão de “humor” da biblioteca.

      Não, Alexandre, não importa o que Padre Concetti ou qualquer outro padre tenha dito. O que vale é o que está no Catecismo da Igreja, que condena fortemente a evocação de espíritos, sendo isso pecado gravíssimo.

      Os espíritas, assim como os protestantes, creem que cada pessoa pode interpretar a Bíblia à vontade, aí já sabe… Só sai abobrinha. Você disse que “O que é proibido na Bíblia é a comunicação com os mortos com o intuito de adivinhação”. Ora, o que é proibido é toda e qualquer comunicação provocada com os mortos. Se não fosse assim, Deus não teria mandado que TODOS os evocadores de espíritos (médiuns) fossem expulsos de Israel.

      O próprio Jesus descartou essa historinha de morto mandar mensagem pros vivos. Basta ler a parábola que Ele contou sobre o Rico e o Lázaro (Lucas 16,19-31): no inferno, o Rico pediu a Abraão para que a alma do bom Lázaro voltasse ao mundo dos vivos e aconselhasse seus parentes. Abraão lhe deu um NÃO sonoro e redondo. Afinal, os vivos já têm tudo o que precisam para seguir o caminho de Deus: a Lei e os profetas.

      Deixa ver se eu entendi: você disse que Chico Xavier e suas “psicografias” foram aceitas pela Igreja? É isso mesmo? Se for… Cara, você tá VIAJANDO.

      Quanto ao trecho que você citou da conversa de Jesus com Nicodemos, repare que quando Jesus fala que é preciso nascer de novo, Nicodemos pergunta se um homem pode “tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer”. Jesus não confirma isso, mas diz algo diferente: “Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus”. Ou seja, é necessário nascer da água (da água do Batismo) e do Espírito (do Espírito Santo de Deus recebemos no Batismo). E pra deixar bem claro que não estava falando em um nascimento em um novo corpo, ou seja, em um nascimento “da carne”, Jesus diz: “O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito”. Ou seja, Ele estava obviamente falando de um renascimento espiritual (conversão e batismo), e não de um renascimento da carne (reencarnação).

      Achei pitoresco você citar Lutero no final, para defender a fé racional. Logo ele, um dos caras mais doidos e desequilibrados que o mundo já viu. Um suicida. Interessante!

  • O maior problema Vivi é aquele que Prof. Felipe Aquino escreveu em seu “Jovem, levanta-te!”: os espiritas não creem na redenção. Cristo não nos teria salvo pois a salvação viria da purificação das reencarnações.

    Quinta eu pego o livro em casa, e dito certinho a lista que ele escreveu de grandes heresias dos kardecistas (se não me engano eram umas 30).

    • A lista do Professor Aquino é a mesma do Padre Kloppenburg. E a argumentação é a mesma. Esse, aliás é o principal trabalho do professor Aquino e pelo qual muito o louvo: tornar acessíveis obras raras ou muito difíceis de entender para o leigo ler. Seus livros são quase todos assim. Tanto a lista quanto a argumentação sairão em nossos posts essa semana.
      Outro exemplo é o livro do Professor Aquino “Uma História que Não É Contada” que é praticamente igual ao livro do Professor Woods “A Igreja Católica: Construtora da Civilização Ocidental”, mas que trouxe essa obra fantástica à luz nessa terra de botocudos e, sem sombra de dúvida, foi responsável pela sua popularização (o livrinho da Quadrante vive esgotando edições).

  • Will

    Muito esclarecedor o post.
    Até então meu principal motivo da não aceitação do espiritismo era o fato de que – não lembro onde li ou ouvi – nenhum espírito humano teria permissão de, digamos, “perambular” sobre a Terra, onde apenas anjos e demônios (opa, esqueçam Herege Brown) teriam esse poder ou permissão. Por isso eu achava que esses espíritos invocados ou não invocados eram qualquer outra coisa, menos espíritos dos que passaram para o outro lado. É por esse motivo também que apesar de gostar muito da série ‘Supernatural’ nunca dei muito crédito às histórias, a não ser quando apareceram os anjos.
    Ficarei atento à sequência da série sobre espiritismo.

    Abraço!

  • Johnny

    Vai ser legal acompanhar esses posts. Convivo com espíritas, e de boa, são tão chatos quanto testemunhas de jeová. Brigadão Catequistas.

  • Prezado Paulo Ricardo, Viva Cristo Rei!

    Os espíritas tem um conceito diferente dos católicos de “espírito”, para eles, inclusive baseado em frases tiradas do Livro dos Espíritos, o espírito não seria nada além de “matéria muito sutil”. Isso inclusive foi assunto de uma discussão bem longa que eu tive com um espírita num fórum católico. Assim, as afirmações 1, 2, 4 e 5 ficam bem relativizadas: nominalmente nós concordamos; mas se fosse para contar com o apoio de um espírita num debate aprofundado contra um ateu, ou algum dos outros tipos de materialistas, a coisa ia ficar beeem confusa no meio do debate.

    Fora este pequeno comentário de ordem filosófica, o texto está, como de costume, excelente. As piadas são ótimas (não me considero trekkie, mas entendi a referência aos pobres “camisas vermelhas”; foi genial)!

    Parabéns pelo texto!

    Pax et Bonum

  • Janaína Colombo

    Gostei muito do tema… tem muitas partes difíceis em se conviver com um espírita, fiquei muito triste quando ouvi de uma parente que não é nem espírita, nem católica e nem nada(Casou-se com um espírita) que a igreja católica era espírita afinal, batizam os bebês para livrá-los dos pecados da vida anterior à sua reencarnação!

  • Sidnei

    Se existe uma passagem que esclarece algo sobre as manifestações espontâneas das almas dos fieis defuntos, para mi é o texto de 1º Samuel 2, 6 o qual na oração de Ana, mãe do Profeta Samuel assim diz: “O Senhor dá a morte e a vida, faz descer à habitação dos mortos e de lá voltar.”, para mim isto esclarece muita coisa, é somente sob a ação divina que pode ocorrer a manifestação espontânea que um falecido, somente sob a permissão de Deus, que alguém pode vir do além para aparecer a alguma pessoa neste mundo, fora disto, é passar por cima da autoridade de Deus, que somente Ele tem o poder de dar a Vida ou a Morte, de trazer alguém do além para ká antes da Ressurreição ou de levar alguém daqui para lá antes da morte física de alguma pessoa como, aparentemente, aconteceu com São Paulo o qual assim ele nos relata: “Conheço um homem em Cristo que há catorze anos foi arrebatado até o terceiro céu. Se foi no corpo, não sei. Se fora do corpo, também não sei; Deus o sabe. (II Coríntios 12, 2)

  • Sidnei

    Quanto a Comunhão dos Santos, o qual os que já se encontram com Cristo nos céu, mesmo somente em espírito, somente com a alma, faltando o corpo o qual se unirá a ele (o corpo) somente com a ressurreição nos últimos dias, mas mesmo assim eles podem orar por nós constantemente diante da Santíssima Trindade em nome de Jesus, para mim existe uma passagem que ilumina isto muito bem, embora São Paulo tenha atirado em uma coisa e acertado outra, no entanto ele comparando a unidade dos cristãos como a de um corpo em 1º Cor. 12,14-25 nos escreve a necessidade desta união o qual aqueles membros que acreditamos serem mais inúteis é que poderão ser os mais uteis, vejamos: “Assim o corpo não consiste em um só membro, mas em muitos. Se o pé dissesse: Eu não sou a mão; por isso, não sou do corpo, acaso deixaria ele de ser do corpo?. E se a orelha dissesse: Eu não sou o olho; por isso, não sou do corpo, deixaria ela de ser do corpo? Se o corpo todo fosse olho, onde estaria o ouvido? Se fosse todo ouvido, onde estaria o olfato? Mas Deus dispôs no corpo cada um dos membros como lhe aprouve. Se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo?. Há, pois, muitos membros, mas um só corpo. O olho não pode dizer à mão: Eu não preciso de ti; nem a cabeça aos pés: Não necessito de vós. Antes, pelo contrário, os membros do corpo que parecem os mais fracos, são os mais necessários. E os membros do corpo que temos por menos honrosos, a esses cobrimos com mais decoro. Os que em nós são menos decentes, recatamo-los com maior empenho, ao passo que os membros decentes não reclamam tal cuidado. Deus dispôs o corpo de tal modo que deu maior honra aos membros que não a têm, para que não haja dissensões no corpo e que os membros tenham o mesmo cuidado uns para com os outros.”, Não seis se para muitos, mas para mim, esta passagem esclarece muita coisa, a respeito da Comunhão dos Santos.

  • José Williams (Will)

    Bom dia Catequistas!
    Desculpe fugir, mas só um pouco do tema, mas ontem tive uma discussão pois me disseram que há padre na minha cidade que frequenta loja maçônica, onde eu falei que não podia. Quiseram teimar comigo que podia e que a própria Igreja era maçônica (olha a ignorância) e que não era nada de mais isso. Bem, achei no site do Vaticano e enviei um documento de 1983, assinado por Joseph Ratzinger, nosso Papa emérito, atribuindo o engajamento na maçonaria como pecado grave passivo de proibição da Sagrada Comunhão.
    Obviamente as pessoas que me falaram essas asneiras são “católicos” tipo camarão, que vão com a maré. Acho que tem muito católico hoje em dia achando “nada de mais” tais seitas e grupos. Queria só dar uma sugestão para um futuro ‘post’ assim como este sobre Espiritismo para abrir os olhos do pessoal.

    Abraço!

  • José Williams

    Opa!
    Valeu!

    Abraço!

  • Flavio

    Olá pessoal, tenho uma dúvida, acredito que a maioria das manifestações que ocorrem nos centros espíritas sejam fraudes, porém uma pequena parcela tem algo de anormal ou talvez sobrenatural, agora se os espíritos dos mortos não podem se comunicar a não ser com a autorização de Deus, o que está ocorrendo nessas seitas? Seria obra do maligno para manter essas pessoas longe da verdade cristã? Tenho um colega espírita que chegou ao absurdo de afirmar que São Francisco de Assis se comunicava com eles no centro, é brincadeira ou quer mais…rs

    • Flavio,

      Eu não vou dizer o que Deus faz ou deixa de fazer, mas seria esquisito ele enviar espíritos para se manifestar a um grupo que nega as verdades que Ele revelou. Pelo menos seria esquisito se não fosse para trazê-los à Verdade.

      Pensando logicamente, duvido muito que esses espíritos que se manifestam sejam enviados por Deus.

  • Sirley de Lima e Silva

    Sabem o que me cansa: o discurso espírita é sempre o mesmo. Para tudo eles têm uma resposta. Prático assim! Eles sabem todos os mistérios…. Têm todas as explicações. Se é mistério é divino e se não pra compreendermos agora…Deus sabe a hora de tudo. Quando tive depressão falaram-me que eu devia estar pagando algo que fiz no passado. Nossa! Às vezes sinto-me tão triste com este mundo… Então devo ter sido Hitler na vida passada. kkkkkkkk Gostei do site. Abraço a todos.

  • Rafael

    Só tenho uma pergunta. Sou católico, mas tenho vários amigos espíritas, e de fato, também não concordo com a doutrina espírita. Mas mesmo assim a Igreja respeita a religião espírita ou na verdade Ela só respeita os fiéis da mesma ? Qual a posição da Igreja em relação a isso ? Obrigado! –

  • Lembrando que:”A Reencarnação não funcionou nem para Kardec’
    DO LIVRO OBRAS PÓSTUMAS.
    Pergunta feita por Kardec ao espírito chamado “Verdade” — Que entendeis por estas palavras “por um pouco”?

    Resposta do espírito — Não ficará muito tempo entre nós; é necessário que retornes para terminar a tua missão, que não pode ser rematada nesta existência.
    CRTICA: Ou seja, em suas próprias palavras, inspirado pela revelação do espírito chamado “Verdade”, Kardec estimou que estaria de volta, reencarnado, nessa vida e pronto para continuar seu trabalho de codificador, no final do século XIX ou no mais tardar, no início do século XX. É óbvio que tal feito não se concretizou. Foi uma profecia falsa. O espírito chamado “Verdade” parece que não era muito partidário de falar a verdade.
    Até onde sabemos Kardec ainda não voltou para terminar o que começou. Parece que o espírito chamado Verdade lhe pregou uma bruta Mentira.
    De um EX- ESPIRITA DE CARTEIRINHA.

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